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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Satiagraha: Protógenes

'Quem produz prova para bandido, bandido é'

Leila Suwwan - O Globo

O delegado afastado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, acusou nesta quarta-feira a atual direção da Polícia Federal de ser "bandida" por produzir provas que estariam ajudando a defesa do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, na Justiça Federal.

Segundo ele, a perseguição que sofre dentro da instituição está comprovada e tentará reverter seu afastamento na Justiça .

- Eu estou tendo a resposta por investigar o banqueiro condenado perigoso cujos tentáculos se estendem ao aparato estatal. Estou pagando um preço alto. Fui perseguido pessoalmente dentro do Departamento da Polícia Federal - disse o delegado.

- Os fatos falam por si só. Quem produz prova para bandido, bandido é. Estão tentando produzir provas para o bandido condenado Daniel Dantas. Os fatos e procedimentos revelam isso. As pessoas estão se revelando - completou Protógenes, sem citar nomes.

Kama Sutra da Satiagraha

Kama Sutra da SatiagrahaDona Dilma e seus dois ex-presidentes da Eletrobras,
Valter Cardeal e Silas Rondeau

Fonte: Podcasts do Mainardi
Kama Sutra da Satiagraha

Fotos: Agência Brasil


Na última semana, analisei trechos do material encontrado no computador de Protógenes Queiroz e encaminhado à CPI dos Grampos.


Um documento, em particular, tem de ser mais debatido: o relatório no qual os agentes engajados pela PF comentam, com linguagem rasteira, os boatos sobre os relacionamentos amorosos de Dilma Rousseff.

Numa homenagem a Protógenes Queiroz, que sempre manifestou um interesse especial pela cultura indiana, chamei esse relatório de Kama Sutra da Satiagraha.

O Kama Sutra da Satiagraha tem como protagonistas Dilma Rousseff e outros dois nomes: o primeiro, como mencionei em minha coluna, é Valter Cardeal, diretor da Eletrobras. Em 2007, depois de ter sido nomeado presidente da empresa, ele foi grampeado pela PF e denunciado por envolvimento com o esquema de propinas da empreiteira Gautama.

O segundo nome eu prefiro manter em respeitoso sigilo porque ele, Silas Rondeau - Epa! -, nunca precisou da ministra para fazer carreira, já que é visceralmente ligado ao grupo de José Sarney. O que importa, em seu caso, é o seguinte: na Operação Navalha, ele também foi acusado pela PF de envolvimento com o esquema de propinas da Gautama.

Zeca Diabo em mais uma história mal explicada.

Na primeira reportagem de VEJA sobre o conteúdo do computador de Protógenes Queiroz foi reproduzida uma passagem escandalosa que, estupidamente, acabou sendo ignorada na cobertura da imprensa. Ela diz: "Para cada tonelada de álcool, é pago US$ 1,5 para o Silas. O Zeca é dono da Dilma.

Na estatal, ganham Sarney, Romero Jucá, Renan e Barbalho". Interpretando: Silas só pode ser Silas Rondeau.

Quem é que lhe paga um dólar e meio? Alguém já perguntou a Protógenes Queiroz? O que significa aquela frase sobre Zeca, ou Zeca Diabo, ou José Dirceu, ser dono da Dilma? Que estatal é essa que gratifica José Sarney, Romero Jucá, Renan Calheiros e Jader Barbalho? Na CPI dos Grampos, Protógenes Queiroz tem de ser esmagado contra a parede até responder essas perguntas.

Quando VEJA publicou sua reportagem, Protógenes Queiroz alegou que, em seu computador, havia apenas fragmentos da Satiagraha. Mentira. Os trechos envolvendo Dilma Rousseff, Valter Cardeal, Silas Rondeau e todos os outros referem-se claramente ao setor de energia.

A suspeita é que a PF tenha um aparato de espionagem que passa dados sigilosos de um inquérito para o outro, sem o menor controle da autoridade judiciária.

Dessa maneira, o conteúdo de um grampo realizado para a Operação Navalha pode ser repassado clandestinamente para a Operação Boi Barrica ou para a Operação Satiagraha.

Os delegados que fazem parte desse aparato tornam-se proprietários de notícias valiosas, que podem ser usadas contra quem lhes interessa.

Por isso as operações da PF fazem tanto barulho, mas raramente resultam em condenações. O que interessa, no caso, é a posse da informação, e não a informação em si. O perigo é um só: que a informação se transforme em matéria-prima para achaques.

À primeira vista, o Kama Sutra da Satiagraha é somente uma bizarrice repugnante. Mas ele pode ajudar a esclarecer como alguns agentes da PF garantiram a impunidade a um bocado de gente associada ao governo. Basta descobrir o que Protógenes Queiroz pretendia obter com aquele "dólar e meio pago para o Silas".

LULA, INVENÇÃO DO GOLBERY

ENTREVISTA DO ATOR CARLOS VEREZA
NO PROGRAMA DO JÔ
MAIO DE 2006

(TRANSCRIÇÃO COMPLETA DO TRECHO SOBRE POLÍTICA)

(...)

Carlos Vereza - Agora, Jô, eu faço questão de fazer um registro aqui...

Jô Soares - Que registro?

Carlos Vereza - Você e as "meninas do Jô" representam pra mim, representaram e representam pra mim um momento de autêntica tribuna livre neste país, onde nós podemos ver uma das raras tribunas fazendo uma crítica pertinente, sem sectarismo, da maior vergonha política que eu já conheci como homem brasileiro, que foi a história do mensalão, do dinheiro na cueca e desse projeto de poder e de autoritarismo, que tentou e tenta se instalar no país. Muito obrigado...

(palmas)

Jô Soares - (...) e obrigado em nome das "meninas do Jô", também. Obrigado, obrigadíssimo, mesmo...

(intervalo)

Jô Soares - (...) mas vamos falar desse negócio, dessa coisa que continua terrível e parece que as pessoas estão se acostumando, o que é mais terrível ainda, porque ficou claro que foi caracterizado além de tudo por um projeto de poder tentacular, para a coisa não parar de repente: você chegou a declarar à época, como fez a minha amiga Regina Duarte, que falou - foi muito criticada e debochada - porque falou "eu tô com medo". Eu acho que o medo dela foi muito menor em relação ao que aconteceu, não é não?

