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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Revoltas seletivas


Por Ricardo Constantino
Veja.com

Concordo que no Brasil é impossível acompanhar de perto todos os escândalos que vêm à tona, quanto mais mostrar indignação ou se organizar para protestar contra eles. Ninguém faria outra coisa da vida!

Dito isso, chama a atenção certa seletividade na revolta demonstrada, ao menos naquelas mais organizadas em atos públicos.

Por exemplo: o estranho sumiço de Amarildo, o pedreiro da Rocinha. É claro que as autoridades devem explicações, e é claro que a população tem todo direito de cobrar investigações e levantar suspeitas que envolvem a própria força policial da UPP.

Mas e o caso da estudante de engenharia, Patrícia Amieiro, cujo desaparecimento suspeito já completou cinco anos?

Somente amigos e familiares insistiram em mais investigação e eventual condenação dos policiais supostamente envolvidos. A mobilização popular faz seleção por classe? A revolta é diferente quando some um pedreiro na favela ou uma estudante de engenharia de classe média?

Outro caso que vem à mente é a ocupação da Câmara dos Vereadores no Rio, em protesto contra a CPI dos Ônibus. Os manifestantes acusam de marmelada a coisa toda, e querem impedir que tudo termine em pizza.

Objetivo louvável, ainda que seus métodos nem tanto (não devemos aplaudir quem acha que pode governar no grito e com ameaça de violência; se as instituições são falhas, lutemos para melhorá-las dentro da democracia).

Mas cabe perguntar: ninguém vai falar nada sobre a Delta, aquela construtora envolvida até o pescoço em escândalos do governo federal e suas obras? A construtora do PAC, carro-chefe do governo Dilma, não merece um protesto organizado, uma manifestação popular, uma ocupação?

Perto dos desvios da Delta, a máfia dos ônibus é “fichinha”. Claro que isso não quer dizer que as empresas de ônibus devem ser deixadas de lado; é apenas uma questão de prioridades. Tento, aqui, compreender melhor os critérios usados para o grau de revolta e mobilização popular.

O escândalo do metrô paulista foi capaz de mobilizar bastante gente, e vimos vários artigos cobrando mais investigação ou até fazendo acusações precipitadas e levianas. Sim, o caso deve ser investigado, e os culpados punidos. Mas, novamente, meu interesse é pelo critério de seleção de escândalos para a demonstração de revolta.

A Petrobras, maior estatal do país, vive envolta em escândalos de corrupção. Tivemos o estranhíssimo caso da refinaria na Califórnia, que custou centenas de milhões de dólares aos “contribuintes”, e agora mesmo tivemos nova denúncia de favorecimento do PMDB e PT em compras internacionais.

Nem uma única demonstração de revolta por parte daqueles que se mostraram tão indignados com a corrupção no metrô paulista. Por que?

Por fim, há um nome que anda completamente sumido da agenda de protestos desses guardiões da ética: Rose. Trata-se de Rosemary Noronha, aquela que era unha e carne com o ex-presidente Lula.

Ninguém mais fala do escândalo que tinha tudo para abalar a República. Rose desapareceu, escafedeu-se, sumiu! E, no entanto, nenhum desses revoltosos contra a corrupção menciona seu nome. Por que?

Em tempo: não é curioso que os mesmos que silenciam sobre alguns casos e vociferam tanto sobre outros, são os mesmos que acusam a imprensa de “golpista” e parcial?

12/08/2013

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Em bilhete apreendido pela PF, Cachoeira escreve que Dirceu é “consultor da Delta” e pergunta por que petista não está preso


 
Por Fernando Mello
Folha
Em um bilhete apreendido pela Polícia Federal, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, se compara a José Dirceu e diz que fez o mesmo que o ex-ministro.

O papel estava na casa da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça. Nele, Cachoeira chama Dirceu de “consultor” da empreiteira Delta e questiona por qual motivo o ex-ministro não está preso.

O documento foi apreendido em julho, quando, a pedido do Ministério Público Federal, a Polícia Federal fez uma operação de busca e apreensão na casa de Andressa.

“Se eu sou um consultor da Delta e estou preso, e o Zé Dirceu que é um consultor da Delta?

Qual a diferença entre nós?”
, diz o texto.



