Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Mostrando postagens com marcador Reynaldo-BH. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reynaldo-BH. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Reynaldo-BH: O PT está desesperado por ter percebido como será o segundo turno






Nunca se viu tamanho desespero como o que demonstrado neste segundo turno por parte do PT.


REYNALDO ROCHA


Para além das notícias diárias do desastre a que estamos submetidos – previsões de crescimento pífio, saída de capitais e ânimo dos investidores quando se configura a derrota de Dilma – outras surgem.

A delação de Paulinho de Lula nominando o PT como beneficiário dos desvios da Petrobras, citando José Eduardo Dutra, aliados do mesmo naipe (como PMDB e PP) e dinheiro vivo dos assessores de campanha de Fernando Pimentel num avião de uma empresa de capital social de R$ 2.000,00 ─ nada disso é novidade.

É a prática do PT.

Só agora Lula e afilhados (postes e oportunistas) perceberam que o efeito teflon chegou ao fim. As denúncias passaram a ser ouvidas e analisadas por todos. A cantilena do “não sabia” desapareceu. Continua existindo no discurso oficial.

A perda de apoio de TODOS os partidos (incluído o PSOL, que subiu no muro!) envolvidos na disputa do primeiro turno fez o PT descobrir que o feudo que montou precisa ser irrigado com dinheiro de mensalões e petrolões. Some-se a isto o apoio de parte do PMDB (Jarbas Vasconcelos à frente) e de campeões de votos como Pedro Taques (PDT) e Paulo Hartung (PMDB).

A manada que antes trotava junta está agora, já, procurando culpados. O líder maior já está em campanha. Lula tomou uma surra de rabo de tatu! E diz que a culpa é dos “cumpanheiros” que recebem sem trabalhar e mesmo assim não conseguiram sucesso em Pernambuco, no Rio e, principalmente, em São Paulo. O que aconteceu em Minas é reversível. E já na primeira semana depois da eleição do parceiro de Newton Cardoso soubemos do dinheiro vivo (remember Roseana Sarney) em aviões de personagens ligados à seita.

Pouco me importam pesquisas. Aprendi. Mesmo que Aécio apareça com 110%. Falo do que vejo e ouço nas redes sociais, nas ruas, no trabalho, nas esquinas e de gente desiludida com o “lado de lá”, como sempre quis o PT nesta divisão odiosa do Brasil entre “nós e eles”.

Teremos ao menos três debates. Dilma insistirá no discurso da mentira, atribuindo a Aécio o que nunca afirmou. Mas agora sem qualquer credibilidade. sem convencer os que até recentemente pareciam acreditar no que nós sempre ignoramos.

Dilma terá de defender o desastre e assegurar que a MUDANÇA exigida só poderá ocorrer pela continuidade. Missão impossível. Contar com Lula é expor-se a outras surras históricas.

Aécio já demonstrou que sabe o que fazer e como fazer. Nas redes sociais, lê-se o que denunciamos. E ri-se do que eles dizem.

O desespero é o prenúncio da derrota?

Não.

É a certeza dela.

09/10/2014




segunda-feira, 17 de março de 2014

Reynaldo-BH: Para o PT, vale tudo para ganhar eleição. Até fazer o diabo


“A gente faz o diabo para ganhar as eleições!”
Dilma Roussef

Augusto Nunes
POR REYNALDO ROCHA

A frase revela a falta de limites. O uso de um palavreado que cabe na boca de um estivador, mas jamais na de um presidente.

É um slogan de ditador. A confissão de um agir que não tem ética. Talvez seja a ÚNICA frase dita por Dilma que pudemos entender – não pelo que disse, mas pelo que tem feito.


Vale prometer em cadeia nacional uma diminuição no valor das contas de energia para depois criar um débito que TODOS pagaremos em 2015? Vale!

Ou criar um programa de desassistência médica baseada em uma sociedade mercantil cubana? Óbvio que sim.

Repartir ministérios sem observar quem te competência para lá estar? Sempre.

Mentir sobre números da economia, sendo matéria de piada internacional? Mantega continua ministro… Acabar com o Plano Real, tentando terminar com a maior conquista social das últimas décadas no Brasil?

Não é o “diabo” financiar o superfaturamento das obras da Copa? E não entregar aeroportos ou qualquer legado que não seja estádios de futebol?

O “diabo” não seria o PMDB, trocando ministérios por misteriosos acertos?

Vale usar a propaganda oficial de empresas estatais como campanha antecipada? Apoiar Cuba e Venezuela em nome de um antiamericanismo vulgar que sequer respeita a inteligência e as oportunidades de comércio mundial? Vale o diabo, segundo Dilma.

O que leva alguém a ser como Fausto e vender a alma? Poder somente? Ou receio de ter a faxina não executada exposta aos olhos de todos?

Dilma tem medo. O PT tem medo.

O PT É um imenso mensalão. Destampar a panela é o receio.

Fazer com que mais de 20.000 apaniguados sejam demitidos por absoluta ignorância é de assustar analfabetos. Não haverá tantas boquinhas em São Paulo (capital) para tamanha incompetência.

Negociatas e roubos desaparecerão. O percentual de sucesso não existirá mais. O trem bala deixará de consumir bilhões sem que tenha meio metro de trilho instalado. A transposição do São Francisco ficará para o futuro. Quem sabe até o STF passe a ser um Tribunal?

O PT tem medo não de perder o poder. O PT tem medo pelo que já fez.
17/03/2014 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

No Dia de Finados, os mortos-vivos se reuniram no Planalto





“Nós que aqui estamos, por vós esperamos”

POR REYNALDO ROCHA
Augusto Nunes

Em alguns momentos ─ raros ─, Dilma Rousseff é assaltada por irresistíveis acessos de sinceridade. Seja quando chama de “queridos” aos que são somente “odiosos” (na visão dela). Ou dá porradas na mesa querendo mostrar que a guerrilheira ainda resiste.

Foi assim neste sábado: convocou em pleno feriado uma reunião de ministros para mostrar com quantos paus se faz uma canoa. Ou com quantos PACS se faz uma campanha.