Carlos Vereza - Muito menor, muito menor...

Jô Soares - Você chegou a ter medo também?

Carlos Vereza - Eu apoiei a Regina, eu fui na ABI, dei uma declaração modesta, mas dei, ao Serra, enfim, porque o Serra é a verdadeira esquerda, que não é viúva do muro de Berlim. Aquela esquerda progressista, que sabe que existe o mercado, que exista a Internet, que existe a globalização - e tenta trafegar entre essas contradições em meio a esse desenvolvimento, que é irreversível. Então, essa esquerda que fica se lamuriando, que ainda fica chorando por causa da queda do muro de Berlim, é uma esquerda histérica, que só leva ao atraso e ao acirramento das contradições, no país.

Então, por exemplo, o Lula, com todo o respeito, o Lula é uma invenção da USP, da UNICAMP e das comunidades eclesiásticas de base, com o aval do falecido Golbery do Couto e Silva.

Por quê?

Porque o Lula - que foi capa seguidas vezes de revistas prestigiosas - o Lula dividiu a esquerda, que estava voltando do exílio, com Brizola, Luiz Carlos Prestes e tantos outros, que se sacrificaram realmente na luta contra a ditadura e foram exilados.

Então, quer dizer, o que era um grande líder metalúrgico transformou-se na "glamourização do apedeuta", na glamourização da ignorância, no "borderline", quer dizer, um sujeito fronteiriço. Ele agora diz que nunca se fez no mundo tantos benefícios para o trabalhador como ele fez, quero dizer, é um delírio absoluto, um megalômano...


(palmas)

Jô Soares - (...) agora, em nenhum momento nisso tudo, você chegou a ser fascinado pelo PT ou pela idéia do PT?

Carlos Vereza - Não, não. O PT não engana! O apelido que eu dava para o PT, assim que ele começou, era o de "sempre alerta" (faz o gesto) de escoteiro, um "partido-escoteiro", sempre alerta (faz o gesto, de novo). O PT foi a oposição mais feroz, mais cruel, mais desonesta que se fez a todas as tentativas boas e generosas que se tentou colocar em prática nesse país. Eles eram "contra", levavam apito, pandeiro, batiam na bancada do Congresso... e com o discurso da ética, da moralidade, da virtude, como se eles detivessem o monopólio da virtude, da verdade e da honestidade. E chegam ao poder, quer dizer, sem projeto de governo, sem um pensamento pra formar o rosto desse país, sem um pensamento que forme a face desse país...

Jô Soares - ... não, projetos eles tinham, projeto têm...

Carlos Vereza - ... projeto para permanecer no poder: o Lula ficaria oito (anos), o outro ficaria mais oito, o Lula voltaria, ficaria mais oito e assim por diante..., quer dizer, e a América Latina, que dizem que está dando uma guinada para a esquerda, mentira! Ela eAMIGstá dando uma guinada pro populismo e pro autoritarismo. Essa é a verdade!

(palmas)

Jô Soares - ... e um populismo pior que o do Péron e do Getúlio...

Carlos Vereza - Claro, claro...

Jô Soares - ... se é possível se dizer isso. Acho que é pior. Inclusive por causa da época, por causa do acesso às comunicações e pelo ranço do discurso que você vê - eu não vou citar líderes de outros países - mas você vê na televisão, volta e meia, algumas declarações de líderes de outros países da América Latina que são de um ranço, de uma antiguidade e mentiroso...

Carlos Vereza - ... totalmente mentiroso...

Jô Soares - ... e a perspectiva, quer dizer, de repente ninguém..., parece que não incomoda mais tanto esse negócio de terem quarenta pessoas que foram para o Ministério Público...

Carlos Vereza - ... quarenta, foi um ato corajoso...

Jô Soares - ... é verdade...

Carlos Vereza - ... faltou o Ali-Babá. Quer dizer, quem gosta de metáfora, como o nosso amigo gosta, o presidente, o promotor veio com outra metáfora: "prendi quarenta, e agora!?, indiciei quarenta, falta o Ali-Babá..." Quem advinhou? Advinhem, quem é o Ali-Babá?
tudo "haver"...

POR WALDO LUÍS VIANA

A divisão do trabalhismo no Brasil.

Não querendo diminuir o brilho da corajosa entrevista de Carlos Vereza, para mim um verdadeiro pórtico histórico, gostaria de transcrever o que já disse, há muito tempo, num livro que escrevi sobre abuso do poder econômico nas eleições.

Aí vai...
"Um dia, quando os arquivos do regime militar puderem ser examinados por historiadores isentos, saberemos ao certo até que ponto o general Golbery influiu para dividir realmente o trabalhismo. Como todo bom conspirador e estrategista, o pai da geopolítica nacional sabia que o esfacelamento do poder civil, anterior a 1964, passava pelo aniquilamento do antigo PTB. O chefe da Casa Civil do general Geisel arquitetou a divisão do trabalhismo por medo de que a ordem anterior fosse restaurada. No entender do velho bruxo, um néo-populismo seria indesejável para o futuro do país. Assim, procurou fracionar o espólio trabalhista em três facções distintas: - um partido moderado, de centro-direita, comandado por Ivete Vargas;
- um partido progressista, de centro-esquerda, comandado por Leonel Brizola e
- um partido de esquerda social-trabalhista, chefiado por alguma dissidência radical de Leonel Brizola. O parto da última sigla nem chegou a acontecer, ficando a idéia à mercê do operariado urbano de São Paulo, que concentrou no metalúrgico e hoje deputado Luiz Inácio "Lula" da Silva a sua liderança exponencial. (...) Desejoso, entretanto, de abrir espaços aos trabalhistas desde que concordassem em se dividir, Golbery começou a negociar passo a passo a liberalização da Lei Orgânica dos Partidos, nos idos do governo Geisel.

Em tempos de exceção, qualquer conquista obtida pelos políticos ansiosos por novos partidos era comentada como concessão direta do maquiavelismo do general e prova de subserviência poir parte dos civis. Ivete Vargas era considerada, por seu desejo de ressuscitar o PTB, uma personagem submetida aos interesses do estrategista.

Por linhas sinuosas e transversas, de Golbery também se aproximou o professor Darcy Ribeiro, já que teve de agradecer ao general a sua volta ao país, sob condições e para tratamento de saúde, muito antes da Lei da Anistia.

