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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Passeata Virtual #forasarney! Hoje, Quarta-feira, dia 15, das 15h às 16h horas.

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Passeata Virtual #forasarney!

Quarta-feira, dia 15, das 15h às 16h horas.

Local: Na internet.

Ponto de partida: Seu computador, telefone celular, PDA, qualquer
aparelho que possa enviar uma mensagem de e-mail, SMS, Twitter, etc

Ponto de chegada: Congresso Nacional

Sarney: sarney@senador.gov.br

Como vai funcionar:

Na quarta-feira no intervalo das 15h às 16h horas, você que tem um blog, site, Twitter, celular, etc, deverá estampar um “banner” ou selo com a mensagem “#forasarney” e enviar o máximo de mensagens ao Senado.

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terça-feira, 14 de julho de 2009

CPI da Petrobras foi instalada nesta terça-feira.

CPI da Petrobras:
João Pedro é eleito o presidente.
Jucá é escolhido relator

Adriana Vasconcelos
O Globo; Agência Brasil; GloboNews TV; CBNReuters

Após quase dois meses de indefinição, a CPI da Petrobras foi instalada nesta terça-feira. A base exerceu a força da maioria e elegeu o senador João Pedro (PT-AM) presidente da comissão por 8 votos contra três do tucano Alvaro Dias (PR), autor do requerimento. Marcelo Crivella (PRB- RJ) foi eleito vice-presidente. O petista escolheu o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) para a relatoria da CPI.

A determinação é que os governistas exerçam o poder de sua maioria para não correr riscos na investigação da estatal.

O inquérito sobre a Petrobras engloba denúncias de supostas fraudes contábeis e em licitações para reforma de plataforma de petróleo.

Também irá apurar suspeitas de superfaturamento na construção da refinaria Abreu Lima (PE) e possível desvio de recursos dos royalties do petróleo por funcionários da Angência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A comissão só vai começar a funcionar, no entanto, em agosto, já que os parlamentares entram em recesso neste fim de semana. A oposição pôs no ar nesta terça-feira um blog para acompanhar os trabalhos da CPI.

- Eu vou fazer um trabalho técnico - disse Jucá, prometendo entregar um plano de trabalho na primeira reunião formal da comissão, marcada para a manhã de 6 de agosto. - Eu não vou fugir um milímetro do escopo que motivou a CPI - enfatizou o relator.Leia mais.

“Verdadeira herança maldita”

Governo Lula vai deixar uma conta impagável
by: Jose Agripino

“Verdadeira herança maldita”, “bombas-relógio” são expressões que a oposição já vem empregando para se referir ao completo descontrole que se instalou na gestão da política econômica – em especial na sua vertente fiscal – no atual governo.

Mas são também termos que agora começam a disseminar-se entre comentaristas e mesmo no “mercado”, que até aqui vinha preferindo acreditar que tudo corria bem.

Em estudo que o jornal O Globo publicou em sua edição de ontem, o economista Geraldo Biasoto estima que a miríade de novos gastos já contratados pelo atual governo levará o país a apresentar déficit fiscal já no ano que vem.

A reversão é espantosa: de um superávit de R$ 71,4 bilhões em 2008, passaríamos a R$ 2,1 bilhões negativos em 2010. Significa comer 2,5% do PIB com as novas despesas em apenas dois anos.

Entre um ano e outro, ainda segundo o levantamento, as despesas devem crescer singelos R$ 87 bilhões. Faça as contas: são quase R$ 240 milhões extras por dia, sobre uma base que está longe de ser insignificante (para este ano, os gastos são estimados em R$ 498 bilhões).

Chegue a suas próprias conclusões. Aqui vai um exemplo do que isso representa: só com o valor adicional que será gasto seria possível construir oito hospitais com mais ou menos 200 leitos em cada um dos 365 dias do ano que vem – hipoteticamente falando, claro.

Aqui.

A CASA DOS HORRORES

Senado: uma Casa com 717 copeiros e contínuos

Adriana Vasconcelos

Depois de descobrir que a Casa funcionava com 181 diretores, agora o Senado se depara com outro número surpreendente: pelo menos 20,4% dos 3.500 servidores que prestam serviços terceirizados à instituição são copeiros ou contínuos.

Ao todo são 717, sendo 204 copeiros e 513 contínuos, que foram empregados por meio de contrato fechado, no dia 19 de novembro do ano passado, entre o Senado e a Adservis Multiperfil Ltda, no valor de R$ 22,7 milhões, com vigência até o fim do ano.
Em tese, existem na Casa mais de sete copeiros e contínuos para servir a cada um dos 81 senadores.

Isso sem falar nos funcionários de serviços gerais que estão desviados de função e também trabalham como copeiros e contínuos.

