As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre casos de corrupção atingem filhos, parentes, amigos, amigos íntimos, amigas íntimas e ex-assessores do ex-presidente
Por Daniel Pereira e Rodrigo Rangel Veja.com
Com reportagem de Hugo Marques e Pieter Zalis
PARANOIA - Lula (de camiseta) e Dilma no Palácio da Alvorada: o ex-presidente acredita que é vítima de uma perseguição que contaria com o aval da presidente (André Duzek/Estadão Conteúdo)
Oito anos na Presidência da República fizeram de Lula um mito. Ele escapou ileso do escândalo do mensalão, bateu recorde de popularidade, consolidou o Brasil como um país de classe média e elegeu uma quase desconhecida como sua sucessora. Os opositores reconheciam e temiam seu poder de arregimentação das massas.
O líder messiânico, o novo pai dos pobres, o protagonista do primeiro governo popular da história do Brasil encontra-se atualmente soterrado por uma montanha de fatos pesados o bastante para fazer vergar qualquer biografia - até mesmo a de Lula. Investigações sobre corrupção feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público vão consistentemente chegando mais perto de Lula. Ele próprio é foco direto de uma dessas apurações.
Do seu círculo familiar mais íntimo ao time vasto de correligionários, doadores de campanha e amigos, o sistema Lula é formado predominantemente por suspeitos, presos e sentenciados. Todos acusados de receber vantagens indevidas de esquemas bilionários de corrupção oficial.
O mito está emparedado em verdades. Lula teme ser preso, vê perigo e conspiradores em toda parte, até no Palácio do Planalto. Chegou recentemente ao ex-presidente um raciocínio político dividido em duas partes. A primeira dá conta de que sua derrocada pessoal aplacaria a opinião pública, esse monstro obstinado, movido por excitação, fraqueza, preconceito, intuição, notícias e redes sociais.
A segunda parte é consequência da primeira. Com a opinião pública satisfeita depois da punição a Lula, haveria espaço para a criação de um ambiente mais propício para Dilma Rousseff cumprir seu mandato até o fim. Nada de novo. A política é feita desse material dúctil inadequado para moldar alianças inquebrantáveis e fidelidades eternas.
Os sinais negativos para Lula estão por toda parte. Uma pesquisa do Ibope a ser divulgada nesta semana mostrará que a maioria da população brasileira condena a influência de Lula sobre Dilma. Some-se a isso o contingente dos brasileiros que até comemorariam a prisão dele, e o quadro fica francamente hostil ao ex-presidente. O nome de Lula e os de mais de uma dezena de pessoas próximas a ele são cada vez mais frequentes em enredos de tráfico de influência, desvios de verbas públicas e recebimento de propina.
Delator do petrolão, o doleiro Alberto Youssef disse que Lula e Dilma sabiam da existência do maior esquema de corrupção da história do país. Dono da construtora UTC, o empresário Ricardo Pessoa declarou às autoridades que doou dinheiro surrupiado da Petrobras à campanha de Lula à reeleição, em 2006. O lobista Fernando Baiano afirmou que repassou 2 milhões de reais do petrolão ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e tutor dos negócios dos filhos do petista. Baiano contou aos procuradores que, segundo Bumlai, a propina era para uma nora do ex-presidente.
A relação de nomes é conhecida, extensa e plural - dela faz parte até uma amiga íntima de Lula. A novidade agora é que a lista foi reforçada por um novo personagem. Não um personagem qualquer, mas Luís Cláudio da Silva, um dos filhos do ex-presidente. O cerco está se fechando.
Um relatório da agência do governo de
combate à lavagem de dinheiro revela que os quatro, entre outros
petistas, movimentaram quase meio bilhão de reais em transações com
indício de irregularidades
THIAGO BRONZATTO
ÉPOCA
Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
Há duas semanas, analistas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, mais conhecido pela sigla Coaf, terminaram o trabalho mais difícil que já fizeram. O Coaf, subordinado oficialmente ao Ministério da Fazenda, é a agência do governo responsável por combater a lavagem de dinheiro no Brasil.
Reúne, analisa e compartilha com o Ministério Público e a Polícia
Federal informações sobre operações financeiras com suspeita de
irregularidades. Naquela sexta-feira, dia 23 de outubro, os analistas do
Coaf entregavam à chefia o Relatório de Inteligência Financeira 18.340.
Em 32 páginas, eles apresentaram o que lhes foi pedido: todas as
transações bancárias, com indícios de irregularidades, envolvendo, entre
outros, os quatro principais chefes petistas sob investigação da PF, do
Ministério Público e do Congresso.
Eis o quarteto que estrela o relatório:Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, líder máximo do PT e hoje lobista; Antonio Palocci, ministro da Casa Civil no primeiro mandato de Dilma Rousseff, operador da campanha presidencial de 2010 e hoje lobista; Erenice Guerra, ministra da Casa Civil no segundo mandato de Lula, amiga de Dilma e hoje lobista; e, por fim, Fernando Pimentel,
ministro na primeira gestão Dilma, também operador da campanha
presidencial de 2010, hoje governador de Minas Gerais. O Relatório
18.340, ao qual ÉPOCA teve acesso, foi enviado à CPI do BNDES.
