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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A simpatia de Dilma por Joaquim Barbosa


Blog do Noblat

O rasgo de simpatia aqui ficou na porta do STF no dia da posse de Joaquim

Dilma cochila




Dilma cumprimenta Ricardo Lewandowski que assumiu a vice-presidência do STF

Dilma, esta tarde, recebeu Joaquim Barbosa no velório do corpo de Niemeyer

Adeus, Lula





O colunista de Veja, Augusto Nunes disse: “Transcrevo o esplêndido artigo de MARCO ANTONIO VILLA publicado no Globo desta terça-feira. É um texto que eu gostaria de ter escrito:”

                    Anexo a foto do autor.



A presença constante no noticiário de Luís Inácio Lula da Silva impõe a discussão sobre o papel que deveriam desempenhar os ex-presidentes.

A democracia brasileira é muito jovem. Ainda não sabemos o que fazer institucionalmente com um ex-presidente.

Dos quatros que estão vivos, somente um não tem participação política mais ativa. O ideal seria que após o mandato cada um fosse cuidar do seu legado.

Também poderia fazer parte do Conselho da República, que foi criado pela Constituição de 1988, mas que foi abandonado pelos governos — e, por estranho que pareça, sem que ninguém reclamasse.

Exercer tão alto cargo é o ápice da carreira de qualquer brasileiro. Continuar na arena política diminui a sua importância histórica — mesmo sabendo que alguns têm estatura bem diminuta, como José Ribamar da Costa, vulgo José Sarney, ou Fernando Collor.

No caso de Lula, o que chama a atenção é que ele não deseja simplesmente estar participando da política, o que já seria ruim. Não. Ele quer ser o dirigente máximo, uma espécie de guia genial dos povos do século XXI.

É um misto de Moisés e Stalin, sem que tenhamos nenhum Mar Vermelho para atravessar e muito menos vivamos sob um regime totalitário.

As reuniões nestes quase dois anos com a presidente Dilma Rousseff são, no mínimo, constrangedoras.

Lula fez questão de publicizar ao máximo todos os encontros.

É um claro sinal de interferência.

E Dilma?

Aceita passivamente o jugo do seu criador. Os últimos acontecimentos envolvendo as eleições municipais e o julgamento do mensalão reforçam a tese de que o PT criou a presidência dupla: um, fica no Palácio do Planalto para despachar o expediente e cuidar da máquina administrativa, funções que Dilma já desempenhava quando era responsável pela Casa Civil; outro, permanece em São Bernardo do Campo, onde passa os dias dedicado ao que gosta, às articulações políticas, e agindo como se ainda estivesse no pleno gozo do cargo de presidente da República.

Lula ainda não percebeu que a presença constante no cotidiano político está, rapidamente, desgastando o seu capital político.

Até seus aliados já estão cansados.

Deve ser duro ter de achar graça das mesmas metáforas, das piadas chulas, dos exemplos grotescos, da fala desconexa.

A cada dia o seu auditório é menor.

Os comícios de São Paulo, Salvador, São Bernardo e Santo André, somados, não reuniram mais que 6 mil pessoas.

Foram demonstrações inequívocas de que ele não mais arrebata multidões.

E, em especial, o comício de Salvador é bem ilustrativo. Foram arrebanhadas — como gado — algumas centenas de espectadores para demonstrar apoio. Ninguém estava interessado em ouvi-lo.

A indiferença era evidente.

Os “militantes” estavam com fome, queriam comer o lanche que ganharam e receber os 25 reais de remuneração para assistir o ato — uma espécie de bolsa-comício, mais uma criação do PT.

Foi patético.

O ex-presidente deveria parar de usar a coação para impor a sua vontade. É feio. Não faça isso.

Veja que não pegou bem coagir:

1. Cinco partidos para assinar uma nota defendendo-o das acusações de Marcos Valério;

2. A presidente para que fizesse uma nota oficial somente para defendê-lo de um simples artigo de jornal;

3. Ministros do STF antes do início do julgamento do mensalão. Só porque os nomeou? O senhor não sabe que quem os nomeou não foi o senhor, mas o presidente da República? O senhor já leu a Constituição?

O ex-presidente não quer admitir que seu tempo já passou.

Não reconhece que, como tudo na vida, o encanto acabou.

O cansaço é geral.

O que ele fala, não mais se realiza.

Perdeu os poderes que acreditava serem mágicos e não produto de uma sociedade despolitizada, invertebrada e de um fugaz crescimento econômico.

Claro que, para uma pessoa como Lula, com um ego inflado durante décadas por pretensos intelectuais, que o transformaram no primeiro em tudo (primeiro autêntico líder operário, líder do primeiro partido de trabalhadores etc. etc.), não deve ser nada fácil cair na real.

Mas, como diria um velho locutor esportivo, “não adianta chorar”.

Agora suas palavras são recebidas com desdém e um sorriso irônico.

Lula foi, recentemente, chamado de deus pela então senadora Marta Suplicy.

Nem na ditadura do Estado Novo alguém teve a ousadia de dizer que Getúlio Vargas era um deus.

É desta forma que agem os aduladores do ex-presidente. E ele deve adorar, não?

Reforça o desprezo que sempre nutriu pela política.

Pois, se é deus, para que fazer política?

Neste caso, com o perdão da ousadia, se ele é deus não poderia saber das frequentes reuniões, no quarto andar do Palácio do Planalto, entre José Dirceu e Marcos Valério?

Mas, falando sério, o tempo urge, ex-presidente. Note: “ex-presidente”.

Dê um tempo.

Volte para São Bernardo e cumpra o que tinha prometido fazer e não fez.

Lembra?

O senhor disse que não via a hora de voltar para casa, descansar e organizar no domingo um churrasco reunindo os amigos.

Faça isso.

Deixe de se meter em questões que não são afeitas a um ex-presidente. Dê um bom exemplo.

Pense em cuidar do seu legado, que, infelizmente para o senhor, deverá ficar maculado para sempre pelo mensalão.

E lá, do alto do seu apartamento de cobertura, na Avenida Prestes Maia, poderá observar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, onde sua história teve início.

E, se o senhor me permitir um conselho, comece a fazer um balanço sincero da sua vida política.

Esqueça os bajuladores.

Coloque de lado a empáfia, a soberba.

Pense em um encontro com a verdade.

Fará bem ao senhor e ao Brasil.

Conto da carochinha



EDITORIAL DO ESTADÃO

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não foi terça-feira à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados para fazer justiça aos fatos de que se viu obrigado a tratar em depoimento que se arrastou por cerca de oito horas - as evidências de corrupção no governo reveladas pela Operação Porto Seguro da Polícia Federal.

Foi para salvar a face da presidente Dilma Rousseff, alvejada por mais um escândalo na sua administração, semeado, também este, pelo seu antecessor e padrinho Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o noticiário, a chefe gostou do desempenho do ministro. Só se foi porque ele cumpriu sem corar o papel que lhe cabia.

Já se a avaliação se pautar pelo respeito do depoente pelas verdades trazidas à luz, o resultado foi deplorável.

Como se sabe, em fevereiro do ano passado, um então auditor do Tribunal de Contas da União, Cyonil da Cunha Borges de Farias Júnior, procurou a Polícia Federal para delatar um esquema de fabricação sob medida de pareceres oficiais, para o qual ele teria sido aliciado mediante suborno.

As investigações disso resultantes, incluindo escutas telefônicas e interceptação de e-mails autorizadas pela Justiça, identificaram uma quadrilha chefiada pelo diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, com aparentes ramificações na Advocacia-Geral da União (AGU), na pessoa de José Weber Holanda, o sub do titular Luís Inácio Adams. Vieira, assim como seu irmão Rubens, então diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), também envolvido em maracutaias, deviam os seus cargos à chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha - Rose para os íntimos -, que por sua vez ganhou o posto por ser namorada de Lula.

