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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Capa melhor do que esta não há ...





Por Marcelo Prudente



Para alguns, uma capa do dia-a-dia.

Para quem ainda pensa sozinho e tem o mínimo de descência, 
FICA ENVERGONHADO DE VER TANTA HIPOCRISIA!
Palmas para o amigo Bruno, que pescou essa pérola incrível!!!! 

03.11.2011


Quando a democracia começa a incomodar o colunismo político, a democracia pode estar precisando do Sírio-Libanês ou do Einstein… O SUS não resolve!






Sempre que alguém decide agredir a democracia ou submetê-la à canga de um líder ou de um partido, eu sou tomado por uma obsessão, para usar uma palavra que é do gosto de Lula: reafirmar os valores democráticos.


Assim, eu lhes trago outro vídeo em que o então presidente da República fala sobre saúde.

Trata-se do discurso que ele fez há exatos dois anos, no dia 3 de novembro de 2009, no 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Olinda.

É aquele em que diz que vai tentar convencer Barack Obama a criar o SUS
.

V
ejam.

V
olto depois.


Voltei
Mais uma vez, antes de comentar o vídeo, algumas considerações importantes.

O Brasil vive já há alguns anos sob o signo de um misto de censura e mistificação.




E esse monstrengo antidemocrático é encarnado pela figura de Lula.

Só por isso algumas pardalocas desarvoradas chegaram a pedir censura na Internet para que as pessoas parassem de dizer aquela “coisa horrível”, “aquela baixeza”, “aquela canalhice”.

E o que era essa coisa tão terrível?

“Vai se tratar no SUS, Lula!”


Acho que o texto que escrevi ontem diz boa parte do que tem de ser dito a respeito.

“Fascistas” são aqueles que consideram “ofensivo” que se possa oferecer a alguém como Lula o que é oferecido ao povo.

Não!

Eu não acho que ele esteja moralmente obrigado a se tratar no SUS, reitero!



Afirmar, no entanto, que tal sugestão é uma “ofensa grave” — a maioria dos portais da Internet cortou comentários com esse teor! — corresponde a ignorar as palavras do próprio petista.

A estupidez foi longe!

Leio aqui e ali que Lula colaborou com a “transparência do poder” ao admitir a sua doença e permitir que os médicos concedessem uma entrevista coletiva.

Uau!

Definitivamente, o homem foi alçado à condição de condestável da República. Eu nem sabia que ele estava no poder!

Considerava, na minha santa inocência, que a presidente era Dilma Rousseff.

Para mim, o Apedeuta era só o seu antecessor.




Leia mais aqui.

03.11.2011

Era só o que faltava quererem processar essa maioria anônima que deseja que Lula faça tratamento no SUS.





A imprensa mostra o quanto está aparelhada ao tentar enfrentar um sentimento justo e legítimo que tomou conta das redes sociais, com centenas de milhares de pessoas pedindo para Lula ir fazer o seu tratamento no SUS


Por O EDITOR
Blog do Coronel

Esta maioria anônima tem, já teve ou terá alguém na fila do sistema de saúde esperando mais de 70 dias por uma sessão de quimioterapia e mais de 120 dias para uma sessão de radioterapia.

Jornalistas que não têm coragem de enfrentar a verdade e continuam mitificando Lula (segundo um dos maiores hoje estampou hoje, "no terceiro dia da quimio, Lula repousou") agora atacam o anonimato.

Querem saber o nosso nome por quê?

Por que estamos bem de vida?

Mesmo que fosse, 99% não teria recursos para pagar um tratamento que sairá no mínimo R$ 1 milhão.

E que será pago, no caso de Lula, por um plano de saúde, mas um plano de saúde pago por nós, pois faz parte das vantagens eternas dos ex-presidentes.

Vejam o que Ricardo Melo escreve hoje na Folha de São Paulo:

Entre os que acusam Lula de falar uma coisa e de fazer outra ao tratar o câncer no hospital Sírio-Libanês, existe uma parcela imensa que simplesmente destila ódios partidários, preconceitos ideológicos e ressentimentos pessoais. Não houve pesquisa a respeito, até porque essa turma adora a sombra do anonimato. Caso tivesse acontecido, provavelmente veríamos que a grande maioria está bem de vida. No íntimo, protestam por considerar Lula representante daquela gente diferenciada destinada a definhar em macas ao relento, longe do conforto de quartos individuais.

Mas há também quem, de forma sincera, embora confusa, externe uma frustração legítima. Muitos são eleitores que, ao votar no PT e conduzir um metalúrgico à Presidência, esperavam mudanças radicais após anos de descaso de gestões tucanas e assemelhadas diante da tragédia da saúde pública. Como qualquer cidadão civilizado, torcem pela recuperação de Lula, adoram que o ex-presidente seja bem tratado, mas se incomodam quando outros tantos são privados das mesmas atenções.



Só falta os Gilbertos Dimenstein e os Ricardos Melo quererem transformar em crime qualquer crítica à Lula.

E saírem à cata dos anônimos que ousam criticar um presidente que sempre mentiu a respeito da saúde pública no Brasil, de forma deslavada.

A Venezuela não é aqui.

Nem a Argentina.

Nem o Equador.

Pelo menos enquanto existirem anônimos exercendo o seu direito de manifestação, gostem ou não gostem estes esbirros do PIP, o Partido da Imprensa Petista.


3 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

LULA E O SUS: VAMOS PÔR A COISA NO SEU DEVIDO LUGAR. CONTRA A VONTADE DOS TOLOS








O texto ficou um tantinho longo. Leiam até o fim. Acho que vale a pena.Assistam a este vídeo. Volto em seguida.


 


Voltei

Não vou tratar do vídeo agora. Voltarei a ele mais tarde. Preciso fazer antes algumas considerações.

O cidadão Luiz Inácio Lula da Silva tem condições de ter o melhor plano de saúde que o dinheiro pode comprar.

Não está, entendo, moralmente obrigado a se tratar no SUS.

Esse é apenas um dos motivos. Há outros e já os expus aqui.
Tentar impedir, no entanto, que as pessoas lhe façam essa cobrança, tachando-as de “agressivas” por isso, e se manifestem segundo a linguagem que o próprio Lula sempre empregou em sua militância, aí, meus caros, estamos diante de uma patrulha asquerosa, antidemocrática.

