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domingo, 26 de maio de 2013

NA VEJA – Os lobistas José Dirceu e Erenice Guerra se juntam para facilitar negócios de seus clientes com o governo federal




Tremei, Brasília!


Temei, Brasil!


Por Reinaldo Azevedo


Dois potentados no lobismo se uniram: José Dirceu e Erenice Guerra, ambos ex-ministros da Casa Civil. O objetivo é facilitar os negócios de seus clientes com o governo federal. Não é mesmo espantoso? Se os novos ministros do Supremo não caírem na conversa do Zé, logo ele estará na cadeia. Mas continua a ser um dos poderosos de Brasília. Leiam trechos de reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques. A íntegra segue na edição impressa.
*
(…)
Assim como [Joé] Dirceu, [Erenice] montou um escritório de advocacia, reuniu uma carteira de clientes na iniciativa privada e também lucra oferecendo acesso ao poder. A novidade é que os dois ex-ministros agora estão operando juntos. Montaram em Brasília uma joint venture do lobby — uma parceria que atende empresas e empresários interessados nos mais variados negócios com o governo.

José Dirceu, antes de ser condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, era o “consultor” preferido das grandes empreiteiras, das empresas de telefonia e de bancos. Erenice Guerra, há menos tempo no mercado, tem seu nicho de atuação nas empresas e fundos de pensão com interesses ligados ao Ministério de Minas e Energia, onde trabalhou. O empresário Flávio Nunes Rietmann é um ex-executivo do banco Cruzeiro do Sul, liquidado no ano passado pelo Banco Central. Ele também é dono de uma corretora de valores e negocia títulos de pouca liquidez. No início de março, o empresário participou de uma reunião no escritório de Erenice Guerra. O encontro, segundo confidenciou um dos presentes, foi agendado por José Dirceu. Rietmann queria a ajuda da ex-ministra para passar à frente títulos a um fundo de pensão, numa operação que poderia movimentar mais de 100 milhões de reais. As partes envolvidas dividiriam uma comissão de 10% sobre o valor final do negócio. Numa demonstração de poder, pelo telefone, Erenice convocou ao seu escritório Fábio Resende, diretor da Previnorte, o fundo de pensão dos funcionários da Eletronorte. O funcionário chegou em poucos minutos, ouviu uma breve explanação sobre o negócio e recebeu uma ordem: “É para comprar”.
(…)


Leia a reportagem da revista para saber como os interesses de José Dirceu e Erenice acabaram se encontrando e qual é o principal elo entre eles. Essa, como chamarei?, união de talentos tem um braço operativa até na Secretária-Geral da Presidência, cujo titular é Gilberto Carvalho. É o novo Brasil!

Fábio Resende, da Previnorte, saindo do escritório de Erenice: ela chama, ele obedece

25/05/2013

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Por incrível que pareça, Erenice está de volta. E transitando nos bastidores do… Tribunal de Contas da União!




Por Reinaldo Azevedo

Soa incrível, inacreditável mesmo!, a qualquer pessoa razoável, mas é verdade.

Erenice Guerra, aquela!, está de volta aos negócios.

E, para não variar, são negócios que envolvem dinheiro público.


Quando vemos um julgamento como o que está em curso no Supremo, é justo que aumentem as esperanças de um país mais decente. Mas o caminho até o fim da impunidade é longuíssimo.

O Brasil já estava longe de ser um exemplo antes de o petismo se instalar como poder hegemônico no país.

Depois disso, as coisas pioraram bastante.

Por quê?

Porque essa hegemonia incontrastável supõe a criação de uma rede de influências que se imiscui em todos os setores do estado.

Vejam o caso desta senhora!

Depois do conjunto da obra, o natural seria que se dedicasse, sei lá, a negócios concernentes apenas à área privada.

Mas não!

Como se informa abaixo, transita com desenvoltura nos bastidores do Tribunal de Contas da União, nada menos!

Fazendo o quê?

Não dá para saber, só para desconfiar.

Leia o texto.
*
Na VEJA.com:
Afastada da Casa Civil em 2010 após a revelação, por VEJA, da existência de um balcão de negócios operado por seu filho, Israel Guerra, no coração do governo, a ex-ministra Erenice Guerra voltou a tratar de negócios públicos, agora nos bastidores do Tribunal de Contas da União (TCU).

Ex-braço direito da presidente Dilma Rousseff, ela circula por gabinetes de ministros debatendo processos sobre a concessão das linhas interestaduais de ônibus. O documento deve ser lançado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 2013.

Levantamento nas agendas de parte dos ministros, neste ano, confirmam pelo menos três encontros da ex-ministra. De acordo com fontes do tribunal, Erenice recolheu informações e discutiu a situação de processos envolvendo a concessão.

A licitação definirá o futuro de um setor que fatura 3 bilhões de reais anuais, e esbarra no lobby das grandes viações do país, autoras de ação no TCU contra o plano de outorgas de mais de 1.600 linhas. Erenice marca audiências e transita no tribunal na condição de advogada. Segundo a corte, ela não consta como representante de nenhum cliente nos processos em tramitação. Nos últimos três meses, Erenice esteve duas vezes no gabinete do ministro José Múcio. Ex-colega de governo Lula, com quem disputou vaga no TCU, ele é relator do processo de acompanhamento do plano de outorgas.

A primeira reunião, às 10 horas do dia 2 de julho, foi realizada na presença do chefe da Secretaria de Fiscalização de Desestatização 1 (Sefid-1), Adalberto Santos de Vasconcelos, responsável pelo relatório que embasará a decisão. A segunda foi às 11h de 8 de agosto, seis dias antes de a área técnica terminar seu pronunciamento e enviá-lo ao relator para que elaborasse seu voto. O julgamento estava previsto para quarta-feira, mas foi retirado de pauta pelo ministro.

No mesmo dia, Erenice esteve no gabinete de Walton Alencar e, na saída, foi acompanhada por ele à porta do elevador do Anexo III, onde fica o gabinete. Na semana seguinte, às 11 horas de 17 de agosto, os dois se reuniram, conforme mostra a agenda. O ministro é relator de outro processo, no qual a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) pede a anulação da concessão das linhas. A entidade representa as maiores viações do País, que mantêm o controle do transporte interestadual há 24 anos, com autorização do governo, embora a Constituição determine a licitação de serviços públicos.

No processo, a Abrati alega que o plano de outorgas está em desacordo com o marco regulatório do setor e carrega “riscos sociais”, como a demissão de milhares de profissionais. Com base em relatório da Sefid 1, Walton indeferiu o pedido, mas a associação recorreu. A relatoria foi transferida para Ana Arraes. Desde setembro, o caso aguarda pronunciamento da ministra.