As informações contidas nele ajudarão, também, investigadores da
Receita, da PF e do MP a avançar nas apurações dos esquemas
multimilionários descobertos nas três operações que sacodem o Brasil: Lava Jato, Acrônimo e Zelotes.
Essas investigações, aparentemente díspares entre si, têm muito em
comum. Envolvem políticos da aliança que governa o país e grandes
empresários. No caso da CPI do BNDES, os parlamentares investigam as
suspeitas de que os líderes petistas tenham se locupletado com as
operações de financiamento do banco, sobretudo as que beneficiaram o
cartel de empreiteiras do petrolão.
Ao todo, foram examinadas as contas bancárias e as aplicações financeiras de 103 pessoas e 188 empresas ligadas ao quarteto petista. As operações somam – prepare-se – quase meio bilhão de reais. Somente as transações envolvendo os quatro petistas representam cerca de R$ 300 milhões.
Palocci, por exemplo, movimentou na conta-corrente de sua empresa de
consultoria a quantia de R$ 185 milhões. Trata-se da maior devassa já
realizada nas contas de pessoas que passaram pelo governo do PT. Há
indícios de diversas irregularidades. Vão de transações financeiras
incompatíveis com o patrimônio a saques em espécie, passando pela
resistência em informar o motivo de uma grande operação e a incapacidade
de comprovar a origem legal dos recursos.
O Coaf não faz juízo sobre as operações. Somente relata movimentações
financeiras suspeitas de acordo com a lei e regras do mercado, como
saques de dinheiro vivo na boca do caixa ou depósitos de larga monta que
não tenham explicação aparente. O Coaf recebe essas informações
diretamente dos bancos e corretoras. Eles são obrigados, também nos
casos previstos em lei, a alertar o Coaf de operações “atípicas”
envolvendo seus clientes. É obrigação do Coaf avisar as autoridades
sobre operações suspeitas de crimes. A lavagem de dinheiro existe para
esquentar recursos que tenham origem ou finalidade criminosa, como
pagamentos de propina. Não cabe ao Coaf estipular se determinada
transação é ilegal ou não. Cabe a ele somente informar a existência
dessa transação às autoridades competentes, caso essa transação contenha
características de uma operação de lavagem de dinheiro. Foi isso que o
Coaf fez no caso do quarteto petista. Cabe agora à PF, ao MP e ao
Congresso trabalhar detidamente sobre as informações reveladas pelo
Coaf.
Leia a reportagem em ÉPOCA desta semana 31/10/2015
No último dia do governo Lula, o chanceler Celso Amorim presenteou com passaportes diplomáticos quatro filhos e três netos do chefe. Para justificar a sabujice ilegal, que atendeu a um pedido verbal do pai amantíssimo e avô extremoso, Amorim invocou uma norma que permite ao ministro das Relações Exteriores premiar com o documento “pessoas que devam portá-lo em função do interesse do país”.
Passados quase cinco anos, José Eduardo Cardozo reiterou nesta quinta-feira que também os ministros de Dilma acreditam que todos são iguais perante a lei, mas Lula e seus descendentes são mais iguais que os outros. Num país governado por gente séria, o Ministério da Justiça teria tanto a ver com enrascadas em que metem parentes de um ex-presidente da República quanto a torcida do Flamengo com a seleção de hóquei sobre a grama do Paquistão.
No grotão desgovernado pelo lulopetismo, Cardozo mandou às favas a altivez, curvou-se à vontade do chefão e interpelou o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, por ter perturbado numa hora imprópria o sossego do caçula envolvido em histórias muito mal contadas. De joelhos, o campeão do servilismo quer saber por que Luís Cláudio Lula da Silva recebeu às 11 da noite a intimação para abrir o bico sobre o caso da compra de uma medida provisória.
O ministro acha que a PF agiu “fora do procedimento usual”. Poderia ter feito a gentileza de traduzir o besteirol em juridiquês: “fora do procedimento usual” quer dizer “fora do horário de expediente (e sem a autorização do intimado)”. Todos os cidadãos podem receber essa espécie de visita indesejada a qualquer momento. Menos os Lula da Silva: tal sobrenome exige que os tiras solicitem uma audiência e torçam para que a agenda não esteja atulhada de reuniões suspeitas.
Essa gente precisa estudar Processo Penal urgentemente, sugere o comentarista Nobile, que oferece aos bacharéis de quinta categoria a seguinte lição: “No procedimento criminal, que envolve desde a fase de investigação e inquérito, as intimações podem ser feitas a qualquer hora do dia e da noite, inclusive aos domingos e feriados. É no processo civil que há restrições de horário (das seis às vinte horas), salvo autorização judicial expressa (artigo 172, parágrafo II, do Código de Processo Civil). Portanto, os agentes federais agiram RIGOROSAMENTE dentro da lei”.
Se subserviência exacerbada algum dia virar crime, Cardozo não escapará de uma intimação. Tomara que a PF marque a entrega para o meio da madrugada. Ele receberá os agentes da lei as mesuras de quem sabe que tem culpa no cartório.
