quarta-feira, 7 de maio de 2008
O ESPECTRO COMUNISTA
Como é possível que alguém em seu juízo perfeito considere o comunismo um belo ideal humanitário, que um acaso infeliz desviou de seus altos propósitos?O objetivo final da nova ordem mundial é instalar o sistema “comunismo cooperativo (um sistema de governo comunista,capitalista e espiritual ) em escala global.
Será que eles conseguirão?
O texto abaixo de Olavo de Carvalho pode responder melhor essa pergunta:
“Eis alguns - só alguns - dos objetivos proclamados abertamente pelos líderes e mentores comunistas:”
1. Karl Marx: extermínio de classes sociais inteiras e de uns quantos "povos inferiores".
2. V. I. Lênin: terrorismo sistemático como fórmula de governo.
3. Leon Trotsky: militarização completa do trabalho industrial e agrícola. Supressão da liberdade de escolher emprego.
4. Stálin: "Morte aos pequenos proprietários rurais. Ódio e desprezo aos que os defendem".
5. Che Guevara: Treinar os militantes para que se tornem "eficientes e frias máquinas de matar".
Notem bem: não são crueldades impremeditadas, sobrevindas no calor da batalha. São intenções declaradas.
Como é possível que alguém em seu juízo perfeito considere o comunismo um belo ideal humanitário, que um acaso infeliz desviou de seus altos propósitos?
Foi só por um desejo insano de enganar-se retroativamente a si próprios que muitos comunistas, depois da morte de Stálin, começaram a espremer seus cérebros para explicar como o regime dos seus sonhos pudera "degenerar" em tanta violência e maldade.
Não era degenerescência: era a execução racional e bem sucedida de planos traçados com muita antecedência - desde Marx - e levados à prática com a frieza metódica de uma obra de engenharia.
Fidel Castro, Guevara, Pol-Pot, Lênin, Stálin, Trótski, Marx - quem quer que escreva uma só palavra em favor desses monstros é seu semelhante, distinguindo-se deles em tamanho apenas, não em qualidade.
Ainda que por covardia ou falta de ocasião não venha a realizar pessoalmente seus desígnios macabros, não esconde sua admiração por quem os realiza.
E depois ainda se faz de horrorizado ante quem cometeu crimes incomparavelmente menores, se é que é crime apelar à violência para deter um genocídio anunciado e já em fase avançada de execução.
por Olavo de Carvalho
Rivadávia Rosa
Audiência cujo formato favorece a embromação
Falam cinco, seis senadores, propõem as questões as mais díspares, e o relevante e o irrelevante se somam.
Querem ver?
A sempre excelente e pertinente Kátia Abreu (DEM-TO) falou o essencial sobre o PAC, crítica que tenho feito desde o primeiro dia. O PAC não tem dinheiro novo. O que o governo fez foi, digamos, dar nome novo ao dinheiro que já havia — e também àquele que ainda não há: os investimentos privados que se esperam. O caso da Petrobras é exemplar: o que se conta como obra do PAC já fazia parte do planejamento estratégico da empresa. O que interessa, aí sim, é a execução do programa. Dos R$ 16 bilhões previstos para o PAC no ano passado, foram executados apenas 28%. A senadora lembrou também que o percentual de investimento público no governo Lula em relação ao PIB é igual ao de outros governos.
Kátia Abreu fez a sua exposição. A ela se seguiu Delcídio Amaral (PT-MS), que falou um troço lá sobre meio ambiente e comunidades indígenas. Depois veio outro para pedir algumas obrinhas para o Distrito Federal, como se fosse um vereador no Senado. Aí falou o notório Wellington Salgado (PMDB-MG), com aquela cabeleira acaju e óculos de “gatoso” (gato idoso), que resolveu dar um presente a Dilma. Falou em seguida o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que acusou o andamento lento das obras. Seguiu-se Arthur Virgílio (PSDB-AM), que voltou à questão do dossiê e confrontou as oito versões existentes até hoje para a estrovenga do dossiê. Voltou Agripino Maia (DEM-RN), para lembrar que a versão oficial para o dossiê não convence.
E a questão correta, irrespondida e irrespondível, da senadora Kátia Abreu? Ficou para as calendas. Dilma não respondeu. Limitou-se a dizer que este governo tem, sim, a compulsão de distribuir renda... Mas, na aparência e para a chamada crítica política, Dilma está dando um banho. E é o que se vai dizer amanhã. Conhecendo a tigrada, já antecipo, sei lá, quatro ou cinco análises afirmando que não adianta bater no governo: quanto mais apanha, mais cresce.
por Dilma Roussef
Não há como afastar o abalo à ordem econômica. Não é possível permitir a liberdade de quem retirou e desviou por cima R$ 2 milhões dos cofres públicos
Em 27 de abril, deputado disse ao advogado Ricardo Tosto, solto um dia antes, que iria desqualificar operação
O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), caiu no grampo da Polícia Federal discutindo abertamente com um dos alvos da Operação Santa Tereza "formas de desqualificar a investigação" sobre suposto esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Foi no dia 27 de abril, domingo.
