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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Vincular o dia que virou noite em SP ao governo é ‘pseudociência’, diz especialista

Tempestade: Dia vira noite em São Paulo
O Antagonista
A professora Deise Ely, pós-doutora em Meteorologia pela University of Maryland (EUA) e coordenadora do Laboratório de Climatologia da UEL (LabClima), criticou a associação que se faz entre o evento curioso que ocorreu em SP na última semana, em que o dia virou noite, e as ações do governo.

Leia o texto de Ely, publicado pelo Jornal de Londrina:




“Após as redes sociais passarem a semana disseminando notícias sobre o dia ter virado noite em São Paulo e sobre as queimadas na Amazônia que acabaram por gerar uma crise internacional, associadas às discussões sobre a atual posição do Brasil no tocante às políticas de mitigação das mudanças climáticas, relembrei de muito da ciência climatológica que ministro há 22 anos em minhas aulas na universidade, e me deparei com uma triste constatação: não se aprende nada neste país.

Não é possível que estudantes e pesquisadores não se lembrem dos princípios de radiação que geram a dispersão Mie, quando a radiação de determinado comprimento de onda é espalhada por moléculas ou partículas que possuem tamanho maior do que esse comprimento da onda, provocando a alteração da percepção da cor do céu para tons brancos a acinzentados.

No episódio em questão, quando se passava por um período de baixa umidade relativa do ar, principalmente no Centro-Oeste do Brasil, no Sudeste e Norte da região Sul, ocorreu a aproximação da frente-fria acompanhada de uma instabilidade tropical nas latitudes próximas à saída do jatos de baixos níveis, provocando o fenômeno conhecido como névoa seca, que causa baixa transparência da atmosfera em virtude da concentração de partículas de sal dos oceanos, ou pela poeira, ou ainda por gotículas de água em suspensão na atmosfera.

Sim, foi um conjunto de condições da atmosfera que gerou o escurecimento do céu em São Paulo, assim como tons laranja-avermelhado nas regiões do Oeste Paulista, Norte do Paraná e outras áreas do Centro-Oeste que, sim, têm contribuição de partículas de fumaça que podem ser provenientes de queimadas, mas é mais provável que venham da própria poluição.

Agosto é historicamente um mês que apresenta aumento de queimadas. Setembro registra um ápice desta prática que irá diminuir em outubro, quando começa o período chuvoso. Ou seja, o fenômeno amplamente noticiado é recorrente no período do final do inverno brasileiro, não somente em São Paulo, mas em diversas regiões do país. Além disso, não há evidências empíricas de que tais queimadas tenham sido o principal deflagrador do fenômeno observado em São Paulo, ainda mais quando as imagens disponibilizadas pelo INPE registravam uma maior concentração de focos de incêndio no Paraguai, Uruguai e Argentina no dia 19/08/2019.

Portanto, vincular aquele episódio meteorológico-climático às ações de um governo é pseudo-ciência. Na atualidade, a ciência não tem sido usada para a busca do conhecimento ou para a compreensão dos fenômenos naturais, mas como instrumento de uma guerra de narrativas políticas, por parte de um grupo que tenta a todo custo recuperar o poder perdido.”

 27.08.19


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Entenda, em cinco pontos, por que o projeto de abuso de autoridade tem a Lava-Jato como alvo

Texto aprovado na Câmara opõe políticos e investigadores da operação e vai à sanção presidencial com direito a veto

O Globo

Deputados aprovaram lista de 37 ações que poderão ser consideradas abuso de autoridade
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados



RIO - Aprovada em votação simbólica, na noite desta quarta-feira pela Câmara dos Deputados , a proposta que define e pune abuso de autoridade é vista por procuradores e juízes como subjetiva e ampla demais, o que abre caminho para punições injustas, ainda mais quando os alvos de suas ações forem poderosos. Em sua origem, estão políticos que foram desde o início contra a Lava-Jato , e os principais integrantes da operação, entre eles o atual ministro Sergio Moro, estes sempre contra o projeto. Como já foi aprovado no Senado e não foi modificado na Câmara, o texto do projeto seguirá para sanção presidencial.


