Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

DILMA QUER USAR PF PARA OCULTAR CRIME

"O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), acusou hoje a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de estar usando a Polícia Federal para tentar esconder o fato principal, ao pedir que a PF investigue o vazamento do suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa Ruth.

"Vai-se atrás de tentar desvirtuar o fato relevante, que é o crime que ela (Dilma) cometeu", afirmou. (...)

De acordo com Maia, "a situação da ministra continua insustentável e, assim como Palocci, ela vai acabar tendo de deixar o governo".

O presidente do DEM assinalou que, com a investigação da PF, está se usando órgãos do Estado para tentar proteger a elaboração de um dossiê feito para intimidar a Oposição."

Petista proporá mandato de 5 anos

Emenda de Devanir Ribeiro terá brecha que permitirá a Lula
disputar a eleição presidencial de 2010


O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), que defende abertamente um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que apresentará depois de amanhã proposta de emenda à Constituição prevendo a alteração de quatro para cinco anos no mandato presidencial.

"Fizeram emenda no governo Fernando Henrique para a reeleição. Agora, queremos fazer uma emenda para retornar ao texto original da Constituição, que é do mandato de cinco anos", afirmou.

A emenda do deputado carrega, no entanto, uma brecha que pode propiciar um terceiro mandato a Lula. Ela sugere que a implantação de uma nova regra daria ao atual presidente o direito de disputar a próxima eleição.

Segundo a emenda, ao fim de duas gestões (2002-2010), o presidente Lula teria direito de disputar o mandato que seria cumprido entre 2011 e 2015.

Para apresentar a proposta o deputado precisa reunir as assinaturas de apoio de pelo menos 175 deputados.
A cúpula do PT apóia a tese dos cinco anos, mas diz que não trabalhará pela manobra do terceiro mandato.

"Não vamos mudar as regras com o jogo em andamento, como fizeram o PSDB e o DEM, quando mudaram a lei para permitir a reeleição de Fernando Henrique, eleito sob regras que proibiam o segundo mandato", disse o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE).

Apesar da profissão de fé do líder petista, a oposição acha que Devanir e o presidente Lula articulam juntos a manobra.
Ana Paula Scinocca e Christiane Samarco Estadão

Uma criança chamada BRASIL...

Se fosse possível fazer psicoterapia em um país, eu diria que o nosso, para crescer, deveria, grosso modo, passar do âmbito materno, do amor incondicional, para o paterno, do amor condicionado, ou seja,

da MERITOCRACIA

Dr Ebraico
por Gracias a La Vida

O conto da 'ética', dos 'direitos humanos', do 'igualitarismo', da 'justiça social

Sem dúvida, há bons políticos - mas que não conseguem mudar esse estado de coisas. a mudança possível - será gradativa e depende fundamentalmente da educação.

Procure saber o que se 'passava na Alemanha' no início do século passado em o partido que ganhava as eleições fazia a 'festa' na administração pública; na Inglaterra, no século anterior em que havia um 'tesoureiro' no parlamento para pagar os honrados parlamentares que votavam matérias previamente 'vendidas/compradas' (votou ganhou)

O escandaloso para nós é que estamos vivendo em pleno século XXI a corrupção tsunâmica justamente implantada por um partido que se dizia o portador da 'ética, da democracia e da transparência'.

Antigamente se falava nos 'contos' - do 'pacote', da 'guitarra' - aplicado para enganar os 'espertos'.

Atualmente temos o conto da 'ética', dos 'direitos humanos', do 'igualitarismo', da 'justiça social' ... numa sistematização (ou reengenharia) do crime, sem precedentes.

Por outro lado - o excesso vai e já está levando a uma reação.

A DIREITA/LIBERAIS/CONSERVADORES - aos poucos estão mostrando sua cara e quando tivermos uma concepção de economia - como o capitalismo liberal - sem o viés estatizante, centralizador e corrupto, perfeitamente definida - as coisas naturalmente melhoraram.

Enfim - enquanto não eliminarmos o 'estado corrupto e corruptor' - temos que injetar muita energia no motor.

enviada por Gracias

Eça de Queiroz

Eles não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA.

É assim que há muito tempo no Brasil são regidos os destinos políticos.

Política de acaso, política de compadrio, politica de expediente.

País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?"
(Eça de Queiroz, 1867 "O distrito de Évora").

Passaram, entretanto, 140 anos..., e?

"Não chorem junto da minha sepultura
Pois... Eu não estarei lá".

(podiam ser palavras de Eça de Queiroz).

enviada por Gracias

FAZ SENTIDO...

Ela... sou eu amanhã...

A história da última patifaria governamental (quase todo dia temos mais uma) nos mostra porque Luís Inácio tem a esperança de ser substituído por Dilma Rousseff na Presidência.

Ela está totalmente adaptada ao seu "estilo" de governo: contradições inaceitáveis, melhor denominadas como mentiras; a forma de jogar a culpa de suas patifarias nos mais fracos, como foi o caso do caseiro e agora a Secretária; banalizar fatos graves (quando são os seus); se considerar inatingível e ridicularizar as leis; e, como último recurso, culpar a oposição de fazer o que prejudica a ela mesma. .. .