Paulinho diz que "vai usar de suas influências para que a Câmara dos Deputados intime o superintendente da Polícia Federal e o ministro da Justiça para darem explicações".
A informação sobre os movimentos de Paulinho consta de documento de oito páginas que a Procuradoria da República entregou à Justiça Federal, em 2 de maio. Nesse ofício, a procuradoria reúne argumentos para requerer a decretação da prisão preventiva de toda a organização. Sustenta que acusados estão usando de "seu poder político" para desclassificar a Santa Tereza.
"A prova cabal dessa afirmação é a conversa interceptada entre Paulinho (deputado Paulo Pereira da Silva) e Ricardo Tosto", assinala a procuradoria, referindo-se ao conselheiro afastado do BNDES, o interlocutor do parlamentar.
O contato de Paulinho, que a PF gravou, ocorreu quatro dias depois que a missão federal saiu às ruas e prendeu 10 acusados - inclusive Tosto, que deixou a cadeia um dia antes do telefonema com Paulinho, e o lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor do deputado.
Os telefones de Paulinho não estavam no grampo, mas os de seu interlocutor estavam. Por isso a conversa de Paulinho, naquele domingo, caiu na malha da Inteligência da PF.
Para reforçar seu pedido, a procuradoria federal anotou: "Não há como afastar o abalo à ordem econômica. Não é possível permitir a liberdade de quem retirou e desviou por cima R$ 2 milhões dos cofres públicos para a satisfação de suas necessidades pessoais em detrimento de muitos. O abalo à credibilidade da Justiça é evidente."
O juiz federal Marcio Catapani ordenou a prisão de 4 dos 13 investigados, entre eles João Pedro, o aliado de Paulinho.
FRASE: Resistindo...
Quanto mais investigamos, mais cheira mal...

Os deputados Índio da Costa (DEM-RJ) e Carlos Sampaio (PSDB-SP), sub-relatores da CPI do Cartão, apresentaram nesta terça-feira, em entrevista coletiva, dois "casos emblemáticos" de tráfico de influência no uso dos cartões corporativos em pagamentos a empresas que têm em seu quadro societário servidores públicos.
Caso o relator não use as denúncias no relatório final da comissão, os deputados prometeram encaminhá-las diretamente ao Ministério Público.
Quanto mais investigamos, mais cheira mal - afirmou Índio da Costa.
Os parlamentares afirmaram que ainda precisam de outros documentos para realizar investigações mais amplas, como as notas fiscais que justificam os gastos feitos em dinheiro vivo. Mas, segundo os deputados, o governo está demorando a enviar essas informações ao Congresso.
O primeiro caso apresentado diz respeito à empresa Gilvana Elétrica LTDA.
Os parlamentares chegaram a essa empresa devido a um gasto de R$ 250 realizado com cartão de crédito corporativo, em outubro de 2006.
Ao investigar a empresa, descobriram que ela tem em seu quadro societário Raimundo Luiz da Silva, funcionário do Hospital Universitário de Brasília, usuário de cartão corporativo e que teria realizado saques de R$ 17,7 mil em dinheiro vivo.
Ao prosseguirem com as investigações, os parlamentares identificaram que a empresa Gilvana Elétrica realizou um total de R$ 113.493,68 de negócios junto ao governo federal, lidando com diversos órgãos como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Ministério da Saúde. Mas, a maior parte dos recursos - R$ 77.423,64 -, vinha da Fundação Universitária de Brasília, órgão vinculado ao HUB, local onde o sócio da empresa, Raimundo da Silva, trabalha.
Raimundo diz ter 5% das cotas da elétrica, sediada na Vila Planalto, bairro de classe média-baixa próximo à Praça dos Três Poderes.
Ele nega ter se beneficiado e diz ter esquecido a senha do cartão. - Sou um burocrata. Só fui à Gilvana para comprar parafuso, ferramenta, latinha de tinta. Não derramei dinheiro corporativo aqui - afirmou o servidor. Aqui.
Dossiê: crise na Casa Civil

Funcionários deslocados para montar o dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique ameaçam denunciar a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, como a responsável pelo episódio, caso sejam indiciados pela Polícia Federal.
O caso está mobilizando dirigentes petistas e já chegou ao gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi informado sobre a rebelião e pediu a emissários para apurar o tamanho da crise.
A rebelião cresceu depois que vazaram informações preliminares de que a sindicância interna restringiria a suspeita a dois funcionários escalados em fevereiro pelo secretário de Controle Interno, José Aparecido Nunes Pires, como revelou 'O Globo' há um mês.
Eles foram selecionados para montar um banco de dados com informações de gastos com contas do tipo B entre os anos 1998 e 2002.