Escolheu a data correta: o Dia dos Mortos. No cemitério do Planalto jaziam os PACS, Minha Casa Minha vida (com as habitações sem água e luz), os Mais Médicos Cubanos (com as reprovações do Revalida), o trem–bala (aquele que liga o norte do nada ao sul do coisa nenhuma), a Transnordestina, a transposição do São Francisco, as obras dos aeroportos do Brasil para a Copa, as creches (já estão em dez mil???), os 800 aeroportos (Santo Antonio do Mato Oculto, com seus valorosos 344 habitantes, já se candidatou), entre tantos outros.

Entre fantasmas, os mortos-vivos escolheram a data correta: Dia de Finados. Não se trata ─ Dilma desconhece a liturgia cristã ─ do Feriado da Ressurreição. Ao contrário, é dia de prantear quem morreu.

Imagino algumas cenas da reunião. Edison Lobão, o que nunca aceitou ser um dos Três Porquinhos, sorumbático e circunspecto como um mordomo de filme de terror “B”, a prestar atenção na missa de pêsames transformada em reunião. Ideli como a carpideira oficial do momento solene. Mercadante cofiando os bigodes como o coveiro de novela mexicana. E Dilma, a exigir que os mortos se levantem e que seja revogada a data de respeito aos que se foram.

Errou, Dilma. A reunião deveria ter sido no Dia das Bruxas. As bruxas voam em cabos de vassouras. Os vampiros saem às ruas com sangue no rosto. Monstros de todas as espécies batem às nossas portas.

Dilma errou por 48 horas a data da reunião, que acabou caindo no dia certo. No dia que o Brasil foi ao cemitério, levado pela saudade de quem se foi, a presidente preferiu reunir-se no Planalto para homenagear os que estão mortos sem nunca terem vivido.

“Nós que aqui estamos, por vós esperamos”.


                                       04/11/2013

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Não são os mensaleiros que serão beneficiados com a absolvição de Natan Donadon. Foi Donadon que se beneficiou do mensalão



Augusto Nunes
POR REYNALDO-BH

No país de pernas para o ar, da inversão absoluta de valores, não são os mensaleiros que serão beneficiados com a absolvição de Natan Donadon.

Foi Donadon que se beneficiou do processo do mensalão.

A causa primeira do apodrecimento do Congresso está no PT e no projeto de poder sem limites, sem vergonhas e sem respeito ao país.

Os que roubaram, se associaram à maior quadrilha de bandidos já vista no Brasil, que usa o poder como pé-de-cabra para arrombar cofres públicos e protege bandidos como membros da Cosa Nostra. São os responsáveis diretos pela absolvição parlamentar de um criminoso condenado a 13 anos de cadeia.

Isto não exime os covardes que zombaram da nossa cara nesta quarta-feira, em mais uma noite de infâmia. São venais e esperavam somente a oportunidade de reafirmar ao Brasil o que sempre fazem: viver no esgoto fétido onde convivem na alegre confraria das ratazanas.

Mas que não se acuse o salafrário condenado pela alegria incontida dos mensaleiros. Ou se debite ao Donadon o que é do PT. A César o que é de César. Ao PT a primazia da canalhice. O deputado que reclama do banho frio e da qualidade do repasto servido somente seguiu a trilha do PT e repetiu a cantilena dos inocentes ladrões de Ali Baba.

Que não se acuse o presidiário-deputado de ser a falta de decência explícita. Somente copiou quem não é nem nunca foi decente.

São estes pioneiros que merecem – na visão de alguns ministros de defesa, no STF – uma pena minorada? É este exemplo – seguido por Donadon, que exige o mandato mesmo precisando de camburão para ir ao trabalho – que protege os mandatos de João Paulo Cunha e Genoíno?

Não seria a “elasticidade” das penas, tão citada por Ricardo Lewandowski, o argumento usado ontem por centenas de juízes? O ministro deve estar feliz. Ao menos uma de suas teses foi aplicada.

A interpretação a favor do réu (mesmo contra a sociedade) foi levada ao extremo. Preso? Sim. Condenado? Também. Mas deputado sempre!

Natan Donadon se valeu da desavergonhada exegese jurídica que ministros do STF propõem como uma nova prestação jurisdicional. A que se rebela contra a sentença (direito de qualquer réu) e consegue apoios entre os próprios julgadores.

Não foi isso que aconteceu onde no Circo dos Farsantes? Um ajuntamento de bandidos inocentando e protegendo um deles que – coitado – caiu em desgraça.

O exemplo está sendo dado há mais de 8 meses, em outro prédio da Praça dos Três Poderes. O Estado de Direito substituído pelo direito de alguns que lesam o Estado.

Donadon será eternamente grato ao PT, aos mensaleiros, aos blogueiros “progressistas” e chapas-branca, aos milicianos histéricos, aos movimentos sectários que defendem o indefensável, aos ministros que caíram de para-quedas no Plenário do Supremo, aos cordatos que mesmo discordando aceitam a podridão como normal, aos advogados medalhões regiamente pagos, ao poder.

Os mensaleiros nada devem a Donadon.

Este sim deve e muito aos mensaleiros.

Eles criaram o caldo de cultura onde mais é menos, onde roubo é malfeito, onde a mentira é dado oficial e onde o poder é passagem liberada para a corrupção.


Os mensaleiros devem ao Brasil. E esta conta – eu juro! – vou cobrar!

29/08/2013

domingo, 28 de julho de 2013

Reynaldo-BH: A visita de Francisco foi marcada por contrastes e redescobertas




REYNALDO ROCHA

Tempo de contrastes. Dias de redescobertas. Assim vi a passagem de Francisco pelo Brasil.

Nada mais chocante ─ pelo impacto do contraste ─ do que ver Dilma, Evo e Cristina na missa de Copacabana. Nada falaram, o que merece nossos agradecimentos. Foi suficiente a visão da Viúva Eterna, do índio de araque e da surreal presidente que não assumiu ainda. Sem contar a presença de Sérgio Cabral, a salvo de manifestações, preocupado apenas com o helicóptero (e com o Juquinha).



A presidente que temia pela segurança do Papa promoveu reuniões infindáveis com os responsáveis pelos aparatos de segurança. A preocupação com o clima de insatisfação popular visível nas ruas foi estendida à visita de Francisco. Mais uma cortina de fumaça. Previsível como qualquer ação oriunda dos militontos do PT.

O Brasil ─ em especial o Rio de Janeiro ─ mostrou de modo insofismável contra quem é a revolta que explodiu nas ruas.

