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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

‘Não tenho medo dos maus juízes, mas do silêncio dos bons juízes’


Eliana Calmon diz que papel do Conselho Nacional de Justiça é fazer ‘mea culpa’ do Judiciário
A corregedora do Conselho Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, participou de reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que vota a proposta de emenda à Constituição que amplia as competências do CNJ
André Coelho / Agência O Globo

BRASÍLIA - A corregedora nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, participa nesta terça-feira de uma audiência publica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal, para debater propostas de emendas à Constituição que asseguram e concedem mais poder ao Conselho. Ela afirmou que a principal dificuldade do órgão que comanda é julgar juizes de segundo grau.

- Estes são os mais deletérios quando se enveredam no mal – disse.

A ministra ainda afirmou que trabalha pelos “bons juízes”:

- Luto pela magistratura séria, e que não pode ser confundida, nem misturada como meia dúzia de vagabundos infiltrados na magistratura.

Eliana afirmou, no Senado, que queria muito ser corregedora “para fazer um pouco mais, para fazer um mea culpa do Poder Judiciário, para falar para nossos juízes que não estamos bem”. A corregedora também criticou as corregedorias locais, onde, segundo ela, há sempre muita dificuldade de investigar juízes. Segundo Eliana, esses órgãos estão “absolutamente despreparados” para atender à demanda necessária.

- Há um ranço de um civilização bonapartista - disse Eliana.

A ministra disse que o CNJ não é um tribunal de exceção e que não garante ampla defesa. É um órgão que, segundo ela, investiga sigilosamente, e se houver necessidade de sindicância, é o plenário quem vai tomar essa decisão.

A ministra classificou como “maravilhosa” a recente decisão o Supremo Tribunal Federal (STF), que deu plenos poderes ao CNJ para investigar os magistrados.

- Tirou a nuvem que pairava sobre a corregedoria – destacou a ministra.

A ministra comemorou a discussão sobre os poderes do CNJ, que segundo ela atingiu toda a sociedade, que discutiu o assunto como se fosse uma “propriedade privada”.

- O assunto foi parar na imprensa, nas redes sociais, nos facebooks da vida. Um órgãozinho daquele. Foi discutido por porteiros e até por doutores, que escreveram artigos em jornal – disse a corregedora.

Durante a audiência, a corregedora defendeu a proposta do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), de ampliar do atual um para cinco anos o prazo para se julgar processo disciplinar contra juízes pela corregedorias.

- Quando chega para fazer inspeções e correções, os processos estão nas gavetas e armários dormindo. Dizem que não há quórum para julgar, e nunca vai haver – defendeu Eliana.

Sobre os desembargadores, a corregedora defendeu também que eles possam ser julgados pelo CNJ. A ministra destacou a dificuldade em julgar esses magistrados, pois segundo ela, eles mantêm fortes relações “de simpatia e de compadrio” em seus estados. Eliana afirmou que considera serem 'permissivas' essas relações, o que ocorre devido a interesses desses juízes em serem eleitos para cargos dentro da estrutura do Judiciário:

- Os malandros são extremamente simpáticos. Não tenho medo dos maus juízes, mas do silêncio dos bons juízes, que se calam quando têm de julgar colegas. Eles não querem se indispor, o coração não esta bom, estão no fim da vida. Mas tem que julgar – disse a corregedora. - Se mexer, não se elege. Os melhores corregedores são aqueles que não têm mais idade para chegar a presidente (dos Tribunais de Justiça).

Eliana Calmon criticou o colégio de corregedores, que não atua da maneira que ela considera ideal. Ela ironizou as reuniões desse colegiado:

- Vira sempre um grande piquenique. As mulheres vão, passeiam... - afirmou Calmon, que anunciou sua presença no próximo encontro, mas advertiu que deseja ter dois dias apenas para seu discurso.

A corregedora disse ainda que está preocupada com a politização do CNJ, fato que está acontecendo em função da visibilidade que o Conselho está tendo. E ainda se defendeu da polêmica causada após ela ter pedido dados fiscais e financeiros de membros do Tribunal de Justiça de São Paulo:

- Não quebrei sigilo bancário e fiscal de ninguém. São Paulo é um estado fechado, que nunca se abriu pra o CNJ. O que fui olhar é patrimônio e folha de pagamentos, só isso.
28/02/12

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Estados Unidos cancelam compra de Super Tucano


Negócio de 355 milhões de dólares envolvia a aquisição de 20 aeronaves da Embraer; operação vinha sofrendo resistência interna, sobretudo no Kansas
 Americanos teriam notado problemas na documentação da Embraer
(Divulgação/Embraer)
                                                  
                                                                        Veja

A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que cancelará o contrato de 355 milhões de dólares com a Embraer para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, citando “problemas com a documentação”. O negócio, que deve ser interrompido, seria o primeiro contrato da fabricante brasileira com a Defesa americana.