No Planalto, o clima é de ameaça.
Funcionários graduados da Casa Civil já relataram a dirigentes petistas que não estão dispostos a arriscar suas cabeças por causa de Erenice, assessora de confiança de Dilma.
Nessas conversas, relataram que o levantamento encomendado pela secretária-executiva foi realizado de forma amadora.
Esses funcionários alertaram ministros e assessores do presidente Lula sobre o papel de Erenice em toda a operação.Leia mais no Globo.
Um novo vírus da dengue ameaça Brasil
Em depoimento à Comissão de Seguridade Social da Câmara, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) lançou um alerta: o Brasil está na bica de receber um novo vírus da dengue –o vírus do tipo 4, ainda mais letal do que os três que já vicejavam no território nacional.
A ameaça vem, segundo o ministro, da Venezuela, que já convive com o vírus do tipo quatro.
"A população brasileira não tem imunidade a esse novo vírus", disse Temporão.
Ele realçou que o risco se deve ao intenso afluxo de viajantes que cruzam as fronteiras entre Venezuela e Brasil. Daqui para lá e de lá para cá.
De acordo com o relato do ministro, a dengue infelicita 3.970 mil municípios brasileiros. O flagelo é permanente e duradouro: "Não teremos uma vacina nos próximos cinco anos, pelo menos.”
“Só nos resta o combate ao vetor [o mosquito Aedes aegypti].
É preciso ação intersetorial coordenada para combater o mosquito, de forma ininterrupta, o ano todo.
" Hoje, 86% dos casos da doença surgem entre janeiro e maio de cada ano. Mas a coisa pode se complicar: "As mudanças climáticas, devido ao aquecimento global, podem piorar o quadro", disse Temporão.
Análise Lúcida Sobre Lula
Pois nós brasileiros temos aqui nosso Forrest Lula, pelas razões que apresentarei abaixo.
1) Ele pensa que chegou a presidente pela competência, mas foi por uma junção entre sua persistência malufiana e o 'mudancismo' do eleitor, que só pelo desejo de mudar nem se sabe o quê vota alternadamente em candidatos como Collor e Maluf, e depois em Lula & companhia.
2) Ele pensa que é respeitado lá fora, mas não passa de uma curiosidade zoológica, como o mico-leão dourado. A esquerda romântica de lá acha lindo um operário do terceiro mundo ter virado presidente: Se ele é competente ou não, o terceiro mundo que se dane. Ele recebe essa corda toda e acredita.
3 ) Ele pensa que trouxe programas sociais, mas a única coisa que o PT fez foi proteger os terroristas sem-terra, e transformar o bolsa-escola em bolsa-esmola.
4) Ele pensa que faz sucesso com a imprensa , mas na verdade contou, pelo menos até os recentes escândalos, com uma imprensa domesticada e cordial.
5) Ele pensa que não existe ninguém que possa questioná-lo tanto em ética quanto em política, mas isso só acontece por que ele nunca se expôs a entrevistas coletivas sérias, com jornalistas especializados, onde teria de dar uma satisfação objetiva de seu desempenho.
6) Ele pensa que é imune a essa crise porque seu percentual de aprovação ainda é alto, mas as pessoas que ainda confiam nele são aquelas tão avessas à leitura quanto seu presidente, e por isso nem sabem o que acontece.
7) Ele pensa que é responsável pelo sucesso da política econômica , mas isso aconteceu porque a diretriz econômica foi a única herança do governo anterior que ele não estragou.
8) Ele pensa que causou o aumento das exportações, embora isso tenha sido conseqüência de uma série de fatores anteriores a seu governo, mais as circunstâncias favoráveis no cenário internacional.
9) Ele pensa que não sofrerá impeachment por estar acima de tudo o que acontece, embora Collor tenha sido defenestrado por muito menos. Na verdade, ele só vai ficar lá porque não interessa a ninguém transformá-lo em mártir, dando-lhe chance de retornar à cena política, ao mesmo tempo que ninguém quer ver o escroto do Alencar tomar o poder e arruinar a política macro-econômica.
O professor vai comer o pão que o diabo amassou por dizer a verdade e pela ousadia de pensar diferente dos esquerdopatas de plantão.
Parece que ainda há esperança para a USP.
O burro vai falar...
Uns dizem que a história vem da China Antiga, outros a atribuem à Idade Média na Europa, mas óbvia continua sendo sua aplicação entre nós.Um camponês foi condenado à morte pelo rei, mas viu um burro pastando nos jardins de Sua Majestade e pediu o adiamento por dois anos da aplicação da sentença, anunciando dispor do dom de fazer os burros falar.
Na dúvida, o rei concedeu a moratória, e a mulher do camponês o interpelou, perguntando se estava maluco.
"Dentro de dois anos, três coisas podem acontecer: o rei morrer, o burro morrer ou eu morrer...".