Não, presidente, não é contra tudo e todos! É contra o que você e seus asseclas representam. Duvida? Dê um passeio pela Avenida Presidente Vargas num carro com os vidros abertos. E reze para não ficar presa num engarrafamento.

A segurança oferecida era desnecessária. Um tal de “povo” sabe cuidar da segurança de quem admira. Sabe distinguir perfeitamente mensageiros de boas-novas de apóstatas que pregam a mentira.

Mais que a religião católica ou a fé de cada um, Francisco representou o retorno e resgate de alguém que fala a verdade. Não oculta nem reescreve uma história. Não encobre erros, não demoniza quem discorda, não diz coisas incompreensíveis.

Isso Dilma jamais entenderá. Na entrevista à Folha de S. Paulo, ela insiste em descrever um país de fantasia, inventa números, quer ser inteligente (e soa somente vulgar).

De novo, senhora copresidente, faça um teste! Tente reunir mil pessoas em Copacabana para ouvir sua mensagem. Qualquer uma. Se entenderem, vão vaiar. Se não entenderem, vão viras as costas.

Ficarão somente os apaniguados, a gritar histericamente que Lula é o Senhor e Dilma a nova Senhora! (Eles berram qualquer coisa. Basta ter emprego, sanduíche de mortadela e tubaína).

Mais uma diferença. As pessoas que participaram dos eventos protagonizados pelo papa Francisco estavam pagando ─ do próprio bolso ─ para lá estarem. Só como exercício matemático: para colocar 3 milhões numa praia qualquer do país, o PT gastaria módicos R$ 210.000.000,00 (a R$ 70,00 por cabeça, o preço de um “manifestante” pró-governo). É caro, ainda mais sem o apoio da dupla José Dirceu e Marcos Valério.

Já vimos a redescoberta da força das ruas. Agora constatamos, entusiasmados, que podemos ouvir mensagens inteligentes (e inteligíveis) no Brasil real. Quase esquecemos que era possível.

Não é o caso de concordar ou não com o que Francisco disse nestes dias memoráveis. Trata-se de compreender que, mesmo discordando, não seremos demonizados.

Entre o papa Francisco e Dilma, numa estranha inversão, quem se preocupa mais com o capeta é ela.

Embora o papa tenha opositores, não se ouviu uma só comparação entre a fé que Francisco professa e outra qualquer. Na entrevista de Dilma à Folha, há um elogio (??) a Lula e cinco comparações com Fernando Henrique.

Francisco enxerga o futuro. E agradece o passado, no que ele pode dar de contribuição para hoje. Dilma dirige de olho no retrovisor. E amaldiçoa quem lhe permitiu ser o que é.

É um contraste. Mais um.

Dizem os antigos que o diabo não fala. Só age.

Dilma é ou não especialista no coisa-ruim?
28/07/2013

 

domingo, 23 de junho de 2013

Os lulopetistas conseguiram o que queriam. Agora somos Nós x Eles


POR REYNALDO ROCHA

Não é ainda hora de rescaldos. Há muito que acontecer. Somente os míopes não conseguem identificar no horizonte o que vem lá.

O que leva milhares de brasileiros às ruas após um dia de trabalho, com uma Copa acontecendo?

São desordeiros? Vândalos? São inocentes usados por radicais de esquerda? Ou seriam marionetes nas mãos das oposições? As hipóteses são tão absurdas que não merecem sequer uma linha de qualquer comentário.

São deserdados. Da esperança de um futuro, roubado seguidamente por uma corja que se julgava acima do bem e do mal. Que se sentiam imperadores do Brasil, com um povo pronto a ouvir e aceitar qualquer desculpa ou explicação do inexplicável.

Apostaram na ignorância. Na mediocridade. Na compra pura e simples, na boca do caixa. No uso de nossos esforços e trabalhos como matéria de uso pessoal.

Esqueceram – ou nunca aprenderam a lição. De um povo que derrotou uma ditadura. Que enfrentou um desequilibrado como presidente até escorraçá-lo do Planalto.

Julgavam-se acima de julgamentos. Acreditavam que eram os réus e juízes dos próprios crimes diariamente cometidos. À luz do dia, com a arrogância dos egoístas e egocêntricos.

Minoraram as vozes que ousavam ser de oposição. Demonizaram a discordância. Atacaram o mensageiro. Tentaram por um país de joelhos. Humilharam uma nação, oferecendo auxílios que um dia foi chamado pelo líder da seita de compra de cidadania. E compraram em proporções continentais. Mantendo um povo desprovido de futuro na eterna dependência da ajuda que deveria ser um degrau. Nunca um curral.

Não, ainda não vencemos. Avançamos. De modo definitivo, pois estes passos foram (e são) tão determinados que não serão apagados. As pegadas estão em asfaltos do Brasil todo.

Os deserdados também sentem que ninguém os amparava. A oposição que se escondeu e se recolheu, que foi apática e covarde, talvez agora entenda que são menores que nós.

NÓS SOMOS MAIS! Somos deserdados, mas acreditamos que, mesmo sem heranças (fiquem com elas!) saberemos caminhar por nós mesmos.

Não há um único político com mandato popular que tenha coragem suficiente para aparecer em alguma manifestação. Seria colocado no mesmo saco de lixo. Assim, estão escondidos.

Ontem, modestamente, desafiei o PT a sair às ruas. Era mais uma ironia, que a cegueira e a ignorância ─ em uma feliz coincidência ─ tornaram real.

BEM-VINDO AO BRASIL REAL, senhores petistas!

Aqui há um povo (sim, POVO, conceito prostituído por vocês) que sabe fazer história. Que observa. Que não esquecia. Que esperava por vozes que nunca tiveram coragem de se manifestar.

Aqui há uma nação (conceito que vocês jamais entenderam) que se faz para além de regionalismos, de separações odiosas sonhadas por vocês ou de divisões ridiculamente arquitetadas por quem não consegue enxergar o Brasil.

Há gente decente neste país. Que trabalha. Que não depende de benesses, padrinhos ou tutores. Que ouve e não aceita, mesmo em silêncio.