Segundo a acusação, ex-presidente do PP embolsou 11,7 milhões de reais em propina – inclusive durante o julgamento do mensalão, quando foi condenado pelo STF
Por Laryssa Borges e Macela Mattos, de Brasília Veja.com
Pedro Corrêa (Jose Varella/CB/D.A Press/VEJA)
O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou nesta quinta-feira o ex-deputado e ex-presidente do Partido Progressista (PP) Pedro Corrêa a 20 anos, 7 meses e 10 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no escândalo do petrolão. Também foi condenado o ex-assessor do parlamentar Ivan Vernon, a cinco anos e 16 dias por lavagem de cerca de 390.000 reais.
Conforme revelou VEJA, Pedro Corrêa começou a negociar um acordo de delação premiada com o Ministério Público para levar novos nomes à Lava Jato. Ele já disse aos procuradores, por exemplo, que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff não apenas sabiam da existência do petrolão como agiram pessoalmente para mantê-lo. Corrêa também contou que o esquema nasceu numa reunião realizada no Planalto com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra - à época, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. Em pauta, a nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras.
Conforme a Lei 12.850/2013, em caso de delação firmada depois da sentença, a pena pode ser reduzida até a metade ou admitida a progressão de regime.
Segundo a acusação, Corrêa embolsou 11,7 milhões de reais em propina. Em apenas uma das 72 práticas de corrupção penalizadas pela Justiça, o ex-parlamentar recebeu 2,03 milhões de reais. "O mais perturbador em relação a Pedro Correa consiste no fato de que recebeu propina inclusive enquanto estava sendo julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 [julgamento do mensalão], havendo registro de recebimentos até outubro de 2012", disse Moro. "Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do país representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente. Considerando cinco vetoriais negativas, de especial reprovação, fixo, para o crime de corrupção ativa, pena de cinco anos de reclusão", completou.
Na sentença, Moro determina ainda o confisco criminal dos bens do ex-deputado, até que ele reponha aos cofres da Petrobras o valor de 11,7 milhões de reais. Pedro Corrêa foi descrito pelo Ministério Público como "um dos responsáveis pela distribuição interna do PP", sendo que ele próprio embolsou propina para si e para a filha, a ex-deputada Aline Corrêa. A arrecadação de recursos ilícitos pela família Corrêa incluía a atuação do assessor parlamentar Ivan Vernon, o uso de uma funcionária fantasma e a participação de funcionários do extinto gabinete do ex-congressista. O ex-presidente do PP visitou o escritório de Youssef pelo menos 23 vezes entre 2011 e 2013, segundo as investigações. O homem da mala - O ex-auxiliar do doleiro Alberto Youssef Rafael Ângulo Lopes, que fechou acordo de delação premiada, foi condenado a prestar serviços à comunidade, está proibido de fazer viagens ao exterior e deve permanecer em casa com tornozeleira eletrônica entre as 10 horas da noite e as 6 horas da manhã. Na decisão de Moro, foram absolvidos o filho de Pedro Correa, Fábio Correa, e a nora Márcia Danzi. Em depoimento ao juiz Moro em agosto, o mensaleiro eximiu a família de culpa e disse que seus parentes não tinham nenhum envolvimento com o petrolão.
Em depoimento ao juiz Sergio Moro, Ângulo Lopes disse que a propina ao ex-parlamentar chegava a até 200.000 reais por mês. A acusação estima que Corrêa e auxiliares embolsaram cerca de 40 milhões de reais em dinheiro sujo entre 2004 e 2014. Na planilha de propinas do delator, os repasses de dinheiro sujo a políticos eram anotados com a abreviatura "band", em referência a "bandidos".
O doleiro Alberto Youssef, por sua vez, afirmou em juízo que políticos do Partido Progressista receberam repasses mensais de até 750.000 reais em propina, a partir de dinheiro desviado na Petrobras, durante a campanha eleitoral de 2010. Entre os beneficiários, segundo o delator, estava Pedro Corrêa. "[Pedro Corrêa] Como um dos artífices do esquema criminoso desde o início, tinha total conhecimento dos detalhes, inclusive de que a propina era paga com base em percentual dos recursos obtidos pelas empreiteiras nos contratos com a Petrobras, estes por sua vez decorrentes de cartel e ajuste fraudulento de licitações", disse Moro na sentença.
Festa de aniversário de 70 anos do ex-presidente Lula, na terça-feira, em São Paulo Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Por Mônica Bergamo FSP
A Polícia Federal bateu às portas do apartamento de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente da República, às 23h de terça-feira (27) para intimá-lo a depor nesta quinta no inquérito que apura irregularidades na Operação Zelotes.
O episódio, mantido até agora em segredo, enfureceu o entorno do ex-presidente.
Luis Claudio tinha acabado de sair da festa de aniversário do pai com a mulher, Fátima, que está grávida de seis meses. Na celebração estava também a presidente Dilma Rousseff.
Pouco depois de chegar em seu apartamento, nos Jardins, o porteiro do prédio em que mora interfonou avisando que agentes da PF estavam no térreo e o esperavam para fazer a intimação.
Ele buscou orientação de advogados e desceu para assinar o documento
O advogado de Luis Cláudio, Cristiano Martins, confirma o episódio. "Na minha opinião, infelizmente é mais um excesso que se verifica neste caso", diz ele. "Uma intimação neste horário só poderia ser feita com autorização judicial expressa."