Justiça se faça à presidente Dilma, ela de imediato demitiu ou afastou de seus cargos estes e outros funcionários graduados, mandou abrir cinco sindicâncias e revisar os atos por eles praticados.

O que, já de si, fazem parecer conto da carochinha as principais alegações de Cardozo na sua alocução aos deputados, que se resumem, afinal, a duas falácias.

Uma, a de que não cabe falar em quadrilha, porque tudo se limitou à conduta criminosa de "servidores de um patamar secundário".

Outra, a de que "imaginar que o ex-presidente estivesse envolvido por trás disso está, a meu ver, desmentido".

O ministro atropelou o idioma e a inteligência alheia.

Antes de tudo, chamar diretores de agências reguladoras de setores estratégicos da área pública, para não mencionar o segundo homem da AGU, o maior escritório de advocacia do País, de "servidores de um patamar secundário" é dose, como se diz.

Já o envolvimento de Lula não é fruto da imaginação de ninguém, mas do que se conhece do esquema - e decerto há muito mais a conhecer.

O então presidente, que premiou a sua amiga com uma boquinha no gabinete presidencial em São Paulo, promoveu-a mais tarde a chefe da repartição e, antes de deixar o Planalto, pediu a Dilma que a mantivesse no lugar, não só estava ciente, mas, a pedido de Rose, trabalhou pela nomeação de Paulo Vieira.

Tanto que, não tendo o seu nome sido homologado pelo Senado em duas votações, foi providenciada uma terceira, enfim bem-sucedida.

Pode alguém imaginar - aqui, sim, o verbo se aplica - que essa anomalia teria ocorrido sem o concurso do então presidente?

A cadeia de malfeitos evidentemente não começa com as jogadas da espaçosa Rose - sempre pronta, aliás, a destratar os de baixo e se fazer benquista pelo seu protetor - em troca de prendas de variados tamanhos: de empregos para a parentela a pagamento de contas.

Lula deu mão forte a Rose o tempo todo - até, naturalmente, ela cair em desgraça, indiciada por corrupção, tráfico de influência e falsidade ideológica. Desde então ele se mantém fechado em copas.

Para diminuir a importância da sua acompanhante em 24 viagens ao exterior, com passaporte diplomático - e, por tabela, tirar o ex-presidente de cena -, Cardozo argumentou que, segundo conversas interceptadas, ela havia sido "escanteada" pelos quadrilheiros.

É irrelevante.

O que conta é que, sem o apoio de Lula, não teria a importância que teve a contribuição de Rose à esbórnia na "administração republicana" do PT.

06 de dezembro de 2012

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

STF decide não aplicar continuidade delitiva em crimes diferentes


Marco Aurélio queria redução de quase 30 anos na pena de Marcos Valério





O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, ao lado do ministro Marco Aurélio Mello e do ministro Ricardo Lewandowski


Givaldo Barbosa / Agência O Globo


BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) recusou nesta sexta-feira o argumento dos advogados de defesa dos réus Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach para aplicar o conceito de continuidade delitiva em diferentes crimes praticados no esquema do mensalão.

A princípio, o julgamento seria reiniciado com a decisão do tribunal sobre a perda de mandato dos parlamentares condenados, mas a discussão entrou em pauta a pedido do ministro Marco Aurélio Mello, que sinalizava, desde o início do processo de cálculos das penas, a necessidade de se debater a matéria. O ministro recalculou a pena de todos os condenados segundo esse outro ponto de vista.

Marcos Valério, por exemplo, condenado a 40 anos, 2 meses e 10 dias, com a nova interpretação, ficaria com uma pena de 10 anos e 11 meses de prisão.

Joaquim Barbosa posicionou-se contra a ideia, e foi seguido pela maioria dos ministros.

(VEJA COMO FOI A 50ª SESSÃO DO JULGAMENTO DO MENSALÃO)

— Seria um privilégio indevido. Cada crime teve o seu contexto e a extensão da ficção jurídica é imprópria. Por todo o exposto, eu considero que não seja possível acatar o que pedem as defesas destes réus.

Adotar critérios subjetivos, além de não guardar relação com o conceito de continuidade delitiva seria arbítrio judicial - disse Barbosa.

Para o ministro Marco Aurélio, o Código Penal determina que se analisem somente elementos de tempo e local, não a vontade do réu, para decidir se há o crime continuado.

As práticas de crime posteriores seriam uma “continuação” da primeira e, por isso, seriam reunidas para efeito da pena.

— Mantidas as condenações, atento eu para o instituto da continuidade delitiva.

Marco Aurélio, então, recalculou as penas dos réus condenados.

— Fico então nas condenações: Marcos Valério 2 anos e 11 meses. Pelo crimes em continuidade considero mais grave e penso com 5 anos e 3 meses de reclusão, presente a agravante de um sexto; chego a 7 anos e 11 meses e a pena fica em 10 anos e 11 meses - disse Marco Aurélio, que também propôs a redução de penas para parlamentares, dirigentes do Banco Rural e sócios de Valério. No total, ele queria novas penas para 15 réus condenados.

Após o intervalo, falou o ministro Ricardo Lewandowski, que seguiu a divergência proposta por Marco Aurélio.

— Confesso que fiquei vivamente impressionado com a releitura do ministro Marco Aurélio para as penas de alguns réus.

Durante a fala do ministro revisor, Gilmar Mendes pediu a palavra e disse que o novo entendimento resultaria na extinção da lei da lavagem de dinheiro.

— Eu gostaria de suscitar apenas uma coisa: nós teríamos feito uma negação da lei de lavagem. Praticou-se corrupção, peculato como antecedente, e temos a lavagem. Nós estamos levando não uma norma, mas uma lei. É extremamente interessante. Veja que nós levamos a uma interpretação à lei de lavagem e que desaparece.

Em seguida falou rapidamente a ministra Rosa Weber. Ela recusou a interpretação de Marco Aurélio e se alinhou com o relator, Joaquim Barbosa. Luiz Fux também votou com Barbosa, assim como José Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

Perda de mandato

Os ministros da Corte devem definir ainda, nesta quinta-feira, se os três deputados condenados no processo - Valdemar Costa Neto (PR-SP), Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP) - perderão o mandato automaticamente, ou se é necessário que a Câmara chancele a decisão do STF.

O ministro revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski, disse ontem e nesta quarta-feira que vai propor a revisão das multas. Ele sugeriu que as multas sejam proporcionais às penas de prisão. Há casos desproporcionais, como o de Marcos Valério, operador do mensalão, que foi apenado com multa menor que a do sócio Ramon Hollerbach.

Valério teve a pena mais alta entre os 25 réus condenados: 40 anos, dois meses e dez dias. Hollerbach pegou 29 anos, sete meses e 20 dias, ou seja, uma pena mais de dez anos inferior à de Valério.

Mas sua multa é de R$ 2,79 milhões, mais que os R$ 2,72 milhões de Valério.

Outro ponto que pode ser discutido é a prisão imediata dos réus, como deseja o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

A jurisprudência do STF, no entanto, é outra: é preciso primeiro haver o trânsito em julgado, o que pode ocorrer somente em 2014, após a publicação do acórdão da decisão e do julgamento dos recursos de todos réus.

05/12/2012

Senado ouve ministros nesta quarta sobre operação Porto Seguro


Audiência com Cardozo (Justiça) e Adams (AGU) será às 14h30.
Na Câmara, Cardozo disse que não há 'quadrilha no seio da Presidência'.