"Tenho mais o que fazer " - palavras de Dilma Rousseff, ao se recusar a depor na CPI dos cartões.

Como todos os outros políticos, a mãe do pacote do dossiê não percebe que é uma servidora pública e que nós pagamos seu salário.

O que ela tem a fazer é nos dar satisfações sobre os gastos com os cartões corporativos do atual governo, não do governo passado, .

Leia mais aqui no puteiro nacional

Garibaldi anuncia que instalará amanhã CPI dos Cartões no Senado

PSDB e DEM preparam batalha jurídica no STF para quebrar sigilo de gastos do presidente Lula e de Marisa

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), garantiu ontem que vai instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusiva da Casa para investigar os gastos com cartões corporativos e o vazamento de um dossiê que teria sido montado na Casa Civil sobre as despesas feitas no governo Fernando Henrique Cardoso.

"Vou ler (o requerimento) e colaborar para instalar a comissão.
Não se deve segurar CPI. Quem tiver de morrer de inanição que morra. Quem tiver o destino fatal que termine de se acabar", afirmou Garibaldi ao Estado.

ESTRATÉGIA

A estratégia da oposição passa pelo esgotamento da discussão dentro do Congresso. Na CPI - ou CPIs -, os oposicionistas prometem recolocar em pauta a necessidade de abrir o sigilo dos cartões corporativos.
Se não obtiverem êxito, recorrerão ao Supremo.

"Se nós não conseguirmos pela via normal, que é a CPI, vamos entrar com uma ação no Supremo"
, garantiu Demóstenes.


por Expedito Filho
Estadão

domingo, 6 de abril de 2008

Plano A é dar 3º mandato a Lula, afirma prefeito do PT

O prefeito de Recife (PE), João Paulo Lima e Silva, membro do diretório nacional do PT, afirmou, em entrevista ao jornal "Correio Braziliense", que a prioridade do partido é garantir a aprovação de uma emenda constitucional que permita ao presidente Lula disputar um terceiro mandato.

"O terceiro mandato de Lula é o plano A; Dilma é o plano B; e o plano C é quem Lula indicar", respondeu, após ter sido questionado sobre a possibilidade da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O prefeito negou ter discutido o assunto com Lula.
Há correntes no PT favoráveis ao terceiro mandato, mas oficialmente o partido nega a intenção de patrocinar a aprovação da emenda.

O presidente nega a intenção de disputar um novo mandato em 2010.

"Se tem uma coisa que eu não gostaria de fazer era discutir eleição, porque cansei", disse Lula na última quarta-feira, após o seu vice, José Alencar, ter defendido o terceiro mandato.
DA REDAÇÃO Folha

Co co ri co có...!
Entenderam o espírito da coisa?

Patético....

Charge



O método....

O fiscal militante

A Receita Federal colocou um auditor ligado ao PT para fiscalizar o PSDB. E dados sigilosos vazaram

Leandro Loyola

OS PAPÉIS
José Serra e Aécio Neves (acima) na campanha de 2002 e a autuação da Receita, assinada por Bajerski (ao fim do texto). Ele teve acesso a todas as contas dos tucanos (logo abaixo, material da campanha de Bajerski)

Nos últimos dois anos, a receita Federal fez uma devassa nas contas de sete dos maiores partidos políticos do país.

Os auditores tiveram acesso às contas de campanhas eleitorais e a outras informações financeiras.

O resultado da apuração deveria ser sigiloso – apenas a Receita e os dirigentes dos partidos poderiam ter acesso a ele.

Mas o regulamento do sigilo fiscal foi quebrado no mês passado, quando o jornal Folha de S.Paulo publicou que o PSDB foi autuado pela Receita em R$ 7 milhões.


Segundo a investigação, o partido sonegou impostos e usou notas fiscais frias na campanha presidencial de 2002, quando o candidato era o atual governador de São Paulo, José Serra.

Entre todos os partidos fiscalizados, só vazaram as irregularidades do principal partido de oposição ao governo.

Da investigação ao vazamento

O caso começou com um pedido da
CPI dos Correios


2005
l Agosto
A partir de um requerimento do senador José Jorge (PFL-PE),
a CPI dos Correios (imagem) pede que a Receita Federal investigue
o PT pelo envolvimento no mensalão

2005 l Setembro
A Receita abre a investigação e inclui ainda outros
partidos envolvidos no mensalão: PL (hoje PR), PP e PTB.
Depois inclui também PSDB, PFL (hoje DEM) e PMDB

2007 l Dezembro
O auditor fiscal Julio Bajerski, responsável
pela fiscalização do PSDB, anuncia em um site de classificados
que perdeu uma maleta com documentos em Porto Alegre (RS)

2007 l Outubro
Depois de dois anos, os partidos começama ser notificados
do resultado da fiscalização feita pelos auditores da Receita Federal

2008 l Fevereiro
O resultado da investigação da Receita Federal sobre o PSDB,
com uma multa que chega a R$ 7 milhões, é publicado
pelo jornal Folha de S.Paulo

Preconceito de classe

Beto Barata/AE
Lula: problemas com a classe média

A classe média continua sendo o calo na popularidade de Lula. As pesquisas que o governo tem em mãos mostram que ela resiste ao discurso lulista. O Planalto não se conforma com a falta de unanimidade. Atribui essa insatisfação a dois fatores.