O chefe da Casa Civil de João Goulart voltou, acreditando que padecia de um câncer irrecorrível. Felizmente não morreu e pôde, sem ser molestado e quase anonimamente, trabalhar pela volta dos demais exilados (entre eles, Leonel Brizola) e ajudar na reconstrução do trabalhismo.
Nesse ínterim, forças ocultas estranhamente chamaram a atenção de Brizola em seu exílio no Uruguai para o perigo que sua vida corria, sob ameaça de forças secretas e conjugadas da repressão do Cone Sul.
O ex-governador fugiu com a roupa do corpo e foi albergar-se nos Estados Unidos, sob a anuência do Departamento de Estado e do presidente Jimmy Carter.
Disseram as más línguas que a CIA ajudou a salvar a vida do ex-governador e que ele anda pagando o favor até hoje...
De qualquer forma, veio a Lei da Anistia e Brizola voltou menos agressivo e radical. Veio reorganizar o PTB, como confidenciava aos velhos amigos.
Enquanto isso, Golbery conspirava nos bastidores para que o registro provisório do Partido recaísse nas mãos da deputada Ivete Vargas, incompatibilizando-a à época com quem se considerava o único herdeiro de Vargas e precipitando o seu rompimento com Brizola. O duelo entre as duas vaidades terminou com o gesto histórico e teatral do ex-governador, rasgando em público a sigla que não conseguiu retomar e que desejava que fosse só dele. Foi fundado o PDT pelos seguidores de Brizola, ao mesmo tempo em que pelas mãos de Ivete o PTB seguia o seu tortuoso caminho. Estava cumprida, assim, a primeira etapa do trabalho divisionista do chefe da Casa Civil de Geisel e Figueiredo.

Faltava-lhe apenas isolar os esquerdistas num partido radical, sectário, mas que não fosse comunista - e àquela altura isso era fundamental para o regime. Uma sigla que aproveitasse o potencial contestador do operariado urbano em ascensão e o unisse a forças sociais progressistas.

Golbery achava importantíssimo que surgisse um partido com essas características para justificar o processo de abertura política e a absorção de contingentes trabalhistas mais radicais.
O Partido dos Trabalhadores surgiu então sob o comando de Lula da Silva e vem crescendo de eleição para eleição. O curioso é que o professor José Barbosa, que abonou a ficha de filiação de Getúlio Vargas ao velho PTB, desde 1975 até a reforma partidária, que começou em 1979, procurava sem sucesso registrar o seu "PT" - Partido Trabalhista.

Estranhamente, o TSE concedeu a sigla a outro grupo político, embora o partido do prof. José Barbosa tivesse um programa nitidamente socialista e o pedido antecedesse em alguns anos ao do PT de Lula.
A história haverá de dirimir tantas dúvidas e intrigas intestinas sobre a divisão do trabalhismo no Brasil. Com certeza, vamos ter respostas nítidas a todas as questões pendentes.

Não resta dúvida, porém, que todos os partidos, de origem trabalhista, que surgiram após a reforma partidária, queiram ou não, devem alguma coisa ao general Golbery. E os que mais contestam tal versão histórica, talvez sejam o que mais devem às bruxarias do mago da abertura."
(cf. WALDO LUÍS VIANA, "ELEIÇÕES, A VERDADE DO SEU VOTO", pp. 125 a 128, Rio de Janeiro, Ed. Cátedra, 1988)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

'Dona Marisa, leia para o Lula antes de ele dormir'

Carta do leitor Amandio Luís Teixeira

'Dona Marisa, leia para o Lula antes de ele dormir'

Como brasileiro que sou, não tendo mais a quem recorrer, e sabedor do seu importantíssimo papel como primeira-dama desse país, resolvi lhe escrever esta carta. Mesmo correndo o risco de estar incomodando a preparação das malas de mais uma internacional e importante viagem do casal, decidi arriscar. Minhas desculpas pelo incômodo da leitura ou pela constatação da verdade pura. Absoluta frustração, desânimo e preocupação. Outro, dos incontáveis pronunciamentos de seu nobre consorte, foi a gota d'água para me levar ao pânico. Desta vez disparou, sem constrangimento, a seguinte barbaridade:

- Às vezes, eu chego a pensar que 50% da crise é um pouco de pânico.

Frase tão profunda, quase de um visionário. Disse o seu marido! Não dá para corrigir a gramática, já que é uma citação. Mas corrigir para quê? Esse errinho não é uma exceção. Concordo com o semialfabetizado mandatário, é pânico mesmo. Só que um pânico mais intenso, pânico já síndrome, ou como preferem os especialistas, distúrbio do pânico. Esse distúrbio que acomete milhões de brasileiros, sensatos, pensantes, com algum nível de instrução. Não precisa muita não. Basta ser um pouquinho maior do que a do nosso "discursante" presidente, que todos os dias nos atola nessa verborragia sem direito a correção. É o pânico da ignorância, cruel e sem "consertação".

Eu, particularmente, gostaria de recomendar à Dona Galega que todos os dias, antes do nosso ilustre chefe dormir, lesse um pouquinho para ele, já que o próprio não gosta. Só um pouquinho mesmo, senão o Cara se perde, dá nó na cabeça e vira confusão. Acaba piorando, vai usar o que ouviu em alguma "falação". Se me fosse permitido sugerir, e aproveitando a grande intimidade e admiração que o homem tem pelo Obama, certamente não hesitaria em pedir que a senhora começasse com outro conterrâneo do Barack e também presidente dos Estados Unidos.

Não é brincadeira nem deboche, é preocupação. Acho até que, arguto como é, ele vai logo perceber as "semelhanças". Não acredito que saibam quem foi, e menos ainda que estejam informados sobre o que esse presidente fez pelo país dele. Não faz mal. Serve para começar.

Abraham Lincoln não tinha olhos azuis, também nasceu pobre, numa família de condição humilde, no "interiorzão" dos EUA. Outra incrível "semelhança": exerceu diversos ofícios manuais, e seus estudos, segundo suas próprias palavras, se resumiam a ler, escrever e fazer as quatro operações; pouco mais que nosso presunçoso governante. Até foi balconista numa loja.