O advogado foi à polícia, narrou ocorrido e pediu cópia integral do inquérito, afirmando precisar de mais tempo para que o cliente possa fazer um depoimento formal. O fato tem tudo para piorar ainda mais a relação entre Lula e Dilma. A família do petista está chateada com ela por acreditar que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não se mobiliza para evitar abusos da PF em relação a ele e a seus filhos.
Para integrantes do PT, a polícia fez uma ação proposital depois ser criticada pela conduta que adota na operação que também investiga Luis Cláudio.
Pelo visto, o regime ideal dessa gente é o fascismo maconheiro, integrado por maconheiros fascistas
Por Reinaldo Azevedo Veja.com
Acreditem, senhoras e senhores: na tropa de choque fascista, que cercou o MBL, havia assessores dos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), cada vez mais um mero empregadinho do PT, e Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Não só: vejam este vídeo.
Observem aí uma tiazinha que faz cara de sonsa. Ela estava com um instrumento pontiagudo na mão ferindo os manifestantes do Brasil Livre. Foi identificada pela Polícia Legislativa como servidora e militante do PSOL — o principal esbirro com o qual PT conta hoje em dia. Renan Santos, como se vê, foi ferido nas costas, embora protegido por uma camisa e uma camiseta.
Aliás, a trajetória desse partido é curiosa. Quando rompeu com o petismo, havia poucas denúncias de roubalheira contra os companheiros. As divergências eram basicamente ideológicas. Hoje que o PT está mergulhado na lama, os psolentos se apresentam como linha auxiliar.
Wyllys não me surpreende. Eu já tinha apurado ontem, junto a fontes na Polícia Legislativa, que ele estava estimulando os índios a ir disputar espaço com o MBL. Parece que os silvícolas de calção Adidas não caíram na conversa.
Willys tem um ódio patológico do MBL. Tanto que confessou ter apresentado um requerimento para ouvir um representante do grupo na CPI dos Crimes Cibernéticos com o objetivo de “enquadrá-los”. Certamente a coisa ficou pior depois que ele resolveu provocar Kim Kataguiri, e o rapaz o chamou para um debate público. Ele saiu correndo. Seu negócio é fazer fofoca em redes sociais e engravidar jornalistas amigas — pelo ouvido…
Kataguiri foi considerado pela Time um dos 30 jovens mais influentes do mundo. Wyllys é apenas o deputado do PSOL mais influente no PT.
E Jandira? Ainda me lembro desta senhora, há coisa de dois meses, a gritar que havia sido agredida pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP). É claro que não aconteceu. Nesta quarta, lá estava a sua turma, em meio os tontons-macoutes, que distribuíam porradas também em mulheres. Sabem como é…
Jandira deve achar que mulher só é mulher quando de esquerda. Se for uma liberal, pode tomar porrada de macho covarde.
Não custa lembrar que, na noite de terça, representantes da União da Juventude Socialista, do PCdoB, já haviam tentado puxar brigam com os acampados.
Maconha Sim, caros! Os agressores também chegaram ali para fumar a erva maldita — em meio, como eu já disse, às crianças. Depois de distribuir seus tabefes, alguns deles resolveram fazer seu cigarro e dar uma relaxada.
O regime ideal dessa gente, pelo visto, é o fascismo maconheiro, integrado por maconheiros fascistas.
MTST aprendeu com outro movimento terrorista, o Hamas, a usar os mais frágeis como carne queimada da sua “luta”. Ou: Não ousem deter a marcha dos pacíficos!
Por Reinaldo Azevedo
Veja.com
Todo movimento de caráter terrorista tem suas inspirações. Não seria diferente com o MTST. Uma das referências de grupos dessa natureza é o Hamas, que costuma misturar mulheres e crianças a terroristas armados, de sorte que uma eventual reação dos agredidos tende a fazer vítimas entre os mais fracos. Aí a canalha pode sair carregando o corpo de uma criancinha para acusar o adversário de truculento.
Observem que, nas invasões e atos violentos promovidos pelo MTST em São Paulo, sempre há crianças e mulheres na linha de frente. Não foi diferente em Brasília. Em meio aos fortões truculentos que o general Guilherme Boulos mandou para espancar o MBL, estavam, acreditem, grávidas e crianças.
Contam-me os agredidos que uma parte ao menos da tropa de choque era composta de jovens menores de 18 anos. O que a canalha queria? Simples! Que o outro lado reagisse e que aparecessem grávidas e crianças machucadas. Assim como o Hamas delira a cada vez que tem um cadáver infantil, os contínuos morais de Boulos poderiam sair por brandindo as suas vítimas.
Estava na cara que isso iria acontecer. É impressionante que a Polícia Militar do Distrito Federal e que a Polícia do Legislativo não tenham se antecipado para impedir o confronto.
É lamentável, sim, mas também é muito instrutivo que isso tenha acontecido. Evidencia quem quer o quê no Brasil e com quais armas.
Os manifestantes do MBL, no entanto, fizeram a coisa certa: a resistência pacífica. Apanharam, sim, e bastante. E não bateram. Os que se encarregaram de fazer um cordão de isolamento, muito especialmente, levaram chutes nas costas, nas pernas, porradas na cabeça… E aguentaram firmes. São pacíficos. E assim continuarão.
Mas digo uma coisa aos fascistas: não ousem deter a marcha dos pacíficos. Não ousem despertar a cólera dos bons.