De acordo com a Força Aérea, a licitação, que havia sido contestada na Justiça do país pela americana Hawker Beechcraft, será refeita. A fabricante dos EUA entrou com ação judicial em janeiro após sua aeronave, a AT-6, ser excluída da competição. Com a disputa judicial, o processo de aquisição havia sido suspenso.

“Apesar de buscarmos a perfeição, nem sempre atingimos nosso objetivo. Por isso, temos de adotar medidas de correção", disse o secretário da Força Aérea, Michael Donley, em comunicado. "Uma vez que a compra ainda está em litígio, somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor.” Sem entrar em detalhes, o porta-voz do órgão afirmou que o comandante da área de materiais da Força Aérea dos Estados Unidos, Donald Hoffman, ordenou uma investigação sobre o caso.

O contrato, anunciado no final de 2011, provocou resistências nos Estado Unidos, principalmente no estado do Kansas, onde fica a sede da Hawker. Congressistas da região cogitaram entrar com um pedido de investigação internacional para apurar eventual subsídio do Brasil à Embraer. A avaliação dos americanos é que um contrato deste porte, em um setor tão sensível e num momento de crise econômica no país, não poderia ficar com uma companha estrangeira.

Embraer – A reportagem de VEJA entrou em contato com a Embraer. Por meio da assessoria de imprensa, a empresa informa que já está ciente do ocorrido e, neste momento, mobiliza seus executivos para avaliar a situação e estudar os próximos passos. Ainda nesta terça-feira, um comunicado será divulgado pela companhia para comentar o assunto. Por enquanto, a fabricante não se pronuncia.

Em 30 de dezembro, a Força Aérea dos Estados Unidos anunciou que a Embraer e sua parceira Sierra Nevada haviam obtido o contrato para venda de 20 aviões Super Tucano A-29. Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro, quando a Hawker Beechcraft entrou na Justiça. Na ocasião, a Força Aérea disse acreditar que a competição e a avaliação para seleção do fornecedor tinham sido justas, abertas e transparentes.

O Super Tucano A-29, desenvolvido pela Embraer, é atualmente usado por cinco forças aéreas.

Veja abaixo vídeo promocional da Embraer sobre o Super Tucano:

          



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Paulo Henrique Amorim, o “negro de alma branca” e os demônios de cada um de nós






Sempre fico com um pé atrás ao ler/ouvir afirmações enfáticas do tipo “Eu não sou racista”, ou “Fulano não é racista”.

Ela já é perigosa quando dita sobre si mesmo, e mais ainda quando dita sobre o outro, que é o único que deveria saber de si.

Por Ana Maria Gonçalves


Racismo, assim como o machismo ou a xenofobia, é um tipo de sentimento que facilmente contamina quem é exposto a ele, de maneira ostensiva ou velada.

É herdado, não tem muito para onde escapar.

Principalmente em sociedades como a nossa que, durante muito tempo, lutou para esconder a discrepância entre prática e teoria, entre evidências de racismo e manutenção e construção de um modelo de democracial racial que nunca existiu.

O que precisamos fazer é estar atentos a qualquer pensamento racista e combatê-lo ali, no nascedouro, não deixando que se naturalize e domine nosso modo de agir e de pensar.
 

Acho que só assim podemos, brancos e negros, acabar de fato com o racismo (e outros ismos): de maneira individual, consciente e, acima de tudo, honesta.

Não é através de leis ou de ações afirmativas, que defendo e acho mais do que necessárias para que sirvam de proteção e escada enquanto não somos capazes dessa revolução interna.

É o trabalho de cada um, doloroso e vigilante, que pode avançar cada vez que um caso atinge proporções midiáticas, porque nos faz refletir à partir de situações que colocam figuras públicas no ambiente privado, vivenciando situações nas quais às vezes podemos nos reconhecer.

Como humanos e imperfeitos que somos.

Falo agora do recente caso envolvendo os jornalistas Paulo Henrique Amorim e Heraldo Pereira.

Esse é um caso emblemático para entender a manifestação do racismo no Brasil, e que ele também pode ser praticado por pessoas consideradas “do bem”.

Aliás, quase sempre é.

Com raras exceções, nosso racismo é do tipo cordial, daquele que não necessariamente origina leis segregacionistas ou atos de ódio explícito, e por isso é difícil chamá-lo pelo nome que tem.

Racistas convictos ou esporádicos somos todos nós.

É sempre bom lembrar de uma pesquisa realizada pela USP : à pergunta “Você tem preconceito?”, 96% dos entrevistados responderam “não”; à pergunta “Você conhece alguém que tenha preconceito?”, 99% responderam que sim, e quando perguntados quem eram esses preconceituosos, eles disseram que eram amigos próximos, pais, irmãos.