" Nossa intenção é corrigir todo tipo de distorções à medida que forem sendo detectadas, reduzindo não só gastos como o número de terceirizados "

O contrato da Adservis estabelece ainda duas categorias de contínuos e copeiros, para diferenciar os que atendem o gabinete da presidência do Senado ou a residência oficial.

Entre os copeiros, há pelo menos 14 classificados como especiais.

Já o número de contínuos especiais chega a 77.

Em média, um copeiro ou um contínuo terceirizado recebe salário de R$ 1 mil, enquanto os especiais recebem quase o dobro desse vencimento, embora prestem serviços semelhantes.

Pelo valor do contrato, cada um dos 717 copeiros e contínuos custa ao Senado R$ 2,4 mil por mês.

Distorções como essas só foram detectadas a partir da auditoria interna realizada por uma comissão técnica designada pelo 1º secretário da Mesa Diretora, senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

Essa realidade, no entanto, só deverá começar a mudar com a realização de novas licitações.

- Nossa intenção é corrigir todo tipo de distorções à medida que forem sendo detectadas, reduzindo não só gastos como o número de terceirizados - afirmou Heráclito.

A CPI e a Democracia


Por Nelson S Oliveira

"Democracia é acima de tudo dar transparência aos atos de gestão, principalmente dos recursos do Estado, adquiridos através dos impostos.

A CPI é um instrumento constitucional de apuração da correta aplicação desses recursos.

A recusa reiterada em que se investigue as fortes denúncias, nos moldes que está ocorrendo com as verbas do Senado, e no caso presente da Petrobrás, a maior empresa nacional, é o mesmo do que o nosso banco nos impedisse de examinar o nosso extrato.

Principalmente, para quem tem ampla maioria na composição da própria CPI!

Só pode ser devido a gravidade do que existe lá dentro. O que, aliás, já é sabido, pelo menos em parte, mas se faz necessário o trâmite legal, para que as responsabilidades sejam definidas e aplicadas as sanções previstas em lei.

A obstrução dos governistas é muito grave, fere os princípios da Democracia que citou, e mancha irremediavelmente o nome dos "dignos" senadores envolvidos.

Uma vergonha, em meio a este escândalo dos atos secretos, passagens, nomeações!"

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Anulação de atos secretos : A afirmação de Sarney não é consenso no Senado.

Sarney diz que anulação de atos secretos é imediata;
técnicos divergem

Claudia Andrade
Uol

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou na noite desta segunda-feira (13) que a anulação dos atos secretos resultará na demissão de servidores nomeados por estes atos.

Ao deixar a Casa, o peemedebista disse que a demissão vale a partir da publicação da decisão divulgada pela manhã, que determina a anulação de todos os atos administrativos secretos que foram utilizados, nos últimos 14 anos, para criar cargos e aumentar salários, entre outras medidas.

A publicação do ato assinado nesta segunda pelo presidente da Casa que anula os atos administrativos "cuja divulgação tenha desrespeitado o princípio constitucional da publicidade" está prevista para esta terça-feira.

Questionado sobre a demissão de servidores, Sarney disse que a demissão ocorrerá "a partir da publicação do ato".


A afirmação de Sarney não é consenso no Senado. Técnicos e assessores avaliam de forma diferente o ato assinado pelo presidente da Casa nesta segunda.

A própria assessoria do peemedebista diz que os servidores atingidos por atos anulados poderão tomar decisão própria de vir trabalhar ou não. Poderão também reclamar das mudanças que vierem a ocorrer.

Metamorfose repugnante


O INCOMPREENSÍVEL ELOGIO DE MICHAEL JACKSON
PELO VATICANO

 Marian T. Horvat, Ph.D.

Nesse extravagante caso — como o do "Michael Johnson está morto" [1] —, minha amiga Jan e eu entramos em acordo em quase tudo. Nós concordamos que é um sinal de uma corrupta e moribunda civilização quando tão grande homenagem é prestada a um ídolo do rock com "fascínio andrógino" que se jacta de compartilhar sua cama com meninos.




