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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Enquanto Jabor puder falar essas coisas podemos ficar tranquilos...


Parabéns para Dilma, Lula, Dirceu, mensaleiros, aloprados e militantes!


Por Arnaldo Jabor
1º novembro, 2010


Ouça também na rádio CBN

"Amigos ouvintes, hoje é dia de parabéns.

Parabéns para vocês.

Parabéns, Dilma Rousseff.

A senhora mereceu a vitória, principalmente porque a campanha do seu aliado foi a maior trapalhada da história política desse país. Parabéns, chefe Lula. Sua candidata aprendeu tudo e espero que ela não queira esquecer o criador. Parabéns para todo o mundo.




Parabéns, aliados.

Parabéns, José Sarney, que estava quietinho e agora aparecerá com a sua comitiva. Parabéns, Edson Lobão e “lobinhos”. Parabéns, Renan Calheiros, Severino Cavalcanti. Parabéns, Jucá, Eduardo Cunha - o homem que manda, na sombra do PMDB. Parabéns, claro! Parabéns, Michel Temer, que eu já ia esquecendo, mas que não se fará esquecido, que estará ali, na cola da Presidenta.


Parabéns, também, militantes, que garantiram suas bocas. Parabéns, Genoíno e seu irmão da cueca. Parabéns para todos, sem esquecer os que renascerão com toda a força, como os mensaleiros, agrupados em torcida diante do Supremo Tribunal Federal. Parabéns, ministros do Supremo, que ainda não conhecemos, mas que o Lula vai nomear para ajudar a limpar a ficha suja.


Parabéns, aloprados, Delúbios, Marcos Valérios. Parabéns pela vitória! Vocês têm uma militância intensa e trabalhadora, muito melhor -de verdade- muito melhor que o bando pequeno de tucanos preguiçosos e sem fé. Vocês lutaram como um Exército Vermelho. Se bem, sinto dizê-lo, não fiquem tristes, vocês, militantes, em breve serão esquecidos. Sim, distribuidores de panfletos, enviadores de e-mails desaforados! Em breve vocês cairão de volta à fossa dos tarefeiros e darão lugar aos malandros da política maior dos peemedebistas, dos “profissas” sem ideal, sem fé. Vocês vão se arrepender quando começar o “fogo-amigo” entre os aliados.





Em suma, parabéns a todos. Sem esquecer o líder Dirceu e muito menos a aliviada Erenice, que tirou a sorte grande, a Mega-Sena do perdão. É isso aí, amigos ouvintes. Começa agora uma nova etapa em nossa vida.


Ah, eu ia esquecendo! Parabéns, Hugo Chávez! Eu estou louco para ver a sua beiçada no dia da posse, no dia 1º. de janeiro.

Parabéns!"



Comentário do
Jornal dos Amigos


Enquanto Jabor puder falar essas coisas podemos ficar tranquilos...





Revista Veja se rende ao petismo



A edição extra da revista Veja que me chegou traz na capa a medonha Medusa Dilma Rousseff, envergando a faixa presidencial por sobre sua roupa vermelha cor de sangue.

A revista, que nos últimos meses foi o baluarte contra o autoritarismo do PT, rendeu-se aos revolucionários.

O medo venceu a esperança.

Todo a edição é uma peça de propaganda da candidata eleita e do PT, "comemora" sua eleição.

O futuro de nossas liberdades políticas é agora incerto, depois que os grandes ógãos de imprensa apressaram-se a rastejar como vermes diante dos revolucionários exercendo plenos poderes.

nivaldocordeiro 

3 de novembro de 2010

44% ESTÃO NA OPOSIÇÃO



44% do eleitorado disse não a Dilma.



Professor Marco Antonio Villa

Folha de SãoPaulo

A OPOSIÇÃO acreditou que criticar o governo levaria ao isolamento político. O resultado das urnas sinalizou o contrário: 44% do eleitorado disse não a Dilma. Ela era candidata desde 2008. Ninguém falou em prévias, nenhum líder fez muxoxo. Lula uniu não só o partido, como toda a base.

Articulou, ainda em 2009, as alianças regionais e centrou fogo para garantir um Congresso com ampla maioria, para que Dilma pudesse governar tranquilamente.

Afinal, nem de longe ela tem sua capacidade de articulação política.


E a oposição?

Demorou para definir seu candidato. Quando finalmente chegou ao nome de Serra, o partido estava dividido, vítima da fogueira das vaidades. Ao buscar as alianças regionais, encontrou o terreno já ocupado. Não tinha aliados de peso no Norte e Centro-Oeste, e principalmente no Nordeste.

Neste cenário, ter chegado ao segundo turno foi uma vitória. No último mês deu mostras de combatividade, de disposição de enfrentar um governo que usou e abusou como nunca da máquina estatal.

Como, agora, fazer oposição?


Não cabe aos governadores serem os principais atores desta luta -a União pode retaliar e isso, no Brasil, é considerado "normal".

É principalmente no Congresso Nacional que a oposição deve travar o debate. Lá estará, inicialmente, enfraquecida. Perdeu na última eleição, especialmente na Câmara, quadros importantes.

Mesmo assim, pode organizar um "gabinete fantasma" e municiar seus parlamentares e militantes com informações e argumentos. Usar as Câmaras Municipais e as Assembleias estaduais como espaços para atacar o governo federal.

E abastecer a imprensa -como sempre o PT fez- com denúncias e críticas.


Espaço para a oposição existe. O primeiro passo é assumir o seu papel. Deve elaborar um projeto alternativo para o Brasil. Sair da esfera dos ataques pessoais e politizar o debate, acabar com o personalismo e o regionalismo tacanho, formar quadros e mobilizar suas bases.


É uma tarefa imediata, não para ser realizada às vésperas da eleição presidencial de 2014.


O lulismo tem pilares de barro. É frágil. Não tem ideologia. Não passa de uma aliança conservadora das velhas oligarquias, de ocupantes de milhares de cargos de confiança, da máfia sindical e do grande capital parasitário. Como disse Monteiro Lobato, preso pelo Estado Novo e agora perseguido pelo lulismo:

"Os nossos estadistas nos últimos tempos positivamente pensam com outros órgãos que não o cérebro -com o calcanhar, com o cotovelo, com certo penduricalhos, raramente com os miolos".