Em primeiro lugar, a classe média ainda não teria se dado conta de que também está ganhando com o crescimento do país. Por isso, as campanhas publicitárias do governo baterão mais e mais nessa tecla. Até aí, o.k.

O problema é o suposto segundo motivo para o nariz torcido: segundo assessores graduados de Lula, por puro preconceito a classe média "tradicional" estaria incomodada com a classe média "emergente", surgida neste governo.

Isso explica a demagógica frase que Lula disse dias atrás:

"Toda vez que a gente tenta ajudar os pobres aparece uma ciumeira".



SEMPRE SAI DO BOLSO DO CONTRIBUINTE QUE TRABALHA, PRODUZ, GERA RIQUEZA E SUPORTA PESADA E PERVERSA CARGA TRIBUTÁRIA, SEM RETORNO.

Por Iracema

sábado, 5 de abril de 2008

a candidatura de Dilma é "laranja" da candidatura de Lula a um terceiro mandato - em 2010 ou 2014.

Prefeito do Recife defende terceiro mandato para Lula

No dia em que novas denúncias envolvendo a Casa Civil da ministra Dilma Rousseff com o escândalo dos cartões corporativos foram divulgadas, o prefeito de Recife, João Paulo Lima e Silva, membro da Executiva Nacional do PT, defendeu veementemente a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que garantiria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a chance de voltar ao páreo e disputar um terceiro mandato. João Paulo acha que é hora de o PT assumir de vez a bandeira do terceiro mandato, porque, diz ele, há um clamor popular nesse sentido. (RM). Leia aqui.

De Ricardo Miranda no Correio Braziliense

(Comentário meu: A discussão, agora, do terceiro mandato para Lula é uma manobra urdida dentro do Palácio do Planalto para dividir a luz dos refletores da mídia com o escândalo do dossiê contra FHC, dona Ruth Cardoso e ex-ministros do governo passado.

Foi encomendado a vice-presidente José Alencar que ele defendesse o terceiro mandato para Lula - e ele o fez em entrevista à Rádio Bandeirantes. À entrevista de Alencar segue-se a do prefeito do Recife.

Isso não quer dizer que a discussão sobre o terceiro mandato seja apenas uma manobra de ocasião. Longe disso. Como observa o próprio prefeito, Lula sempre se comportou como um "soldado do partido" - pelo menos até se eleger. E se o partido chegar no próximo ano sem um nome forte para disputar a sucessão dele, tentará convencê-lo a estimular a aprovação de uma emenda à Constituição que lhe conceda a chance de concorrer a um terceiro mandato.

Escrevi uma vez aqui e repito:

a candidatura de Dilma é "laranja" da candidatura de Lula a um terceiro mandato - em 2010 ou 2014.)

por Ricardo Noblat

Turma que fez o dossiê ameaça contar tudo - VEJA 7

Dilma exibe a Folha durante coletiva:
diversionismo para NÃO chegar à verdade
(foto: Jamil Bittar/Reuters)

Mas qual o problema do governo, afinal de contas, em botar o dedo na ferida, hein?

Por que não diz logo quem ele acha que vazou o dossiê?

Alexandre Oltramari, o repórter que há duas semanas trouxe o caso à luz responde em matéria da VEJA:

"Um dos servidores que acompanharam de perto a produção do dossiê, ouvido por VEJA, diz que os funcionários envolvidos, oito no total, ameaçam detalhar a cadeia de comando da produção do dossiê caso alguém, que apenas cumpriu ordens, seja responsabilizado pelo escândalo. Pode estar aí a explicação para a cortina de fumaça que se tenta criar."


Ah, acho que entendi. Acho que o problema, então, está em revelar a cadeia de comando. Aonde será que ela pode chegar?

Assinante lê mais aqui

Ela sabia?

É fato: saiu do Planalto um dossiê com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso.

Saiba como isso enfraquece o futuro político da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Desde o início do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo vem tentando manter o sigilo sobre os gastos com a família presidencial, que no Brasil são pagos com dinheiro público – do alfinete ao equipamento da segurança.

Tem sido uma luta inglória. Em primeiro lugar, é difícil convencer alguém de que é necessário manter em segredo a qualidade dos vinhos servidos no Palácio da Alvorada. Em segundo lugar, porque esses gastos estão vindo a público aos poucos, sempre de maneira desastrosa para a imagem do governo.

Na defesa de um segredo talvez inútil – e no mínimo questionável –, o Palácio do Planalto acabou oferecendo à oposição uma boa trincheira para atacá-lo no Congresso.