Questionada pelo jornal O Estado de S. Paulo no TCU após uma audiência, Erenice disse que estava ali na condição de advogada, mas não quis detalhar quais eram seus clientes ou processos de interesse. O jornal perguntou ao TCU, por meio da Lei de Acesso à Informação, em quais processos Erenice está constituída como advogada. A ouvidoria do tribunal informou, em 20 de setembro, que nem ela nem a irmã Maria Euriza Alves de Carvalho, sócia da ex-ministra numa banca do Lago Sul, estão constituídas como procuradoras em processos.

Tarifas

A ANTT aguarda a aprovação do TCU para marcar o leilão. A tarifa-teto prevista é 7,5% mais baixa, em média, que a praticada hoje. O valor pode cair mais, conforme as propostas das empresas. As viações terão de usar frota de, no máximo, dez anos e, em média, cinco. Outra exigência é atuar em mais de 161 cidades.

Erenice não retornou aos contatos da imprensa em seu escritório. A irmã e sócia de Erenice, Maria Euriza, disse que a empresa não tem casos relacionados a concessões. “Se ela atua no processo, atua como advogada, e advogado não tem de declarar a relação que tem com o processo.”

Informada de que a irmã não consta como advogada no TCU, Euriza respondeu: “Se ela não está constituída, como é que o tribunal a deixou tratar do assunto?” Euriza reiterou que Erenice não atua como lobista: “Trabalha como advogada. Como lobista ela não trabalha nem nunca trabalhou”.

Procurado pela imprensa, o TCU não respondeu aos questionamentos, alegando não ter sido possível, na quinta-feira, contato com o ministro José Múcio.

O chefe da Sefid 1, Adalberto de Vasconcelos, estava no tribunal, mas não respondeu à mensagem enviada para seu e-mail pessoal e para a assessoria de imprensa.

O ministro Walton Alencar disse que Erenice, em audiência, apenas o comunicou que passaria a atuar como advogada no tribunal.

A Abrati não se pronunciou.

(Com Agência Estado)

Na Rede de Escândalos, entenda o Caso Erenice
19/10/2012


segunda-feira, 30 de julho de 2012

As provas que a procuradora não enxergou estão no email em que o filho de Erenice mostra como subir na vida sem ter cérebro


 



Por Augusto Nunes

Dono de uma empresa de transporte aéreo, Fábio Baracat aceitou em abril de 2010 a proposta feita pelo aprendiz de lobista Israel Guerra. Em troca de R$ 25 mil por mês pela “consultoria”, mais a taxa de sucesso de 6% sobre o valor de cada negócio fechado com o governo, o filho de Erenice Guerra cuidaria de abrir-lhe portas federais fechadas a brasileiros que não cresceram no colo de uma chefe da Casa Civil (e melhor amiga de Dilma Rousseff).

Por um contrato de R$ 84 milhões com os Correios, por exemplo, Baracat pagou a Israel R$ 5 milhões.

Além da prestação mensal.

Baracat foi um dos muitos empresários, todos interessados em acertos com o governo, que engrossaram a relação de clientes da arapuca armada por Israel Guerra e Vinícius de Oliveira Castro, assessor da Casa Civil. Quando VEJA revelou a movimentação da dupla nas catacumbas de Brasília. Vinicius afastou-se imediatamente do local do crime. O sócio majoritário tentou explicar-se com uma espantosa sopa de letras enviada à direção de VEJA, por email, em 14 de setembro de 2010.

Confira o texto transcrito em negrito e sem correções.

Volto em seguida.
“No final do mês de dezembro do ano de 2009, o sr. Fábio Baracat, me procurou com o problema de que a empresa ao qual se dizia sócio, e que inclusive, apregoava que estava assumindo o controle total, a MTA Linhas Aéreas, estava quase expirada sua autorização para voar e solicitando ajuda no sentido de trabalhar e resolver tal situação. Informei ao senhor Fábio que, estando cumpridas todas as regras e requisitos de segurança operacional, havia a possibilidade legal prevista na legislação vigente, da concessão de outorga pelo Diretor Presidente da ANAC, pelo expediente AD REFERENDUM, conquanto a empresa também estivesse regular quanto suas obrigações jurídico fiscais. Eu construí a argumentação e o embasamento legal da referida peça e a encaminhei ao representante legal da empresa aqui na cidade de Bsb, que a protocolou no órgão competente. Por razão deste serviço prestado, solicitei a gentileza de meu irmão, que a CAPITAL emitisse nota fiscal contra a pessoa jurídica indicada pelo senhor Fabio Baracat para cobrança do pagamento. Os documentos fiscais e contábeis, encontram-se a disposição para eventuais esclarecimentos.

Cumpre informar que conheci o sr. Fabio em meados de 2008, apresentado a mim pelo meu amigo e compadre Vinicius e que durante certo período, foi de meu círculo de amigos, tendo inclusive, sido apresentado em momento social, a minha mãe, que a época, era Secretária Executiva da Casa Civil, na condição de amigo meu, nada mais do que isto.

Ressalto que não houve a busca por clientes, mas sim, um suposto empresário, que a época se dizia uma amigo, que na verdade era um agenciador de cargas para a mencionada empresa aérea, solicitando a produção de um trabalho, junto a área do direito aeronáutico que eu detenho relativo conhecimento, e este trabalho foi produzido e apresentado de maneira satisfatória ao órgão regulador pelo procurador constituído a época dos fatos. Me foi perguntado, se já havia recebido “empresários” e feito negociatas no escritório Trajano e Silva. Informo que isto nunca ocorreu, já fui lá inúmeras vezes, visto que meu tio trabalha no referido escritório e sou bacharelando em Direito, sendo que constantemente, vou ao escritório para a complementação de minha graduação e que, inclusive, a época em que fiz o trabalho acima mencionado para o senhor Fábio, solicitei a permissão de recebê-lo na sala de reuniões do escritório, visto que não dispunha de espaço razoável para expor o trabalho feito ao referido “empresário” Fábio Baracat.

Por último esclareço, que a época da constituição da CAPITAL, meu irmão me solicitou que esta fosse registrada no meu endereço residencial, em razão da impossibilidade financeira de estabelecer o escritório numa sala comercial, ademais, meu irmão me informou que deu entrada no encerramento da empresa já no início deste ano corrente

Espero ter respondido aos questionamentos”.

Nem Lula conseguiria fabricar esse desfile de frases sem pé nem cabeça, vírgulas fora de lugar, substantivos na contramão, plurais guilhotinados, adjetivos bêbados, concordâncias desatinadas e outros assombros.