Mais de 79 milhões de eleitores desaprovam o governo Lula

Lula: o grande perdedor do plebiscito a que ele se impôs
Mais de 79 milhões de eleitores desaprovam o governo Lula


A vitória de Pirro na Batalha de Ásculo, Guerra Pírrica

Ao longo dos meus 63 anos, meus cabelos ainda pretos, dois divórcios e vários "causos", aprendi alguma coisa na vida. Uma delas é nunca discutir ou argumentar de cabeça quente. Na maioria das vezes você diz coisas de que vai se arrepender depois.

Após a divulgação do resultado oficial das eleições presidenciais, é claro que com a derrota do candidato que considero o mais preparado para dirigir o Brasil, a cabeça esquentou.

Mas, esquentou no sentido de que a campanha do melhor, foi a pior. E sendo a pior não conseguiu emocionar o eleitor e traduzir essa emoção numa vitória.
E aí, para não permitir que a minha emoção falasse pela razão, publiquei esse post abaixo com o título:

Linkei alguns outros posts que representavam o que eu queria dizer e uma ilustração fotográfica com a bandeira brasileira hasteada a meio pau em sinal de luto.

Foi interessante que depois fui para o twitter e lá estavam todos os seguidores do Serra com uma tarja de luto.

Foi um sentimento que uniu a todos que acreditam num país livre e democrático e que viram frustrada essa expectativa.

Hoje, com a emoção sobre controle, escrevo este post com a minha análise sobre o resultado, porque perdemos, de quem é a culpa e quem realmente saiu ganhando.

Um pouco longo, mesmo com vários cortes, mas se você desejar entender um pouquinho o processo, por favor leia até o fim.

Antes de mais nada quero deixar registrada uma sugestão para a próxima (se houver). Uma campanha presidencial deve estar a cima de tudo e de todos.

Ela deve ser orientada por um conselho formado por líderes partidários experientes e por representantes dos eleitores que tenham conhecimento do assunto. Este conselho, com base nas informações dos seus trackings, irá decidir cada ação da campanha.

Ao longo dessa dissertação apresento os resultados por região, considerando como votos válidos os brancos, nulos e os faltosos que, afinal, também são eleitores e manifestaram suas opiniões.

As pesquisas e os trackings
Os trackings erraram?

Não!

As pesquisas acertaram?

Também não.

Os trackings do PSDB apontaram para um resultado de crescimento da candidatura tucana que reduziu uma vantagem de 14 para 5,5 pontos no segundo turno.

Se você observar o resultado oficial do TSE, por região, este crescimento está configurado lá.

E por que Serra não consolidou em vitória essa sua curva ascendente desde o início do segundo turno?

Isto eu vou responder ao logo deste post.

Quanto às pesquisas eu não mudo a minha opinião.

Elas foram, são e continuarão a ser manipuladas
.

É um elemento que precisa ser EXTIRPADO da vida democrática brasileira da forma como está sendo usado, ou seja, deve ser apenas um instrumento interno de referência dos partidos.

Nada mais.

Com que intenção se divulga uma pesquisa às véspera da eleição?

É ou não é para influenciar votos para uma determinada candidatura?

Ou você acha que quando o apresentador do Jornal Nacional, falando para mais de 40 milhões de brasileiros eleitores que se a eleição fosse hoje (vai ser amnhã) a Dilma estaria eleita com 56% dos votos, está ou não influenciando?

Na minha oponião isso se chama propaganda subliminar e pela lei é um crime sujeito a multa e a prisão.

Outro detalhe é que essa "jogada" de votos válidos é pura balela. Todos os votos são válidos e expressam a opinião do eleitor.

Faltosos, nulos e brancos são tão eleitores como os que apertam a tecla verde de confirma.

Ao faltarem, anularem e apertarem branco, estão dando a sua opinião democrática. Essa historinha foi inventada primeiro para aumentar a margem percentual do ganhador e segundo para se fazer o joguinho com os pontinhos das famosas margem de erro.

São as desculpas que os institutos inventam para disfarçar seus erros.

Muita gente me escreveu de ontem para hoje e também ao longo dessa campanha, de que as pesquisas são apenas fachada para a fraude nas urnas eletrônicas.

Embora eu tenha minhas pulgas atrás da orelha quero dizer que não comento em cima de hipóteses. Se existe esta desconfiança cabe aos partidos prejudicados agirem de forma legal e esclarecer.

Outra coisa eu digo, a minha mão no fogo não ponho. Um sistema que foi recusado até pelo Paraguai e que foi alvo de várias denúncias em 2008, merece no mínimo algumas pulgas.

Democracia
'Minha eleição é um sinal da evolução da democracia no Brasil', afirmou Dilma no calor da vitória.

Ao contrário foi uma involução.

A democracia foi o último sinal visível num resultado conquistado a partir do desrespeito às leis eleitorais e à Constituição.

O presidente da República há mais de dois anos já tinha jogado na sua lixeira todas as medidas regulatórias das eleições e esquecido que o país tem uma Constituição.

Aliás, Constituição que o seu partido não referendou. Ao lançar com dois anos de antecedência a canditadura da Dilma, ele dava um aviso aos navegantes de que para ganhar dele deveriam ser duas vezes mais competentes do que se julgavam ser.

A incompetência da oposição começava a partir desse momento. Não entenderam o recado do Lula, permitindo que ele cometesse seus crimes eleitorais na impunidade e ainda passaram a travar uma briga interna na escolha do seu candidatato.

A democracia não é só apenas o direito de votar (no nosso caso já começa errada, pois obriga), a democracia é a liberdade, e a defesa de opiniões, o direito de ir e vir, é o respeito às leis, à Constituição.

Quando o presidente da República disse que "devemos EXTIRPAR da vida pública o DEM", ele não está no clima democrático.

Ele está no infinitivo pessoal do verbo e sinalizou (pretérito perfeito) para uma ditadura.

Quem ganhou e quem perdeu

Dilma ganhou a eleição?

Ou foi Lula quem ganhou?

Nenhum dos dois.

Quem perdeu foi o Brasil que deixou de eleger o candidato mais qualificado.

Afinal, quem ganhou?

Quem ganhou foi o marketing, foi a propaganda.

É claro que não só isso, mas, principalmente, isso.

O marketing de Lula, sob o aspecto profissional, não estamos falando do lado moral, foi mais do que perfeito.

Dilma não existe em termos eleitorais. Nem força para comandar sozinha um comício ela tem, quanto mais para conquistar votos.

A campanha foi uma consolidação do marketing de Lula que vinha sendo praticado há oito anos.

E a oposição foi incompetente para "vender" a sua mensagem na figura do seu representante José Serra.

