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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Informações privilegiadas têm tudo para salvar Romeu Tuma Júnior

Informações privilegiadas têm tudo para salvar Romeu Tuma Júnior da degola na Secretaria Nacional de Justiça

Por Jorge Serrão

Romeu Tuma Júnior, que é investigado pela Polícia Federal por supostas ligações com a máfia chinesa, tem tudo para precipitar uma acidose do governo Lula.

Por isso, contrariando a vontade do Presidente e do ministro da Justiça, Tuminha tem tudo para ser mantido no cargo de Secretário Nacional de Justiça, assim que retornar das férias.

Leia mais aqui.

As lágrimas de lula comoveram Ahmadinejad?

IRÃ – BRASIL
As lágrimas de lula comoveram Ahmadinejad?

O presidente brasileiro ao encontrar com o iraniano não se conteve e chorou copiosamente, como uma mulher traída.

Desabou sobre seus ombros o peso de estar sendo feito idiota por Ahmadinejad, diante da comunidade internacional.

Se sair do Irã de mãos abanando adeus presidência da ONU, Premio Nobel da Paz etc. e tal.

Ao que parece, piedosamente o iraniano resolveu dá como premio de consolação um acordo meia bomba


Foto: Getty Images
O machão Ahmadinejad não acreditou quando viu Lula chorando na sua frente

Por Toinho de Passira

Fontes: BBC Brasil, G1,
O Globo, Portal Terra


Até a chegada de Lula ao Irã, não havia sido fechado qualquer acordo sobre a proposta apresentada pelo Brasil e Turquia para evitar que o Irã seja alvo de sanções internacionais, sob as desconfianças de que o país estivesse manipulando urânio para uso militar.

O chanceler brasileiro Celso Amorim abandonou a comitiva brasileira, quando Lula estava na Rússia e antecipou-se ao presidente na chegada ao território iraniano, para tentar salvar as negociações que haviam empacado.

Foto: Reuters
Ahmadinejad constrangido não sabe o que fazer com o chorôrô presidencial de Lula

A base da proposta turca e brasileira continuaria sendo o plano da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU), do final do ano passado, que prevê o enriquecimento do urânio iraniano em outro país em níveis que possibilitariam sua utilização apenas para uso civil: geração de energia e para fins medicinais.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, havia dito na sexta-feira que o Irã não estava comprometido com o acordo proposto e resolveu não ir até o país vizinho, participar das negociações junto com o presidente brasileiro.

Foto: Associated Press
Ahmadinejad levou Lula para um canto, tentando consolá-lo

Depois da chegada de Lula ao país, vendo que a repercussão de nenhum acordo, estimularia os americanos e seus aliados a aplicar as sanções, os iranianos resolverem voltar atrás e engendraram um acordo.

O entendimento apresentou avanços razoáveis a ponto de fazer o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, mudar de idéia e ter ido se junta a Lula em Teerã.

Foto: Reuters
Lula e Mahmoud Ahmadinejad, muitas conversas e nenhum resultado divulgado

Durante todo o domingo, o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, não comentaram a proposta do Brasil e da Turquia e nem mesmo o presidente Lula, nos encontro com a imprensa e em notas diplomática fez qualquer menção ao acordo nuclear.

Finalmente durante o jantar com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (foto), disse que um acordo foi alcançado entre Irã, Turquia e Brasil sobre os procedimentos para reavivar o paralisado acordo de troca de combustível nuclear defendido pelas Nações Unidas, mas que só seria revelado os detalhes nesta segunda feira.

A expectativa é que o Irã apresentará um plano escorregadio, capaz de paralisar a comunidade internacional em prosseguir na tentativa de sanções contra ele, a partir da ONU, mas que não impeça sua obstinação de ter sua bomba atômica.

Além do governo brasileiro e o governo turco, ninguém acredita nas boas intenções do governo iraniano.


16/05/2010

‘Para quem diz que tirou o país da inflação, roubar a identidade de Norma Benguell é o de menos”.