Então, racistas são nossos pais, tios, primos, amigos, namorados, vizinhos.

E não há razões para acreditarmos que somos muito diferentes deles, mesmo porque também somos pais, tios, primos, amigos, namorados ou vizinhos de alguém.

Racistas podem ser pessoas das quais gostamos e pelas quais somos capazes de fazer vista grossa em relação a um ou outro ato que, do nosso ponto de vista, é computado com um deslize, um momento de descontrole, uma atitude isolada.

Para quem não é alvo do ato, é simples assim: um átimo, um momento “não era eu quem estava agindo”.

Para quem o sofre, as consequências podem durar uma vida inteira, como podemos perceber em um trecho do “The envy of the world”, de Ellis Cose:
“Eu me lembro alguns dos incidentes da minha infância que me acordaram para a verdade, incidentes que, algumas vezes de modo doloroso, me apresentaram a diferença entre branco e preto.

(…) Eu tinha ido a Marshall Field Company, uma grande loja de departamentos em Chicago, para comprar um presente para a minha mãe. Enquanto eu circulava na loja imponente, calculando o que meu dinheiro podia comprar em um lugar tão caro e intimidante, percebi que estava sendo seguido – e que meu seguidor era membro da segurança da loja.
De uma seção para outra da Marshal, o guarda me fazia sombra, com sua vigilância marcante e odiosa. Determinado a não me sentir intimidado, continuei a circular, tentando com todas as minahs forças ignorar o homem que estava caminhando praticamente nos meus calcanhares.

Finalmente, incapaz de me conter, virei-me para encará-lo. Gritei alguma coisa – não me lembro mais o que – um uivo de orgulho ferido e ofensa. Ao invés de responder, o homem se manteve firme, encarando-me com uma expressão que combinava diversão e desdém.
Devemos ter nos encarado por vários segundos, até que me toquei de que eu não era mais páreo para ele e seu desprezo do que um rato era para um gato.

Corri pra fora, concedendo a ele a vitória (…) Décadas após aquele dia, lembro precisamente das minhas emoções – a raiva impotente, o ressentimento que fere, a vergonha,  a decepção intensa comigo mesmo (por não me manter firme frente ao ataque silencioso do homem, por permitir que um intolerante fizesse eu me sentir um idiota, por não ser capaz de arranhar a auto-confiança arrogante do guarda.)”
Essa é uma situação mais comum do que se poderia desejar, pela qual já passou a grande maioria dos negros, principalmente meninos negros.

É é uma memória da qual boa parte deles nunca vai conseguir se livrar, porque geralmente marca o início de sua relação com um mundo que vai tratá-los de maneira hostil apenas pelo fato de serem negros.

Alguns conseguem transformar essa mistura intragável de sentimentos em força para o ativismo e lutam para que não muitos depois deles passem por situções semelhantes.

Outros não.

Por isso é prepotente e insensível dizer a alguém o que se deve fazer ou deixar de fazer por se ser quem é.

Ou seria o caso de sairmos por aí cobrando que todas as mulheres estejam o tempo todo louvando as mulheres que, no passado, lutaram pelos direitos das mulheres e para que violência doméstica e estupro, por exemplo, fossem considerados crime.

Militância é para quem pode, quer, aguenta, tem tempo e estômago e, sobretudo, paciência para lidar com os absurdos que são capazes de dizer e fazer aqueles que ainda não conseguiram ou não querem se livrar de certos preconceitos porque, direta ou indiretamente, querendo ou não, sendo ou não complacentes, se beneficiam deles.

Mesmo sendo Heraldo Pereira um negro alienado, como o acusa Paulo Henrique Amorim, o que especificamente confere a Paulo Henrique Amorim o direito de julgá-lo nesse sentido?

                                Leia mais aqui.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tucanos rechaçam mudança em data de prévia



Dois dos pré-candidatos tucanos à Prefeitura de São Paulo, o secretário José Aníbal (Energia) e o deputado Ricardo Tripoli, disseram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) hoje que não aceitam a mudança da data da prévia, marcada para 4 de março

Alckmin chamou os dois para uma conversa no Palácio dos Bandeirantes na manhã de hoje. Falou sobre a entrada do ex-governador José Serra na disputa e os sondou sobre a possibilidade de mudança na data da eleição interna – o grupo serrista quer mais tempo para aglutinar apoios em torno do nome do ex-governador.

Aníbal e Tripoli disseram que topavam a entrada de Serra na corrida, mesmo fora da data de inscrição da prévia – o prazo para inscrição foi no dia 14 de fevereiro. Mas que o ex-governador deveria se submeter ao pleito do próximo domingo e também deveria comparecer ao último debate entre os pré-candidatos, marcado para amanhã à noite.