A estratégia de o "mais qualificado" não foi suficiente para "emocionar" os eleitores. Por que? Porque estes já tinham uma imagem de Lula como "competente".

Ficaram batendo na tecla errada. Há dois anos Lula vem dizendo que ele creditava à Dilma o sucesso do seu governo, transferindo assim o seu sucesso para a sua candidata e o marketing petista explorou isso.

Lançou programas de papel como o PAC, o Minha Casa Minha Vida e etc., e teve competência de mostrar isso nos seus programas de TV como obras realizadas.

A oposição se calou. Quem cala consente. Repetiu o tempo todo algumas mentiras, como por exemplo, o número de empregos gerados. Quando o real foi de pouco mais de 10 milhões e foi vendido como sendo mais de 15 milhões.

O que a oposição fez. Aceitou. O segundo turno aconteceu por dois fatos gerados - o aborto e o caso Erenice. Sem isso, a fatura teria sido liquidada já no primeiro turno por incompetência do marketing oposicionista.

Um segundo turno é outra história. Zera tudo. E mais, o favorito já começa desmoralizado, com a auto estima lá em baixo. Ora, ora, quem deseja ganhar uma eleição não poderia nunca se comportar exatamente como vinha fazendo no primeiro turno.

A estratégia

Lula, numa prova de que não passa de um produto de marketing, deu inúmeras deixas para serem exploradas pelo marketing oposicionista.

Bateu na imprensa, bateu na democracia, bateu nas leis, bateu na Constituição, foi tão acintoso nos seus erros que provocou a revolta de personalidades que o chamaram de caudilho, fascista, opressor e violador da Constituição e chegaram a lançar um manifesto que não foi explorado pelo marketing do Serra.

O que a oposição fez?

Continuo dizendo que Serra era o mais qualificado. Isso todo mundo já sabia, meu Deus. Os caras tiveram a vitória nas mãos e não souberam virar o jogo. Não tiveram competência para emocionar o eleitor para a sua causa.

E que causa era esta?

A DEFESA DA DEMOCRACIA.

Neste segundo turno esse era o jogo.

O que você quer?

DEMOCRACIA ou COMUNISMO?

E parte para explorar o PNDH-3.

Lá está toda a filosofia do que o PT quer implantar no país. Quantas vezes Ives Gandra, jurista que mostrou ao Brasil o que é o PNDH-3, esteve presente na propaganda de TV do Serra? Nenhuma. Preferiram o depoimento de um ex-secretário da Fazenda de Porto Alegre que substituiu Dilma. Isso não emociona ninguém.

As afirmações da incompetência da Dilma já estavam irritando o eleitor.

DEMOCRACIA ou COMUNISMO?

Essa era a estratégia. Explorar os erros do Lula, mostrar o PT como um partido autoritário, dissecar o PNDH-3 como o plano de governo da Dilma, que vai inclusive ser aprovado pelo novo Congresso, mostrar que com maioria no Senado um governo muda a Constituição (e é o que vai ser feito), fazer comparações com outros governos que seguem a mesma linha (Venezuela, Cuba, etc.) e explorar as liberdades individuais. Isso emocionaria o eleitor, isso viraria o jogo.

E não viraram por incompetência do marketing. Serra é competente. É. Disso ninguém dúvida. Agora, os seus marketeiros são da mais alta incompetência. E se não aprenderam agora, daqui há quatro anos vão perder de novo.

O fenômeno Lula
O fenômeno Lula foi criado por Golbery do Couto e Silva, que atingiu seu apogeu político como ministro da Casa Civil no governo do presidente Geisel e pela esquerda festiva da USP.

Depois, com o apoio da esquerda festiva da imprensa (hoje os bolsa-imprensa) ganhou vida própria. Chegou ao poder derrotando José Serra, por pura incompetência do seu marketing, que na ocasião era governo.

A partir daí o produto Lula mudou sua embalagem (passou a usar ternos Armani, barba e cabelos bem cuidados, etc.), mas manteve o discurso, que tinha algumas variantes dependendo da ocasião.

No caso do Mensalão, por exemplo, foi de vítima. Com nova embalagem, agressivas técnicas de marketing e propaganda e com o poder nas mãos, passou a ser "vendido" como o maior presidente de todos os presidentes brasileiros.

Apropriou-se indevidamente de todos os feitos positivos dos seus antecessores e como ninguém reclamou, o marketing consolidou como seus. Um contra-senso para quem foi contra o Plano Real afirmando tratar-se de um estelionato eleitoral e do Bolsa Família que considerava como uma esmola.

Conseguiu sobreviver ao impeachment com o mais escandaloso caso da República - o Mensalão do PT - em mais uma prova da incompetência da oposição.

Em 2006, saiu novamente vitorioso, por pura incompetência do marketing oposicionista. Com uma asa ferida, por causa do Mensalão, teve folêgo para voar pela incompetência da oposição e ganhou mais quatro anos de poder.

Fortalecido revigorou o seu marketing, que passou a usar como estratégia número um as pesquisas de opinião. Contra um presidente com supostos 80% de aprovação ninguém ganha e ninguém mexe. Esta é a máxima da estratégia.

Com isso, atravessou esses quatros anos longe de todos os escândalos do seu governo, inclusive os que foram praticados a meio metro da sua sala. E fez dessa sua suposta popularidade a principal arma na ofensiva para eleger a sua sucessora.

O fenômeno ou mito Lula não é nada mais nada menos do que um produto do marketing e da propaganda. Tanto é que as urnas desmistificaram seus índices de aceitação.

Apenas 40% do eleitorado (55.752.508) disse sim ao continuismo do lulismo, contra 60% (79.907.987) que disseram não. Então, o suposto mito não tem 83% de aprovação. Não tem se quer 50%. Ele tem o que este editor sempre afirmou aqui. Só, solamente, 40%

. E não adianta pesquisa manipulada e propagandeada. Mais real e autêntica do que está não existe.

A vitória de Pirro
Apesar de eleger sua sucessora, Lula não sai vitorioso. Ele estabeleceu um plebiscito e foi reprovado pela grande maioria da população. Resultado que não o credencia a voltar em 2014. Se a oposição for um pouquinho só competente, encerra aqui a carreira do suposto mito.

Se a Dilma foi eleita presidente no país do Tiririca, ele próprio um produto do marketing, não foi por suas virtudes como política, coisa que ela não é.

Foi uma questão de estratégia vitoriosa do seu marketing que foi superior tanto no primeiro como no segundo turnos ao marketing da oposição. Some-se as arbitrariedades do senhor presidente da República e mais o uso da máquina e ela está apta a receber a faixa.