Nessa batalha, acabou ferida a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que comanda um plano de investimentos de R$ 500 bilhões, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e até duas semanas atrás ocupava o primeiro lugar na fila de possíveis candidatos do PT à sucessão presidencial.

“Foi endereçada a mim”, disse Dilma sobre a ação que a deixou no centro de uma crise política.

Até porque se houve vazamento houve crime, PF tem tarefa de identificar quem ordenou', disse o senador

Charge do Simon(Jornale)

"Ela não tem condições de negar que existe dossiê até porque o governo já admitiu que existe, o ministro José Múcio (Relações Institucionais) já declarou que existe e que se tratava agora de apanhar o responsável", afirmou.

"É uma prática do governo buscar responsáveis menores e poupar os maiores, se há responsável maior é quem comanda e esse setor é comandado pela Dilma."

Aqui.

Senador Álvaro Dias (PSDB-PR)

O homem racional - A evolução

LETARGIA MENTAL

O que leva um povo a aceitar o que está acontecendo na Venezuela e na Bolívia, principalmente, é a letargia mental.

Como bem descreve o economista Rodrigo Constantino, no seu livro - Egoísmo Racional - (Documenta Histórica Editora):

os homens são seres racionais, mas é preciso lembrar que a racionalidade é uma questão de escolha.

É preciso querer ser homem, já que temos consciência volitiva, dependente da nossa vontade de pensar, que não é um ato automático.

Decidir buscar a razão e a lógica é o que nos torna homo sapiens, e não chimpanzés reagindo apenas por instinto. Coisa que, infelizmente, nós os latino-americanos estamos fazendo.


Frase do Dia

A LIBERDADE NÃO É UM MEIO PARA UM FIM POLÍTICO MAIOR;
ELA PRÓPRIA É O MAIS ELEVADO FIM POLÍTICO.
Lord Acton

enviada por Gracias

O que é isso, companheiro?


A FONTEO que é isso, companheiro?

O ministro Franklin Martins (Comunicação), que saiu do ar no escândalo “Dilmagate”, profanou a regra de ouro da sua profissão: pediu ao senador tucano Alvaro Dias (PR) e à Folha a “fonte” do dossiê.

Cada uma…

Comentário do Senado Álvaro Dias:

O jornalismo investigativo é muito importante e competente no Brasil.Sem ele a degradação moral na atividade publica seria ainda maior. Cumpre seu papel , ao valer-se das mais variadas fontes de informação.

O sigilo da fonte , é pois, essencial. Certamente a Revista Veja ao publicar ,se não me falha a memória, 17 matérias de capa, sobre o escândalo do mensalão,contou com inumeras e privilegiadas fontes.

Esse instituto é portanto,fundamental e deve ser preservado e defendido por jornalistas,parlamentares, juristas. Por toda a sociedade, pois na verdade,vigora em seu beneficio.


Planalto teme investigação da PF sobre dossiê da Casa Civil


Governo tem medo de que apuração termine em espetáculo

Tarso avisa que PF só entrará no caso se for acionada por alguma autoridade

Dilma, em entrevista, admite que dados sobre governo FHC saíram do governo, mas cobra culpado pelo vazamento

Líder do PSDB diz que ‘mais do que nunca’ ministra deve ser ouvida pela CPI

O Palácio do Planalto teme o acionamento da Polícia Federal para investigar o dossiê sobre gastos com cartões corporativos e contas B no governo Fernando Henrique.

O maior receio é de que a apuração se transforme em espetáculo e, por fim, venham a público dados sobre a montagem do dossiê pela Casa Civil.
Por esse motivo, o ministro da Justiça, Tarso Genro, avisa que a PF pode até entrar no caso, mas dependerá de pedido do Ministério Público, da ministra Dilma Rousseff ou da CPI dos Cartões. Frisou, ainda, que o foco seria o vazamento, não a elaboração da papelada.

Apesar de tantos cuidados, a PF, se quiser, não precisa ser acionada e já pode abrir investigação.


Cobrada, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu entrevista e admitiu que os dados do dossiê saíram mesmo do Palácio do Planalto, mas acentuou o vazamento:

“Quero saber quem chupou elementos do nosso banco de dados.”

A “mãe do PAC” acusou adversários de tentar atingi-la e negou que governo tenha reunido munição para frear a CPI.

Na avaliação do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, “mais do que nunca” Dilma deve ser ser convocada à CPI.

“Ali ninguém tem obrigação de obedecê-la e se calar quando diz que vai embora”, atiçou.

No Estadão

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Epidemia de dengue no Rio...

Patético...

Dilma não convenceu
Confusa, a entrevista coletiva da ministra Dilma Roussef.

A ministra estava nervosíssima e muito desconfortável.

Ela, que sempre cobrou tudo e todos, estava hoje na posição de cobrada.


Para tentar disfarçar o nervosismo, Dilma foi mais professoral e arrogante do que de costume.
Em qualquer hipótese, a imagem de Dilma Roussef sai muito arranhada.