Entenda em cinco pontos por que o projeto contra o abuso de autoridade tem a operação anticorrupção na sua mira.
Origem do projeto

O projeto foi apresentado e relatado pelo então senador Roberto Requião, contumaz crítico dos supostos abusos da operação Lava-Jato. Ao lado de Renan Calheiros, que também é do MDB, Requião já se manifestou diversas vezes contra a Lava-Jato e o que considera abusos da investigação. "Procuradores sob as ordens de Moro agiram como aloprados", disse, recentemente.
Fora das punições

Algumas das medidas listadas como passíveis de punição no projeto, como "decretar a condução coercitiva de forma descabida" ou "divulgar gravação sem relação com as provas que se pretende produzir em investigação" são exatamente as mesmas que críticos da Lava-Jato fizeram durante fases da operação, como durante a condução coercitiva do ex-presidente Lula, depois condenado em terceira instância por corrupção.
Temor da Lava-Jato

A própria Lava-Jato sempre acusou o projeto de ser, na verdade, um ataque à sua atuação. Em artigo publicado no GLOBO, em abril de 2017 , o então juiz Moro afirmou que o projeto continha dispositivos que, se aprovados, teriam como o efeito prático a criminalização da interpretação da lei, o que intimidaria a atuação independente dos juízes "pelo simples fato de agir contrariamente aos interesses dos poderosos".
Aliança dos alvos

A medida aprovada na quarta-feira teve apoio dos principais partidos envolvidos nos recentes escândalos de corrupção. O líder do PT na Câmara defendeu o voto favorável à proposta de punir juízes e policiais "que se utilizam de seus cargos para perseguir pessoas inocentes”. Seguiram o PT, nas críticas e nas votações, partidos como o MDB e o PP, os principais atingidos pela Lava-Jato.
Reação dos Investigadores

Após a aprovação, algumas das principais associações de juízes e de procuradores reagiram. A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público afirmou: "A agilidade imposta para priorizar o projeto implica uma inversão de pauta que contraria os anseios da sociedade. Ao invés de votar os projetos de lei que reforçam o combate à corrupção, às organizações criminosas e à impunidade, os parlamentares optaram por votar um texto que pode, eventualmente, inibir a atuação dos agentes encarregados de combater a corrupção".
15/08/2019


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

PALOCCI DELATA REPASSES AO INSTITUTO LULA E AO CAÇULA DO EX-PRESIDENTE



Resultado de imagem para Luis Cláudio Lula da Silva,

O Antagonista

A Veja noticia que no anexo 22 da delação homologada pelo STF, Antonio Palocci confirma o repasse de recursos pela empresa Qualicorp ao PT, ao Instituto Lula e a Touchdown, de Luis Cláudio Lula da Silva, o Luleco, caçula de Lula e velho conhecido dos leitores de O Antagonista.

Os pagamentos, segundo o ex-ministro, teriam sido feitos em troca de “benefícios concedidos pelo governo” à empresa na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Nesse trecho da delação, Palocci não fala em valores.


14.08.19

Palocci: repasses a Fernando Pimentel, Tião Viana e Lindbergh, trombadinhas da organização criminosa comandada por Lula

Pimentel: repasse milionário em 2010
(Lucas Lacaz Ruiz/VEJA)


Em sua delação, Antonio Palocci revela repasses milionários, na forma de doações oficiais e via caixa dois, para os petistas Fernando Pimentel e Tião Viana, que governaram Minas Gerais e o Acre, respectivamente.

Segundo Palocci, Fernando Pimentel recebeu 2 milhões de reais, em 2010, da empreiteira Camargo Corrêa. Já Viana, levou 2 milhões de reais da Odebrecht, também em 2010, sendo 1,5 milhão por meio de caixa dois.
A Odebrecht, diz Palocci, também repassou 3,2 milhões de reais, via caixa dois ao ex-senador Lindbergh Farias, em 2010.
É a primeira vez que um documento do Supremo confere contornos concretos à principal frente da delação do ex-ministro Antonio Palocci fechada com a Polícia Federal e homologada pelo ministro Edson Fachin, chefe da Lava-Jato no STF.
A partir desse documento, descobre-se que o acordo firmado pelo ex-ministro no Supremo tem 23 anexos, que tratam de 12 políticos, entre ex-ministros de Estado, parlamentares e ex-parlamentares – além de grandes empresas.
Ex-líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini também é citado como beneficiário de 50.000 reais, ao lado de João Paulo Lima, beneficiário de 500.000 reais.
(Divulgação/Divulgação)


quarta-feira, 14 de agosto de 2019



Palocci: PT recebeu 270,5 milhões em propina de diferentes empresas


O ex-tesoureiro petista operava a conta de propina do partido junto com Palocci (Geraldo Bubniak/AFP)

Robson Bonin
Radar On-Line, Veja


Na delação que fez à Justiça, o ex-ministro Antonio Palocci revela que apenas o PT recebeu para suas campanhas eleitorais 270,5 milhões de reais, entre 2002 e 2014.

