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segunda-feira, 27 de abril de 2015

No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, revelações do empreiteiro amigo empurram Lula para o pântano do Petrolão




Por Augusto Nunes

Neste sábado, os leitores de VEJA souberam que o empreiteiro Léo Pinheiro, transferido da presidência da OAS para uma cadeia em Curitiba, fez revelações suficientes para tirar de vez o sono de Lula e estender por prazo indeterminado o sumiço do palanque ambulante. Como ainda não se decidiu por um acordo de delação premiada, o empresário encarcerado pode até, para socorrer o chefe e amigo, desmentir-se em outro depoimento. Mas tal opção é de alto risco: a demonstração de fidelidade lhe custará alguns anos de prisão em regime fechado.


Seja qual for o caminho escolhido, o que Pinheiro já disse (e detalhou em copiosas anotações manuscritas) basta para incorporar ao elenco do Petrolão o protagonista que faltava. No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, as relações promíscuas entre o manda-chuva da OAS e o reizinho do Brasil serão escancaradas nas oito páginas da reportagem de capa. Entre tantas histórias muito mal contadas, a dupla esbanja afinação especialmente em três, valorizadas pela participação de coadjuvantes que valorizam qualquer peça político-policial.

Num episódio, o ex-presidente induz Pinheiro a presenteá-lo com a reforma do sítio que, embora Lula o chame de seu, pertence oficialmente a um sócio do filho Lulinha. Noutro, um emissário do pedinte vocacional incumbe o empreiteiro de arranjar serviço e dinheiro para o marido de Rosemary Noronha, a ex-segunda-dama que ameaçava vingar-se do abandono com a abertura de uma assustadora caixa-preta. Mais além, o comandante da OAS cuida de desmatar o atalho que levou Lula a virar dono de um triplex no Guarujá.

A participação do ex-presidente no naufrágio da Petrobras ainda não entrou na mira da Polícia Federal. O inventor do Brasil Maravilha está a um passo do pântano sem que tenha começado a devassa das catacumbas malcheirosas que escondem a farra das refinarias inúteis e a montagem da diretoria infestada de ineptos e corruptos, fora o resto. Pode estar aí a explicação para o estranho vídeo em que celebra as vantagens de um bom preparo físico. Vai precisar disso quando tiver de sair em desabalada carreira.




25/04/2015


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Depois de esclarecido o “caso do aeroporto”, os sherloques da imprensa especializados em mistérios da aviação civil têm tempo de sobra para investigar as viagens clandestinas de Rosemary Noronha a bordo do Aerolula




Por Augusto Nunes

Em 2 de agosto, no noticiário sobre a escala em Montes Claros da trupe governista, a Folha de S. Paulo expôs na vitrine o lixo despejado pelo palanque ambulante e escondeu a vassoura finalmente sobraçada por um oposicionista de alta patente. “Dilma e Lula ironizam Aécio por ter feito aeroporto em terra de tio”, berrou a manchete da página A6. Três dias antes, num artigo publicado no mesmo jornal, o candidato do PSDB à Presidência admitiu ter usado quatro ou cinco vezes o aeródromo de Cláudio, reconheceu que deveria ter verificado previamente a situação legal da pista e, de novo, provou que não cometeu nenhuma irregularidade.

Alheios às explicações de Aécio, o enviado especial abriu a reportagem com a transcrição sem ressalvas do palavrório de Dilma. “Nós aumentamos a capacidade dos aeroportos em 67 milhões de passageiros e ninguém ficou com a chave desses aeroportos”, elogiou-se a supergerente que só sabe fazer puxadinhos, enxerga multidões inexistentes nos saguões, inventou a privatização com codinome, entregou a empreiteiros amigos as chaves dos principais aeroportos e mantém engavetados os 800 novinhos em folha que prometeu inaugurar ainda em 2014.

O desfile de fantasias, insultos insinuados e bazófias difamatórias prosseguiu com a reprodução de um trecho da entrevista de Lula à Gazeta do Norte de Minas: “O Estado não pode ser tratado como propriedade para benefício de uma família”, provocou o ex-presidente ao comentar o “caso do aeroporto”. Mesmo para a oposição mais gentil da história republicana, passou da conta a aula de ética proferida pelo pai do Lulinha e provedor de Rosemary Noronha. Só então, pela primeira vez desde a divulgação parcial das maracutaias descobertas pela Polícia Federal em novembro de 2012, o oportunista que vive confundindo o público e o privado foi confrontado com o escândalo que protagonizou ao lado de Rosemary Noronha.