Vocês, lulopetistas, erraram em quase tudo. Acreditavam-se donos da vontade popular. Imaginavam que bandidos seriam defendidos nas ruas por cidadãos prontos a marchar ao primeiro chamado. Que os crimes seriam esquecidos no dia seguinte. Não estavam sendo esquecidos: estavam sendo armazenados em uma conta difusa que, se não cita detalhes, sente a totalidade.

Acreditaram no bando chapa-branca que mostrava um país de felizes e contentes! Com uma minoria de raivosos e odiosos opositores.

Planejaram a compra de deputados, senadores e partidos como se a oposição fosse resumida a eles. Nunca foram. Eramos nós! E nós não estamos à venda.

Vocês, milicianos, só conseguiram sucesso em um tema: na divisão entre “nós e eles”, tão insistida como mote de atuação do líder lobista e de todos os asseclas da seita.

Conseguiram!

Não sei – ninguém sabe! – o que irá acontecer. Nós x Vocês!.

E para espanto de tantos, sinto informar: NÓS SOMOS MUITOS!

21/06/2013

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Reynaldo-BH: O caso da amante de Lula comprova mais uma traição ao país

Augusto Nunes
POR REYNALDO ROCHA

Sei que os milicianos – e os blogueiros amantes de Lula – farão um estardalhaço com a revelação do óbvio, acusando a todos de invasão de privacidade, invocando o exemplo de Mitterrand e outras fantasias.

Não é difícil prever. E certamente vão citar FHC, o eterno fantasma a assombrar os lulopetistas.

Desta vez, somos nós que queremos uma comparação com FHC.

Ambos tiveram relacionamentos extraconjugais.

De FHC, até com um filho tido fora do casamento.

Reconhecido mesmo após o teste de DNA informar a não paternidade. O vínculo de afeto já havia sido estabelecido e FHC o considerou mais forte do que a evidência científica.

D. Ruth soube. O que conversaram – e como – nunca se soube nem é preciso saber. Os filhos de FHC e D. Ruth também.

A amante de FHC era jornalista e foi morar no exterior. Lá ainda vive.

Lula tem uma amante.

Se este caso fosse somente restrito a este fato, eu estaria ao lado do Luiz Inácio (ou o PR, para os muito íntimos) para defender o direito à privacidade. Seria assunto dele, de D. Mariza e dos filhos de ambos.

A questão central não é esta.

Motel não é palácio. Amante não é ministra. Poder não se adquire entre as pernas.

Que Lula tenha tantas amantes quantas queira ter. O “Filho do Brasil” que viu a mãe sofrer com o aparecimento de uma amante do próprio pai resolveu repetir a história.

Cada qual com seu legado. Para o bem ou para o mal. Cada um que homenageie seus antepassados como a ética lhe determine.

Mas, enquanto presidente, exigimos – nós, brasileiros com vergonha na cara! – que o co-presidente Lula se abstenha de conseguir “mulheres” (perdoem-me as aspas, mas não posso classificar a sra. Rose como tal e evito classificá-la de modo correto) a partir do poder que delegamos a ele.

Um homem que se vale de uma posição de mando para obter admiradoras que aceitem trair o próprio companheiro e filhas sabe exatamente o quanto vale.

A Rose amigada de Lula usou a cama como artimanha para conquistas além do quarto.

Humilhou uma primeira-dama, viajando quando esta não estava na comitiva oficial. Na frente de todos e sem o menor pudor. E deixando de viajar quando D. Mariza acompanhava o detentor de todos os predicados morais, como nunca antes neste país.

Corrupção a partir de sexo. Enredo de filme. Pornográfico.

Quanto valeria, neste enredo, uma indicação para uma agência reguladora? E qual seria o preço de uma diretoria no Banco do Brasil?

Este é o tal partido do “não rouba nem deixa roubar?”. Ou não foi roubo? Foi troca…

A mim pouco importa se um homem – qualquer um – tenha que se valer de estar sendo “o cara” para conseguir uma mulher. Óbvio que entre aquelas que se sujeitam a preferir o poder da sedução que nasce somente do poder.

E por se sujeitarem são especialmente desprovidas de quaisquer limites ou valores. Sabem quem são. Não escondem o que são. Ao contrário: gostam de exibir o troféu conquistado entre lençóis. É só este o predicado que possuem. E usam.

E estes homens nunca são. Só estão. Por isso (Freud explica) a dita Rose não se referia a Lula. Era PR.

Desejo a punição pelo tráfico de influência. Pelos crimes de corrupção cometidos. Pelo desrespeito ao país. Pelos presentes recebidos, cargos distribuídos e dinheiro roubado.

Não cabe a ninguém saber das traições de Lula a D. Mariza Letícia. É problema (se for…) de ambos.

Interessa ao Brasil saber de mais uma traição ao país, à cidadania. E a reafirmação da falta de ética e decência com a coisa pública
.

Não, não me refiro a Rose. Falo da res pública. Aquilo que pertence a todos nós.

Por fim, para quem teve como melhor amigo José Dirceu, não causa espanto algum ter Rosemary como amante. São do mesmo nível.

Todos eles.
01/12/2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Reynaldo-BH: A absurda aula de Direito Penal ministrada pelo ministro reprovado em dois concursos para a magistratura




    

POR REYNALDO ROCHA

Dias Toffoli pede que os seus pares reflitam sobre a imensa asneira que, quase de modo histérico, formulou em defesa dos condenados do mensalão!

Este absurdo aconteceu nesta quarta-feira. O despautério foi transmitido ao vivo.

Dias Toffoli resolveu dar uma lição de Direito Penal a mestres. Talvez seja recalque por ter sido duas vezes reprovado em concurso para a magistratura.

Citou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva com insuspeito orgulho. Levantou questões em que cita, com alguma ironia, autor que se opunha a Marx. E ressaltou: “Não era de esquerda!’ Quem politiza o quê?”

E inverteu a lógica dos próprios argumentos.

Cita a banqueira (“uma bailarina”) condenada, defendendo-a com a seguinte argumentação: “Que tipo de violência ─ real ─ ela pode cometer?” Entendendo-se “real” como crimes de sangue, presumo.

O que defende Tofoli?

Não condenar à cadeia criminosa que não tenham matado, chegando a citar exemplos de crimes de homicídios com apenações menores.


E argumenta com uma suposta “posição de vanguarda”.

Qual vanguarda, reprovado candidato a juiz que virou ministro?

