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segunda-feira, 30 de julho de 2012

As provas que a procuradora não enxergou estão no email em que o filho de Erenice mostra como subir na vida sem ter cérebro


 



Por Augusto Nunes

Dono de uma empresa de transporte aéreo, Fábio Baracat aceitou em abril de 2010 a proposta feita pelo aprendiz de lobista Israel Guerra. Em troca de R$ 25 mil por mês pela “consultoria”, mais a taxa de sucesso de 6% sobre o valor de cada negócio fechado com o governo, o filho de Erenice Guerra cuidaria de abrir-lhe portas federais fechadas a brasileiros que não cresceram no colo de uma chefe da Casa Civil (e melhor amiga de Dilma Rousseff).

Por um contrato de R$ 84 milhões com os Correios, por exemplo, Baracat pagou a Israel R$ 5 milhões.

Além da prestação mensal.

Baracat foi um dos muitos empresários, todos interessados em acertos com o governo, que engrossaram a relação de clientes da arapuca armada por Israel Guerra e Vinícius de Oliveira Castro, assessor da Casa Civil. Quando VEJA revelou a movimentação da dupla nas catacumbas de Brasília. Vinicius afastou-se imediatamente do local do crime. O sócio majoritário tentou explicar-se com uma espantosa sopa de letras enviada à direção de VEJA, por email, em 14 de setembro de 2010.

Confira o texto transcrito em negrito e sem correções.

Volto em seguida.
“No final do mês de dezembro do ano de 2009, o sr. Fábio Baracat, me procurou com o problema de que a empresa ao qual se dizia sócio, e que inclusive, apregoava que estava assumindo o controle total, a MTA Linhas Aéreas, estava quase expirada sua autorização para voar e solicitando ajuda no sentido de trabalhar e resolver tal situação. Informei ao senhor Fábio que, estando cumpridas todas as regras e requisitos de segurança operacional, havia a possibilidade legal prevista na legislação vigente, da concessão de outorga pelo Diretor Presidente da ANAC, pelo expediente AD REFERENDUM, conquanto a empresa também estivesse regular quanto suas obrigações jurídico fiscais. Eu construí a argumentação e o embasamento legal da referida peça e a encaminhei ao representante legal da empresa aqui na cidade de Bsb, que a protocolou no órgão competente. Por razão deste serviço prestado, solicitei a gentileza de meu irmão, que a CAPITAL emitisse nota fiscal contra a pessoa jurídica indicada pelo senhor Fabio Baracat para cobrança do pagamento. Os documentos fiscais e contábeis, encontram-se a disposição para eventuais esclarecimentos.

Cumpre informar que conheci o sr. Fabio em meados de 2008, apresentado a mim pelo meu amigo e compadre Vinicius e que durante certo período, foi de meu círculo de amigos, tendo inclusive, sido apresentado em momento social, a minha mãe, que a época, era Secretária Executiva da Casa Civil, na condição de amigo meu, nada mais do que isto.

Ressalto que não houve a busca por clientes, mas sim, um suposto empresário, que a época se dizia uma amigo, que na verdade era um agenciador de cargas para a mencionada empresa aérea, solicitando a produção de um trabalho, junto a área do direito aeronáutico que eu detenho relativo conhecimento, e este trabalho foi produzido e apresentado de maneira satisfatória ao órgão regulador pelo procurador constituído a época dos fatos. Me foi perguntado, se já havia recebido “empresários” e feito negociatas no escritório Trajano e Silva. Informo que isto nunca ocorreu, já fui lá inúmeras vezes, visto que meu tio trabalha no referido escritório e sou bacharelando em Direito, sendo que constantemente, vou ao escritório para a complementação de minha graduação e que, inclusive, a época em que fiz o trabalho acima mencionado para o senhor Fábio, solicitei a permissão de recebê-lo na sala de reuniões do escritório, visto que não dispunha de espaço razoável para expor o trabalho feito ao referido “empresário” Fábio Baracat.

Por último esclareço, que a época da constituição da CAPITAL, meu irmão me solicitou que esta fosse registrada no meu endereço residencial, em razão da impossibilidade financeira de estabelecer o escritório numa sala comercial, ademais, meu irmão me informou que deu entrada no encerramento da empresa já no início deste ano corrente

Espero ter respondido aos questionamentos”.