Os ai-ai-ais e ui-ui-uis se espalham por todo lugar. A rede petralha e os ex-jornalistas a soldo fazem o de sempre: desqualificam quem não é da turma.

O PT deliberou, não faz tempo, que criaria grupos para patrulhar a Internet.

Pelo visto, já estão em ação.

Lamentável é que ecos em favor de uma censura informal, de matriz supostamente moral, tenham chegado também à grande imprensa — aquela que os petistas costumam acusar de “golpista”.

Encerro este parágrafo com indagações, que serão retomadas a partir do próximo.

Que político brasileiro dividiu o país em dois grupos: “nós” e “eles”?

Que político brasileiro dividiu o país entre o povo e a Dona Zelite?

Que político brasileiro expropriou dos adversários a sua história, o seu passado e as suas conquistas para se pôr como o marco inaugural de uma civilização?

Seu nome é Luiz Inácio Lula da Silva.


Foi ele quem estabeleceu que os que são seus aliados ou a ele se subordinam politicamente merecem a chancela de “povo” — e os adversários seriam a execrável Dona Zelite, inimiga das massas.

No vídeo gravado ontem, sobre o qual escrevi, em que mistura miseravelmente a sua doença com o proselitismo político, vê-se, uma vez mais, a desqualificação dos opositores.

Só há um jeito de torcer pelo Brasil: apoiar Dilma.

Ora, o que aquele discurso tem a ver com o seu câncer?

O pior é que ele não é neófito nessa prática.

Já chego lá.

É Lula, pois, quem faz uma aposta permanente na divisão do Brasil, REIVINDICANDO PERMANENTEMENTE PARA SI A CONDIÇÃO DE HOMEM E DE REPRESENTANTE DO POVO — ELITES SÃO SEMPRE OS OUTROS.


E o que é que milhares de pessoas estão lembrando de modo claro — e isso está sendo chamado de “ataque” por alguns babacas?

Ora, povo, meu caro Lula, se trata no SUS, não no Sírio-Libanês!

Alguém pode me dizer o que há de mentira nisso?

A pergunta que segue agora não é dirigida aos que são pagos para me xingar.

Esses estão trabalhando, ainda que um trabalhinho sujo.

Pergunto aos idiotas que me xingam de graça: SUGERIR O SUS É UMA OFENSA PORQUE AQUELE É LUGAR DE POVO, É ISSO?

Qual é, afinal, o lugar de Lula no discurso?

Então os leitores/eleitores estão proibidos de confrontá-lo com as suas próprias palavras simplesmente porque ele é quem é?


Lula e Obama
Os candidatos a censores da opinião alheia hão de me perdoar — e, se não o fizeram, não dou a mínima —, mas é absolutamente legítimo, ainda que eu não concorde, que um cidadão brasileiro lhe sugira que recorra ao SUS porque ele próprio declarou o sistema “perto da perfeição”.

Em novembro de 2009, ao abrir o 9º Congresso Brasileiro de Saúde Pública, em Olinda (PE), anunciou que, quando falasse com o presidente dos EUA, Barack Obama, iria lhe dar um conselho: “Obama, faça um SUS. Custa mais barato, é de qualidade e é universal.”

Fazer o quê?

Lula é assim mesmo, não?

Hiperbólico quando se trata de exaltar qualidades que acredita ter.

E implacável com eventuais conquistas de adversários, das quais faz tabula rasa.

O molde é sempre o mesmo: “nós X eles”, “povo X elite”.

Será que os que agora, de modo um tanto irônico, sugerem que procure o SUS estão mesmo lhe fazendo um “ataque”?

Há, a propósito, esta dimensão que está sendo ignorada: trata-se de… ironia!

Nada além!
Todos sabem que ele não aceitará a sugestão.
Agora o vídeo e as promessas criminosas das UPAs

Então vamos voltar ao vídeo que abre o post. Diz Lula:

Eu tava visitando a UPA, e eu tava dizendo que ela tá tão bem organizada, ela tá tão bem estruturada, que dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui”.
Essa fala está correndo na Internet. Em uma reportagem, a Folha de ontem a tomou como exemplo dos “ataques” que Lula vem sofrendo.

Ataque?

Por quê?

Cumpre lembrar as circunstâncias.

O então presidente inaugurava, em Recife, no dia 27 de janeiro de 2010, uma das poucas Unidades de Pronto Atendimento que fez em seu governo e falou aquela batatada.

Ocorre que, logo depois, passou mal, teve uma crise hipertensiva e foi internado no Hospital Português, considerado o melhor de Recife e um dos melhores do Brasil.

Sim, este escriba que lhes fala escreveu a respeito.

O post está aqui. Vamos ver se Tio Rei é coerente. Permitam-me transcrever um trechinho em azul:

Tenho horror ao populismo. Digo com todas as letras: não acho que um presidente da República ou governador do Estado devam se tratar em unidades públicas de emergência, que não podem mesmo contar com todos os recursos que a medicina pode oferecer. Não porque eles “não sejam homens comuns” (como disse Lula a respeito de Sarney), mas porque uma doença grave de um governante ou mesmo a sua morte podem ter repercussão negativa na vida de milhões de pessoas.

Assim, é correto que o mandatário tenha à disposição o que há de melhor no setor. E é uma tarefa sua, indeclinável, fazer o possível para elevar as condições de atendimento na saúde pública - QUE VIVE UM CAOS NO BRASIL. Ponto parágrafo. É preciso parar de tratar o povo como idiota ou como tutelado. A UPA, se e quando funcionar bem, será um benefício para os pobres. E Lula nunca botará os pés ali como paciente.

“Ah, Reinaldo, ele estava brincando…” É? Sem essa! Nos palanques, Lula divide o país entre “eles” (as elites) e “nós” (o povo). Chama “elite” a seus inimigos, ainda que mais pobres e menos poderosos do que ele próprio; chama “povo” a seus amigos, ainda que sejam alguns potentados da economia - muitos mamando nos subsídios e desonerações fiscais.