A mesma coisa acontece com o PT.
Está condenado à derrota na próxima sucessão presidencial, pela absoluta falta de candidatos em condições de vitória.
Assim, os companheiros precisam de tempo, podendo três coisas acontecer, até 2010:
o presidente Lula aceitar o terceiro mandato, um candidato surgir entre os partidos aliados da base governamental, ou o partido desaparecer.
O Alto Comando petista trabalha com as três hipóteses, mas, assim como o camponês sabia da impossibilidade de fazer o burro falar, o PT tem consciência de que nenhum candidato viável emergirá de seus quadros...
Bispo denuncia que há 300 pessoas 'marcadas para morrer' no Pará
Uma safra de erros - por Alvaro Vargas Llosa
Nos anos 1830, Richard Cobden e John Bright começaram uma campanha contra as leis protecionistas que estavam mantendo os preços dos alimentos em alta na Grã-Bretanha. Depois de suportarem o abuso por muitos anos, em 1846, eles convenceram o governo a revogar as infames Leis do Milho , uma mudança que ajudou o início de um longa período de prosperidade.
Recentemente, estive pensando bastante nesses heróis do século 19. O mundo precisa de uma nova Liga contra as Leis do Milho (o movimento fundado por eles) se deseja pôr um fim nessa loucura de escala dos preços dos alimentos e salvar milhões de pessoas, do Haiti a Bangladesh e de Camarões às Filipinas, da inanição.
Os preços têm subido com constância nos últimos três anos, mas a questão só estourou neste ano. Desde janeiro, o preço do arroz subiu 141%, enquanto o do trigo quase dobrou em um ano. Num mundo no qual os pobres gastam três quartos do orçamento em comida, isso significa uma potencial situação de vida ou morte para um bilhão de seres humanos que vivem com o equivalente a menos de US$ 1 por dia. Leia mais.
Muitos governos, especialistas, organismos multilaterais e organizações não-governamentais estão fracassando em responder a questão básica
em relação ao déficit de alimentos.
Em vez disso, postulam soluções que aumentariam o problema.
Ayres Britto toma posse como presidente do TSE
Tomou posse na noite desta terça-feira, o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto.Em seu discurso, o ministrou citou temas polêmicos, dando uma demonstração do que será o perfil de sua gestão - prevista para durar doss anos.
Durante cerca de 20 minutos, Britto defendeu a fidelidade partidária, o financiamento público de campanhas e criticou a 'oligarquização' dos partidos políticos no Brasil.
“É preciso falar cada vez mais da qualidade de vida política do país, o que requer a eterna vigilância contra aqueles políticos que não perdem a oportunidade para fazer de sua caneta um pé-de-cabra”, disse.
A destruição do Brasil pelo esquerdismo...
pecados, a começar pela ruptura da promessa de eleições livres em seis meses, pela destruição da maior liderança civil anti comunista que este país já teve -- Carlos Lacerda --, e pela fuga ao dever do combate cultural, que, se empreendido em tempo, não só teria frustrado de antemão as ambições belicosas mais imediatas da esquerda, livrando as Forças Armadas de comprometer-se na subseqüente “guerra suja”, mas teria também estrangulado no nascedouro o projeto gramscista que, protegido sob a atenção exclusiva dada pelo governo militar às ações da esquerda armada, teve tempo de crescer em silêncio e transformar-se no que é hoje.O que quero dizer é simplesmente que não há comparação possível entre os males da ditadura nacional e o caos ignóbil e sangrento que a esquerda prometia ao país.
Cinqüenta mil homicídios por ano, a corrupção endêmica e incontrolável, a juventude intoxicada e imbecilizada pelas drogas, o Estado transformado em apêndice do PT e agência de empregos para militantes, a educação nacional reduzida à pregação comunista mais estupefaciente, a Amazônia desnacionalizada desde dentro pela subversão descarada das “nações indígenas” e de fora pelo intervencionismo galopante das ONGs e da ONU –
é preciso ser muito sonso para imaginar que tudo isso é mero acúmulo casual de incompetências e não a realização metódica de uma gigantesca engenharia da destruição.
Os comunistas cobram tão caro os seus trezentos militantes mortos pela ditadura brasileira, e ao mesmo tempo barateiam de tal modo os cem milhões de vítimas civis do comunismo internacional, que nenhum observador em seu juízo perfeito, vendo tão patente e brutal desproporção, pode deixar de saber que está diante de sociopatas perigosos, desprovidos dos mais elementares sentimentos humanos de eqüidade e justiça.
Nenhum conservador, por mais que odeie o comunismo, aceitará jamais a proposta de erradicá-lo do mundo mediante a liquidação de cem milhões de comunistas.
Ser conservador é precisamente recusar, com todas as forças, a idéia insana de que alguém tenha o direito à prática da violência generalizada em nome da promessa de um futuro vago e hipotético, a ser cumprida em data incerta e por um preço incalculável.