Um dos líderes da safadeza do MTST, ora vejam!, quando percebeu que o MBL nem cederia nem responderia às agressões — o que deixou a nu a truculência dos vermelhos —, pediu arrego. E disse a seguinte frase indecorosa para um dos coordenadores do Brasil Livre: “Pô, vocês resistiram demais; era para vocês terem saído!”
Entenderam?
Boulos aposta na pouca disposição de luta daqueles a quem quer intimidar. Mas vai quebrar a cara.
A propósito: por que ele próprio nunca aparece para os confrontos? Ah, sabem como é, os chefes da extrema esquerda têm de ser preservados para quando chegar o governo revolucionário.
Sibá Machado, leia bem: vagabunda é sua política, vagabunda é sua concepção de democracia, vagabunda é sua deformação intelectual, vagabundo é seu autoritarismo, vagabunda é sua truculência, vagabunda é sua inteligência.
Por Reinaldo Azevedo Veja.com
A agressão aos integrantes do Movimento Brasil Livre e do Vem Pra Rua, que estão acampados nos gramados do Congresso, liderada pelo MTST, começou nesta terça-feira quando, aos berros, o deputado Sibá Machado (AC), líder do PT na Câmara, proclamou:
“Eu vou juntar gente e botar vocês pra correr da frente do Congresso. Bando de vagabundos! Vocês são vagabundos. Vamos pro pau com vocês agora!”.
Estava dada a senha. Denunciei neste blog e no Jornal da Manhã, da Jovem Pan, que havia diminuído substancialmente a segurança oferecida aos campados pela Polícia Legislativa. Mais ainda: é evidente que a Polícia Militar do Distrito Federal também deveria estar de prontidão.
Muito bem! Guilherme Boulos, o chefão do MTST, um movimento que recorre a práticas terroristas, mobilizou a sua tropa de assalto. Os truculentos fascitoides chegaram em ônibus fretados e foram literalmente cercando os defensores do impeachment. Já se apresentaram explodindo bombas e rojões, desferindo xingamentos contra os integrantes do MBL e do Vem Pra Rua, chamando-os para a porrada.
Integrantes do Movimento Brasil Livre formam linha de resistência, sentados: atrás, os fascistas de vermelho
Os vídeos e fotografias que estão na página do MBL no Facebook deixam muito claro quem são os agredidos e quem são os agressores. Os integrantes do MBL formaramm uma linha, sentados no chão, enquanto a corja avançava e descia porrada.
Se o MBL e o Vem pra Rua estão lá acampados em defesa do impeachment, que o MTST ocupe um lugar e se manifeste contra. É do jogo democrático. Mas, obviamente, não é isso o que eles querem. Querem guerra.
Então não ouvimos Wagner Freitas, presidente da CUT, dizer dentro do Palácio do Planalto, que se entrincheiraria, armado, para defender o mandato de Dilma? Ela ouviu e não o repreendeu. A cada vez que a própria presidente pronuncia a palavra “golpe”, está estimulando os Boulos da vida a soltar os seus fascistas.
É impressionante que isso tenha acontecido. Parte da imprensa é, de algum modo, responsável. Em vez de ver na ocupação pacífica dos gramados do Congresso o exercício da democracia, foi cobrar satisfações do Poder Legislativo: “Por que permitiu o acampamento?”. Você já viram o jornalismo pregando a repressão, deixem-me ver, aos black blocs?
Denúncia contra Sibá
A imunidade parlamentar não dá a Sibá Machado o direito de incitar a violência. A imunidade parlamentar não dá a Sibá Machado o direito de fazer ameaças. A imunidade parlamentar não dá a Sibá Machado o direito de chamar o povo brasileiro de vagabundo.
Vagabunda é sua política.
Vagabunda é sua concepção de democracia.
Vagabunda é sua deformação intelectual.
Vagabundo é seu autoritarismo.
Vagabunda é sua truculência.
Vagabunda é sua inteligência.
Há pessoas decentes na Câmara com coragem de recorrer ao Conselho de Ética para acusar este senhor de quebra do decoro parlamentar?
Que fique claro: de hoje em diante, o que quer que aconteça de ruim contra qualquer um dos defensores do impeachment, os responsáveis estão desde já nominados: Sibá Machado, Lula, Dilma, José Eduardo Cardozo, Rui Falcão e todos aqueles que pretendem chamar o exercício da democracia de golpe.
A propósito: acrescentem aí também o Chico Buarque e o Luis Fernando Verissimo. Aliás, sobre eles cabe a frase com que o De Gaulle brindou o marechal Pétain, herói da Primeira Gerra, que aceitou ser o títere do regime nazista de Vichy: a velhice pode ser um naufrágio.
Essa dupla já morreu. Só falta que seja enterrada pelos fatos.
Direção da Casa segurou o envio do pedido de cassação do mandato do peemedebista até o limite para empurrar o desfecho para o próximo ano
Por Marcela Mattos, de Brasília Veja.com
Entrevista coletiva do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - 19/10/2015 (Lula Marques/Agência PT/Fotos Públicas)
Depois de segurar até o limite do prazo, a cúpula da Câmara encaminhou nesta quarta-feira o processo que pede a cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao Conselho de Ética. Com isso, a investigação sobre o envolvimento do deputado no petrolão e suas contas na Suíça deverá começar na próxima semana.