Iara Lemos
Do G1, em Brasília

Com convites já aprovados, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União) irão ao Senado nesta quarta-feira (5) para explicar providências tomadas após a deflagração da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraude de pareceres técnicos de órgãos públicos com a finalidade de beneficiar empresas privadas.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, em audiência na Câmara
(Foto: Antônio Cruz/ABr)

Os depoimentos tem aval do governo e as datas foram anunciadas pelo líder Eduardo Braga (PMDB-AM); os dois ministros já confirmaram presença. Audiência conjunta da Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Fiscalização e Controle e Comissão de Infraestutura deve começar às 14h30.

Nesta terça, Cardozo falou na Câmara, em audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. O ministro afirmou que foi informado "genericamente" sobre a operação Porto Seguro um dia antes de ela ser deflagrada. Cardozo também disse que não há "quadrilha instalada no seio da Presidência da República".

Os senadores querem que Cardozo fale sobre o alcance das investigações da Polícia Federal que resultou em pelo menos 18 pessoas indiciadas (a maioria, servidores públicos), das quais seis presas. Adams é esperado para falar do ex-advogado-geral- adjunto José Weber Holanda, que era seu auxiliar direto e foi exonerado devido a suspeitas de envolvimento com o esquema.

Segundo a PF, Holanda teria beneficiado o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM) na regularização de duas ilhas no litoral paulista, emitindo parecer favorável na AGU em troca de vantagens. As investigações dizem que ele recebeu uma viagem de cruzeiro, além de propina, pelas mãos de Paulo Vieira, diretor exonerado da Agência Nacional de Águas, apontado como o chefe do suposto esquema. Ele nega as acusações e diz que pagou pela viagem.

No total, cinco servidores tinham sido exonerados e cinco afastados. As exonerações e afastamentos ocorreram na Presidência da República (um), Advocacia-Geral da União (um), Ministério do Planejamento (um), Ministério da Educação (um), Agência Nacional de Águas (ANA) (um), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) (três) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) (dois). Um servidor do Ministério da Educação responde a processo administrativo.

Entre os exonerados, estão a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, suspeita de integrar o esquema, e a filha dela, Mirelle Nóvoa, assessora técnica da Anac.

Segundo a PF, Holanda teria beneficiado o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB-AM) na regularização de duas ilhas no litoral paulista, emitindo parecer favorável na AGU em troca de vantagens. As investigações dizem que ele recebeu uma viagem de cruzeiro, além de propina, pelas mãos de Paulo Vieira, diretor exonerado da Agência Nacional de Águas, apontado como o chefe do suposto esquema. Ele nega as acusações e diz que pagou pela viagem.

No total, cinco servidores tinham sido exonerados e cinco afastados. As exonerações e afastamentos ocorreram na Presidência da República (um), Advocacia-Geral da União (um), Ministério do Planejamento (um), Ministério da Educação (um), Agência Nacional de Águas (ANA) (um), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) (três) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) (dois). Um servidor do Ministério da Educação responde a processo administrativo.

Entre os exonerados, estão a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, suspeita de integrar o esquema, e a filha dela, Mirelle Nóvoa, assessora técnica da Anac.


05/12/2012


O estrago que 'madame' fez em nome de Lula



JOSÉ NÊUMANNE
O Estado de S.Paulo

Na entrevista coletiva em que foi apresentado como técnico da seleção nacional, Luiz Felipe Scolari fez uma brincadeira sobre a pressão sofrida por qualquer ocupante de seu novo emprego. "Se não quer pressão, é melhor não jogar na seleção, vão trabalhar no Banco do Brasil", disse ao completar a declaração de que ganhar a Copa de 2014 é uma obrigação.

Bastou isso para que o mundo desabasse sobre sua cabeça. Apesar de ser esta notoriamente dura, seu dono, o autor da graçola, submetido a críticas de sindicatos de bancários e diretores e funcionários do BB, terminou pedindo desculpas em público.

O autor destas linhas é do tempo em que passar no concurso para o Banco do Brasil era quase como ganhar na loteria da Caixa Econômica Federal. Perceba que a sorte neste país está sempre sob chancela estatal.

Emprego estável garantido, prestígio social e, como insinuou Felipão, vida mansa.

Hoje já não se pode dizer o mesmo, mas também não é uma ocupação de que alguém venha a arrepender-se algum dia, principalmente diante das vicissitudes da economia, que às vezes provocam dores de cabeça nos assalariados da iniciativa privada, mas nunca prejudicam as evidentes vantagens de quem vive sob os auspícios da viúva.

De pouco adiantou o currículo do técnico, o último a dirigir uma seleção brasileira campeã do mundo, em 2002, na Ásia: ele teve de ajoelhar no milho e se penitenciar perante a corporação. Logo depois de seu triunfo, a gestão federal do Partido dos Trabalhadores (PT) empreendeu um esquema de compra de votos de bancadas aliadas para apoiar projetos no Congresso Nacional.

E parte do dinheiro que usou foi surrupiado dos cofres do banco cuja honra foi agora defendida com tanto denodo por seus funcionários. O então diretor de Marketing nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Henrique Pizzolato, mandou depositar R$ 73,9 milhões nas contas das agências publicitárias mineiras DNA, Graffiti e SMPB, que os repassaram em forma de propina a partidos e políticos da base.

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e 7 meses de prisão, o ex-funcionário de carreira e petista da linha de frente terá de amargar pelo menos 2 anos e 1 mês numa cela e pagar R$ 1,3 milhão de multa. É muito dinheiro, mas praticamente nada comparado com o total que se sabe que foi furtado.

O companheiro pisoteou e jogou no lixo a credibilidade de uma instituição financeira com mais de 200 anos de existência e excelente reputação no mercado financeiro mundial.

Seus colegas e correligionários, entretanto, preferiram execrar a Justiça pela sentença que condenou o ladrão à merecida prisão e reclamar do técnico da seleção pela piada, que nem é das mais pesadas.

Tão zelosa em negar os próprios privilégios, a corporação do BB nunca se mostrou particularmente interessada em salvaguardar a boa imagem dela.

Ao desbaratar a quadrilha dos "bebês da Rosemary", os irmãos Vieira, que compraram as graças da ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha, a Polícia Federal (PF) comprovou isso.


Pois constatou que essa senhora, acusada de desvio de conduta na Operação Porto Seguro, conseguiu que Luiz Carlos Silva, presidente da empresa Cobra, braço tecnológico do BB, contratasse a New Talent, de João Vasconcelos, marido da moça, e seu genro, Carlos Alexandre Damasco Torres.

Assinado em maio de 2010, quando o vice-presidente de tecnologia do BB era José Luiz Salinas, o contrato levou em conta um atestado de capacidade técnica que os agentes federais presumem ser falso. Genuína mesmo era a ligação de Salinas com José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil de Lula, como Pizzolato condenado (por corrupção ativa e formação de quadrilha), e com o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini, que o apadrinharam para o cargo.

Salinas, hoje na Ásia, era também frequentador habitual do gabinete de "madame Rosemary".

Ainda há tempo para a corporação do BB protestar contra a malsinada influência em créditos evidentemente desastrosos, que também comprometem a credibilidade do banco público, mas nem a Velhinha de Taubaté acredita nessa hipótese.

Pois os indignados com a gracinha do sisudo Felipão nunca vieram a público reclamar do aparelhamento promovido pelo PT dos bancários Berzoini e Luiz Gushiken na antes respeitável instituição financeira.

Ao contrário, todos neste momento estão empenhados em encontrar uma desculpa qualquer, similar à do caixa 2 de campanha, com a qual tentaram desacreditar o julgamento do mensalão.

Enquanto isso, dirigentes do PT, falsos ingênuos e blogueiros ditos progressistas fazem de tudo para desmoralizar pelo menos um dos responsáveis pela condenação dos companheiros Dirceu e José Genoino.