Nem um manifesto subscrito pela direção do PT conseguiria juntar num único besteirol tantos desmentidos inconvincentes, fantasias indecorosas e desculpas esfarrapadas.

O texto comunica aos berros que, sem a ajuda clandestina da mãe poderosa (a quem confessa ter apresentado Baracat, mas “na condição de amigo”), o garotão estaria condenado ao desemprego perpétuo.

Demonstra que, sem o amparo da Casa Civil, Israel não seria convidado para intermediar sequer a negociação da gorjeta entre o freguês e o garçom do botequim. Só um napoleão de hospício fantasiado de empresário pagaria mais que 10 reais por um “embasamento legal” rabiscado pelo analfabeto funcional.

Na semana passada, a procuradora Luciana Marcelino Martins solicitou o arquivamento do inquérito aberto para apurar o caso. As investigações da Polícia Federal prosseguem, mas Erenice e seu filhote se livraram do primeiro balaio de maracutaias porque a representante do Ministério Público não encontrou motivos para suspeitar da família Guerra. Se ler o email com a merecida atenção, Luciana topará com as provas contundentes que jura ter procurado.

A menos que ache possível subir na vida sem ter cérebro, a doutora vai descobrir que enxergou um consultor honesto onde o Brasil que pensa só consegue ver um filho da mãe.

30/07/2012


terça-feira, 12 de junho de 2012

Para mostrar a força da tropa, Dirceu planeja a Marcha pela Impunidade dos Bandidos




“O PT não róba nem deixa robá”


Por Augusto Nunes

Vencido pelo padeiro de Ibiúna em 1968, paralisado pelo medo nos anos 70, debilitado pela arrogância crescente nas décadas seguintes, José Dirceu foi definitivamente derrotado pelo tamanho do prontuário em 2005, quando se descobriu que o chefe da Casa Civil do governo Lula também chefiava a quadrilha do mensalão.

Mas o revolucionário de araque está sempre pronto para perder mais uma, constatou o post publicado neste espaço em junho de 2010.

Continua o mesmo, avisa a discurseira beligerante no congresso nacional de uma certa União da Juventude Socialista.

Assustado com a aproximação de 1° de agosto, quando o Supremo Tribunal Federal começará a decidir o destino dos mensaleiros, Dirceu pediu à plateia, como Fernando Collor às vésperas da queda, que não o deixe só. “Todos sabem que este julgamento é uma batalha política”, fantasiou o réu soterrado por provas que permitem condená-lo por corrupção ativa e formação de quadrilha.

Depois de tirar do armário o trabuco imaginário, declarou-se pronto para mais um combate. “Essa batalha deve ser travada nas ruas também, porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas”, caprichou Dirceu na pose de inocente injustiçado.

“É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês”.

O guerrilheiro de festim não se emenda. Ele vive repetindo o blefe que inaugurou em 2005, logo depois de perder o emprego por excesso de patifarias.

”Vou percorrer o país para mobilizar militantes do PT, dos sindicatos e dos movimentos sociais”, preveniu o então deputado federal num encontro do partido em São Paulo.

”Temos de defender o governo de esquerda do presidente Lula do golpe branco tramado pela elite e por conservadores do PSDB e do PFL”. Passou as semanas seguintes mendigando socorro até aos contínuos da Câmara, teve o mandato cassado em dezembro e deixou o Congresso chamando o porteiro de “Vossa Excelência”.

Passados sete anos, o sessentão que finge perseguir o socialismo enquanto caça capitalistas com negócios a facilitar assumiu formalmente o comando do regimento de mensaleiros que luta para livrar-se da cadeia. Sempre dedilhando a lira do delírio, promete liderar mais uma ofensiva do que chama de “forças progressistas e movimentos populares”, codinome que abrange os pelegos da União Nacional dos Estudantes Amestrados, os vigaristas das centrais sindicais, os blogueiros estatizados e outras aberrações que só esbanjam competência no assalto aos cofres públicos.

E que ninguém se atreva a acionar os instrumentos de defesa do Estado de Direito, previne. Como informa a novilíngua do stalinismo farofeiro, usar a polícia para conter badernas é “repressão política”.

Lembrar que, por determinação constitucional, figura entre as atribuições das Forças Armadas a neutralização de ameaças à ordem democrática é coisa de golpista.

No país que Lula inventou, a corrupção institucionalizada só existe na imaginação da mídia golpista.

Nesse Brasil Maravilha, Erenice Guerra é uma dama de reputação ilibada, Antonio Palocci prosperou honestamente, Dilma Rousseff é uma pensadora, Lula é o gênio da raça e o partido segue honrando a frase que Dirceu declamava fantasiado de vestal: “O PT não róba nem deixa robá”.

O mensalão, claro, é uma farsa montada pela imprensa. E os que ousam defender a lei não sabem com quem estão falando.

“Como se trata de uma batalha política, mostraremos nossa força”, blefou de novo o guerrilheiro que nunca lidou com balas de chumbo. O mais recente surto do mitômano sem cura reafirma que, para ele, o País do Carnaval não consegue enxerrgar diferenças entre fato e fantasia.

Como não para de repetir-se, faço questão de repetir-me: um ataque de tropas comandadas por um Zé Dirceu só consegue matar de rir.

Qualquer torcida organizada de time de futebol mobiliza mais militantes que o PT. As assembleias sindicais são tão concorridas quanto uma reunião de condomínio. Sem as duplas sertanejas, os brindes e a comida de graça, as comemorações do 1° de Maio juntariam menos gente que quermesse de lugarejo.

Os movimentos sociais morreriam de inanição uma semana depois de suprimida a mesada federal.

“Guerreiro do povo brasileiro!”, berram algumas dezenas de milicianos durante os palavrórios do general da banda podre.

Estão todos convidados a exibir seu poder de fogo com um desfile paramilitar na Avenida Paulista, aberto pelo revolucionário de festim e engrossado por todos os integrantes do exército fora-da-lei. Seria a primeira Marcha pela Impunidade dos Bandidos desde o Dia da Criação.

 12/06/2012

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ala das Graciosas






Por Augusto Nunes

Grupo liderado pela presidente e ornamentado, até agora, por cinco destaques:


Graça Foster, Eleonora Menicucci (no meio, à esquerda), Iriny Lopes (no meio, à direita), Erenice Guerra e Ideli Salvatti.