Alckmin também informou que conversou com os outros dois pré-candidatos, os secretários Bruno Covas (Meio Ambiente) e Andrea Matarazzo (Cultura), e que eles devem anunciar a saída da prévia entre hoje e amanhã. Os dois abriram mão depois que Serra se dispôs a disputar.

Na conversa, Alckmin também falou que, diferentemente de 2004, quando teve que entrar em campo e desmarcar a pré-convenção então agendada para que Serra disputasse a Prefeitura, desta vez não pediria aos pré-candidatos que não concorram.

Os Antibrasileiros (VII)



Uma análise ligeira do perfil caracterizador das mulheres que formam o esquadrão ministerial da presidente impressiona pela semelhança de comportamentos, de vocabulários e, interessante salientar, de semblantes, por espelharem a dureza de suas almas, empedernidas pelos recalques da vida.

Mulheres estranhas!
Por Aileda de Mattos Oliveira

A ideologia que alimenta esses pobres espíritos é tal uma fôrma que molda o caráter de cada uma dentro de uma mesma linha de fabricação.

Daí, a produção em série.

Excetuando-se a apagada Ana de Hollanda, as demais assemelham-se às chefes de disciplina em orfanatos de crianças, na Inglaterra do século XIX.


O azedume que se estampa nas faces dessas mulheres, o voltarem-se para a negação do ser e não para a sobrevivência dele são sinais indicadores de que a obsessão doutrinária, a lavagem cerebral, a despersonalização de si mesmas são os fatores que as levaram a abraçar causas tortas que se opõem à natureza das coisas.


Declararem-se a favor de desvios morais, a fim de fazer crer que a igualdade de natureza sexual é idêntica à igualdade de direitos e deveres como cidadãos, é manipularem a letra da lei; é afrontarem os sentimentos da sociedade, é desvirtuarem as naturais tendências de cada pessoa, é levarem-na à degradação. Aproveita-se essa gente da ignorância e da alienação, estados deploráveis em que, infelizmente, a sociedade teima em permanecer.


Não tenho simpatias por padres nem por nenhuma das alas da Igreja, principalmente a CNBB, contudo, não posso deixar de reproduzir as palavras do bispo de Assis (SP), D. José Benedito Simão, presidente da Comissão da Vida, deste mesmo segmento da Igreja. Sendo ele lutador em prol da vida, revidou as palavras da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Política para Mulheres, já que é defensora da prática do aborto, logo, da morte.


Diz o bispo, segundo o ESTADÃO.COM.BR (Política), em 13/2/2012: A ministra “é uma pessoa infeliz, mal-amada, e irresponsável” que “adotou uma postura contra o povo e a favor da morte”.


A escolha dessa ministra foi um dos muitos erros de dona Dilma por manter-se arraigadamente com um pé no passado, o que justifica ser o seu governo retrógrado, por congregar à sua volta elementos incapazes, de uma época que não deseja considerar ultrapassada.

Injetou no seu pensar, ter a obrigação de trazer de volta a escória de seus antigos “aparelhos”, para tirar uma lasca do poder e, com ele, do dinheiro público.


O que se estranha é que a Secretaria destinada a uma política para as mulheres seja dirigida por estranha mulher, com estranha filosofia de vida (ou de morte). Aliás, traz desconfiança qualquer entidade, departamento, ministério, instituição que tenham, na sua designação, uma identificação especificadora de sexo, etnia ou religião.

Uma Secretaria destinada a mulheres, também não é uma discriminação?

Não é a maneira dissimulada de considerar as mulheres dependentes do Estado e, portanto, peças maleáveis nas mãos ásperas do governo?

Não é uma forma de manipular as de baixa renda e obrigarem-nas a abortarem ou a outro ato abominável qualquer?


Toda a atenção será pouca em relação às atividades desta Secretaria, e acompanhar quais ações vão ser postas em prática é um dever e, como tal, não se pode relegar.

Afinal, a própria ministra declarou ter aprendido a prática de fazer aborto, em 2004, sem ser médica.

Ainda a mesma fonte anterior (ESTADÃO.COM.BR), em 14/2/2012, informa que “a ministra afirma que foi para a Colômbia aprender a fazer aborto pelo método Amiu (Aspiração Manual Intrauterina).

O mais grave nesta informação é que “Segundo ela, (continua o jornal virtual) a entidade feminista da qual participava tinha como objetivo "autocapacitar" mulheres para "lidar com o aborto", mesmo sem conhecimentos de medicina.” Isto faz lembrar o nazismo.


O que pretende esta Secretaria fazer com as mulheres, de pouco ou nenhum conhecimento sobre as consequências que recairão no seu próprio corpo? Que sanha é esta de destruição da vida humana?


Quais argumentos terão as autoridades para fechar clínicas clandestinas, os chamados “açougues”, se a própria ministra agiu (ou age) clandestinamente? Quem tem poder, pode? Quem não tem, dane-se? Afinal, a lei é ou não aplicável a todos?