Dilma mente, a campanha de Dilma mente

‘Para quem diz que tirou o país da inflação, roubar a identidade de Norma Benguell é o de menos”.


São patéticos os seguidos tropeços de Dilma Rousseff, a mulher que jamais teve um voto na vida, e que Lula Primeiro e Único ungiu como sua candidata à Presidência da República. Ela é a própria imagem do hipopótamo na loja de porcelana. Mas o trágico, o absurdo, não são os tropeços, são as mentiras.

Dilma e sua campanha mentem descaradamente, na maior desfaçatez. É chocante, é espantoso, é aterrorizador.

“Quando Dilma Rousseff traficou a foto da atriz Norma Benguell para seu site oficial, fazendo-se passar pela atriz numa passeata contra a ditadura, houve um certo mal-estar.

Mas não foi tão absurdo assim. Dilma, a candidata de Lula para governar o Brasil, anda dizendo por aí que tirou o país da ‘inflação descontrolada’.


O texto é do escritor Guilherme Fiúza, e foi publicado no Globo de 15 de maio. E ele prossegue, arrasador: “Para uma mulher que se faz passar por Pedro Malan, convenhamos, roubar a identidade de Norma Benguell é o de menos.”
O artigo de Guilherme Fiúza foi publicado três dias depois que Lula comparou Dilma a Mandela.

A imbecilidade não tem limites.
Juntei aqui algumas das mentiras de Dilma e de sua campanha. Pretendo ir atualizando o quadro – infelizmente, os indícios são de que haverá muitas novas mentiras.

Se o eventual leitor se lembrar de outros casos que ainda não estão no quadro, por favor, mande uma mensagem.

Dilma e sua campanha mentem
A data da mentira A mentira A realidade
 Maio de 20010, discurso na Câmara dos Vereadores de São Paulo “Lembro muito bem o que era o governo de transição. (…) Este país estava com inflação descontrolada, de certa forma de joelhos, diante de sua dívida externa, de seu compromisso com o FMI.” Lula assumiu o governo em 2003 com inflação controlada, sistema bancário saneado, dívida externa equacionada, Lei de Responsabilidade Fiscal instituída, situação fiscal em ordem
Abril de 2010 Foto de Norma Benguell em passeata contra a ditadura aparece entre duas fotos de Dilma no site da sua campanha. A intenção óbvia é dizer que Dilma esteve na passeata  Flagrada na mentira óbvia, a campanha retirou a foto do site. 
31/3/2010, discurso de despedida da chefia da Casa Civil Empregos formais criados chegariam a “quase 12 milhões de postos” no final de 2010. Uma mentira de 1,6 milhão de empregos Dados apresentados pela própria ministra e por Lula durante o lançamento do PAC-2 estimam fechar 2010 com 10,31 milhões de empregos formais.
29/3/2010, lançamento do PAC-2 Recursos da poupança saltaram de R$ 5,7 bilhões, em 2002, para R$ 44 bilhões em 2009. Uma mentira de R$ 10 bilhões Segundo a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, o montante de poupança em 2009 foi de R$ 34 bilhões.
Julho de 2009 Currículo de Dilma no site oficial da Casa Civil diz que ele fez mestrado e doutorado em Ciências Econômicas na Unicamp Flagrada na mentira, Dilma admite, em 7/7/2009, que não concluiu nenhum dos dois cursos