Para os comunistas, ao contrário, essa idéia não só é natural como obrigatória, pois é ela que os transforma naquilo que Che Guevara chamava de “o escalão mais alto da espécie humana”.
É a cota que temos de pagar pela liberdade que construímos."
(Che Guevara)
e diz que quem faz o sacrifício é ele.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Em cana... mais um!
Senador é denunciado por sonegação
Acusado de sonegar tributos entre 2000 e 2002, época em que foi diretor da Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura (Asoec), o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) acabou denunciado esta tarde por crime contra a ordem tributária pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.
Salgado teria deixado de pagar parcelas de um programa de refinanciamento de dívidas tributárias da Receita Federal. Por ser senador e, portanto, ter foro privilegiado, o caso corre em segredo no Supremo Tribunal Federal.
O procurador-geral deverá propor a Salgado a suspensão do processo em troca de serviços comunitários. Se for condenando, ele ficará preso no máximo por dois anos.
Suplente de senador, Salgado assumiu uma cadeira no Senado assim que o titular da vaga, Hélio Costa, se tornou ministro das Comunicações.
Agência Estado
Lauro Malheiros Neto deixa o cargo após denúncias
O secretário-adjunto da Segurança Pública de São Paulo, Lauro Malheiros Neto, entregou sua carta de demissão nesta terça-feira, após denúncias sobre sua ligação com o investigador Augusto Peña, preso por suspeita de extorquir dinheiro de criminosos --entre outros crimes.Peña foi preso na semana passada sob a acusação de ter seqüestrado e exigido R$ 300 mil para não prender, em março de 2005, Rodrigo Olivatto de Morais, 28, enteado do presidiário Marco Willians Herbas Camacho, Marcola, apontado pela polícia paulista como chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), conforme revelou reportagem da Folha.
A ex-mulher de Peña, Regina Célia Lemes de Carvalho, afirmou que é capaz de provar que o policial é bastante ligado a Malheiros Neto, cujo escritório de advocacia de sua família atuou em duas causas cíveis para Peña --uma delas a separação do casal. Sem apresentar provas, ela disse que o investigador pagava ao secretário-adjunto para que ele o ajudasse na polícia.
Eu só queria...

a integridade territorial do Brasil, lááááá...
em Roraima não é uma AMEAÇA ?
Qual a diferença do Brasil que foi integrado
diplomaticamente e o atual?
No Passado nós tínhamos um BARÃO DO RIO BRANCO!!!
No Presente surgiu UM BARÃO DO RIO PRETO???
Pobre Brasil, eles mesmos dizem e “se desdizem-se”!É mesmo “uma esquerda escocesa”, com “rótulo preto...
Entrevista com Roberto Romano - 2
e eles sempre estão dispostos a pagar”
Roberto Romano: Isso é próprio dessa linhagem de ditadores populistas.
Quando Lula decide que Severino Cavalcanti foi injustiçado pela elite paulista e paranaense, ele usa o discurso autoritário onde sempre há a benção a um indivíduo ou grupo, contra um abstrato.
O que e quem é a elite paulista e a elite paranaense? Isso é muito próprio de quem imagina que a sua vontade está acima da racionalidade e inclusive das doutrinas.
Lula passou a existir além do PT?
Roberto Romano: Bem no começo do PT as propagandas eram realistas como o realismo socialista. Lula aparecia feio, barbudo, mal vestido, falando errado, e todos os demais eram desse modo. Ele continua falando errado, mas melhorou bem. Pouco a pouco eles foram contratando técnicos de comunicação, marqueteiros, e foram glamorizando sua figura e o seu discurso, mantendo esse apelo às massas populares e, ao mesmo tempo, vendendo-se como fiáveis e confiáveis.
E qual a mensagem que o PT passa hoje?
Roberto Romano: Hoje eles estão dizendo o seguinte: estamos fazendo o possível. Eles prometiam o céu e a terra, se prometiam como santos, o que era uma temeridade e agora estão fazendo o possível. Ora, o possível qualquer um pode fazer! Fernando Henrique oferecia a utopia do possível, o pessoal do PFL, agora DEM, também sempre ofereceu o possível, então eles não estão oferecendo nenhuma novidade.
O Brasil corre o risco de se transformar em uma Venezuela?
Roberto Romano: Não vejo risco de isso acontecer. O risco é que as Instituições brasileiras estão sendo corrompidas, e isso não é obra só do Lula, é um trabalho que vem sendo executado há um bom tempo, mas ele levou essa corrupção à perfeição.
Nós não temos mais um legislativo de verdade, nós temos uma instância de aceitação dos decretos presidenciais, que são as medidas provisórias. Então existe essa corrosão institucional patrocinada pelo Lula, mas com um padrão diferente.