A PF não investigou nenhuma relação de Dirceu com a Delta.

Naquele momento, o ex-ministro ainda não havia sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal, no processo do mensalão.

O papel chamou a atenção de investigadores e pessoas com acesso aos processos envolvendo Cachoeira.

Apesar de não haver relevância criminal para servir como prova, o bilhete foi visto como um recado ao PT.

O advogado de José Dirceu, Jose Luis de Oliveira, disse que o bilhete é “irrelevante”.

O advogado de Carlos Cachoeira, Nabor Bulhões, disse não ter conhecimento da existência do papel.

Durante a Operação Monte Carlo, deflagrada em 29 de fevereiro, a PF investigou as relações entre Cachoeira e a Delta, especialmente no Centro-Oeste.

A PF chegou a apontar Cachoeira como sócio oculto da Delta.

Laudos da polícia indicaram que verbas da empreiteira abasteceram empresas de fachada ligadas a Cachoeira.
(…)


26/11/2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Russomanno e o laranjal da Delta


Russomanno na casa do Abbud, com Adir Assad e o presidente estadual do PRB


Por Lauro Jardim
Eleições 2012

Veja como esse mundo é mesmo pequeno. Quem poderia imaginar uma festinha entre os fornecedores de notas fiscais do laranjal da Delta Construções Adir Assad e Marcelo Abbud (leia mais em Se a PF procurar, acha) com o líder das pesquisas em São Paulo, Celso Russomanno?

Pois a imagem aí de cima mostra tudo isso e mais alguns personagens, como o presidente estadual do PRB, Vinicius Carvalho, em uma alegre noite de maio deste ano na casa de Abbud.

Qual será a justificativa de Russomanno para conviver tão intimamente com essa dupla que a Delta e outras grandes empreiteiras usam para lavar dinheiro? Será que ano eleitoral é também ano de fazer novas amizades?

Para quem não lembra, Assad e seu sócio Abbud estão por trás de um conjunto de empresas fantasmas identificado pelo Coaf como destinatário de pelo menos 93 milhões de reais em recursos da empreiteira de Fernando Cavendish, entre janeiro de 2010 e julho de 2011.

Registradas no nome de laranjas, as empresas foram abertas nos anos eleitorais de 2008 e 2010.

Mas a dinheirama não foi usada para abonar serviços de engenharia.

Ela saiu do caixa da Delta principalmente para pagar propina a servidores públicos e abastecer caixa dois de campanhas eleitorais.

O esquema de Assad e Abbud está tão enraizado nos partidos que o seu silêncio na CPI mista do Cachoeira é garantido a peso de ouro.



26 de setembro de 2012

sábado, 4 de agosto de 2012

IIrrigação de laranjas: CPI descobre novas transferências milionárias da Delta para Cachoeira



Cachoeira: laranjal

Por Lauro Jardim
  Brasil



Nos últimos dias a CPI do Cachoeira conseguiu comprovar a transferência de mais 72 milhões de reais da Delta, de Fernando Cavendish, para empresas-fantasma de Carlinhos Cachoeira entre 2009 e 2012.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

O casal Collor não conhecia os poderes da magia vermelha





Rosane e a magia vermelha

gmfiuza

Geral 


Rosane Collor reapareceu em grande estilo. Em nome de Jesus, foi ao “Fantástico” pedir o aumento da pensão que Fernando lhe paga.
A ex-primeira-dama está indignada.

Contou que tem amigas divorciadas recebendo R$ 40 mil de pensão, e nenhuma delas é ex-mulher de senador ou de ex-presidente da República. Rosane está sobrevivendo com míseros R$ 18 mil que Collor lhe dá.
Esse flagrante de desigualdade social há de comover o Brasil.

E vem revelar a penúria dos herdeiros do esquema PC, provando que a gangue da Casa da Dinda era um grupo colegial perto dos profissionais de hoje.


Paulo César Farias extorquia empresários para reforçar o caixa presidencial e usava a LBA para empregar aliados.

Santa inocência.
Esse prontuário hoje não derrubaria nem o topete da presidente.


Carlinhos Cachoeira, o PC do século 21, mandava no Dnit – um dos órgãos mais ricos do governo federal. Dnit cujo diretor atendia a um emissário do PT para coletar verbas para a campanha de Dilma Rousseff.