Talvez, porque não fosse burro, resolveu estudar. Não para ser presidente. Acho que para isso, assim como o seu esposo, não precisaria. Também teria chegado lá. Decidiu sair da ignorância que tanto o incomodava, que o limitava e que, resoluto, rejeitava. Também não tinha dinheiro nem para comprar livros, tomava-os emprestados, estudava-os e, em 1836, se tornou advogado.

Lutou pela abolição da escravatura e por isso deixou de ser popular. Eleito presidente em 1861, o que lhe tocou, apesar de seus esforços para a conciliação, foi a guerra civil americana.

Dona Galega, apesar dos insucessos iniciais (como os do seu marido) e da conseqüente impopularidade, Lincoln jamais se deixou abater. Para ele, os EUA representavam uma experiência da capacidade de um povo para se governar a si mesmo.

Apesar de uma guerra de tais proporções àquela época, esse presidente conseguiu algo memorável. Impopular e sem apoio da maioria, chegou à reeleição e assumiu novo mandato em 1865. À semelhança do seu consorte, Dona Galega, nada na experiência passada de Lincoln indicava que poderia enfrentar, com êxito, a maior crise da história do seu país.

Sua maior qualidade residia na capacidade de compreender os problemas mais graves. Tinha a habilidade de expressar suas convicções de uma maneira tão clara, verdadeira e vigorosa que milhões de americanos acabaram por aderir às mesmas. Não parece o Lula?

Portanto senhora Galega, espero que não descuide da leitura noturna, para embalar o sono tranquilo de seu marido. Como viu, as "semelhanças" são inúmeras entre esses dois fantásticos presidentes.
O de lá fez a história. O daqui faz fantasia.

Outro "grande orador" que acreditava que "através da aplicação inteligente e constante da propaganda, as pessoas podem ser induzidas a ver o paraíso como o inferno, e também o contrário, e considerar o mais miserável tipo de vida como paraíso" convenceu toda uma nação. Peça a ele que, antes de dormir, reflita.

Não sabe quem disse?

Diga a ele que foi Adolf Hitler.

Se ele entender e se assustar, console-o, volte para o Lincoln e lembre ao seu marido: "É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida". Ou, se preferir, Dona Galega, faça-o meditar: "Podes enganar todo o povo durante algum tempo; podes até enganar algumas pessoas o tempo todo; mas não será possível enganar todo o povo para sempre". Ou ainda como pensava o Presidente Lincoln: "Tato é a capacidade de descrever os outros, tal como eles se julgam".

Dona Galega, a grande maioria do povo tem tato e, pelo jeito, o que essa maioria pensa e diz sobre o seu marido deve tê-lo levado piamente a acreditar, corroborando o pensamento do americano. Por isso tanto pânico. Mas o maior deles, esteja certa, é que, provavelmente, ele adormeça antes de a senhora terminar. Não seria de espantar. Se o pânico é responsável pela crise e o seu cônjuge parece ser responsável por ele, melhor pegar no sono e nem pensar. A senhora compreende agora o porquê do pânico? Diz o ditado popular, que por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher. Não desista, Dona Galega, e leia para ele sempre que puder.

Publicada em 15/04/2009 às 18h31m
Este artigo foi escrito por um leitor do Globo. Quer participar também e enviar sua opinião?

'Rei morto, rei posto'

Lula deseja que o próximo presidente faça mais do que ele, "com mais competência, e que faça melhor".

"Que o povo não tenha saudade de mim, mas tenha saudade do que a pessoa (próximo presidente) fez".

Comentário do leitor Jv.Leite, no Estadão

Admiro os europeus, pois ao longo de sua história, aprenderam com os erros e vem sendo um modelo a ser seguido.

Os brasileiros vão exatamente na contramão!
Primeiro elegem um sujeito que não exerga um palmo à frente do nariz.

Um analfabeto letrado, que só sabe pronunciar frases de efeitos.Agora o analfabeto, pretende indicar uma ex-guerrilheira, assassina, ladra de bancos, sequestradora para ser presidente do Brasil.

Acho que, em assim sendo, vamos votar em Fernandinho beira mar, marcola.
Não vejo muita diferença!

Será que os brasileiros não aprenderam com os erros?
É tão fácil iniciar uma mudança neste país!
Vamos todos nos conscientizar a não votar em nenhum nome que está na mídia.

Vamos todos, unidos, conscientes, não votar no PMDB, no PT, no DEM, no PSDB, no PTB, no PDT, no PSB.

Enfim, não votem em nenhum partido ou pessoas ligadas aos partidos que fizeram parte do poder ou fazem parte do poder.

Imagine esse país sem SARNEY, RENAN, GEDDEL, QUERCIA, MICHEL TEMER, LULA.!!!
jv.leite, jv.leite@estadao.com.br

Qua, 15/04/09 14:55

Eu também acuso

Eu também acuso

Oitenta por cento dos moradores de rua são doentes mentais, alcoólatras, viciados em drogas pesadas ou doentes incuráveis- vítimas terminais de AIDS, incapazes até de cuidarem de si mesmo
Em se tratando de doentes mentais ou viciados, a grande maioria foge de seus lares. Em alguns casos, a família teme-os pelo potencial de agressividade e acaba consentindo que saiam de casa.

Acuso a esquerda mundial de ter promovido o fechamento dos manicômios e de casas de repouso onde, anteriormente, estas pessoas eram tratadas e cuidadas, condenando-as à morte lenta e dolorosa nas ruas COMO CÃES, com o único intuito de PROVAR que o sistema capitalista exclui, marginaliza e abandona seus miseráveis; quando, na realidade, o capitalismo sempre procurou amparar os mais fracos da sociedade.

Os doentes mentais eram internados em hospitais colônias, onde recebiam alimentação, remédio, cuidados higiênicos, e ali permaneciam dignamente até o final de suas vidas, porque VÁRIOS TIPOS DE DOENÇA MENTAL não têm cura e constituem um risco para o próprio doente e para a sociedade.


Acuso a esquerda mundial pelo seu discurso MENTIROSO e falacioso de bondade e de fraternidade com que arrasta milhares de inocentes para suas fileiras.