Nem Lula conseguiria fabricar esse desfile de frases sem pé nem cabeça, vírgulas fora de lugar, substantivos na contramão, plurais guilhotinados, adjetivos bêbados, concordâncias desatinadas e outros assombros.

Nem um manifesto subscrito pela direção do PT conseguiria juntar num único besteirol tantos desmentidos inconvincentes, fantasias indecorosas e desculpas esfarrapadas.

O texto comunica aos berros que, sem a ajuda clandestina da mãe poderosa (a quem confessa ter apresentado Baracat, mas “na condição de amigo”), o garotão estaria condenado ao desemprego perpétuo.

Demonstra que, sem o amparo da Casa Civil, Israel não seria convidado para intermediar sequer a negociação da gorjeta entre o freguês e o garçom do botequim. Só um napoleão de hospício fantasiado de empresário pagaria mais que 10 reais por um “embasamento legal” rabiscado pelo analfabeto funcional.

Na semana passada, a procuradora Luciana Marcelino Martins solicitou o arquivamento do inquérito aberto para apurar o caso. As investigações da Polícia Federal prosseguem, mas Erenice e seu filhote se livraram do primeiro balaio de maracutaias porque a representante do Ministério Público não encontrou motivos para suspeitar da família Guerra. Se ler o email com a merecida atenção, Luciana topará com as provas contundentes que jura ter procurado.

A menos que ache possível subir na vida sem ter cérebro, a doutora vai descobrir que enxergou um consultor honesto onde o Brasil que pensa só consegue ver um filho da mãe.

30/07/2012


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

No Brasil de Lula, bandido de estimação não precisa nem ter cérebro para ficar milionário

O e-mail do filho de Erenice comprova que, no Brasil de Lula, bandido de estimação não precisa nem ter cérebro para ficar milionário

O e-mail enviado à direção de VEJA por Israel Guerra é uma prova de muitos crimes.

O conteúdo, um desfile de desmentidos inconvincentes, confirma as delinquências divulgadas pela revista.

A descoberta de que a forma foi revisada no Planalto acrescenta alguns crimes hediondos aos prontuários do bando que transformou a Casa Civil em gazua.

Claro que todos os envolvidos nas bandalheiras leram a sopa de letras.

É certo que Erenice aprovou o texto assinado por seu garoto.

Como se apresenta como advogada, deve ter prontamente confiscada a carteirinha da OAB. Israel, que se proclama “bacharelando em direito”, deve ser devolvido ao curso primário.

E todos ─ mãe, filho, parentes e agregados ─ merecem o imediato enquadramento por atentados contra a gramática, linchamento da ortografia e tentativa de assassinato da língua portuguesa.

O lado bom da coisa é que o e-mail produzido a muitas mãos já se transformou em documento histórico.

Daqui a muitos anos, a leitura do amontoado de cretinices ajudará a compreender como eram as cabeças que governaram o Brasil durante a Era da Mediocridade.

Confiram o palavrório, reproduzido sem correções:

No final do mês de dezembro do ano de 2009, o sr. Fábio Baracat, me procurou com o problema de que a empresa ao qual se dizia sócio, e que inclusive, apregoava que estava assumindo o controle total, a MTA Linhas Aéreas, estava quase expirada sua autorização para voar e solicitando ajuda no sentido de trabalhar e resolver tal situação. Informei ao senhor Fábio que, estando cumpridas todas as regras e requisitos de segurança operacional, havia a possibilidade legal prevista na legislação vigente, da concessão de outorga pelo Diretor Presidente da ANAC, pelo expediente AD REFERENDUM, conquanto a empresa também estivesse regular quanto suas obrigações jurídico fiscais. Eu construí a argumentação e o embasamento legal da referida peça e a encaminhei ao representante legal da empresa aqui na cidade de Bsb, que a protocolou no órgão competente. Por razão deste serviço prestado, solicitei a gentileza de meu irmão, que a CAPITAL emitisse nota fiscal contra a pessoa jurídica indicada pelo senhor Fabio Baracat para cobrança do pagamento. Os documentos fiscais e contábeis, encontram-se a disposição para eventuais esclarecimentos.

Cumpre informar que conheci o sr. Fabio em meados de 2008, apresentado a mim pelo meu amigo e compadre Vinicius e que durante certo período, foi de meu círculo de amigos, tendo inclusive, sido apresentado em momento social, a minha mãe, que a época, era Secretária Executiva da Casa Civil, na condição de amigo meu, nada mais do que isto.

