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domingo, 20 de março de 2011

Lula, o presidente em busca de um país

Por que, afinal de contas, Lula não foi ao almoço com Barack Obama?

Por Reinaldo Azevedo

A sua turma vazou para a imprensa que ele não queria ofuscar Dilma Rousseff. Huuummm… Naquele ambiente, ele ficasse tranqüilo: não havia a menor chance. E por várias razões: o oficialismo ama o poder e a caneta.

Por mais “charmoso” e “atraente” que Lula seja, a estrela brasileira do encontro seria a presidente Dilma Rousseff, e o grande astro do evento, Barack Obama.

Estaria o Apedeuta bravo com Dilma a ponto de não comparecer? Seria contragimento por não falar inglês? Bobagem! Isso faria supor que Lula pode, em certos casos, duvidar de si mesmo, o que não é de sua natureza.

Ele não foi em razão de uma soma de motivações psicológicas e políticas. Lula tem uma personalidade vingativa. Sempre foi assim. Ele resgatou alguns dinossauros da política e lhes deu vida nova; eram seus adversários no passado. Os casos mais notórios são José Sarney e Fernando Collor. Se fez amigos os inimigos, esmagou alguns aliados.

Aqueles aceitaram se submeter à sua liderança; estes, em algum momento, ousaram resistir. Ele não engole até hoje a rejeição de Obama ao acordo nuclear com o Irã e não perdoa ao outro ser, afinal de contas, quem é: o líder mais poderoso do mundo (a despeito de sua ruindade). Se Lula pudesse, esmagaria o presidente americano. Como não pode, dá uma de malcriado.

Há mais. Ele foi convidado para uma festa na qual seria mero coadjuvante, tendo de dividir a cena com seus parceiros de nicho: os ex-presidentes. A história de que ele temia ofuscar Dilma tem de ser lida pelo avesso: porque sabia que esse risco, ali, não existia, preferiu ficar em casa, roendo os cotovelos. E nem acho que tenha sido movido pela inveja. A exemplo do que se notou nos últimos dois meses de governo, quando passou a falar alucinadamente, está certo que lhe tomaram algo de seu.

O Lula real, como já disse aqui algumas vezes, deve mesmo acreditar que é o Lula do mito. No evento de ontem, ele seria só mais um. Tal papel não é compatível com a personagem que está na política há mais de 35 anos.

FHC acabou sendo uma das figuras de destaque do dia porque sabe ser um ex-presidente. Ao chegar em casa, foi cuidar de outros assuntos.

O Apedeuta não, coitado! Ele é hoje um presidente em busca de um país.
20/03/2011

1 comentários:

Efupeo Deneshu disse...

Lulla deu a desculpa esfarrapada de que não aceitou o convite feito a todos os ex-presidentes, na visita de Obama, por causa do aniversário do lullinha, o "mago das finanças". Que nada ! Pura inveja; há dias que a sua cor era verde-verdíssima-verdérrima-escura por várias razões:
- o Cara AfroAmericano não visitou o Brasil no SeuMagníficoGoverno NuncaAntesVistoNoUniverso; (*)
- a Coroa está mudando muitas coisas nas políticas externa e interna, apesar dos seus "Çábios conÇelhos";
- pensava que a Coroa só iria guardar o "Çua Perpétua Cadeira" até 2014, mas o ibópi divulgou que nos primeiros tres meses ela está com a mesma aprovação que elle, em igual período;
- e outras razões inconfeÇÇáveis, como as comparações que essa imprensa golpista anda fazendo, elogiando a Coroa.

(*) dizem as más(?) línguas, que Sua Eçelênçia Metalurgíçima soube que o CARA AFROAMERICANO (um tremendo gozador), pouco antes de dizer ao Tony Blair a famosa frase "That's the Guy!" (Esse é o Cara !) estava falando mais ou menos o seguinte: "Sabe, Tony, tem um cara que tá se achando, pensa que sabe de tudo, quer ensinar tudo a todos, pensa que vai ser o próximo manda-chuva da ONU ou Rei do Planeta, etc.etc.etc...." e o Blair perguntou quem era o cara ..., quando elle chegou para cumprimentá-los.