Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Lula põe avião da FAB na campanha de Dilma, e nada teme

Allowwwww!!!

Ministério Público Eleitoral!!


Allowwwww!!!
O
posição!!!


Lula põe avião da FAB na campanha de Dilma, e nada teme



A oposição nem sequer ameaça processo por abuso de poder e uso da máquina pública, tampouco o Ministério Público Eleitoral se manifesta sobre a utilização do avião presidencial na campanha de Dilma Rousseff (PT).

O uso abusivo do avião na campanha é caracterizado pelo transporte, para comícios como o de sexta (16), no Rio, do maior cabo eleitoral e principal instrumento da propaganda da candidata.




Sem medo

Quando foi ao comício de sexta, no Rio, Lula nem se preocupou em inventar evento oficial. A agenda previa só "19h Compromisso privado".


Sem limites



Além do uso do avião e de viaturas, a visita presidencial envolve uma centena de pessoas (e diárias), entre assessores, seguranças etc.

Prefiro as nações em que há respeito à liberdade individual e à propriedade privada, além de liberdade econômica.

 
Por Álvaro Pedreira de Cerqueira

Sim, orgulho-me de ser "reacionário", ou seja, reajo energicamente a aceitar o regime que produziu o maior vendaval de estupidez e barbárie que já varreu a humanidade, com saldo de mais de 150 milhões de vítimas fatais no século 20, e sobreviventes famintos e oprimidos.

Vocês esquerdopatas fingem que não sabem que o Muro da vergonha em Berlim e as cercas da vergonha na Europa caíram, derrubados não pelo inimigos do socialismo, mas por suas vítimas, como disse o poeta mexicano Octávio Paz, comunista apenas na juventude.


Prefiro as nações em que há respeito à liberdade individual e à propriedade privada, além de liberdade econômica.

É nestas que se encontra a maior classe média em volume de renda individual.

Fora com o "paraíso" socialista que nivela por baixo, e além de pobreza geral, tem regime de tirania e opressão, com escravização do povo e privilégios para a nomenklatura do partido único, com o ditador vivendo à tripaforra.


Quem tem vocação para escravo que se mude para Cuba ou para a Coréia do Norte, e nesta se prepare para morrer, literalmente, de fome.

Em Cuba terá magra ração de miserável sobrevivência.

Mas não reclame do regime porque será trancafiado em masmorras quentes, úmidas, cheias de baratas e ratos, onde será torturado e passará fome e sede -- como disse um dos prisioneiros libertados semana passada ao chegar em Madrid.

Esta retórica de que as crianças de Cuba não dormem na rua não completa a informação.

Elas dormem sob tetos miseráveis, em apartamentos coletivos com as paredes descascadas, banheiros coletivos, com escassos, quando os há, sabonetes e papel higiênico.

E nas escolas são constante e estupidamente doutrinadas para a ridícula "revolución o muerte", chavão do genocida barbudo e imbecil, megaladrão do povo cubano, com mais de 800 milhões de dólares em investimentos no exterior segundo a insuspeita revista Forbes.

Índio da Costa acusa PT de ligação com a FARC


Índio da Costa acusa PT
de ligação com a FARC


Por Nivaldo Cordeiro
MSM

Em vídeo, Nivaldo Cordeiro comenta a declaração de Índio da Costa, falando o que Constantine Menges, Olavo de Carvalho,José Carlos Graça Wagner,Graça Salgueiro e Heitor de Paola já tornaram exaustivamente confirmado há quase duas décadas para qualquer pessoa minimamente consciente: a conexão do PT com as Farc.

Neste vídeo, comento as declarações do candidato a vice na chapa de José Serra para a Presidência da República, nas quais ele afirma haver ligação entre o PT, o narcotráfico e as FARC.

Um fato novo na política nacional, que, juntamente com a mídia, oculta tais informações da opinião pública.


Cordialmente,

Nivaldo Cordeiro



Nota do Editor:

A atitude do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, de ameaçar via Twitter de processar Índio da Costa não poderia ser mais cínica e típica da mentalidade revolucionária:

tentar transformar em mera calúnia contra seu partido a acusação de um crime de lesa-pátria já confessado pelo seu representante máximo, o próprio presidente Lula.

Ao se examinar as atas do Foro de São Paulo, as declarações da FARC a respeito do Foro de São Paulo e o discurso de Lula, acessível no próprio site da Presidência da República, não restam dúvidas de que o único "delito" de Índio da Costa foi falar uma verdade óbvia, mas de fundamental importância, estando entre as figuras centrais de um cenário político como o brasileiro, no qual imperam a leviandade, a covardia e a ignorância suicida.


19 Julho 2010

Artigos - Eleições 2010

Gov. LULA e as FARC por Merval Pereira - GloboNews




"Todos sabem que o PT é ligado às Farcs, ao narcotráfico, a tudo o que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", garantiu o vice de Serra.

Farc e Foro de São Paulo



"Todos sabem que o PT é ligado às Farcs, ao narcotráfico, a tudo o que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", garantiu o vice de Serra.

Foro de São Paulo: o encontro dos dinossauros



"Todos sabem que o PT é ligado às Farcs, ao narcotráfico, a tudo o que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", garantiu o vice de Serra.

O bafafá


JÁ QUEBREI A PROMESSA!
ENTÃO EU TAMBÉM VOU FALAR DO PT E DAS FARC, PRONTO!



Eu estou de férias, como sabem. Meus textos de despedida — temporária, viu, Petralhas!? — são estes dois dos links abaixo, em vermelho.

Mas topo dividir o meu calor com vocês se o momento pede. E o momento pede.

A declaração do deputado Índio da Costa deixou a bugrada da política brasileira bastante excitada.

E a bugrada do jornalismo também.

Todas se converteram em freiras pudicas a bradar seus “ais” e seus “uis” com medo do… PT!

Na sexta-feira, Lula acusou o governo de São Paulo de sabotar convênios com o PAC —o que é mentira!

As freirinhas, inclusive as da oposição, ficaram quietas.

Acham que isso não é grave.

Bem, os links da despedida, reitero, são estes. E eu vou entrar no bafafá. Com muito gosto.


O bafafá
O que é estar “ligado” às Farc?

Bem, depende, evidentemente, do que se considera “ligado”. Fazer de conta que PT e Farc são como água e óleo, por exemplo, com moléculas que não se comunicam, ah, isso é falso. Falsíssimo!