Ressalto que não houve a busca por clientes, mas sim, um suposto empresário, que a época se dizia uma amigo, que na verdade era um agenciador de cargas para a mencionada empresa aérea, solicitando a produção de um trabalho, junto a área do direito aeronáutico que eu detenho relativo conhecimento, e este trabalho foi produzido e apresentado de maneira satisfatória ao órgão regulador pelo procurador constituído a época dos fatos. Me foi perguntado, se já havia recebido “empresários” e feito negociatas no escritório Trajano e Silva. Informo que isto nunca ocorreu, já fui lá inúmeras vezes, visto que meu tio trabalha no referido escritório e sou bacharelando em Direito, sendo que constantemente, vou ao escritório para a complementação de minha graduação e que, inclusive, a época em que fiz o trabalho acima mencionado para o senhor Fábio, solicitei a permissão de recebê-lo na sala de reuniões do escritório, visto que não dispunha de espaço razoável para expor o trabalho feito ao referido “empresário” Fábio Baracat.

Por último esclareço, que a época da constituição da CAPITAL, meu irmão me solicitou que esta fosse registrada no meu endereço residencial, em razão da impossibilidade financeira de estabelecer o escritório numa sala comercial, ademais, meu irmão me informou que deu entrada no encerramento da empresa já no início deste ano corrente

Espero ter respondido aos questionamentos.

Atenciosamente,

Israel Guerra

Só Lula, promovido a inimputável pela intelectuália companheira, pode produzir impunemente um desfile tão obsceno de frases sem pé nem cabeça, vírgulas fora de lugar, substantivos na contramão, plurais guilhotinados, adjetivos bêbados, concordâncias dissonantes e outros assombros. Todos os envolvidos na construção desse monumento à estupidez são desprovidos de raciocínio lógico. Não conseguem contar uma história infantil com começo, meio e fim.

Se Israel Guerra é mesmo estudante universitário, a faculdade que frequenta merece ter as portas lacradas. Sem o socorro da mãe, estaria condenado ao desemprego perpétuo. Um cérebro baldio não sabe articular negócios de grosso calibre. Sem o amparo da Casa Civil, não seria convidado sequer para intermediar uma transação entre o garçom e o freguês do botequim. Quem escreve uma coisa dessas não tem neurônios suficientes para ligar um nome ao sobrenome. Graças aos poderes maternos, Israel Guerra finge que pensa para ganhar dinheiro como lobista.

No Brasil de Lula, bandido de estimação já nem precisa ter cérebro para continuar em liberdade e virar milionário.
15.Setembro.2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Escândalo causa 1ª baixa na Casa Civil



Por Luciana Marques

A Casa Civil sofreu a primeira baixa após escândalo envolvendo Israel Guerra, filho da ministra da pasta, Erenice Guerra. O assessor jurídico da Casa Civil, Vinícius Castro, pediu demissão na manhã desta segunda-feira – resultado da repercussão negativa do caso levado à tona em reportagem de VEJA desta semana.

Castro é parceiro de Israel Guerra na empresa Capital Assessoria e Consultoria.

Era ele quem recebia – em encontros com empresários – a propina de 6% sobre o valor de negócios fechados com o governo federal.

No papel, a mãe do assessor, Sônia Castro, aparece como sócia da consultoria. Na realidade, ela seria laranja do filho, já que reside no interior de Minas Gerais e trabalha com venda de queijos.

Investigação - A ministra Erenice Guerra encaminhou, nesta segunda, à Comissão de Ética Pública da Presidência um ofício solicitando que as denúncias apontadas por VEJA sejam apuradas e que ela mesma seja investigada.

No documento, Erenice diz que ela e seu filho abrem mão do sigilo de informações bancárias, fiscais e telefônicas.
A ministra afirma ainda estar disposta a dar mais esclarecimentos sobre o episódio.
Aparelhamento

Não é só o filho de Erenice Guerra que possui influência política sobre negócios milionários do governo.

A irmã dela, Maria Euriza Alves Carvalho, também utilizou o cargo de confiança que tem no Ministério de Minas e Energia para contratar sem licitação o escritório de advocacia do próprio irmão delas.