A bola da vez não é o ex-presidente do STF Carlos Ayres de Brito nem o atual chefe máximo do Judiciário e relator do julgamento, Joaquim Barbosa, mas Luiz Fux.

O ministro está sendo acusado à boca pequena, como é comum no gulag de intrigas do PT, de ter-se comprometido a absolver os mensaleiros em troca da vaga no Supremo.

A calúnia não se apoia em documentos nem na lógica e padece de um defeito de origem: quem mereceria recriminação, um jurista que aceita chegar ao topo da carreira renegando a independência e a honra de julgador ou um estadista que seja capaz de exigir dele tal promessa?

A pergunta nem merece resposta, tão implausível é a injúria.

Mas há outras duas que não podem ser caladas. Qual a pior hipótese: a de uma secretária de luxo ter poderes para nomear e promover usando o santo nome do ex-presidente Lula em vão, sendo sempre atendida, ou a de este avalizar seus pedidos?
Seria pior para a República o advogado-geral da União fazer tráfico de influência ou ele nunca ter percebido a quadrilha operando no gabinete ao lado, de um amigo que promoveu?

Pelo visto, o mensalão é pinto comparado com o estrago feito pela madame em nome de Lula.

JOSÉ NÊUMANNE É JORNALISTA, POETA E ESCRITOR

05 de dezembro de 2012

Inteligência descobre que empresas europeias doam 100 milhões de Euros por ano para mensaleiros



 Alerta Total
Por Jorge Serrão

Exclusivo – O Rosegate é a prova de que o Mensalão não acabou e parece eterno como os diamantes. Investigações sigilosas da Polícia Federal e de setores de inteligência das Forças Armadas descobriram que é de 25 milhões de Euros a generosa contribuição trimestral “doada” à cúpula de petistas por empresas européias beneficiadas com negócios no Brasil. A grana pesada (100 milhões anuais) rola por fora da contabilidade oficial, em depósitos feitos no exterior. Se tal descoberta não for abafada e ficar de fora do inquérito da Operação Porto Seguro, o titanic do PT vai afundar.

Um descuido (ou aposta na impunidade) fez com que viesse à tona o informe, que circula pela internet, de que, numa viagem de Lula a Portugal, Doutora Rosemary Nóvoa Noronha teria levado, na “mala diplomática”, 25 milhões de Euros.

O valor, que teria sido declarado à receita portuguesa, seguiu em carro forte para depósito na agência central do Banco Espírito Santo, na cidade do Porto. A PF sabe que vários condenados no Mensalão – e um dos milagrosamente absolvidos – têm movimentadíssima conta corrente no BES português.

A imperícia foi que Rose mandou fazer o depósito tendo Luiz Inácio Lula da Silva como o possível beneficiário de um seguro que fora feito para evitar “algum sinistro” com tanto dinheiro. Se os dados da Aduana do aeroporto internacional Francisco de Sá Carneiro forem confirmados oficialmente, o bebê de Rosemary vai sofrer um aborto político.

O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, já pensa em pedir a prisão preventiva de Rosemary e intimar seu amigo Lula para dar explicações oficiais sobre tudo que envolve o Rosegate.

Um outro descuido, cometido por outro amigo de Rosemary, também detectado pela Polícia Federal, é guardado em estranho sigilo. Sete meses atrás, mesmo usando indevidamente as facilidades da “área reservada a autoridades”, o consultor e advogado José Dirceu de Oliveira e Silva teve um probleminha no embarque internacional do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Um servidor da Receita Federal resolveu apreender 35 mil Euros que ele levaria a uma viagem à Europa.

O preço pago pelo ousado funcionário foi ganhar uma promoção: acabou transferido para o Aeroporto dos Guararapes, em Recife. Dirceu só ficou sem a grana em excesso que levava.

O fato mais grave de todos é que a Presidenta Dilma Rousseff – mesmo não envolvida ou beneficiada por tais maracutaias – têm pleno domínio de todos estes fatos sigilosos. Tanto que uma das cinco facções com poder na Polícia Federal já vaza que a Operação Porto Seguro estava programada para acontecer em setembro.

Mas a cúpula da PF recebeu “uma ordem de cima” para nada fazer naquele momento, porque tumultuaria a situação política eleitoral. Torna-se ridícula a tentativa de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negar que a quadrilha atuasse na Presidência da República.

Rosemary era chefe de gabinete da PR em São Paulo por indicação do bem amado Lula e por conveniência (ou conivência) da Presidenta Dilma Rousseff.

Rosemary não teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal, na deflagração da Operação Porto Seguro, simplesmente porque houve um movimento – que falhou – para que seu nome nem viesse à tona nesta primeira fase de investigações. Ficaria no famigerado “segredo judicial”.

Mas como a operação envolveu também agentes de informação das Forças Armadas, ficou impossível esconder quem era Rosemary e o que ela representava, de verdade, para o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rosemary terá de explicar como utilizava um passaporte exclusivo de membros do primeiro escalão governamental para viagens de negócio ao exterior que fazia sem a presença do amigo Lula.

Serviços de inteligência das Forças Armadas receberam informes de que Rose participaria de negócios com diamantes em pelo menos cinco países: Bélgica, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha. As pedras preciosas seriam originárias de negócios ocultos feitos pela cúpula petralha na África, principalmente Angola. Tal informação também foi passada à PGR pelos militares.

Foram detectadas dezenas de viagens não-oficiais de Rosemary ao exterior, para "passeios de negócios". O passaporte especial a denunciou. Foram 23 para a França. Para Suíça, ocorreram 18, por via terrestre, partindo de Paris, e mais quatro por via aérea. Rose também fez 12 deslocamentos de avião para a Inglaterra. Outras sete viagens para o Caribe e os Estados Unidos, aconteceram de navio – de acordo com a inteligência militar brasileira.

Tais informações sigilosas sobre o Rosegate não aparecem nas 600 páginas do inquérito da Operação Porto Seguro.

O temor petralha é que o destino deles está nas mãos do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel – a quem os “gênios” do PT tentaram indiciar na CPI do Cachoeira, mesmo sabendo que o procurador nada tem com o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos.

Gurgel tem tudo para decidir que a Operação Porto Seguro será mais um caso para o Supremo Tribunal Federal, por envolver autoridades com prerrogativa de foro privilegiado.

De imediato, Gurgel deve pedir a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula & família, mesmo sabendo que nem tudo deve ser descoberto.

Gurgel tem tudo para pedir a prisão preventiva de Rosemary – que só os íntimos amigos petistas sabem por onde anda. Rose só não foi presa inicialmente por sua intimidade com o poderoso Lula. Exatamente por isso, agora, ele deve prestar contas à Justiça.

Gurgel já tem documentos que confirmam como a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo agia com respaldo de Lula, principalmente nas viagens internacionais que fazia em companhia dele ou não, portando passaporte especial privativo de autoridades diplomáticas.

E, também, como Rose ainda atuava em sintonia com José Dirceu, José Genoíno e demais figuras de proa condenadas na Ação Penal 470 do Supremo Tribunal Federal.

A imagem do governo Dilma será afetada diretamente pelo Rosegate. No teatro, até agora, ela tem se saído bem. Seus marketeiros venderam a falsa imagem de que ela demitiu Rose – quando, na verdade, o Diário Oficial da União publicou a conveniente expressão “exoneração a pedido” (da própria exonerada).

Mas Dilma só terá mesmo problemas sérios se a economia atrapalhar. Governos suportam denúncias de corrupção, mas não resistem em tempos de agravamento de crise econômica.

Luiz Inácio Lula da Silva também tem um fim de carreira tenebroso. E a desgraça dele começa em casa. Mesmo que Marisa Letícia venha a público com a conversa de que ele é um sujeito família e que nada houve entre ele e Rosemary, o casamento fica, no mínimo, estremecido com a midiática fofocagem – inclusive internacional – sobre a relação Lula-Rose.