Dilma construiu seu perfil no Planalto como a “dama de ferro”: toda-poderosa, onisciente, a imagem da competência técnica e do controle absoluto sobre o funcionamento da Casa Civil.

Com este mega-escândalo em seu colo, das duas uma: ou bem Dilma Roussef ordenou a elaboração do dossiê e, portanto, é culpada.

Ou bem o dossiê foi montado debaixo do seu nariz, e a ministra não sabia de nada. Não controla coisa nenhuma, não sabe o que se passa na própria casa, isto é, na Casa Civil.


Em qualquer das duas situações, não sai bem a ministra Dilma Roussef.

Dossiê: EM RESUMO

1
O QUE JÁ SE SABIA

Foi montado na Casa Civil um dossiê com despesas sigilosas de FHC, da primeira-dama e de ministros. O documento tem características distintas do Suprim, o sistema oficial que o governo disse estar atualizando para atender ao TCU e a eventuais pedidos da CPI

O dossiê As despesas são relacionadas fora de ordem cronológica e há ênfase a gastos com bebidas alcoólicas e outros itens com potencial, em tese, para exploração política

"Banco de dados" O Planalto nega tratar-se de um dossiê. Diz que é um "banco de dados", mas recusa-se a explicar por que a digitação foi feita fora do Suprim e por que ela começou quando o Congresso passou a discutir uma CPI dos Cartões

2
O QUE É REVELADO HOJE

O dossiê não se resume às 13 páginas divulgadas até agora ela imprensa. Ele é maior. A Folha obteve os registros de que eles foram produzidos de um computador da Casa Civil a partir de 11 de fevereiro, com anotações e edição que vão além do mero registro de dados do Suprim. Os dados foram separados em pastas

3
O QUE FALTA ESCLARECER

Quem, dentro da Casa Civil, vazou o dossiê. Leia.


GALINHEIRO PETISTA: QUEM CACAREJA MAIS IDELI SALVATTI OU DILMA DOSSIEFF?

O senador Mão Santa cita Joseph Goebbels e a líder petista no senado, sem muito entender, chegou ciscando enfurecida, ameaçando incendiar o galinheiro

A líder petista no senado, Ideli Salvati, invadiu o plenário ciscando para todo lado, olhos arregalados, ameaçando o senador Mão Santa (PMDB), por ter no seu entendimento chamado a sua amiga Dilma Dossieff preconceituosamente de "galinha cacarejadora".

Mão Santa em resposta, pôs mais fogo na fornalha, dizendo que tinha chamado “Todos vocês de "galinhas cacarejadoras", no seu jeitão de galo velho desafiador, com muitos anos no galinheiro.

A turma do deixa disso acorreu ao local, e por fim a muito custo, arranjaram um jeito, de Mão Santa, pedir para tirar das notas taquigráficas, da sua fala de alguns dias atrás, a citação de Joseph Goebbels, e a tal expressão de galinha cacarejadora atribuída a ministra, antes adjetivada de Mãe do PAC.

O senador Mão Santa é um homem gentil e educado. É recordista absoluto em pronunciamentos da tribuna do Senado. Os seus discursos são característicos, bem humorados, dissonante com o de qualquer outro parlamentar, com chavões próprios, como os famosos “atentai bem”, e citações filosóficas de Padre Antônio Vieira, Cícero e Demóstenes, entre outros.

No episódio o senador Mão Santa, estava falando dos métodos persuasivos do nazistade Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler da Alemanha Nazista e os comparava com ao estilo dos petistas, de fazer barulho, de obras que ainda não foram realizadas, como se tudo já estivesse pronto.

Goebbels foi um gênio na propaganda institucional e é, como comunicador, citado e copiado reverenciadamente, até hoje, por profissionais da área.
Foi ele, por exemplo quem inventou a expressão Heil Hitler, e a forma de saudação nazista, para se referir ao füher, Adolfo Hitler.

Dizem que foi o ministro da propaganda de Hitler que fez importantes descobertas no campo da propaganda subliminar, que consegue passar ao cérebro uma mensagem que não é vista pelos olhos, mas captada pelo cérebro, de quem assiste a um filme.
Mão Santa citava Goebbels quando ele “orientava o partido a ter uma galinha cacarejadora para ficar gritando: as obras, as obras, as obras --antes de fazer e depois.” Fazendo a similaridade o senador arremeteu :


“Ela [Dilma] pode ser muito bem a galinha cacarejadora desse governo.

A história se repete", afirmou.”
Claro que o senador não quis dá a ministra a condição de “galinha” pela qual se condoeu a senadora Ideli Salvatti, que seria a versão pejorativa de alguém promíscua e vulgar, que não pode seria justo atribuir a ministra Dilma, por mais que não se simpatize com ela.

Na verdade Ideli não soube usar os ensinamentos de Goebbels, pois deu publicidade e valorizou uma fala do senador Mão Santa, ocorrida numa daquelas horas mornas de plenário vazio, de alguns dias atrás, que não havia motivado nenhuma repercussão na grande mídia e que seria naturalmente esquecida.