Leia mais aqui.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ouça o áudio da entrevista em que Roberto Rocha revela ter pago propina na Casa Civil



Ouça o áudio da entrevista em que Roberto Rocha revela ter pago propina na Casa Civil

O deputado narra como Vladimir Muskatirovic, atual chefe-de-gabinete do ministério, pediu 100 000 reais para destravar uma pendência no governo, e conta que uma prestação de 20 000 reais foi de fato entregue

Na edição desta semana, VEJA revela que o deputado e empresário Roberto Rocha, do PSDB do Maranhão, foi extorquido pela Casa Civil, em 2007, para resolver um problema no governo federal.


O achacador foi Vladimir Muskatirovic, advogado e atual chefe-de-gabinete da Casa Civil, apadrinhado pelas ex-ministras Dilma Rousseff e Erenice Guerra, com as quais trabalha desde o começo da administração petista.

Conhecido como “Vlad”, o assessor cobrou 100 000 reais de propina do deputado Rocha.

Era a taxa para que a Presidência da República autorizasse uma transferência de cotas da TV Cidade, retransmissora da Record no Maranhão, da qual o deputado é sócio.

Com o ato, Rocha passaria a ser o dono da TV.


O deputado narrou o episódio a VEJA em entrevista gravada de uma hora e três minutos.

Contou que teve uma reunião sobre o assunto na Casa Civil, na presença de Erenice e do assessor Vlad.

Logo depois, veio a cobrança.

Ele afirmou à reportagem que, dali em diante, coube ao seu funcionário e secretário, Ivo Icó, negociar com Vlad.


Rocha confirmou ter pago 20 000 reais de sinal. Apesar disso, não conseguiu resolver seu problema.


Abordado por outros veículos de comunicação, Rocha admitiu a extorsão, mas negou ter pago propina.


Ouça trechos da entrevista em que Rocha fala da cobrança da propina e do posterior pagamento de um sinal para que a autorização de que ele necessitava fosse concedida. "É coisa de saúde pública porque fede!", diz o deputado.


Roberto Rocha explica que coube ao seu secretário, Ivo Icó, negociar com Vlad.

“Não foi comigo que eles (Casa Civil) trataram isso. Do mesmo jeito que ela (Erenice) não tratou, eu não tratei. Trataram entre eles (os funcionários)”.


Prossegue Rocha: “Depois de muita conversa, terminou sendo feito de outra forma. Não daquele tamanho (100 000 reais), mas foi feito (o pagamento). Foi feito, mas não foi executado. Absolutamente nada”.
VEJA também gravou entrevista com Ivo Icó. Ele confirmou ter mantido tratativas com o assessor Vlad: “Ele estava intermediando o caso e deixou claro que havia gente acima dele que resolveria. Ele deu a garantia que, com o pagamento, resolveria”.
19/10/2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O abraço das afogadas - Augusto Nunes


Erenice Guerra é o nervo exposto de Dilma Rousseff.

É a chaga viva, a ferida que não cicatriza, o estigma irremovível, o sinal riscado a faca.


Por vontade de Dilma, Erenice acumulou durante sete anos o posto de braço-direito e a chefia da quadrilha formada por parentes e agregados.

Quando Dilma deixou o gabinete, foi a pedido da Mãe do PAC que Lula instalou no comando da Casa Civil a Mãe da Bandidagem.

No palácio abandonado pelo rei do palanque, Erenice mandou e desmandou desde o começo da campanha.

Acobertou negociatas, transformou o gabinete em gazua a serviço do filho arrombador de cofres, foi coiteira dos larápios de estimação, ganhou dinheiro sujo como nunca.

Livre de vigilância, sem medo de castigos, assumiu interinamente a Presidência e expandiu as fronteiras da capitania envilecida.

Anexou a Anac, a Infraero, o Ministério de Minas e Energia.

Foi ela quem expropriou os Correios e escolheu a nova diretoria da estatal hoje em avançado estado de decomposição.

Agora, açulada por ciros e dirceus, Dilma tenta repetir o velho truque: acusar o adversário de fazer o que faz o PT. O candidato da oposição deve deter imediatamente a ofensiva dos prontuários.

Se alguém no PSDB cometeu crimes, que seja punido já. Se a denúncia é caluniosa, que acione a Justiça. Em qualquer hipótese, o país que pensa exige que Serra introduza no próximo debate na TV, numa das perguntas de um minuto, o escândalo da Casa Civil.

Cinquenta segundos bastarão para o resumo da ópera. Foi Dilma quem pariu, criou e protegeu Erenice Guerra.

Foi a herdeira do pajé da tribo do mensalão quem transformou em sucessora a matriarca da família fora-da-lei.

Durante sete anos, sempre juntas, as melhores amigas fizeram compras e dossiês. Sempre juntas, trancaram numerosos esqueletos no armário.
Mas Dilma jura que Erenice roubou sozinha.

Feita a sinopse, Serra precisa apresentar à oponente as três opções possíveis.

Se nunca suspeitou das bandalheiras na sala ao lado, Dilma é uma administradora inepta, incapaz de selecionar assessores e, portanto, despreparada para chefiar o governo.

Se desconfiou de algo e não agiu, pecou por leniência e está, portanto, desqualificada para o cargo.

Se descobriu alguma patifaria e preferiu calar-se, é cúmplice ─ e lugar de comparsa é o banco dos réus, não um palanque.

Nos 10 segundos restantes, bastará a Serra perguntar se Dilma sabia ou não sabia das bandalheiras protagonizadas pela melhor amiga (e repetir a pergunta, para que ela não finja que não entendeu).
Qualquer que seja a resposta, será consumado o abraço das afogadas.

 Direto ao Ponto

13/10/2010

domingo, 10 de outubro de 2010

Escândalo na Casa Civil


Nova denúncia envolve turma de Erenice nos Correios


Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, direção indicada por ela aprovou um contrato com uma empresa aérea superfaturado em 2,8 milhões de reais

Na Veja

O presidente dos Correios, David José de Matos, e a diretoria da estatal aprovaram um contrato superfaturado em 2,8 milhões de reais para favorecer uma empresa de carga aérea.

A contratação, feita pela nova direção da estatal nomeada pela então ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, manobrou para ressuscitar, em agosto, uma licitação que havia sido cancelada três meses antes pelo comando demitido da estatal.

Os documentos que registram a transação foram obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo e estão publicados em sua edição deste domingo.

Os documentos obtidos pelo jornal paulista mostram que a nova diretoria, empossada no dia 2 de agosto, entregou para a Total Linhas Aéreas um contrato de R$ 44,3 milhões.

E concluiu o negócio em apenas duas semanas, em meio à crise que derrubou Erenice da Casa Civil da Casa Civil
depois das revelações feitas por VEJA de que um esquema de tráfico de influência operava dentro do ministério.

A licitação nos Correios foi assinada pelo presidente Davi de Matos e seus diretores aprovarem no dia 15 de setembro.