Desde BECCARIA, o seu título definitivo ─ “Dos delitos e das penas” ─ é considerado avanço filosófico e humanístico incomparável.

Até então as penas eram baseadas em uma retribuição, ou vingança, a um mal praticado.

Assim, o que valia era a intensidade da pena frente à agressão.

Não se tratava da recuperação ou reabilitação do ser humano.

E muito menos do EXEMPLO que nasce da condenação, para que OUTROS não sejam incentivados a delinquir.

A simples reparação financeira é suficiente para impedir a ação delituosa?

Seria este o risco que Dias Toffoli apregoa?

Roubemos; se pegos, devolvamos.

E se formos espertos, apliquemos o produto do roubo auferindo ─ na pior das hipóteses, a da condenação ─ os juros do tempo em que o dinheiro público serviu de repasto a um grupo ou indivíduo.

Ou seja, a posição “vanguardista” de Toffoli é anterior a 1764!
Crime de sangue?

Paga-se com cadeia.

Crimes não violentos (fisicamente), paga-se como a devolução do roubo.

Seria o caso de perguntar; em crimes de lesão corporal, defenderá Toffoli umas boas chibatadas como reprimenda?

Nada quanto ao exemplo social, ao caráter múltiplo da pena.

Toffoli cumpriu a imposição partidária de tentar, mais uma vez, defender seus patrões. Com argumentos sem nenhuma consistência. E fez um discurso que nem mesmo os partidários do PT (ou ao menos, os dirigentes) tiveram coragem de fazer.

Não surpreende. Na essência.

Surpreende na coragem. De se expor na inteireza da pequenez.

E na certeza de que o “fantasma” do STF aceita ser um arremedo de ministro por muitos anos.

Faz todo o sentido a defesa histérica (e histórica pelos piores motivos) de Dias Tofoli UM DIA após a declaração estapafúrdia do ministro da Justiça, que isenta o principal responsável pela degradação do sistema prisional brasileiro: ele próprio.

Tentaram tudo. Postergar. Defender o indefensável. Buscar a prescrição. Interromper o julgamento. Absolver. Com a condenação dos quadrilheiros, agora ataca-se as condições carcerárias no Brasil. Tudo de forma orquestrada.

Que seja somente um réquiem.

14/11/2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Reynaldo-BH: ‘O que tem de especial o sr. Fábio Luiz Lula da Silva? É filho de Lula’


 
 Por Augusto Nunes
“Perdeu playboy!!

Tá tudo dominado!”

REYNALDO ROCHA

O grito de guerra que os traficantes do Rio de Janeiro tornaram famoso é o sentimento maior da vergonha e da certeza de nossa impotência.

A certeza da vitória.

Deles.

Da nossa perda.

De quem se torna incapaz quando uma arma é apontada para as nossas cabeças.

A explicitação da truculência.

Quando o domínio se faz claro, exaltando a extensão do mesmo.

Tudo.

E tudo é a certeza do limite ultrapassado.

E somos hoje, “playboys” que perdemos tudo.

E não mais por meros traficantes. De drogas.

O tráfico mais rentável é de influência. O sequestro mais elaborado é o da consciência. O roubo de maior lucro é do dinheiro público. O crime organizado especializou-se: é mais danoso que a venda de crack; é mais aceito que a prostituição; é exaltado por vítimas que sequer entendem que são vítimas.

O que tem de especial ─ como empresário e profissional ─ o sr. Fábio Luiz Lula da Silva?

Absolutamente nada. Criou uma empresa (a primeira que teve. E única.) – Gamecorp – que se notabiliza por nunca ter dado um centavo de lucro. Desde sempre, acumula prejuízos. Mais um empresário que estaria fora do mercado por apostar em uma ideia ruim e mal implementada.

Mas é um empresário de sucesso.

O que tem de especial o sr. Fábio Luiz Lula da Silva? Já aqui não como profissional ou empresário. Sabe-se que nunca foi.

É filho de Lula. E isto faz toda a diferença. “Tá tudo dominado!”

Lulinha ─ o filho comparado por Lula a Ronaldo Fenômeno ─ criou a Gamecorp e conseguiu um aporte de R$ 5.000.000,00 da Telemar. Nas coincidências deste Brasil da Era da Mediocridade e da Corrupção, após este aporte o Governo federal autorizou a fusão (aquisição) da Brasil Telecom com a Telemar. Até então proibida, em nome de uma desejada competição entre operadoras.

Mera coincidência. Mas muito aparente.

Instada pela imprensa (a mesma que precisa de um controle social, que a cada dia se revela mais necessário, pelo lulopetismo), foi instaurada investigação pela Polícia Federal. Como envolvia o BNDES (sócio da TELEMAR) e este sendo um banco público, acionou-se o Ministério Público.

Nenhum depoimento foi tomado por ambos.

As providências? Correspondências aos envolvidos com a singela pergunta: “Quando do aporte da Telemar para a Gamecorp, sabia esta empresa (Telemar e BNDES) que o proprietário era filho do presidente Lula?”

“Perdemos, playboys!”

A resposta óbvia: jamais! O interesse em tal aporte era decorrente de “mercado”. Embora a Gamecorp tivesse menos de UM ano de existência, NENHUM produto e ser absolutamente desconhecida.

Inquérito arquivado. A OI Telemar continua sendo O ÚNICO cliente da Gamecorp. Que demorou quatro anos para responder a um pedido de informações do Ministério Público. Quando dado, foi considerado suficiente.

Este é, sem retoques e necessidade de novas poses ou cenários, o retrato do Brasil de hoje.

O mesmo que acusa São Paulo de ter uma política de Segurança Pública desastrosa, embora tenha reduzido em mais de 68% o número de homicídios em dez anos, quando neste período ─ como exemplo ─ a Bahia tenha experimentado um incremento de 368% neste mesmo crime (dados oficiais do Ministério da Justiça).

O Brasil que um chefe de quadrilha ousa acusar o julgador de ditador e “imperial”. E exige que o Poder Judiciário seja leniente com o roubo escancarado.

Um país onde um “projeto de poder criminoso” é apontado pelo presidente de um poder independente e o terceiro na linha de sucessão do Executivo, sem que cause maiores repercussões. Afinal, o partido que patrocinou este “golpe” (Ayres Brito) ainda está no poder.