 Dilma tropeça
A data do tropeço O tropeço Pois é
12/5/2010, em entrevista à RBS “O Irã não é uma civilização como a iraquiana. É um país com mais de 70 milhões de habitantes. Controla armas nucleares e tem posicionamento internacional expressivo na região.” Belo ato falho: “O Irã controla armas nucleares”. Seria bom contar isso para o chefe dela
Início de maio de 2010, em entrevista em seu próprio site “Em Vidas Secas está retratado todo o problema da miséria, da pobreza da saída das pessoas do Nordeste para o Brasil.” Enfim, o Nordeste independente. Pena que será preciso ter passaporte para visitar aquela maravilha
Início de maio de 2010, em entrevista em seu próprio site “É muito rica a experiência das lans houses” A novilíngua.
7/4/2010, em entrevista à Rádio Itatiaia de Belo Horizonte “Como houve o ‘Lulécio’, (é possível que haja) a ‘Dilmasia’. Ao defender uma aliança informação com o candidato do PSDB ao governo mineiro, Antonio Anastasia, Dilma deixou irritadíssimo o aliado PMDB, que quer a candidatura de Hélio Costa Em resposta, Hélio Costa, que espera ser o candidato da base aliada, PMDB-PT,sugeriu que os mineiros poderiam optar pelo voto ‘Serrélio” – em Serra e em Hélio Costa.  
6/4/2010, na mesma visita a Minas Dilma visita o túmulo de Tancredo Neves, deposita flores; em artigo divulgado no dia 21/4, aniversário da morte de Tancredo, Dilma insistiu e publicou artigo elogioso a ele, na tentativa de atrair votos em Minas. Como todo mundo sabe, o PT não votou em Tancredo na eleição indireta, e expulsou os três deputados que votaram nele. O PT foi contra a transição democrática representada por Tancredo e não assinou a Constituição de 1988.

Obama não deve manifestar aceitação ao acordo como um meio de evitar as sanções ao país

EUA devem rejeitar acordo nuclear com o Irã, diz "NYT"

colaboração para Folha

Após o anúncio de um acordo entre o Irã, o Brasil e a Turquia, que prevê a troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear, os Estados Unidos, maiores defensores das sanções contra o país, não devem aceitar os termos do acordo, principalmente porque o Irã já disse que não vai parar de enriquecer urânio a 20%.

Assim como a França e o Reino Unido, os EUA permanecem céticos com relação à seriedade do Irã com a assinatura do acordo tripartite.

De acordo com o jornal "The New York Times" a administração Obama não deve manifestar aceitação ao acordo como um meio de evitar as sanções ao país já que o governo de Mahmoud Ahmadinejad não interromperá o enriquecimento de urânio a 20%.

O jornal cita um diplomata ocidental, em anonimato, dizendo que a quantidade de urânio que o Irã se dispôs a enviar ao exterior representa pouco mais da metade de seu estoque total do material.

O "Times" cita ainda que o acordo pode atrapalhar os planos dos EUA de garantir apoio internacional às sanções que busca implementar contra o programa nuclear iraniano.

A China e a Rússia, que vêm relutando em aplicar as novas sanções, poderiam se basear no acordo para declarar as conversas sobre punições encerradas.

Para o jornal americano o presidente dos EUA, Barack Obama, tem agora em suas mãos uma decisão importante.

Se ignorar o acordo, pode emitir sinais de que está rejeitando termos muito parecidos aos que se dispos a aceitar há oito meses, quando o Irã acabou rejeitando a proposta na última hora.

Por outro lado, se aceitar, muitos dos assuntos urgentes que deveriam ser discutidos com o Irã nos próximos meses, a maioria relacionados às suspeitas de produção da bomba atômica, terão que ser colocados de lado por pelo menos um ano ou até mais.

Para os oficiais americanos, diz o "Times", este seria um dos objetivos do Irã com o acordo.

Olha o fiasco do Lula no Irã...


Irã seguirá enriquecendo urânio a 20%, diz chefe de agência nuclear


Não há relação entre acordo mediado pelo Brasil e enriquecimento.

Agora, 'bola está na quadra das potências', diz funcionário iraniano.
Do G1,
com agências internacionais

O Irã vai continuar suas atividades de enriquecimento de urânio, incluindo a produção de urânio enriquecido a 20%, mesmo depois de ter assinado um acordo de troca de combustível nuclear mediado pelo Brasil e pela Turquia.


"Não existe relação entre o acordo de troca e nossas atividades de enriquecimento. Vamos continuar nosso trabalho de enriquecimento de urânio a 20%, disse Ali Akbar Salehi, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã.Salehi afirmou que a assinatura do acordo é uma "prova de boa vontade" e que agora "a bola está no campo das potências ocidentais".


