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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O anjo Gabriel da sra Roussef


O anjo Gabriel de Dilma Rousseff e os que não tiveram direito a essa ventura



Quando nasce o neto de Dilma? Neste domingo, para sair no Fantástico, ou no dia 7 de Setembro, quando se comemora a Independência — não sei se atentam para o simbolismo…
O nome, Gabriel, não poderia ser melhor. Forneço uma peça à marquetagem. O Anjo está presente nos três monoteísmos: judaísmo, cristianismo e islamismo. Dilma, a mensageira da paz.

Os petistas não escondem: o neto virou peça de marketing político. É compreensível. Duda Mendonça levou ao horário eleitoral a morte da primeira mulher de Lula. O petista se debulhou diante de milhões e sugeriu que ela só morreu porque ele era um operário… Dilma leva o nascimento do neto — não deixa de ser um avanço. É que Lula precisava parecer mártir. Ela precisa parecer humana.

Dou os parabéns sinceros à vovó extremosa. Compreendo a sua emoção. Respeito a família das pessoas. Acho que se deve respeitar a família das pessoas. Não sei se a minha sutileza escapa a Dilma.

Ademais, é bom ter o direito de ser avó, de ser avô.

Solidarizo-me, por isso, com os familiares de Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen, Wenceslau Ramalho Leite, José Antunes Ferreira, José do Amaral, David A. Cuthberg, Cidelino Palmeiras do Nascimento, Aparecido dos Santos Oliveira e Kurt Kriegel, algumas das pessoas assassinadas pelo Colina e pela VAR-Palmares, grupos terroristas a que Dilma pertenceu. Isso também é um assunto de família, não? E também é um tema político. Como o neto da candidata.

Nesse grupo, há motorista de táxi, comerciante, soldado, marinheiro estrangeiro que nada tinha a ver com o peixe… Os que eram pais não puderam ser avós; os que eram solteiros nem pai conseguiram ser.

Volto a parabenizar Dilma pelo nascimento de seu neto. Que a experiência seja vivida com o devido decoro. O mesmo senso de decoro que me leva a lembrar o nome de algumas vítimas do terror. Política é algo que deve mesmo ser pensado com desassombro, tendo a verdade como norte. As famílias desses mortos não receberam indenização. Ao contrário: alguns assassinos foram indenizados.

A política não é lugar para anjos e demônios, certo?

E que ninguém venha com a bobagem de que “politizei” o neto da Dilma. Quem o fez foi ela, não eu. Basta ler os jornais.

05/09/2010

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