Foram doações, parte declarada e outra não, de grandes grupos e empresas em troca de favores recebidos, diz o antigo petista.

Palocci associa cada doação a um benefício específico que, segundo ele, teria sido alcançado por determinada empresa. Boa parte dessas negociações eram realizadas por Palocci em sintonia com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari.

É a primeira vez que um documento do Supremo confere contornos concretos à principal frente da delação do ex-ministro Antonio Palocci fechada com a Polícia Federal e homologada pelo ministro Edson Fachin, chefe da Lava-Jato no STF.

A partir desse documento, descobre-se que o acordo firmado pelo ex-ministro no Supremo tem 23 anexos, que tratam de 12 políticos, entre ex-ministros de Estado, parlamentares e ex-parlamentares – além de grandes empresas.
Blog do Bg


14 de agosto de 2019



terça-feira, 6 de agosto de 2019

“Acabou o treino. O Senado precisa de uma chacoalhada”

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Por Diego Amorim
O Antagonista


Como antecipamos
, um grupo de senadores insatisfeitos com Davi Alcolumbre decidiu sair da toca.


Hoje, na reunião de líderes de logo mais, eles vão cobrar do presidente do Senado, por exemplo, a instalação da CPI da Lava Toga e a análise de pedidos de impeachment de ministros do STF.

“Acabou o treino. O Senado precisa de uma chacoalhada”, disse a O Antagonista o senador Eduardo Girão (Podemos), referindo-se ao fato de o grupo ser formado por uma maioria de parlamentares em seu primeiro mandato.

“No primeiro semestre, digamos, estávamos em um treino. Mas agora o jogo começa, o jogo republicano. Hoje, a reunião desse grupo teve 12 senadores, mas o número vai aumentar, é só o início. Estamos indignados, incomodados. Pautas importantes para a sociedade não estão recebendo a atenção devida no Senado, as coisas não estão acontecendo na velocidade que se esperava e que o país precisa”, acrescentou.



06.08.19

Lava Jato ronda governador do PT que beneficiou Grupo Petrópolis após doação de 1,9 milhão de reais


Resultado de imagem para Operação Rock City, o governador do Piauí, Wellington Dias
Wellington Dias (PT)

Por Diego Amorim
O Antagonista


Na semana passada, quando a Polícia Federal deflagou a Operação Rock City, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), ficou apreensivo. O alvo da 62ª fase da Lava Jato era o Grupo Petrópolis.


No primeiro mês de seu terceiro mandato como chefe do Executivo local, em 2015, Dias — considerado por Lula um “gênio político” — concedeu isenção fiscal ao fabricante da cerveja Itaipava por generosos 15 anos. Não foi um benefício qualquer: tratava-se da isenção de 90% do ICMS
(clique aqui para ver a íntegra do decreto).

O grupo de Walter Faria — empresário que se entregou ontem à PF para cumprir mandado de prisão preventiva (veja aqui) — tinha sido um dos principais doares da campanha do petista: 1,9 milhão de reais (veja imagem abaixo). Na época, o Grupo Petrópolis já era investigado por denúncias de favorecimento em empréstimos junto ao Banco do Nordeste.

Quando questionado sobre as doações de Walter Faria, o governador sempre se esquiva e nega a possibilidade de ter sido beneficiado pelo esquema da Odebrecht, que, segundo apontou a Lava Jato, usava o Grupo Petrópolis para pagar propina a candidatos e partidos políticos em forma doação eleitoral.

Naquele mesmo ano de 2015, Marden Meneses, um deputado estadual do PSDB, apresentou um requerimento pedindo explicações sobre a concessão de benefícios ao Grupo Petrópolis. Outro deputado, Robert Rios (PDT), tentou abrir uma CPI sobre o caso. As duas tentativas acabaram sendo barradas na Assembleia Legislativa, onde Dias tinha ampla maioria.