Coube ao ex-deputado Pimenta da Veiga cutucar a fratura exposta: “Misturar assuntos pessoais com assuntos de governo não é prática do PSDB”, advertiu a nota oficial divulgada pelo candidato do PSDB ao governo mineiro, antes da frase de 23 palavras que merecia virar manchete de primeira página em todos os jornais que prezam a inteligência dos leitores: “O presidente perdeu mais uma boa oportunidade para dar as explicações que o Brasil aguarda há muito tempo sobre pessoas da sua intimidade”.

Embora Pimenta da Veiga não tenha identificado pelo nome e sobrenome a larápia que o então chefe de governo transformou em segunda-dama, chefe do escritório paulista da presidência e passageira clandestina do AeroLula, a Folha tratou de confinar o histórico revide em dois parágrafos. O Globo e o Estadão, que também destacaram o lixo, não concederam uma única e escassa linha à vassoura desfraldada por Pimenta da Veiga. Cabe ao exército de Aécio intensificar a ofensiva até que Lula já não possa fingir que nada ouviu, até que a imprensa dócil seja forçada a curar a miopia seletiva.

É hora de trocar mensagens cifradas por recados com todas as letras. Os oposicionistas sem medo precisam deixar claro que Lula deixou de ser inimputável., e que a licença para pecar ultrapassou o prazo de validade. Como registra o post reproduzido na seção Vale Reprise, faz 620 dias que o chefão da seita foge de pelo menos 40 perguntas vinculadas ao caso Rose. Faz mais de um ano e meio que a oposição e os bravos rapazes da imprensa se dispensam de perguntar-lhe o que não tem resposta.

Durante 10 dias, repórteres dos três maiores diários brasileiros exigiram que Aécio Neves revelasse quantas vezes utilizara o “aeroporto” de Cláudio. Agora que o segredo foi desvendado, os sherloques especializados em mistérios da aviação civil têm tempo de sobra para investigar o enigma muito mais relevante. Para facilitar o trabalho dos repórteres, a coluna enfileira dez perguntas que envolvem a dupla Lula e Rosemary.

1. Quantos vezes o Aerolula decolou com Rosemary Noronha a bordo?

2. Quais os motivos da inclusão de Rose na comitiva presidencial em pelo menos 20 viagens internacionais?

3. Por que foi contemplada com um passaporte diplomático?

4. Quem autorizou a concessão do passaporte?

5. Por que o nome de Rosemary Noronha nunca apareceu nas listas oficiais de passageiros do avião presidencial divulgadas pelo Diário Oficial da União?

6. Quem se responsabilizou pelo embarque de uma passageira clandestina?

7. Por que Marisa Letícia e Rose não eram incluídas numa mesma comitiva?

8. Quais eram as tarefas confiadas a Rose durante as viagens?

9. Todo avião utilizado por autoridades em missão oficial é considerado Unidade Militar. Os militares que tripulavam a aeronave sabiam que havia uma clandestina a bordo?

10. Como foram pagas e justificadas as despesas de uma passageira que oficialmente não existia?

Não é tudo. Mas já basta para autorizar a decolagem rumo a verdades que os culpados escondem desde 23 de novembro de 2012.

04/08/2014



segunda-feira, 29 de julho de 2013

Se demorou nove anos para inventar uma versão sobre o bombom de cupuaçu, Lula vai querer falar do caso Rose só em 2022




Por Augusto Nunes

As plateias amestradas de Lula aplaudem as bazófias de um presunçoso patológico com a mesma aplicação exibida quando endossam com lágrimas de esguicho as pieguices recitadas pelo coitadinho de araque. O bom entendimento entre o canastrão e a claque foi reiterado no Festival da Mulher Afro, Latino-Americana e Caribenha, realizado em Brasília na semana passada.

Deslumbrado com a narrativa das façanhas do maior dos governantes desde Tomé de Souza, o auditório teve de arquivar temporariamente o entusiasmo para comover-se com a entrada em cena do nordestino perseguido por preconceituosos cruéis. Desta vez, Lula resolveu emocionar o público com a ressurreição de um episódio ocorrido há nove anos em Tucuruí.

