terça-feira, 21 de outubro de 2014

Vaccari, Dilma, a galinha e as raposas



João Vaccari Neto, bancário, tesoureiro do PT, ex-presidente da Bancoop, em 2010

Por Reinaldo Azevedo

A petista Dilma Rousseff ficou visivelmente irritada quando o tucano Aécio Neves lhe perguntou se ela mantinha a confiança em João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, que ela nomeou membro do conselho da Itaipu. Segundo Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff, ele é peça-chave no esquema criminoso montado para assaltar a Petrobras.

Pois bem: agora Marcelo Mattos informa na VEJA.com (ver post anterior) que esse chefão petista, que já se envolveu em outras operações suspeitas do partido, exerce uma função importante na campanha de Dilma: documento obtido pelo site mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha da petista e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Goza de tal autonomia que tem a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.

Eis aí: vocês acham o quê? Se Dilma for reeleita, será que ela tomará efetivamente as devidas medidas na esfera administrativa para que novas quadrilhas não operem na Petrobras — ou, sabe-se lá, para que a mesma não continue operando? Sim, meus caros, há duas esferas de atuação: a da Justiça, que não depende do chefe do Executivo, e aquela de natureza funcional: criar mecanismos para que as empresas estatais não sejam assaltadas por grupos de pressão.

Bem, Vaccari, hoje o principal implicado num esquema que a própria Dilma disse existir, é um dos chefões de sua campanha eleitoral. Digam às galinhas que a raposa é boa-praça. Isso é apenas um emblema de como os companheiros veem a coisa pública e das escolhas morais que fazem.

21/10/2014


Justiça absolve Youssef na 1ª sentença da Lava Jato


Ministério Público Federal e juiz entenderam que doleiro apenas cedeu escritório para traficante receber recursos ilícitos

Daniel Haidar, do Rio de Janeiro
VEJA

Crime perfeito: em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, o doleiro Alberto Youssef relatou que as “doações legais” das empreiteiras foram a fórmula criada para esconder a propina
(BG PRESS/VEJA)

O doleiro Alberto Youssef foi absolvido no primeiro processo julgado a partir das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que revelou o desvio de recursos da Petrobras e a lavagem de mais de 10 bilhões de reais. A sentença foi divulgada nesta terça-feira.

Neste processo, Youssef era acusado de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Na denúncia responsável pela abertura da ação penal, os procuradores da República entenderam que o doleiro ajudou o traficante René Luiz Pereira a movimentar recursos ilícitos obtidos pelo comércio de drogas. Mas, nas alegações finais, o MP entendeu que somente havia prova de que Youssef cedeu o escritório para que o traficante recebesse 36.000 dólares enviados por uma comparsa. Em uma mensagem telefônica interceptada nas investigações, o doleiro Carlos Habib Chater avisa Youssef, em linguagem cifrada, que René iria buscar 36.000 dólares no local.

"Embora, de certa forma, Alberto Youssef tenha participado do crime de lavagem praticado por terceiros, a medida de sua participação, a utilização do escritório como ponto de entrega do dinheiro, não configura, por si só, conduta de ocultação ou dissimulação, não caracterizando lavagem de dinheiro a mera movimentação física do produto do crime. Ainda que fosse o caso de reconhecer alguma participação no crime de lavagem, inviável, dada a participação diminuta, reconhecer o agir doloso, com o que não cabe responsabilizar-lhe por crime de lavagem de dinheiro", diz a sentença da 13ª Vara Federal do Paraná.

Neste caso, a Procuradoria da República pediu a condenação do traficante René Luiz Pereira a 28 anos e nove meses de prisão, pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico. De acordo com a sentença, Pereira era o dono de 750 quilos de cocaína, apreendidos em duas operações, e teve ajuda do doleiro Carlos Habib Chater para receber no país 124.000 dólares, enviados do exterior. Pereira foi absolvido dos crimes de associação para o tráfico e evasão de divisas e condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pelos demais delitos.

Chater e André Catão de Miranda, um subordinado do doleiro, foram acusados de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, mas foram absolvidos do crime de evasão de divisas. Chater foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado. Miranda foi condenado a quatro anos de prisão em regime inicial semiaberto, mas, considerado seu papel de subordinado no esquema, a 13ª Vara Federal do Paraná determinou que ele aguarde a confirmação da condenação em liberdade. Até decisão em última instância, Miranda fica proibido de deixar o país, terá de entregar o passaporte à 13ª Vara Federal do Paraná, terá de comparecer a todos os atos processuais e fica proibido de mudança de endereço sem autorização prévia. Ele também foi proibido de manter contatos com Carlos Habib Chater e René Luiz Pereira, direta ou indiretamente, ou com outros investigados e testemunhas da operação Lava Jato. Se descumprir essas medidas, "implicará em renovação da prisão cautelar", de acordo com a sentença.