Em setembro do ano passado, às vésperas da reeleição — em primeiro turno — do governador do Piauí, Walter Faria esteve em Teresina para uma reunião com ele. A conversa foi intermediada por Ciro Nogueira, presidente do PP e senador piauiense, que também foi reeleito. No encontro, que não constou na agenda oficial dos políticos em plena campanha, o trio tratou da instalação de uma fábrica da Itaipava no estado.

A Lava Jato ronda o governador do Piauí.


06.08.19

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Controlador do Grupo Petrópolis e alvo da 62.ª fase da Lava Jato se entrega à PF


Foto: Facebook/Grupo Petrópolis



Vinicius Cordeiro
Paraná Portal



O controlador do Grupo Petrópolis, Walter Faria, se entregou nesta segunda-feira (5), por volta das 12h, em Curitiba. O empresário estava foragido desde quarta-feira (31), quando foi deflagrada a 62.ª fase da Operação Lava Jato e foi ouvido pela Polícia Federal (PF) hoje.

Nomeada de ‘Rock City’, a ação aponta que o Grupo Petrópolis é suspeito pela lavagem de R$ 329 milhões entre 2006 e 2014. De acordo com a apuração dos fatos, a empresa estaria diretamente envolvida em pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais e operações de lavagem de dinheiro.
O QUE FARIA FALOU

Faria foi declarado foragido e chegou a ter seu nome encaminhado para a lista da Interpol. Agora, o empresário deve permanecer na PF por tempo indeterminado.

Em seu depoimento, ele disse que já prestou cerca de 12 depoimentos sobre o mesmo assunto inquérito, só que no Ministério Público do Rio de Janeiro e na PF de São Paulo e Brasília. Além disso, disse que está à disposição para juntar as respectivas cópias dos antigos esclarecimentos.

Vale ressaltar que o dono do grupo Petrópolis já era investigado em outras ações. Ele também reconheceu isso, dizendo que responde processo na Justiça Federal de Santos e na Justiça Estadual do Rio de Janeiro.

Segundo o MPF, Walter Faria atuou em larga escala na lavagem de centenas de milhões de reais em contas fora do Brasil e desempenhou substancial papel como grande operador de propina. Ele é suspeito, por exemplo, de usar conta na Suíça para intermediar o repasse de mais de US$ 3 milhões de propina relacionadas aos contratos dos navios-sonda da Petrobras.
Lava Jato encontra R$ 250 mil em espécie na casa de um dos executivos da Petrópolis

PRESOS

Além de Faria, a juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, expediu outros cinco mandados de prisão temporária para executivos da Petrópolis. Três detenções foram efetuadas: Vanuê Faria, sobrinho de Valter, Silvio Antunes Pelegrini e Maria Elena de Sousa, Todos poderão deixar a cadeia amanhã, caso a prisão não seja convertida em preventiva.

Já o último, Naede de Almeida, também é considerado foragido.


5 de agosto de 2019

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Moro faz reunião de emergência e oferece 10 vagas para transferência de líderes de rebelião no Pará

Ministro da Justiça lamentou as mortes e determinou a intensificação das ações de inteligência


Adriana Mendes
O Globo


O ministro da Justiça, Sergio Moro
Foto: Jorge William / Agência O Globo



BRASÍLIA — O ministro da Justiça, Sergio Moro , fez uma reunião de emergência no início da tarde desta segunda-feira sobre a situação no Centro de Recuperação Regional de Altamira , no sudoeste do Pará, onde 52 detentos morreram em uma rebelião . Moro disponibilizou 10 vagas no sistema penitenciário federal para transferência e isolamento das lideranças criminosas envolvidas na rebelião.

O ministro já conversou com o governador do Pará, Helder Barbalho , sobre o caso. Segundo a assessoria, Moro lamentou as mortes e determinou a intensificação das ações de inteligência e que a Força Nacional fique de prontidão.


Das 52 vítimas da rebelião, 16 foram decapitadas. O motim, que durou cerca de cinco horas, teve início após uma briga entre duas organizações criminosas.

Dois agentes penitenciários, mantidos reféns por uma hora, foram liberados pós uma negociação que envolveu o juizado de Altamira, o Ministério Público e a Polícia Civil.

Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), presos do bloco A, de uma mesma facção criminosa, invadiram o anexo do presídio, onde vivem custodiados membros de um grupo rival. Uma briga entre essas organizações de criminosos teria motivado a rebelião.