Essa corrosão se reflete em outras esferas, não é? O senhor acompanhou o caso de um acordo firmado entre o governo de MT e o TJ.
Roberto Romano: Sim, acompanhei. Primeiro no seu blog, o prosa e política, depois li na Folha de São Paulo. Isso é a maior prova de uma corrosão das instâncias autônomas do estado. É o fim do mundo, é o fim da picada, é uma coisa de ficar com vergonha do estado brasileiro.
Porque a Constituição de 88 tem a virtude de ser baseada no conceito de autonomia, quando existe a abdicação dessa autonomia pelo Poder que deveria ser, obrigatoriamente, o defensor da autonomia, que é o judiciário. Se o judiciário faz isso com a autonomia, o que não faz com a cidadania? Onde vai parar o direito do indivíduo?
Quais as conseqüências da concentração dos impostos e de poderes nas mãos do governo federal?
Roberto Romano: Nós vemos a corrupção nas instâncias mais baixas que são as prefeituras. Em Ribeirão Preto, por exemplo, Palocci está respondendo até hoje a processo de corrupção. Em Santo André o prefeito foi assassinado.
Como está esse caso?
Roberto Romano: Nada foi feito até agora. Inclusive o ‘Sombra’, acusado de ser o mandante, entrou com uma representação no Supremo Tribunal, dizendo que o Ministério Público não tem poderes de investigação, e pode prejudicar toda a investigação feita até agora.
Como a polícia paulista muito apressadamente decidiu que o crime era comum e como os promotores de SP, do Gaeco, mostraram com provas que não se tratava de um crime comum, mas político e de corrupção e indicavam a ele (o sombra) como mandante, ele entrou com a alegação que o ministério público não teria poderes, que isso seria usurpação de poderes.
Se o supremo decidir pela representação, nós teremos o fim das investigações.
Por que a população aceita todas essas aberrações?
Roberto Romano: Existe algo recorrente na política brasileira que é o machismo e a masculinidade exacerbada. Isso foi uma característica de todo nosso passado, sobretudo do período pré-ditadura.
O Lula, dias depois de tomar posse, em um comício em Porto Alegre, disse, inclusive rebaixando o estatuto de sua esposa, ‘aqui está a galega, eu emprenhei porque pernambucano não faz por menos’.
É uma visão social masculinizante e isso remete ao lado valente, forte, daquele que faz as coisas porque quer. Esse é o caldo de cultura para uma ditadura.
Então a população busca um líder que seja mais forte que ela?
Roberto Romano: Exato, até do ponto de vista da sofistica. Aquele João Santana (Marqueteiro petista), ele na propaganda, acentuava que Lula estava sendo massacrado por fortes, pela elite branca, rica, etc.
Quando os outros estavam sendo atacados, ele era o fortão. Então Lula é um carisma fabricado por técnicas de propaganda sofisticadíssimas, por pessoas altamente qualificadas, como é o caso do João Santana.
É uma manipulação tecnicamente muito bem fundamentada. Quer dizer, não basta reduzir o estatuto do personagem Lula ao elemento folclore. A figura dele é tecnologicamente bem construída.
Esses escândalos todos causaram uma visível apatia nos jovens, será essa herança do PT?
Roberto Romano: Infelizmente sim porque o mimetismo dos fatos culturais é dos mais ambivalentes. Você tem o mimetismo que pode levar para o bem e o mimetismo que pode levar para o péssimo.
Isso ninguém pode explicar de maneira mais ampla do que Platão em A República.
Os jovens mimetizam o que vêem os adultos fazendo. Então, se você tem uma política que além de ceder à corrupção, quebra a palavra, veja, quando Lula diz que era bravata tudo que ele dizia antes, muita gente acreditou nessa bravata e essas pessoas se sentem enganadas.
O que a esquerda quase sempre faz, desde a Revolução de 17 e agora novamente é isso. Ela oferece um figurino e depois diz “olha, esse figurino sempre foi jeca, fora de moda e você que compraram erraram”. Ou seja, ninguém se sente seguro depois de ter sido enganado por alguém que tinha um padrão de excelência.
Eu sempre adverti o PT, em especial os militantes que vinham com aquele discurso de que o PT era ético e os outros eram farinha do mesmo saco contra essa arrogância que é própria da ignorância.
Qualquer agremiação política, dada que é composta por seres humanos é falível, evidente de dentro do PT indivíduos ou grupos poderiam ter a mesma marca, portanto, dizer de boca cheia que todos dentro do PT eram éticos, era uma temeridade, no mínimo, mas eles fizeram isso.
Então eles se venderam como imaculados, como o exército dos anjos, a falange angélica, quando na verdade o que eles faziam era aquela brincadeira que o Oscar Wide coloca no retrato de “Dorian Gray”, quer dizer, eles ofereciam o retrato jovem, bonito, saudável, maravilhoso, mas lá no funda da casa um monstro imundo e horrendo estava sendo produzido.