Metamorfose repugnante
O caso de Michael Jackson é muito pior do que o de um excêntrico ídolo roqueiro com obscenos movimentos de dansa e canto estridente entremeado com gritos e risos. O artista de 50 anos metamorfoseou-se em uma criatura que não era mais homem nem mulher, preto ou branco, adulto ou criança. Na verdade, era um produto artificial de sucessivas cirurgias plásticas e de drogas, a tal ponto que sua fisionomia final não tinha nada a ver com a face original. Eu diria uma espécie de Frankenstein sem a cicatriz na testa, com um visual de ente diabólico mais do que de homem.
Graças à autotransformação de seu ser, tudo nele era monstruoso e extravagante. Embora tenha havido contra ele muitas e sérias acusações de abuso de menores, homossexualidade, transexualismo e outros desvios de conduta moral, ainda é exaltado como rei do pop. Sua conta de farmácia era de dez mil dólares mensais, aluguel residencial de cem mil dólares mensais, e deixou uma dívida de meio bilhão de dólares. Foi pai — provavelmente não o pai biológico — de três crianças dignas de compaixão que moravam com ele no seu rancho Terra do Nunca, um parque infantil com brinquedos, cavalgadas e animais para eternas crianças.
Ele foi criança com os piores vícios dos adultos; um tímido e efeminado que se apresentava no palco com dinamismo audacioso e agressivo. Por um lado, fazia brincadeiras infantis, por outro, envolvia-se no ocultismo. As contradições vão por aí afora... Um esquizofrênico ou um possesso? Certamente ambos, Jan e eu concordamos, mas provavelmente muito mais um possesso.
O cantor pop iniciaria uma série de 50 concertos intitulada This Is It a partir de 13 de julho, o aniversário do dia em que Nossa Senhora apareceu pela terceira vez em Fátima e mostrou o inferno para as três crianças. Deus não permitiu essa turnê. Amigos próximos relataram que Jackson tinha uma premonição de que morreria em breve. Teria ele, como John Lennon, feito um pacto com o Diabo para alcançar fama e fortuna? Não se pode saber com certeza. O que é certo é que a busca de Jackson pela eterna juventude terminou em 25 de junho aos 50 anos de idade.

O jornal do Vaticano celebra Jackson


O transbordamento de adoração por Jackson da parte dos meios de comunicação tem sido repugnante, mas não surpreendente. O que realmente chocou foi ver esse ídolo pop receber homenagem no diário oficial da Santa Sé. "Mas, estará morto na realidade?" foi o título do artigo publicado na primeira página do L'Osservatore Romano no dia seguinte ao falecimento de Michael Jackson, evocando assim o mito de Elvis de que um legendário herói popular nunca morre.
Por que um órgão do Vaticano, que deveria censurar a dança pornográfica e a música rock, louva o astro como sendo um "menino prodígio" e um "grande dançarino", dizendo que ele "nunca morrerá na imaginação dos fãs"? (Agência AFP, 27 de junho de 2009). Os bons católicos que sentem aversão pela cultura rock que está destruindo a moral da juventude não encontram resposta para esta pergunta.
Há mais. As cirurgias transexuais de Jackson foram chamadas de "processo de autodefinição que superou a raça". Talvez Jackson não quisesse "simplesmente tornar-se um branco", prossegue o artigo, "mas superar limites, mesmo artísticos, impostos pela identidade étnica". Temos aí a horrorosa idéia de sua "transformação" de negro em branco como algo que deve ser muito mais aplaudido como "original" do que denunciado como antinatural e aberrante.
O artigo também elogia seu mega-álbum Thriller.

Thriller uniu o macabro ao blasfemo


Para os que não sabem, o vídeo Thriller é uma espécie de paródia de terror da morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Durante o vídeo, Jackson se transforma em um zumbi e morre. Ele "ressuscita" junto com seus macabros discípulos apresentados em diferentes graus de putrefação que saem de seus túmulos. A horrorosa coreografia do show foi tão blasfema e satânica que inclusive as Testemunhas de Jeová — aos quais ele pertencia nessa época — o expulsaram de seu meio.
O mais chocante de tudo é como o jornal do Vaticano trata de seus supostos crimes com meninos. E no final do artigo, comenta: "Todos sabem a respeito de seus problemas com a lei depois das acusações de pedofilia. Mas nenhuma acusação, embora séria ou escandalosa, é suficiente para desdourar seu mito entre milhões de fãs no mundo inteiro".
Em vez de fazer uma forte crítica, esse comentário em tom leve sobre o horrível crime de pedofilia parece muito mais uma aprovação tácita. É realmente inacreditável que tais coisas tenham sido escritas no jornal do Vaticano.
Temos ouvido alguns conservadores desconcertados alegar que pessoas, como nós, somos exageradas, porque o L’Osservatore Romano é apenas um jornal católico. De fato o L’Osservatore Romano tem sido o principal jornal do Vaticano desde 1861. Sabemos que, teoricamente falando, o único "órgão oficial" da Santa Sé é a Acta Apostolicae Sedis — o registro dos documentos do Vaticano em sua formulação definitiva — e que o L’Osservatore Romano é apenas o órgão "extra-oficial". Não obstante, na prática, todo o mundo reconhece que o L’Osservatore é a voz efetiva do Vaticano.
Esta é a razão pela qual o elogio a Michael Jackson está causando trauma nos meios católicos bem orientados.