À oposição só resta reconhecer que mais uma vez foi incompetente na arte da ciência da comunicação.

O resto é tro-ló-ló.
2 de novembro de 2010

‘Viveremos os quatro anos mais medíocres da nossa República’

Celso Arnaldo traduz o primeiro falatório da presidente eleita:

‘Viveremos os quatro anos mais medíocres da nossa República’


Não há tempo a perder, avisou o título do post anterior. Nem tréguas a conceder, completa o texto do jornalista Celso Arnaldo Araújo.

Quando Dilma Rousseff apareceu para o primeiro discurso como presidente eleita, o grande caçador de cretinices já estava pronto para o recomeço do duelo entre a razão e a insensatez, entre a lógica e o absurdo, entre a civilização e o primitivismo.

Os pastores da escuridão não poupam os brasileiros decentes. O país que pensa não lhes dará trégua.

“Primeiro eu queria agradecê aos que estão aqui presentes, nessa noite que pra mim é uma noite que cês imaginam completamente especial.

Mas eu queria me dirigi a todos os brasileiros e às brasileiras, os meus amigos e as minhas amigas de todo o Brasil. É uma imensa alegria está aqui hoje.

Eu recibi de milhões de brasileiros e de brasileiras a missão, talvez a missão mais importante de minha vida”


As primeiras palavras de improviso da presidente eleita Dilma Vana Rousseff, antes de ler o discurso escrito na véspera pelos assessores, são o prólogo de uma era que se anuncia histórica, como histórica são todas as eras vividas — mas esta por um prenúncio: viveremos os quatro anos mais medíocres da nossa República.

Foram palavras modelares de uma funcionária pública sem obra e sem credenciais pessoais que, herdando o mais alto posto da nação por uma dessas armadilhas do destino que só um ficcionista poderia elocubrar, tem o desplante de afirmar — por absoluta incapacidade de expressão — que a presidência da República é “talvez” a missão mais importante de sua vida.

Qual seria outra?


Dilma Vana Rousseff, presidente da República. Ao ouvir essa chocante combinação entre nome e posto, me sinto transportado sem escalas a Macondo, “uma aldeia de vinte casas de barro e taquara”, segundo o célebre início de “Cem Anos de Solidão”.

A Dilma Rousseff sistematicamente desconstruída nesta coluna, ao longo dos últimos 15 meses, não teria credenciais para dirigir Macondo.

Ter sido eleita presidente do Brasil, “oitava economia do mundo”, soa como um despropósito até pelos cânones do realismo fantástico, onde o irreal e o estranho são algo cotidiano e comum — não por ser neófita, não por ser a primeira mulher, não por ser petista, não por ser madrinha da Erenice, não por ser escolha arbitrária de Lula, mas por ser a Dilma Rousseff que ela mesma se encarregou de expor e escancarar, sem retoques – produzindo contra si mesma o veredicto de uma flagrante inabilitação para o cargo, em sentença transitada em julgado.

Só numa Macondo governada por Lula – e Macondo é banana, na língua bantu — a eleição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil seria tristemente real.

Como num romance do realismo mágico, sua ascensão é fruto de um tempo distorcido, para que o presente se repita ou se pareça com o passado.

Tomara que exista outra Dilma, que não conhecemos ainda.

Boa sorte, presidente Dilma Rousseff.
Direto ao Ponto

03. 10. 2010


Temer diz que insatisfação do PMDB com PT é pontual

Michel Temer será um dos coordenadores políticos da equipe de transição de Dilma Rousseff


Dutra e Temer aparam arestas em reunião em Brasília

(Foto: Alan Marques/Folhapress)


O vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB) recebeu na noite desta terça-feira para um jantar em sua residência, em Brasília, o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

O encontro de duas horas serviu para acertar os ponteiros entre os dois partidos e tranquilizar o PMDB sobre o papel da legenda na divisão do poder do futuro governo Dilma Rousseff.

Depois da reunião, Temer, que também é o presidente do PMDB, garantiu que a insatisfação dentro da legenda é pontual.

“Quando há queixa, a queixa é isolada. Não há queixa generalizada do partido. Tanto que os dirigentes do partido não reclamam. A harmonia entre PT e PMDB é absoluta.”

O vice-presidente eleito deve tomar um café da manhã com Dilma Rousseff nesta quarta-feira, para tratar do sistema de transição. Por enquanto, Dutra e Temer definiram algumas prioridades.

A discussão sobre nomes para os ministérios só deve ganhar corpo depois de Dutra conversar com líderes dos partidos aliados, nos próximos dias.

Depois, ele vai levar a decisão final nas mãos da presidente eleita. “Nós estamos com a tarefa de conversar com os partidos. O tempo quem vai definir é a presidente”, afirmou Dutra. Dilma deve tirar alguns dias de folga e se debruçar sobre o tema a partir de segunda-feira.

Os presidentes de PT e PMDB querem adiar a discussão sobre outro assunto polêmico, os acordos para eleição do presidente da Câmara e do Senado.

A avaliação é de que esse debate poderia prejudicar a formação do novo governo.

“Nós entendemos que PT e PMDB. como os maiores partidos da base, têm a responsabilidade de evitar, logo no início do governo, uma disputa entre nós”, disse Dutra.

Michel Temer explicou que já há um revezamento desenhado. “Mas quem ocupará o primeiro biênio e quem ocupará o segundo não será tratado neste momento”, declarou.
(Gabriel Castro, de Brasília)

Charge do dia

Sem uso

Eita civilização. Um dia chegaremos lá.


"O CARA" de lá, JÁ ERA




o_cara

A coisa tá feia para o HISTÓRICO 1º NEGRO AMERICANO.
A surra está sendo daquelas.

Corre o risco de perder a maioria nas duas casas.

Nada como a civilização onde o discursinho idiota e enganador não tem vida longa.
Um dia, este nosso país chega lá.





03.10.2010


JOSÉ DIRCEU - Roda Viva / TV Cultura - 01/11/10













Programa Roda Viva, apresentadora Marília Gabriela, TV Cultura, 01/11/2010

ENTREVISTADO:
-José Dirceu (Ex-Ministro-Chefe da Casa Civil)

ENTREVISTADORES:
-Augusto Nunes (Jornalista)
-Paulo Moreira Leite (Jornalista)
-Guilherme Fiuza (Escritor e colunista da revista Época)
-Sergio Lirio (Redator-chefe da revista Carta Capital)


Link para entrevista completa:

Aqui.

risadinhaforte 

2 de novembro de 2010


terça-feira, 2 de novembro de 2010

De Borebi para o Brasil!