Eles esconderam o monstro horrendo enquanto puderam.
Agora o que eles estão querendo dizer é que todo mundo é um monstro horrendo e ninguém pode ter um retrato bonito.
Diante desse Lula egocrata, qual seria o discurso da oposição?
Roberto Romano: É muito difícil. Há um livro de um autor soviético analisando a propaganda nazista, mostrando o que poderia ter sido feito pela social-democracia para neutralizar a propaganda nazista.
O problema é que nem sempre você pode dispor de intelectuais para produzir um discurso contrário que seja ao mesmo tempo eficaz.
Quer dizer, de um lado você tem as pessoas que estão no poder, que tem essa capacidade nata de demagogia e contam com consultores como João Santana, altamente sofisticados.
Por outro lado, na política econômica a oposição fica imobilizada porque ela não pode contra-atacar uma política que foi feita por ela mesma. Na política social, boa parte do que Lula tem feito, reitera o que começou no governo anterior.
Além disso, no caso dos tucanos, tem aquilo que chamo de parentesco, eles são primos dos petistas. Inclusive tem relações de ordem afetiva, de amizade. Boa parte dessas pessoas foi pro exílio e viveram juntos. Não eram nem petistas nem tucanos, eram a esquerda com suas várias agremiações.
Veja, o Marco Aurélio Garcia viveu muito tempo à sombra do Paulo Renato de Souza. Foi Paulo Renato que o arrumou emprego, bolsa. Assim como esses dois, muitos tucanos e petistas que dividiram as agruras do exílio e que formaram laços. Então fica muito difícil se transformar numa oposição.
Resta então a oposição exercida pelo DEM?
Roberto Romno: O DEM tem uma característica muito interessante porque na sua gênese ele é ligado à oligarquia, por outro lado ele tem a expressão intelectual da UDN que tinha um perfil anti-estatista e liberal.
Então nessa medida o DEM, quando entrou para a sustentação do FHC, primeiro que foi uma relação muito tensa com os tucanos, perdeu um pouco a característica. Agora ele está se descobrindo e descobriu um filão que é muito promissor, que é o dos impostos. O DEM está batendo muito mais na carga tributária e com essa postura ele vai se firmar e conseguir boa dose de audiência.
Como fica o discurso do acadêmico de esquerda que pregava o anti-liberalismo?
Roberto Romano: Ai eu ataco a incultura da própria esquerda.
O que é neoliberalismo?
Se você perguntar a cem militantes e mesmo intelectuais renomados da esquerda, sobretudo do PT, quantos livros eles leram do Hayek, você verá que eles não leram nenhum.
Quer dizer, o que era neoliberalismo?
Era um conjunto de slogans que tinham como conteúdo velhas doutrinas como o anti-capitalismo, o anti-imperialismo norte americano, quer dizer era quase como uma palavra mágica. Então tudo passou a ser neoliberalismo.
E não houve um esforço para analisar mais profundamente o que era neoliberalismo, inclusive nas suas vertentes várias desde as mais autoritárias até as menos. Não houve esforço de analisar a emergência.
Então, esse discurso dos termos e conceitos frágeis que circulavam pelos textos e pelas opiniões petistas e da esquerda, é dos mais lamentáveis, porque quando se pergunta a um militante o que é liberalismo, ele vai dar toda a resposta do que não é, mas ele não sabe o que é.
Anarquia é uma proposta social em que você dá ao palhaço a administração do circo.
(E às vezes ele é muito bem-sucedido)
Millor
A esquerda brasileira pós chegada ao poder, a corrosão das Instituições brasileiras e retorno ao absolutismo.
Abril 05, 2008
Esta semana tive a oportunidade de conversar com o professor Roberto Romano, um dos mais importantes intelectuais brasileiros.
Ele é professor de Filosofia e de Ética da UNICAMP, Doutor em Filosofia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, autor de vários livros e consultado sempre quando o tema é comportamento ético dos políticos.
Na juventude foi militante da esquerda ligado a Ação Popular - AP, movimento de inspirado nas idéias de Teilhard Chardin e de Hegel.
Esteve preso pela ditadura militar (1964-1985) e depois exilado em Paris. Conversamos sobre a esquerda brasileira pós chegada ao poder, sobre as mudanças nos discursos e nos rumos, a corrosão das Instituições brasileiras e sobre o que ele denomina de retorno ao absolutismo.
Conversamos até sobre fatos de Mato Grosso.
Leia a entrevista: Aqui.
Qual foi a reação de acadêmicos como Marilena Chauí, em relação aos desvios éticos do governo Lula? E antes, em relação à “Carta aos brasileiros”, onde era anunciada uma mudança de comportamento?