No mesmo processo, eram acusados Maria de Fátima Stocker e Sleiman Nassim El Kobrossy. Os dois estão foragidos e ainda não foram julgados.

21.10.2014


Aécio lidera corrida presidencial, diz Instituto Veritá


Candidato do PSDB tem 53,2% dos votos válidos, contra 46,8% de Dilma




Se a eleição fosse hoje, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, teria 53,2% dos votos válidos no segundo turno, segundo pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta terça-feira (21). Dilma Rousseff, do PT, aparece com 46,8%.

Se for considerada a votação total, com brancos e nulos, Aécio tem 47% das intenções. Dilma aparece com 41,4%. Os indecisos somam 7,8% e outros 3,7% votariam em branco ou nulo.

A margem de erro da pesquisa, encomendada pelo jornal Hoje em Dia, do grupo Record, é de 1,4 ponto percentual para mais ou para menos.

O levantamento do Instituto Veritá foi realizado entre os dias 17 de outubro e 20 de outubro. Foram ouvidos 7.700 eleitores em 213 cidades de todos os Estados brasileiros.

Ainda segundo essa pesquisa, o índice de rejeição da presidenta Dilma é maior que o de Aécio. O levantamento apontou que 46,1% dos eleitores não votariam na petista de jeito nenhum, enquanto 39,1% afirmam o mesmo sobre o tucano.
21.Out.14


Tesoureiro do PT citado no petrolão é delegado da campanha de Dilma



Documento obtido pelo site de VEJA mostra que João Vaccari Neto tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Marcela Mattos, de Brasília
VEJA

João Vaccari Neto, bancário, tesoureiro do PT, ex-presidente da Bancoop, em 2010 (Sergio Dutti/AE/VEJA)

Desde que o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa veio a público, a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) entrou em pânico: criou uma força-tarefa para evitar que as novas revelações causassem estrago no projeto de reeleição da petista, redobrou os ataques ao adversário Aécio Neves (PSDB) e barrou o depoimento do tesoureiro João Vaccari Neto à CPI da Petrobras. Não à toa: nove anos após o estouro do escândalo do mensalão, outro homem-forte responsável por cuidar das contas do partido aparece às voltas em um caso de corrupção, agora como o pivô de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Paulo Roberto Costa afirmou textualmente que parte da propina desviada da estatal chegou às mãos de Vaccari. “Dentro do PT, a ligação que o diretor de serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele”. Ainda segundo o delator, dois terços da propina ficavam para o PT quando a diretoria era comandada pelo PP. Já nos setores diretamente controlados por petistas, a propina seguia diretamente para o caixa do partido.

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A função de Vaccari, no entanto, vai além de cuidar do financeiro do PT: ele tem posto privilegiado no projeto eleitoral da presidente Dilma. Documento obtido pelo site de VEJA mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha de Dilma e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tamanha é a autonomia que Vaccari, tem, inclusive, a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.

Ao lado dele estão outros quatro delegados – todos ocupam posições no projeto de reeleição de Dilma: o secretário-geral do PT, Geraldo Magela, deputado federal derrotado na única vaga ao Senado pelo Distrito Federal; o ex-presidente do diretório paulista do PT e tesoureiro da campanha, Edinho Silva; o ex-ministro do TSE, Arnaldo Versiani, e Luis Gustavo Severo, ambos responsáveis pela área jurídica da campanha.

Embora tenha sido apontado como a ponte para o recebimento da propina, o PT tem se mostrando reticente a afastar o tesoureiro. Ao contrário: saiu em defesa dele e processou Paulo Roberto Costa por difamação.

Durante debate entre os candidatos à Presidência realizado no último domingo, Dilma evitou se voltar contra Vaccari. Questionada por Aécio se confia no tesoureiro, a presidente tergiversou: “Da última vez que um delator denunciou pessoas do seu partido, no caso do metrô e da compra dos trens, o senhor disse que não ia confiar na palavra de um delator. Eu sou diferente. Eu sei que há indícios de desvio de dinheiro. O que ninguém sabe é quanto foi e quem foi. Isso é muito importante”, disse.

O tucano insistiu na pergunta, ressaltando os tentáculos do esquema de propina podem alcançar outros órgãos, como a hidrelétrica de Itaipu, da qual Vaccari integra o Conselho de Administração. Mas a presidente novamente se esquivou: “Eu mando investigar. Eu faço questão que a Polícia Federal investigue. Eu não transferi nenhum delegado para outro Estado, eu não engavetei processos. É isso que não pode ocorrer no Brasil”, disse.


Conforme mostra o site da Itaipu, também faz parte do Conselho de Administração do órgão o ministro licenciado da Casa Civil e braço-direito de Dilma Aloizio Mercadante, cotado para assumir o Ministério da Fazenda caso a petista seja reeleita. Mas a relação de Mercadante e Vaccari vem de longa data: nas eleições de 2002, quando conquistou a vaga no Senado, o ex-ministro tinha Vaccari como segundo suplente.