O prefeito de Borebi, Antônio Carlos Vaca


De Borebi para o Brasil!

Borebi, cidadezinha paulista com algumas dezenas de ruas, está ficando famosa graças ao MST: primeiro por causa dos 4000 pés de laranja colocados abaixo por tratores da própria fazenda Cutrale ( situada neste município ) pilotados por elementos do MST numa ação toda filmada de dentro de um helicóptero, para azar deles...

Mas não satisfeitos com o vandalismo estúpido, ainda roubaram pertences dos colonos e maquinários da fazenda.

Após investigações, entre os presos pela Polícia estava o ex-prefeito de Iaras Edilson Grangeiro Xavier (PT), a vereadora Rosimeire Pan D'Arco de Almeida Serpa (PT) e o marido dela, Miguel da Luz Serpa.

De acordo com a polícia, além de participarem, os três foram os responsáveis pela coordenação da invasão da fazenda.


Agora o MST invadiu novamente a cidade de Borebi para comemorar a vitória de Dilma nas eleições, e se "permitiram" adentrar no jardim da casa do prefeito Antonio Carlos Vaca, para arrancar algumas faixas do candidato Serra que estavam colocadas dentro de sua propriedade. Para aqueles que estão acostumados a invadir fazendas, o que é pular um muro, não é mesmo? Pois não é que o prefeito , certamente um desatinado....resolveu defender o que é seu e reagir?

Agora está internado num hospital com traumatismo craniano, o seu agressor , claro, não tem nome, e se duvidarem, o prefeito ainda será acusado pelo MST de cair de cabeça propositadamente para jogar a culpa em tão cândidas criaturas ...

Começou rápido a demonstração de força destes guerrilheiros, braço armado não oficial do governo constituido.

São chamados indevidamente de Trabalhadores Rurais do MST...mas não carpem, não semeiam, não colhem nada...seu mister é a contínua tentativa de desconstrução do sistema político vigente no Brasil garantido pela Constituição...atraves da violência e da acintosa desobediência à mesma Constituição.


Mara Montezuma Assaf

FHC diz não endossar PSDB que não defenda sua história

Lula é uma "metamorfose ambulante que faz a mediação de tudo com tudo".

ENTREVISTA
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Para ex-presidente, "entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. liderar é transformar em problema o que a população não vê como problema"

MARIA CRISTINA FRIAS
COLUNISTA DA FOLHA
VINICIUS MOTA
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

"Não estou mais disposto a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), ontem, em entrevista no instituto que leva seu nome, no centro de SP.


Presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique defende que o partido anuncie dois anos antes das eleições presidenciais seu candidato.

"O PSDB não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D."
O ex-presidente diz que Lula "desrespeitou a lei abundantemente" na campanha e que promove "um complexo sindical-burocrático-industrial, que escolhe vencedores, o que leva ao protecionismo".
Para FHC, a tradição brasileira de "corporativismo estatizante está voltando".

Lula é uma "metamorfose ambulante que faz a mediação de tudo com tudo".
Folha - José Serra aproveitou a oportunidade do segundo turno como deveria?

Fernando Henrique Cardoso - Serra foi fiel ao estilo dele. Tomou as decisões na campanha, com o [marqueterio Luiz] Gonzalez. Não fez diferente do que se esperaria de Serra como um candidato que define uma linha e vai em frente.

O PSDB, e não o Serra, tem outros problemas mais complicados. Precisa ter uma linguagem que expresse o coletivo. Os candidatos esqueceram a campanha e não definiram o futuro. O nosso futuro vai ser fornecer produtos primários? Ou vamos desenvolver inovação, a educação, a industrialização? Isso não foi posto.
O governo Lula patrocina a formação de grandes empresas, uma espécie de complexo "industrial-burocrático". Qual a diferença para o seu governo, que também usou o BNDES nas privatizações?

Tudo é uma questão de medida. Os fundos [de pensão] entraram na privatização porque já tinham ações nas teles e participar do grupo de controle lhes dava vantagem. Mas tive sempre o cuidado da diversificação.

O problema agora é de gigantismo de uns poucos grupos, nesse complexo, que na verdade é sindical-burocrático-industrial, com forte orientação de escolher os vencedores. Isso é arriscado do ponto de vista político e leva ao protecionismo.
A fila do PSDB andou? Chegou a vez de Aécio Neves para presidente?

Eu não posso dizer que passou a primeiro lugar, mas que o Aécio se saiu bem nessa campanha, se saiu. Não posso dizer que passou a primeiro lugar porque o Serra mostrou persistência e teve um desempenho razoável.

Não diria que existe um candidato que diga "Eu naturalmente serei". Mas o PSDB também não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D. Dentro de dois anos temos de decidir quem é e esse "é" e tem de ser de todo mundo, tem de ser coletivo.

Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história. Tem limites para isso, porque não dá certo. Tem de defender o que nós fizemos. A privatização das teles foi boa para o povo, para o Tesouro e para o país. Do ponto de vista econômico, as questões estão bem encaminhadas. O problema não é saber se a economia vai crescer, é se a sociedade vai ser melhor.
Houve sinais do que o sr. chama de "espírito" da democracia no processo eleitoral?

Não vejo. O presidente Lula desrespeitou a lei abundantemente. Na cultura política, regredimos. Não digo do lado da mecânica institucional -a eleição foi limpa. Mas na cultura política, demos um passo para trás, no caso do comportamento [de Lula] e da aceitação da transgressão, como se fosse banal.

Aqui ocorre outra confusão: pensar que democracia é simplesmente fazer as condições de vida melhorarem. Ela é também, mas não se esqueça que ditaduras fazem isso mais depressa.
Como o sr. vê a volta de temas como religião na campanha?

Com preocupação. O Estado é laico, e trazer a questão religiosa para o primeiro plano não ajuda.
A dose dos marqueteiros nas campanhas está exagerada?

Sim, em todas as campanhas. Nós entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. Hoje a campanha faz pesquisas e vê o que a população quer naquele momento. A população sempre quer educação, saúde e segurança, e então você organiza tudo em termos de educação, saúde e segurança.

Sem perceber que a verdadeira questão é como você transforma em problema algo que a população não percebeu ainda como problema. Liderar é isso. Você abre um caminho. A pesquisa é útil não para você repetir o que ela disse, mas para tentar influenciar o comportamento a partir de seus valores.