Ele pode perfeitamente bem inaugurar uma unidade popular de saúde sem o apelo barato de que gostaria de ser atendido ali. Porque ele pertence à categoria dos que jamais serão atendidos ali. Quem recorre a essa linguagem não fala com o povo, mas com a platéia.


Volto a hoje

E então?

O que lhe parece?



Leia mais aqui.

02/11/2011

Opinião do Leitor

 


COMENTÁRIO

de  Akhenathon Akhton

Jornalistas estabelecidos levaram um tremendo susto com a web, principalmente quando abriram seções de comentários em suas colunas.

Descobriram que não eram deuses e que os leitores não eram mata-borrões, mas sim pessoas independentes e com idéias próprias.
Ficaram totalmente perdidos.

Nosso amigo Ricardo Noblat até hoje não sabe o que faz, Dimenstein está perdido, e agora dona Catanhêde resolveu agredir os leitores.


Assuma uma posição, seja coerente.

Em resumo:

DESÇA DO MURO.





Coluna de 02.11.2011

de eliane cantanhêde

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lula grava vídeo em que mistura sua doença com política. Silenciem os covardes a respeito, mas é um mau momento do doente e do político






O ex-fotógrafo oficial da Presidência Ricardo Stuckert gravou um vídeo, com a assinatura do Instituto Lula, em que o ex-presidente fala sobre a sua saúde e sobre política.

Assistam a vídeo.

Volto em seguida.




Voltei

Eu não tenho motivo nenhum para alterar uma linha do que escrevi no meu primeiro post a respeito da doença do ex-presidente, ainda no sábado. Recomendando serenidade aos leitores, expressei a minha convicção:

“O câncer não é instrumento de vingança política, não é uma lição de vida, não é um livro didático! Ele só ensina que é preciso vencê-lo. Nada mais!”

E avisei que coibiria manifestações agressivas ou que fizessem votos de que Lula fosse malsucedido em sua batalha. Fui ainda mais claro:

“Em síntese: Lula não está doente porque quer, não está doente porque merece, não está doente para ter uma lição de vida. Estará hoje nas minhas orações. Doenças não tornam a gente nem melhor nem pior. Elas só nos ensinam que é preciso vencê-las.”

Continuo a acreditar nisso.

Mas também expressei o temor, naquele texto, de que o próprio PT usasse politicamente a doença de Lula, como usou a de Dilma. Não deu outra. A exploração está em curso.

Se o câncer não existe para punir ninguém, também não existe para paralisar a inteligência e a crítica.

Lula vem a público, com a simpatia e o carisma habituais, para dizer que vai lutar para superar a doença, falando como indivíduo. É, sem dúvida, louvável. Na hora em que usa a doença para fazer exortações de natureza política, aí ele faz aquilo que os petistas acusam o antilulismo de fazer: recorrer à doença para fazer proselitismo político. Por que os críticos dos críticos de Lula não aparecem agora? Cadê o Gilberto Dimenstein para dizer que está “envergonhado”? Vamos analisar trechos da fala:


“Não foi a primeira e não será a última batalha que eu vou enfrentar”

Que se saiba, Lula nunca enfrentou uma séria “batalha” de saúde. Esta, de fato, é a primeira. As outras todas foram políticas. Logo, ele está falando sobre política, certo?

“Eu acho que a gente precisa continuar acreditando no Brasil, botando fé nesse país; Será inexorável a caminhada do país para se transformar numa grande economia, na melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro. E a gente fazer o que tem de ser feito: acreditar na nossa presidenta, ajudá-la, sabe?, porque é assim que o Brasil vai pra frente.”

O que isso tem a ver com o câncer?

Leia mais aqui.


01/11/2011

Alguém tem dúvida disso?






Lulla, faça o tratamento do câncer pelo SUS!

Júlio Ferreira

Recife - PE

Não sei o porquê do fato de alguns brasileiros, exercendo o seu direito de opinião, lançarem uma campanha para que o presidente Lulla faça o tratamento do câncer pelo SUS, possa ser entendido como algo tão ofensivo.

Será que finalmente vai haver o consenso sobre a tese de que ser pobre nesse país Tiririca, e depender dos serviços públicos de saúde, educação e segurança, é um castigo?

O fato é que nos discursos dos políticos, principalmente depois que o Brasil foi "redescoberto" pelo PT, os serviços públicos são "pintados" como "coisa de primeiro mundo", embora quando eles passem à condição de usuários, não ficam constrangidos em abrir mão dessas "maravilhas", optando imediatamente pelo que de melhor pode ser oferecido pela iniciativa privada, tal como agora está fazendo o presidente Lulla, que "na hora do aperto", não titubeou em buscar tratamento no Hospital Sírio-Libanês, um dos mais conceituados e luxuosos centros hospitalares do mundo.


Não seria essa uma boa oportunidade para Lulla prestar um grande serviço aos brasileiros, dando visibilidade, através do seu tratamento, aos extraordinários recursos que os governistas garantem disponibilizar através do SUS?


Na verdade, deveria haver uma norma legal obrigando os políticos e gestores públicos, independente de partido e/ou viés ideológico, a usar os serviços governamentais.

Com certeza, caso as "otoridades" tivessem de fazer uso, por exemplo, dos hospitais públicos, em caráter compulsório, haveria menos roubo e mais eficiência administrativa.


Alguém tem dúvida disso?


Lula serve de inspiração para campanha ‘Lula no SUS’






Fotos: Ricardo Stuckert/Instituto Cidadania
e Antônio Cruz/ABr


“Se é tão bom, se beira a "perfeição", se serve de pretexto para homenagear o Alencar, queremos o Lula no SUS!”

Além do câncer, Lula enfrenta um ataque que se propaga como uma metástase nos comentários de blogs e nas redes sociais. Alastra-se pela internet uma campanha para que o ex-soberano realize no SUS o tratamento contra o câncer de laringe diagnosticado no sábado.

Principal antagonista político de Lula, Fernando Henrique Cardoso apressou-se em defendê-lo: "Não endosso isso", disse, na noite passada. Para FHC, Lula não deve ser alvo senão de "solidariedade nesse momento de dificuldade".

Declarou que deseja que o rival "se restabeleça prontamente." Realçou que é imperioso "respeitar a saúde."