Mas o grande temor dos amigos de Lula é com a saúde dele. Tratamento pós-câncer não combina com pressões psicológicas como as que ele vem sofrendo agora.

O mito Lula vive seu momento mais infernal. E tudo pode ficar ainda pior se o Procurador-Geral da República cumprir o dever... O que não ocorreu no processo do Mensalão, porque não convinha às ocultas forças internacionais que controlam o Brasil de verdade.

Mas agora, como Lula nada mais é que um ex-Presidente, sem foro privilegiado ou imunidade parlamentar, a casa do mito tem tudo para ruir.

Pelo menos para a cúpula do PT, parece que a famosa Profecia Maia sobre o “fim do mundo” já é uma realidade bem concreta.

Diferenças fundamentais

O craque Jorge Bastos Moreno, de O Globo, revelou ontem que o ex-presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo, último dos presidentes da tal da dita-dura, tinha uma namorada secreta.

A grande diferença é que a empresária Myriam Abicair, que hoje é dona do badalado spa “Sete Voltas, em Itatiba, sempre foi tratada por Figueredo como “namorada” – e não como mera “amante”.

Outra diferença é que Myrian nunca entrou na aeronave presidencial, nunca teve cargo no governo, nunca fez parte de quadrilha para praticar tráfico de influência em benefício de empresas que fazem negócios com o governo e pagam mensalões, nem nunca se meteu com o complicado e perigoso negócio de venda internacional de pedras preciosas...

A conclusão a que se chega é que já não se fazem mais namoradinhas de presidentes como antigamente...

5 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

VOCÊS NÃO ESTÃO ENTENDENDO NADA!




“Só o inimigo é fiel.”
Nelson Rodrigues

Por Waldo Luís Viana*

A nosso sociologia precisa compreender o jogo: vem aí um golpe de esquerda! Tem todo jeito. Quem tem castanha pra vender, vai peitar o certame, porque acha que ainda é forte. Vem aí o controle externo da mídia, o aborto, as PECs contra a família e os bons costumes e todo o séquito de medidas típicas dos companheiros de viagens dos mencheviques de plantão.

Pensavam que o Kerensky era o Fernando Henrique, mas não. O Kerensky é o Lula, seu seguidor neoliberal. Preparou o castelo para o novo reino. Chávez até predizia. Com as Farc, o Foro de São Paulo, o que resta de Cuba e todos os malandros do tal socialismo de mercado – o circo está armado...

Já deram o grito de guerra em São Paulo e Santa Catarina com o PCC. Como sempre, a polícia militar dos Estados acha que tudo isso é sempre bandidagem facilitada por celulares distribuídos nas cadeias. E os juízes e desembargadores – coitados – acham que o mundo está salvo só porque ainda recebem o salário nos guichês dos bancos...

Qual nada! Acabou a segurança. E as Forças Armadas, com aquela velha destinação constitucional dos covardes, assiste a tudo dos quartéis, engraxando botas de oficiais e lustrando os jipes estacionados.

Não, meus caros! Vocês estão pensando que o Brasil é só baile funk de traficantes, duplas caipiras idiotas e pastores roubando em nome de Jesus? Não, tem muito mais!

Os pobres não se importam com política, só votam em ladrões e vivem cercados por bandidos, milicianos, agiotas, traficantes e espertalhões.

Os ricos – tirando os mesmos que já mandaram os haveres para o exterior – estão morrendo de medo atrás dos muros vigiados de suas cadeias condominiais.

Pretos, pobres e prostitutas estão trancafiados em penitenciárias, açulando o próprio ódio para a reabertura que virá. E já está chegando. O PPP apoia o PCC. As periferias das cidades estão comandadas pelos asseclas, que recebem ordens diretamente das universidades do crime, pagas pelos contribuintes indefesos.

Tal fermento não aparece na mídia, na leitura dos jornais. Aliás, quem quiser saber o mínimo, faça o máximo de esforço para não ler os jornais. Eles são todos teleguiados por verbas oficiais e se ocupam de abafar o essencial. A televisão, então, pelo amor de Deus!, é a chacina da informação a galope exponencial!

A direita pensa que a ação do STF é finalmente o final do jogo para o petismo infame, mas não é. Essa gente respira política o dia inteiro. Trama em batismo, casamento e velório. Sabe das coisas e tem os seus cupinchas pagos pelo Estado provedor a peso de ouro. Está encastelada no poder e se chama de “militância”.

Boa parte da burocracia do atraso que manda no Brasil é capitaneada por esses caras da tal militância, distribuídos em cargos de confiança, movimentos sociais e ONGs de todos os tipos.

A esquerda anda avaliando o seu potencial de revolta, mas parar o país quando se tem o poder na mão pode ser perigoso.

Ela está pensando se deve mobilizar de novo as centrais sindicais, porque greve hoje em dia é reacionária e coisa do passado. Igualzinho como nos tempos de Stálin, na vetusta União Soviética.

Oposição, não a temos, num país em que banqueiros e empreiteiros são todos de esquerda, desde que continuem tendo liberdade inefável para roubar e superfaturar.

O PSDB não vai chegar ao poder pelo simples fato de que é oposição de mentirinha. Um partido sem fibra, muito educado para a nossa época conturbada. O povo não se encanta por seu ideário (?), porque não vê firmeza em seus dirigentes. E “a massa é fêmea” – como dizia Mussolini – “gosta de machos”...

O DEM já percebeu que seu primo não tem potência sexual e pretende se aliar ao PSB, partido em ascensão que mostra uma cara esquerdista mais honesta, naturalmente antes de chegar ao poder.

Aliás, esquerdista antes de chegar ao poder é sempre bonzinho e esse partido é o maior perigo para a sobrevivência do PT nas próximas eleições presidenciais, já que este deseja continuar no domínio do governo, feito partido mexicano, até onde a vista alcance...

Nesse quadro dantesco – em que deixamos na porta toda a esperança –, os “malfeitos” no estilo “mensalão” e “rosegate” são até esperados, porque têm a mesma origem, a árvore de decisões do partido no governo.

O dilema é: até quando a madame presidente aguentará essa camisa de força? Quando se livrará enfim da herança maldita do antecessor? Dialeticamente, se continuar tudo como está, seu governo vai à garra, justamente por um golpe de esquerda...

Se o mundo não acabar, o ano de 2013 vai acolher essas duas possibilidades: quando será o golpe de esquerda, se ele se dará pelas armas, e pela dissolução institucional, ou através de um golpe branco da presidenta, afastando-se da banda podre que a colocou no governo?

Não é à toa que os espiões norte-americanos e israelenses vigiam Brasília vinte e quatro horas por dia. Sabem que o caldo aqui está pra entornar...

Não confiem em outras análises daquele tipo “suave é a brisa”, porque com certeza advirão de alguém louco para aderir ao que está aí.

O que positivamente não é o meu caso: sou fiel, como qualquer bom inimigo...

*Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e sempre um bom inimigo, fiel a toda prova...

Oposição coleta assinaturas para CPI da Rosemary




Por mais que o governo insista que não há razões para o Congresso ouvir Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República envolvida no esquema de fraudes de pareceres técnicos descoberto pela Operação Porto Seguro, a oposição continua tentando furar a blindagem.

O PPS começou a colher, no início da noite desta terça-feira, assinaturas para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a já informalmente denominada CPI da Rosemary.

O argumento para incluir Rose, como é conhecida, no centro das investigações está no tempo em que a ex-assessora estava no cargo .

“Ela trabalhou com José Dirceu e estava desde 2003, desde o primeiro dia do governo do PT, na Presidência da República.