Pouca gente se lembrava da história. O homem que nunca lembra o que importa, soube-se agora, guardou-a na gaveta da memória reservada a casos exemplares de preconceito. Ao resgatá-la, como de praxe, Lula deturpou o que efetivamente aconteceu com a versão malandra abaixo transcrita:

“A maldade comigo era tanta que eu ganhei uma bala, mas eu estava sentado na cadeira e não tinha onde guardar. Desembrulhei a bichinha e coloquei o papel com muito cuidado no pé da cadeira (…). Tamanha foi minha surpresa que a capa do jornal era só o papel de bala”.

Conversa fiada, informam as fotos e berra o noticiário dos jornais sobre aquela tarde de 2004 em que o palanque ambulante estacionou no interior do Pará para inaugurar três turbinas da hidrelétrica de Tucuruí. No centro da mesa das autoridades, o que Lula desembrulhou e engoliu gulosamente, como atesta a imagem à esquerda, não foi uma bala. Foi um bombom de cupuaçu que acabara de ganhar de presente.

Teria pedido mais um se não descobrisse que estava com um problema na mão esquerda: a bolinha de papel a que fora reduzida a embalagem. Poderia tê-la guardado num bolso, para depois jogá-la no lixo. Poderia repassá-la ao ajudante-de-ordens. Em vez disso, sem notar que nada encobria o que o se passava debaixo da mesa, fez a opção pela esperteza.

Péssima ideia, constatou ao topar com a sequência de fotos, publicadas pela Folha no dia seguinte, que registrou todas as etapas da operação. Primeiro, caprichando na cara de paisagem, Lula passou a bolinha de papel da mão direita para a esquerda. Em seguida, estendeu o braço sobre o encosto da cadeira ocupada pelo governador tucano Simão Jatene.

“Coloquei o papel com muito cuidado no pé da cadeira”, fantasiou na discurseira em Brasília. O registro fotográfico grita que não. O que ele fez, fingindo-se absorvido por reflexões sobre os superiores interesses da pátria, foi deixar o papel cair no chão ─ e atrás do governador. Milhões de brasileiros jogam lixo na rua. Mas não se sabe de outro presidente da República que, sem testemunhas por perto, é capaz de jogar uma casca de banana na frente de um asilo.

Lula passou nove anos sem comentar o episódio. Resolveu exumá-lo agora apenas para tentar enterrar publicamente a verdade. Faz quase 300 dias que não abre a boca sobre o escândalo que estrelou ao lado de Rosemary Noronha. Se mantiver o padrão, só tratará do caso em 2022. Como é certo que vai contar mentiras, deveria ao menos aprender a assassinar fatos e fotos com mais criatividade.


domingo, 30 de junho de 2013

O medo da vaia esvazia a tribuna de honra do Maracanã: Lula refugiou-se na África e Dilma resolveu ficar escondida em casa




 

Por Augusto Nunes
Em silêncio sobre o caso Rose há 217 dias, faz 23 que Lula não abre a boca em público sobre as manifestações de rua que vêm ocorrendo em centenas de cidades desde 6 de junho.

E vai continuar fugindo do assunto enquanto puder. Nesta sexta-feira, depois de permanecer enfurnado algumas semanas no Instituto Lula, o maior dos governantes desde Tomé de Souza tratou de afastar-se de problemas novos ou antigos a jato.
Jatinho, para ser mais preciso.

A bordo de um deles, cedido por um dos patrões do camelô de empreiteiros, caiu fora do país que perdeu a paciência com os vendedores de fumaça que arquitetaram a farsa do Brasil Maravilha.

Como informa a coluna do meu irmão Ricardo Setti, o palanque ambulante foi tapear plateias na África. Nos países explorados por ditadores companheiros, as balas que reprimem manifestações contra o governo não são de borracha.

Além de escondê-lo de perguntas sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado da segunda dama Rosemary Noronha, e de poupá-lo de caçar explicações para a onda de descontentamento que varre o paraíso imaginário, a viagem livrou o foragido do dilema que atormentou a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes: ir ou não ir ao Maracanã neste domingo.

Os três ases das urnas alegaram que, antes de anunciar o que fariam, precisavam saber o que pretendiam fazer os manifestantes que vão protestar nas ruas do Rio contra a afrontosa gastança do bando que surfa na Copa da Ladroagem.