Em meio à polêmica, o ministro petê Alexandre Padilha (Saúde) veio à boca do palco para enaltecer a "qualidade" da assistência oncológica provida pelo SUS. Jactou-se de ter elevado em 22% o investimento no combate ao câncer. Em 2010, a pasta da Saúde aplicara R$ 1,8 bilhão. Vai fechar 2011 com R$ 2,2 bilhões.

Em texto veiculado no blog do ministério, Padilha disse que cresce o número de procedimentos oncológicos realizados na rede hospitalar pública. Em 2003, ano inaugural do primeiro reinado de Lula, contabilizaram-se 19,7 milhões de intervenções contra o câncer. Em 2011, estima-se que chegarão a 27,8 milhões.

O número de cirurgias contra o câncer saltou de 67 mil em 2003 para 94 mil em 2011. Curiosamente, Padilha forneceu matéria prima para a campanha ‘Lula no SUS’. Inquirido sobre o tratamento de Lula, a quem serviu como ministro das Relações Institucionais, Padilha falou de “preconceito”.

Referiu-se à reação emocional que o câncer costuma atear nas pessoas. Não falou do 'pé atrás' que levou o ex-chefe a tomar distância dos leitos públicos: “O presidente Lula, que já enfrentou tantos outros preconceitos, da forma como ele está lidando com o tratamento, vai superar mais um preconceito, sobre o cancer. Às vezes, as pessoas têm até medo de falar o nome da doença. O câncer tem cura.”

O ministro voltou a pegar em lanças pelo SUS: “Mais de 2,5 milhões procedimentos para o tratamento de câncer são feitos por mês no Sistema Único de Saúde. São quase 30 milhões de procedimentos por ano. Muitas pessoas estão se tratando de câncer no país e se curando.”

No miolo da notícia que a assessoria de Padilha pendurou no blog da Saúde, anotou-se: “O tratamento ao qual o ex-presidente está sendo submetido também pode ser realizado pela população em geral no SUS.” Será?

O Tribunal de Contas da União realizou inspeção no sistema público de tratamento oncológico. O resultado fulmina o lero-lero do ministro e ajuda a compreender as razões que levam Lula a fugir do SUS.

O TCU reforçou um diagnóstico conhecido: no SUS, o tratamento de câncer chega tarde e é ineficiente. Verificou-se que, em 2010, pelo menos 58 mil pacientes pobres foram privados de sessões de radioterapia na rede pública. Cerca de 80 mil pessoas deixaram de realizar cirurgias oncológicas requeridas pelos médicos.

Nos hospitais públicos, a fila da quimioterapia sujeitou a clientela a uma espera média de 76 dias. Apenas 35% dos pacientes foram atendidos no prazo mínimo estipulado pelo Ministério da Saúde: 30 dias. Na fila da radioterapia, o suplício é maior: espera de 113,4 dias. Registraram-se escassos 16% de atendimentos no primeiro mês pós-diagnóstico.

Conclui o TCU: o SUS "não está suficientemente estruturado para assegurar atenção oncológica adequada para toda a população que dela necessita."

Como se vê, a campanha inaugurada contra Lula na web, além de impiedosa, é injusta. O ex-soberano revela-se um sábio ao socorrer-se no Sírio Libanês. Nenhum brasileiro com a saúde financeira e mental em dia faria diferente.

Ironicamente, deve-se a Lula a inspiração que embala a nefasta cruzada anti-Lula que contagia o cristal líquido dos computadores. Na Presidência, Lula dissera que o SUS estava muito próximo da “perfeição”. Ao inaugurar uma unidade de pronto atendimento em Pernambuco, declarara que as instalações eram tão convidativas que dava vontade de ficar doente.



Fora do cargo, Lula brincou com a mãe de Caetano Veloso, que internara-se num hospital privado de Salvador para tratar-se de uma crise respiratória. Em visita a dona Canô, Lula disse, entre risos, que ela deveria ter chamado o SAMU, serviço de atendimento emergencial móvel do SUS.

Abalroado pelo câncer, Lula esqueceu a “perfeição” do sistema público. Chamar o telefone do SAMU? Nem pensar. Melhor correr para o Hospital Sírio Libanês, um dos mais bem aparelhados da América Latina.

Há três meses, Dilma Rousseff, outra paciente ilustre do Sírio, mudou o nome de um hospital público de São Paulo.

O Instituto Nacional de Câncer passou a chamar-se José Alencar. Homenagem ao ex-vice-presidente e ex-cliente do mesmo Sírio.

Declarações como as do Lula pré-câncer e gestos como o de Dilma pós-linfoma, combinados à trava que o governo impõe no Congresso ao projeto que regula os investimentos no SUS, movem a turba da internet.

A rapaziada sente-se como que compelida a gritar: “Se é tão bom, se beira a "perfeição", se serve de pretexto para homenagear o Alencar, queremos o Lula no SUS!”


01/11/2011


USP – Não há divisão nenhuma! Maioria quer polícia no campus


A palavra é forte, mas não há outra: é MENTIRA!

A USP não está dividida coisa nenhuma!

A esmagadora maioria dos alunos é favorável à presença da PM.


Uma reportagem sobre a USP na Folha desta terça começa assim:

“Dois atos marcados para hoje ilustram como a comunidade da USP está dividida em relação à presença da Polícia Militar no campus. De um lado, às 17h, um evento organizado por redes sociais pretende reunir estudantes que apóiam a PM. De outro, no mesmo horário, estudantes que invadiram um prédio da FFLCH convocaram uma assembléia para decidir se devem ou não deixar o local.”
A palavra é forte, mas não há outra: é MENTIRA! A USP não está dividida coisa nenhuma! A esmagadora maioria dos alunos é favorável à presença da PM. Quem se opõem são as correntes minoritárias de extrema esquerda, que reúnem alguns gatos-pingados entre os alunos, e a direção do Sintusp, também dominado por sectários. Além dos traficantes.
Quem provocou o confronto com a polícia, aliás, foi o sindicato. Ontem, a Congregação da FFLCH se reuniu e criticou a presença da PM no campus, afirmando que ela “extrapólou”. É uma ignomínia, um acinte à verdade, uma mentira descarada. A POLÍCIA FOI AGREDIDA POR BANDIDOS!
Manifestações