A representação, de autoria da Rede e do PSOL, chegou à Secretaria Geral da Mesa no dia 14 e aguardava apenas uma medida protocolar para seguir para o Conselho de Ética. O prazo definido pelo Regimento esgotou-se nesta terça-feira, o que forçou a liberação do documento.
A demora do comando da Câmara dos Deputados deu um fôlego importante ao peemedebista, que tenta se sustentar no cargo mesmo diante das denúncias de que cobrou propina do petrolão e era dono de contas secretas secretas no exterior para esconder o dinheiro.
Com o poder de deliberar sobre um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Cunha tem negociado com o governo e com a oposição a sua permanência no cargo e conta com o tempo para fechar as articulações.
Rito - O presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), agendou para a próxima terça-feira a primeira reunião do grupo. Serão sorteados três deputados para a relatoria do caso, dentre os quais um será escolhido pelo presidente. Em seguida, o relator tem até dez dias para analisar se a ação será arquivada ou terá andandamento. Em caso de abertura de processo, o relator tem até 90 dias para apresentar o parecer final.
Apesar de Araújo afirmar que haverá uma definição ainda neste ano, o mais provável é que o processo se arraste para 2016.
Companhia de Luís Cláudio Lula da Silva recebeu dinheiro da Marcondes & Mautoni, consultoria investigada por atuar na "compra" de medidas provisórias nos governos Lula e Dilma
ISTOÉ Online
Estadão Conteúdo
O juiz responsável pela Lava Jato, Sergio Moro, disse nesta terça-feira (27) em palestra que a Lava Jato não é mais uma exceção. E exemplificou com a decisão da juíza federal Célia Regina Orly Bernardes, que aceitou os argumentos do Ministério Público e permitiu as buscas nas empresas do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luís Claudio Lula da Silva, além de prisões de lobistas e condução coercitiva de alvos da Operação Zelotes. As empresas são: LFT Marketing esportivo, Touchdown Promoção de Eventos Esportivos e Silva Cassaro Corretora de Seguros. "Esses casos (investigações da Lava Jato) influenciam positivamente. Ontem mesmo tem a decisão de uma colega juíza que pareceu importante", disse. A operação investiga fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Segundo a PF, esta nova etapa investiga incentivos fiscais em favor de empresas do setor de automóveis. "Muito suspeito" O Ministério Público Federal alega ser "muito suspeito" a LFT Marketing Esportivo, que pertence a Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, receber valores "expressivos" de uma firma que mantém "contatos" com o governo. Relatório da investigação diz que, apesar dos dividendos milionários, a empresa não tem funcionários, tampouco pagou salários ou recolheu contribuição previdenciária nos últimos anos, indicativo de que seria de fachada. Os argumentos do MPF e da Receita Federal embasaram busca e apreensão na sede da LFT na manhã de ontem. Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo no início do mês, a empresa recebeu dinheiro da Marcondes & Mautoni, consultoria investigada por atuar na "compra" de medidas provisórias nos governos Lula e Dilma. Luís Cláudio confirma que os pagamentos alcançam R$ 2,4 milhões e foram "declarados". Os documentos da Operação Zelotes mostram que a Marcondes & Mautoni recebeu R$ 16,8 milhões da MMC Automotores, que fabrica veículos Mitsubishi, e da CAOA, que monta modelos Hyundai, para viabilizar a MP 627, de 2013. Em 2014, 97% do faturamento da Marcondes veio desses negócios. Naquele mesmo ano, o escritório repassou, além de recursos para seus sócios, R$ 1,5 milhão para a LFT. São esses os únicos beneficiários. "Tem razão o MPF ao afirmar ser 'muito suspeito uma empresa de marketing esportivo receber valor tão expressivo de uma empresa especializada em manter contatos com a administração pública (Marcondes & Mautoni)', o que justifica a execução de busca e apreensão na sede da empresa", escreveu a juíza Célia Regina Ody Bernardes, da 10ª Vara Federal em Brasília, em sua decisão. Carvalho Um dos nomes mais próximos ao ex-presidente Lula no PT, o ex-ministro Gilberto Carvalho foi ouvido nesta segunda-feira, 26, pela PF sobre suposto envolvimento com a compra da MP 471. Ele é mencionado em agendas e e-mails dos lobistas envolvidos no esquema, entre eles Mauro Marcondes, com quem manteria relação "estreita". Os investigadores ainda não têm dados que comprovem pagamento de propina para o petista, razão pela qual ele não foi alvo da terceira fase da Zelotes, mas apenas intimado a se explicar. Uma das anotações de APS menciona um "café" com "Gilberto Carvalho" em 16 de novembro de 2009, quatro dias antes de a MP 471 ser editada pelo ex-presidente Lula. Para os investigadores, "café" pode ser interpretado como propina ou mesmo um encontro com o ex-ministro. Há mensagens mostrando, ainda, em que Marcondes encaminha um assunto para o petista e pede para ele tratar do tema com Lula "informalmente". Na época da edição da MP 471, Carvalho era o chefe de gabinete de Lula. Documentos apreendidos com outro lobista, citam ainda o ex-ministro Nelson Machado, número dois da Fazenda na época da MP. Ele não foi alvo da nova fase da operação realizada ontem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
João
Bernardi contou em delação homologada nesta segunda que, em um ano,
conta de ex-diretor da Petrobrás ligado ao PT recebeu US$ 5 milhões de
propina, relacionados a um grupo italiano; patrimônio secreto foi oculto
em ações, imóves e quadros
Por JULIA AFFONSO, FAUSTO MACEDO, MATEUS COUTINHO E RICARDO BRANDT
ESTADÃO
Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás, citado por novo delator da Lava Jato. Foto: Fábio Motta/Estadão
O primeiro ex-executivo da Odebrecht a fechar acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato, João Antonio Bernardi Filho afirmou que abriu a offshore Hayley SA, no Uruguai, e sua filial no Brasil, para ocultar a fortuna secreta do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque – braço do PT no esquema de corrupção na estatal, que envolvia ainda o PMDB e PP.