Um dia depois, Erenice foi forçada pelo Palácio do Planalto a pedir demissão.

O contrato foi publicado no Diário Oficial da União de 4 de outubro, um dia depois do primeiro turno da eleições.

No período de um ano, a Total vai transportar cargas dos Correios no trecho Fortaleza-Salvador-São Paulo-Belo Horizonte.


Histórico – A Total havia sido desclassificada da licitação em 2 de junho, quando o pregão para o serviço estipulava o pelo preço máximo de 41,5 milhões de reais. A única empresa a se apresentar foi a Total, mas com uma oferta de 47 milhões de reais, que foi recusada pelos Correios. Como a Total não aceitou baixar o preço, a licitação foi anulada.


Já em agosto, com a ajuda do Coronel Eduardo Artur Rodrigues da Silva, então nomeado diretor de operações e um dos personagens principais na crise dos Correios, a Total conseguiu o contrato por 44,3 milhões de reais.


O artigo 48 da Lei de Licitações determina que sejam desclassificadas "propostas com valor global superior ao limite estabelecido".

Já o artigo 40 veda faixas de variação em relação a preços de referência.

O coronel Artur, no entanto, à frente da Diretoria de Operações, recomendou a contratação por um preço 2,8 milhões de reais acima do primeiro valor estipulado.

Num relatório de 13 páginas para justificar sua posição, ele afirma que os métodos dos Correios para chegar a uma estimativa "não são absolutamente precisos". "Fato este que permite a homologação excepcional de licitações por valor acima do previamente estimado em decorrência da variação normal de mercado e desde que haja interesse público", diz.


O parecer do ex-diretor foi submetido em 15 de setembro ao comando dos Correios.

David José de Matos, amigo e colega de Erenice desde os tempos em que trabalharam na Eletronorte, dirigiu a reunião que aprovou a contratação da Total por 44,3 milhões de reais, vigorando por 12 meses.

O contrato foi publicado na semana passada. Na ata estão os nomes dele, do coronel Artur e dos diretores Décio Braga de Oliveira, Ronaldo Takahashi de Araújo, José Osvaldo Fontoura e Nelson Luiz de Freitas.

No dia seguinte à assinatura, Erenice Guerra pediu demissão da chefia da Casa Civil, em meio ao escândalo envolvendo assessores e parentes dentro do governo.

O coronel Artur demitiu-se no dia 19 de setembro, depois de vir a público que ele era testa de ferro de um empresário argentino na empresa aérea MTA, que também mantém contratos com os Correios.



10.10.2010


sábado, 18 de setembro de 2010

A familia trombadinha

Marido de Erenice está em um negócio que pode render R$ 100 milhões saídos
dos cofres públicos


A VEJA desta semana traz outra história edificante, desta vez envolvendo o atual marido de Erenice Guerra, José Roberto Camargo Campos (foto).

Ele convenceu uns amigos, que tinham uma minúscula empresa, a disputar o mercado de telefonia móvel em São Paulo.

Em 2005, a Unicel, tendo Camargo como diretor comercial, conseguiu uma concessão da Anatel para operar em São Paulo.

Por decisão pessoal do então presidente da agência, Elifas Gurgel, a empresa ganhou o direito de entrar no mercado.

A decisão foi contestada na Anatel, mas Erenice entrou na parada, e tudo foi resolvido. Os que eram contra mudaram de idéia e foram promovidos.

Sim, foi assim mesmo, leitor.

A empresa está no vermelho e acumula dívidas de R$ 20 milhões.

Desastre?

Não!

Leia a revista para saber como o Plano Nacional de Banda Larga — que apelidei aqui de “Bandalheira Larga” — pode render à Unicel a bolada de R$ 100 milhões.

Quem cuidava do PNBL, para o qual se anunciou a dinheirama de R$ 14 bilhões?

Erenice!

Quem é o operador do programa?

Gabriel Boavista Lainder.

Quem é Lainder?

Um ex-funcionário da Unicel.

Quem o indicou para o cargo?

O marido de Erenice.

“O marido da Erenice é um cara que admirava meu trabalho. Ela me disse que precisava de alguém para coordenar o PNBL”.

Qual é o endereço da Unicel?

Um modestíssimo escritório onde também funciona uma empresa de mineração do… marido de Erenice.

Leia a reportagem. Os detalhes são deliciosamente (para eles) sórdidos.

A revista traz ainda toda a ramificação da Família Erenice no governo e nas estatais.

É impressionante!

Chegou a hora de Dilma repetir a declaração de Lula de 2005:

“Fui traída”
18/09/2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O pecado capital do petismo

O pecado capital do petismo

A sequência dos lances que culminaram na demissão da ministra-chefe da Casa Civil confirma um traço grotesco da política brasileira no governo Lula.

Erenice Guerra não foi demitida porque ocupou o cargo com postura incompatível com a função que exercia.

Caiu porque tornou-se um incômodo à Presidência e ao partido às vésperas de uma eleição que pode selar a permanência do aparato petista no poder.

A revelação da história de Israel Guerra por VEJA não causou constrangimento ao governo. Desencadeou apenas uma mobilização partidária voltada à blindagem de Dilma Rousseff.

O próprio presidente assumiu as rédeas da espinhosa missão de afastar a candidata do caso – como se fosse possível separar a conduta de Erenice, auxiliar de fidelidade canina, da maneira como Dilma conduzia a Casa Civil.

Afinou o discurso com a equipe e costurou a proteção à candidata.

Não contava com a incompetência da ministra.

Erenice selou seu próprio destino ao assinar nota virulenta e tola, que atacava o adversário José Serra e recolocava o escândalo na esfera eleitoral.

Tivesse submetido o texto ao crivo da Secretaria de Comunicação do governo, zelosa do favoritismo de Dilma nas pesquisas e ciente da necessidade de esfriar a temperatura do episódio, Erenice poderia ter escapado à guilhotina.

Mas cometeu o pecado capital do petismo.

A falha moral passou batida, mas a nota que pôs uma pedra no caminho da manutenção do poder foi castigada com rapidez exemplar.

16/09/2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

No Brasil de Lula, bandido de estimação não precisa nem ter cérebro para ficar milionário

O e-mail do filho de Erenice comprova que, no Brasil de Lula, bandido de estimação não precisa nem ter cérebro para ficar milionário

O e-mail enviado à direção de VEJA por Israel Guerra é uma prova de muitos crimes.

O conteúdo, um desfile de desmentidos inconvincentes, confirma as delinquências divulgadas pela revista.

A descoberta de que a forma foi revisada no Planalto acrescenta alguns crimes hediondos aos prontuários do bando que transformou a Casa Civil em gazua.