21/10/2014


Terceiro boletim do DataNunes desmente o Datafolha, prova que ‘empate técnico’ quer dizer ‘em cima do muro’ e constata que Aécio continua 10 pontos acima de Dilma



Por Augusto Nunes

Até recentemente, o Brasil esquecia a cada 15 anos o que havia acontecido nos 15 anos anteriores.O intervalo entre os surtos de amnésia foi dramaticamente reduzido. No caso das pesquisas eleitorais, por exemplo, o país agora esquece a cada 15 dias o que aconteceu faz 15 dias. O afundamento do Datafolha e do Ibope consumado em 5 de outubro mal completou duas semanas. Mas parece mais antigo que o naufrágio do Titanic, informa a credulidade de incontáveis nativos reapresentados a levantamentos estatísticos que prenunciam a reprise do desastre.

A pesquisa divulgada pelo Datafolha nesta segunda-feira é apenas outro chute de longa distância que vai mandar a bola às nuvens ou fazê-la roçar o pau de escanteio. Na sopa de algarismos servida pelo instituto na semana passada, Aécio Neves tinha 51% dos votos válidos e Dilma Rousseff, 49%. Nesta tarde, ela apareceu com 52% e ele com 48%. Quer dizer que a candidata à reeleição ultrapassou o adversário tucano e lidera a corrida? Não necessariamente, previne a margem de erro de 2% (para cima ou para baixo). O que há é um “empate técnico”, expressão que quer dizer “em cima do muro”. Tanto ela quanto ele podem ganhar, descobriram os videntes de acampamento cigano.

Em números absolutos, Dilma teria subido em quatro dias 4 milhões de votos. (Ou 2 milhões, murmura a margem de erro para baixo; ou 6 milhões, grita a margem de erro para cima). Sejam quais forem as reais dimensões da multidão, é gente que não acaba mais. De onde teria saído? Das grutas dos indecisos ou dos porões que abrigam os que pretendem votar em branco é que não foi: segundo o mesmo Datafolha, esse mundaréu de eleitores não aumentou nem encolheu. Teriam legiões de aecistas resolvido mudar de lado? Pode ser que sim, avisa a margem de erro para cima. Pode ser que não, replica a margem de erro para baixo.

A coisa fica mais confusa quando se fecha a lente sobre as quatro regiões em que se divide o mapa nacional. Os dois institutos enxergam Aécio na dianteira em três. Dilma só reina no Nordeste. Seria esse império eleitoral suficientemente poderoso para vencer o resto do Brasil? (“Nem que a vaca tussa”, diria a presidente cujo vocabulário anda tão refinado quanto o figurino). Os horizontes se turvam de vez com a contemplação isolada das unidades da federação. Sempre segundo as usinas de porcentagens, Aécio já superou Dilma no Rio Grande do Sul, equilibrou a disputa no Rio, assumiu a liderança em Minas Gerais, cresceu extraordinariamente em Pernambuco. Cresceu em praticamente todos os Estados. Mas a soma dos Estados jura que foi Dilma cresceu mais. As alquimias dos ibopes não são acessíveis a cérebros normais.

Para acabar com a lengalenga, o DataNunes acaba de divugar o terceiro boletim do segundo turno, com margem de erro abaixo de zero e índice de confiança acima de 100%. Como o crescimento de Dilma no Nordeste foi neutralizado pelo avanço de Aécio nas demais regiões, os índices não mudaram: com 55%, o senador do PSDB continua 10 pontos percentuais à frente de Dilma, estacionada em 45%. A troca de acusações intensificada nos últimos dias nada mudou. Os simpatizantes do PT não ficaram chocados com as agressões verbais de Dilma, nem estranharam o vocabulário de cabaré vagabundo usado por Lula. Sempre foi assim. Os partidários de Aécio, exaustos do bom-mocismo que contribuiu para a derrota de Serra em 2002 e 2010 e para o insucesso de Alckmin em 2016 aplaudiram o desempenho do líder oposicionista. Graças à altivez e à bravura de Aécio, pela primeira vez os vilôes do faroeste não conseguiram roubar até a estrela do xerife.

Enfim desafiados publicamente, os campeões da insolência piscaram primeiro. No debate da Record, Dilma escancarou já na entrada do saloon a decisão de fugir do tiroteio verbal que esquentou o confronto no SBT. Compreensivelmente, Aécio resolveu levar a mão ao coldre com menos frequência. Mas a sensatez recomenda que se mantenha na ofensiva. Ele conseguiu transformar-se no porta-voz dos muitos milhões de indignados. Hoje, Aécio Neves representa o Brasil que resiste há 12 anos a um bando para o qual os fins justificam os meios. No domingo, o país não vai simpleesmente optar entre Aécio Neves e Dilma Rousseff. A nação decidirá entre a decência e o crime, a honradez e a corrupção, o Estado de Direito e o autoritarismo bolivariano, os democratas e os liberticidas, a luz e a treva.