Participaram da reunião com o miniistro o secretário Nacional de Segurança Pública Adjunto, Freibergue Rubem do Nascimento; secretário-Adjunto da Secretaria de Operações Integradas, José Washington Luiz Santos; o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo; o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Furtado; e diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Fabiano Bordignon.

29 de julho de 2019



quinta-feira, 25 de julho de 2019

Rodrigo Maia e presidente do STJ também foram alvo de hackers

Ministro João Otávio Noronha, do Superior Tribunal de Justiça, e o presidente da Câmara, estão entre os alvos de ataques hacker; procuradora-geral, Raquel Dodge, também integra a vasta lista de 'Vermelho'

Camila Turtelli/BRASÍLIA e
Fausto Macedo/SÃO PAULO
Estadão
Rodrigo Maia.
Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO


BRASÍLIA – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também foi alvo de ataques virtuais do grupo preso sob suspeita de hackear de autoridades. O nome do deputado está em entre os citados pelos investigados durante depoimentos à Polícia Federal. A informação foi divulgada pela GloboNews e confirmada pelo Estadão/Broadcast. Questionado sobre a invasão, Maia afirmou que não utiliza o aplicativo Telegram, meio usado para invadir as contas das vítimas.


Na lista das vítimas, também consta o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio de Noronha. ‘Não tenho nada a esconder’, diz presidente do STJ

“Vermelho”, preso na terça-feira, 23, sob suspeita de invadir celulares de autoridades, pode ter acessado o aparelho de pelo menos um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com pessoas que tiveram acesso ao seu depoimento, Vermelho relatou aos policiais a sua vasta lista de vítimas. O Estado não conseguiu confirmar o nome do ministro.

O celular da procuradora-geral da República, Raquel Dogde, sofreu uma tentativa de invasão do grupo preso sob suspeita de hackear de autoridades. A informação foi confirmada pela Procuradoria Geral da República (PGR). Diferentemente de outras autoridades, no caso da Dogde, os invasores não conseguiram ter acesso aos dados. O fato já era sabido na PGR desde maio, e foi identificado pela área de tecnologia de informação do órgão, que vistoriou vários aparelhos depois que integrantes do MPF do Paraná denunciaram as invasões.

Conforme revelou o Estado na edição desta quarta-feira, entre os alvos do suposto hacker está até mesmo o presidente Jair Bolsonaro. Ele foi informado pelo Ministério da Justiça, que confirmou a informação em nota oficial na manhã de hoje. Um dos suspeitos, Walter Delgatti Neto, o Vermelho, também afirmou à PF que um ministro do Supremo está entre as vítimas, de acordo com pessoas que tiveram acesso ao seu depoimento. O Estado não conseguiu confirmar o nome do ministro.

Ministro João Otávio de Noronha.
FOTO: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO


Além de Walter, outras três pessoas estão presas em Brasília suspeitas de participarem da invasão a celulares de autoridades dos Três Poderes, entre elas o ministro da Justiça, Sérgio Moro; procuradores da Lava Jato; o ministro da Economia, Paulo Guedes; e a líder do governo Bolsonaro no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP). As provas foram encontradas em perícias, buscas e apreensões e baseadas em depoimentos dos presos realizados nesta terça. De acordo com a PF, o número de vítimas pode passar de mil.


‘Vermelho’, afirmou, segundo pessoas que tiveram acesso ao seu depoimento, que não pediu nenhuma contrapartida financeira ao dar acesso ao material hackeado ao jornalista Glenn Greenwald – conforme antecipou o Estado.

No Twitter, Greenwald voltou a reafirmar que não comenta sobre a fonte, mas publicou reportagem em que ‘Vermelho’ afirma ter entregue o material de forma anônima e não remunerada. “Como sempre falamos: ‘Em depoimento, Delgatti, um dos quatro presos pela PF, disse que encaminhou as mensagens ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site, de forma anônima, voluntária e sem cobrança financeira’”.
A defesa de Glenn, fundador do site The Intercept Brasil, disse, em nota, que “não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas”.