Estranha o motivo de Rosemary não ter sido alvo de interceptações telefônicas e de quebras de sigilo”, explicou Rubens Bueno, líder do partido na Câmara.

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, afirma que não acredita na criação da CPI. “Isso não vai para lugar nenhum”, disse.
(Marcela Mattos, de Brasília)

04/12/2012

Direitista ou não-petista casados têm “amante”; Lula tem “amiga íntima”. Ou: José Eduardo Cardozo me dá vergonha alheia


Por Reinaldo Azevedo

É espantoso!

Conservadores, reacionários e até governistas não-petistas, quando mantêm relações fora do casamento, têm “amantes”, segundo o que definem os dicionários.

Mas como empregar esse termo para Luiz Inácio Lula da Silva, Santo Deus?

Não!

Dados os muitos serviços que ele prestou à nação, a sua amante, flagrada praticando, entre outras coisas, tráfico de influência e corrupção ativa, há de ser chamada de “amiga íntima”.

José Eduardo Cardozo, que já pode ser considerado um dos queridinhos da imprensa companheira, aparece no melhor de sua forma.

Suas ginásticas vocabulares põem no chinelo o Márcio Thomaz Bastos do mensalão, em 2005, que propagou a tese do “simples” caixa dois…

Leiam o que vai no Estadão Online.

Os negritos são meus. Volto em seguida.

Envolvimento de Lula em esquema está “desmentido”, diz Cardozo

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas irregularidades investigadas na Operação Porto Seguro.

A suspeita foi levantada pelo deputado Anthony Garotinho (PDT-RJ), pelo fato de Lula ser amigo íntimo de Rosemary Noronha e de tê-la nomeada chefe do escritório da Presidência em São Paulo desde seu primeiro governo.

“Imaginar que o ex-presidente estivesse envolvido por trás disso está ao meu ver desmentido”.

Rose, como é conhecida, foi indiciada na operação por corrupção, tráfico de influência e falsidade ideológica.

Em depoimento na Comissão de Segurança da Câmara, Cardozo disse que a suspeição sobre Lula foi construída a partir de uma interpretação forçada em cima de e-mails pinçados seletivamente pela imprensa do inquérito, que soma 11 mil páginas.
Ele disse que as autoridades que conduziram o inquérito são sérias, agiram tecnicamente e nada indica que Lula teve qualquer relação com os fatos.

“Os delegados não sofreram nenhuma injunção política e, à luz da lei penal, não havia como enquadrar Rose por formação de quadrilha, nem Lula com os fatos apurados”, garantiu.

O que se sabe sobre a amiga do ex-presidente é que “ela tinha contatos ilegais, relações indevidas e foi duramente enquadrada em três tipos criminais, mas não participava do núcleo central da quadrilha, ao contrário, foi escanteada pelos seus membros, como mostram alguns diálogos interceptados”, explicou.

“O que ela fazia era, usando sua condição de chefe do escritório, facilitar contatos de membros da quadrilha em troca da favores”, acrescentou.

Cardozo minimizou o e-mail em que Rose, falando com um membro da quadrilha, o manda “se aproximar do PR” e lhe promete que depois disso “eu caio matando”.

Segundo ele, os delegados “foram extremamente criteriosos” e teriam dado outra interpretação se assim entendessem.

Adams

Cardozo também defendeu a permanência no cargo do advogado-geral da União, Luís Adams.

Ele rechaçou a suspeita, levantada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), de envolvimento de Adams no esquema de venda de pareceres em órgãos do governo, pelo fato de ter nomeado como seu adjunto o advogado José Weber de Holanda Alves, um dos indiciados pela Operação Porto Seguro.

“Não podemos jamais ser tão implacáveis. As escolhas humanas geram situações que nos decepcionam. Até nas nossas famílias ocorrem decepções”,
afirmou.

Segundo o ministro, quando Adams nomeou Weber, “certamente avaliou que fosse uma pessoa séria”, observou.

“Não posso fazer imputações a Luís Adams, ele escolheu alguém em quem confiou e foi traído”, emendou. Cardozo disse que se confiasse em Weber como Adams, também o nomearia.

“Eu já nomeei pessoa sob processo por engano”, acrescentou. “No caso do Weber, nem condenação ele tinha. Às vezes nos enganamos com escolhas. Seria injusto condenar o chefe da AGU por isso”, defendeu.

Acusado pela oposição de ter agido seletivamente em favor da chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha, que não foi indiciada em formação de quadrilha, nem teve o sigilo telefônico quebrado, Cardozo afirmou que a decisão foi técnica e submetida ao crivo do Ministério Público e do Judiciário.

“Se errou a PF, erraram também o MP e a juíza que presidiu o inquérito”, afirmou.

Cardozo pontuou que Rose está indiciada em três crimes graves: falsidade ideológica, tráfico de influência e corrupção ativa.

Mas não foi indiciada por formação de quadrilha, a seu ver, por uma avaliação estritamente técnica de quem conduziu a investigação.

“Não posso dizer o que o inquérito não revela. Ela (Rose) não era membro da quadrilha. Essa é a conclusão de quem avaliou tecnicamente as tipificações.

Não se pode pensar politicamente quando se fala de crime”, observou.

Voltei
A investigação ainda nem foi feita, mal começou, e José Eduardo Cardozo já anuncia atestados de inocência. Os indícios que há apontam na direção oposta à de sua fala.

As traficâncias de Rosemary aparecem, apontam os e-mails, frequentemente associadas à proximidade que tinha com o então presidente, seu então amante. Se romperam, não sei.

Lula diz que não fala sobre “questões privadas”. Como assegurar que ele não sabia de nada se nada ainda foi devidamente investigado?

O que se tem é a fase inicial da apuração, ora essa.

Pegue-se o caso do petista Paulo Vieira, que estava na ANA por vontade de Lula e com intermediação de Rose: ele só foi aprovado numa terceira votação. Havia, como se vê, a determinação de nomeá-lo e ponto final!

Por quê?

Competência técnica?

Importância política?

Nem uma coisa nem outra.

A avaliação que Cardozo faz do comportamento de Adams é igualmente constrangedora. Faltou informar que o Advogado Geral da União nomeou o seu segundo, a quem deu plenos poderes, contra a vontade da Casa Civil. Mais: já não havia mais processo judicial contra ele por mera questão formal – prazo expirado –, não por uma questão de mérito.

Cardozo não foi ao Congresso prestar esclarecimentos. Foi lá, conforme o previsto, para adensar a cortina de fumaça.

Ah, sim: por que mesmo Lula não tem nada a ver com as lambanças de sua “amiga íntima”?

Porque não, ora!

Pela mesma razão porque não se emprega, no seu caso, a palavra “amante”. Lula não está apenas acima da lei. Ela está acima até da linguagem.

Quando estourar algum escândalo com um direitista que misture interesse público e folguedos de alcova, aí, então, se poderá empregar a palavra “amante” sem interdições.

O Google está aí. Vejam quantas vezes a dita grande imprensa usou a palavra “amante” para Mõnica Veloso, que havia sido, afinal, amante de Renan Calheiros.

“Ah, com o Renan, tudo bem!!!”

Lula nem mesmo comete adultério, só “ato político”.
04/12/2012

Procuradoria diz que é 'perfeitamente admissível' prisão imediata no mensalão



Na reta final do mensalão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta segunda-feira que se não houver a prisão imediata, os 25 condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) só devem ir para a cadeia a partir de 2014.

MÁRCIO FALCÃO
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA


Gurgel afirmou que no mensalão é "perfeitamente admissível" a prisão imediata, além da perda automática do mandato dos três deputados considerados culpados no caso.