Orientações diferentes no Vaticano?
O único ponto de desacordo entre mim e Jan foi sobre esse elogio de Michael Jackson pelo Vaticano. Como muitos católicos, Jan insiste que Bento XVI não tem controle sobre o novo editor do L’Osservatore Romano, que, ela lamenta, está continuamente perdendo o juízo a respeito da tradição católica.
"Algo estranho parece estar acontecendo no jornal do Vaticano", ela se queixa. "Primeiro, a opinião sobre os Beatles e John Lennon. Depois, os elogios a Obama e as evasivas a respeito de sua postura pró-aborto. Agora, isto". O jornal está se tornando um incômodo para todos os católicos. Ela não pode entender por que "nosso Papa" não faz nada a esse respeito, como faria se estivesse em completo desacordo com a nova direção que o jornal está tomando.

A Igreja conciliar se dessacralizou, acolheu o profano e por fim prestou homenagem ao andrógino


Não creio que o Papa não faça nada. Sabe-se que o editor final do jornal é o Papa. Se ele não está satisfeito sobre como vão as coisas, ele muda o editor ou simplesmente o obriga a retificar sua orientação.
Bem, se Bento XVI tivesse estado insatisfeito com o artigo que comemorou e elogiou o Álbum Branco dos Beatles em novembro de 2008, facilmente poderia ter dito uma palavra. Não teria permitido algo que vai nessa linha de cultura pop. Mas não houve nenhuma censura. Pelo contrário, temos aqui outro artigo seguindo a mesma orientação. Portanto, pode-se apenas concluir que o Papa concorda com a nova linha. O jornal continua sendo porta-voz do Vaticano.
A postura do editor — que neste caso é mais audaciosa do que há sete meses — teve o pleno respaldo do Papa. A palavra do Papa é ainda a palavra final na redação do L’Osservatore Romano na Cidade do Vaticano.
A meu ver, não está havendo nenhuma infiltração de forças inimigas no L’Osservatore Romano. Simplesmente estamos sendo testemunhas de outra fase de adaptação ao mundo moderno. Agora, parece que os "sinais do tempo" são a música rock e as extravagâncias de seus ídolos. Outra mudança na esteira do Concílio Vaticano II.
Notas:
[1] A Autora faz uma analogia com o caso do condenado à morte Michael Johnson que suicidou-se em 2006 numa prisão do Texas 18 horas antes de sua programada execução. A sentença foi fundada num falso testemunho e o caso serviu de argumento para os que defendem a abolição da pena de morte.
— Artigo da coluna "Conversas com Jan" publicado em Tradition In Action com o título The Vatican’s Incomprehensible Praise of Michael Jackson.
— Tradução para o português: André F. Falleiro Garcia.

'Casa do impunidade'

STF determina retorno de 8 deputados de Alagoas afastados
por suspeita de corrupção
Carlos Madeiro
UOL Notícias

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, determinou nesta segunda-feira (13) o retorno imediato dos oito deputados estaduais de Alagoas afastados desde março de 2008 por suspeita de corrupção.

Eles haviam deixado a Assembleia Legislativa do Estado após decisão liminar do juiz da 16ª Vara Cível da Capital, Gustavo Souza Lima.

Na decisão, Mendes "suspende os efeitos da decisão da ação civil pública que em parte determinou o afastamento dos réus daquela ação do exercício de suas funções perante a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas".

Ele solicita que o comunicado seja feito "com urgência".

A Assembleia informou que ainda não foi notificada da decisão. Como a Casa está em recesso, os deputados devem retomar os cargos imediatamente e indicar os assessores, mas só voltam aos trabalhos efetivamente no dia 4 de agosto, quando está marcada a primeira sessão.

A decisão beneficia os deputados Antônio Albuquerque (sem partido), João Beltrão (PMN), Arthur Lira (PMN), Cícero Ferro (PMN), Marcos Ferreira (PMN), Dudu Albuquerque (sem partido), Nelito Gomes de Barros (PMN) e Isnaldo Bulhões Filho (PMN).

Todos são acusados de integrar um esquema criminoso que desviou mais de R$ 300 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa do Estado, desarticulado durante a Operação Taturana, da PF (Polícia Federal).

Leia mais.

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É isso aí...! Blog da CPI da Petrobras

Pra cima deles Oposição Brasileira!

Notório saber

Embora a base governista no Senado conte com o recesso para esfriar no nascedouro a CPI da Petrobras, a ser instalada amanhã, a oposição já começou a montar seu QG para tentar criar embaraços com os contratos da estatal.

O PSDB convocou o ex-senador Antero Paes de Barros (MT), conhecido incendiário na época da CPI dos Bingos, para pilotar o "escritório".

A ideia é usar uma sala conjugada ao gabinete do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), onde também serão instalados técnicos -já recrutados- do Tribunal de Contas da União.