Conversa fiada: o que aguça o pavor dos parceiros é a certeza de que nenhum escaparia da surra sonora aplicada por milhares de brasileiros que não embarcaram no conto da “pátria de chuteiras”.

Neste sábado, Dilma enfim revogou a bravata recitada no mesmo dia em que a multidão aglomerada no Mané Garrincha mostrou o que acha do seu desempenho.

Vai ver pela TV o jogo entre o Brasil e a Espanha. Foi aconselhada a ficar em casa pelas lembranças do vexame na abertura da Copa das Confederações, pelo clamor das ruas e pela pesquisa divulgada pelo Datafolha.

Como também aconselhou a chefe a manter distância da zona perigosa, pode-se deduzir que Sérgio Cabral vai torcer pela Seleção em companhia da família.

É provável que convide Eduardo Paes para dividir um sofá. A deserção dos que dias atrás enxergavam a oitava maravilha do mundo no estádio reformado por absurdos 1,2 bilhão de reais atesta que, se soubessem dos planos de Lula, todos teriam disputado a pontapés uma vaga no jatinho do palanque ambulante.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, será vaiado sozinho.

No Maracanã superlotado, estarão vazios os lugares reservados à presidente, ao governador e ao prefeito na tribuna de honra.

É mais uma prova contundente de que os governantes lulopetistas e seus comparsas só protagonizam demonstrações de bravura em combate quando lutam contra a lei, a ética e os cofres públicos.

29/06/2013


sexta-feira, 28 de junho de 2013

A fuga de Lula e a mudez dos três parceiros informam: no Maracanã superlotado, vai haver lugar de sobra na tribuna de honra





Em silêncio sobre o caso Rose há 217 dias, faz 22 que Lula não abre a boca em público sobre as manifestações de rua que vêm ocorrendo em centenas de cidades desde 6 de junho.

E vai fazer o que pode para continuar longe do assunto, dos manifestantes e do país que perdeu a paciência com gente que enriquece no Brasil Maravilha.

Depois de permanecer enfurnado algumas semanas no Instituto Lula, o maior dos governantes desde Tomé de Souza decidiu afastar-se de todos os problemas e incômodos a jato ─ cedido por um empreiteiro amigo, naturalmente.

Nesta sexta-feira, como informa a coluna do meu irmão Ricardo Setti, o palanque ambulante foi tapear plateias na África.

Além de escondê-lo de perguntas sobre o caso de polícia que protagoniza ao lado da segunda-dama Rosemary Noronha, além de poupá-lo de caçar explicações para a onda de descontentamento que varre o paraíso que construiu em oito anos, a viagem permitiu a Lula livrar-se da dúvida que acossa a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes: ir ou não ir ao Maracanã neste domingo.

Antes de decidirem o que fazer, os três ases das urnas querem saber o que farão nas imediações do estádio os participantes da manifestação de protesto contra as patifarias bilionárias que transformaram a Copa da Ladroagem na mais cara da história.

A palidez e o olhar assustadiço da trinca reforçam a suspeita de que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, vai ouvir desacompanhado a sequência de vaias.

O Maracanã estará superlotado. Mas haverá lugar de sobra na tribuna de honra.
28/06/2013



sexta-feira, 31 de maio de 2013

‘Lulêu e Rosiêta’, um cordel de Fred Crux


 Feira Livre

Por Augusto Nunes



LULÊU E ROSIÊTA

FRED CRUX

(um romance à brasileira)

1
No Reino do Bananal,
um país meio aloprado,
surgiu um dia um casal
que já estava fadado
a fazer parte da história
se bem que sem muita glória.
Corrijam se estou errado.

2
Eu vou contar a vocês
como tudo começou:
ele era o antiburguês
e assim que iniciou
carreira sindicalista
se tornou mero fascista
com tendência a ditador

3
Falava em qualquer comício
como um sujeito decente
e sem muito sacrifício
enganava toda a gente.
Sua cultura raquítica,
como convém na política,
começava a ganhar frente.

4
Fundou partido operário,
bem vermelho e revoltado,
que lutava por salário
do tal proletariado
mas que no fundo almejava
o poder, que só teimava
em ir para o outro lado.