Claro que todos os envolvidos nas bandalheiras leram a sopa de letras.

É certo que Erenice aprovou o texto assinado por seu garoto.

Como se apresenta como advogada, deve ter prontamente confiscada a carteirinha da OAB. Israel, que se proclama “bacharelando em direito”, deve ser devolvido ao curso primário.

E todos ─ mãe, filho, parentes e agregados ─ merecem o imediato enquadramento por atentados contra a gramática, linchamento da ortografia e tentativa de assassinato da língua portuguesa.

O lado bom da coisa é que o e-mail produzido a muitas mãos já se transformou em documento histórico.

Daqui a muitos anos, a leitura do amontoado de cretinices ajudará a compreender como eram as cabeças que governaram o Brasil durante a Era da Mediocridade.

Confiram o palavrório, reproduzido sem correções:

No final do mês de dezembro do ano de 2009, o sr. Fábio Baracat, me procurou com o problema de que a empresa ao qual se dizia sócio, e que inclusive, apregoava que estava assumindo o controle total, a MTA Linhas Aéreas, estava quase expirada sua autorização para voar e solicitando ajuda no sentido de trabalhar e resolver tal situação. Informei ao senhor Fábio que, estando cumpridas todas as regras e requisitos de segurança operacional, havia a possibilidade legal prevista na legislação vigente, da concessão de outorga pelo Diretor Presidente da ANAC, pelo expediente AD REFERENDUM, conquanto a empresa também estivesse regular quanto suas obrigações jurídico fiscais. Eu construí a argumentação e o embasamento legal da referida peça e a encaminhei ao representante legal da empresa aqui na cidade de Bsb, que a protocolou no órgão competente. Por razão deste serviço prestado, solicitei a gentileza de meu irmão, que a CAPITAL emitisse nota fiscal contra a pessoa jurídica indicada pelo senhor Fabio Baracat para cobrança do pagamento. Os documentos fiscais e contábeis, encontram-se a disposição para eventuais esclarecimentos.

Cumpre informar que conheci o sr. Fabio em meados de 2008, apresentado a mim pelo meu amigo e compadre Vinicius e que durante certo período, foi de meu círculo de amigos, tendo inclusive, sido apresentado em momento social, a minha mãe, que a época, era Secretária Executiva da Casa Civil, na condição de amigo meu, nada mais do que isto.

Ressalto que não houve a busca por clientes, mas sim, um suposto empresário, que a época se dizia uma amigo, que na verdade era um agenciador de cargas para a mencionada empresa aérea, solicitando a produção de um trabalho, junto a área do direito aeronáutico que eu detenho relativo conhecimento, e este trabalho foi produzido e apresentado de maneira satisfatória ao órgão regulador pelo procurador constituído a época dos fatos. Me foi perguntado, se já havia recebido “empresários” e feito negociatas no escritório Trajano e Silva. Informo que isto nunca ocorreu, já fui lá inúmeras vezes, visto que meu tio trabalha no referido escritório e sou bacharelando em Direito, sendo que constantemente, vou ao escritório para a complementação de minha graduação e que, inclusive, a época em que fiz o trabalho acima mencionado para o senhor Fábio, solicitei a permissão de recebê-lo na sala de reuniões do escritório, visto que não dispunha de espaço razoável para expor o trabalho feito ao referido “empresário” Fábio Baracat.

Por último esclareço, que a época da constituição da CAPITAL, meu irmão me solicitou que esta fosse registrada no meu endereço residencial, em razão da impossibilidade financeira de estabelecer o escritório numa sala comercial, ademais, meu irmão me informou que deu entrada no encerramento da empresa já no início deste ano corrente

Espero ter respondido aos questionamentos.

Atenciosamente,

Israel Guerra

Só Lula, promovido a inimputável pela intelectuália companheira, pode produzir impunemente um desfile tão obsceno de frases sem pé nem cabeça, vírgulas fora de lugar, substantivos na contramão, plurais guilhotinados, adjetivos bêbados, concordâncias dissonantes e outros assombros. Todos os envolvidos na construção desse monumento à estupidez são desprovidos de raciocínio lógico. Não conseguem contar uma história infantil com começo, meio e fim.

Se Israel Guerra é mesmo estudante universitário, a faculdade que frequenta merece ter as portas lacradas. Sem o socorro da mãe, estaria condenado ao desemprego perpétuo. Um cérebro baldio não sabe articular negócios de grosso calibre. Sem o amparo da Casa Civil, não seria convidado sequer para intermediar uma transação entre o garçom e o freguês do botequim. Quem escreve uma coisa dessas não tem neurônios suficientes para ligar um nome ao sobrenome. Graças aos poderes maternos, Israel Guerra finge que pensa para ganhar dinheiro como lobista.

No Brasil de Lula, bandido de estimação já nem precisa ter cérebro para continuar em liberdade e virar milionário.
15.Setembro.2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nota de Erenice caracteriza, entendo, abuso de poder político. A ser assim, é crime!



Erenice Guerra, militante petista e cabo eleitoral de Dilma Rousseff, num caso evidente, entendo, de abuso de poder político, usa a sua condição de ministra de estado e divulga uma nota que está abaixo de qualquer exigência do decoro, da ética e da moralidade .




Sua nota segue em vermelho.

Comento em azul.

1. Encaminhei aos Ministros Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, e Luis Paulo Teles, da Justiça, ofícios em que solicito que se procedam todas as investigações necessárias no sentido de apurar rigorosamente os fatos relatados em matéria publicada pela revista Veja, em sua edição mais recente, e que envolvem tanto minha conduta administrativa quanto a de familiares meus.

Não é Erenice quem decide o que deve e o que não deve ser investigado na República. Controladoria-Geral da União e Ministério da Justiça são, ou deveriam ser, órgãos de estado.

2. Espero celeridade e creio na exação e competência das autoridades às quais solicitei tais apurações.

O ministro da Justiça já avisou que Erenice não será investigada. O ridículo é tal que se vai apurar, no papel ao menos, tráfico de influência praticado pelo filho, como se ele, que não é nada além do rebento de Erenice, tivesse “influência” a traficar. Não tem; ela sim.

3. Reafirmo ser fundamental defender-me de forma aberta e transparente das mentiras assacadas pela revista Veja. E assim o faço diante daquela que já é a mais desmentida e desmoralizada das matérias publicadas ao longo da história da imprensa brasileira.

Mentiras uma ova!

O primeiro a confirmar o que há de mais importante na reportagem — a evidência de tráfico de influência — foi Israel Guerra, seu filho.

A própria ministra admitiu hoje que ele recebeu uns “R$ 100 mil a titulo de consultoria”.