Uma das Malfaldinhas uspianas — publico só o primeiro nome: Amanda — me enviou ontem um comentário, tentando ser desafiadora, como se eu desconhecesse o movimento estudantil:

“Reinaldo, vc viu amanhã vai haver um ato pró-PM na USP? É a vez de por em xeque seu argumento de que são minorias que se manifestam. Pensa: se os que são a favor não passar de 300 na manifestação como ficará o seu recorrente argumento de que na manifestação tinha 600 alunos esquerdistas, o que respresenta 0, 0… da comunidade USP. Pensa!”
Assim como o “pensamento”, a língua em que ela se expressa também é de sua inteira responsabilidade. Vamos ver. Amanda, preste atenção porque eu só vou explicar uma vez. Maiorias e minorias, querida, não se medem entre os que estão nas praças e avenidas da USP, compreende?. O cotejo tem de ser dar entre os que estão nas salas de aula, estudando e se esforçando, e os que estão vagabundeando, tentando fazer a “revolução socialista”, depois, claro!, de comer sucrilho e tomar Toddynho comprados pelo papai reacionário…
A maioria que quer aula — e que assiste às aulas — nem mesmo reconhece o fórum de vocês por uma razão óbvia, correta e legítima: é uma instância manipulada, em que vigora  a vontade da… minoria! Amandinha, em que outro lugar do mundo, por exemplo, gente que se diz marxista ainda domina aparelhos sindicais? Só na USP! Em Pequim, nem sindicatos existem…
Eu não sei se haverá 10, 15, 20 ou 20 mil alunos favoráveis à PM. O que sei, moça, é que a maioria silenciosa quer estudar. E estuda! Até acho uma pena que ela não goste de sair às ruas de vez em quando. Só para que você soubesse o que é, realmente, uma maioria.
01/11/2011

Esperava-se uma comoção nacional






Não há notícias de romeiros chegando a São Bernardo do Campo.
 
Não espoucaram novenas nas missas dominicais e nem romarias aos santuários populares.


 
Nem mesmo a tag "Força Lula" decolou no twitter, mesmo disseminada por políticos de primeira grandeza e por jornalistas e blogueiros chapa-branca. Nem mesmo o papa mandou uma carta, mas apenas um recado educado de pleno restabelecimento através do embaixador.

Ao contrário: a exigência nas redes sociais que não podem ser censuradas por uma imprensa cínica foi que Lula seja tratado como um comum mortal, agora ainda mais mortal, recebendo o seu tratamento em algum hospital do SUS, onde, segundo ele, " a saúde é quase perfeita" ou em alguma UPA tão fantástica que "até da vontade de ficar doente para usar".

O clamor foi tão grande que a imprensa reagiu, tratando o fato como covardia, desumanidade, insanidade, creditando tais manifestações aos instintos mais selvagens de uma minoria de trogloditas virtuais.

Censurou as manifestações e deu espaço apenas para a análises comportamentais equivocadas.

A verdade tirada do episódio é que Lula não é a unanimidade que pregam.

Também é verdade que Lula está pagando o preço da sua gabolice e arrogância ao fazer afirmações mentirosas sobre a Saúde no Brasil, verbalizadas na forma de tiradas de efeito para obter dividendos políticos e eleitorais.

Mais verdade ainda é que a imprensa e a militância petista esperavam e desejavam uma comoção nacional.


Ela não houve e talvez a maioria silenciosa até concorde com os que se manifestam pelo tratamento de Lula no SUS, sintetizando nesta metáfora a revolta contra o político e também contra o homem que sempre usou a aura de pobrezinho para tornar-se um dos mais ricos homens públicos do Brasil.

A verdade, a grande e inquestionável verdade, é que Lula está tendo um caríssimo tratamento pago pelos contribuintes cancerosos anônimos que esperam mais de 70 dias por quimioterapia e mais de 120 dias por radioterapia nas filas do SUS.
Sabe o que é revoltante?

É ver uma imensa junta médica dizendo que Lula vai se salvar porque houve um rápido diagnóstico e o tratamento começou imediatamente.



É contra isso que as pessoas estão revoltadas, por ver o pretenso pai dos pobres ser tratado como um imperador.

Esperava-se uma comoção nacional.

Há motivos para que ela não tenha ocorrido, por mais que colunistas, blogueiros e jornalistas não aceitem investigar com isenção e sem preconceitos os motivos que despertaram este sentimento de justiça e de igualdade expresso por boa parte da população brasileira.

É mais fácil censurar e ficar perplexo ante a "maldade" de certas pessoas do que investigar o que existe por detrás deste desejo de que Lula tenha um tratamento isonômico para o seu câncer, igual ao de um Silva qualquer.

As pessoas não estão sendo más.

Elas estão sendo apenas justas nesta país cada vez mais injusto.


1 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

República destroçada



Vivemos numa República bufa

A constatação não é feita com satisfação, muito pelo contrário.

Basta ler o Estadão todo santo dia.

As notícias são desesperadoras.

A falta de compostura virou grife.

Com o perdão da expressão, mas parece que quanto mais canalha, melhor.

Os corruptos já não ficam envergonhados.

Buscam até justificativa histórica para privilégios.

O leitor deve se lembrar do símbolo maior da oligarquia nacional – e que exerce o domínio absoluto do seu Estado, uma verdadeira capitania familiar – proclamando aos quatro ventos seu “direito” de se deslocar em veículos aéreos mesmo em atividade privada.

Certa vez, Gregório de Matos Guerra iniciou um poema com o conhecido “Triste Bahia”.

Bem, como ninguém lê mais o Boca do Inferno, posso escrever (como se fosse meu): triste Brasil.

Pouco depois, o grande poeta baiano continuou: “Pobre te vejo a ti”.