Será possível que essa presidente atabalhoada não acerte a mão, pelo menos uma vez?


É imperioso que busque em centros de inteligência alguém mais equipado intelectualmente e de mãos limpas, já que dentro de suas hostes a qualidade de recursos humanos é precária.


É igualmente imperioso que reconheça, o quanto antes, a pobreza de espírito dos que a rodeiam, o que lhe concede, e ao Lula, o galardão de governantes que reuniram o maior número de ministros e assessores incompetentes e corruptos, na história política brasileira, tanto no campo do desvio do dinheiro público, quanto no desvio dos mais caros valores da dignidade humana.

Neste, então...


Como o Brasil aguenta, não se sabe.

Aileda de Mattos Oliveira éProf.ª Dr.ª em Língua Portuguesa.

Articulista do Jornal Inconfidência.

Membro da Academia Brasileira de Defesa.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Incêndio em base do Brasil deixa ferido e 2 desaparecidos na Antártida -



Incêndio em base do Brasil deixa ferido e 2 desaparecidos na Antártida

- exclusivo -


Um incêndio atingiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, base da Marinha do Brasil na Antártida, deixando um militar ferido e dois desaparecidos.

Segundo a Marinha, o acidente aconteceu no local onde ficam os geradores de energia, por volta das 2h (horário de Brasília) deste sábado (25).

Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as causas.

O militar ferido já não corre risco de morte. Ele recebeu os primeiros socorros na estação polonesa de Arctowski e depois foi levado para a base chilena Eduardo Frei.

A Marinha e o Ministério da Defesa não confirmam se os dois militares desaparecidos estariam mortos.

Os nomes deles também não foram divulgados ainda.

Ao todo, 30 pesquisadores e um alpinista que auxilia nos estudos estão na estação chilena. Eles serão levados para Punta Arenas, no Chile, por um avião da Força Aérea Argentina. De lá, um avião disponibilizado pela Força Aérea Brasileira os trará de volta para o Brasil.

Os 15 integrantes do chamado "Grupo-Base", militares da Marinha que fazem a manutenção da estação, ainda estão trabalhando no combate ao incêndio.

Além deles, outros 12 funcionários da Marinha vão permanecer na base brasileira na Antártida.

Dois navios argentinos, dois botes poloneses e três helicópteros chilenos prestam apoio no controle.

Um navio-polar da Marinha do Brasil, que estava estacionado no sul do Chile. está se dirigindo à Antártida para auxiliar a ação.
                                             
              Por
 
25/02/2012

Governo esconde naufrágio de barco com 10 mil litros de óleo na Antártida



Acidente ocorreu em dezembro e foi mantido em sigilo para evitar repercussão internacional

Sergio Torres
O Estado de S. Paulo

RIO - Uma chata (embarcação de fundo chato usada para transporte de carga) rebocada pela Marinha afundou em dezembro no litoral da Antártida com uma carga de 10 mil litros de óleo combustível.

Poluente, o produto não vazou, mas está a 40 metros de profundidade e a 900 metros da praia onde fica a Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira no continente. Um compartimento dentro da embarcação armazena o diesel.

O naufrágio vem sendo mantido em sigilo tanto pela Marinha quanto pelos ministérios que integram o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) – Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores e Minas e Energia e Defesa.

Não houve vítimas no acidente.


O Brasil é signatário de tratados de preservação ambiental na Antártida e, portanto, se comprometeu a não poluir o continente.

Sem divulgação oficial por parte do governo, chega na próxima semana à Baía do Almirantado, onde a chata foi a pique, os navios de socorro Felinto Perry, da frota da Marinha, e Gulmar Atlantis, contratado pela Petrobrás.

O Felinto Perry é especializado em resgate de submarinos, além de outras operações complexas.


Mergulhadores da Petrobrás, treinados para atuar em acidentes que envolvem vazamentos nas estruturas de exploração e produção de petróleo, participarão da tentativa de resgate.

O planejamento prevê o içamento da chata por boias e guindaste, para que o gasoil artic (combustível anticongelante produzido pela Petrobrás para a ação brasileira na Antártida) possa ser retirado do meio ambiente antes que comece a vazar.


É uma operação considerada de risco, por causa do clima inóspito da região.

Clima. A chata afundou em consequência do mau tempo. Estava sendo rebocada para a terra por quatro embarcações pequenas quando, possivelmente por causa do vento forte e do mar agitado, ela naufragou. Não havia marinheiros a bordo, pois a chata não tem tripulação.

Flutuante sem motor ou qualquer outro tipo de propulsão própria, a embarcação só navega a reboque. Sua função é cargueira. A que naufragou na Antártica tinha fundo reforçado e paredes duplas, para dificultar os vazamentos de óleo.