25 de julho de 2019




quarta-feira, 24 de julho de 2019

PF investiga ‘patrocinadores’ de hackers de Moro


Ao verificar incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal de dois suspeitos de invadir Telegram do ministro da Justiça, juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10º Vara Federal de Brasília, apontou necessidade de ‘averiguar eventuais patrocinadores das invasões ilegais’


Breno Pires e Patrick Camporez/BRASÍLIA
e Julia Affonso
e Pepita Ortega/SÃO PAULO
Estadão

Deltan Dallagnol e Sérgio Moro.
FOTO: HELVIO ROMERO/ESTADÃO





A Polícia Federal investiga supostos patrocinadores do grupo preso sob suspeita de hackear os celulares do ministro da Justiça Sérgio Moro, de delegados da PF e de juízes. Ao decretar a prisão temporária de quatro investigados, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.º Vara Federal de Brasília, apontou para a incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal de casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suellen Priscila de Oliveira, que em dois períodos de dois meses – abril a junho de 2018 e março a maio de 2019 – movimentou R$ 627 mil com renda mensal de R$ 5.058.

“Diante da incompatibilidade entre as movimentações financeiras e a renda mensal de Gustavo e Suelen, faz-se necessário realizar o rastreamento dos recursos recebidos ou movimentados pelos investigados e de averiguar eventuais patrocinadores das invasões ilegais dos dispositivos informáticos (smartphones)”, registrou.

Documento
DECISÃO PDF

Além do casal, também foram presos Walter Delgatti Neto e Danilo Cristiano Marques.

Entenda a investigação

Os presos foram transferidos para Brasília. Segundo a PF, por questão de espaço, dois deles permaneceram na carceragem da superintendência e os outros dois, levados por volta das 23h desta terça para local não informado.

Um dos endereços alvo de buscas nesta terça foi a residência da mãe de Gustavo Henrique Elias Santos, em Araraquara. Santos, no entanto, foi preso na capital paulista. Ele trabalha com shows e eventos, segundo investigadores.

Além do casal, detido em São Paulo, a PF prendeu em Araraquara Walter Delgatti Neto, que já responde a processos por estelionato. Segundo informações da Justiça Eleitoral, ele foi filiado ao DEM. A defesa de Delgatti Neto não foi localizada.

Há, ainda, um quarto preso, em Ribeirão Preto, Danilo Cristiano Marques.

O inquérito está sendo conduzido pelo delegado Luiz Flávio Zampronha, que, em 2005 e 2006, presidiu o inquérito do Mensalão.
Autoridades

Além de Moro, procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Paraná e outras autoridades teriam sido alvo de hackers – no mandado de buscas, há menção ao desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, no Rio, ao juiz Flávio Lucas, da 18.ª Vara Federal do Rio e aos delegados da PF Rafael Fernandes, em São Paulo, e Flávio Vieitez Reis, em Campinas.

A PF informou também nesta terça que vai investigar a suspeita de invasão nos aparelhos celulares do ministro da Economia, Paulo Guedes, e da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

Desde 9 de junho, o site The Intercept Brasil divulga supostas mensagens trocadas pelo então juiz federal titular da Lava Jato em Curitiba com integrantes do Ministério Público Federal, principalmente com Dallagnol. Foram divulgadas pelo The Intercept e outros veículos conversas atribuídas ao ex-juiz e a procuradores no aplicativo Telegram. O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material, mas não revelou a origem. Moro nega conluio – ele e Dallagnol afirmam não reconhecer a autenticidade das conversas.

O ministro da Justiça já afirmou que a invasão virtual foi realizada por um grupo criminoso organizado. Para ele, o objetivo seria invalidar condenações por corrupção e lavagem de dinheiro, interromper investigações em andamento ou “simplesmente atacar instituições”.

Em 19 de junho, Moro passou oito horas e meia respondendo a questionamentos de senadores na Comissão de Constituição e Justiça da Casa sobre supostas mensagens que sugerem atuação conjunta com os procuradores quando ele era juiz.
Falsificação

Spoofing, segundo a PF, é um tipo de falsificação tecnológica que tenta enganar uma rede ou pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável. “As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados”, informou a PF. A operação mira “organização criminosa que praticava crimes cibernéticos”.

O celular de Moro foi desativado em 4 de junho. O aparelho foi invadido por volta das 18h. Ele percebeu após receber três telefonemas do seu próprio número. O ex-juiz acionou então investigadores da PF. O último acesso de Moro ao aparelho foi registrado no WhatsApp às 18h23 daquele dia. O suposto hacker teria tentado se passar pelo ministro no Telegram.