Além disso, tucanos prepararam um blog para divulgar dados e se opor ao blog oficial que a empresa criou desde que a palavra CPI veio à tona.

Firma varejista dá ‘aula de arte’ na Fundação Sarney

Firma varejista dá ‘aula de arte’ na Fundação Sarney

Fábio Pozzebom/ABr
Entre os d
ocumentos que a Fundação Sarney juntou à prestação de contas do patrocínio de R$ 1,3 milhão recebido da Petrobras, há uma nota fiscal inusitada.

Emitiu-a a empresa Sousa Premiere.

Opera no ramo de artigos de vestuário e acessórios.

Porém... Porém, o varejista de roupas foi contratado pela fundação q
ue leva o nome do presidente do Senado para ministrar um curso de arte.
No corpo da nota, o serviço é descrito assim: "Curso de capacitação em história da arte destinado a funcionários e estagiários do acervo museológico".

O “curso” custou à Fundação Sarney R$ 12 mil. Dinheiro provido pela Petrobras. Teriam comparecido às aulas 80 alunos. Deve-se a nova revelação aos repórteres Rodr
igo Rangel e Leandro Colon. Penduraram a notícia na manchete do Estadão.

A dupla é a mesma que, na semana passada, revelara que um pedaço do patrocínio petroleiro –R$ 500 mil—fora parar nas contas de empresas fictícias.

De acordo com os arquivos da Receita Federal, a Sousa Premiere é sediada num endereço da praia de Araçagi, em Paço do Lumiar. A cidade fica a 35 minutos de São Luís, onde está assentada a fundação de Sarney.

A rua onde supostam
ente funcionaria a empresa é de chão batido.

No endereço fornecido ao fisco, em vez de uma casa comercial há uma residência. Serve de abrigo para Adão de Jesus Sousa, o dono da Sousa Premiere.

Adão é filiado ao PSDB. No ano passado, tentou, sem sucesso, eleger-se vereador na cidade maranhense de Jatobá.

Na Justiça Eleitoral, identificou-se como empresário.

Na semana passada, o advogado José Carlos Sousa Silva, presidente da Fundação Sarney, reagira à notícia sobre os malfeitos da entidade por meio de uma nota. Foi duro no texto. Chamou de “leviana” a notícia de que a fundação desviara verbas da Petrobras para empresas de fancaria.

Ouvido sobre a contratação de um vendedor de roupas para dar lições de história da arte, José Carlos disse que não se recorda da logomarca Sousa Premiere.

"Não lembro todos os nomes de cabeça", disse o gestor da fundação.

E quanto ao nome do dono da firma? "Adão de Jesus Sousa?

Não conheço".

Na nota da semana passada, José Carlos dissera que a própria Petrobras atestara a lisura dos gastos. A estatal negou. Jogou a peteca para o Ministério da Cultura. A pasta da Cultura, por sua vez, disse que ainda não perscrutou a prestação de contas da fundação.

Conforme noticiado aqui, a Fundação José Sarney levou ao balcão da Lei Rouanet nove projetos, dos quais cinco constam como “ativos”. Incluindo-se o projeto da Petrobras, que visava a digitalização de documentos do tempo em que Sarney presidiu o Brasil, a coisa alça à casa dos R$ 3,4 milhões.

Além das aulas de "história da arte" ministradas pela firma de roupas inexistente, a prestação de contas da fundação menciona a realização de outro curso. "Automação de acervos bibliográficos e museológicos", eis o título.

Arrolaram-se 50 alunos que teriam comparecido às aulas técnicas. A lista inclui uma sobrinha e uma cunhada de Sarney - Maria do Carmo Macieira e Shirley Araújo. Ambas contratadas por meio de atos secretos no Senado.

Inclui também uma servidora do gabinete de Sarney, Renata Ribeiro Costa Bezerra.

Mais: uma funcionária do gabinete de Mauro Fecury, Ana Maria Coelho Ferreira.

Fecury (PMDB-MA) herdou a cadeira de Roseana Sarney, que teve de renunciar ao Senado para assumir o governo do Maranhão.

Sarney respondeu à aparência malcheirosa da gestão de sua fundação do mesmo modo como vem reagindo a todas as más notícias que o assediam.

Virou o nariz.

Disse, em nota e em rápida manifestação no plenário, que não participa da administração da fundação.

Irregularidades?

Se existem, disse ele, cabe ao TCU esquadrinhá-las.

Os rivais de Sarney acham que cabe também à CPI da Petrobras, que ele mandou instalar.

SIMULAÇÃO, DOLO e FRAUDE.

Já passsou da hora de privatizar tudo neste país.

O Estado não precisa ser empresário.

Empresa estatal é cabide de emprego que nada acrescenta ao país.

É também fonte de corrupção e desmando.