"O grupo de Viena (EUA, Rússia e França) deve dar uma respostar adequada à proposta de cooperação do Irã", disse ele, segundo a agência oficial Irna.


O Irã anunciou em fevereiro deste ano que enriquece urânio a 20%, na usina de Natanz. Para a produção de armas nucleares, é necessário enriquecer o material a 80%.

Acordo

O anúncio patrocinado por Brasil e Turquia saiu quando as potências internacionais, lideradas pelos EUA, esboçam, ao nível do Conselho de Segurança da ONU, uma quarta rodada de sanções contra o Irã. Ele foi fechado durante visita do presidente Lula a Teerã.

As potências acusam o Irã de esconder deliberadamente informações sobre o programa nuclear. Elas temem que o país esconda intenções militares. O governo de Teerã afirma que o único objetivo do programa é produzir energia.


O acordo foi recebido com ceticismo na Europa.


A Comunidade Europeia afirmou que trata-se de um passo na direção correta. A chancelaria britânica afirmou que sua assinatura não interrompe a busca de sanções contra Teerã.


Os jornais internacionais também noticiaram o acordo com ceticismo.

Para Israel, governo do Irã manipulou Turquia e Brasil

Para Israel, governo do Irã manipulou Turquia e Brasil

Agência AFP

JERUSALÉM - O Irã "manipulou" a Turquia e
o Brasil ao "simular aceitar" um acordo sobre o enriquecimento de parte de seu urânio na Turquia, acusou uma fonte do governo de Israel.

"Os iranianos manipularam Turquia e Brasil, simulando aceitar o enriquecimento de uma parte de seu urânio na Turquia", declarou à AFP a fonte, que pediu anonimato.

"Os iranianos já fizeram o mesmo no passado, simulando aceitar tal procedimento para reduzir a tensão e os riscos de sanções internacionais agravadas, mas depois se negaram a passar aos atos", declarou.

Os ministros iraniano, brasileiro e turco das Relações Exteriores assinaram nesta segunda-feira um acordo sobre um projeto de troca de urânio levemente enriquecido iraniano por combustível altamente enriquecido, que deve acontecer na Turquia.
06:50 - 17/05/2010

Informações privilegiadas têm tudo para salvar Romeu Tuma Júnior da degola na Secretaria Nacional de Justiça

Por Jorge Serrão

Romeu Tuma Júnior, que é investigado pela Polícia Federal por supostas ligações com a máfia chinesa, tem tudo para precipitar uma acidose do governo Lula.

Por isso, contrariando a vontade do Presidente e do ministro da Justiça, Tuminha tem tudo para ser mantido no cargo de Secretário Nacional de Justiça, assim que retornar das férias.

A tendência é que dê em nada a “investigação” contra o delegado, ex-deputado estadual e filho do senador que é um grande amigo pessoal de Lula desde os tempos da dita-dura.

Motivo: quem sabe demais sempre se salva no Brasil.

Antes de “sair de férias” por 30 dias, Tuminha deu um recado fácil de ser traduzido: "Estão mexendo com a válvula do botijão de gás".
O filho do homem de inteligência do DOPS na década de 70 teria informações privilegiadas que podem comprometer petralhas e seus associados.

Como Secretário Nacional de Justiça, Tuminha comandava o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional.

O DRCI faz a ponte com outros países nas investigações do Judiciário e do Ministério Público sobre lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro nacional e repatriação de ativos. Só nos últimos 90 dias, Tuma Júnior pediu 31 quebras de sigilo bancário no exterior.

Tuminha tem um assessor de confiança com livre acesso aos dados do DRCI
.


O secretário baixou, em 5 de março de 2009, uma portaria que deu aval para seu braço-direito no gabinete, o delegado Maurício Correali, ter acesso a todos os inquéritos do departamento.

Correali foi colega de Tuma Júnior na Polícia Civil em São Paulo. Eles trabalharam juntos na divisão de inteligência. Correali divide com Tuma Júnior os principais segredos dos pedidos de quebra de sigilo e bloqueio de bens de brasileiros no exterior.