24 de julho de 2019

Para PF, os quatro presos são os responsáveis por cerca de mil hackeamentos, incluindo os de Deltan e Moro


Edilson Dantas | Agência O Globo


Por Lauro Jardim
O Globo

A PF já trabalha com a certeza de que os quatro presos ontem em São Paulo sob a suspeita de terem invadido o telefone de diversas autoridades são os responsáveis pelo hackeamento de todas as vítimas que aparecerem até agora neste caso.

Isso significa que o quarteto está envolvido nas invasões (e tentativas) dos celulares de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro a procuradores da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba e do Rio de Janeiro, passando por Joice Hasselmann e Paulo Guedes, entre outros.

A PF já tem a confirmação também de que os quatro hackearam cerca de mil pessoas, entre autoridades do Executivo, Legislativo, Judiciário e jornalistas.


24/07/2019


Exclusivo: Líder dos hackers confessou crimes



Por Claudio Dantas
O Antagonista


Walter Delgatti Neto, considerado o líder do grupo preso ontem, confirmou à Polícia Federal ter sido responsável pela invasão dos celulares de Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outras centenas de autoridades dos três poderes.


Delgatti está colaborando com as investigações.

Ele permitiu que a PF tivesse acesso a todos os seus arquivos armazenados em nuvem e confirmou aos investigadores que o material divulgado pelo Intercept é fruto do ataque cibernético.

Segundo Delgatti, houve casos apenas de invasões a celulares, outros de roubo de dados e ainda de sequestro da linha para simular conversas com terceiros.


24.07.19


PF investiga participação de mais seis pessoas em ataque a Moro


Resultado de imagem para Líder dos hackers

O Antagonista

Após as prisões dos quatro suspeitos de invadir o Telegram de Sergio Moro e outras autoridades, a PF investiga o possível envolvimento de mais seis pessoas no caso, informam Aguirre Talento e Leandro Prazeres em O Globo.


De acordo com o jornal carioca, “os nomes deles apareceram vinculados às contas utilizadas nos ataques ao ministro, porém em um primeiro momento a PF não identificou participação direta deles nos fatos”.

O juiz Vallisney de Oliveira, que ordenou a prisão dos quatro acusados de hacking, recebeu um relatório da PF e autorizou a quebra do sigilo dos e-mails dessas outras seis pessoas.


24.07.19

segunda-feira, 8 de julho de 2019

'Juízes também cometem ilícitos e devem ser punidos', diz Fachin em Curitiba


Relator de processo da Lava-Jato fez a declaração em evento no Paraná, palco da operação de combate à corrupção; ministro não citou nomes


Gustavo Schmitt
O Globo

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga dois pedidos de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na foto, o ministro Edson Fachin
Foto: Jorge William / Agência O Globo



SÃO PAULO - O ministro Edson Fachin afirmou nesta segunda-feira que "juízes também cometem ilícitos e devem ser punidos". Relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro participou de evento da Justiça Eleitoral em Curitiba, onde tramita a maior parte das ações penais da ação de combate à corrupção.


No discurso, Fachin dissertava em defesa da democracia e da Constituição de 1988. Ele não deu exemplos de ilegalidades cometidas por magistrados e sequer mencionou processos da Lava-Jato. Não houve alusão ao nome do ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro, supostamente um dos interlocutores de diálogos divulgados pelo site "The Intercept Brasil". As mensagens atribuídas a ele e a procuradores têm levado a questionamentos sobre sua imparcialidade na condução da Lava-Jato.

— Juízes também cometem ilícitos e devem ser punidos. Mas as instituições precisam ser preservadas — afirmou Fachin.


O ministro do STF também afirmou que magistrados não podem usar o cargo em benefício de agenda pessoal ou de ideologia.

— Juiz algum tem uma Constituição para chamar de sua. Juiz algum tem o direito e a prerrogativa de fazer de seu ofício uma agenda pessoal ou ideológica. Se o fizer, dentro ou fora da suprema corte, de qualquer instância do poder judiciário, há de submeter-se ao escrutíneo da verificação — disse Fachin.

Em sua fala, o magistrado também defendeu o combate firme à corrupção e disse que tanto a impunidade, como a criminalização da política, são riscos para a democracia. Ele ainda voltou a tratar sobre as prerrogativas do cargo. Para o ministro, quem "busca uma justificativa para motivar uma decisão que já tomou" não é juiz.

— O futuro não nos absolverá se cruzarmos os braços, se a Justiça se encastelar longe do povo e se os juízes se situarem fora dos marcos constitucionais — disse Fachin.


08/07/2019