4. Lamento, sinceramente, que por conta da exploração político-eleitoral, mais que distorcer ou inventar fatos, se invista contra a honra alheia sem o menor pudor, sem qualquer respeito humano ou, no mínimo, com a total ausência de qualquer critério profissional ou ética jornalística.

Esse governo, e isso inclui Erenice, não tem condições técnicas e éticas de avaliar “ética jornalística” de ninguém, até porque mantém, a soldo, uma vasta rede de maledicência e usa recursos públicos para “comprar” consciências.

5. Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um “fato novo” que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado.

Bem, nesse trecho, a meu ver, está caracterizado o crime de abuso de poder político.

Por que Serra está sendo atacado?

Quem está falando aí?

A titular de um órgão do estado?

Não!

É a militante do PT, embora o faça pilotando a máquina do Ministério.

A nota só serve para mobilizar a rede suja da Internet, que espalha a patifaria de que reportagens de que o PT não gosta nascem de conspirações de seus adversários.

A guerra — sem trocadilho — não se dá só contra a VEJA, não, mas contra a imprensa independente de um modo geral.

O partido tem sido bem-sucedido nesse seu esforço.

Acusa o jornalismo de parcialidade, muita gente se preocupa e se esforça, então, para demonstrar o contrário.

Destaque-se ainda a incrível arrogância  ao classificar o presidenciável da oposição, que nem adversário seu é, de “candidato aético e já derrotado” e “rejeitado pelo povo brasileiro”.

Erenice expressa, assim, a compreensão que esse governo tem da democracia.

Caso Serra venha a perder a eleição, não será porque teve menos votos, mas porque “foi rejeitado pelo povo”.

Isso não é linguagem própria a uma ministra de estado, mas a quem se dedica à pistolagem política.

Trata-se de uma visão fascistóide do poder.

Ora, dizer o quê?
Seu chefe pregou ontem em Santa Catarina que o DEM seja “extirpado” da política.

Esses caras usam a maioria que a urna lhes deu para solapar a democracia que os elegeu.

Uma nota como essa, de resto, não sai do fígado de Erenice, não!

Isso é cuidadosamente planejado.

O texto certamente passou pelo crivo de Franklin Martins, o ministro da Verdade.



6. Pois o fato novo está criado e diante dos olhos da Nação: é minha disposição inabalável de enfrentar a mentira com a força da verdade e resoluta fé na Justiça de meu país, sem medo e sem ódio.

Aqui o cinismo baba, não é?

A gente vê como não existe ódio no coração dessa senhora.

Suas palavras são de um incrível esmero institucional.

Ao lê-las, a gente pensa logo numa autoridade exemplar.

Erenice Guerra
Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República14 de setembro de 2010″

Ah, bem, desculpem-me comentar até assinatura, mas não resisto!

Se é Euriza, Eudacy e Euricélio, dessa verdadeira dinastia de patriotas que serve ao Estado brasileiro, então a ministra está errada até no próprio nome: é EUrenice.


Pilhéria à parte, a nota da ministra da Casa Civil evidencia o grau de degradação institucional que está aí.

E, por óbvio, caso Dilma seja eleita, tudo tende a piorar.

Por que digo isso?

Erenice já é o jeito Dilma de fazer as coisas — como se nota, ele pode ser um pouco mais brutal do que o jeito Lula.

A nota da ministra caracteriza, entendo, um caso escancarado de abuso de poder político porque Serra, do PSDB, não disputa a eleição contra Dilma, do PT.

A disputa se dá contra a máquina do estado, mobilizada para “extirpar” os adversários da política.

E isso é uma característica do fascismo, não da democracia.


14/09/2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Escândalo causa 1ª baixa na Casa Civil



Por Luciana Marques

A Casa Civil sofreu a primeira baixa após escândalo envolvendo Israel Guerra, filho da ministra da pasta, Erenice Guerra. O assessor jurídico da Casa Civil, Vinícius Castro, pediu demissão na manhã desta segunda-feira – resultado da repercussão negativa do caso levado à tona em reportagem de VEJA desta semana.

Castro é parceiro de Israel Guerra na empresa Capital Assessoria e Consultoria.

Era ele quem recebia – em encontros com empresários – a propina de 6% sobre o valor de negócios fechados com o governo federal.

No papel, a mãe do assessor, Sônia Castro, aparece como sócia da consultoria. Na realidade, ela seria laranja do filho, já que reside no interior de Minas Gerais e trabalha com venda de queijos.

Investigação - A ministra Erenice Guerra encaminhou, nesta segunda, à Comissão de Ética Pública da Presidência um ofício solicitando que as denúncias apontadas por VEJA sejam apuradas e que ela mesma seja investigada.

No documento, Erenice diz que ela e seu filho abrem mão do sigilo de informações bancárias, fiscais e telefônicas.
A ministra afirma ainda estar disposta a dar mais esclarecimentos sobre o episódio.
Aparelhamento

Não é só o filho de Erenice Guerra que possui influência política sobre negócios milionários do governo.

A irmã dela, Maria Euriza Alves Carvalho, também utilizou o cargo de confiança que tem no Ministério de Minas e Energia para contratar sem licitação o escritório de advocacia do próprio irmão delas.

A denúncia foi apontada em matéria desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo,

A funcionária contratou por 80.000 reais, em setembro de 2009, o escritório Trajano e Silva Advogados – cujo sócio era Antônio Alves Carvalho, irmão de Maria Euriza e de Erenice.
Reportagem de VEJA mostrou que o escritório é o mesmo utilizado por Israel Guerra e Vinícius Castro para despachar com clientes.

O advogado da campanha de Dilma Rousseff Márcio Silva também trabalha no local, mas nega qualquer envolvimento com o caso.

13/09/2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Escândalo de proporções surpreendentes: Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil e sucessora de Dilma Rousseff no cargo, assessores e servidores públicos – incluindo um filho de Erenice – negociavam contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de propina.

Filho de Erenice Guerra comanda esquema de lobby no Planalto

Reportagem de VEJA revela acordos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de propina. Ministra-chefe da Casa Civil participava de negociações

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, participam da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em 26 de agosto de 2010 (Sérgio Lima/Folhapress)

A edição de VEJA desta semana traz à tona um escândalo de proporções surpreendentes. Em nome de Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil e sucessora de Dilma Rousseff no cargo, assessores e servidores públicos – incluindo um filho de Erenice – negociavam contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de propina.

Diante do noticiário político-policial, o resumo da ópera poderia soar algo rotineiro, não fosse a precisão dos detalhes descritos na reportagem.