Correali investigou a morte do prefeito petista Celso Daniel.

A simples menção ao misterioso crime apavora a cúpula petralha.

Pelo visto, Tuminha tem uma fábrica de botijões de gás prontos para abrir a válvula e explodir interesses escusos de muita gente.

Por isso, tem tudo para escapar ileso de qualquer investigação da Polícia Federal – órgão com o qual disputa poder. Um relatório da PF, que liga Tuma Jr. a Paulo Li, apontado como um dos chefes da máfia chinesa no Brasil, alega que Tuma Júnior transformou seu gabinete numa "central de favores".

Resta saber contra ou a favor de quem.

O chefão $talinácio, que defende punição ao secretário caso denúncias sejam comprovadas, nunca esteve em tantos apuros quanto agora.


17 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

"Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!" (Nicolau Maquiavel)



Coturno Noturno
Por O EDITOR

São Paulo tem quantos bairros?

Deve ser mais de uma centena.


No entanto, a Vox Populi pesquisa sempre os mesmos.


Nas três pesquisas que realizou em 2010, para medir as intenções de votos para presidente, ela repetiu os mesmíssimos bairros.


Excluiu apenas seis deles, ao que parece de bom poder aquisitivo.


Com a palavra, os paulistanos.


Afinal de contas, São Paulo deve estar ajudando, finalmente, a Dilma a passar o Serra na pesquisa da Vox Populi.

Sábado, Maio 15, 2010

Acabou, Lula. Chega. Fim. Xô... Diogo Mainardi

O Chamberlain de Macaé


Por Diogo Mainardi

“Um novo presidente será eleito daqui a cinco meses. Só ele poderá decidir sobre assuntos estratégicos. Em vez de atuar como um quinta-colunista da bomba nuclear iraniana, Lula deveria pensar apenas em esvaziar as gavetas de seu gabinete”

Lula foi ao baile funk de Mahmoud Ahmadinejad assim como Vagner Love foi à Rocinha.

Vagner Love confraternizou com os assassinos do Comando Vermelho?

Lula está confraternizando com os assassinos da Guarda Revolucionária iraniana.

Vagner Love faz trabalho humanitário no morro?

Lula, segundo Dilma Rousseff, faz trabalho humanitário no Golfo Pérsico.

Vagner Love foi festejar os dois gols que marcou contra o Macaé?

Lula está festejando os dois gols que marcou contra o Brasil.

O Brasil é uma espécie de Macaé do mundo. Isso é uma sorte. Se o Brasil fosse a Inglaterra, Lula já estaria consagrado como o nosso Chamberlain.

Sempre que alguém quer guerrear, surge algum pateta tentando ser intermediário da paz. Em 1938, o primeiro-ministro da Inglaterra, Chamberlain, viajou para a Alemanha para negociar olho no olho com Hitler.

Depois de alguns encontros, eles assinaram um tratado de paz, pelo qual Hitler se comprometia a ocupar apenas uma parte do território da Checoslováquia.

Chamberlain voltou à Inglaterra comemorando a paz. Seis meses mais tarde, Hitler atropelou Chamberlain e ocupou o resto da Checoslováquia.

Em seguida, ocupou a Europa inteira.

Se Lula  é o Chamberlain de Macaé, Mahmoud Ahmadinejad só pode ser o Hitler de Macaé.

Como Hitler, ele mata seus opositores. Como Hitler, ele persegue as minorias. Como Hitler, ele tem um plano para eliminar todos os judeus. Só lhe falta o poder de fogo, porque um Macaé, felizmente, é sempre um Macaé.

O papel de Lula é esse: dar-lhe algum tempo para que ele possa obter uma arma nuclear. Na semana passada, um articulista do Washington Post chamou Lula de “idiota útil” de Mahmoud Ahmadinejad.

O articulista está certo. Mas há outros “idiotas úteis”, além de Lula.