Agora, graças aos cacarejos da Senadora Ideli Salvati, em horário nobre, a ministra vai ficar estigmatizada com essa imagem que originariamente não lhe seria apropriada.

Toinho de Passira

Folha de São Paulo, Agência Senado

enviada por Gracias

Dossiê com gastos de FHC saiu pronto do Planalto

Os repórteres Leonardo Souza e Marta Salomon obtiveram uma versão ampliada do dossiê com gastos feitos pelo Planalto na gestão FHC. Foi extraída diretamente do banco de dados da Casa Civil de Dilma Rousseff.

Tem 27 páginas, 14 além das 13 folhas divulgadas até aqui.

O novo papelório demonstra o seguinte: a parte do dossiê que já veio a público é idêntica ao conteúdo das planilhas extraídas diretamente dos computadores do Planalto. não foi alterada nenhuma vírgula.



Cai por terra a versão segundo a qual os dados que chegaram às mãos de congressistas poderiam ter sido organizados de maneira diversa daquela registrada nos arquivos eletrônicos da presidência da República. Não houve adulteração nem na ordem dos dados nem na forma como as informações foram anotadas.


Os dados do Planalto foram acomodados em 27 planilhas do programa de computador Excel. Num dos campos, trazem a sigla “PR” (Presidência da República). Informam a hora e o dia em que os dados começaram a ser levados ao computador pela Casa Civil: 15h28 de 11 de fevereiro de 2008.


Nessa data, embora ainda não houvesse sido instalada, a CPI dos Cartões tornara-se irreversível no Congresso. Mercê dos esforços de Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, o governo lograra obter da oposição o compromisso de recuar a apuração ao ano de 1998, início da gestão FHC.


As novas planilhas desencavadas pelos repórteres anotam 532 lançamentos de despesas realizadas entre 1998 e 2002. Foram recuperadas no arquivo morto do Planalto, a partir de uma ordem de Erenice Guerra, a secretária-executiva da Casa Civil, número dois de Dilma Rousseff.


Digitalizadas no intervalo de uma semana, as planilhas agrupam dispêndios atribuídos a FHC, à ex-primeira dama Ruth Cardoso e a três ministros palacianos do governo tucano: Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência; Clóvis Carvalho, ex-chefe da Casa Civil; e Arthur Virgílio, líder tucano que exerceu o cargo de secretário-geral da Presidência.


Lendo-se o documento digital, percebe-se que foi concebido seguindo uma lógica política, não administrativa. Deu-se preferência a gastos exóticos –aquisição de bebidas alcoólicas, por exemplo. Listaram-se também pagamentos feitos à chef de cozinha Roberta Sudbrack, que preparava o cardápio dos Cardoso no Alvorada.


O papelório obtido pelos repórteres exibe as planilhas da Casa Civil na forma em que se encontravam no dia 18 de fevereiro, mais de um mês antes de a revista Veja divulgar uma parte dos dados. Dois dias depois, em 20 de fevereiro, num jantar com empresários, a ministra Dilma Rousseff dissera que o governo não escutaria calado aos ataques da oposição. O governo, ela antecipara aos comensais, reunia informações sobre os gastos da era tucana.


Há dois dias, a Casa Civil foi instada a se manifestar sobre a descoberta dos novos documentos. Manteve, por meio de uma nota, a versão que sustentara antes: "A planilha de 13 páginas, mencionada pelo jornal em suas reportagens, contém informações que constam no banco de dados, como reconhecemos desde o início.


No entanto, ela não confere com as nossas nem na seqüência nem na forma de organização das informações. Tal fato sugere a possibilidade de ter sido montada com fragmentos da base de dados."

Uma investigação minimamente séria poderia comparar a planilha maior com a versão enxuta.


O governo, porém, recusa-se a envolver a Polícia Federal no episódio. O caso está sendo “apurado” por uma comissão de sindicância composta de servidores da própria Casa Civil, da Controladoria-Geral da União e da Advocacia-Geral da União.

Sérgio Lima/Folha



Como vejo o Brasil?...

A terra da total desesperança, do crime fácil e premiado, dos ladrões heróis, da imoralidade, da mais completa falta de ética, do descaramento, da mais ampla sem-vergonhice.

Da burrice, do oportunismo.

Uma terra de sem-leis.

Uma terra onde tudo tem seu preço, todos se vendem desavergonhadamente


Uma terra que elegerá seu rei em 2010 novamente.
Terra fecunda em ignorância.
Um país que voltou atrás, pela incompetência do seu comandante.
Um país onde os cidadãos não se importam com coisa alguma do que se passa, do que se vive. Distanciados.
.. entorpecidos, anestesiados, inconscientes, inconseqüentes.

Uma desilusão.

por Gracias a La Vida

Entrevista com Roberto Romano - 1ª parte - Lula encarna todos os elementos das ditaduras populistas da América do Sul.

"Lula é claramente autoritário. É ‘egocrata’ no seu limite."

