

Governo federal destina quase 10% das verbas do PAC no Estado para desfavelizar comunidades que levam o nome de seu aliado
Prefeito de Castanhal nega que Jaderlândia tenha sido favorecida devido ao nome, mas reconhece que havia bairros em situação pior
Alan Marques/Folha Imagem ![]() |
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo Lula tem no Pará projetos -no valor de R$ 123,3 milhões- para "sanear" duas Jaderlândias e um Jardim Jader Barbalho, comunidades que levam o nome do deputado peemedebista do Pará. O valor representa quase 10% do total de R$ 1,3 bilhão do PAC no Pará.
Os recursos serão aplicados na desfavelização de três comunidades, que surgiram de invasões realizadas 23 anos atrás com o aval de Jader, então governador do Pará (1983-1987).
Jaderlândia e a comunidade Jardim Jader Barbalho ficam em Ananindeua (vizinha a Belém). A cidade tem como prefeito Helder Barbalho (PMDB), filho de Jader. Há ainda uma outra Jaderlândia na cidade de Castanhal (70 km de Belém).
Luiz Inácio Lula da Silva, ao jogar a oposição contra a sociedade, “se porta como animador de auditório, e não como presidente da República”.
FOLHA - Por onde as investigações devem começar?LUIZ SÉRGIO - Acho que o primeiro a ser convidado deve ser o Jorge Hage [ministro da Controladoria Geral da União] porque foi ele quem criou o site da transparência [onde são divulgadas as informações sobre os gastos com os cartões]. Dentro desse contexto, inclusive, acho que o ex-ministro [do Planejamento no governo FHC, hoje no Banco Mundial] Paulo Paiva, que assinou o ato que cria os cartões, pode dar uma enorme contribuição. Quais problemas ele detectou na época?
MARISA SERRANO - O começo de uma CPI tem que ser a partir dos fatos conhecidos, que são de domínio público. Se você tem uma investigação, você tem os fatos, é o natural começar por eles.
FOLHA - Qual o foco a CPI deve ter?
LUIZ SÉRGIO - Devemos primeiro fazer um debate na CPI se o cartão é bom ou não, se as contas "tipo B" são boas ou não. Eu acho que os cartões são melhores. Acho que a CPI precisará debater isso.
MARISA SERRANO - O foco tem que ser se houve corrupção ou não e, principalmente, que tipo de medidas podemos sugerir ao Congresso para que esses fatos não se repitam.
FOLHA - Gastos pessoais da Presidência devem ser sigilosos?
LUIZ SÉRGIO - É muito mais uma questão técnica do que política. Existem normas e uma prática estabelecida no Brasil e vamos aproveitar para fazer o debate. Há os que acham que tem que dar publicidade a tudo e há os que acham fundamental manter sigiloso para segurança.
MARISA SERRANO - O [ex-]presidente FHC escreveu carta para o Sérgio Guerra [presidente do PSDB] dizendo que [a CPI] pode investigar tudo porque as roupas da dona Ruth [Cardoso] quem pagava era ele. Tem que se investigar por área de gastos. Se é material de escritório, uso pessoal, limpeza. Se eu tenho uma média de gastos mensal com compras de alimentação, por exemplo, de R$ 30 mil, e num mês gasto R$ 800 mil, alguma coisa está errada e será preciso verificar.

Se o Senado mantiver intocado o texto do projeto de criação da TV Pública que foi aprovado esta semana pela Câmara, endossando medidas com viés claramente fisiológico, político e partidário propostas pelo relator Walter Pinheiro (PT-BA), a nova emissora estará à mercê do governo para utilizá-la como bem entender.
É possível que não haja obstáculos políticos para a correção, pelo Senado, dos erros cometidos, pela Câmara, na definição de suas fontes de financiamento e na dispensa de licitação e de concurso. O mesmo não se pode afirmar da vinculação da EBC à Secom e da forma de escolha de diretores, que, certamente, não foram um “erro” da Câmara, mas sim a obediência da maioria situacionista a um comando do governo.
Marco Aurélio disse, nesta quinta-feira (28/2), estar “perplexo” e “inconformado” com as afirmações do executivo da Oi Fixo.