O que nós temos na campanha é a reafirmação dos clichês colhidos nas pesquisas. Onde é que está a liderança política, que é justamente você propor valor novo. O líder muda, não segue.

A polarização nacional entre PT e PSDB completou 16 anos. Tem feito mais bem ou mais mal ao Brasil?

O que o Chile fez na forma da Concertação [aliança entre Partido Socialista e Democracia Cristã que governou o país de 1990 a 2010], fizemos aqui sob a forma de oposição.

Há muito mais continuidade que quebra. O pessoal do PT aderiu grosso modo ao caminho aberto por nós. Isso é que deu crescimento ao Brasil. Agora tem aí o começo de um rumo que não é mesmo o meu, que é esse mais burocrático-sindical-industrial. E tem uma diferença na concepção da democracia.
O que seria essa social-democracia tucana?

Social-democracia, vamos devagar com o ardor. O sujeito da social-democracia europeia eram a classe trabalhadora e os sindicatos. Aqui são os pobres. O Lula deixou de falar em trabalhador para falar em pobre. Mudou. Nós descobrimos uma tecnologia de lidar com a pobreza, mas estamos por enquanto mitigando a pobreza.

Tem de transformar o pré-sal em neurônio. Esse é o saldo para uma sociedade desenvolvida. Está se perfilando, no PT e adjacências, uma predominância do olhar do Estado, como se o Estado fosse a solução das coisas.
Então a diferença entre PT e PSDB, para o sr., se dá em relação ao papel do Estado.

A nossa tradição é de corporativismo estatizante, e isso está voltando. É uma mistura fina, uma mistura de Getúlio, Geisel e Lula. O Lula é mais complicado que isso, porque é isso e o contrário disso.

Como é a metamorfose ambulante, faz a mediação de tudo com tudo. Lula sempre faz a mediação para que o setor privado não seja sufocado completamente. Não sei como Dilma vai proceder.


Isso tende a se aprofundar nesse novo governo?

A segunda parte do segundo mandato de Lula foi assim. A crise global deu a desculpa para o Estado gastar mais. E o pobre do [John Maynard] Keynes pagou o preço. Tudo é Keynes. Investimento não cresceu, gasto público se expandiu, foi Keynes.

Não acho que o Brasil vá no sentido da Venezuela porque a nossa sociedade é mais forte.

Aqui há empresas, imprensa, universidades, igrejas, uma sociedade civil maior, mais forte.


Isso leva o governo a ter cautela.

Veja o discurso da Dilma de ontem [domingo].

Ela beijou a cruz.

Ela tem que dizer isso, que vai respeitar a democracia, porque senão não governa.


O que esperar de Dilma?

Não sabemos o que ela pensa, nem como é que ela faz. O Brasil deu um cheque em branco para a Dilma. Vamos ver o que vai acontecer com a conjuntura econômica. Há um problema complicado na balança de pagamentos, um deficit crescente, uma taxa de juros elevada e uma taxa de câmbio cruel.

03.10.2010

Tiririca aloprado


Nobel do Cinismo


A agressividade dos tucanos à companheira Dilma Rousseff é uma coisa que eu imaginava que já tivesse terminado na política brasileira.


Fui candidato cinco vezes, perdi três, e vocês nunca me viram com a agressividade dessa campanha”.

Lula, que chamou José Sarney de “ladrão” em 1988, Fernando Collor de “corrupto” em 1989, Fernando Henrique Cardoso de “estelionatário eleitoral” em 1994 e 1988, José Serra de “capacho” em 2002, Geraldo Alckmin de “oportunista” em 2006 e José Serra de “mentiroso” em 2010.

02/11/2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Endgame - O Plano para a Escravização Global - Parte 1/14


Documentário de Alex Jones sobre a Nova Ordem Mundial.
Legendado em Português.
SpiritTvOnline


O “Golpe da Legitimidade”. Ou: o dia em que Tarso Genro cobrou um golpe de estado!

Um post essencial

O “Golpe da Legitimidade”


Ou: o dia em que Tarso Genro cobrou um golpe de estado!


Um bobalhão, metido a pensador — até sabe pontuar um texto, o que é raro por lá —, me envia uma longa peroração, acusando-me de estar tratando a eleição de Dilma Rousseff como “ilegítima”.

Não cheguei a tanto.

Acusei e acuso o uso de expedientes ilegais, imorais, e indecorosos para alcançar esse objetivo.

O debate sobre a legitimidade é um pouco mais complexo, mas eu o faço com gosto!

Quebrar sigilo bancário sem autorização judicial e usar a máquina oficial em favor de uma candidatura são práticas criminosas.

Casar a agenda da administração pública com a agenda eleitoral é imoral.

Um presidente abrir mão de seu papel de magistrado maior das disputas políticas para atacar adversários de seu partido, fazendo-o, diga-se, em horário de expediente, é indecoroso.

E não me peçam para fazer de conta que nada disso aconteceu.

Não aqui!

A razão é simples: caso se assumam tais práticas como aceitáveis ou se as ignore, passarão a ser corriqueiras

E vejam que o que vai nesse parágrafo se restringe aos crimes ligados propriamente à eleição. Há os outros, relacionadas à estratégia de tomada do estado.


Huuummm… Na letra da lei, poderia, sim, dar cassação de candidatura.

No Brasil, dir-se-ia ser um escândalo contra a democracia.


É por isso, a rigor, que o país tem mais escândalos do que democracia…

Ainda ontem, Lula saiu atirando contra o Ministério Público Eleitoral, que pediu para Tiririca provar que é alfabetizado.


O Babalorixá de Banânia, pelo visto, acredita que se trata de um abuso. “Onde já se viu alguém tentar afrontar 1,5 milhão de votos com a lei?”

E sugeriu que o investigado deva ser aquele que está defendendo o que vai no texto legal. Um mimo de seu ideal totalitário!

Mas volto.


A eleição de Dilma é “legítima”?

Não duvido de que a maioria dos que foram votar, com efeito, acreditam que ela seja a melhor resposta para o país. Nesse particular sentido, é.

Mas que partido é esse, o maior do pais, que consegue criar essa oposição entre legítimo e legal?

Uma certa tensão entre essas duas categorias é até desejável: a sociedade tende sempre a propor problemas que a lei nem sempre alcança no detalhe.

Já a oposição entre esses dois conceitos só é fabricada por quem tem más intenções.

Então ficamos assim:

o PT conseguiu eleger uma “presidente legítima” afrontando a lei.

Tá bom para você, petralha ilustrado?


