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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Novo golpe à vista: prorrogação de mandatos geral e irrestrita

Novo golpe à vista:
prorrogação de mandatos geral e irrestrita

Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva batendo recordes sucessivos de popularidade, já circula nos bastidores da política em Brasília rumores de que a base governista poderá lançar um novo balão de ensaio na praça.

O Ministério da Justiça já começou a fazer consultas informais, tanto a parlamentares aliados do governo como da oposição, sobre a hipótese de prorrogação, por dois anos, do mandato não só do presidente Lula, como de todos os 27 governadores, deputados federais e estaduais e senadores.

Essa idéia seria uma alternativa à polêmica proposta defendida por alguns petistas, mas rechaçada com violência especialmente pela oposição, de um terceiro mandato consecutivo para o presidente Lula.

A desculpa para a mudança, que garantiria mais dois anos de poder para o PT, seria a de unificar as eleições no país, que hoje a cada dois pára por causa das campanhas eleitorais.

Como a prorrogação de mandatos seria ampla, geral e irrestrita, as chances dessa idéia prosperar são muito maiores do que a do terceiro mandato, que exigiria de qualquer forma a realização de uma eleição.

Como no Congresso Nacional a maior parte dos parlamentares não se constrange em agir em benefício próprio, a proposta pode ganhar força. E pior, com o aval de uma parcela da população que apóia o governo Lula e realmente gostaria de ele continuasse no cargo por mais tempo.

Se isso acontecer, caberá ao Supremo Tribunal Federal colocar um freio nesse golpe político em gestação. Aqui.

por Adriana Vasconcelos

sábado, 21 de junho de 2008

A lista de Zuleido Veras


REVISTA VEJA

A VEJA. com noticiou ontem, com exclusividade, alguns detalhes da agenda de Zuelido Veras, o tal empreiteiro da Gautama. Leia a reportagem completa na edição impressa da revista.

Por Expedito Filho:

Em maio do ano passado, uma operação da Polícia Federal apresentou a cadeia a Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, um conhecido parasita de obras públicas.

Escutas telefônicas e documentos apreendidos revelaram que o empreiteiro, agora solto, mantinha uma extensa relação de contratos milionários – e incestuosos – com o governo federal e uma intensa relação – também incestuosa – com políticos de vários estados e matizes.

As investigações levaram o Ministério Público a acusar 61 pessoas por crimes de corrupção e formação de quadrilha, entre elas o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e os governadores Teotonio Vilela Filho, de Alagoas, e Jackson Lago, do Maranhão. Os laços financeiros que uniam Zuleido a políticos, porém, parecem ser bem mais fortes do que se imaginava.

Em uma das buscas realizadas no escritório do empreiteiro, a polícia recolheu agendas com informações intrigantes que devem arrastar muita gente graúda para o epicentro do escândalo.

VEJA teve acesso ao conteúdo dos registros. As anotações sugerem que Zuleido Veras mantinha uma contabilidade clandestina que alimentava desde campanhas eleitorais até pagamentos de propinas a funcionários públicos e políticos.

Assinante lê mais aqui

REPÚBLICA DOS CANALHAS!!
A interrogação logo após o nome "Lula"
significa
que precisa saber
quanto é que ele vai querer...!!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Com maioria governista, CPI dos Cartões rejeita convocação de Dilma

A CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos rejeitou nesta quarta-feira com 14 votos contrários e sete favoráveis-- a convocação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para prestar depoimento à comissão.

Na tentativa de aprovar o requerimento, a oposição chegou a propor que o depoimento ocorresse somente no final de abril, depois que a Casa Civil concluísse a sindicância instalada no Palácio do Planalto para apurar o vazamento de informações que teriam dado origem a um suposto dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

"Já que ela [Dilma] deu 30 dias no Diário Oficial para a sindicância, terminada as investigações, a ministra Dilma viria aqui dar os esclarecimentos", defendeu o deputado Vic Pires (DEM-PA). A Folha Online apurou que o depoimento "tardio" foi uma estratégia da oposição para tentar aprovar o requerimento.

A manobra, no entanto, não teve apoio da base aliada do governo, que reúne maioria na CPI. O relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), se mostrou contra a convocação da ministra porque alega que as informações sobre os sigilos de gastos da Presidência da República com cartões corporativos podem ser prestadas pelo secretário de administração da Casa Civil --que seria responsável por esses dados.

"Há um processo de disputa política da oposição que quer desacelerar o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e desqualificar que a ministra presta serviço relevante ao país.

Não podemos admitir que se apequene o melhor projeto de desenvolvimento que esse país está tendo nos últimos anos. Que possamos chamar, então, o secretário da Casa Civil que se referiu ao TCU [Tribunal de Contas da União] quando esses temas foram apresentados ao tribunal", defendeu Sérgio.

O líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que o relator deve se comportar de forma isenta na CPI, sem conotação partidária na defesa de Dilma.

"Nunca vi de um relator a palavra que ouvi agora, do nobre deputado Luiz Sérgio. Ele saiu das vezes de relator e agiu como líder do PT, cargo que entregou há alguns meses na Câmara.

Na minha opinião, o deputado Luiz Sérgio mostra que não tem nenhuma isenção para exercer o cargo de relator", criticou.


GABRIELA GUERREIRO da Folha Online