Mais que o segundo turno da eleição presidencial, vem aí um plebiscito: o PT continua ou cai fora? A segunda opção pavimenta a estrada que leva a civilização. A primeira mantém o país enfurnado na trilha do primitivismo.

20/10/2014 



Aécio confima liderança em Minas e abre 10 pontos sobre Dilma




Por O EDITOR
Blog do Coronel

 
O candidato da coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, mantém a liderança nas intenções de voto dos eleitores de Minas Gerais. É o que mostra pesquisa realizada pelo Instituto Veritá e divulgada pelo jornal Hoje em Dia, nesta segunda-feira (20/10). Considerando os votos válidos, Aécio tem 54,7% da preferência do eleitorado contra 45,3% da candidata do PT, Dilma Rousseff. Foram ouvidos 3.100 eleitores em todo o Estado.


A pesquisa revela a opção consolidada e a confiança dos mineiros no ex-governador Aécio Neves, mesmo diante da campanha de ataques e calúnias realizada pela adversária. Entre os entrevistados, 60,1% disseram acreditar que Aécio Neves será o próximo presidente da República, enquanto 39,9% acreditam na reeleição de Dilma e 12,7% não responderam ou não souberam responder.


Aécio lamentou as mentiras divulgadas pelos adversários em todo o país de que ele irá acabar com programas sociais como o Bolsa Família, Prouni e Minha Casa, Minha Vida. Em entrevista no último domingo, Aécio repudiou o comportamento dos adversários.


“Não podemos permitir que nas próximas eleições se repita esse filme perverso do atentado contra a dignidade das famílias que recebem o Bolsa Família. Existem pessoas pagas pelos nossos adversários andando de porta em porta pelas regiões mais pobres do Brasil, como no Vale do Jequitinhonha, em Minas, dizendo que, se ganharmos as eleições, vamos acabar com os programas sociais. Isso não é contra nós, isso é falta de generosidade com essas famílias”, alertou.


Aécio reiterou o compromisso de manter e ampliar o Bolsa Família. “Aqueles programas que vêm dando certo, que melhoram a vida das pessoas, como o Bolsa Família, não apenas serão continuados, mas serão aprimorados”, disse. (Hoje em Dia)




20 de outubro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lula é um “moleque de rua” segundo Ricardo Noblat





Por Rodrigo Constantino


Em sua coluna de hoje, o jornalista Ricardo Nobat definiu Lula como um “moleque de rua”. Na verdade, um sujeito com duas caras, dependendo da conveniência. Mas a cara mais verdadeira é mesmo a do moleque. Diz Noblat:

Qual Lula é o verdadeiro? O bem educado que aparece no programa de propaganda eleitoral de Dilma na televisão, defende os 12 anos de governos do PT e, ao cabo, sorridente, pede votos para reeleger sua sucessora?

Ou o moleque de rua que pontifica em comícios país a fora, sugerindo, sem ter coragem de afirmar diretamente, que Aécio é capaz, sim, de dirigir embriagado, agredir mulheres e se drogar?

O segundo é o mais próximo do verdadeiro Lula. Digo por que o conheço desde quando era líder sindical. Lula é uma metamorfose ambulante. Não foi ninguém quem o disse, foi ele quem se rotulou assim.

A esquerda tudo perdoaria a Lula desde que chegasse ao poder. Chegou, cavalgando-o. Uma vez lá, se corrompeu. Quanto a ele… Não sabia de nada. Nunca soube.

Justiça seja feita a Lula: por desconhecimento de causa e preguiça, ele jamais compartilhou as ideias da esquerda. Assim como ela se aproveitou dele, Lula se aproveitou dela. Um casamento não por amor, mas por interesse.


E Lula é uma pessoa movida apenas por interesses, jamais por princípios e valores. Mente de forma compulsiva, por hábito, por prazer, por falta de escrúpulos. E como Noblat diz, não vamos colocar a culpa em sua infância pobre, pois não há essa ligação direta. Muita gente que veio da pobreza tem caráter, aquilo que falta ao ex-presidente.

Noblat aponta, ainda, o cinismo de alguém que chora no velório de D. Ruth Cardoso enquanto sua ministra Dilma preparava um dossiê contra ela para atingir o adversário tucano. Ou de alguém que diz não tolerar a agressividade, enquanto já xingou presidentes antecessores de tudo que é coisa.

Como Lula, existem vários Brasil afora. Gente que só pensa em “se dar bem”, custe o que custar. Gente preguiçosa, que não gosta de trabalhar, de se instruir, mas que quer moleza com muita malandragem. Gente disposta a tudo para ter riqueza e poder. Gente manipuladora e mentirosa, capaz de inventar as maiores baixarias contra o adversário político para se perpetuar no poder.