Tio Rei não gosta de facilidades; gosta é de dificuldades.

Alguém poderia indagar:

“Mas foi a ilegalidade praticada que determinou a sua (dela) eleição?”

Não sei!

Tendo até a achar que não, mas isso é irrelevante.

Um crime não deixa de ser um crime porque o criminoso não logrou os objetivos almejados. É uma questão de lógica da civilização — a outra, a contrária a essa, é a da barbárie.

E sempre me conforta a perspectiva de que um petralhinha ou outro, ou ainda candidato (a) a tanto, com os hormônios em ebulição, possa avançar um tantinho na fronteira do pensamento. Faço blog também como agente civilizador
.

Tarso Genro, o golpista


Sabem quem já quis dar um golpe, defendendo a tese em jornal?

Tarso Genro!


Ele mesmo!

O governador eleito do Rio Grande do sul, ex-ministro da Justiça do governo Lula!

Não fosse a minha memória, o PT perderia boa parte da sua, não é mesmo?

No dia 19 de janeiro de 1999, este senhor escreveu um artigo na Folha de S. Paulo cobrando a renúncia de FHC, que assumira havia 19 dias o seu segundo mandato.
Pouco tempo depois, o PT lançaria o grito de guerra “Fora, FHC”, com manifestações na Esplanada dos Ministérios e tudo!

Lula, então, não teria endossado o movimento…

Como a gente sabe, o PT costuma realmente atuar contra a vontade do chefe… Tenham paciência!


Não! Eu não sou golpista, não!

Eu sou um legalista!

E repudio que venham pra cima de mim com essa cascata do “golpe da legitimidade”, um mimo das flores do mal da cultura política gramsciana.

Conforme-se, rapaz!

Meu compromisso é com a democracia!

Não é só uma questão de biografia. Também é uma questão de bibliografia!

Vocês estão percebendo, petralhas, dados os posts abaixo, como a eleição de Dilma me deixou realmente prostrado no sofá, sem coragem nem para ir tomar um Chicabom na esquina?

Ora…

Eu até lhes diria que, sob certo ponto de vista, agora é que começa a ficar bom!

01/11/2010


Venceu a mentira, a conspiração, o crime organizado.




Venceram


Por Ana Prudente

Venceram encobrindo, escamoteando, escondendo,
por detrás das muralhas imaginárias
a sua própria vergonha, já nem mesmo reconhecida!

Venceram driblando a Lei, a Constituição.
fingindo que nada existe além da sua vontade de vencer.

Vence assim o conchavo, a negociação por detrás das portas,
vence o descaramento da descoberta sem que providencias sejam tomadas.
Nossas instituições ruiram, nada nem ninguém temos mais que os combata!

Venceu a mentira, a conspiração, o crime organizado.
A ilusão de levar uma desconhecida e inábil ao poder de uma Nação um dia promissora.

Fora do ritmo estão a honradez, a dignidade, o respeito, o caráter.
Me perco, nem sei se lembranças serão capazes de alimentar-me no presente.


Sobreviver é a palavra de ordem, so-bre-vi-ver sem se deixar contaminar
pelo tamanho ódio que flui destas almas que usam do populismo para promoverem-se a si mesmos.
O EU que ilude os ignorantes, não importa se ricos ou pobres.
Ignorantes existem em todas as camadas sociais.

A história dos povos do planeta já avisa sobre qual será nosso fim.
Devemos merecer tal resultado!
Está escrito....

01.10.2010



Prefeito tucano é internado em UTI após agressão cometida por petistas



"quem manda agora somos nós"



Prefeito tucano é internado em UTI após agressão cometida por petistas



Prefeito tucano é internado em UTI após agressão supostamente cometida por petistas em SP


Marcelle Ribeiro
O Globo


O prefeito de Borebi, cidade a 291 km da capital paulista, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital da região após ter sido agredido supostamente por um militante do PT, durante as comemorações pela vitória de Dilma Rousseff (PT) . Segundo familiares do prefeito Antonio Carlos Vaca (PSDB), a agressão aconteceu por volta das 20h30m deste domingo.


Familiares do prefeito disseram que integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) comemoravam a vitória da petista à Presidência numa praça no Centro da cidade e que, quando parentes do prefeito chegavam à casa dele, a três quadras da praça, viram que as bandeiras de apoio ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, haviam sido arrancadas.


Os parentes do prefeito chamaram a polícia e dois policiais ficaram na esquina da rua onde o prefeito mora.

O prefeito foi conversar com os policiais e, na rua, foi surpreendido por dois homens, que começaram uma discussão.

Os homens teriam dito a Antonio Carlos "quem manda agora somos nós", referindo-se à vitória do PT nas urnas.




Um deles, que segundo parentes do prefeito estaria com uma camisa do PT, teria dado um soco em Antonio Carlos, e ele caiu batendo a nuca no chão, desmaiando em seguida. Os parentes do prefeito conseguiram colocá-lo num carro e levá-lo para o hospital.

O Hospital Unimed de Bauru, onde Antonio Carlos Vaca, está internado, informou que ele teve um traumatismo craniano, mas está acordado.

Segundo a unidade médica, o prefeito deu entrada por volta das 22h30m e a equipe de neurocirurgia diagnosticou traumatismo craniano com fratura de crânio e hematoma intracraniano.

"O prefeito passou por uma cirurgia para drenagem do hematoma e para estancar o sangramento", informa nota do hospital. O estado de saúde do prefeito é regular e ele não está sedado.

Em setembro do ano passado, uma ocupação de sem-terra a uma fazenda de Borebi foi destaque na mídia depois que manifestantes expulsaram colonos e usaram um trator para derrubar, segundo a polícia, cerca de sete mil pés de laranja.

Apenas começamos a lutar de verdade


“Minha mensagem de despedida para vocês não é um adeus, é um até logo”

José Serra 

31.10.2010

O "agressor intelectual" do Danilo Gentile foi o Lula


Comentário sobre a agressão sofrida pelo comediante Danilo Gentili, noticiada pelo Blog do Noblat, que teria ocorrido na "festa democrática" em comemoração a eleição "limpa" da Dilma.

Em minha opinião, tal agressão é fruto da postura do
Lula no episódio da "bolinha de papel" que constrói o Lula como O "agressor intelectual" do Danilo Gentile.



31 de outubro de 2010

‘Viveremos os quatro anos mais medíocres da nossa República’


Celso Arnaldo traduz o primeiro falatório de Dilma Rousseff:

‘Viveremos os quatro anos mais medíocres da nossa República’

Não há tempo a perder, avisou o título do post anterior. Nem tréguas a conceder, completa o texto do jornalista Celso Arnaldo Araújo.