1 - O PT é um dos fundadores do Foro de São Paulo, entidade da qual as Farc faziam parte.

Oficialmente, deixaram a entidade — “deixaram”, não foram expulsas.

Quando estavam lá, já seqüestravam, já matavam, já mantinham campos de concentração na floresta.

Sob o mesmo teto de Lula, o chefão do grupo, e de Fidel Castro, o outro chefão!

Isso é estar ligado?

O PT não vai me processar por isso. Não vai porque eu falo a verdade.

É uma ligação?


2- Em 2005, petistas mantiveram em Brasília uma reunião com representantes das Farc.

Um agente da Abin disse que a organização prometeu US$ 5 milhões ao partido.

Não há comprovação de que o dinheiro tenha sido entregue. Mas a reunião aconteceu.

E o PT, de novo, não vai me processar porque isso é um fato.

É ligação?


3 - Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, requisitou a mulher de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, para trabalhar no Ministério da Pesca em Brasília.

Vai ver para catar lambari no Lago Paranoá.

Num e-mail, Medina comunica o fato ao terrorista Raúl Reys (aquele pançudo que foi morto no Equador) e deixa claro que a contratação faz parte de uma operação para proteger aquela que chama “Mona” (apelido da patroa).

O PT não vai me processar por isso porque o requerimento assinado por Dilma existe e porque o e-mail de Medina a Reyes existe.

É uma ligação?

Assim escreveu o “marido da Mona” para o terrorista Reyes sobre a contratação:

Na segunda-feira, dia 15, a “Mona” começou em seu novo emprego e para garanti-la ou impedir que a direita em algum momento a hostilize, a colocaram na Secretaria da Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República.

Tá bom. Publico abaixo o documento assinado por Dilma requisitando a mulher de Medina, uma grande especialista em… pesca!


- Reportagem do jornal El Tiempo, da Colômbia - íntegra aqui, demonstra que Medina continua ligado aos terroristas.

Na verdade, é um dos chefões de uma organização que tem 400 núcleos espalhados pelo mundo.

No Brasil, segundo o El Tiempo, ele responde pela troca de drogas por armas.

E sua mulher, não obstante, foi requisitada pessoalmente por Dilma para trabalhar em Brasília.

O PT não vai me processar por isso porque a reportagem, com fartura de dados, existe.

Isso é uma ligação?

- A Revista Cambio, da Colombia, publicou uma série de e-mails que estavam no computador do terrorista Raul Reyes, morto por forças colombianas no Equador, listando aqueles que seriam “os amigos” das Farc no Brasil, a saber:

José Dirceu, Roberto Amaral, Gilberto Carvalho, Erika Kokay, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia, Perly Cipriano (da Secretaria de Direitos Humanos), Paulo Vannuchi e Selvino Heck, assessor de Lula.

A integra da reportagem da revista colombiana está aqui.

Carvalho, chefe de gabinete de Lula, chegou a se manifestar. Disse ter intercedido em favor de Medina quando estava preso por motivos humanitários.

Marco Aurélio afirmou que os e-mails eram uma armação. A Interpol o desmentiu: são verdadeiros.

O PT não vai me processar por isso porque os e-mails existem, e a reportagem existe.

Não vai também porque o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, forneceu os documentos a Lula.

Não aconteceu nada.

No e-mail, datado de 29 de julho de 2005, por exemplo, Medina escrevia para o chefão do terror:

“Os amigos daqui [do Brasil] me advertiram que deveria ficar atento, pois há uma comissão da Procuradoria que tem uma ordem de captura”.

Em seguida, Medina diz que esses amigos lhe asseguraram que não deveria se preocupar porque “a cúpula do governo com apoio de Celso Amorim estavam a par. Eles não apoiariam uma captura por crimes políticos”.

Isso é uma ligação?

Em entrevista histórica ao jornal Le Figaro, Marco Aurélio Garcia, aquele que aparece como amigo das Farc na revista Cambio, afirma que o Brasil é neutro sobre o caráter terrorista das Farc.

Marco Aurélio acha que um grupo que seqüestra, degola, assalta, faz tráfico de droga não pode ser considerado ainda terrorista.

A entrevista está neste link:

ESCÂNDALO! ESCÁRNIO! ESTUPIDEZ! É TOP TOP GARCIA NA ÁREA.

E vocês certamente se lembram da imagem inesquecível deste senhor, com o seu chapéu Panamá, se embrenhando na selva, numa operação liderada pela turma de Chávez, para libertar reféns, numa operação NEGOCIADA com as Farc, que não tinha o endosso do governo colombiano.

O PT não vai me processar por isso também. Porque isso também é um fato.

Encerro
Não sou político, não pertenço a partido nenhum e não preciso dançar o minueto com o PT.

Se Lula pode subir num palanque em Diadema e MENTIR que o governo de São Paulo cria dificuldades para as obras do PAC dentro do Estado, acho que posso falar a verdade sobre este binômio “PT-Farc”.

A reação petista tem muito de cálculo.

Segundo li, está mais interessado em desqualificar o deputado Índio da Costa, com a ajuda das franjas petistas ou filopetistas da imprensa, do que em negar propriamente a ligação com as Farc.

Usa a entrevista do outro como uma janela de oportunidades.

O PT gosta de democracia?

Não gosta!

E a VEJA fez muito bem em estampar na capa, na edição passada, o monstrengo do autoritarismo.

Ou aquele programa do “rubriquei, mas não traguei” não era mais uma iniciativa, entre tantas, para censurar a imprensa?

O Brasil está mais democrático com o PT?

Uma ova!

Crescimento econômico e distribuição de renda podem se combinar bem com democracia, mas não são coisas sinônimas.

Um governo que viola o sigilo bancário de um caseiro e o sigilo fiscal de um dirigente da oposição não está mais democrático, mas menos.

Já expliquei aqui por quê.

Confundir melhoria das condições de vida com mais democracia é coisa que agrada a ditadores.

Ou o Brasil do ciclo militar foi mais democrático do que o país que o antecedeu?

Se o PT não quer ser confundido com um partido da desordem, que, então, não se confunda com ele.

Ademais, as Farc não são o único grupo terrorista com o qual a legenda já flertou.

Lula já manifestou o interesse em bater um papinho com o Hamas.