5
Convenceu a classe média
que ele era a salvação
e seria uma tragédia
se perdesse a eleição.
Candidato derrotado,
repetia este seu fado
sem perder a direção.

6
Até que um dia se elege
e aí começa o drama
pois logo tornou-se herege,
deitou na fama e na cama,
meteu os pés pelos pés,
distribuiu capilés
e espojou-se na lama

7
E logo entornou a pipa,
reformou toda a “fachada”,
arrumou-se com uma “tipa”
que de “besta” não tem nada.
Uma tal de Rosemary
que morde, agrada e não fere
feito bichinha assanhada.

8
Essa dona, com prazer,
conquistou o manda-chuva
infiltrou-se no poder.
De tamarindo fez uva,
passou a mandar em tudo.
Conquistado o casacudo
lhe dava tapa de luva.

9
Viajou muito à vontade
por dezenas de países
no lugar da titular
e foi criando raízes.
Na cabine do avião,
ela jogava um bolão,
não deixava cicatrizes

10
E o presidente abobado
fazia todo o seu gosto.
Entregou-lhe o seu reinado,
mostrou-se muito disposto
a fazer qualquer benesse.
O que dona Rose quisesse,
cumpriria sem desgosto.

11
O Cara foi se enredando
com Rosemary, afinal
que um belo dia acordando
leu de pronto no jornal
A tramóia descoberta
a intimidade aberta
foi tombo descomunal

12
O choque foi tão agudo
que o papagaio falante
se tornou bicho trombudo
e naquele mesmo instante
teve horror a microfone,
desligou o telefone
e na hora ficou mudo

13
Hoje faz mais de seis meses
que Lula, rei da mentira,
escondeu-se dos fregueses,
camuflou a “pomba-gira”,
não quis mais um holofote,
apagou o seu archote
e multiplicou sua ira.
Rosemary, esse mistério
ninguém sabe se está viva
ou em algum ministério
fazendo uma tentativa
de esconder da polícia
toda aquela imundícia
que tramou quando era ativa.

14
O ex-presidente, então,
que já foi um poderoso,
fechou o seu matulão.
Boca-de-siri manhoso,
não fala nada de nada
camuflando a sua “fada”,
se escondendo do seu povo

15
Então, seu ex-presidente,
escolha agora o caminho.
Assuma o caso pendente
e abrace o seu espinho
porque já cheirou a Rosa,
que um dia foi formosa
e ainda quer seu carinho.

16
E que os dois, abraçados,
paguem pelo desmantelo
junto com os apaniguados.
Que desenrolem o novelo
de toda essa trambicagem.
É esta a minha mensagem
do nosso povo é o apelo !

31/05/2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Brickmann: nem gente poderosa ligada ao governo, como a Turma do Mensalão, foi tratada com tanta gentileza pelas autoridades quanto “Rose”, a amiga de Lula. Por que é que ela é mais igual que os outros?



Por Ricardo Setti

Por que será que Rosemary Noronha é mais igual que os outros?
(Foto: Fernando Cavalcanti)

A nota que publico abaixo, com o respectivo título, integra a coluna desta semana do jornalista Carlos Brickmann no Observatório da Imprensa.
OS MAIS IGUAIS

O julgamento dos réus do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal, foi integralmente transmitido pela televisão. O julgamento do casal Nardoni, alvo de intensa comoção popular, foi amplamente coberto por rádio, TV, jornais, revistas, Internet.

Já o caso de Rosemary Noronha, que foi chefe de Gabinete da Presidência da República em São Paulo, apanhada na Operação Porto Seguro da Polícia Federal e sobre quem há suspeitas de muitas irregularidades, está protegida da imprensa. Os repórteres fotográficos não podem registrar imagens no Fórum Criminal Federal de São Paulo sem prévia autorização. Rose fez o pedido alegando estar “com trauma” da exposição que sofreu desde que seu caso foi divulgado.

Este colunista entende a posição de Rosemary Nóvoa de Noronha: também detestaria estar na posição dela, também estaria com trauma da exposição. Só que na hora do bem-bom Rose não imaginou as consequências; ou imaginou que, ocupando uma área estratégica, estaria livre desse tipo de constrangimento.