O G15, reunido neste domingo no baile funk iraniano, conta também com a Venezuela, de Hugo Chávez, com o Zimbábue, de Robert Mugabe, e com a Indonésia, de Susilo Bambang Yudhoyono, eleito pela Time, em 2009, uma das 100 personalidades mais influentes do mundo.

Time
é uma espécie de VEJA de Macaé.

O apoio ao programa nuclear iraniano é o maior erro que o Brasil já cometeu na área internacional. Só a vaidade de Lula ganha com isso. Ao desafiar os Estados Unidos e a Europa, tornando-se cúmplice de Mahmoud Ahmadinejad, ele pode sentir-se um tantinho maior do que realmente é.

Trata-se da síndrome de Macaé.

Mas alguém tem de dizer a Lula que seu tempo já se esgotou.

Ele representa o passado.

A esta altura, sua autoridade é meramente protocolar.

Um novo presidente será eleito daqui a cinco meses.

Só ele poderá decidir sobre assuntos estratégicos.

Em vez de atuar como um quinta-colunista da bomba nuclear iraniana, Lula deveria pensar apenas em esvaziar as gavetas de seu gabinete.

Acabou, Lula.

Chega.

Fim.

Xô.


sábado, 15 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

É a utopia lulista: o mundo ficará mais seguro com a bomba iraniana. É assim que ele vai se cobrir de glórias!




Lula está na Rússia, faz uma parada de um dia no Catar até achegar àquela que é a sua real “missão”:


a visita ao Irã, nos das 16 e 17.

O presidente brasileiro vai fazer aquela reunião, como ele disse, “olhos nos olhos” com Mahmoud Ahmadinejad, tentando convencer o presidente do Irã a ser mais flexível nas relações com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU.


A disposição de Ahmadinejad para um acordo é fabulosa. Ele discursou ontem a respeito. Referindo-se aos países, liderados pelos EUA, que discutem o programa nuclear iraniano, afirmou o “Zóio Junto”:

“Vocês devem saber que suas resoluções não valem um centavo. Se vocês acham que fazendo confusão e propaganda podem nos forçar a recuar, estão errados. A nação iraniana não irá recuar nem uma polegada da sua posição”.

É falsa a tese de Lula de que o sexteto — EUA, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Rússia e China — formado para negociar com o Irã se nega a conversar.

O governo daquele país é que resiste a qualquer acordo.

A usina secreta na cidade Qom, por exemplo, é um fato, não uma intriga dos inimigos do Irã. A tática dos iranianos tem sido admitir a existência de cada parte de seu programa que vai sendo descoberta. O Itamaraty deve achar que isso é gesto de boa vontade.


A idéia de que, “olhos nos olhos”, Ahmadinejad dirá a verdade a Lula, seja ela qual for, é uma piada estúpida.

O líder iraniano só tem uma coisa a fazer:

“Eu não quero a bomba, Lula!

Acredite em mim”.

E o nosso demiurgo dirá ao mundo:

“Não falei?

Ele não quer a bomba!

Está provado!”


O circo mais ou menos armado hoje é o seguinte: o Irã fará algum gesto irrelevante de boa vontade na conversa com Lula.

China e Rússia — que, no fundo, não estão se importando muito com a questão — retirarão o quase-apoio às sanções e não se importarão em atribuir a Lula o “sucesso da missão”.

A questão fica adiada, e o brasileiro se candidata a ser aquele que evitou uma guerra!

Enquanto isso, o Irã dá prosseguimento a seu programa nuclear, como vem fazendo nos últimos anos, e vai se aproximando da bomba.

É a utopia lulista: o mundo ficará mais seguro com a bomba iraniana.

É assim que ele vai se cobrir de glórias!


quinta-feira, 13 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

'Polícia é polícia, bandido é bandido'

Com ofício, efígie e nome de policial, Romeu Tuma Jr. age como rebento mimado da elite civil que paira sobre nossa democracia.

Do alto da torre de que aprecia a planície cá embaixo, onde dá duro quem banca seus vencimentos atuais e seus proventos futuros, ele esbravejou sem requintes de vernáculo nem cerimônias ensejadas pelo cargo público que ocupa, de secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça:


"Podem tirar seu cavalinho da chuva que daqui ninguém me tira."