Perdemos mais uma. Pena. Os que irão aplaudir esta vitória de Pirro não entendem que eles TAMBÉM perderam. Mesmo que o lulopetismo almeje fazer de seus seguidores os novos filhos de Lula. Como o pai da pátria desmoralizada.

“Tá tudo dominado!”. Ainda não.

Mas podemos dizer ao Lulinha, ao menos desta vez: “Ganhou, playboy!”

E já é um elogio. Merecido.
12/11/2012


domingo, 11 de novembro de 2012

Reynaldo-BH sobre Dirceu e o Supremo: ‘A salsa cubana do covarde sem caráter’




Por Augusto Nunes
REYNALDO ROCHA

Prova de desonestidade. Já conhecida. De ofensa ao país, comumente repetida. A arrogância de quem se julga acima do estado de direito. E da verdade histórica.

A condenação aconteceu? Que se puna a imprensa! Cassem a palavra de jornalistas! Como se estes fossem policiais, promotores e juízes. Os atuais acusados pelo delírio do guerrilheiro da espingarda de rolha de cortiça.

Acrescente-se uma reforma política jamais explicitada. Só a defesa do tal financiamento público de campanha, para dar legalidade aos achaques já praticados.

E como usam o termo “desconstrução!” Tenho ouvido com frequência. O mesmo que destruição. Quem quer desconstruir assume que quer destruir: acabar com algo que já foi construído.

Como um julgamento. E contra os fatos.

Parece-me que José Dirceu deseja a prisão. Ou ao menos justificar a pena a ser cumprida. Dando ares de politização a uma condenação por roubo.

Se na ditadura os assaltos a bancos eram chamados de expropriação e tinham – mesmo com críticas de muitos – um emprego coletivo, desta feita foi dinheiro para os bolsos de porcos que transformaram o Legislativo em chiqueiro. O que há de ideológico ou de político nestas ações?

Esta tentativa – hoje isolada – de Dirceu parece dar razão a Lula quando definiu o condenado pela chefia da quadrilha, em tempos passados: “José Dirceu não tem amigos. Ele só pensa nele!”.

Dirceu tenta criar um clima de desmoralização do Poder Judiciário na tentativa desesperada de criar um fato político que dê margem – delirante – de se autodeclarar “prisioneiro político”. Como já disse antes, prisioneiro do governo do PT.

Mas, ele só pensa nele…

Dirceu não terá ─ nem ele nem ninguém ─ condições de desconstruir o que quer que seja, além das próprias pobres biografias. Transformadas em folhas corridas.

Esta insistência patológica de ignorar a realidade não pode ser doença. Parece ser retirada de algum manual lulopetista, visto que utilizada pela imensa maioria dos adeptos da seita.

E há quem pretenda separar Dirceu do PT. São irmãos siameses. Indissociáveis. Um diz o que o outro pensa. E ambos obedecem o que o supremo líder pensou pensar.

Mas Lula conhece os seus (dele)!

Sabe que Dirceu “não tem amigos.” Nunca teve. E que neste momento, José Dirceu – chefe de uma quadrilha de bandidos condenados por roubos aos cofres públicos – precisa ser mais uma vez a vítima do crime que não houve. Um crime político.

O outro, previsto no Código Penal, não há como desconstruir.

A única alternativa é calando a imprensa e propondo reformas.

Quem sabe a do Poder Judiciário?

Na semana passada, o quadrilheiro Pedro Caroço voltou à carga contra os atuais alvos da covardia reconhecida: de novo a imprensa. E como se previa, o Judiciário.

Um porque ousou falar. Outro, porque ouviu. E ambos porque fizeram o que a nação e a democracia exigem.

Em artigo no blog que mantém (e que perderá o direito de usar, visto que presos não podem ter acesso a Internet), um post com o título “O que justifica?”, investe contra a decisão do ministro Joaquim Barbosa de apreender os passaportes de réus já condenados.

As justificativas são diversas. E é até cansativo elencá-las. A primeira – e básica – e que bandidos precisam ser vigiados entre a apenação e a execução da pena. E que bandidos que roubaram, possuem ainda mais condições de fugir, visto que milionários com o que roubaram. Outra decorre do caráter dos condenados. Especificamente no caso de Dirceu, nada a comentar. Dirceu continua na clara intenção de ser o “mártir do puteiro!”. O “preso político” que trocou o crime de opinião pelo roubo na boca do caixa. Do dinheiro público.

Quer confrontar o Judiciário. Quer se colocar como uma vítima do sistema, que ele mesmo afirmava (e nunca foi verdade!) a construir. Ele se esquece de que o nome do jogo é DEMOCRACIA. E, na democracia, bandidos são presos.

Há muito não via tamanho descaramento e hipocrisia, na tentativa de impor a canalhice como valor a ser preservado: “Nenhum ministro encarna o Poder Judiciário – não estamos no absolutismo real. Nenhum ministro encarna a nação ou o povo – não estamos numa ditadura. Mesmo acatando a decisão, tenho o direito de me expressar diante de uma tentativa de intimidar os réus, cercear o direito de defesa e expor os demais ministros ao clamor popular instigado, via holofotes de certa mídia, nestes quase quatro meses de julgamento.”

Dirceu é uma anta? Há controvérsias. Mesmo uma nobre anta (o que não é o caso, visto que falta nobreza) sabe que não pode, presa em redes, atacar quem a capturou.

A figura animal mais próximo da verdade é da hiena. Come fezes, ataca em bando, ri, abandona outras (as feridas) pelo caminho de fuga e provoca o inimigo e depois foge…

Até onde este script de filme de terror vai continuar sendo encenado?

A alegação de uma suposta “coragem” derivada deste enfrentamento cai por terra quando se reconhece que o Judiciário não age por vingança. Age por justiça. E esta já basta ao escroque oficial. O chefe da quadrilha sabe que nada perde ao tentar desmoralizar o mesmo poder que lhe deu acolhida quando fugitivo e anistiado. O ganho se ouve nos gritos de “mexeu com ele, mexeu comigo!”, entoado nas bocas de fumo – correção , nas plenárias – onde os aliados do ladrão se reúnem.

O objetivo é posar de perseguido político. E justificar a pesada pena pelo “inconformismo” com a “sentença influenciada por uma certa mídia”, prolatada por “juízes absolutistas e ditadores”. Em um país governado pelos seus (dele) próprios protetores.