E é hoje o grande aliado de Ahmadinejad, que financia o terror em três outros países.

Entendo que o PT, os petistas e os jornalistas isentos estejam bravos.

Mas não dá pra turma posar de vestal indignada a esta altura do campeonato.

Se o PSDB e até o DEM ficam com receio de chamar as coisas pelo nome, eu não fico.

Com os devidos links para o divertimento dos meus leitores.

Pronto, queridos! Agora deixem o Tio Rei curtir o seu calor, enquanto vocês amargam esse frio desgraçado do aquecimento global…


Sejam contidos nos comentários.
A mediação está sendo feita por outra pessoa.

Colaborem!

Ah, sim: pesquisem na rede a infiltração das Farc na Amazônia brasileira. 
  

domingo, 18 de julho de 2010

Documentos secretos guardados nos arquivos da Abin informam que a narcoguerrilha colombiana Farc deu 5 milhões de dólares a candidatos petistas em 2002

16 de março de 2005

Laços explosivos

Documentos secretos guardados nos arquivos da Abin informam que a narcoguerrilha colombiana Farc deu 5 milhões de dólares a candidatos
petistas em 2002


Policarpo Junior


Scott Dalton/AP

GUERRILHEIROS E TRAFICANTES
Fileiras das Farc: um controvertido amontoado de guerrilheiros, terroristas e narcotraficantes

guerrilheiro seqüestrador das Farc
Nos arquivos da Agência Brasileira de Inteligência em Brasília há um conjunto de documentos cujo conteúdo é explosivo.

Os papéis, guardados no centro de documentação da Abin, mostram ligações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com militantes petistas.

O principal documento nos arquivos foi datado de 25 de abril de 2002, está catalogado com o número 0095/3100 e recebeu a classificação de "secreto".

Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília.

Na reunião, que teve a presença de cerca de trinta pessoas, durou mais de seis horas e acabou com um animado forró, o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário.

Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção.

A notícia foi recebida com aplausos pela platéia.

Faltavam então menos de seis meses para a eleição.

Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes, e assim chegou à Abin a primeira notícia de que as relações entre militantes esquerdistas, alguns deles petistas, e as Farc podem ter ultrapassado a mera simpatia ideológica e chegado ao pantanoso terreno financeiro.

Sob a condição de não reproduzi-los nas páginas da revista, VEJA teve acesso a seis documentos da pasta que trata das relações entre as Farc e petistas simpatizantes do movimento.

Dos seis documentos, três fazem menção explícita à doação de 5 milhões de dólares.

Num deles, está descrita a forma de pagamento: o dinheiro sairia de Trinidad e Tobago, um pequeno país do Caribe, e chegaria às mãos de cerca de 300 pequenos empresários brasileiros simpáticos ao PT, que, por sua vez, fariam contribuições aos comitês regionais do partido como se os recursos lhes pertencessem.

Em outro documento, aparece a informação de que o acerto financeiro fora celebrado entre membros do PT e das Farc durante uma reunião realizada numa fazenda no Pantanal Mato-Grossense – e que os encontros de cúpula seriam articulados com a ajuda de Maria das Graças da Silva, uma funcionária da Câmara dos Deputados em Brasília que já militou no PC do B e seria amiga muito próxima do "comandante Maurício", apontado como a maior autoridade das Farc no Brasil.

Ao contrário da doação financeira e do mecanismo do pagamento, que são descritos em detalhes nos documentos da Abin, a menção à reunião no Pantanal aparece seca e sem detalhes.


Cristiano Mariz
ARQUIVOS VIVOS
Na Abin, em Brasília, há pelo menos três documentos falando da milionária doação das Farc
"Conheço ele, sim, mas e daí?

Não articulei encontro nenhum", garante a funcionária Maria das Graças, que diz ignorar qualquer reunião no Pantanal.

Nas últimas cinco semanas, VEJA investigou a veracidade das informações arquivadas na sede da Abin.

Será que houve mesmo um encontro numa chácara em Brasília?

O encontro teve a presença de representantes das Farc?

Falou-se ali na doação de 5 milhões de dólares?

Para responder a essas perguntas, VEJA localizou o agente da Abin que se infiltrou na reunião das Farc e ouviu outros dois funcionários da agência que tiveram contato com a investigação, além de procurar os esquerdistas que foram ao encontro.

A apuração comprovou a reunião, o local, a data e os personagens. Só não encontrou indícios suficientemente sólidos de que os 5 milhões de dólares tenham realmente saído das Farc e chegado aos cofres do PT.

A doação financeira é dada como realizada pelos documentos da Abin, mas a investigação de VEJA não avançou um milímetro nesse particular.

Pode ter sido apenas uma bravata do padre Olivério Medina, codinome de Francisco Antônio Cadenas Colazzos, para alegrar seus convivas esquerdistas?

Pode. Além da convocação manifestada nos documentos da Abin, a revista não encontrou elementos consistentes para que se faça uma afirmação sobre esse aspecto.

Os contatos políticos entre petistas e guerrilheiros das Farc são antigos.

Começaram em 1990, quando o PT realizou um debate com partidos políticos e organizações sociais da América Latina e do Caribe para discutir os efeitos da queda do Muro de Berlim.

De lá para cá, as relações se intensificaram, principalmente por meio das correntes esquerdistas do PT, como a Democracia Socialista, cuja estrela mais conhecida é o ministro Miguel Rossetto, do Desenvolvimento Agrário.

Mesmo os quadros mais moderados do PT demonstram uma certa simpatia pelas Farc.

Como instituição, porém, o partido há muito tempo quer distância das Farc.

"A guerrilha representa tudo o que nós abominamos em termos de política. Não se pode esquecer que o PT já nasceu em oposição à luta armada. O governo do presidente Lula tem as melhores relações com o governo constituído da Colômbia e apóia o presidente Álvaro Uribe", diz o senador Aloizio Mercadante.

E completa: "Se essa doação existiu, o que não acredito, ela não foi feita ao PT, mas a indivíduos que se dizem ligados ao partido. Se eles forem identificados e forem do partido, serão expulsos".