Hoje, dada a hegemonia do esquerdismo,nas ruas das principais cidades do mundo, observamos pessoas DOENTES vagando, sem rumo, sem auxílio, sem porto; o que confirma a FRIEZA com que membros desta doutrina tratam o ser humano e seu conseqüente DESPREZO pela vida dos cidadãos.

Eu acuso a Esquerda Mundial de estar promovendo um GENOCÍDIO silencioso, e que este CRIME- mais um, na longa lista de crimes desta doutrina, NÃO SEJA ESQUECIDO!

Os LOUCOS MAIS perigosos que conheço - OS MAIS PERIGOSOS - são estes esquerdistas, travestidos de homens públicos, que se utilizam de palavras doces, mas através de medidas cruéis e impiedosas, mataram milhares de pessoas no passado, e seguem humilhando os doentes, escarnecendo dos fracos e matando os inocentes impunemente.

E os mais loucos que os loucos acima, são aqueles que tudo percebem, mas calam-se!
Por Gracias a La Vida

Le responde a Insulza:

“Cuba no quiere estar en la infame OEA”


El líder cubano Fidel Castro replicó hoy al secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), el chileno Miguel Insulza, que su país no quiere volver a esa institución, que calificó de “infame” y “basura” en el tercer artículo que publica en 18 horas.

“Insulza afirma que para entrar en la OEA, Cuba tiene primero que ser aceptada por la institución. Él sabe que nosotros no queremos ni siquiera escuchar el infame nombre”, dice el ex presidente de 82 años en el escrito, divulgado por medios oficiales.

La OEA “no ha prestado un solo servicio a nuestros pueblos; es la encarnación de la traición. Si se suman todas las acciones agresivas de las que fue cómplice, estas alcanzan cientos de miles de vidas y acumulan decenas de años sangrientos”, añade Castro.

En su opinión, “la OEA tiene una historia que recoge toda la basura de 60 años de traición a los pueblos de América Latina”.

El ex gobernante responde a unas declaraciones en las que Insulza afirma que “Cuba debe expresar claramente su compromiso con la democracia si quiere regresar a la OEA, como demanda un creciente grupo de gobiernos latinoamericanos”.

El gobierno de Fidel Castro fue excluido de la OEA en 1962, días antes de que el entonces presidente estadounidense, John F. Kennedy, ordenara el embargo comercial de Cuba y simultáneamente la mayoría de los países americanos rompieron entonces relaciones diplomáticas con La Habana.

Según el líder cubano, que sigue siendo primer secretario del gobernante Partido Comunista, Insulza “ofende incluso” al suponer que Cuba desea “ingresar en la OEA”.

“El tren ha pasado hace rato, e Insulza no se ha enterado todavía. Algún día muchos países pedirán perdón por haber pertenecido a ella”, añade el artículo.

Por otra parte, Castro asegura que el presidente de Bolivia, Evo Morales, “obtuvo una clara y contundente victoria” sobre la oposición con su huelga de hambre para sacar adelante unas nuevas elecciones en las que espera ser reelegido.

Aqui.


Fidel Castro errou!

FIDEL CASTRO RESPONDE A OBAMA

A
arrogância do coma andante - da múmia....

Cuba não pedirá esmola! Ora, o que ele chama de esmola?


Fidel Castro errou! Qualquer homem tem o direito de sonhar sua UTOPIA, mas nenhum homem PODE OBRIGAR um povo a sonhar junto com ele sua utopia.

Por vaidade, Fidel condenou o povo cubano à miséria e ao sofrimento ; tornou-os escravos de seus delírios, obrigou-os a uma vida de restrições e severidade, FÊ-LOS ESPELHOS de sua alucinação - meras sombras de sua personalidade megalômana.


Conta a lenda que uma criança era requisitada por duas mulheres que se diziam sua mãe. O juiz então ordenou que cada mulher puxasse uma perna da criança. Aquela que conseguisse vencer,ou seja puxar a criança pela perna até uma determinada linha desenhada no chão, iria ser declarada como mãe.

Foi então, que uma das mulheres, surpreendentemente, recusou-se a jogar ao perceber que isto seria doloroso para a criança, e acabou ela própria dando a vitória para a outra.

O juiz sorriu e deu a guarda da criança para esta mulher. Ela possuía amor....

O amor a si mesma era muito pequeno em relação ao AMOR À CRIANÇA...

É isto que os pequenos anões comunistas jamais entenderão.

Eles não receberam amor e não sentem amor!
por Gracias a La Vida

El líder cubano, Fidel Castro

Castro responde a Obama: «Cuba no extenderá jamás sus manos pidiendo limosna»
El ex presidente Fidel Castro aseguró hoy que «Cuba ha resistido y resistirá», y que «no extenderá jamás sus manos pidiendo limosna», horas después de que el mandatario estadounidense, Barack Obama, anunciara medidas para eliminar las restricciones para viajar y enviar remesas a la isla.

Cuba "seguirá adelante con la frente en alto, cooperando con los pueblos hermanos de América Latina y el Caribe, haya o no Cumbres de las Américas, presida o no Obama los Estados Unidos, un hombre o una mujer, un ciudadano blanco o un ciudadano negro", dice Castro en un artículo divulgado hoy por medios oficiales.

“Não aceitamos esmolas.” Fidel Castro

Fidel adora o embargo


Está configurada mais uma prova cabal de que o maior beneficiário das sanções comerciais desde 29 de julho de 1960 — incorretamente chamado de “bloqueio” — dos Estados Unidos à Cuba é a ditadura dos irmãos Castro. O presidente americano Barack Obama aliviou nesta segunda-feira, 13 de abril, algumas restrições de viagens e remessas de dinheiro à ilha. A medida afetará mais de 1,5 milhão de cubanos-americanos com famílias que vivem na ilha. Reação imediata de Fidel: “Não aceitamos esmolas.”

Se os EUA deixarem de ser os “vilões” da retórica oficial comunista, cai por terra a falsa justificava que o insucesso de uma revolução incapaz, desde a primeira hora, de resolver o mais básico dos problemas da população: o abastecimento. É mais conveniente para os comunistas da ilha continuarem afirmando que nada funciona como deveria porque os “imperialistas” impedem.