A chata servia à Estação Antártica. Cabia a ela transportar para a terra os combustíveis líquidos trazidos pela Marinha para o abastecimento da base. O gasoil artic permanece armazenado em 17 tanques.

Leia mais.

24 de fevereiro de 2012
O governo brasileiro escondeu naufrágio de embarcação carregada com combustível

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Quadrilheiros de Lula e Dirceu tentam blindar cúmplices da "Gaviões"




Um delegado ligado ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-presidente Lula assumiu a coordenação das “investigações” do ato de banditismo de dirigentes de escolas de samba de São Paulo. O delegado Mauro Marcelo, ex-diretor-geral da Agencia Brasileira de Inteligência (Abin) do governo Lula, aprecia a tese de que o roubo de votos foi orquestrado por meia dúzia de escolas. O objetivo seria dificultar a punição dos envolvidos: afinal, ficaria muito complicado punir seis escolas e a Liga.

Cortina de fumaça
O número maior de escolas acusadas inviabilizaria o rebaixamento da Casa Verde e Gaviões da Fiel, que de fato estariam por trás do crime.
Ordem é ‘melar’
Assim como os bandidos tentaram “melar” a apuração, a ideia dos lulistas, segredada a esta coluna, é “melar” a punição dos Gaviões.

Impunidade à vista
Na blindagem, primeiro alega-se é que “é preciso aguardar a conclusão do inquérito”; depois, “aguardar a sentença transitada em julgado”.
Já o PCC...
O delegado Mauro Marcelo poderia aproveitar e investigar suspeitas de suposto envolvimento de membros da Gaviões da Fiel com o PCC.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Planos seguem emperrados sob Dilma



Demissões de ministros, somadas ao estilo centralizador da presidente, atrapalham continuidade de projetos; eleições pioram cenário




JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA
O Estado de S.Paulo

As oito demissões involuntárias de ministros - sete por suspeitas de irregularidades e malversação do dinheiro público e um por rebeldia - ao longo do primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff têm causado problemas de continuidade nos projetos tocados pelas pastas. O cenário, somado ao perfil centralizador de Dilma, que fiscaliza diretamente todos os projetos de auxiliares, engessa obras e planos e irrita ministros que refutam a pecha de lentos e improdutivos.

O próprio ministro Aloizio Mercadante (PT), ao deixar a pasta da Ciência e Tecnologia e ser transferido para a Educação, brincou dizendo que a presidente é uma "espancadora de projetos", pois preocupa-se excessivamente com os mínimos detalhes e ordena reiteradas vezes que propostas sejam refeitas.

Projeto mais do que prometido pelo governo é o que visa regulamentar a compra de terra por estrangeiros. Por enquanto, segundo informações do Palácio do Planalto, está em exame, sob a coordenação da Advocacia-Geral da União (AGU). Dilma quer ler o texto final antes de enviá-lo ao Congresso.

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), projeto considerado prioritário pela presidente, é outro que não andou ainda. Quanto à proposta que regulamenta a radiodifusão - pelo qual setores do governo anseiam que contenha um controle social da mídia, o que é rejeitado pela presidente - é outro que está parado. Foi feito no final do governo de Lula pelo então ministro Franklin Martins (Comunicação Social), mas segue na gaveta.

Enrolada mesmo é a compra de novos caças para a Aeronáutica.

O plano existe desde 2002, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso. Na Era Lula (2003-2010) foi tão falado que criou uma onda de agitação no mercado mundial de aeronaves de combate e mobilizou um forte lobby por parte das indústrias de aviões dos Estados Unidos, Suécia e França.

Lula chegou a dizer que preferia os Rafale franceses. Mas Dilma Rousseff sentou-se em cima da proposta.


Minas e Energia. Ministérios como o de Minas e Energia não tiveram problemas com troca de titulares, mas nem por isso conseguiram concluir suas propostas.

Uma delas é o Código de Mineração, que o ministro Edison Lobão (PMDB) pretendia apresentar em junho. Dilma mandou refazê-lo várias vezes.

De acordo com informações do Palácio do Planalto, por se tratar de um tema que a presidente domina (ela foi ministra do setor sob Lula), exige sempre novos estudos.

Leia mais.

23 de fevereiro de 2012

Ala das Graciosas






Por Augusto Nunes

Grupo liderado pela presidente e ornamentado, até agora, por cinco destaques:


Graça Foster, Eleonora Menicucci (no meio, à esquerda), Iriny Lopes (no meio, à direita), Erenice Guerra e Ideli Salvatti.




Leia mais aqui.


Paulo Henrique Amorim é condenado por racismo contra jornalista



O Tribunal de Justiça de Brasília condenou o jornalista Paulo Henrique Amorim a se retratar e a pagar uma multa de R$ 30 mil ao também jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo.

A sentença proferida pelo juiz Daniel Felipe Machado considerou os comentários de Amorim em seu blog Conversa Afiada como racistas e ofensivos.