Roberto Romano: A Marilena no começo, como boa parte da esquerda pensante, tentou fazer críticas à Carta aos brasileiros e à política econômica. Na reforma da previdência houve um debate em que nós dois fomos convidados. Uma semana antes essa senhora tinha ido ao Palácio do Planalto e dito que quando Lula fala o mundo se ilumina e tudo se esclar
ece. Quando eu soube, mandei uma carta aos organizadores perguntando se eles não tinham vergonha de convidar alguém que tivesse uma posição daquele tipo, não por defender o governo, acho legítimo defender qualquer governo. Pois bem, esta senhora foi e criticou a reforma da previdência.
Isso fez com que o corpo docente emitisse uma nota dizendo que eu era ranheta, que meu nível mental era muito baixo e coisas parecidas. Um mês depois ela escreveu um artigo na Folha de SP defendendo a reforma da previdência. E ai a associação docente da Unicamp lançou uma nota de repúdio à professora Marilena Chauí porque ela tinha quebrado com sua própria palavra.
Então como ficam os intelectuais?
Roberto Romano: Sempre você tem essa história do poder e dos intelectuais. Os intelectuais quase sempre, salvo honrosas exceções, têm a veleidade de elaborar idéias e programas e quando aqueles que têm o poder para executar as idéias e programas rompem com essas idéias, ou eles se afastam para a vida privada ou eles fazem esse triste papel que essa senhora está fazendo.
Depois disso o que ocorreu com a esquerda?
Roberto Romano: Ocorreu algo muito comum na esquerda quando chega ao poder, sem nenhuma novidade em termos históricos. Entre o programa arvorado pelo partido, antes de chegar ao poder, e as medidas práticas, sobretudo de ordem econômica, há uma distância muito grande. Há uma quebra, lógica, doutrinária, tendo em vista a adaptação. Aconteceu na União Soviética na revolução de 1917, na social-democracia alemã, na social-democracia francesa.
O interessante é que para esses a mudança era apenas um recuo tático, para que a Revolução ganhasse força e depois seguisse outras etapas. Aqui no Brasil essa idéia está mantida apenas na consciência dos líderes de esquerda mais radicais e de alguns militantes.
Se a postura adotada não surpreendeu, o que surpreendeu foi a corrupção?
Roberto Romano: Isso surpreendeu só aos muitos ingênuos ou aos muito idealistas. Há muito tempo, ainda no período FHC, os militantes do PT já percebiam corrupção. Em SP teve o caso Lubeca. E dentro do PT teve o caso do Paulo de Tarso Venceslau que ficou muito claro. Ele denunciou a corrupção, foi feita uma espécie de comissão de análise e julgamento … e ele [Paulo de Tarso ] foi condenado e as pessoas que estavam providenciando a corrupção foram absolvidas.
Então essa mudança da ética imaculada, ao “somos iguais a todo mundo” não ocorreu depois que o Lula tomou posse. Ela já vinha.
E em função disso o PT conseguiu chegar ao poder?
Roberto Romano: Não gosto de ser maniqueísta. Acho que o PT naquele período teve experiências admiráveis na administração de prefeituras, algumas premiadas pela Unesco, e ao mesmo tempo teve essa entrada na corrupção generalizada que ocorre em toda a federação brasileira, essa super centralização dos poderes e dos impostos no campo federal e a difícil ida desses impostos para o município, o que leva muitos prefeitos à tentação da corrupção.
Por isso o senhor diz que estamos vivendo um retorno ao absolutismo?
Roberto Romano: Exatamente. Nós estamos retornando a esse princípio absolutista da irresponsabilidade do governante máximo e dos seus ministérios, e ao mesmo tempo essa ganância por impostos e essa concentração de poderes em suas mãos.
Lula é um autoritário camuflado por uma pseudo-ignorância?
Roberto Romano: Não. Lula é claramente autoritário. Fazendo uma análise do discurso, Lula fala sempre a partir do eu, é ‘egocrata’ (que significa poder personalizado; etmologicamente, poder do eu) no seu limite. ‘Eu concedo isso’, ‘Eu imagino aquilo’. Não há nenhum disfarce quanto ao autoritarismo. Todas as vezes em que ocorreu uma crise, primeiro ele apelou para o povão com discurso demagógico, mas nesses discursos ele reafirma que é o dono do poder.
Isso o torna perigoso à democracia?
Roberto Romano: Lula é uma pessoa perigosa à democracia porque ele conseguiu encarnar a figura do ditador sul-americano. Entrou no modelo Peron, Vargas e tudo mais, soube utilizar esse modelo, inclusive com todas as suas características.
Ele não tem a Evita Peron, mas ele tem a Dilma Rousseff, que agora é a mãe do PAC. E pode ter certeza que se a Dilma for candidata, o que certamente os petistas não vão deixar, ela virá com esse modelo. O slogan será “Dilma, a mãe dos pobres”.
Lula encarna todos os elementos das ditaduras populistas da América do Sul.





CBN - A rádio que toca notícia - Lucia Hippolito