Cachoeira era sócio clandestino da empreiteira que dominava o PAC, principal programa de obras do governo popular. Enquanto repassava dinheiro a empresas fantasmas do bicheiro, a empreiteira Delta recebia imunidade do governo Dilma – cometendo superfaturamentos em série sem ser afastada do PAC.

Diante de um esquema desses, PC e Collor ficariam assistindo de calças curtas e chupando pirulito.

Chega a dar pena de Rosane e seu marido trancados no porão fazendo magia negra contra os inimigos, vendo-se que hoje basta a presidente demitir meia-dúzia de aloprados para enfeitiçar toda uma nação (ou uns 80% dela).

O casal Collor não conhecia os poderes da magia vermelha.

Cachoeira é defendido pelo ex-ministro da Justiça de Lula e a CPI dá vida mansa à Delta e aos seus padrinhos federais.
Profissionalismo é isso aí.

Daqui a dez anos, nenhuma herdeira do esquema vai precisar mendigar aumento de pensão em público.

 16/07/2012

domingo, 17 de junho de 2012

Rio + 20%



Por Guilherme Fiuza

Enquanto o circo da sustentabilidade vende aos inocentes seus kits verdes de esperança, os não-inocentes garantem seu futuro sustentável em Brasília.

No momento crucial da CPI do Cachoeira, quando o suspeito número um do Brasil, Fernando Cavendish, deveria ser convocado a depor, a nação estava distraída com o carnaval fora de época da Rio + 20.

Resultado: o dono da Delta, pivô do que promete ser o maior escândalo de corrupção da história da República (em cifras e em alcance político), não precisou interromper seu descanso em Paris para se explicar aos brasileiros.

A não-convocação de Cavendish pela CPI, sem um mísero cara-pintada na rua para incomodar a Tropa do Cheque no Congresso, quer dizer o seguinte: o Brasil está se lixando para o seu futuro.

Pergunta aos foliões da Rio + 20: como planejar a sustentabilidade num país onde o orçamento da infra-estrutura é dominado por bandidos?

O esquema Delta-Cachoeira fez a festa no topo do Estado brasileiro, comandando o PAC com obras superfaturadas. Cavendish fez um caixa que lhe permitia, segundo ele mesmo, comprar um parlamentar por 30 milhões de reais. O Brasil ecológico e sustentável permitiu que os bandoleiros da CPI protegessem esse cidadão.

O Brasil ético está, como diria Paulo Francis, tecnicamente morto.


Fica combinado assim: vamos brincar de salvar o planeta com relatórios poéticos e tratados sobre o sexo dos anjos. Enquanto isso, a quadrilha do Cachoeira cuida da sua reciclagem – evitando a extinção da espécie e do esquema.

Que venha a Rio + 20%, onde os felizes herdeiros da operação Delta darão workshops sobre a sustentabilidade do golpe.



15/06/2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

18 milhões de reais



Por Lauro Jardim

Defesa mais cara que a de Carlinhos Cachoeira

Fernando Cavendish já chegou a negociar sua defesa por 18 milhões de reais com um advogado brasiliense.

Não fechou contrato, mas a base de preço era essa.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Planalto nega em nota oficial interferência na venda da Delta



A secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota oficial negando a interferência do governo na compra da Delta pelo grupo JBS, de que o BNDES é acionista
Por Reinaldo Azevedo

Em relação às negociações sobre a mudança do controle da Delta Construção, o governo federal reitera que não interfere em operações privadas.

São falsas, portanto, as ilações de que a referida operação teve aval deste governo.
O governo alerta que está em curso na Controladoria Geral da União processo de decretação de inidoneidade da Delta Construção.

Caso a CGU conclua pela condenação, a empresa estará impedida de ser contratada pela administração pública, nos termos da Lei 8.666 de 1993, com consequências econômicas presentes e futuras.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.”
Voltei

Ok. Tem focinho de cachorro, corpo de cachorro, patas de cachorro, rabo de cachorro, late como cachorro, mas não é cachorro.

A minha questão permanece: o BNDES será, ainda que indiretamente, sócio de uma empresa que pode ser considerada inidônea pelo próprio governo?


11/05/2012