Desde abril de 2009, o desfecho das negociatas acontecia no 4º andar do Palácio do Planalto, onde fica a Casa Civil, exatamente acima do gabinete do presidente da República, e onde a então secretária executiva da pasta Erenice Guerra despachava em favor dos interesses de seu filho, Israel Guerra.


“Fui informado de que, para conseguir os negócios que eu queria, era preciso conversar com Israel Guerra e seus sócios”, revelou Fábio Baracat, um empresário que participou de reuniões com Erenice em busca do fechamento de contratos com os Correios.

O filho da ministra é sócio da Capital, uma consultoria especializada em intermediar as negociações entre empresas e governo. Cobrando um valor de 6%, denominado no contrato como “taxa de sucesso”, Guerra fechou com Baracat um acordo de 84 milhões de reais. Dono de uma empresa de transportes aéreos, o empresário forneceria seus serviços para os Correios.


A propina de 6%, conforme apurado exclusivamente por VEJA, serviria para saldar “compromissos políticos”.
Além da 'taxa', pagamentos mensais eram exigidos pelos assessores da Casa Civil. Tudo isso rendeu a Israel Guerra a quantia de 5 milhões de reais.


Para chegar na descoberta do esquema e dos meandros da licitação fraudulenta, VEJA entrevistou lobistas, advogados, clientes do esquema, teve acesso a comprovantes bancários, e-mails, contratos e notas fiscais.

Toda a documentação comprova o funcionamento de uma central de lobby à sombra do Palácio do Planalto.

 

A influência de Erenice, hoje titular do cargo mais importante depois do presidente da República, foi utilizada para satisfazer interesses particulares e, por que não?, partidários.


O polvo no poder



O esquema no alto escalão do governo também incluía Vinicius Castro, funcionário da Casa Civil, e Stevan Knezevic, servidor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ambos parceiros de Israel Guerra.

Como a Capital era sediada na casa de Guerra, o trio recorria a um escritório de advocacia em Brasília para despachar com os clientes.

Ali trabalha gente importante. Um dos advogados é Marcio Silva, coordenador em Brasília da banca que cuida dos assuntos jurídicos da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

Outro é Antônio Alves Carvalho, irmão de Erenice Guerra.

A consultoria da família Guerra também tinha acesso a vários órgãos de governo. Em favor da empresa de Fábio Baracat, a Capital intercedeu, por exemplo, na Anac.

Para renovar a licença de voo da MTA Linhas Aereas, Baracat depositou 120.000 reais na conta da consultoria no Banco do Brasil.

O pagamento contemplou a distribuição de proprina na Anac.

O empresário também revela que os protagonistas do escândalo agiam com cuidado.


Nos encontros com a ministra Erenice, deveria estar livre de canetas, relógios, celulares ─ enfim, qualquer aparelho que pudesse gravar as conversas.

Em resposta à reportagem, Erenice Guerra mandou um assessor informar que “o seu sigilo bancário está disponível para verificação”.
Em VEJA desta semana


11 de setembro de 2010

FILHO DE ERENICE, QUE É SOMBRA DE DILMA, COMANDA INTERMEDIAÇÃO MILIONÁRIA DE VERBA PÚBLICA

A MÃE DE TODOS OS ESCÂNDALOS 1

FILHO DE ERENICE, QUE É SOMBRA DE DILMA, COMANDA INTERMEDIAÇÃO MILIONÁRIA DE VERBA PÚBLICA





Veio à luz a mãe de todos os escândalos do governo Lula-Dilma.

É muito mais grave do que o mensalão.

Israel Guerra, filho da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra — sucessora de Dilma na pasta e seu braço-direito, como todos sabem —, montou um grupo para fazer a intermediação de verbas públicas.

Ele cobra uma taxa de sucesso: 6%.

É pouco?

Erenice, que já andou metida em outros casos nada republicanos do governo Lula, participou de reuniões.

IMPORTANTE: a um empresário com o qual o grupo fez negócios, Erenice deixou claro:

a dinheirama cobrada era para “saldar compromissos políticos”.



A matéria de capa da VEJA é de estarrecer.

Posts abaixo, reproduzo trechos da reportagem de Diego Escosteguy, que contou com a colaboração de Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Gustavo Ribeiro e Paulo Celso Pereira.

Ainda que espantosos, dão uma idéia pálida do que vai na revista. Eis um exemplar que se deve ter à mão como documento de um tempo.


A “Carta ao Leitor” de VEJA, que segue abaixo, faz uma síntese do caso.


Dilma (à dir.) também tem a sua criatura: Erenice Guerra.
Uma manda, a outra obedece



Leiam:

“A reportagem desta edição de VEJA revela que Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, braço direito de Dilma Rousseff enquanto ela foi a incontrastável ministra-chefe da Casa Civil e sua sucessora na pasta, comanda um escritório de lobby em Brasília que trabalha azeitando negócios de empresários com o governo.

A Casa Civil fica no 4° andar do Palácio do Planalto, exatamente acima do gabinete do presidente da República. Fossem os tempos que correm menos relativos em termos éticos, isso bastaria para deixar clara a inadequação do arranjo familiar montado no ministério mais próximo de Lula e mais poderoso da hierarquia administrativa do país.

Existem evidências de que a ministra, pessoa da intimidade e da mais estrita confiança de Dilma Rousseff, é responsável pelo sucesso dos negócios do filho com órgãos públicos.

Empresários que desfrutaram da confiança de Israel e Erenice contam que a ministra participa de reuniões com clientes do filho e se compromete a abrir portas.

O caso assume feições nigerianas de gestão pública quando a reportagem desce a detalhes do que se passa logo acima da cabeça do presidente.

Um empresário do setor aéreo contou como conseguiu contratos de 84 milhões de reais nos Correios mediante a intervenção direta de Erenice Guerra, a cuja presença ele foi levado pelo filho.

O negócio só saiu depois de assinado compromisso de pagamento de uma “taxa de sucesso” de 6% do valor dos contratos, cujo destino manifesto pelos lobistas-familiares-assessores-militantes petistas seria saldar “compromissos políticos”‘.

Dois assessores montaram um balcão de negócios na Casa Civil. Eles foram nomeados funcionários públicos, mas atuam como lobistas, recebendo ordens do filho de Erenice Guerra.

A publicação da reportagem a vinte dias do primeiro turno das eleições fará brotar acusações de que o objetivo é prejudicar a candidata oficial, Dilma Rousseff.

São especulações inevitáveis.

Mas quais seriam as opções?

Não publicar?

Só publicar depois das eleições?

Essas não são opções válidas no mundo do jornalismo responsável, a atividade dedicada à busca da verdade e sua revelação em benefício do país.


11. Setembro.2010