Entrevista com o professor Roberto Romano, um dos mais respeitados intelectuais brasileiros, professor de Filosofia e de Ética da UNICAMP.

Por isso o senhor diz que estamos vivendo um retorno ao absolutismo?

Roberto Romano: Exatamente. Nós estamos retornando a esse princípio absolutista da irresponsabilidade do governante máximo e dos seus ministérios, e ao mesmo tempo essa ganância por impostos e essa concentração de poderes em suas mãos.

Lula é um autoritário camuflado por uma pseudo-ignorância?

Roberto Romano: Não. Lula é claramente autoritário. Fazendo uma análise do discurso, Lula fala sempre a partir do eu, é ‘egocrata’ (que significa poder personalizado; etmologicamente, poder do eu) no seu limite. ‘Eu concedo isso’, ‘Eu imagino aquilo’. Não há nenhum disfarce quanto ao autoritarismo. Todas as vezes em que ocorreu uma crise, primeiro ele apelou para o povão com discurso demagógico, mas nesses discursos ele reafirma que é o dono do poder.

Isso o torna perigoso à democracia?

Roberto Romano: Lula é uma pessoa perigosa à democracia porque ele conseguiu encarnar a figura do ditador sul-americano. Entrou no modelo Peron, Vargas e tudo mais, soube utilizar esse modelo, inclusive com todas as suas características.

Ele não tem a Evita Peron, mas ele tem a Dilma Rousseff, que agora é a mãe do PAC.

E pode ter certeza que se a Dilma for candidata, o que certamente os petistas não vão deixar, ela virá com esse modelo.

O slogan será “Dilma, a mãe dos pobres”.


Lula encarna todos os elementos das ditaduras populistas da América do Sul.


Aqui, no Blog Prosa e Política , leia!

Por Adriana Vandoni

Opinião: Os infiltrados

Encontrei aqui na Net!

Dossiê Dilma Rousseff

Realmente existem dois infiltrados na Casa Civil e um deles entregou parte do Dossiê para Veja e umas folhas para o Senador.

A Dilma fez um Dossiê do FHC para usar no momento propício, assim como quase todos os Ministros fizeram um de tudo da época do FHC, e isto foi ordem expresse da cúpula do Lula.

Ele sempre fez isso com os empresários de São Bernardo e nas cidades do interior de São Paulo e dos RHs das montadoras quando foi presidente da Cut.

Por que não fazer como Presidente?

E ele sabe que quando acharem a ponta do novelo de seu passado ele desaba igual ao Sadam.



Qui 03/04/08 22h03 Anônimo

E vamos galinhando...

Ovo de Colombo

Sutil, o presidente Lula, afirmando ser
"osso de galinha" o escândalo do dossiê.



No dia seguinte, o senador Mão Santa (PMDB-PI) pegou o mote e insinuou que a ministra Dilma Rousseff era "galinha cacarejadora".


Pensando bem... ...quem nasceu primeiro

O dossiê ou a "galinha cacarejeira"?


quinta-feira, 3 de abril de 2008

As dez mais de 03 de abril



1. Colômbia – Um avião Falcon 50 da Força Aérea da França aterrissou nesta madrugada na base aérea de Catam, em Bogotá, para a operação de resgate negociado da ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada há mais de seis anos pelos gerrilheiros das Farc, informam o site do jornal El Tiempo e a rádio Caracol. Ingrid, nas palavras do filho mais novo, Lorenzo Delloye, está quase morrendo. Os anos de prisão na selva lhe deram uma hepatite B e uma leishmaniose. Segundo informações das Farc, ela precisa urgentemente de uma transfusão de sangue. A senadora Piedad Córdoba, principal elo entre as autoridades colombianas e os guerrilheiros, acompanha a operação. Na semana passada, depois de muita pressão internacional, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, admitiu ceder guerrilheiros presos em troca de seqüestrados.

2. Economia/Brasil – Em reação à ameaça do Banco Central de usar, mais uma vez, o aumento das taxas de juro para controlar a inflação, o presidente Lula estuda proposta para alterar o regime cambial, informam os repórteres Cristiano Romero e Claudia Safatle, do Valor. A proposta levada a Lula mantém os fundamentos da política monetária atual, mas inclui um regime de metas para o câmbio, com a desvalorização forçada do real até um patamar predeterminado. Esse seria um piso informal, não anunciado ao público, num sistema semelhante ao que a Coréia e o Japão já fazem há pelo menos uns 30 anos. Na reunião em que se discutiu a possibilidade estavam o presidente do BC, Henrique Meirelles, o ministro Guido Mantega e os três conselheiros informais do presidente, Delfim Netto, Luiz Gonzaga Bel! luzzo e Aloizio Mercadante.