Quando Dilma Rousseff apareceu para o primeiro discurso como presidente eleita, o grande caçador de cretinices já estava pronto para o recomeço do duelo entre a razão e a insensatez, entre a lógica e o absurdo, entre a civilização e o primitivismo.

Os pastores da escuridão não poupam os brasileiros decentes.

O país que pensa não lhes dará trégua.
“Primeiro eu queria agradecê aos que estão aqui presentes, nessa noite que pra mim é uma noite que cês imaginam completamente especial. Mas eu queria me dirigi a todos os brasileiros e às brasileiras, os meus amigos e as minhas amigas de todo o Brasil. É uma imensa alegria está aqui hoje. Eu recibi de milhões de brasileiros e de brasileiras a missão, talvez a missão mais importante de minha vida”
As primeiras palavras de improviso da presidente eleita Dilma Vana Rousseff, antes de ler o discurso escrito na véspera pelos assessores, são o prólogo de uma era que se anuncia histórica, como histórica são todas as eras vividas — mas esta por um prenúncio: viveremos os quatro anos mais medíocres da nossa República.

Foram palavras modelares de uma funcionária pública sem obra e sem credenciais pessoais que, herdando o mais alto posto da nação por uma dessas armadilhas do destino que só um ficcionista poderia elocubrar, tem o desplante de afirmar — por absoluta incapacidade de expressão — que a presidência da República é “talvez” a missão mais importante de sua vida.

Qual seria outra?

Dilma Vana Rousseff, presidente da República.

Ao ouvir essa chocante combinação entre nome e posto, me sinto transportado sem escalas a Macondo, “uma aldeia de vinte casas de barro e taquara”, segundo o célebre início de “Cem Anos de Solidão”.

A Dilma Rousseff sistematicamente desconstruída nesta coluna, ao longo dos últimos 15 meses, não teria credenciais para dirigir Macondo.

Ter sido eleita presidente do Brasil, “oitava economia do mundo”, soa como um despropósito até pelos cânones do realismo fantástico, onde o irreal e o estranho são algo cotidiano e comum — não por ser neófita, não por ser a primeira mulher, não por ser petista, não por ser madrinha da Erenice, não por ser escolha arbitrária de Lula, mas por ser a Dilma Rousseff que ela mesma se encarregou de expor e escancarar, sem retoques – produzindo contra si mesma o veredicto de uma flagrante inabilitação para o cargo, em sentença transitada em julgado.
Só numa Macondo governada por Lula – e Macondo é banana, na língua bantu -– a eleição de Dilma Rousseff como presidente do Brasil seria tristemente real.

Como num romance do realismo mágico, sua ascensão é fruto de um tempo distorcido, para que o presente se repita ou se pareça com o passado.

Tomara que exista outra Dilma, que não conhecemos ainda.

Boa sorte, presidente Dilma Rousseff.


01/11/2010

O governo da hidra petista vem ai

O governo da hidra petista
vem ai




Criatura e criador.

Quanto o país pode suportar de mais do mesmo na política?

Quantos governos petistas um país pode suportar?

Se considerarmos que as administrações anteriores de FHC também tinham inclinação esquerdista, e aqueles que o precederam foram marcados por paródias e catástrofes (Itamar, Collor, Sarney...), até quanto viveremos sem pagar o preço por tantos governos equivocados, socializantes, comandados por políticos acostumados a agigantar o Estado em seu próprio benefício (como se fosse possível agigantar o Estado em benefício de terceiros)?

E qual o papel de Dilma nessa história toda?

Certamente se enganará quem imagina que o governo Dilma mostrará unidade.

Nunca uma administração terá assumido o poder, ao menos desde o fim do regime militar, com uma variedade tão grande de interesses a acomodar.



Dilma será a presidente descabeçada de um governo de 7 cabeças:

- a primeira cabeça é a de Lula, habituado (desde a caricatura do “governo paralelo”, encenado após a derrota para Collor) a exercer seu poder (real ou imaginado) como um enviado dos deuses para cumprir desígnios celestiais na Terra.

Lula certamente influenciará o novo governo, tentando encontrar um equilíbrio entre moldá-lo a sua exata semelhança e não criar um novo Lula de saias que pudesse rivalizar-lhe no futuro;





- a segunda cabeça é a do PT, do partido dos sindicalistas, dos sobreviventes do mensalão, erenices, dirceus, etc.


- a terceira cabeça é a de Palloci, representante informal do grande capital, dos banqueiros socialistas, dos internacionalistas bilderberguianos, da “estabilidade econômica” a qualquer preço;


- a quarta cabeça é a dos radicais, dos movimentos sociais, do MST, dos sovietes do jornalismo e da cultura, da militância bolchevique sedenta de sangue e dinheiro fácil;


- a quinta, mas não menos importante, é a do PMDB, partido dos 100 anos no poder, a caneca ideológica onde tudo se serve, tudo se bebe, dos eternos coronéis do nordeste, dos deputados emendeiros, dos segundos escalões sedentos por cargos em ministérios e estatais;


- a sexta cabeça é a da esquerda beautiful people, dos artistas, gayzistas, abortistas e ambientalistas, que enxergarão numa nova administração de esquerda a chance de emplacar, via tapetão, as teses que seriam facilmente derrotadas nas urnas;


- a sétima cabeça, finalmente, é a da intelectualidade silenciosa, de pena na mão, das marilenas chauís tramando revoluções imaginárias enquanto consomem milhões em orçamento para “pesquisa” e “educação”, dos blogueiros engajados sem leitores e dependentes do dinheiro da Petrobras para não morrer de fome.




A principal cabeça estará certamente ausente: Dilma é vazia, está mais para âncora do governo do que para um presidente de fato.

São, por outro lado, muitas cabeças para cortar antes que o país possa imaginar livrar-se da tributação excessiva, da demagogia, do paternalismo, da correção política como norte do Estado, da ameaça constante às liberdades individuais.


Corremos o risco, contudo, ainda que as 7 cabeças sejam cortadas um dia, de ficarmos acéfalos também, sem oposição, sem novas lideranças liberais ou conservadoras.

E aí as cabeças cortadas tornarão a se erguer, como monstruosos zumbis estatizantes, governando o país para sempre, num pesadelo sem fim, numa madrugada de impostos altos e burocracia tirânica por toda a eternidade.


1 de novembro de 2010