Quando foi que o regime castrista não viveu de ajuda externa? Até o fim da URSS, Cuba manteve-se precariamente devido ao subsidido soviético — o desequilibrio da balança commercial era tão grande que parecia realmente mendicancia. Hoje é igual. O regime castrista continua de muletas, sobrevive graça a ajuda de Hugo Chaves. Cuba castrista nunca foi tão igual a ela mesma que no minguado Período Especial — especial porque não recebia ajuda externa.

Sempre que surgem boas perspectivas nas relações entre EUA e Cuba, Fidel se destempera. Foi o caso da derrubada das duas avionetas Cessna C-337 dos Hermanos al Rescate pelos caças MiG-29 da Fuerza Aérea cubana no dia 24 de fevereiro de 1996. Na época, Peter Tarnoff, secretário de estado do governo Bill Clinton e Ricardo Alarcon, presidente da Assembleia cubana, estavam, secretamente, em estágio avançado de um acordo permitindo a volta refugiados cubanos de Guantanamo para Flórida. Os americanos interceptariam também os balseros e os devolveria ao governo cubano a condição que não fossem punidos pelo regime castrista. O incidente com as avionetas interrompeu os acordos.

Crise no palácio

O casal Lula-Marisa está em crise, o que faz a primeira-dama evitar aparições públicas.

Amigos íntimos estão preocupados com o drama familiar:

a tendência é os filhos ficarem solidários à mãe.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Resposta ao leitor anônimo - 2

Anônimo deixou um novo comentário sobre o post
"Verdade inegociável."

Sou ateu, achei uma besteira o que você escreveu aqui, eu estava ate querendo ver seus argumentos contra o socialismo, porém depois dessa você perdeu toda credibilidade que tinha.

RESPOSTA

Que o senhor seja ateu, não precisa confirmar, porque está na CARA do CARA e dos CARAS do CARA.

COM CERTAS PESSOAS AFERRADAS À IDEOLOGIA NEO-REGRESSIVA TOTALITARIA, vulgarmente conhecida como socialismo – é extremamente difícil uma simples troca de idéias diferentes do pensamento único que apregoam.

O apego à escatologia – é imediato e ofendem sem o mínimo pejo porque não têm argumentos racionais.


A linguagem escatológica [Escatologia – tratado acerca dos excrementos (AURÉLIO)] – instrumentalizada como técnica do debate político e diplomático - pelo socialismo del siglo XXI - revela não só o mau caráter, mas também a finalidade de – substituir o argumento pelo insulto, e assim deixa-se de argumentar, de persuadir e se interdita o debate e a política – primeiro desaconselhando o simples pensar; depois proibindo de pensar; por fim mediante num longo processo de lavagem cerebral, e uma vez obtida as famigeradas ‘condições objetivas’, impede-se a expressão do pensamento e os que se ainda atrevem a pensar e se expressar são reprimidos e punidos até com a pena de prisão (ou ‘paredón’, numa certa ilha ‘paradisíaca’).

O FATO É ignoraM o que é convivência civilizada – pois quem insulta o adversário (que ele imagina inimigo) ou quem defende uma idéia diferente, não é uma demonstração de caráter, mas limitações morais e intelectuais, resultado da incapacidade de convivência no mundo civilizado.

O LINGUAJAR POLÍTICO DEPRECIATIVO NOVILINGÜÍSTICO – vai desde direita, fascista, nazista, ao que ele agregou com muito ‘inteligência - "elite" branca burra e aculturada, saudosa do coturno - são na realidade expressões utilizadas perversamente como ferramentas conceituais por políticos, pela mídia e militantes - para destruir –desqualificar midiaticamente o oponente (erigido a inimigo) que pode ser uma pessoa, uma religião ou até um Estado.

NAZISTA – é uma palavra que eles mais gostam, mas eles sabem muito bem que os nazistas, irmãos gêmeos do comunismo, pagaram por todos os crimes, depois da guerra e o socialismo-comunismo que promoveu o maior holocausto na face da Terra – continuam impunes e, seus devotos ainda se intitulam democratas, igualitários e defensores dos direitos humanos? No Google podem ser conferidos os famigerados processos de Moscou.

Os crimes do comunismo em dimensão extremamente maior não foram punidos e, por isso eles continuam fazendo apologia da barbárie travestida de ‘democracia, direitos humanos, igualdade, defesa dos pobres ... com isso a esquerda maquia-se de democracia, porém a verdadeira democracia usar trajes de esquerda é um ultraje.

ESSA POSTURA é estarrecedora e pretende demonstrar pseuda superioridade moral de membros de certo partido que se diz ‘portador do monopólio da ética, da democracia e transparência’, ‘nunca vista antes no mundo’, que são na realidade verdadeiros impostores (i) (a) moral.

CERTAMENTE ELE SABE MUITO BEM QUE Elite – em sua acepção geral compreende um grupo de pessoas que, numa determinada sociedade ocupa posição eminente; especificamente – um grupo de pessoas expoentes num determinado campo – empresarial, científico, educacional, sindical, e, principalmente a minoria governante e os círculos onde é recrutada.

CONCEITOS: AURÉLIO: “1. O que há de melhor em uma sociedade ou num grupo; nata, flor, fina flor, escol. [Cf. flor (5)]. Sociol. Minoria prestigiada e dominante no grupo, constituída de indivíduos mais aptos e/ou mais poderosos.” PARETO: “Formemos uma classe com as pessoas que apresentem os mais elevados índices no seu ramo de atividade e demos-lhe o nome de elite ... Dessa maneira, teremos dois estratos da população: a) um estrato inferior, a não-elite ....; b) um estrato superior, a elite, dividido em dois: i) a elite governante; ii) a elite não governante” (PARETO, V. The mind and society. /trad. ingl. A. Bongiorno e A. Livingston. London, J. Cape, 1935, v. 3. p. 1.423-4); LASSWELL definiu elite como aqueles que dispõem de maior acesso aos valores e ao seu controle, nesses termos: “ ... as pessoas que ocupam as mais altas posições numa determinada sociedade. O número de elites é tão grande quanto o de valores. Além da elite do poder (elite política) existem elites de riqueza, respeitabilidade e conhecimentos (para falar apenas de algumas). Como é preciso um termo para designar as pessoas que constituem elite em relação a uma série de valores, utiliza-se a expressão elite ( a elite da sociedade)” (LASSWELL, H.D.; LERNER, D.; ROTHWELL, C.E. The comparative study of elites. Stanford, Stanford Univ. press, 1952, p. 6)

com efeito - Não se conhece sociedade que possa dispensar a função das elites. Nem se vislumbra qualquer indício histórico-social consistente que prenuncie o seu desaparecimento.


porém - mesmo Nas sociedades democráticas - uma elite não se mantém por longo tempo na posição dominante quando provoca desequilíbrios e crises no ecossistema social.