É o samba do ladrão doido!

Ou a salsa cubana do covarde sem caráter.

11/11/2012


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Reynaldo-BH: A Era da Mediocridade é a versão lulopetista dos anos de chumbo




Enfadonha

Esta é a definição que se aplica às notas raivosas que o PT comete com alguma frequência

 Por Augusto Nunes

REYNALDO ROCHA

Como um crime continuado, para ficar no terreno hoje tão bem conhecido pelo lulopetismo.

Qual partido precisa constantemente dirigir-se ao país através das ditas notas oficiais? Não dispõe de tribunas legislativas ou não acredita nelas? Ou evita entrevistas por temer perguntas inconvenientes?

Não deixa de ser sintomático que um partido necessite, semana sim e outra também, emitir um amontoado de sandices na tentativa de justificar acusações, roubos, casos de corrupção e mentiras repetidas ao limite do nojo.

Só se encontra paralelo nas famigeradas “ordens do dia” das Forças Armadas na ditadura militar. Eram notas oficiais dirigidas pelos superiores hierárquicos ao chamado “público interno”, e lidas em quartéis com a tropa alinhada para a cerimônia.

Qual é a diferença entre aquilo e as notas do PT? Quase nenhuma. Até a linguagem empolada, imperial, retumbante e facciosa é praticamente a mesma. Horrível de se ler. Só deve ser bom para os iniciados, que já adivinham na primeira frase o que virá.

Já seria trágico se as coincidências terminassem por aqui. Mas nada no PT ─ quando se trata de ser ridículo ─ é do tamanho que aparenta. É preciso mais. A tragédia que é comédia.

Os argumentos são os de sempre. Só mudam as rotulações, os inimigos. Na essência, a alma autoritária reprisa as mesmas mentiras e ameaças.

“Soldados, irmãos em armas! Há quase meio século, atendendo ao pedido da esmagadora maioria dos brasileiros, nossas tropas saíam às ruas, aclamadas, para por fim à tentativa de traidores, marginais e sociopatas de instalar em nossa Pátria um regime marxista, totalitário, uma extensão lacaia da URSS.”(Ordem do Dia de um site de Oficiais da Reserva – 31/03/2012)

“Nosso desempenho nas eleições municipais ganha ainda maior significado, quando temos em conta que ele foi obtido em meio a uma intensa campanha, promovida pela oposição de direita e seus aliados na mídia, cujo objetivo explícito é criminalizar o PT. Não é a primeira, nem será a última vez, que os setores conservadores demonstram sua intolerância; sua falta de vocação democrática; sua hipocrisia, os dois pesos e medidas com que abordam temas como a liberdade de comunicação, o financiamento das campanhas eleitorais, o funcionamento do Judiciário; sua incapacidade de conviver com a organização independente da classe trabalhadora brasileira. Mas a voz do povo suplantou quem vaticinava a destruição do Partido dos Trabalhadores. O desempenho do PT no primeiro turno das eleições municipais brasileiras, assim como a vitória do Grande Polo Patriótico nas eleições presidenciais venezuelanas igualmente realizadas no dia 7 de outubro, confirmam a força da esquerda democrática, popular e socialista latinoamericana e caribenha.” (Nota do PT, do site oficial, Resolução do Diretório Nacional outubro/2012).

Até o estilo é o mesmo!

Antes, “soldados irmãos!”. Hoje, “companheiros”! Antes, “comunismo internacional.” Agora, “setores conservadores e de direita.” Na ditadura, “a salvação do Brasil das garras da URSS”. No lulopetismo, “a salvação do Brasil das práticas imperialistas dos USA.” Os militares; “exemplo dignificante dos USA.” Os petistas; “o exemplo maior da Venezuela e Cuba”.

SÃO TODAS frases retiradas de documentos oficiais!

A mentira e a ameaça estão presentes nestes documentos que a história só pode classificar como lixo.

Nos anos de chumbo, “ninguém segurava o Brasil”. Na Era da Mediocridade, “nunca antes neste país!”. Se antes as FFAA se diziam salvadoras do Brasil, o que o PT diz de si mesmo?

Por fim, a ditadura e o lulopetismo identificam sem meias palavras o mesmo inimigo: o Poder Judiciário. A quem ambos tentaram calar. Seja com baionetas ou com chantagens.

Em breve teremos mais um delírio do PT, exposto em outra nota ridícula. E ofensiva ao Brasil. Como todas as anteriores.

Abusando de distorções, elevando mentiras a fatos, criando golpes onde só se vê justiça, destilando ódio.

Nada de novo. O pensamento único é a forma exata dos que acreditam serem todos iguais.

É para este público específico que tais notas são paridas. A fórceps. Desnecessário. Lulopetistas não leem. Só repetem o que lhes ordenam.

Para o Brasil decente, resta conviver com este espetáculo indecente.

Suportaremos.

Afinal – ao contrário deles – defendemos o direito pleno de livre expressão. Sem controles sociais de qualquer espécie.

É melhor ter asneiras publicadas do que a censura que eles desejam.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Primo de Dirceu pendurado na gerência de uma divisão de Furnas usa computador da empresa para ameaçar jornalistas



Direto ao Ponto



Augusto Nunes


O miliciano escondido no codinome “Kako Lamim”, que enviou à coluna inúmeros comentários insultuosos e ameaçadores, foi identificado nesta terça-feira: trata-se de Clayton Mendonça de Oliveira, gerente de divisão de Furnas.

Clayton será interpelado judicialmente para confirmar ou desmentir o que escreveu. A direção de Furnas será convidada a esclarecer se o funcionário está autorizado a utilizar equipamentos da empresa para endereçar, durante o horário de expediente, insultos e ameaças a jornalistas que ousam discordar do governo e do PT.

Nesta quarta, voluntariamente, Clayton (vulgo Kako Lamim) acrescentou ao prontuário outra anotação: nascido em Passa Quatro, é parente de José Dirceu. “Meu pai é primo dele, a briga vai ser boa”, gabou-se o criminoso confesso.

Bazófia, pelo jeito, é marca de família. Se tropas comandadas pelo guerrilheiro de festim só conseguem matar de rir, um batalhão de tios e primos do revolucionário de araque é coisa de picadeiro.