É a melhor síntese do nosso país.
Trecho do artigo "República destroçada", de Marco Antonio Villa, O Estado de S.Paulo

Leia abaixo:



República destroçada

Marco Antonio Villa - O Estado de S.Paulo

Em 1899 um velho militante, desiludido com os rumos do regime, escreveu que a República não tinha sido proclamada naquele mesmo ano, mas somente anunciada. Dez anos depois continuava aguardando a materialização do seu sonho. Era um otimista. Mais de cem anos depois, o que temos é uma República em frangalhos, destroçada.
Constituições, códigos, leis, decretos, um emaranhado legal caótico. Mas nada consegue regular o bom funcionamento da democracia brasileira. Ética, moralidade, competência, eficiência, compromisso público simplesmente desapareceram. Temos um amontoado de políticos vorazes, saqueadores do erário. A impunidade acabou transformando alguns deles em referências morais, por mais estranho que pareça. Um conhecido político, símbolo da corrupção, do roubo de dinheiro público, do desvio de milhões e milhões de reais, chegou a comemorar recentemente, com muita pompa, o seu aniversário cercado pelas mais altas autoridades da República.
Vivemos uma época do vale-tudo. Desapareceram os homens públicos. Foram substituídos pelos políticos profissionais. Todos querem enriquecer a qualquer preço. E rapidamente. Não importam os meios. Garantidos pela impunidade, sabem que se forem apanhados têm sempre uma banca de advogados, regiamente pagos, para livrá-los de alguma condenação.
São anos marcados pela hipocrisia. Não há mais ideologia. Longe disso. A disputa política é pelo poder, que tudo pode e no qual nada é proibido. Pois os poderosos exercem o controle do Estado - controle no sentido mais amplo e autocrático possível. Feio não é violar a lei, mas perder uma eleição, estar distante do governo.
O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação, por mínima que seja. Não há mais distinção. O panorama político foi ficando cinzento, dificultando identificar as diferenças. Partidos, ações administrativas, programas partidários são meras fantasias, sem significados e facilmente substituíveis. O prazo de validade de uma aliança política, de um projeto de governo, é sempre muito curto. O aliado de hoje é facilmente transformado no adversário de amanhã, tudo porque o que os unia era meramente o espólio do poder.
Neste universo sombrio, somente os áulicos - e são tantos - é que podem estar satisfeitos. São os modernos bobos da corte. Devem sempre alegrar e divertir os poderosos, ser servis, educados e gentis. E não é de bom tom dizer que o rei está nu. Sobrevivem sempre elogiando e encontrando qualidades onde só há o vazio.
Mas a realidade acaba se impondo. Nenhum dos três Poderes consegue funcionar com um mínimo de eficiência. E republicanismo. Todos estão marcados pelo filhotismo, pela corrupção e incompetência. E nas três esferas: municipal, estadual e federal. O País conseguiu desmoralizar até novidades como as formas alternativas de trabalho social, as organizações não governamentais (ONGs). E mais: os Tribunais de Contas, que deveriam vigiar a aplicação do dinheiro público, são instrumentos de corrupção. E não faltam exemplos nos Estados, até mesmo nos mais importantes. A lista dos desmazelos é enorme e faltariam linhas e mais linhas para descrevê-los.
A política nacional tem a seriedade das chanchadas da Atlântida. Com a diferença de que ninguém tem o talento de um Oscarito ou de um Grande Otelo.

Os nossos políticos, em sua maioria, são canastrões, representam mal, muito mal, o papel de estadistas. Seriam, no máximo, meros figurantes em Nem Sansão nem Dalila. Grande parte deles não tem ideias próprias. Porém se acham em alta conta.
Um deles anunciou, com muita antecedência, que faria um importante pronunciamento no Senado. Seria o seu primeiro discurso. Pelo apresentado, é bom que seja o último. Deu a entender que era uma espécie de Winston Churchill das montanhas. Não era, nunca foi. Estava mais para ator de comédia pastelão. Agora prometeu ficar em silêncio. Fez bem, é mais prudente. Como diziam os antigos, quem não tem nada a dizer deve ficar calado.
Resta rir. Quem acompanha pela televisão as sessões do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e as entrevistas dos membros do Poder Executivo sabe o que estou dizendo.

O quadro é desolador.

Alguns mal sabem falar.

É difícil - muito difícil mesmo, sem exagero - entender do que estão tratando.
 
Em certos momentos parecem fazer parte de alguma sociedade secreta, pois nós - pobres cidadãos - temos dificuldade de compreender algumas decisões.

Mas não se esquecem do ritualismo.

Se não há seriedade no trato dos assuntos públicos, eles tentam manter as aparências, mesmo que nada republicanas.
 
O STF tem funcionários somente para colocar as capas nos ministros (são chamados de "capinhas") e outros para puxar a cadeira, nas sessões públicas, quando alguma excelência tem de se sentar para trabalhar.
Vivemos numa República bufa. A constatação não é feita com satisfação, muito pelo contrário. Basta ler o Estadão todo santo dia. As notícias são desesperadoras. A falta de compostura virou grife. Com o perdão da expressão, mas parece que quanto mais canalha, melhor. Os corruptos já não ficam envergonhados. Buscam até justificativa histórica para privilégios. O leitor deve se lembrar do símbolo maior da oligarquia nacional - e que exerce o domínio absoluto do seu Estado, uma verdadeira capitania familiar - proclamando aos quatro ventos seu "direito" de se deslocar em veículos aéreos mesmo em atividade privada.
Certa vez, Gregório de Matos Guerra iniciou um poema com o conhecido "Triste Bahia". Bem, como ninguém lê mais o Boca do Inferno, posso escrever (como se fosse meu): triste Brasil. Pouco depois, o grande poeta baiano continuou: "Pobre te vejo a ti". É a melhor síntese do nosso país.
HISTORIADOR, É PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS(UFSCAR)

30.10. 2011

Trogloditas fascistóides interrompem reportagem de Monalisa Perrone. Há nisso mais do que voluntarismo cretino





A jornalista Monalisa Perrone, da TV Globo, foi brutalmente interrompida, na porta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por dois cretinos quando fazia uma reportagem sobre a saúde do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ela tinha acabado de entrar ao vivo, no Jornal Hoje.

Seria só a manifestação demencial de dois idiotas?

Não exatamente.

Há, hoje, sobretudo na Internet, ex-jornalistas sustentados por dinheiro público — patrocinados pelo governo federal ou por estatais — que incentivam esse tipo de manifestação.

Inventam teorias as mais estapafúrdias para acusar os grandes veículos de comunicação de conspirar contra o governo, o petismo, Lula, Dilma, sei lá o quê…

Alguns idiotas caem na conversa.