O CERTO É QUE quando um País não tem uma elite dirigente responsável - que é o que há de mais qualificado a serviço da sociedade (interesse público) - LAMENTAVELMENTE - é governado por uma minoria, sobretudo por facções, grupos e 'máfias' políticas - a serviço de seus próprios interesses. E TUDO EM NOME DO RESPEITÁVEL E DISTINTO POVO - SOBERANO ABSOLUTO, que no momento certo os apeará do poder.

Rivadávia Rosa

Resposta ao leitor anônimo

Resposta ao anônimo sobre o post


Anônimo deixou um novo comentário:

Nem pense em comprar Lexotan em Higienópolis, parece que os estoques se esgotaram rapidamente após o comentário do Obama.
RESPOSTA
ALGUÉM QUE SEQUER DEIXA O NOME, E ASSINA-SE ANÔNUIMO, COMO QUALQUER BANDIDO, DIGO QUE:

POIS É. CABE PERGUNTAR aos honrados militantes da esquerda - se por acaso são devotos de Marx, Lenin, Mao, Stalin , MANUEL MARULANDA VÉLEZ, conhecido por ‘Tirofijo' (FARC-EP colombiana), de ERNESTO CHE GUEVARA (convertido em mito pela esquerda) e outros pseudos progressistas messiânicos pretensos salvadores da humanidade ou se apenas compõe como um simples co-participante da tropa do crime do petismo-lulismo?


POR AÍ não se pode esquecer que uma esquerda que apóia incondicionalmente HUGO CHÁVEZ, idolatra FIDEL CASTRO e cultua LÊNN, STÁLIN e MAO – só pode ser cínica, mentirosa, terrorista e assassina com uma VISÃO CÍNICA DO PODER E DA POLÍTICA.


OU É ESSA ESQUERDA SE AUTO PROCLAMA PROGRESSISTA – mas defende ardorosamente as políticas econômicas e sistemas políticos dos países que menos progridem, o que pode ser verificado pelo assanhamento estatista diante da crise financeira gerada nos EUA e espalhada pelo mundo todo.

A HISTÓRIA REGISTRA No século XX os chamados progressistas – auto qualificativo inexplicável – só defendiam os sistemas e países que menos progrediam. CRITICAVAM os EUA, com severas censuras por manter boas relações com SOMOZA, BATISTA ou FRANCO, exatamente o que fazem hoje com FIDEL CASTRO (e esquerdizóides da África, Ásia e latinos americanos); são os progressistas de dupla moral – que se auto definem pelo seu próprio conceito de solidariedade, igualdade, justiça ... – um conceito míope em que ‘choram com um olho às vítimas/parceiros que gostam, e pelo outro absolvem os assassinos com os quais não tem afinidade ideológica’. Observe as freqüentes romarias das hostes petistas a Cuba e a países africanos e asiáticos especialmente os dominados por ditaduras perversas e cruéis.

JOSÉ SARAMAGO, escritor português, referência comunista mundial – por exemplo, defendeu STÁLIN como libertador, era a favor do MURO DE BERLIM, assim como defende e considera CHÁVEZ e CASTRO como referências legítimas, incluindo é claro o Partido Comunista português, o mais jurássico dos partidos comunistas do mundo, com exceção da CORÉIA DO NORTE, que detêm o título de maior dinossauro; vocifera contra os norte americanos (‘yankees’), clama contra a maldade judaica, desculpa o terrorismo islâmico, repete os bordões surrados de suposta correção política, e as universidades do mundo babam de complacência, o elevam aos altares e o consideram um exemplo de intelectual comprometido. NÃO IMPORTA que tenha defendido alguns dos assassinos mais perversos e cruéis da história recente. A esquerda ‘revolucionária’ ou não seria dessa cepa?

OU SERIAM OS QUEM DEMONSTRAM o maior êxtase no cumprimento do primeiro mandamento do CATECISMO PROGRESSISTA, convertido em ícone da ESQUERDA REACIONÁRIA, que eles dizem ser ‘revolucionária: “odiarás os EUA sobre todas as coisas, e a ISRAEL como se fora o mesmo”, além do capitalismo, é claro ...

E AS MULHERES – no contexto da esquerda? – são as mulheres que vivem sob as tiranias islâmicas, sem nenhum direito, abandonadas a sua própria sorte, culpadas de não serem escravizadas por uma democracia ocidental, cuja dor e sofrimento não preocupa nenhum voz da esquerda autêntica? Ou não está no catecismo do bom progressista lutar pelas vítimas de pseudos devotos do ISLÃ, assim como a liberdade – minimizando o terrorismo nihilista?Seriam os que justificam as ações dos suicidas jihadistas, reconvertidos em milicianos fanáticos enlouquecidos – homens-bomba - que detonam dezenas, centenas de pessoas nos ônibus de JERUSALÉM ou nos mercados de BAGDÁ. Esses são os que detêm o DNA da esquerda?

OU AINDA SERIA A ESQUERDA BIPOLAR E SENIL quando reitera a retórica - burguêsxproletário, ricosxpobres, bonsxmaus, anjosxdemônios, progressistaxconservador)– assim como as velhas e esclerosadas categorias marxista-leninista para explicar velhos fenômenos há muito ultrapassados pela educação, avanço científico e tecnológico e pelo progresso, todos frutos do capitalismo ou ainda está apegada a uma utopia abstrata cuja tentativa de implantação resultou em tragédia?

O CERTO É QUE NÃO PODEMOS IGNORAR a advertência de JOSÉ ORTEGA Y GASSET:

Ser – un intelectual – de izquierda es como ser de derecha, una de las infinitas maneras que el hombre puede elegir para ser un imbécil; ambas en efecto, son formas de hemiplejia moral” “Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral”. José Ortega Y Gasset (1883-1955), in A Rebelião das Massas, escrito em 1926-1928.