A discussão sobre o câmbio foi levantada por dois medos. O primeiro medo do Banco Central, preocupado com o forte crescimento da demanda interna e das pressões inflacionárias com os aumentos dos preços dos alimentos. Se a dose desse aumento de juros for exagerada, pode abortar o atual ritmo de 5% de crescimento do PIB. O segundo medo é a queda acelerada do saldo das transações correntes. O superávit caiu de US$ 13,3 bilhões em junho para US$ 1,4 bilhão em dezembro. Em janeiro, o déficit reapareceu – US$ 2,4 bilhões nos 12 meses concluídos naquele mês. Na comparação fevereiro de 2007 e 2008, as exportações cresceram 17,5%, enquanto as importações subiram 36,5%. No encontro, diz o Valor, Delfim e Belluzzo advertiram que, mantido o atual curso da economia, com o dólar se desvalorizando e o risco de queda abrupta nos preços das commodities, se nada for feito, o Brasil pode chegar a 2010 com o país tendo reconstruído um naco de dependê! ncia e, portanto, a vulnerabilidade externa. No limite, o governo Lula pode vir a entregar a economia brasileira a seu sucessor com uma situação externa em franca deterioração, numa reprodução do cenário que recebeu de 2002. A história recente mostra que alterações mal conduzidas na política cambial podem arrasar com um governo (vide Figueiredo em 1981 e FHC em 1999), mas, afirma o Valor, “o debate não está censurado”.


3. CPI dos Cartões – O senador tucano Álvaro Dias admitiu ontem ter recebido as informações sobre gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso antes de as informações chegarem à imprensa. Mas negou ter sido o responsável pelo vazamento do material (comentário meu: como no samba de Nélson Sargento, “o nosso amor é tão bonito/ela finge que me ama/e eu finjo que acredito”). Aproveitando a descoberta de que o tucano foi a fonte das reportagens, o presidente Lula afirmou que a ministra Dilma Rousseff é vítima de “chantagem política” no episódio. “Alguém encontrou um osso de galinha e tentou vender para a imprensa que tinha encontrado uma ossada de dinossauro. Na hora que foi montar para saber o tamanho do dinossauro percebeu que era um franguinho”, comparou Lula. Há dois enredos possíveis para essa novela. No primeiro, Álvaro revela que, além das famosas 13 páginas de gastos pueris do governo FHC, o material que ! ele recebeu de um político petista continha coisas mais escandalosas. No outro, o PSDB e o PT continuam brigando nos palanques e fazendo as pazes nos gabinetes. Faça sua aposta.



A mulher que pensava diferente

Conheci Ingrid Betancourt em 2000, quando fui à Colômbia cobrir a ação dos guerrilheiros das Farc. De família tradicionalíssima (a família está cheia de senadoresm, o pai foi embaixador da Unesco em Paris e a mãe, miss Colômbia), Ingrid pensava diferente de todas as dezenas de pessoas que ouvi sobre o conflito colombiano. Ela era então senadora do Partido Verde e havia rompido recentemente com o presidente Andres Pastrana, que tentava um acordo com os guerrilheiros. O seu escritório político, num bairro residencial de Bogotá, estava cercada por dois jipes com seguranças armados com metralhadoras. Para entrar no escritório, decorado com cartazes do Greepeance, era necessário passar por um detector de metais. Depois, havia uma revista tão rigorosa quanto a do Palácio Nariño, onde fica o gabinete presidencial. “Desculpe o incômodo, mas é necessário. Bem vindo à Colômbia”, ela disse, rindo, ao me ver sendo! examinados pelos seguranças.


Meses antes, o governo Pastrana havia cedido às Farc um território do tamanho da Suíça para tentar um acordo que terminasse com os quase 50 anos de guerra civil. “Não vai funcionar”, previu Ingrid. “Pastrana pensa que as Farc são movimentos ideológicos e os trata como tal. Não são mais. Eles (os guerrilhereiros) não querem o poder, querem o dinheiro do tráfico”, ela disse. Alguns opositores de Pastrana diziam o mesmo, mas todos os tinham interesses no fracasso de Pastrana. Ingrid, não. “Eu não digo que esse processo de paz vai fracassar porque eu quero que fracasse. Eu digo porque esses são os fatos”, ela disse, segundo o meu bloco de anotações (não achei a fita!). Ingrid havia recebido a maior votação de um senador na Colômbia com uma campanha à margem dos partidos tradicionais. Distribuiu preservativos para ‘denunciar’ a contaminação da campanha política. Enquanto a imprensa local defendia o uso de bombas químicas contra as plantações de coca, ela alertava para os efeitos devastadores da ação sobre o meio ambiente. Enquanto as mesas de negociações incluíam apenas Exército e guerrilheiros, ela defendia o direitos dos ‘desplazados’, as centenbas de milhares de famílias que tiveram de deixas as suas casas para fugir da guerra civil.


No final daquele ano, almoçamos em Washington. Ela se preparava para ser candidata presidente. Sabia que não tinha chances de ser eleita, mas achava que podia fazer a diferença ‘falando as algumas coisas que as coisas que as pessoas não querem ouvir”. Meses depois foi sequestrada.


Leia as demais notas do dia em www.ofiltro.com.br.

por Thomas Traumann