Vamos acabar com esta lenda comunista de que o povo é dono de alguma coisa.

Tudo o que "pertence ao povo" é usado indevidamente por governos incompetentes e irresponsáveis, para dizer o mínimo dessa corja.

Por Ester Azoubel

Quem quer que tenha consciências de suas responsabilidades na condução de uma Pátria justa, sabe que A INICIATIVA PRIVADA é que gera RIQUEZA, RENDA, EMPREGO, BEM-ESTAR.

Governos, exceção feita a alguns que participaram do Governo Militar, gastam a riqueza,com CABIDES DE EMPREGO.

Está suficientemente provado que empresas estatais são cabide de emprego com a consequente manutenção de CURRAIS ELEITORAIS.

Assim, tudo vira SIMULAÇÃO, DOLO e FRAUDE.

Tem que privatizar.

Por Iracema
Manaus/AM.

Sangria desatada...

Roseana, Rafaela, Marly, Sarney, Ana Theresa,
Maria Fernanda, Ana Clara e Maria Adriana.
na festa em que a parte feminina do clã homenageou seu patriarca


Lobão emprega namorado de neta de Sarney

O namorado da neta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é funcionário do Ministério de Minas e Energia. Estudante de direito, Luiz Gustavo Amorim namora Rafaela Sarney, filha adotiva da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB).

Há quatro anos a pasta é dominada por Sarney.

Em 2005, ele indicou Silas Rondeau, que só deixou o cargo após ser citado na Operação Navalha da Polícia Federal.

No começo do ano passado, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) assumiu o ministério. Foi ele quem empregou Gustavo, nomeado em fevereiro de 2008.
Com salário de R$ 2.518,42, ele ocupa cargo de confiança na Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral.

Na tarde de sexta, a Folha tentou encontrá-lo no local, mas ninguém o conhecia. Luiz Gustavo estuda na UniCeub e deve se formar em julho deste ano. Procurado por telefone, não comentou o assunto.
A assessoria do Ministério de Minas e Energia disse que as folhas de ponto de Luiz Gustavo estão todas preenchidas. O pai de Luiz Gustavo é o desembargador Leomar Amorim.

Na terça-feira passada, o Senado aprovou sua indicação para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Sua carreira começou na Justiça do Maranhão.
Ele é um dos 14 integrantes do Judiciário que usam apartamentos funcionais do Senado.

No mês passado, a Folha revelou que Sarney emprestou um imóvel funcional reservado em seu nome para o ex-senador Bello Parga (PFL), morto em maio de 2008.

Mais parentes


Sarney abrigou em seu gabinete, até 23 de junho deste ano, as duas filhas de seu primo e deputado federal Albérico Ferreira Filho (PMDB-MA). Ana Carolina e Ana Luiza Ferreira eram assistentes parlamentares, com salário de R$ 2.494,81.

Elas foram exoneradas porque Albérico Filho assumiu o mandato na Câmara no lugar de Gastão Vieira (PMDB-MA), que se tornou secretário de Planejamento do governo de Roseana Sarney.

Albérico assumiu na Câmara em 22 de maio e elas saíram do Senado apenas em 23 de junho, infringindo assim, por 30 dias, súmula do STF (Supremo Tribunal Federal).

(ADRIANO CEOLIN E ANDREZA MATAIS)

domingo, 12 de julho de 2009

ESQUENTAMENTO DE CURRÍCULO 1

ESQUENTAMENTO DE CURRÍCULO

A Experiência de um Ghost Writer

Por Waldo Luís Viana*

“As pessoas inteligentes têm um direito sobre as ignorantes; o direito de instruí-las.” (Ralph W. Emerson)

Em virtude da longa experiência como escritor, resolvi também trabalhar como ghost writer, aquele profissional que oferece um texto para outro, cedendo ao “novo autor” os direitos autorais em troca de recursos financeiros. Foi a saída que encontrei para sustentar a família e até que não me dei de todo mal...

Fiei-me, sempre, na luta de Balzac, escritor francês muito pobre, que ganhava do editor créditos por página e, por isso, criava romances enormes, que ele mesmo reconheceu, um dia, que deveria “enxugar” e na crença de Kant, filósofo que recomendava ao homem não se desesperar diante do trabalho duro, fatigante e mal remunerado, porque seria indício de um imperativo categórico exigido por Deus.


Como o autor é sempre pessoa física, nada impede que o ghost writer se intrometa, como sombra, na produção intelectual de alguém que deseje brilhar, o que fiz por longo tempo à disposição de diversos públicos. Ao lado da cansativa atividade, também escrevi meus próprios livrinhos, de rarefeita repercussão, porque vivemos num país deveras especial, em que muito pouco se lê, mas, paradoxalmente, existe uma pletora imensa de autores e escritores.