Robson Meireles
Cristiano Mariz
DEBAIXO DAS ÁRVORES
O padre Olivério Medina, que atua como "embaixador" das Farc no Brasil, e a chácara onde foi realizada a reunião: na rua, para evitar grampo
Em virtude do passado de companheirismo com as Farc, a cúpula do PT, ainda antes das eleições presidenciais de 2002, sentiu que seria adequado tranqüilizar o governo da Colômbia em relação a uma possível eleição de Lula.

O hoje ministro José Dirceu, da Casa Civil, procurou a embaixadora colombiana em Brasília para avisar que, se Lula fosse eleito, a política de seu governo em relação às Farc seria a do Estado brasileiro – e não a da ala esquerda do PT.

A palavra tem sido cumprida, embora o governo brasileiro insista em considerar oficialmente as Farc como um grupo guerrilheiro – e legítimo, portanto –, recusando-se a reconhecer o que elas realmente são. Ou seja: um conluio oportunista de guerrilheiros, terroristas e narcotraficantes.

Considerando-se o currículo das Farc, a história também faz sentido lógico. Fundadas na década de 60, as Farc começaram a se envolver com o tráfico na década de 90, quando os maiores traficantes colombianos passaram a remunerar os guerrilheiros em troca de segurança armada para os plantadores de coca (veja reportagem).

Com o envolvimento direto com o tráfico, a organização acabou tornando-se financeiramente poderosa.

Sabe-se que os cartéis colombianos da cocaína usam as ilhas de Trinidad e Tobago como um entreposto, estocando ali a droga que embarcam para a Europa.

Por coincidência, é de Trinidad e Tobago que o dinheiro das Farc sairia para entrar nos cofres dos candidatos esquerdistas, conforme mostram os documentos arquivados na Abin.

Apesar da verossimilhança e da aparência lógica do esquema, é vital ressaltar que, fora os registos feitos pelos espiões da Abin, não foram encontradas evidências sólidas da ajuda financeira da guerrilha da Colômbia.

O padre Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, nega. "Não houve essa ajuda financeira", disse ele a VEJA, falando de um telefone público em Brasília e encerrando o assunto sob a alegação de que, como estrangeiro, não poderia falar sobre política.


Dida Sampaio/AE
O PROCESSO E O SILÊNCIO
O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, há dois anos, procurou o deputado Fraga, falou do risco de processo, e não tocou mais no assunto
O secretário de Relações Internacionais do PT, Paulo Ferreira, encarregado dos contatos do partido com o exterior, garante que as relações petistas com a guerrilha colombiana não são amistosas. "Ao contrário. Hoje, nós temos conquistado o ódio das Farc", diz.

Uma das razões é o fato de que o PT aprovou uma recomendação para que as Farc sejam barradas nos foros internacionais de discussão sobre assuntos da América Latina.


"Não há interesse em manter relações com um grupo belicista que, entre outras coisas, usa métodos como o seqüestro de civis", afirma Ferreira.

A posição do secretário de Relações Internacionais do PT, no entanto, não é a unanimidade do partido. Em Brasília, por exemplo, o comitê que apóia ações das Farc é integrado e dirigido por militantes do PT.

"Essas ligações existem à revelia do partido. Posso dizer que são até criminosas",
afirma Ferreira.

Para ele, as ligações entre PT e Farc descritas nos relatórios da Abin, se existiram tal como informaram os agentes de inteligência, foram "clandestinas".

A reunião na chácara em Brasília foi uma mistura de encontro político com festa de amigos. A chácara chama-se Coração Vermelho, pertence ao sindicalista Antônio Francisco do Carmo e fica a 40 quilômetros de Brasília.

O encontro começou às 11 da manhã e terminou no início da noite. Aconteceu em torno de uma mesa debaixo de árvores, para evitar que um grampo clandestino pudesse captar as conversas.

No início, com todos de pé, abriu-se uma bandeira das Farc e cantou-se o hino da guerrilha. Para entrar na chácara, os participantes tinham uma senha: bater com a mão espalmada no peito.

Ao meio-dia, serviu-se um churrasco, com arroz e vinagrete, cerveja e refrigerante. Um dos presentes era o vereador Leopoldo Paulino, secretário de Esportes do então prefeito de Ribeirão Preto, o hoje ministro Antonio Palocci.

Pouco antes, Paulino fundara o primeiro comitê de apoio às Farc no Brasil, em Ribeirão Preto.

Na chácara, exibiu-se um vídeo com a inauguração do comitê, e Paulino explicou seu funcionamento.

"Não temos presidente ou diretor. Somos todos guerrilheiros ou não somos. Se somos, então todos fazem parte da luta", disse ele, conforme o relato transcrito pelo agente infiltrado da Abin. Foi aplaudido pelos presentes.


Cristiano Mariz
ELE TAMBÉM ESTAVA LÁ
Antônio Viana, militante de esquerda que esteve na reunião da chácara: falou-se de tudo, menos de dinheiro
A VEJA, o vereador Leopoldo Paulino, que foi guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN) e hoje é filiado ao PSB, negou que tenha participado de qualquer reunião na chácara Coração Vermelho.

Outro que esteve presente, porém, o bancário Antônio Carlos Viana, um aguerrido militante comunista, confirmou a VEJA que a reunião foi feita, que o assunto era o apoio às Farc, mas disse que ninguém falou em dólares.

"Só defendemos que as Farc sejam reconhecidas como força beligerante", diz ele, que trabalha no departamento de tecnologia do Banco do Brasil.

O dono da chácara, o sindicalista Antônio Francisco do Carmo, militante do velho PCB, também confirma que, em várias ocasiões, cedeu sua propriedade para encontros em que o padre Olivério Medina esteve presente.

Ele ressalta, no entanto, que eram encontros festivos, e não reuniões de caráter político, nas quais nunca se mencionou financiamento da guerrilha colombiana para o PT.

"Sou amigo do padre e ele já almoçou e jantou várias vezes na minha chácara",
diz.

É certo que a reunião na chácara, até pela baixa estatura hierárquica de seus participantes, não tomou nenhuma decisão sobre Farc, PT ou milhões de dólares.

Na chácara, a doação do dinheiro veio à tona, talvez acidentalmente, e acabou captada por um agente da Abin. O general Alberto Cardoso, então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo tucano e da Abin, soube da reunião na Coração Vermelho com antecedência e até abortou uma operação policial que planejava invadir a chácara e prender todos os participantes.

O general preferiu deixar a reunião acontecer e manter o monitoramento por meio do agente infiltrado.