Na ocasião, o jornalista da TV Record chamou o colega de profissão de "negro de alma branca" e insinuou que Heraldo fosse empregado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.


Após uma audiência de conciliação no dia 15 de fevereiro, ficou decidido que Amorim deverá "publicar nos jornais Correio Braziliense e Folha de S. Paulo, nos cadernos de política, economia ou variedades", no prazo de 20 dias, um texto com o título "Retratação de Paulo Henrique Amorim Concernente à Ação 010.01.1.043464-9".
Nos jornais, Amorim terá que assinar a um texto dizendo "que reconhece Heraldo Pereira como jornalista de mérito e ético; que Heraldo Pereira nunca foi empregado de Gilmar Mendes; que apesar de convidado pelo Supremo Tribunal Federal, Heraldo Pereira não aceitou participar do Conselho Estratégico da TV Justiça; que, como repórter, Heraldo Pereira não é e nunca foi submisso a quaisquer autoridades; que o jornalista Heraldo Pereira não faz bico na Globo, mas é empregado de destaque da Rede Globo; que a expressão 'negro de alma branca' foi dita num momento de infelicidade, do qual se retrata, e não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de 'racismo'".

Após a retratação pública, ficou decidido que Paulo Henrique Amorim terá que efetuar uma doação no valor de R$ 30 mil, divididos em 6 parcelas iguais.

A primeira parcela deverá ser paga no dia 15 de março, a uma instituição de caridade indicada por Heraldo.

A Justiça ainda ordenou que Paulo Henrique Amorim retirasse o texto de seu blog e publique a retratação indicada pelo juiz.


23 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Após tumulto e vandalismo, Mocidade é declarada campeã do Carnaval



Após confusão
que interrompeu a apuração do Carnaval de São Paulo, a Mocidade Alegre foi declarada a campeã de 2012.

A escola foi a única a tirar nota 10 em todos os quesitos.


DE SÃO PAULO

A agremiação desfilou com enredo baseado no livro "Tenda dos Milagres", de Jorge Amado, para tratar de temas como a escravidão e a cultura afro-brasileira. Este é o oitavo título da história da escola.
Rubens Cavallari/Folhapress
Mais cedo, torcedores lotaram a quadra da Mocidade Alegre

O resultado da apuração foi divulgado na noite de hoje por Paulo Sérgio Ferreira, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba e da Vila Maria.


Segundo ele, foi feita uma votação para definir como seria o resultado: 7 dos 12 presidentes de escolas aprovaram a manutenção das notas até o momento da interrupção. Os cinco votos vencidos queriam a anulação da apuração.

Com isso, em segundo lugar ficou a Rosas de Ouro, seguida por Vai-Vai, Mancha Verde e Unidos de Vila Maria. Pela previsão inicial, as cinco escolas devem voltar ao sambódromo na sexta (24) para o desfile das campeãs, com as duas primeiras colocadas do Grupo de Acesso.
CONFUSÃO

À tarde, durante a apuração das duas últimas notas das escolas, um integrante da Império de Casa Verde invadiu a área onde as notas eram lidas, pegou e rasgou os documentos. A confusão se espalhou, e um carro alegórico que estava estacionado em um pátio do sambódromo foi incendiado.

Segundo a polícia, o rapaz que invadiu a área da apuração é Tiago Ciro Tadeu Faria, 29. Ele acabou detido depois, com outras quatro pessoas. O advogado dele, Eduardo Moraes, foi à delegacia mas não quis dar entrevista.

Enquanto os suspeitos eram ouvidos e representantes das escolas discutiam o resultado da apuração, integrantes da Mocidade comemoravam antecipadamente, na quadra da escola. Como a definição demorou, a festa foi cancelada.

Ficaram em penúltimo e último lugares, respectivamente, as escolas Pérola Negra e Camisa Verde e Branco. Elas devem ser rebaixadas e desfilar em 2013 pelo Grupo de Acesso.

Josélia Alves, diretora da Camisa, disse que vai entrar na Justiça contra o resultado. Ela quer que o Carnaval deste ano seja cancelado.

Sebastião Moreira-18.fev.12/Efe

HISTÓRIA

A Mocidade foi fundada em 24 de setembro de 1967 por um grupo de amigos, e é carinhosamente chamada de "Morada do Samba". Seu barracão, no bairro do Limão (zona norte de SP), é conhecido pelo ambiente familiar e acolhedor.

A escola ostenta as cores vermelho e verde, é presidida por Solange Cruz Bichara Rezende. Marcos Rezende, mais conhecido como mestre Sombra, acumula as funções de vice-presidente e mestre da bateria nota 10 da escola.