A denúncia foi apontada em matéria desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo,

A funcionária contratou por 80.000 reais, em setembro de 2009, o escritório Trajano e Silva Advogados – cujo sócio era Antônio Alves Carvalho, irmão de Maria Euriza e de Erenice.
Reportagem de VEJA mostrou que o escritório é o mesmo utilizado por Israel Guerra e Vinícius Castro para despachar com clientes.

O advogado da campanha de Dilma Rousseff Márcio Silva também trabalha no local, mas nega qualquer envolvimento com o caso.

13/09/2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Escândalo de proporções surpreendentes: Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil e sucessora de Dilma Rousseff no cargo, assessores e servidores públicos – incluindo um filho de Erenice – negociavam contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de propina.

Filho de Erenice Guerra comanda esquema de lobby no Planalto

Reportagem de VEJA revela acordos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de propina. Ministra-chefe da Casa Civil participava de negociações

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, participam da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em 26 de agosto de 2010 (Sérgio Lima/Folhapress)

A edição de VEJA desta semana traz à tona um escândalo de proporções surpreendentes. Em nome de Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil e sucessora de Dilma Rousseff no cargo, assessores e servidores públicos – incluindo um filho de Erenice – negociavam contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de propina.

Diante do noticiário político-policial, o resumo da ópera poderia soar algo rotineiro, não fosse a precisão dos detalhes descritos na reportagem.

Desde abril de 2009, o desfecho das negociatas acontecia no 4º andar do Palácio do Planalto, onde fica a Casa Civil, exatamente acima do gabinete do presidente da República, e onde a então secretária executiva da pasta Erenice Guerra despachava em favor dos interesses de seu filho, Israel Guerra.


“Fui informado de que, para conseguir os negócios que eu queria, era preciso conversar com Israel Guerra e seus sócios”, revelou Fábio Baracat, um empresário que participou de reuniões com Erenice em busca do fechamento de contratos com os Correios.

O filho da ministra é sócio da Capital, uma consultoria especializada em intermediar as negociações entre empresas e governo. Cobrando um valor de 6%, denominado no contrato como “taxa de sucesso”, Guerra fechou com Baracat um acordo de 84 milhões de reais. Dono de uma empresa de transportes aéreos, o empresário forneceria seus serviços para os Correios.


A propina de 6%, conforme apurado exclusivamente por VEJA, serviria para saldar “compromissos políticos”.
Além da 'taxa', pagamentos mensais eram exigidos pelos assessores da Casa Civil. Tudo isso rendeu a Israel Guerra a quantia de 5 milhões de reais.


Para chegar na descoberta do esquema e dos meandros da licitação fraudulenta, VEJA entrevistou lobistas, advogados, clientes do esquema, teve acesso a comprovantes bancários, e-mails, contratos e notas fiscais.

Toda a documentação comprova o funcionamento de uma central de lobby à sombra do Palácio do Planalto.

 

A influência de Erenice, hoje titular do cargo mais importante depois do presidente da República, foi utilizada para satisfazer interesses particulares e, por que não?, partidários.


O polvo no poder



O esquema no alto escalão do governo também incluía Vinicius Castro, funcionário da Casa Civil, e Stevan Knezevic, servidor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ambos parceiros de Israel Guerra.

Como a Capital era sediada na casa de Guerra, o trio recorria a um escritório de advocacia em Brasília para despachar com os clientes.

Ali trabalha gente importante. Um dos advogados é Marcio Silva, coordenador em Brasília da banca que cuida dos assuntos jurídicos da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

Outro é Antônio Alves Carvalho, irmão de Erenice Guerra.

A consultoria da família Guerra também tinha acesso a vários órgãos de governo. Em favor da empresa de Fábio Baracat, a Capital intercedeu, por exemplo, na Anac.

Para renovar a licença de voo da MTA Linhas Aereas, Baracat depositou 120.000 reais na conta da consultoria no Banco do Brasil.

O pagamento contemplou a distribuição de proprina na Anac.

O empresário também revela que os protagonistas do escândalo agiam com cuidado.


Nos encontros com a ministra Erenice, deveria estar livre de canetas, relógios, celulares ─ enfim, qualquer aparelho que pudesse gravar as conversas.

Em resposta à reportagem, Erenice Guerra mandou um assessor informar que “o seu sigilo bancário está disponível para verificação”.
Em VEJA desta semana


11 de setembro de 2010