O fato é que nem gente poderosa, ligada ao governo, como a Turma do Mensalão, foi tratada com tanta gentileza quanto Rose. Por que será ela mais igual que os outros?
31/01/2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Faz 65 dias que Lula foge dos jornalistas. Continuará perseguido por perguntas sem resposta sobre as aventuras de Rose




Por Augusto Nunes

É preciso lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido, reitera há quase quatro anos a inscrição no alto desta página. Não se pode esquecer, por exemplo, o caso de polícia em que Lula foi envolvido pela primeiríssima amiga Rosemary Noronha.

A Polícia Federal revelou em 23 de novembro do ano passado que a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo era também dirigente da uma quadrilha infiltrada em agências reguladoras que comercializava pareceres técnicos.

Passados mais de dois meses, o ex-presidente a quem Rose se referia como “meu namorado” não deu um único pio sobre o escândalo.

Faz 65 dias que Lula foge de jornalistas. Nesse período, discursou para moradores de rua, fez palestras sobre assuntos que mal conhece, deu conselhos a Fernando Haddad, nomeou-se co-presidente, encontrou tempo até para mostrar que, embora não tenha lido um só livro nem saiba escrever, tem muito a ensinar a intelectuais cucarachas.

Só não falou da chanchada pornopolítica em que se meteu. Confiante na crônica amnésia nacional, deve achar que o filme de quinta categoria vai terminar antes do fim ─ e com a vitória dos vilões. Engano. Até que recupere a voz (e crie coragem), será perseguido por perguntas sem resposta.

Não são poucas. E faltam muitas, adverte o avanço das apurações da Polícia Federal e a coleta dos primeiros depoimentos pelo Ministério Público.

As patifarias já descobertas sugerem que a história está em seu começo. Os inocentes não têm o que temer. Quem tem culpa no cartório não vai escapar pela trilha do silêncio.

O Brasil não pode desviar-se da trilha desmatada pelo desfecho do julgamento do mensalão. As penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal transformaram numa espécie a caminho da extinção o brasileiro-condenado-ainda-no-berço-à-perpétua-impunidade.

Todos são iguais perante a lei, ensinaram os ministros.

O ex-presidente não é mais igual que os outros. Não está acima de qualquer suspeita. Nem é inimputável. Nem o fundador do Brasil Maravilha pode transformar urna em tribunal e decidir que um chefe de seita absolvido pelo rebanho não tem contas a prestar à Justiça.

Apesar de tudo, apesar de tantos, o Brasil não é uma Venezuela.

O Código Penal vale para também para Lula.
24/01/2013



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Enquanto Lula foge de Rose, a coluna monta o questionário que o tutor de maiores abandonados está obrigado a responder




Por Augusto Nunes

Depois de alguns dias enfurnado em Angra dos Reis para descansar sabe-se lá do quê, Lula ressurgiu em São Paulo nesta quarta-feira para nomear-se tutor do maior abandonado que instalou na prefeitura.

Conversou a sós com Fernando Haddad durante 20 minutos e gastou outros 40 ensinando ao tutelado e seus secretários o que deve fazer um prefeito para tornar-se um bom candidato à reeleição.

Os fotógrafos tiveram alguns segundos para registrar a cerimônia de posse que virou aula de esperteza.

Os jornalistas foram driblados na entrada e na saída pelo homem que foge há quase dois meses de perguntas sobre o escândalo protagonizado pela primeira amiga Rosemary Noronha.

O silêncio que completou 56 dias nesta quinta-feira não vai durar para sempre.

Mais cedo ou mais tarde, Lula será interceptado por algum jornalista disposto a cumprir seu dever.

Então, o fugitivo da imprensa será confrontado com perguntas cujas respostas só ele conhece.

Envolvido até o pescoço na história muito mal contada, sabe que desta vez está proibido de fingir que não sabe de nada.

E estará exposto a gargalhadas nacionais se recorrer a mentiras para livrar-se de interrogações encampadas por milhões de brasileiros.

Enquanto Lula foge do caso, a coluna convoca o timaço de comentaristas para a montagem da lista de perguntas à espera de respostas convincentes (ou da confissão de culpa).