O grande problema não é existir alguém como Lula. Isso, infelizmente, é inevitável. O maior problema é alguém como ele ter chegado ao Planalto, tido dois mandatos seguidos, e ainda colocado seu “poste” lá depois. O maior problema é alguém com esse perfil de “moleque de rua” ser visto como um herói por muitos ignorantes, e ser bajulado por muitos da elite também.

Isso diz muito sobre nossos valores coletivos, sobre a moral – ou falta dela – disseminada em nosso país. Praticamente metade do povo adora um Macunaíma, um “herói sem caráter”. Os artistas e “intelectuais”, como Marilena Chaui e Chico Buarque, sempre lutaram para colocar um crápula no panteão dos deuses. Enaltecem o que há de pior, pois não suportam as virtudes dos virtuosos.

Mas, para desespero dessa gente, eles existem. E em quantidade cada vez maior. Gente honesta e trabalhadora da classe média, acusada de “fascista” por Marilena Chaui, que não aguenta mais ver tanta mentira, tanta podridão, tanta baixaria. Gente que vai, no domingo que vem, dar um basta a essa porcaria toda espalhada pelo PT de Lula e Dilma.

20/10/2014



Charge






Em debate morno, Dilma evita grandes erros, mas mente do começo ao fim

 

Por Rodrigo Constantino

O debate da Record foi bem mais morno, sem muita faísca, talvez porque o marqueteiro do PT tenha percebido que o tom agressivo de Dilma estava jogando contra. Não teve um claro vencedor também, pois Dilma conseguiu disseminar mentiras sem maiores refutações. E como mentiu a presidente! Aécio realmente precisa ter muito sangue frio para suportar aquele show.

Dilma começou levantando uma bola para Aécio: falou de empreendedorismo e estímulo para pequenos e médios negócios. O PT quer mesmo competir nisso com os tucanos? Será que o pequeno empresário prefere Mantega ou Arminio? Como anda a carga tributária durante o governo Dilma? Subiu! Simplificou alguma coisa? Não! O PT é amigo do pequeno negócio? Ninguém acredita nisso. Dilma como aliada dos empresários que não gozam de privilégios do BNDES não cola…

A presidente acha Aécio pessimista e disse que a economia não vai crescer 0,3% como “ele” afirma. Isso mesmo: vai crescer ZERO! Nada! Crescimento NULO! E isso é realismo, não pessimismo. Quem prevê esse nível de “crescimento” é o FMI e os principais analistas consultados pelo próprio Banco Central. Pessimismo?

A petista tentou puxar o tema das leis trabalhistas para colar em Aécio a imagem de inimigo dos trabalhadores. Se flexibilizar leis trabalhistas fosse sinônimo de tirar direitos e conquistas dos trabalhadores, a Escandinávia seria um inferno para eles. Suécia e Dinamarca têm menos “conquistas legais”, mas condições bem melhores de vida para os trabalhadores.

Aécio esfregou na cara de Dilma que a inflação é só brasileira (e venezuelana e argentina), mas no Chile está tudo sob controle de verdade, e com muito mais crescimento, ao contrário do que ocorre por aqui. Para ter 3% de inflação não é preciso aumentar desemprego coisa alguma, como alega Dilma. Isso é mais um mito do PT. Nossa inflação maior não trouxe crescimento algum, e o desemprego já começou a subir. E olha que tem muita gente ganhando para não procurar emprego…

A candidata Dilma teve a cara de pau de afirmar que o Plano Real foi feito no governo Itamar, ignorando quem era o ministro responsável. Isso mesmo: FHC! E o PT de Dilma votou contra. Queria congelamento de preços, o que julga adequado até hoje para combater a alta de preços, assim como trocar carne por ovo…

O tema da corrupção na Petrobras voltou à tona. Aécio perguntou se Dilma confia no tesoureiro do PT, Vaccari, apontado pelo delator Paulo Roberto Costa, o “Paulinho” para Lula, de coordenar o repasse dos desvios para o partido. Ele ocupa cargo em Itaipu, indicado por Dilma. Dilma não respondeu. Mas tentou citar o falecido Sérgio Guerra, do PSDB, que teria, segundo o delator ainda, recebido propina para impedir a CPI da estatal. Dilma não percebeu que, com isso, vai contra seu próprio governo, que oferece propina para impedir investigações?

Outra coisa que tem chamado a atenção nesses debates: o Goebbels que fala por meio de Dilma é o sujeito mais repetitivo do mundo! Martela essa ladainha de que havia impunidade antes e que agora a diferença é que os corruptos vão presos. E o pior é que tem gente alienada que acredita!