Com isso, conseguiu pescar uma informação valiosa: o espião da Abin gravou a reunião e, na fita cassete, que também se encontra nos arquivos da agência, o padre Olivério Medina pode ser ouvido fazendo o anúncio da doação financeira aos petistas.

Depois do anúncio, numa conversa com um grupo reduzido, o padre relatou como o dinheiro entraria no Brasil.

Contou que sairia de Trinidad e Tobago, passaria pelos 300 pequenos empresários e chegaria a comitês regionais petistas.

Os documentos arquivados na Abin, sucessora do velho SNI do regime militar, são célebres por seus erros e equívocos, motivados em geral pela paranóia anticomunista de seus agentes na época da ditadura.

Os papéis que relatam a transação em que as Farc prometem ajuda financeira a candidatos esquerdistas no Brasil também não são imunes a erros.

A trajetória dos papéis na hierarquia do serviço de inteligência sugere, porém, que as informações partiram de um espião experiente que gozava da confiança de seus superiores.

Os documentos mostram que as informações ali contidas foram checadas com afinco. Um relatório elaborado por um agente de base costuma ser examinado por um analista, que avalia, reúne, compara informações e sistematiza-as de acordo com o objetivo de cada missão – ou manda tudo para o lixo.

O segundo filtro sobre a qualidade de uma informação é feito por um diretor de departamento, que recebe informações de outros setores e, em tese, está mais bem equipado para avaliar o conjunto das informações.

Depois, tudo ainda vai ao diretor-geral da agência, que avalia se o assunto é ou não relevante e se deve ou não ser levado ao conhecimento do presidente da República. O documento 0095/3100, de 25 de abril de 2002, o principal entre todos os que narram as ligações entre militantes petistas e as Farc, passou por todas essas etapas e acabou com um carimbo de "secreto".

Isso significa que suas informações eram críveis e seu conteúdo tinha consistência suficiente para ser levado ao conhecimento do presidente da República.

A primeira suspeita da generosidade financeira das Farc com esquerdistas brasileiros apareceu há dois anos, quando o deputado Alberto Fraga, hoje filiado ao PTB, contou que agentes da Abin lhe narraram a história.

O deputado fez um discurso-denúncia sobre o assunto na tribuna da Câmara e tentou em vão abrir uma CPI. Não conseguiu recolher o número necessário de assinaturas de deputados. Sua denúncia não recebeu muito crédito, mas o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT paulista, procurou-o.

Disse que estava incumbido pelo governo de processar Fraga e queria saber se o deputado tinha provas da denúncia que fizera. Fraga blefou. "Eu disse que podia até apresentar testemunhas em juízo." Diante disso, Greenhalgh nunca mais tocou no assunto, segundo Fraga. "Eu só falei para que ele tomasse cuidado com aquela história. Disse que ele poderia acabar sendo processado porque a história não era verdadeira", desmente Greenhalgh.

"Eu não estava falando em nome do governo."

Quando Fraga fez a denúncia, a Abin chegou a abrir uma investigação interna para descobrir quem era o responsável pelo vazamento. A apuração encontrou um responsável. O resultado está arquivado no Departamento de Inteligência.

As suspeitas em torno de ligações do PT com as Farc costumam servir para manipulações políticas, com o objetivo de envolver o partido com um grupo terrorista.

Na campanha presidencial em 2002, por exemplo, o programa eleitoral do então candidato tucano, José Serra, chegou a perder preciosos minutos em direito de resposta por ter veiculado a acusação segundo a qual o PT teria ligações clandestinas com as Farc.

O fato que agora vem a público, porém, está despido de motivações políticas – foi apurado por uma agência oficial, ficou nos arquivos e, hoje, tais arquivos estão sob o comando do investigado.

Na quarta-feira passada, VEJA pediu esclarecimentos ao Gabinete de Segurança Institucional, abaixo do qual fica a Abin. Recebeu a resposta oficial na sexta-feira. Ei-la: "O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República informa que não vai se pronunciar a respeito".

Quatro horas depois, o GSI emitiu outra resposta. Dizia com um tortuoso malabarismo verbal que a Abin investigou as Farc – o que, no fundo, não quer dizer nada. Seria uma investigação histórica medir a dimensão dos tentáculos das Farc no Brasil e o nível hierárquico em que eles chegaram a penetrar no partido que detém o Poder Executivo.

 


<!------ OAS AD 'x04' end -------->
 Revista  Veja

 

O PT está indignado em ser associado com as FARC por quê?





Por O EDITOR
Coturno Noturno

O PT quer processar Indio Costa(DEM), vice do Serra, porque ele afirmou que o partido tem ligações com as FARC.


Pura verdade.


Até hoje o governo petista não aceitou declarar as FARC uma organização terrorista.



Trata a narcoguerrilha como uma "força beligerante".


Se o PT acha que as FARC "beligeram" por uma causa justa, qual o problema em ser acusado de ter ligações com a organização?


Para os petistas, eles não são terroristas, não é mesmo?


Deveriam estar orgulhosos, assim como se orgulham da amizade com a ditadura cubana.



Que o PT, em vez de nhemnhemnhem assuma que é aliado, sim, das FARC, uma das fundadoras do famoso Foro de São Paulo.

Há fatos concretos que atestam esta íntima ligação.


O governo petista aceitou o exílio de Olivério Medina, porta-voz da organização, dando emprego para a mulher dele dentro do Palácio do Planalto.


Se isto não é ligação, o que seria?


O PT tem uma escolha: acha ofensivo ser apresentado como simpatizante das FARC, declara a narcoguerrilha como terrorista e processa Indio Costa.




Do contrário, não é ofensa alguma, é até um elogio.

Presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), tacha Lula de 'falso democrata'





Alejandro Aguirre diz que brasileiro trata 'com delicadeza' líderes de Cuba e se omitiu na censura ao 'Estado'


Denise Chrispim Marin
correspondente / WASHINGTON
Estadao on line

O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Alejandro Aguirre, qualificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos "falsos democratas" da região.

Ao fim de uma reunião do comitê executivo da SIP, que agrega 1.300 meios de comunicação, ele argumentou que Lula se omitiu diante da censura ao Estado.

A censura foi imposta ao jornal pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) e está em vigor desde 31 de julho do ano passado.

A proibição de veiculação de notícias sobre a Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, foi motivada por um pedido do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PDMP-AP).