Basta a gente ver o que vai pela rede.

Mal sabem que alguns pançudos estão sendo regiamente pagos, ou por órgãos oficiais ou pela concorrência, para promover esse clima de pega-pra-capar.

Aqueles caras não estavam lá por acaso.

O vídeo está aqui.

Volto em seguida.

Por que promover?

“Ah, Reinaldo, por que promover os caras?” Porque eles podem ser identificados e responder judicialmente pelo que fizeram.

Um deles, aquele cuja cara é mais evidente, informa “O Dia” Online, é Thiago de Carvalho Cunha, que já participou de outras manifestações “contra a mídia”.

É coisa de fascistas, que querem impedir na base do grito e da intimidação, o livre exercício do jornalismo.

E a Globo, obviamente, é um dos alvos.

Eis um bom momento para a reflexão.

Um ator contratado da emissora, diga-se, vive fazendo proselitismo “contra a mídia” nos blogs que servem a essa escória, estimulando justamente esse clima.

Pertence, na prática, a essa cadeia.

É aquele que, no domingo, concedeu uma entrevista à CBN, do grupo Globo, para falar mentiras sobre o meu blog.

Como é mesmo? “Cría cuervos y te sacarán los ojos”…


Comentários
Deixo claro que não publicarei comentários que flertem com esse tipo de comportamento — nem remotamente.

E também não aceitarei críticas na linha “Bem feito!

Quem manda a Globo etc e tal…?”

Nada disso!

Nós somos aqueles que repudiam a incivilidade.

Ponto!

Qualquer comentário que se volte contra as vítimas ajuda os fas
cistas.


31.10.2011

José Dirceu, o chefe da quadrilha: "e vamos derrotar eles nas urnas também porque eles têm de apanhar nas ruas e nas urnas”



Um comentário que a filha de Mário Covas enviou ao blog
Ou: O que eles fazem, o que não devemos fazer


O subjornalismo canalha acusa agora os adversários do PT de fazer rigorosamente o que os esbirros do partido fizeram e fazem com aqueles que consideram seus adversários.

Comigo não se criam porque:

a) não tenho receio dessa escória;

b) fico feliz a cada vez que falam mal de mim; por que alguém gostaria de ser elogiado por larápios e ladrões de dinheiro público? Por que alguém gostaria de ser aplaudido por gente que enche a pança com o dinheiro dos pobres?


No post acima, mostro como se comportou comigo o cara que se tornou blogueiro de Lula, a sua voz na Internet. Nem por isso mudarei a postura do blog. Seguirei no caminho que abracei.


Recebo de Renata Covas Lopes, filha do governador Mário Covas (SP), que morreu no dia 6 de março de 2001, o seguinte comentário:

Caríssimo, tem toda razão, sábias palavras: “Não aceitarei que se pague na mesma moeda; não darei a eles o prazer perverso de supor que somos iguais. Pela simples, óbvia e boa razão de que não somos.”
Dolorosos comentários sobre a doença de meu pai… Cheguei a ler que a doença devia tê-lo matado mais rápido. Mesmo assim não os tratarei da mesma maneira!

Meu pai já estava bem doente, e Zé Dirceu bradou: “Vamos bater neles nas urnas e nas ruas…E bateram na porta da Secretaria de Educação”. Mesmo assim, não farei o mesmo…



Voltei

Renata tem razão. Vejam este vídeo. O texto que vem a seguir fornece o contexto.

Não fosse pelo sotaque, daria para saber pelo caráter tratar-se de José Dirceu. Transcrevo a sua fala:

“E nós vamos dar a eles esta reposta: mais e mais mobilização, mais e mais greve, mais e mais movimento de rua, e vamos derrotar eles nas urnas também porque eles têm de apanhar nas ruas e nas urnas”.


O “chefe de quadrilha” (segundo a PGR) e deputado cassado por corrupção fez aquele discurso em 2000, durante uma assembléia de professores em greve.

O sindicato era presidido por Bebel — sim, aquela da greve eleitoreira de 2010, que foi até multada pelo TSE e que preside o sindicato até hoje.

É uma profissão boa. Não precisa sujar a unha de giz. Dias depois, em 1º de junho daquele ano, seguindo as ordens do chefão, os trogloditas agrediram covardemente o governador Mário Covas, agressão física mesmo, como vocês viram acima!

Já bastante debilitado pelo câncer — morreu nove meses depois —, ele chegou a ter um ponto de sangramento no lábio e outro na cabeça.

É assim que eles fazem política: atropelando as leis nas ruas e nos palácios.

A escória que mama nas tetas públicas hoje em dia acha que palavras duras sobre a doença de Lula são uma espécie de ofensa à santidade. Já Mário Covas podia, meses antes de morrer, ser espancado em praça pública, sob a incitação de Dirceu.

O “chefe de quadrilha” já se manifestou sobre esse vídeo e tentou dizer que era só força de expressão, que “bater nas ruas” queria dizer uma vitoria eleitoral.

Releiam a frase:

“E nós vamos dar a eles esta reposta: mais e mais mobilização, mais e mais greve, mais e mais movimento de rua, e vamos derrotar eles nas urnas também porque eles têm de apanhar nas ruas e nas urnas”.

Não!

Sobre a derrota nas urnas, ela já havia falado. “Bater neles nas ruas” quer dizer “bater neles nas ruas”; quer dizer aquilo que os petistas fizeram com Covas.

Mas Renata tem razão; eu mesmo, se me permitem, tenho razão.

Não se pode e não se deve pagar na mesma moeda.

E assim deve ser NÃO para provar para eles que somos moralmente superiores.
Para eles, não precisamos provar nada.

Eles nem sequer saberiam apreciar um ato acima da linha de imoralidade.

Devemos proceder assim em homenagem à decência, à integridade do nosso caráter, à bonomia da nossa alma...