Uma vez mais, Dilma pensa que o Brasil é Cuba, e que cabe ao presidente “mandar investigar”. Aécio soube demarcar bem a diferença entre quem acredita nas instituições republicanas e quem se julga uma espécie de ditadora do país. O DNA autoritário está em todo o PT, camarada de Fidel Castro.

Por falar nele, Dilma insinuou que Aécio não disse ainda o que pensa sobre o programa Mais Médicos. Aécio já deixou claro o que pensa sobre ele sim: não tratar com privilégios os cubanos escravos ou milicianos importados para cá para financiar a ditadura de Fidel. Aqueles que Dilma acha que cuidam dos pacientes com mais “carinho”, enquanto ela vai se tratar no Sírio Libanês com médicos brasileiros…

Nos intervalos, um golpe de mestre do PSDB: mostrar a própria Dilma tecendo vários elogios à gestão de Aécio Neves no governo de Minas Gerais. O PT é assim mesmo: adota um discurso para cada ocasião, e esquece tudo aquilo que disse antes.

De volta ao tema da Petrobras, Aécio lembrou que todos aqueles trabalhadores que investiram via FGTS na estatal perderam muito dinheiro, cerca de metade de tudo aquilo que colocaram. Dilma fugiu dos fatos. Disse que a estatal não perdeu valor, que isso era “terrorismo” do tucano. Ora, quem diz que ela perdeu valor não é Aécio, mas os milhões de investidores do Brasil e do mundo que, voluntariamente, compram e vendem suas ações no mercado.

Sobre segurança pública, faltou Aécio lembrar que o PT de Dilma é conivente com os traficantes internacionais que trazem drogas para cá, pois são seus sócios no Foro de São Paulo. O PT sempre foi negligente com as Farc, por exemplo. Dilma, por outro lado, cita sempre a Copa para falar de segurança. Já sabemos a solução para a violência: ter Copa todo mês no Brasil…

Excelente foi a tirada de Aécio ao falar diretamente aos funcionários de carreira dos bancos públicos. O PT vem tentando espalhar que os tucanos seriam prejudiciais aos empregados dessas instituições. O alvo, na verdade, são os malandros políticos que aparelham essas estatais, não aqueles que realmente trabalham nelas e entraram por concurso.

Dilma falou do Pronatec novamente e levantou a bola para Aécio: hoje mesmo o programa foi alvo de denúncias da CGU, por má administração e estatísticas infladas. Assim é o PT, divulgando as “maravilhas” de programas que, na prática, acumulam problemas atrás de problemas…

Por fim, Dilma ultrapassou qualquer limite de mentiras ao declarar várias obras inacabadas como concluídas. O metrô do Rio foi um exemplo. Moro na “cidade maravilhosa”, e o metrô não está nem perto de conclusão. Como a presidente pode mentir tanto assim na maior cara lavada? Ainda disse que a ligação entre Brasil e a Amazônia estava pronta. Um momento: Amazônia não fica no Brasil?

No geral, para quem tem mais apreço pelos fatos, Dilma se saiu mal. Mas para os mais leigos, que costumam cair nessas mentiras repetidas mil vezes, a presidente conseguiu evitar maior constrangimento. Aécio terá que se esforçar mais no debate da TV Globo para desconstruir as falácias da presidente. As mentiras precisam ser esfregadas em sua cara com mais rigor.

Talvez o tucano tenha ficado intimidado com a enorme pressão da imprensa, que o colocou em pé de igualdade como responsável pelas baixarias. Como se elas não tivessem partido do lado de lá, mestre em descer o nível dos debates.



19/10/2014


Aécio recebe relatório detalhado sobre delações de ex-diretor da Petrobras e doleiro




Quando esteve em Curitiba, na semana passada, o tucano Aécio Neves recebeu do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) um relatório detalhado com o conteúdo das delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Segundo relatos, haveria no relatório um tópico específico em que integrantes da cúpula petista são citados no esquema de desvio de recursos da estatal.

Aécio decidiu guardar esse relatório como uma munição reserva para o terceiro debate entre os presidenciáveis, que acontece hoje à noite. E vai usá-lo caso haja golpe abaixo da cintura preparado pela campanha da petista Dilma Rousseff, candidata à reeleição.



19/10/2014



sábado, 18 de outubro de 2014

Oposição: reconhecimento da roubalheira da Petrobras por Dilma é confissão de culpa. Assim como dar uma de "mulherzinha" é truque para conquistar eleitorado feminino


Por O EDITOR
       O Globo
A oposição entendeu que as declarações da presidente Dilma Rousseff sobre a crise na Petrobras é um reconhecimento tardio da presidente sobre o escândalo que atinge a estatal. O coordenador da campanha do senador Aécio Neves (PSDB), o também senador Agripino Maia (DEM-RN), classificou a afirmação de Dilma como uma confissão de culpa. Para ele, a presidente reconheceu a corrupção somente agora por uma questão eleitoral.