"(A censura ao jornal) não foi denunciada pelo governante", acusou Aguirre, que também representa na SIP o Diário Las Américas, de Miami.


Vínculos

Aguirre afirmou que o caráter de "falso democrata" de Lula não se limita a esse episódio.

Essa condição, argumentou, tornou-se evidente com a estreita relação do presidente brasileiro com os irmãos Fidel e Raúl Castro, de Cuba.

Também é justificada pelos vínculos de Lula com líderes eleitos democraticamente, mas que "estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas".
"Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos.

O voto é componente sumamente importante na democracia, assim como a atuação dos governantes",
afirmou.

"Eu vi governantes com uma grande delicadeza com o presidente Castro, o que representa um grande apoio moral a esse governo, que violou os direitos humanos por meio século", completou Aguirre, ao ser questionado especificamente sobre sua avaliação de Lula.

O presidente da SIP ainda incluiu o governo Lula na lista dos que "atacam" os meios de comunicação, composta originalmente pelas administrações de Hugo Chávez, da Venezuela;

de Cristina Kirchner, da Argentina;

de Rafael Correa, do Equador;

de Evo Morales, da Bolívia;

de Daniel Ortega, da Nicarágua,

e de Porfírio Lobo, de Honduras.


"Esses governos usaram leis no Congresso, ameaças, subornos, publicidade oficial, atos judiciais sumamente arbitrários.
Esses fatos são públicos",
declarou.

Até às 20h33, o governo brasileiro não tinha se manifestado sobre as declarações de Aguirre.  Mais aqui.


16 de julho de 2010

Lugar de bandido é na cadeia e não num palanque.



A verdade volta a atormentar Dilma

A revista Veja publicou, neste fim de semana, que técnico do Palácio do Planalto diz que tem filme da visita da ex-chefe do Fisco, Lina Vieira, convocada ao gabinete de Dilma, onde sofreu pressão para por fim da investigação sobre a família Sarney


Foto: Arquivo

A história de Lina Vieira é um pesadelo que volta a colocar Dilma Rousseff contra a parede: teria, enquanto ministra, cometido crimes e comprovadamente mentido pra dedéu


Toinho de Passira

Fontes: Estadão, Veja Abril

A ministra Dilma Rousseff pode ter cometido os crimes de Abuso de Autoridade e de Peculato, quando, para conseguir apoio político, pressionou outra funcionária pública, Lina Vieira, a suspender uma investigação de criminosos da família Sarney que cometeram crimes contra o fisco brasileiro.

Sem uma investigação não se pode saber, por exemplo, se além do apoio político, a Ministra obteve, ou almejava alguma vantagem econômica, mas essa é uma vertente viável, dado os personagens envolvidos na tramóia.

Questionada ontem sobre a revelação do técnico de informática Demetrius Sampaio Felinto de que teria cópia das imagens que comprovariam suposta reunião entre ela e a ex-secretária da Receita Lina Vieira em 2008, gravada no circuito interno de TV do Palácio do Planalto, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) voltou a negar o fato.

O relato do técnico foi publicado na revista Veja desta semana. Segundo a reportagem, Felinto diz que teria feito cópia da fita e que tentou negociar tanto sua divulgação quanto seu sigilo - e chegou a pedir "compensações" à revista para contar o que sabe.

A Veja informa que se negou a pagar e que, após ele ter feito contato com o comitê de Dilma, foi contratado por empresa que presta serviços ao Senado.

O técnico relatou que vinha há sete meses negociando com o comitê de campanha do PT a não divulgação das imagens.

A reunião entre Dilma e Lina Vieira teria ocorrido em 9 de outubro de 2008. O assunto veio à tona em agosto do ano passado, quando a própria ex-secretária confirmou o encontro. Lina afirmara que foi chamada para reunião "sigilosa" com a então ministra da Casa Civil e que, na ocasião, lhe fora feito um pedido para encerrar investigações na Receita Federal que envolviam a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB).

Na época, Dilma reagiu: "Encontrei a secretária da Receita várias vezes e estivemos juntas em grandes reuniões, com outras pessoas. Essa reunião privada a que ela se refere eu não tive." Diante da polêmica, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência havia afirmado que as fitas com imagens de acesso ao Planalto foram apagadas.

Em agosto passado, primeiro numa entrevista e depois em depoimento no Congresso, a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira acusou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de tê-la convocado para uma reunião no Palácio do Planalto. Na conversa, a ministra teria pedido que Lina interferisse no andamento de uma investigação tributária que incomodava a família do presidente do Senado, José Sarney.

Na ocasião dos depoimentos a ex-secretaria da Receita Lina Vieira, não apresentou provas convincentes, além do próprio testemunho, de que a conversa realmente existira. Quando questionada sobre a imprecisão, justificava afirmando que todos os detalhes estavam registrados em sua agenda pessoal, que não havia sido localizada devido à mudança que fizera de Brasília para Natal, onde foi morar após ter sido desligada da chefia da Receita.

Porém, dois meses depois a Secretaria já na sua residência em Natal, localizou a agenda onde encontrou um registro feito à mão em 9 de outubro de 2008, logo em seguida à reunião com Dilma. Ela escreveu: "Dar retorno à ministra sobre família Sarney". A reunião ocorreu pela manhã, próximo ao horário do almoço, fora da relação de compromissos oficiais da ministra.

Convocada às pressas para a reunião, a ex-secretária conta que chegou a desmarcar o bilhete de um voo entre Brasília e São Paulo, emitido para o início da tarde de 9 de outubro, por causa da convocação inesperada. A passagem foi reemitida para as 19h30, quando Lina embarcou com destino a São Paulo.

A ex-secretária também está de posse de outro documento que, acredita, pode esclarecer quem está falando a verdade. Trata-se de um CD-ROM com todas as mensagens eletrônicas trocadas entre ela e seus assessores durante os onze meses em que comandou a Receita Federal.

Procurada por VEJA em Natal, Lina disse que a polêmica com Dilma produziu grandes transtornos a ela e sua família e que, por isso, não gostaria mais de se manifestar sobre o caso. "Agora eu só falo sobre esse assunto ao Ministério Público, caso seja convocada", afirmou.

As provas contidas na agenda, a possibilidade de verificação de transferência da passagem e o material contido no CD-ROM nunca foram postos a público até agora.