"Se não tiver prisão imediata como requerida pelo Ministério Público, o meu horizonte para cumprimento dessa decisão é bem mais longo, talvez 2014, ou bem depois, porque o nosso sistema processual prevê esses recursos", disse.
Alan Marques/Folhapress
O procurador geral da República, Roberto Gurgel

Segundo Gurgel, não é preciso esperar o julgamento dos recursos porque não há nenhuma medida neste caso que possa reverter à decisão do plenário do Supremo.

Parte das defesas dos réus, no entanto, promete entrar com um recurso pedindo um novo julgamento, o chamado embargo infringente, previsto para casos que registraram mais de quatro votos divergentes. Ministros do Supremo ouvidos pela Folha, no entanto, avaliam que essas reclamações devem ser rejeitadas.

Entre os 25 condenados, 13 tiveram penas acima de 8 anos de prisão e vão cumprir a pena inicialmente em regime fechado, como o ex-ministro José Dirceu e o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), além do operador do esquema Marcos Valério e a dona do Banco Rural Kátia Rabello.

Além deles, 10 réus receberam punições entre 4 e 8 anos e vão cumprir o regime semiaberto, como o ex-deputado Roberto Jefferson, que revelou o esquema em entrevista à Folha, em, 2005. Outros dois réus receberam penas alternativas.

O pedido do Ministério Público de prisão imediata deve ser apresentado nos próximos dias ao STF, assim como a perda automática do mandato dos deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT).

A situação dos deputados deve ser discutida na quarta-feira pelos ministros, na retomada do caso, e divide o tribunal. Há uma ala que defende que cabe à Câmara palavra final sobre a perda do mandato.

"Será uma petição na qual sustentarei que, no caso, é perfeitamente admissível [a prisão], tão logo seja concluído o julgamento, que seja executada definitivamente a decisão do Supremo. Significa que a decisão é executada com todas as consequências, entre elas a expedição de mandado de prisão",
afirmou.

São três as opções para a prisão: imediatamente após a sentença, independentemente da publicação da decisão (acórdão) e respectivos recursos (embargos de declaração); quando o acórdão for publicado; ou somente após a análise de todos os recursos propostos.

Integrantes do Supremo disseram à Folha que deve ser descartada a possibilidade de apressar a efetivação das condenações. Segundo seus argumentos, isso seria incoerente com o posicionamento recente do próprio tribunal, que desde 2010 já condenou cinco parlamentares que até hoje não começaram a cumprir a pena.

Entre eles estão o deputado Natan Donadon (PMDB-RO) e os ex-deputados José Tatico (PTB-GO) e Zé Gerardo (PMDB-CE), que entraram com recursos ainda não julgados contra as condenações.

A avaliação é que não seria conveniente aplicar um rito diferenciado ao processo do mensalão para não alimentar a tese, defendida por petistas, de que o Supremo realizou um julgamento político e de exceção.
03/12/2012

Reynaldo-BH: O caso da amante de Lula comprova mais uma traição ao país

Augusto Nunes
POR REYNALDO ROCHA

Sei que os milicianos – e os blogueiros amantes de Lula – farão um estardalhaço com a revelação do óbvio, acusando a todos de invasão de privacidade, invocando o exemplo de Mitterrand e outras fantasias.

Não é difícil prever. E certamente vão citar FHC, o eterno fantasma a assombrar os lulopetistas.

Desta vez, somos nós que queremos uma comparação com FHC.

Ambos tiveram relacionamentos extraconjugais.

De FHC, até com um filho tido fora do casamento.

Reconhecido mesmo após o teste de DNA informar a não paternidade. O vínculo de afeto já havia sido estabelecido e FHC o considerou mais forte do que a evidência científica.

D. Ruth soube. O que conversaram – e como – nunca se soube nem é preciso saber. Os filhos de FHC e D. Ruth também.

A amante de FHC era jornalista e foi morar no exterior. Lá ainda vive.

Lula tem uma amante.

Se este caso fosse somente restrito a este fato, eu estaria ao lado do Luiz Inácio (ou o PR, para os muito íntimos) para defender o direito à privacidade. Seria assunto dele, de D. Mariza e dos filhos de ambos.

A questão central não é esta.

Motel não é palácio. Amante não é ministra. Poder não se adquire entre as pernas.

Que Lula tenha tantas amantes quantas queira ter. O “Filho do Brasil” que viu a mãe sofrer com o aparecimento de uma amante do próprio pai resolveu repetir a história.

Cada qual com seu legado. Para o bem ou para o mal. Cada um que homenageie seus antepassados como a ética lhe determine.

Mas, enquanto presidente, exigimos – nós, brasileiros com vergonha na cara! – que o co-presidente Lula se abstenha de conseguir “mulheres” (perdoem-me as aspas, mas não posso classificar a sra. Rose como tal e evito classificá-la de modo correto) a partir do poder que delegamos a ele.

Um homem que se vale de uma posição de mando para obter admiradoras que aceitem trair o próprio companheiro e filhas sabe exatamente o quanto vale.

A Rose amigada de Lula usou a cama como artimanha para conquistas além do quarto.

Humilhou uma primeira-dama, viajando quando esta não estava na comitiva oficial. Na frente de todos e sem o menor pudor. E deixando de viajar quando D. Mariza acompanhava o detentor de todos os predicados morais, como nunca antes neste país.

Corrupção a partir de sexo. Enredo de filme. Pornográfico.

Quanto valeria, neste enredo, uma indicação para uma agência reguladora? E qual seria o preço de uma diretoria no Banco do Brasil?

Este é o tal partido do “não rouba nem deixa roubar?”. Ou não foi roubo? Foi troca…

A mim pouco importa se um homem – qualquer um – tenha que se valer de estar sendo “o cara” para conseguir uma mulher. Óbvio que entre aquelas que se sujeitam a preferir o poder da sedução que nasce somente do poder.

E por se sujeitarem são especialmente desprovidas de quaisquer limites ou valores. Sabem quem são. Não escondem o que são. Ao contrário: gostam de exibir o troféu conquistado entre lençóis. É só este o predicado que possuem. E usam.

E estes homens nunca são. Só estão. Por isso (Freud explica) a dita Rose não se referia a Lula. Era PR.

Desejo a punição pelo tráfico de influência. Pelos crimes de corrupção cometidos. Pelo desrespeito ao país. Pelos presentes recebidos, cargos distribuídos e dinheiro roubado.

Não cabe a ninguém saber das traições de Lula a D. Mariza Letícia. É problema (se for…) de ambos.

Interessa ao Brasil saber de mais uma traição ao país, à cidadania. E a reafirmação da falta de ética e decência com a coisa pública
.

Não, não me refiro a Rose. Falo da res pública. Aquilo que pertence a todos nós.

Por fim, para quem teve como melhor amigo José Dirceu, não causa espanto algum ter Rosemary como amante. São do mesmo nível.

Todos eles.
01/12/2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tucano sugere CPI para apurar esquema revelado na Operação Porto Seguro




GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Líder do PSDB, o senador Álvaro Dias (PR) vai sugerir nesta terça-feira (4) à bancada tucana no Senado a criação de CPI (comissão parlamentar de inquérito) para apurar o esquema de venda de pareceres e tráfico de influência no governo, investigado pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro.

Apesar de admitir que a oposição não tem número suficiente de parlamentares para propor uma CPI no Senado, Dias espera a adesão de senadores governistas "independentes" para instalar a comissão --como Pedro Taques (PDT-MT), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE).

"Seria importante um requerimento propondo CPI para conhecermos o lado de cada um: quem está conivente com esse esquema de corrupção e quem está do outro lado, que quer investigação para a responsabilização civil e criminal desses que são assaltantes do dinheiro público", afirmou.