As grandes editoras aproveitam-se disso, recebem enorme quantidade de originais, iludem com promessas os autores novos e pegam mestrandos e doutorandos para aproveitar as ideias remetidas pelos incautos para garimpar novos formatos de argumentos para outros autores, escolhidos por elas a dedo. Afinal, utilizam-se do velho princípio de Lavoisier aplicado à literatura e ao ensaio: nada se cria, tudo se copia!


Nos Estados Unidos, a atividade de ghost writer é superprofissional, com escritórios montados subsidiando a feitura de cada capítulo dos livros de grandes autores de best-sellers, que vêm à lume em escala industrial.

Tais escritórios têm demandas incríveis de trabalho para sustentar a fama desses personagens famosos, que recebem adiantamentos milionários, vivem viajando, dando conferências e autógrafos e retornam apenas para ver se os originais produzidos pelas editoras estão “conforme” as fórmulas comerciais que defendem.


No Brasil, com deficiência enorme de agentes literários que os defendam, os autores contentam-se em escrever e rezar, pensando que os editores irão publicá-los, coisa que acontece muito dificilmente, porque, como dizia, com sabedoria, a mãe de Paulo Coelho: “Jorge Amado só tem um”...

No panorama acadêmico, as demandas de autores percorrem quase o mesmo cenário, com a agravante de que se luta contra um quadro terrível de indigência mental e cultural.

Todo mundo finge: os professores fingem que ensinam e os alunos, que aprendem! Principalmente metodologia científica, matéria que é normalmente ministrada no ciclo básico das faculdades e, depois, completamente esquecida, em meio ao emaranhado dos créditos posteriores a serem cursados pelos candidatos a bacharel.

No entanto, o estudante não aprende realmente a “produzir cientificamente”. Nenhum professor o convida a escrever um artigo supervisionado, não o ensina a criar papers específicos e, ao final do curso, vem a amarga surpresa: para colar grau, o aluno deverá realizar heroicamente um trabalho final sobre um tema qualquer, que chamam, pomposamente, monografia...


Sem dúvida, o estudante não pode realizar bem aquilo para o qual não fora treinado e muitos entram, por isso, em grande depressão! Não adianta recorrer aos orientadores disponíveis que, ocupados com a vida universitária, o cotidiano do ensino, com baixos salários e sem receber qualquer adicional pela orientação – tratam os alunos com grande impaciência. Em minha experiência, inclusive, recomendava a esses sofridos candidatos que escolhessem orientadores de sexo diferente dos seus.

Explico: se o candidato fosse mulher, que escolhesse um homem; se homem, preferisse uma professora para orientá-lo! Assim, o período terrível de subserviência ao mestre ou mestra, guindados à posição de sábios, ficaria mitigado por motivos quase óbvios e tudo ficaria menos desgastante para as partes...

continua no post abaixo

ESQUENTAMENTO DE CURRÍCULO 2

continuação do post acima

ESQUENTAMENTO DE CURRÍCULO

A Experiência de um Ghost Writer

Por Waldo Luís Viana*

“As pessoas inteligentes têm um direito sobre as ignorantes; o direito de instruí-las.” (Ralph W. Emerson)

Sei muito bem que, num país como o Brasil, vergado pelos vícios da cultura latina e portuguesa, afirmar que consegui escrever “originalmente” em quase 30 especialidades, ao invés de me trazer medalha ou diploma de “notório saber”, poderia me conduzir à sanha vingativa de algum invejoso opositor, pronto a me denunciar como impostor e tentando me jogar no primeiro camburão!

Não tenho culpa, entretanto, de ter sido procurado por centenas de estudantes, sem tempo ou não!, preocupados em cumprir as exigências de seus cursos e que conseguiram, por mérito próprio, receber os merecidos graus. Sim, porque não fiz concurso por nenhum deles, nem apresentei trabalhos diante de comissões avaliadoras. Abençoando-os com paciência, de longe, sempre me limitei a sorrir...

Cumpre notar, ainda, que os trabalhos acadêmicos produzidos por eles muitas vezes são arquivados nas bibliotecas universitárias, à disposição das traças, sem reverter em qualquer contribuição útil para o panorama científico e cultural do povo brasileiro.

Servem somente como crédito suplementar para a colação de grau e mais nada! Após o ato, o estudante liberta-se da subserviência em relação ao orientador metido a sábio e pode prosseguir na vida, escolhendo atividade laboral própria ou tornando-se até novo professor, repetindo todo o funesto ciclo descrito até aqui.

Nossas universidades, infelizmente, são centros repetidores de cultura e vaidades, não tendo recebido, por causa disso, nenhum prêmio Nobel, o que é fato grave num país desse tamanho, com saúde e educação quase perfeitas, como temos exaustivamente ouvido de nosso presidente, erudito e guia...