Uma coisa ficou já ficou comprovada, o filho de Sarney, o empresário Fernando Sarney, mantinha uma conta não declarada à receita no exterior, o que justificaria o pedido criminoso da ministra e fecha o cerco contra ela.

Se fosse realmente inocente, a ex Ministra já teria ameaçado pedir a abertura de procedimento judicial contra a Revista Veja e contra Lina Vieira.

Mas o que ela tem feito é negar vagamente, fingindo veemência, pois uma investigação não lhe interessa. Se tudo ficar realmente provado, como parece ser possível, ela vai acabar sendo mais uma “ficha suja” a disputar essas eleições.

Agora o país fica a esperar a habilidade da oposição em fazer esses fatos serem transformados numa investigação legítima, convocando para tanto o Ministério Público Federal.


Lugar de bandido é na cadeia e não num palanque.

18/07/2010

O “Estado de Bem-Estar Democrático!” É o nome de nossa causa!

17/07/2010


UMA CARTA AOS LEITORES. LANÇO HOJE UMA LUTA E VOLTO A SER UM MILITANTE: MINHA CAUSA, AGORA, É O “ESTADO DO BEM-ESTAR DEMOCRÁTICO”. E EU OS CONVOCO


Por Reinaldo Azevedo

Leitores do Tio Rei,

não sou do tipo que, invejando a saúde dos jovens, o colágeno de sua pele, cantarola: “Esses moços/ pobres moços/ ah, se soubessem o que eu sei”… Aos 48, ainda não tenho idade pra isso, embora não me fizesse mal nenhum ter agora 25 — de preferência, sabendo o que eu sei, hehe.  Brincadeirinha à parte, idade ou juventude indicam, sem dúvida, mais experiência ou menos, mas não necessariamente mais repertório ou menos.

Os livros existem também para que nos preservemos de certos enganos, sem que precisemos passar por eles.
Por que essa conversa? Compadecem-me um tantinho os jovens jornalistas e candidatos a tanto, ainda nas universidades. Refiro-me a dois grupos em particular:

1) aos que “sabem”, porque bastante lidos, e tiveram ou têm de suportar a patrulha bucéfala em seus cursos, submetidos à glossolalia ideológica esquerdopata de professores que transformam as salas de aula em verdadeiras madraçais partidárias;

2) aos que se deixaram seduzir, muitas vezes sem nem perceber, pelo “outro mundo possível”, sem se dar conta de que “o outro mundo possível” só foi “impossível” até agora porque, a partir de certo estágio, a civilização resiste ao horror — o que não quer dizer que não possa cair nele, como provaram os fascismos europeus do século passado e o bolchevismo.

Como sabem, sou bastante crítico da imprensa, mas não para controlá-la e esmagá-la, como Dilma deixou claro querer no programa que rubricou, mas não tragou. Reconheço que a coisa é realmente complicada para os moços. Como se livrar daquela craca que se grudou ao pensamento, a lhes dizer que sua tarefa não é relatar o que vêem e o que apuram, segundo a regra da ordem democrática, mas promover “justiça social”, como se a dita-cuja fosse um conceito universal ou natural, feito a Lei da Gravidade, e não estivesse ela própria submetida a crivos ideológicos?

Como é que essa “meninada” vai entender que essa tal “justiça social” é parte de um discurso organizado de quem tem um projeto bem mais amplo do que simplesmente promover a “igualdade”?

É difícil!

A questão lhes é proposta, desde a mais tenra idade — e eu tenho filhas, lembram-se? —, como uma imposição moral, de sorte que a agenda ideológica fica diluída numa conversa pastosa sobre a igualdade, a maldade das elites, o egoísmo…

Em que momento esses jovens entraram em contato com o pensamento que assegura, porque isto é história, que é a democracia a grande promotora da justiça social, e não a justiça social a promotora da democracia? Resposta: nunca!

Os exemplos estão aí: nos países em que o discurso da justiça social se tornou o redutor do debate público, prosperaram e prosperam as ditaduras; naqueles em que a ordem democrática é tornada questão inegociável, não se admitindo práticas que a solapem, caminha-se progressivamente para a redução das condições que geram as desigualdades, restando a cada indivíduo arbitrar sobre o seu destino, porque este segue sendo o único horizonte que dignifica a vida humana: a escolha.

Os dirigentes que transformaram a “justiça social” no objeto último de sua luta  caminharam, sem exceção, para a ditadura — e pouco importa saber se seus propósitos eram originalmente bons.

Os que fizeram da democracia seu horizonte inegociável tornaram o mundo mais tolerante; produziram a igualdade das leis para que os homens,  livres para escolher, pudessem ser desiguais.

Sei, no entanto, que há uma espécie de “conspiração da bondade” contra os fundamentos da democracia. Militâncias particularistas — de gênero, de cor de pele, do meio ambiente, até de categorias profissionais — tomaram o lugar antes ocupado pela velha “luta de classes” e pretendem, a partir de sua visão muito particular de mundo, construir um saber de abrangência supostamente universal.

Levadas a efeito todas as suas propostas, seríamos, sem dúvida, menos livres porque teríamos de obedecer aos “superintendentes” das causas.

Os jovens se deixam seduzir muitas vezes não porque sejam bobos, mas porque pretendem ser justos; ignoram que certas “causas”, se bem-sucedidas, solapariam justamente o regime de liberdades que lhes permite a manifestação, a organização, o protesto.

Esse ímpeto, no mais das vezes, é manipulado por grupos ideológicos — no caso do Brasil, por um partido político em particular: o PT. Partido que, diga-se, em muitos aspectos, não poderia ser mais “da ordem” do que é; no que concerne à democracia, continua a ser da desordem — desordena a democracia.


Imprensa e bem-estar democrático
Penso naquele programa que Dilma enviou ao TSE, depois substituído por outro, não menos deletério no que respeita à imprensa. A sede de controlar a “mídia” foi reiterada depois, de modo um tanto oblíquo, numa entrevista concedida pelo presidente do partido.

Na oposição, os petistas exaltavam a liberdade de imprensa; no governo, passaram a lastimá-la.

Na oposição, contavam com o trabalho da imprensa para chegar ao poder; no governo, querem silenciá-la para continuar no poder.

A liberdade, pois, que lhes foi tão útil para a conquista de um objetivo passou a ser um empecilho para a conquista do outro.