“Entre 2009 e 2010 a Hayley recebeu por volta de 5 milhões de dólares”, afirmou Bernardi, em seu termo de delação premiada, homologado nesta segunda-feira, 26 pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Lava Jato.
Bernardi conta que em 2009 Duque – que está preso em Curitiba, desde março – o procurou informando que tinha “valores a receber no exterior” e teria oferecido a ele que “administrasse tais valores”.
“Foi aberta a Hayley Sociedad Anonima”, contou Bernardi à força-tarefa da Lava Jato, no termo número 1, ouvido no dia 15. “Foi aberta uma conta no Millenium no BCP, em Genebra.” O convite decorreria da longa amizade e do conhecimento adquirido por ele no trabalho com empresas offshores – usadas, neste caso, para abertura de contas secretas no exterior.
Imóveis. Além de quadros – foram apreendidos mais de cem na casa de Duque, no Rio -, o patrimônio de propina do ex-diretor teria sido oculto em bens imóveis. “Como no Brasil vivia-se uma grande especulação imobiliária, decidiu-se então investir em imóveis.”
Comprou apartamentos, salas comerciais – duas delas também para Duque, onde foi aberta a empresa de assessoria do ex-diretor, em 2013, após sua saída da Petrobrás.
“A ideia inicial era aplicar esses recursos em papel (bonds, ações, etc) e depois esta ideia evoluiu para também aplicar esses valores no Brasil, em imóveis, de modo a ter renda para quando Renato Duque saísse da Petrobrás”, contou o novo delator da Lava Jato.
Bernardi diz ter contratado o advogado José Reginal Filpi para abrir uma offshore para operar recebimentos de Duque. “(Duque) não disse inicialmente qual montante tinha a receber, mas informou que o valor viria de uma única empresa.” “Teria sido Filpi, o advogado, que sugeriu o Uruguai para abertura de uma offshore”, diz o ex-executivo da Odebrecht. “Duque nunca informou expressamente ao depoente a respeito da origem ilícita do dinheiro que administraria, mas tinha ciência, ou desconfiava, que se originava de ‘comissão’ (propina) em razão de alguma compra.”
Bernardi foi solto nesta segunda-feira, 26. Ele diz que foi engenheiro da Odebrecht por 22 anos, até 2002. Depois trabalhou na Saipem – multinacional italiana com contratos investigados na Petrobrás – até junho deste ano. Sua amizade com Duque é anterior, ‘mais de 30 anos’, quando os dois começaram carreira na Petrobrás no setor de perfuração de poços para exploração de petróleo.
Bernardi apontou um total de ativos de US$ 10,6 milhões. Desses, ele entregou US$ 1,65 milhão, da conta Worly, no banco Credit Agricole, em Genebra, Suíça, R$ 891 mil em 14 quadros comprados pela Hayley do Brasil, um quadro do artista Guignard em nome da offshore já apreendido e US$ 1,5 milhão do valor das ações do fundo de investimento
Com esse CV, deveria ser candidato à presidência ou preso pela Polícia Federal?
Por Felipe Moura Brasil Veja.com
O Ibope diz que 55% dos brasileiros não votariam em Lula de jeito nenhum.
Mas isto é porque a pergunta não informa aos eleitores o currículo resumido do eventual candidato.
Eu sugiro duas perguntas para a próxima pesquisa:
Caro eleitor,
1) Você votaria num candidato…
– em cujo governo se institucionalizou o maior esquema de corrupção da história do mundo, conhecido como petrolão, além do esquema de compra de apoio parlamentar conhecido como mensalão, do qual ele era, politicamente, o maior beneficiário;
– suspeito de tráfico nacional (no BNDES) e internacional de influência para favorecer a empreiteira Odebrecht, cujo dono acabou preso, acusado de organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção, inclusive em contratos com a Petrobras;
– suspeito de ter vendido a Medida Provisória 471 durante o seu mandato presidencial para favorecer montadoras de veículos com a prorrogação de incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano;
– cujo filho Luiz Cláudio tem uma empresa, a LFT Marketing Esportivo, que recebeu R$ 2,4 milhões de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e a aprovação da MP 471;
– cujo filho Luiz Cláudio, formado em educação física e ex-auxiliar de preparadores físicos, conseguiu ainda a proeza de atrair para um torneio de futebol americano o patrocínio milionário de empresas como Budweiser (grupo Inbev), Energético TNT (Cervejaria Petrópolis), Caoa Hyndai, Tigre, Sustenta Energia (grupo JHSF), Qualicorp e Gol, algumas das quais devem muito ao governo do partido do pai.