— É uma confissão de culpa do petismo em relação à Petrobras. Todos os posicionamentos do governo e da presidente em relação a esse tema são sempre tardios, como foi a demissão de Paulo Roberto Costa. Demissão que se deu nos termos que o Brasil inteiro sabe, com o reconhecimento dos grandes serviços prestados por ele — disse Agripino Maia. — Até hoje, os fatos relatados não foram objeto de providências enérgicas do governo. Somente agora, às vésperas das eleições é que a presidente está reconhecendo o dolo praticado pelo petismo. Tudo isso tem um sentido eleitoral, é claro — completou.


O deputado Rubens Bueno (PPS-PR) criticou Dilma, dizendo que as declarações dela vieram após anos e anos de desvios bilionários na Petrobras. Ele cobrou que a presidente seja responsabilizada, lembrando que, ao longo dos últimas 12 anos, ela teve alguma ligação com a estatal, seja como ministra de Minas e Energia, ministra da Casa Civil, presidente do Conselho de Administração da Petrobras, ou presidente da República.


— Nesses 12 anos, só agora admite desvios na Petrobras? Por que não tomou providências na época? Todos queremos que ela seja responsabilizada por isso. Foi responsável como ministra, como presidente do Conselho, e como presidente da República, que ficou ao longo do tempo blindando de toda a forma as investigações — disse Bueno.


O coordenador da campanha de Marina Silva, Walter Feldman, afirmou que o fato de Dilma Rousseff ter admitido que houve desvio de dinheiro em esquema de corrupção na Petrobras seria devido à impossibilidade de negar fatos “evidentes”. Feldman disse ainda que a petista vive um momento de “confusão”, por defender o combate à corrupção como candidata, mas não tê-la combatido como presidente.


— O primeiro ponto é que é impossível negar um fato tão evidente. A Petrobras se transformou no segundo sistema de mensalão da história brasileira. Seria muito estranho um dirigente negar fatos tão evidentes. Agora, há uma tentativa de mostrar que ela tem algum envolvimento com o combate à corrupção, que ela diz fazer como candidata, mas que não fez como presidente. A presidente Dilma vive um momento confuso existencial: ela não sabe se age como candidata ou como presidente — afirmou Feldman.


A coordenação jurídica da coligação de Aécio Neves apresentou neste sábado na Procuradoria Geral Eleitoral uma representação pedindo abertura de processo contra a Dilma pela veiculação de um filmete acusando Aécio de desrespeitar mulheres. Em entrevista coletiva, a presidente disse que Aécio a teria desrespeitado por tê-la chamado de “leviana” em um debate televisivo, assim como à candidata do PSOL Luciana Genro, derrotada no primeiro turno. Dilma afirmou tratar-se de uma fala que não seria “correta para mulheres".


Essa tentativa de Dilma de criar um embate de gênero com o candidato Aécio Neves (PSDB) provocou indignação em pessoas próximas a Marina, candidata derrotada no primeiro turno e que agora apoia o tucano. Auxiliares de Marina afirmam que a campanha petista está mirando os votos femininos que foram para a ex-senadora no primeiro turno e, para isso, tentam construir uma imagem de Aécio como antagonista dos direitos das mulheres.


— Vir agora com uma posição de vítima por ter ouvido o que todos os brasileiros pensam dela é mais uma vez tentar mudar a realidade. Se tem algo que ela não pode chamar para si é o fato de ser mulher, até porque ela nunca aplicou. Isso é queixa dos próprios auxiliares dela, que dizem que ela é grossa, deselegante e insensível no trato — afirma Walter Feldman.


— Esse embate de gênero só faz sentido na cabeça dela. Como eles não têm limites, tentam explorar isso. Quem é vítima de Dilma são todos os brasileiros, homens e mulheres, que acreditaram que ela, por ser mulher, teria uma gestão mais sensível aos problemas e diferenças do país. Ela tem se mostrado a figura mais autoritária à frente de um governo, superando qualquer homem — completou Feldman. — Se for homem, pode ser leviano; se for mulher, não pode? É estranho tentar polarizar o debate dessa forma.


18 de outubro de 2014



Youssef: doação era propina


Delator diz que empreiteiras repassaram dinheiro desviado da Petrobras para a campanha presidencial do PT em 2010 e simularam contribuições legais para ocultar a fraude


Robson Bonin
Veja.com

Crime perfeito: em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, o doleiro Alberto Youssef relatou que as “doações legais” das empreiteiras foram a fórmula criada para esconder a propina (BG PRESS/VEJA)

Antes de qualquer coisa, fique registrado que a presidente Dilma Rousseff dá como verdade o que Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, vem revelando à Justiça em seu processo de delação premiada. Também estejamos todos de acordo que a presidente aceita como verdadeiras as notícias publicadas pela imprensa sobre o escândalo do petrolão. Foi com base no que leu sobre um depoimento de Paulo Roberto Costa no UOL, o site noticioso da Folha de S.Paulo, que ela fez a seguinte afirmação diante de milhões de brasileiros que assistiam pelo SBT ao seu debate com Aécio Neves na semana passada:

“Candidato, há pouco saiu no UOL o seguinte: que o ex-diretor da Petrobras afirmou ao Ministério Público Federal que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra recebeu propina para esvaziar uma CPI da Petrobras... Por isso é que eu digo, candidato, quando a gente verifica que o PSDB recebeu propina... O que importa, candidato? Importa investigar”.