Mas também é caso de polícia, como registra o comentário de Reynaldo Rocha, abaixo reproduzido. Nosso Reynaldo-BH ─ que, para quem não sabe, tem uma sólida formação jurídica ─ falou por mim.
(AN)


Clayton Mendonça de Oliveira, parente de José Dirceu, gerente de divisão de Furnas.
Dentro das regras legais ─ que certamente desconhece – será interpelado por ofensas, calúnias e (se seguiu a cartilha dos petixiitas) ameaças.

Nada na WEB é oculto. Só os imbecis (mesmo os que se julgam experts na área) acreditam nisso. Não se trata de vendetta, mas de reparação.

Que o tal Clayton prefere ignorar (se acreditasse ter sido ofendido, como parente do chefe da quadrilha) e apelar para um pretenso anonimato, reduto de covardes.

Seria grave o fato por si.

NENHUM dos comentaristas habituais desta coluna ameaça oponentes. O que fazemos é desmontar mentiras e escancarar a mediocridade. Elles (os milicianos) preferem a agressão vulgar e ameaças explícitas. Sei disso. Já sofri agressões do gênero.

Ainda mais grave é um gerente de divisão de uma empresa estatal usar IPS e equipamentos (além do horário reservado ao trabalho) prestar-se a tal aberração.

A direção de Furnas terá de manifestar-se. É o que esperam ao menos os acionistas minoritários, que não fazem parte do governo nem admitem que uma estatal seja reduzida a quintal do PT e apaniguados.

Uma empresa que tem ações em Bolsa, alcançou dimensões internacionais e atua numa área estratégica para o país não pode tolerar o uso de ferramentas de trabalho para a consumação de serviço sujo.

Furnas lida com energia. Não com esgoto. Não é propriedade de um partido. Nem de uma quadrilha. Muito menos de um parente do réu acusado de chefiar a organização criminosa que administrou o mensalão.

A impunidade incentiva a transformação de postos de emprego em esconderijos de apreciadores de tocaias. No caso, por envolver um primo que se orgulha dos laços de sangue, reforça o que sempre se disse de José Dirceu.

Esse tipo de “ajuda” prestado pelo gerente de divisão de Furnas ao parente em perigo confirma até onde vai a barbárie ética e moral, e o menosprezo ao estado de direito. Vale tudo?

Não, Clayton. O vale-tudo começa a ser julgado amanhã. Seu caso pode esperar um pouco mais.


Volto para um último recado: se os ministros do STF cumprirem seu dever e se quem lidar com o caso de “Kako Lamim” estiver disposto a mostrar que existem juízes no Brasil, estaremos todos contribuindo para a preservação dos vínculos familiares.

Os primos Clayton e Dirceu terão tempo de sobra para conversar no pátio da cadeia.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Reynaldo-BH: ‘O ministro se arrisca a vagar pelos corredores do Judiciário como uma alma penada que não assusta ninguém’







 

POR REYNALDO ROCHA

A soma de dois erros nunca é um acerto. É só um novo erro.

A argumentação do conceituado advogado Marcelo Leonardo, de Minas Gerais, não chega a ser sequer um argumento. É a confissão de que Toffoli já agiu errado por duas vezes. O que de modo algum o autoriza a errar pela terceira vez.

Tenho um respeito quase reverencial pelos ministros do STF. Ou melhor, tinha.

Sempre os vi como guardiães da Constituição Brasileira. Por vezes, o STF ia além da guarda de nossos direitos. Exercia o direito positivo, regulamentando artigos que o Poder Legislativo não queria enfrentar.

Não consigo mais enxergar no STF a casa das leis e de juristas. Quando uma (ou mais) maçã apodrece em um cesto, já diz a sabedoria popular, é questão de tempo para que todas as outras sejam contaminadas.

Toffoli envergonha o Poder Judiciário. Piloto cego que nunca voou, hoje é comandante de Jumbo. Batedor de bumbo em bandinha de coreto que hoje é maestro de Sinfônica.

E que se sujeitou a ocupar um assento que sabia muito maior do que o ocupante. A soberba sem limites. O fato de escrever, por exemplo, não faz de mim um jornalista. Jamais aceitaria ser por não merecer. Simples assim.

Toffoli aceitou ser ministro quando os conhecimentos não lhe garantiram o cargo de juiz.

A diferença?

Para ser juiz há necessidade de concurso. Para tornar-se ministro, basta ser obediente a um presidente que acrescenta à verdadeira herança maldita o descrédito que atinge o Poder Judiciário.


Todo homem tem uma história pessoal. É o que guardamos em nossa memória. Nossos próprios marcos históricos. É o que forja nossa identidade.

A memória, porém, é seletiva. Assim nos ensina Karen Worcman, fundadora do Museu da Pessoa, já entrevistada aqui neste blog.

Toffoli teria marcos pessoais?

A menos-valia de um reprovado em concursos para juiz o leva hoje, como ministro do STF, a sentir tamanha gratidão por quem lá o colocou, passando por cima do Direito, da Ética e da Vergonha?


Parece que sim.

Talvez o conceito de honra lhe seja desconhecido, ou é bastante maleável. Como temer, neste caso, a desonra?

Não se trata de evitar a declaração de um voto já conhecido. Quem defendeu os acusados não pode condená-los enquanto juiz. Para isto existe o impedimento que julgadores honestos declaram nestas situações.

Trata-se de preservar o Poder Judiciário. De resguardar a Suprema Corte. De proteger a Cidadania.

Costumo lembrar sempre que, acima do STF, só Deus. Não há a quem recorrer. Baseado na certeza de que lá estariam – sempre – os mais preparados, com um saber jurídico tão intenso quanto a honestidade intelectual e ética, não imaginei a situação absurda que vivemos hoje.

De uma clareza absoluta. Um advogado que defendeu por anos alguns acusados não pode – nem deve – ser o juiz dos mesmos.

É improvável que apelar para a consciência pessoal e o respeito aos pares faça Toffoli erguer a coluna e se manter ereto.

A história pessoal do ministro já demonstra isto.

Toffoli está a um passo de transformar-se numa alma penada vagando pelos corredores do Poder Judiciário. Sem provocar sustos.

Como um Fantasma de Canterville.

Com uma diferença: nunca terá paz.

E nem respeito.

18/07/2012