Seguem-se 15 exemplos:

1. Onde e quando conheceu Rosemary Noronha?

2. Como qualifica a relação que mantém com Rose há 17 anos?

3. Quais foram os critérios que usou para promover Rose a chefe do gabinete presidencial em São Paulo?

4. Por que decidiu criar o cargo que Dilma Rousseff extinguiu depois da descoberta do escândalo que envolve Rose?

5. Quais eram as atribuições de Rose?

6. Por que pediu a Dilma Rousseff que mantivesse Rose no cargo?

7. Por que Rose participou de pelo menos 20 viagens internacionais?

8. Por que seu nome não foi incluído na lista oficial de passageiros divulgados pelo Diário Oficial da União?

9. Por que nomeou os irmãos Paulo e Rubens Vieira, a pedido de Rose, para cargos de direção em agências reguladoras?

10. Conhecia o currículo dos nomeados?

11. Por que disse em Berlim que não se surpreendeu com a Operação Porto Seguro?

12. Por que Rose foi contemplada com um passaporte diplomático?

13. Por que comunicou à imprensa, por meio de um diretor do Instituto Lula, que não comentaria o episódio porque envolvia questões pessoais?

14. Por que Rose se apresentava como “namorada do presidente”?

15. Acha que Rose é culpada ou inocente?

Se Lula não fugir dessas respostas, não custa perguntar-lhe também se Marisa Letícia acreditou no que disse.
17/01/2013


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Caso Rose: 52 dias de estrepitoso silêncio só serviram para confirmar que Lula não tem como sair do atoleiro em que se meteu




Por Augusto Nunes
Se o tamanho da confusão é maior que o estoque de embustes, Lula emudece até ser socorrido pela crônica amnésia nacional — ou pelo aparecimento de outra encrenca que faça andar a fila de casos político-policiais que envolvem o ex-presidente.

Foi assim, por exemplo, quando se descobriu a roubalheira do mensalão. Ou quando um avião da TAM explodiu na pista de Congonhas.

Ou quando a imprensa revelou amostras da soberba gastança bancada com cartões corporativos.

Como o truque funcionou nos episódios anteriores, o mágico de circo resolveu reapresentá-lo para engambelar a plateia perplexa com o Rosegate. Desta vez não deu certo. A mudez malandra sobre a pornochanchada fora da lei que estrelou ao lado da primeiríssima amiga Rosemary Noronha só serviu para atestar que Lula não tem como sair do atoleiro em que se meteu.

Imposto pela enxurrada de ladroagens, bandalheiras, perguntas sem resposta e abjeções de variado calibre abastecida por quadrilheiros acampados no escritório da Presidência da República em São Paulo, o mais longo e estrepitoso silêncio de Lula é também o mais patético.

Neste domingo, completou 52 dias.

Amanhã serão 53.

A coluna só vai encerrar a contagem quando o fugitivo da imprensa, no momento homiziado em Angra dos Reis, recuperar a voz — e tratar de usá-la para explicações mais convincentes do que as que deve ter balbuciado em casa.

O país que pensa exige respeito.

Patroa é uma coisa, pátria é outra.

Fartos de tanta tapeação, milhões de brasileiros não aceitam ser tratados como se fossem um bando de marisas letícias.

13/01/2013


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um mês depois de revelado o escândalo, Lula continua fugindo de perguntas sobre o caso Rose. Logo saberá que é impossível escapar de quadrilheiras de estimação




Por Augusto Nunes

O berreiro dos cardeais, os uivos dos apóstolos, a choradeira dos devotos, as lamentações das carpideiras ─ nada disso vai adiantar. Nenhuma espécie de chilique da seita lulopetista impedirá que o mestre seja obrigado a quebrar a mudez malandra. Desde 23 de novembro, quando a Operação Porto Seguro tornou nacionalmente conhecida uma certa Rosemary Noronha, Lula foge de comentários sobre a quadrilheira de estimação.

O silêncio que começou há mais de um mês pode até estender-se por duas, três semanas. A trégua do Ano Novo ajuda. Mas o ex-presidente não escapará da hora da verdade.


A menos que todos os jornalistas resolvam perder definitivamente a voz, o homem que nunca sabe de nada será confrontado com perguntas e cobranças que exigirão álibis menos bisonhos e respostas mais criativas.

Se repetir, por exemplo, que se sente “apunhalado pelas costas”, Lula se arriscará a ouvir de volta uma desmoralizante gargalhada nacional.

Se confirmar que “não se surpreendeu” com o que houve, como balbuciou em Berlim, terá de ser menos ambíguo: não se surpreendeu com as gatunagens de Rose, com o atrevimento do bando, com a eficiência da Polícia Federal ou com o quê?