31/10/2011

domingo, 30 de outubro de 2011

O padroeiro dos pecadores, o chefe dos mensaleiros e o doutor em absolvição de culpados querem uma toga de confiança


 Direto ao Ponto
Despejado da Casa Civil que aviltou, expulso de uma Câmara dos Deputados que absolve até Jaqueline Roriz, duas vezes denunciado pela Procuradoria Geral da República por chefiar o bando envolvido na roubalheira do mensalão, José Dirceu aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e corrupção ativa

 Se as instituições fossem mais musculosas, o atropelador compulsivo de códigos legais, valores morais e normas éticas estaria usando a voz exclusivamente para explicar-se em delegacias e tribunais. Como a idade política do Brasil recuou para perto do tempo das cavernas, Dirceu dá palpite em tudo. Sente-se tão à vontade que, sempre mirando nos próprios interesses, deu de socorrer colegas de bandidagens fantasiado de defensor do Estado de Direito. Haja cinismo.

“Considero corretíssima a posição da presidenta Dilma e de seu governo de não fazer pré-julgamento, linchamento, e respeitar rigorosamente a presunção da inocência do ministro Orlando Silva e que o ônus da prova é de responsabilidade exclusiva do acusador”, voltou a torturar a língua portuguesa nesta terça-feira.

“Se não nos mantivermos nessa linha, estaremos quebrando os princípios mais elementares de um Estado Democrático de Direito”.

De costas para a perplexidade da plateia, o canastrão caprichou na pose de inocente e foi em frente: “Infelizmente, existe no país uma corrente muito grande, particularmente na mídia, que tem insistido nesse caminho do pré-julgamento, do linchamento…

Eu sou uma vítima e exemplo claro disso”.


Haja estômago.

O Estado Democrático de Direito e José Dirceu não nasceram um para o outro, berra o prontuário do declarante.

Um celebra a liberdade irrestrita de imprensa. Outro sonha com o “controle social da mídia”.

Um se subordina ao império da lei. Outro sonha com a condenação à perpétua impunidade.

O Estado de Direito estabelece a separação e a independência dos Poderes. O guerrilheiro de festim, no momento, manobra para instalar uma toga de confiança na vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria da ministra Ellen Gracie.

Foi esse, por sinal, o tema da reunião que no fim de setembro juntou em Paris os companheiros José Dirceu, Márcio Thomaz Bastos e Lula.

O encontro da trindade nada santa teria sido secreto se Dirceu não fosse uma usina de ideias de jerico: 43 anos depois de ter inventado o congresso clandestino com esconderijo conhecido, nosso Steve Jobs de chanchada resolveu inventar a conversa sigilosa agendada em público.
O primeiro espanto ocorreu em outubro de 1968, quando juntou num sítio em Ibiúna, com menos de 10 mil habitantes, os mais de 1.200 participantes do congresso a UNE.

Foram todos parar na cadeia.

O segundo assombro consumou-se no meio da tarde de 27 de setembro, quando o padroeiro dos pecadores, o chefe dos mensaleiros e o doutor em absolvição de culpados se reuniram num apartamento do Hotel Lutetia.

A trinca só não foi parar nas primeiras páginas porque os jornalistas andam meio distraídos.

A quebra de sigilo ocorreu na noite de 22 de setembro, durante uma palestra de Dirceu no auditório da Força Sindical, em São Paulo.

Ao sentir a vibração do celular, o artista interrompeu o monólogo, identificou no visor a origem da chamada, abriu um sorriso de notícia boa, comunicou à plateia que a coisa era urgente, levantou-se da mesa e desapareceu nas coxias.

Reapareceu quatro minutos depois ainda mais risonho e, antes de retomar o palavrório, resolveu matar de inveja os espectadores:

─ É que eu estou acertando a agenda com o nosso Luiz Inácio Lula da Silva ─ gabou-se. ─ Ele está viajando, está indo para a Europa, e eu vou encontrar com ele.


Sem saber da inconfidência, Lula decolou na noite seguinte, fez uma escala nos Estados Unidos e, em 25 de setembro, instalou-se no cenário da conversa que deveria ser sigilosa.

A ideia do encontro na França nasceu quando o Instituto de Estudos Políticos marcou para 27 de setembro a cerimônia de entrega do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente.

Como o julgamento do mensalão vem aí, os três acharam que deveriam tratar com urgência do preenchimento da vaga no STF.

Ficou combinado que os ex-ministros viajariam para França ─ em datas diferentes e por distintos motivos, para não dar na vista.

Horas antes da festa, iriam ao encontro do chefe no hotel onde ficaria quatro dias hospedado.

Em 16 de setembro, depois de avisar no escritório que precisava descansar, o jurista que advoga até quando dorme embarcou com a mulher, num avião de carreira, “para duas semanas de férias”.

O casal ficou alojado no Hotel George Sand (modestíssimo, se comparado ao Lutetia, que cobra diárias de até R$ 12 mil).

Dirceu, que só lida com processos como réu, disse aos amigos que decolaria rumo a Paris “por causa de alguns compromissos como advogado”.

Negou-se a revelar os nomes dos clientes e do hotel em que dormiria. Também não esclareceu se voaria em avião de carreira ou em jatinho fretado. Só conta que voltou ao Brasil no dia 28, quando Lula seguiu para a Polônia.

Durante a festa de doutorado, os três fingiram que era o primeiro encontro em Paris. Esqueceram de combinar com um jornalista que, à tarde, viu Márcio e Dirceu chegando ao Lutetia com a discrição de um espião paraguaio.

Durante a conversa, Dirceu procurou convencer os parceiros de que a melhor candidata à toga momentaneamente sem dona é Maria Elizabeth Rocha, ministra do Superior Tribunal Militar. Amiga do ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT e ex-chefe da Advocacia Geral da União, Maria Elizabeth trabalhou entre 2003 e 2007 na subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Antes de ser indicada por Lula para o STM, portanto, passou cinco anos subordinada a José Dirceu e, depois, a Dilma Rousseff. Estava na Casa Civil quando explodiu o escândalo do mensalão. Essa anotação no currículo coloca sob suspeição a eventual julgadora de um caso cujo desfecho pode tirar o sossego de Dilma e o sono de Dirceu.

A trinca da reunião em Paris luta para impedir que se faça justiça. Se Ellen Gracie for substituída pela candidata preferida dos mensaleiros, os conspiradores trapalhões terão conseguido desmoralizar de vez o Supremo Tribunal Federal.

28/10/2011


Charge

 

 lula e o presente da dilma
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