Agora, leiamos o que Aécio Neves afirmou no mesmo debate sobre o mesmo escândalo com base nas mesmas fontes que Dilma Rousseff usou:

“Por que o seu partido impediu que o senhor Vaccari (João Vaccari Neto, tesoureiro do PT) fosse à CPI depor? Ele é responsável por transferir recursos para a sua campanha... pelo menos 4 milhões de reais foram transferidos, com a assinatura do senhor Vaccari,... para sua conta de campanha. Vamos investigar logo”.



18 de outubro de 2014

PSDB reage a baixarias de Lula e cita 'desespero' petista


Partido critica papel exercido pelo ex-presidente, que assumiu a tarefa de fazer ataques pessoais a Aécio.

Surge 'Fernando Lula de Melo', diz vice tucano
Gabriel Castro, de Belo Horizonte
Luiz Inácio Lula da Silva participa de comício com Fernando Pimentel (PT),governador eleito do estado de Minas Gerais em primeiro turno, na praça Duque de Caxias, Belo Horizonte (MG)
(Alex Douglas/O Tempo/Folhapress)


O PSDB reagiu neste sábado aos ataques e insultos proferidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o tucano Aécio Neves, em um comício realizado durante a manhã em Belo Horizonte. Candidato a vice na chapa de Aécio, o senador Aloysio Nunes Ferreira emitiu uma nota em que critica a postura do ex-presidente. "No momento em que se pede para elevar o nível do debate, o ex-presidente Lula dá as mais baixas declarações em uma campanha presidencial da história", diz a nota. O tucano atribui a postura de Lula ao "desespero" e ao risco de perder a eleição. Aloysio diz que o episódio deste sábado são mais graves que os de Fernando Collor contra Lula em 1989: "Acaba de surgir um novo personagem na política brasileira. Falta só definir um nome: Fernando Lula de Melo ou Luiz Inácio Collor da Silva."

No ato deste sábado, Lula afirmou que Aécio costuma "partir para cima agredindo" mulheres. Também mencionou o episódio em que o tucano se recusou a soprar o bafômetro em uma blitz. Lula chamou Aécio de "filhinho de papai", o comparou a Fernando Collor - o mesmo que hoje sobe em palanques com Dilma Rousseff. Lula ainda ouviu, sem se pronunciar, militantes fazendo menção ao uso de drogas por parte do tucano.

Para o cientista político Paulo Kramer, professor da Universidade de Brasília, o episódio mostra que o PT nunca se converteu totalmente ao regime democrático e ainda carrega um "DNA totalitário". "É uma postura perigosa. Mas, em se tratando do Lula, não deveríramos demonstrar tanta perplexidade, tanto espanto. Os petistas dificilmente conhecem limites quando se trata de lutar pelo poder ou conservá-lo."

O comício deste sábado deixou claro qual será o papel de Lula na reta final de campanha: o de fazer o jogo sujo petista contra o adversário. O ato comandado por ele em Belo Horizonte foi muito mais um evento contra Aécio do que um ato pela candidatura de Dilma, que não compareceu e foi pouco mencionada nos discursos. Os ataques de Lula ao tucano foram precedidos por discursos igualmente ofensivos.

Além de adotar uma postura indigna de um ex-presidente, Lula desmerece mais de duas décadas de evolução nos debates eleitorais; o uso de boatos e ataques pessoais, que parecia superado depois da tumultuada eleição de 1989, ressurgiu. Lula, que foi vítima vinte e cinco anos atrás, se transformou em agressor. E, se Collor usou um depoimento da ex-mulher de Lula para acusá-lo de ter defendido a realização de um aborto, as agressões do PT se baseiam unicamente em boatos que carecem até mesmo de um autor.

A eleição presidencial deste ano está acirrada - é impossível prever quem sairá vencedor em 26 de outubro. Mas, caso Dilma Rousseff e o PT saiam derrotados, o comício deste sábado em Belo Horizonte deve ficar marcado como o símbolo da degradação do partido que comandou a Presidência da República nos últimos doze anos.
18.10.2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A verdade é como o petróleo: quando encontrada, vem à tona.


A casa caiu para a sofisticada organização criminosa!!!

Aécio vai libertar o Brasil do PT!!!




Revista Veja

Charge

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