Por José Nêumanne
O Estado de S.Paulo

No lar em que foi criado, nas classes que frequentou e nos expedientes que deu em delegacias, aprendeu que manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Neste reinado sob Lula, alguns ganham para mandar e quase todos pagam para obedecer.

Com os cavalos expostos aos eventuais temporais que já abandonaram São Paulo, mas vez por outra ainda perturbam o Rio de Janeiro, a resposta da plebe só pode ser: sim, é verdade!

Não podemos nós nem pode ele
.



Quem pode mesmo é Sua Majestade el-rey e presidente da nada serena República brasileira, de posse de todos os poderes conferidos e emanados do povo, com o povo e pelo povo.

E, sobretudo, bafejado por índices nunca antes alcançados por político algum de nenhum partido no para todo o sempre nestes tristes trópicos, onde mais que a lei imperam a chuva, o suor (o da canícula, não do próprio rosto) e a cerveja.

Ao Tuminha delegado, filho de cardeal da polícia política paulista, foi ensinado na escola e no ofício que no Brasil a lei, ora, a lei é relativa.

Poderosa só é a lei de Chico de Brito, como se diz no Agreste Pernambucano, do qual veio seu chefe e noço guia, Lula Único: elas são tantas que quem tem padrinho, além de não morrer pagão, passa incólume entre seus espinhos, que só alcançam e ferem os desvalidos da sorte.


Antigamente, no tempo em que os republicanos gaúchos amarraram seus pingos no obelisco do Rio de Janeiro, havia mais cerimônia com as formalidades. O dr. Getúlio, que havia liderado revolução e sido ditador antes de se consagrar presidente eleito pelo voto popular, meteu uma bala no peito, manchando de sangue o monograma do pijama, só para se livrar do opróbrio de renunciar por culpa das suspeitas que desabaram sobre um pródigo irmão chamado Beijo e o guarda-costas Gregório, que tinha a alcunha de Anjo Negro.

Hoje, não!

Hoje é diferente: basta se aboletar num cabide de altos coturnos para um delegado de polícia mandar a cidadania abandonar suas montarias às intempéries da natureza. E, se assim diz, é por estar a tanto autorizado, seja por omissão da chefia, seja pela notória certeza da impunidade sólida e certa.

Mas Sua Excelência o secretário nacional de Justiça foi além em seu desafio à cidadania preocupada com suas relações de amizade com um chefão da "máfia chinesa", ao garantir em alto e bom som que é amigo de quem quiser e não tem de dar satisfação a ninguém.

Aí a coisa muda de figura, pois, se é verdade que aqui funciona um Estado Democrático de Direito, quem manda não é o delegado Tuminha, nem o ministro da Justiça, nem mesmo ? suprema blasfêmia ? noço guia genial dos povos da floresta, do cerrado, da caatinga e do canavial.

A democracia, ensinam os clássicos da ciência política, é o "império da lei".

E onde impera a lei, a antiga musa da tirania cala, como já cantava outro Luís, o caolho Camões, quando inventou esta "última flor do Lácio, inculta e bela", ao mesmo tempo esplendor e sepultura.

E sob as ordens frias e impessoais da norma jurídica não é permitido a agentes da lei, pagos e merecedores da confiança da cidadania para mantê-la, conviver em intimidade com quem fora dela prospera.


Carcereiros não podem ficar amiguinhos de presidiários, não é sensato que juízes frequentem festas de traficantes, nem lícito que promotores recebam favores de acusados ou policiais obsequiem suspeitos.

Da mesma forma, não convém ao interesse público que o secretário nacional de Justiça seja amigo de mafioso.

O "passageiro da agonia" (título do livro de José Louzeiro e do filme de Héctor Babenco sobre ele) Lúcio Flávio Vilar Lírio dizia que "polícia é polícia, bandido é bandido".

O Estado Democrático de Direito não se deve permitir a inconveniência de fechar os olhos e atar as mãos ante a promiscuidade intolerável de um agente encarregado de preservá-lo se tornar íntimo de um fora da lei.

