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terça-feira, 10 de julho de 2012

A CUT SEPARA LULA DE DILMA

 



Como explicar que o bancário Wagner Freitas, mal empossado na direção da maior central sindical do país, vibre tacape e borduna no governo Dilma e no Supremo Tribunal Federal?



Não é sob os holofotes da cassação do senador Demóstenes Torres que a semana começa. Duvida-se pouco da decisão do plenário do Senado, mesmo com a votação ainda secreta. Vem da CUT e de seu novo presidente o impacto capaz de abalar estruturas do Executivo e do Judiciário, quando se imaginava o Legislativo no olho do furacão.

Pois como explicar que o bancário Wagner Freitas, mal empossado na direção da maior central sindical do país, vibre tacape e borduna no governo Dilma e no Supremo Tribunal Federal?
No primeiro caso, assumindo a paternidade da greve do funcionalismo público e posicionando-se em favor da paralisação que já atinge mais de 150 mil servidores do governo federal.
Durante os oito anos do Lula a CUT portou-se como um bichinho de pelúcia, renunciando às lutas sociais em grande parte responsáveis pela ascensão do PT ao poder.

Ficou olhando, como ator desimportante, que agora tenta voltar ao centro do palco.

Diante de Dilma Rousseff, a CUT não apenas estimula o movimento grevista, mas exige da presidente da República que ceda na queda de braço com o funcionalismo, atenda suas reivindicações e desestabilize a economia através de gastos impossíveis de ser feitos sem a imediata volta à inflação descontrolada.

Mas fez pior o novo presidente da CUT:
ameaçou a mais alta corte nacional de justiça com inusitado retorno às ruas caso José Dirceu venha a ser condenado no processo do mensalão.
Porque outra leitura não há de sua recente intervenção.

Ou estaria, também, empenhado em salvar o pescoço de Waldemar da Costa Neto, Marcos Valério e outros réus?

Esse posicionamento mostra a força do ex-chefe da Casa Civil junto à entidade, claro que também escudado pelo ex-presidente Lula.

Evitar um julgamento político por parte do Supremo, como exige a CUT, significa exatamente isso. Por certo que com a absolvição da maioria dos outros integrantes da quadrilha denunciada pela Procuradoria Geral da República.

Ao defender a greve, Wagner Freitas bate de frente com o Executivo.

E atropela o Judiciário ao intrometer-se no julgamento do mensalão.

Agiria assim sem o respaldo do primeiro-companheiro?

Estaria nesse súbito renascer da CUT alguma preliminar da sucessão presidencial de 2014?




ANTES E DEPOIS DO RECESSO



Esta é a última semana de trabalho efetivo no Congresso, antes do recesso que só terminará em agosto.

A CPI do Cachoeira parece haver deixado para a volta de deputados e senadores a Brasília as oitivas de Luis Pagot e Fernando Cavendish, mas já sabendo que o ex-diretor-geral do Denit, depois de ameaçar, parece haver sido contemplado em seus pleitos secretos, já disposto a não jogar barro no ventilador.

Quanto ao dono da Delta Construções, desde o início que deixou claro: ficará em silêncio, até por gentileza da CPI podendo ser dispensado dois minutos depois de sentar-se na cadeira de testemunha.

Existe, porém, um fator desconhecido capaz de turvar a equação da bonomia.

Em maioria, os parlamentares aproveitarão as férias para recarregar baterias junto às suas bases.

E essas poderão cobrar deles mais virilidade no cumprimento de seus deveres.

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