O colecionador de escândalos já deveria ter aprendido que nenhuma patifaria de grosso calibre deixa de existir ou fica menor só porque o protagonista da história finge ignorá-la.

Atropelado pelas apurações da PF, passou as duas primeiras semanas enfurnado no Instituto Lula, de onde só saiu para uma festa no Rio e uma discurseira para catadores de papel em São Paulo.

Sempre cercado por muros humanos, não concedeu aos repórteres um único segundo de sua preciosa atenção. Depois, viajou para longe do Brasil e passou uma semana driblando jornalistas com saídas pelos fundos e escapadas pela cozinha. Para quê? Para nada.


Se já era de bom tamanho quando partiu, a encrenca ficara um pouco maior quando voltou. Indiciada pela Polícia Federal, Rosemary Noronha foi em seguida denunciada pelo Ministério Público por formação de quadrilha, corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica.

Entre os comparsas incluídos na denúncia figuram os irmãos Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Rubens Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e Marcelo Vieira, que vive de expedientes.

Os três bebês de Rosemary são os líderes da máfia dos pareceres técnicos forjados.


Os lucros da organização criminosa aumentaram extraordinariamente depois do recrutamento da chefe de gabinete do escritório paulista da Presidência.

Rose apresentava-se aos interlocutores conforme o grau de intimidade. Para os íntimos, era a mulher do Lula. Para o resto, a namorada do presidente. Nas reuniões com subordinados, declamava o primeiro verso do hino dos novos-ricos: “Aqui tudo é chique”.

Parecia-lhe especialmente chique a decoração do escritório na esquina da Paulista com a Augusta. Numa das paredes, um imenso pôster mostra Lula (com a camisa do Corinthians) batendo um pênalti.


Enquanto esteve acampada na casa da filha Mirele, também demitida da Anac, Rose pôde contabilizar os estragos causados pela brusca tempestade.

De um dia para o outro, perdeu o emprego oficial, o posto de primeira-dama oficiosa, o escritório, o salário superior a R$ 10 mil, os amigos e o namorado.

Acabou a vida mansa proporcionada pelos lucros da quadrilha. Acabaram as viagens internacionais ou mesmo domésticas: excluída das comitivas presidenciais desde a posse de Dilma Rousseff, agora não pode sequer sonhar com outro cruzeiro no mar de lhabela, ao som da dupla sertaneja Bruno e Marrone.


Sempre à beira de um ataque de nervos, Rose acha que os companheiros do PT não lhe estenderam a mão na hora da tormenta. É uma caixa-preta até aqui de mágoa.

Tão perigosa quanto Paulo Vieira, que anda sondando o Ministério Público sobre as vantagens da delação premiada. Nesta segunda-feira, a sindicância aberta pelo Planalto para apurar o envolvimento de funcionários públicos com a quadrilha foi prorrogada por dez dias.

Talvez dê em nada. Mas o processo judicial começou a andar. E o desfecho do julgamento do mensalão avisou que ninguém mais deve considerar-se condenado à perpétua impunidade.


Nos escândalos anteriores, organogramas secretos previam a existência, entre o líder supremo e os meliantes em ação, de um alto comando formado por companheiros ─ que sempre funcionou como um oportuníssimo airbag na hora do estrondo.

Desta vez nâo há intermediários entre o candidato a inimputável e a turma da delinquente que protege há quase 20 anos. As impressões digitais do ex-presidente estão por toda parte.


Foi Lula quem instalou Rosemary Noronha no gabinete em São Paulo e pediu a Dilma que a mantivesse no cargo. Foi Lula quem, a pedido de Rose, transformou os irmãos Vieira em diretores de agências reguladoras.

Sem Lula, Rose não se teria juntado à comitiva presidencial em 23 viagens internacionais. Sem Lula, uma alpinista social de subúrbio jamais teria feito carreira como traficante de influência. Era Lula a fonte de poder da quadrilha, que não teria existido sem ele.


Pouco importam os balidos do rebanho, a vassalagem dos governadores ou as genuflexões de Dilma Rousseff (que conhecia muito bem a representante da Presidência em São Paulo).

Rose é um caso de polícia criado por Lula. Todos são iguais perante a lei. Ele que trate de encontrar explicações ─ se é que existe alguma.


26/12/2012