Quando nos reportamos, por outro lado, ao tal currículo Lattes, uma invenção que procurava, na origem, selecionar uma elite de mestres e doutores acima dos abafados mortais, aí então percebe-se a tendência aos abusos em relação à credibilidade que tais relatos deveriam manter junto à sociedade civil.

Jamais quis fazer mestrado ou doutorado no Brasil, por conhecer como as peças se movimentam, embora tenha sido convidado para cursar doutorado em jornalismo no exterior (na Suíça) e guardo os documentos comprobatórios comigo, porque conheço muito bem, no lombo, a maldade alheia, principalmente a pior de todas: a intelectual...

Quanto às novidades recentes com respeito aos enganos de alguns políticos sobre os próprios feitos intelectuais – obviamente eles não sabiam de nada sobre o esquentamento de seus currículos – não se fala em falsidade ideológica, porque está na moda dizer que eles não são pessoas comuns nem que haverá qualquer consequência legal sobre suas tão suaves mentiras acadêmicas! Nesse sentido, essas figurinhas carimbadas continuarão sendo mesmo gênios da raça!

Todos sabem que um mestrado ou doutorado só se conclui com as dissertações (sempre dedutivas) ou as teses (que podem ser dedutivas ou indutivas). Hoje em dia, os trabalhos enxundiosos (com mais de trezentas páginas e cheios de citações) estão inclusive fora de moda, porque as comissões avaliadoras desconfiam da falsa erudição dos candidatos.

Se o cara sabe ou não sabe, pode exibir ou não a própria “sabedoria” em mais ou menos cento e cinquenta páginas, lembrando a recomendação de Jorge Luís Borges, que afirmava que livro com mais de duzentas páginas mereceria ser lido com relativa desconfiança...

Poder-se-ía afiançar também que minha atividade de ghost writer é fruto da indigência de nosso quadro educacional, com o que concordo plenamente. Sou um profissional-meio, alcançado pelos desesperados e espertos, em virtude da injusta situação de nossa vida acadêmica: acesso difícil dos não aquinhoados a cursos universitários, ricos nas universidades públicas, pobres, como sempre, nas privadas, faculdades mal aparelhadas e professores mal preparados e pagos – tudo conflui para que o bacharelado, o mestrado e o doutorado sejam nichos de falsos operadores de ciência e de vaidades inchadas e imerecidas!

Muitos poderiam dizer, ainda, que pratiquei plágios e contrafações em meus escritos. Pura mentira de despeitados! Na verdade, sempre escrevi o que estudei e produzi textos originais, livremente cedidos, mas jamais desejei, em meu trabalho, reinventar a roda.

Assim, basta utilizar as expressões: “segundo, conforme e de acordo com” e prosseguir nas citações infindáveis de pensadores circulares, que repetem, por responsabilidade, os medalhões nas respectivas áreas de estudo.

Esse medo coletivo de ousar e inovar os conduz, em última análise, a concluir cursos, alcançar os graus e manter os empregos na comunidade acadêmica, que é corporativa, conservadora e dura! Afinal, nas áreas do conhecimento em que não se inova nada e se pesquisa muito pouco – os mestrandos e doutorandos bem o sabem – basta repetir, de outro modo, o que ensinam os “medalhões”. É mais seguro!

Nossas autoridades é que, ao esquentarem os currículos para fingir competência, continuam na repetitiva atividade de enganar os eleitores, dilatando a própria vaidade rumo às próximas eleições, embora o povo, na verdade, não se interesse por diplomas, o que já está sobejamente comprovado.

Os estudantes e postulantes aos canudos, por seu turno, só desejam colar rapidamente os graus, apenas para se livrarem dos altos custos das mensalidades e do mandonismo beócio de alguns professores. Nem sentirão saudades daquele período de enormes gastos para obter certificados, vez que entendem bem o quanto estarão distanciados das realidades do mercado. Sabem, de fato, o quanto as universidades estão longe da sociedade brasileira real!

Na verdade, esquentar currículo, no Brasil, é semelhante à lavagem de dinheiro: trabalho para candidatos espertos, especialistas em ganhar eleições, porque tais figuras só precisam de malícia, vaidade e ambição, ingredientes jamais medidos pelas agruras da vida acadêmica!

Hoje, após tantos anos de serviço à clientela acadêmica, molhando papel com tinta, prefiro escrever livros e estou me especializando mais nisso. É mais tranquilo, porque os estudantes brasileiros são muito estressados e imediatistas. A clientela de livros é, porém, mais alta e refinada, além de não me procurar com o espírito predisposto e perturbado das autoridades especializadas em forjar currículos: à beira de um ataque de nervos...

*Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e livrou-se do fome-zero e do bolsa-família exercitando a nobre arte de escrever...