RESUMINDO ONDE ESTÁ A ESQUERDA, pois olhamos o mundo e só se vemos - militantes saqueando os cofres públicos, honradamente, é claro?


A Polícia Federal decidiu afastar o delegado Protógenes Queiroz das atividades na corporação por tempo indeterminado.

Protógenes é afastado

Delegado está impedido de exercer qualquer função até fim de processo.

Ele está sendo investigado por participação em comício em Minas Gerais.

OBS.: por tempo indeterminado está fora de ação - mas sem prejuízo dos vencimentos ...

'A operação foi, sim, missão presidencial', diz Protógenes ao JB

por Vasconcelo Quadros

BRASÍLIA - O delegado federal Protógenes Queiroz transita pelo país como um franco atirador que não escolhe alvo para mirar e disparar. Na semana passada, pressionado pelos deputados da CPI do Grampo, mas protegido por um hábeas corpus, o delegado não respondeu perguntas que soavam impertinentes. Mas abriu o jogo numa entrevista exclusiva ao Jornal do Brasil, revelando o que não quis contar aos deputados.

– A Operação Satiagraha foi, sim, uma missão presidencial! – diz

Protógenes ouviu de seu antigo chefe, o delegado Paulo Lacerda, ex-diretor da Polícia Federal e ex-diretor da Abin, hoje Adido Policial em Portugal, que a investigação em torno de Dantas era do interesse do Palácio do Planalto, ou seja, tinha, sim, segundo ele, o crivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A razão era lógica: não satisfeito em espionar todo o primeiro escalão do governo, o banqueiro ainda distribuiu à revista Veja um dossiê, publicado em maio de 2006, onde insinuava que o presidente e três ex-ministros (Luiz Gushiken, Marcio Thomaz Bastos e Antonio Palocci), além de Lacerda e o senador Romeu Tuma (PTB-SP), eram titulares de contas em paraísos fiscais.

Além disso, teria orientado seus assessores a negociar com o filho de Lula, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, o caso Gamecorp, numa atitude que o Planalto interpretou como cooptação para constranger o presidente. Dantas também contratou e passou a fazer negócios com personagens que estavam no coração do partido do governo, o PT, entre os quais o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh e o ex-ministro José Dirceu. No entendimento das autoridades que cuidam da segurança, a intenção do banqueiro era mostrar seu poder e pressionar o governo para levar vantagem na guerra pelo controle das teles. Acabou ofendendo o mais importante símbolo da República, a figura do presidente.

– É só prestar atenção na estrutura que colocaram à minha disposição na época em que as investigações ganharam força – lembra o delegado.

A história da espionagem começou em 1994, foi repassada à Veja em 2005 e publicada em 2006. Era, na verdade, uma fraude. O banqueiro contratou a empresa Kroll para investigar, mas caiu na armadilha dos adversários e mandou para a frente uma falsa denúncia. A revista rompeu o off e revelou que foi Dantas quem entregou o dossiê.

Para desvendar a rede de Dantas, Protógenes diz que chegou a contar com 26 policiais federais especializados em investigação financeira, dois peritos, 10 viaturas caracterizadas, três carros blindados e os recursos financeiros necessários para dar cabo à investigação.

– Por que me dariam essa estrutura se não houvesse o interesse do governo? Foi a maior operação da história da PF. O que até hoje eu não consegui entender é por que as coisas mudaram de uma hora para outra. As investigações se voltaram contra os policiais que investigavam o caso – reclama o delegado.

Federais e agentes da Abin – cuja missão é servir o gabinete do presidente – encararam a Satiagraha como razões de Estado. O cenário mudou, segundo ele, a partir de setembro de 2007, quando Lacerda deixou a PF.

– Em agosto de 2007 perguntei ao Paulo se permaneceria no cargo e ele me garantiu que sim. Logo depois caiu. Fiquei sozinho – afirma.

O delegado diz que a saída de Lacerda coincidiu com uma mudança de postura do governo, que deixou de se interessar pelas atividades criminosas do banqueiro quase ao mesmo tempo em que mudava a lei e se abriam as torneiras do BNDES para garantir a fusão da Brasil Telecom com a OI – operação que tirou Dantas do comando da empresa, mas engordou o Opportunity com mais de US$ 1 bilhão.

Relação

Em outubro de 2007, Lacerda assumiu a direção da Abin e, diante das reclamações de Protógenes sobre a falta de apoio na PF, decidiu bancar toda a Operação Satiagraha.

– Ele (Lacerda) colocou à minha disposição todos os recursos que a Abin tinha. Conversávamos todos os dias e ele estava a par de tudo – conta Protógenes, que hoje se diz profundamente decepcionado com seu antigo chefe.

O problema é que assim que veio à tona a real participação da Abin na Satiagraha, Lacerda tratou a operação como filho bastardo: em vez de assumir sua participação, adotou um comportamento dúbio, enquanto a CPI do Grampo e a PF cercavam Protógenes e desgastavam Lacerda. Os dois se encontravam pela última vez há um mês, quando Lacerda já estava de malas prontas com passagens compradas para Lisboa.

– Ele me recebeu por apenas 15 minutos e fez questão de encerrar logo a conversa. Parecia angustiado e triste por deixar o país.

Erros

Integrantes do grupo que dominou durante cinco anos a PF (2003 a 2007), Lacerda e Protógenes se enrolaram na mesma teia em que tentaram aprisionar o banqueiro e, involuntariamente, deixaram escapar a oportunidade de fazer uma faxina no mercado financeiro. Protógenes deixou a operação vazar para a TV Globo e cometeu uma série de trapalhadas, entre elas o patrulhamento de jornalistas que cobriam o mercado e, por força das circunstâncias, conversavam com Dantas e os executivos do Opportunity. Fez um relatório caótico, com delirantes acusações. Hoje o delegado flerta com o PSOL e com o PDT para sair candidato a deputado.

– Rachei o Brasil – diz, ao revelar ter recusado uma oferta de US$ 5 milhões de Daniel Dantas para abandonar o inquérito.

A proposta incluía sua nomeação como superintendente da PF no estado que escolhesse. Ele simulou que aceitaria a proposta, colocou outro delegado na falsa negociação e conseguiu pegar Dantas por tentativa de suborno, no único inquérito em que o empresário foi condenado.

Jornal do Brasil