– cujo melhor amigo, José Carlos Bumlai, que tinha trânsito livre em seu gabinete, é investigado pela Polícia Federal após ser acusado por um pagador de propinas de ter recebido R$ 2 milhões para intermediar negócios no setor de petróleo;
– cuja nora teria sido a beneficiária desses R$ 2 milhões, como possível forma de pagamento pelo lobby que o sogro teria feito na empresa Sete Brasil – em reuniões confessadamente marcadas por Bumlai – a favor do estaleiro de Eike Batista.
– que, segundo o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), “colocou uma quadrilha do seu partido para roubar carteiro e viúva de carteiro” nos fundos de pensão, o que resultou em nova CPI, para a qual o PT barrou a convocação de Bumlai evidentemente com medo das consequências.
– cujo filho Fábio Luís era, nas palavras do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), “limpador de estrume de elefante no Zoológico de São Paulo” e, após a posse do pai como presidente, tornou-se um megaempresário, que foi enriquecendo conforme sua produtora recebia milhões de reais da Telemar, empresa depois favorecida pela alteração de uma lei mediante decreto assinado pelo presidente papai.
– cujo sobrinho, Taiguara Rodrigues dos Santos, era um pequeno empresário em Santos-SP, até que uma de suas empresas de engenharia, a Exergia Brasil, foi contratada pela Odebrecht para uma obra em Angola, no mesmo ano em que a empreiteira conseguiu no BNDES um financiamento para esse projeto;
– cujo sobrinho Taiguara ganhou contratos de obras justamente após o titio ex-presidente ter viajado, com dinheiro da Odebrecht, para negociar transações para a empreiteira; e acabou recebendo dela, ao longo de quatro anos, 2 milhões de dólares, conforme o próprio Taiguara admitiu à CPI do banco, sem conseguir comprovar as credenciais que lhe aproximaram dos contratos milionários;
– dono de uma cobertura tríplex no edifício Solaris, no Guarujá (SP), uma das oito obras assumidas por uma empreiteira envolvida no petrolão, a OAS, depois da quebra em 2006 da Bancoop, então presidida por seu amigo João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT atualmente preso pela Operação Lava Jato.
– cujo tríplex e cujo sítio tiveram suas reformas pagas pela mesma OAS, cujo presidente, Léo Pinheiro, que o chamava de “chefe”, também está preso.
– cujo nome estava junto ao de Gilberto Carvalho e José Dirceu na lista de políticos que um empresário ameaçava envolver na teia criminosa que resultou no assassinato, em 2001, do petista Celso Daniel, então prefeito de Santo André;
– cujo partido usou a Petrobras, segundo o operador do mensalão Marcos Valério, para levantar 6 milhões de reais e comprar o silêncio do chantagista citado no item anterior;
– cujo emissário teria sido imbuído com a missão de arranjar serviço e dinheiro para o marido de sua famigerada amante, Rosemary Noronha, que ameaçava contar tudo que sabia dos esquemas dele após ser abandonada;
– que disse, em evento partidário, que o seu ex-ministro e antigo braço-direito José Dirceu, duplamente preso pelo mensalão e pelo petrolão, “tem o meu aval”, e depois mentiu em entrevista à TV sobre os condenados pelo mensalão, dizendo que “não se trata de gente da minha confiança”;
– que deu apoio eleitoral ao ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, cujo governo foi acusado por um promotor de Justiça foragido de tê-lo pressionado para forjar provas que justificassem a prisão e a condenação do opositor político Leopoldo López, a quem senadores brasileiros foram proibidos de prestar uma visita na cadeia quando estiveram no país;
– que se negou a extraditar o criminoso italiano Cesare Battisti, acusado de matar quatro pessoas, para um país democrático que o julgou e condenou democraticamente;
– que legitimou moralmente os crimes fiscais da sucessora e afilhada política, Dilma Rousseff, com a mentira de que as chamadas “pedaladas” foram destinadas a pagar programas sociais como o Bolsa Família, quando, na verdade, elas bancaram grandes empresas e produtores rurais, segundo os próprios dados do BNDES e do Banco do Brasil enviados ao jornal Folha de S. Paulo;
– cuja sucessora e afilhada teve suas contas públicas reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mentiu para a população cometendo uma série de estelionatos eleitorais e ainda quebrou o país, após ter sido eleita e reeleita com dinheiro supostamente roubado da Petrobras no esquema montado no governo do padrinho e continuado durante o seu mandato;
– que, apesar das prisões de seus amigos, companheiros e contratantes; das citações de seu nome e de seus parentes nas investigações dos escândalos de corrupção; do depoimento do doleiro Alberto Yousseff para quem ele sabia de tudo do petrolão; e de mais um monte de passagens nebulosas de sua biografia que não caberiam no presente questionário, sempre alega descaradamente que não sabia de nada, enquanto trama golpe atrás de golpe para salvar a própria pele?
a) Sim, eu votaria.
b) Não, eu não votaria.
c) Não sei.
2) Você acredita que um político com o currículo acima deveria ser:
a) Candidato à presidência em 2018;
b) Investigado e, de preferência, preso pela Polícia Federal;