Para que a CPI seja instalada no Senado, o tucano precisa reunir assinaturas de 27 senadores favoráveis à comissão. Depois, o pedido de criação da CPI precisa ser lido pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em sessão do plenário da Casa.

Com o Congresso às vésperas de entrar em recesso parlamentar, a CPI corre o risco de ser instalada somente no ano que vem --a não ser que Sarney, aliado da presidente Dilma Rousseff, faça a leitura do requerimento antes do início do recesso, que começa dia 23 de dezembro.

O regimento da Casa permite que a CPI funcione durante o período de recesso parlamentar se já estiver em funcionamento.

A ordem entre os governistas é evitar que a comissão seja instalada para preservar o ex-presidente Lula --uma vez que Rosemary Noronha, ex-chefe da gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, seria o alvo da comissão.

Reportagem da Folha deste sábado mostra que a relação de Rose com Lula explica a influência da ex-assessora. Eles se conheceram em 1993.

Na opinião de Álvaro Dias, o Senado precisa completar o "triângulo" da investigação iniciada pela Polícia Federal e o Ministério Público.

"É aqui que se propõe transparência. A PF investiga sigilosamente, as providências adotadas no Ministério Público se dão de forma sigilosa e cabe ao Congresso Nacional, caixa de ressonância da sociedade, dar repercussão pública aos fatos."

O tucano disse que o escândalo de corrupção "emporcalha a imagem do Brasil no exterior", com repercussão na imprensa internacional.
03/12/2012

Petistas classificam Rosemary como “mequetrefe”, mas querem blindar a “namorada do Lula”



Por admin
Ucho.info

Pano quente – Rosemary Nóvoa de Noronha, a vilã do momento na barafunda em que se transformou o Partido dos Trabalhadores, foi guindada ao governo Lula, em 2003, pelo próprio então presidente.

O tempo passou e Rosemary galgou posições, até ser nomeada chefe de gabinete do escritório da Presidência, em São Paulo, onde mandava e desmandava à sombra da afirmação explosiva de que “era a namorada de Lula”.

Por causa dessa intimidade que cada vez mais se confirma, Rosemary de Noronha foi contemplada com um cartão de crédito corporativo, exclusivo de altos funcionários da Presidência e do governo federal, além de ter conseguido um passaporte diplomático, enquanto seus companheiros de jornada oficial se limitavam a usar um passaporte de serviço.

Todas essas benesses não foram concedidas à toa e nem porque Lula achava Rosemary simpática ou qualquer outro adjetivo que se encaixe no caso.

Além do suposto romance entre ambos, havia algo muito mais sério e escuso nessa relação que justificasse tantos salamaleques a alguém que surgiu na cena política como um objeto voador não identificado.

O mistério do passaporte diplomático e da respectiva “mala diplomática, ou “bagagem diplomática, assunto aqui levantado com antecedência e exclusividade, deve ser investigado a fundo.

Desesperados com os desdobramentos da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, petistas ilustres agora circulam pelo País afirmando que Rosemary não passava de uma assistente mequetrefe, adjetivo que foi ressuscitado à fama durante o julgamento do Mensalão do PT.

Ora, se de fato Rosemary Nóvoa de Noronha era uma assistente mequetrefe de Lula, é injustificável a preocupação crescente do PT com a blindagem da “namorada de Lula”.

De igual maneira, não justifica escalar Paulo Okamotto, o trem-pagador de Lula, para cuidar de Rosemary e chamar às presas o criminalista Márcio Thomaz Bastos para comandar a defesa da ex-segunda-dama.

Fato é que dessa vez a casa caiu de vez, mas há um punhado de petistas tentando escorar as poucas paredes que sobraram em pé.

Enquanto isso, Lula prefere vestir a fantasia do fugitivo.


Diz a sabedoria popular que “quem não deve, não teme” e “quem cala consente”.

Por enquanto Lula está consentindo com a confusão.
03/12/2012


O cúmplice de Rose




POR RICARDO NOBLAT

O GLOBO


"Como posso nomear ministro do STF um nome apoiado por Delfim Netto e Stédile (coordenador do MST)?
"
Lula, sobre Luiz Fux


Lula deixou a Presidência da República com uma ideia fixa - ou melhor: duas ideias. A primeira: continuar mandando à distância por meio de Dilma. No que lhe interessa de verdade não pode se queixar . Manda. Outro dia até inventou uma CPI e Dilma só ficou sabendo ao retornar de uma viagem ao exterior . A segunda ideia : por mais que negue, suceder Dilma a partir de 2014. Dona Marisa estava de acordo.

O CÂNCER NA LARINGE subtraiu-lhe parte da energia. Nem por isso abdicou do sonho do terceiro mandato. Recupera-se satisfatoriamente. E, salvo um imprevisto médico, estaria pronto para ir à luta. Ocorre que duas gigantescas jamantas o atropelaram de agosto para cá: o julgamento do mensalão e o Rosegate. Está lá, pois, o corpo de Lula estendido no chão. E é improvável que se levante antes de 2014. Depois será muito tarde.

DIZ O PT , amparado por marqueteiros e analistas de pesquisas eleitorais: o julgamento do mensalão em pouco influenciou as eleições municipais de outubro último. O efeito dele foi quase nulo até mesmo em São Paulo, onde PT e PSDB travaram dura batalha. De fato, eleição municipal é um fenômeno localizado . O eleitor está à procura de quem possa melhor administrar a sua cidade. Nada mais importa.

ELEIÇÃO PARA DEPUTADO, senador , governador e presidente da República, não. Com frequência os interesses nacionais contaminam os locais. Exemplo? Manaus. Ali, em 2006, Lula colheu mais de 80% dos votos. Quatro anos depois, Manaus garantiu a Dilma votação estupenda. Lula foi lá este ano e pediu para que derrotassem Arthur Virgílio (PSDB), candidato a prefeito e seu desafeto. Arthur se elegeu com folga.

SE A JUSTIÇA pusesse amanhã um ponto final no caso do mensalão e se o Rosegate acabasse apagado, por milagre, dos anais da política brasileira e da memória coletiva, nem por isso aumentariam as chances de Lula engatar a marcha da volta triunfal à presidência daqui a dois anos. Imagine Lula candidato tendo que explicar a cada momento por que alguns dos seus ex-auxiliares de maior confiança estão presos.

SIM, PORQUE os réus do PT no processo do mensalão só deverão ir para a cadeia no segundo semestre do próximo ano. E na cadeia ainda estarão quando a campanha presidencial do ano seguinte começar a pegar fogo. Quer um cenário ainda pior para Lula, aspirante à vaga de Dilma? E se em breve ele e outros suspeitos forem indiciados em um novo inquérito do mensalão? Isso não é só possível. É provável. A conferir .

O MENSALÃO é um assunto árido para parcela expressiva dos brasileiros. E como envolve políticos, grana e desonestidade, não chama tanto a atenção. Estamos acostumados. O Rosegate tem um ingrediente que o torna popular: lençóis e traições. É fácil de ser explicado: Lula cedeu à tentação e empregou no governo pessoas indicadas pela moça que se dizia sua namorada.

ALOJADOS EM cargos estratégicos de agências reguladoras, tais pessoas formaram uma quadrilha para traficar influência. A Polícia Federal descobriu e indiciou-as por corrupção. A moça, também. Sob a ótica religiosa, Lula é o novo São Sebastião. Sob a ótica profana, o Tufão de um país chamado Avenida Brasil. Esse foi o lance inaugural da eleição de 2014. O difícil é acreditar que ele tenha surpreendido Dilma.

NA MELHOR das hipóteses, Rose fez Lula de bobo. Na pior , de cúmplice. Levando-se em conta seu prontuário, Lula ficou com mais pinta de cúmplice do que de o bobo de Rosemary.
03 DE DEZEMBRO DE 2012