Logo após o início da sua fundação, a escola venceu os Carnavais de 1971 ("São Paulo e Seus Carnavais"), 1972 ("São Paulo, Trabalho, Seresta e Samba") e 1973 ("Odisseia de uma Raça"). Depois de um jejum de sete anos, voltou a vencer em 1980 com o enredo "Embaixadas do Sonho e Bamba - A Festa do Povo".

Novamente a agremiação amargou um jejum de títulos até o ano de 2004, com uma homenagem à cidade de São Paulo --os 450 anos da cidade foram comemorados em 2004-- com o samba-enredo "Do Além-Mar à Terra da Garoa... Salve Esta Gente Boa".

Em 2007 a escola voltou a vencer com o enredo "Posso ser Inocente, Debochado e Irreverente... Afinal, Sou O Riso dessa Gente!!!". Em 2009, outro título foi conquistado com o enredo ""Da Chama da Razão ao Palco das Emoções... Sou Máquina, Sou Vida... Sou Coração Pulsando Forte na Avenida!!!"

No ano passado, a escola havia ficado em 7º e nem chegou a desfilar com as campeãs.
21/02/2012


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Gaviões do Lula não aceita a derrota e promove briga no sambódromo



Vergonha no sambódromo paulista

Por O EDITOR

Gaviões da Fiel, que desfilou Lula, promove briga e quebra-quebra, inconformada com o resultado.

A falta de espírito esportivo é um câncer.


Leia aqui.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sem justificativas






Cuba nunca deixou de constar, de alguma forma, da agenda da política externa brasileira.

Mesmo, é claro, quando, na ditadura militar, a ilha era a materialização da ameaça comunista próxima à fronteira.
 O GLOBO

Por uma dessas contingências irônicas da História, o general presidente Ernesto Geisel chegou a ficar do mesmo lado de Fidel Castro na defesa do MPLA na descolonização de Angola.

Veio o início da redemocratização, em 1985, e, logo no ano seguinte, com José Sarney na presidência, as relações diplomáticas entre osdois países foram reatadas.

Não havia mesmo motivo para mantê-las congeladas. Até por complementaridades econômicas, a mais evidente delas a especialização dos dois países na agroindústria canavieira.

O tema ganharia forte tonalidade político-ideológica em 2003, com a chegada a Brasília, na caravana vitoriosa do PT, de militantes com fortes laços com Havana, alguns do círculo de amizade dos irmãos Castro.

Passou a existir altoteor de passionalidade no trato com a ilha. Como o antiamericanismo feroz é traço do DNA da esquerda latino-americana, a política externa brasileira foi reciclada para atuar nesta frequência.

Daí deriva, entre outros, o erro estratégico da aposta, com todas as fichas, na Rodada de Doha, para compensar o bombardeio da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), malquista por ter se originado em Washington, numa operação de que a Argentina kirchnerista e o Brasil lulopetista participaram com grande alegria, sob aplausos do caudilho Hugo Chávez e do ditador Fidel. No fim, o Brasil e parceiros no Mercosul ficaram sem Doha e sem Alca.

Até mesmo em questões sensíveis como direitos humanos e, dentro deles, a condução de situações delicadas como o asilo político, o Brasil desconsiderou a longa tradição de profissionalismo do Itamaraty.

Foi assim na inominável deportação de dois lutadores de boxe cubanos, Guilhermo Rigoundeaux
  e Erislandy Lara, competidores no Pan do Rio, em 2007, cujo pedido de asilo foi negado, quando estava no Ministério da Justiça Tarso Genro, atual governador do Rio Grande do Sul.

Para completar o desatino, o repatriamento foi feito, de forma sugestiva, em avião venezuelano (!). Os dois, felizmente, conseguiram depois escapar de Cuba.

Lula, ainda presidente, desembarcar em Havana na morte de um prisioneiro político em greve de fome, deixar-se fotografar com Raúl e Fidel como velhos companheiros em férias no Caribe, e, na volta ao Brasil, comparar os detidos cubanos por delitos de opinião a presos comuns é uma excrescência, se vista do ângulo dos direitos humanos, mas coerente com a visão ideológica míope desta geração de filhos de Fidel.
O mesmo viés explica o fato de a presidente Dilma Rousseff, também em viagem à ilha, equiparar o tratamento abjeto dado a islâmicos acusados de terrorismo, presos na base americana de Guantánamo, aos crimes da ditadura cubana.

São questões diferentes.


O descumprimento da própria legislação americana na base é inaceitável, e isso pode ser criticado livremente nos Estados Unidos. O mesmo não ocorre com uma ditadura de pouco mais de meio século que transformou Cuba em grande prisão.


Se a democracia e os direitos humanos são fundamentais para a Humanidade — e são —, nada pode justificar um regime que os desrespeite.


Sequer alegados avanços sociais.

Mesmo porque as sociedades mais avançados são as em que há mais liberdade.

Se há tantos avanços, por que Cuba não abre as fronteiras?


 20/02/12

Charge



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