O “controle da mídia” é uma dessas causas vendidas aos jovens. Nós conhecemos uma das respostas do PT à imprensa que o partido considera “pouco afeita (sic) à qualidade, ao pluralismo e ao debate democrático”: a malograda TV Pública, cuja mensagem se propaga numa vasta e milionária solidão, falando para ninguém.

O governo e o partido, nesse particular, não têm conseguido nem mesmo ser doutrinários. O leitor, o telespectador, o ouvinte e o internauta repudiam a imprensa chapa-branca, o jornalismo a soldo, feito sob mando do estado, do governo ou de um partido.

O PT dos vários programas tem, na verdade, um programa só: substituir a sociedade pelo partido, daí as reiteradas tentativas de controlar a imprensa.

O jornalismo digno desse nome, que não se confunde com os esbirros a soldo, investiga o poder, questiona os poderosos, fala em defesa dos direitos protegidos pela Constituição. E é alvo permanente dos que preferem se esgueirar nas sombras, atuando à margem da lei.


Enquanto extremismos homicidas lutavam para provar a moralidade superior de suas respectivas ditaduras, a imprensa brasileira encarnava a firme, paciente e continuada defesa da democracia e do estado de direito.

E tem de continuar livre. Porque quero continuar a criticá-la!

A imprensa, como destacou a Carta ao Leitor da VEJA, na semana passada, não tem lições a receber de quem não compreende o valor universal da democracia e pretende subordiná-la aos interesses de um partido e de grupos de pressão que, sob o pretexto de representar a diversidade, falam em nome de seus próprios preconceitos.

A liberdade de imprensa não é uma concessão que governos generosos ou compassivos fazem à sociedade.

Ao contrário: os governos é que são uma concessão dos cidadãos à necessidade de um ordenamento jurídico que garanta as liberdades individuais.

Elegemos governos para que eles assegurem os nossos direitos, não para que os cassem.
Os autoritários transformam o estado e o governo numa finalidade. Para os democratas, eles são meios que asseguram as liberdades individuais e públicas.

A imprensa é o pilar do bem-estar democrático,
sem o qual a meta do bem-estar social é promessa vã de embusteiros.

Paro (talvez…) uns dias para descansar, mas já estou cheio de ânimo para o retorno.

Todos dizem querer o bem-estar social, e essa luta, sem dúvida, já está muito bem representada e tem muitos militantes. Saio um pouquinho e volto para a causa para a qual os convoco:

O BEM-ESTAR DEMOCRÁTICO
, pouco importa quem vença as eleições.

Não permitiremos que façam a nós, em nome de seus princípios, o que jamais faríamos a eles, em nome dos nossos.

O “Estado de Bem-Estar Democrático!”

É o nome de nossa causa!

17/07/2010

ESTATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

A  ESTATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO


NOTÍCIA

O governo enviou um projeto ao Congresso que proíbe a palmada — e os beliscões. Pai que der um tapa da bunda do moleque que se joga no chão no shopping porque cismou de comprar um escafandro pode ser denunciado. O tapa na bunda, meu amigo, passou a ser um assunto de estado.

COMENTÁRIO
Por Rivadavia Rosa



Trata-se de mais um arreganho de viés totalitário.
No âmbito empresarial o controle sobre as atividades, é expresso por ALMIR PAZZIANOTTO nesses termos:

“Trava-se dura e incerta batalha, no terreno da economia real, entre o direito de gestão do empresário, e a desabrida fúria intervencionista do Estado”.

Muito embora a Constituição privilegie a iniciativa privada a cada dia as empresas privadas reduzem-se a um círculo dentro do qual proprietários, diretores, gerentes, não dispõem  de autonomia para administrar seu próprio negócio, e nesse espaço apertado, atos legítimos e próprios de administração são submetidos ao arbítrio do Estado, afora a sanha tributária que se apropria cada vez mais do lucro empresarial (‘mais valia’)

O agronegócio além da ameaça criminosa permantente dos autodenominados movimentos sociais, como o dos ‘sem terras’, o controle é efetivado por portarias e resoluções administrativas que limitam o desenvolvimento da atividade.

Na educação já não há a preocupação sequer com o ensino, pois há o predomínio da ideologia.

Nos meios de comunicação tenta-se por todos os meios o controle da mídia, sob o eufemismo de ‘democratização dos meios de comunicação’.

Agora, tenta-se o controle direto do cidadão, na intimidade de sua família, cujo resultado será os filhos denunciarem os próprios pais.

No ‘despacho’ de encaminho do projeto, assim se manifesta sua excelência, o presidente Da Silva:

MENSAGEM Nº 409, de 14 de julho de 2010. Encaminhamento ao Congresso Nacional do texto do projeto de lei que "Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, para estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante". Diário Oficial da União Nº 134, quinta-feira, 15 de julho de 2010...aqui .
 O eufemismo motivador é altamente sensível:

direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante".

Quem pode ser contra, mas que usa de tratamento ‘cruel e degradante’ é torturador e esse é punido pelas leis penais.

Porém, o certo é que a exemplo dos ‘direitos humanos’, justiça ‘social’, ‘igualdade’, eventual políticas públicas são planejadas com o objetivo único e exclusivo de controle e manipulação da sociedade.

No mais é mais do que sabido que as mulheres e as crianças são vítimas historicamente, por sua vulnerabilidade, de abusos e maus tratos no curso dos séculos. E nenhuma lei pode coibir o que se passa no âmbito familiar.  

Para certas naturezas de índole perversas não há constituição ou leis que as inibam de cometer crimes, a exemplo do próprio autor da proposta que viola diária e descaradamente a lei eleitoral.

MEMÓRIA: 

Para combater o totalitarismo, basta compreender uma única coisa: o totalitarismo é a negação mais radical da liberdade. No entanto, essa negação da liberdade é comum a todas as tiranias e não é de importância fundamental para compreender a natureza peculiar do totalitarismo.

Contudo, quem não se mobiliza quando a liberdade está sob ameaça jamais se mobilizará por coisa alguma
.” ARENDT,          Hannah. Compreender – formação, exílio e totalitarismo (Ensaios – 1930-1954). Belo Horizonte/MG: Editora UFMG/CIA. LETRAS, 2008, p. 347.

Abs
RR