O delegado Tuma Jr. age no legítimo exercício da própria cidadania ao reclamar que seu depoimento, apesar de ter sido tomado, não foi incluído no inquérito em que foi citado na Polícia Federal (PF), da qual o Tuma pai foi diretor-geral e, segundo consta, ainda influi sobre um grupo de agentes.

Isso merece repúdio, por contrariar o mais elementar dos direitos da cidadania: o de defesa.

O delegado Romeu Tuma Jr. não é imune ao poder de polícia de seus colegas federais. Mas por que excluíram o depoimento dele no inquérito, se aceitaram ouvi-lo?

O secretário nacional de Justiça alegou, em defesa própria, que nenhum ilícito foi praticado sob o patrocínio dele. O fato de os pleitos de violação da lei pedidos a colegas e pilhados pela PF não terem sido atendidos, contudo, de nada o isenta.


No Brasil de mil novecentos e antigamente, incluindo a monarquia imperial, a República Velha dos coronéis, o Estado Novo, a democracia liberal de 1945 e a ditadura de 1964, o que ele admitiu ter feito já bastaria para sua defenestração.


Sua manutenção no cargo, desafiando o antiquíssimo conceito romano da "mulher de César", que não só deve ser como também precisa parecer honesta, é algo que "nunca antes ocorreu na História deste país".

A eventual barganha da moral pública por menos de um minuto e meio por dia do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em que o pai senador milita, no horário eleitoral gratuito é inaceitável, mesmo sob nossa "ética da conveniência".

Ainda que Paris tenha valido uma missa nos tempos de Henrique IV, não é o caso de vender agora a honra do País por 85 segundos diários para louvar a Dilma do Lula Único
.

JORNALISTA E ESCRITOR, É EDITORIALISTA DO "JORNAL DA TARDE

A pergunta que não quer calar...

Até quando...  até quando...???


Entrevista realizada por Jota Agostinho com o ex-Governador do Estado do Paraná, Roberto Requião.

Os pecados petistas segundo Sombra

Os pecados petistas segundo Sombra

Blog da Paola Lima


Jornalista Edson Sombra contou em seu blog nesta terça-feira (11) diversas histórias que presenciou ao longo de sua vida profissional que comprovariam as declarações de Durval Barbosa de que o PT-DF não seria tão ético como quer fazer parecer. No texto, prometido desde a semana passada, Sombra conta episódios suspeitos protagonizados como suposta cobrança de propina, pagamento para aprovação de projeto e mentiras contadas com convicção. Confira os principais trechos da denúncia - ou leia a reportagem completa
aqui:

“Após a aproximação com o PT, recebi de uma parlamentar da época a missão de ir à Secretaria de Administração do governo Cristovam. O objetivo era que eu conversasse diretamente com o então secretário da pasta e recebesse, pessoalmente, uma incumbência. Ao chegar lá, fui informado que o GDF tinha faturas atrasadas a acertar com empresas prestadoras de serviço e que poderia dar agilidade à liberação dos pagamentos para os empresários que pagassem porcentagem, em dinheiro, referente ao valor total da fatura.

Fiquei impressionado com a naturalidade com que o secretário tratou do assunto e resolvi visitar a empresa por ele indicada para verificar como funcionava o esquema. Ao conversar com o representante da referida empresa, confirmei o que suspeitava: as prestadoras de serviço tinham de pagar até 10% sobre o valor das faturas para que o governo pagasse a dívida atrasada. Isso em pleno governo do PT“.

(…)

“Ao ler este relato, a hoje ex-parlamentar deve lembrar muito bem do ocorrido. Foi a prova que tive que os esquemas de corrupção não são exclusividades de partidos, mas sim de grupos que estão dentro deles. E vale mencionar: não foi a única experiência desse tipo com integrantes do Partido dos Trabalhadores. Logo após esse episódio, fui procurado novamente pela mesma parlamentar petista, que manifestou interesse em regularizar a situação da Academia de Tênis, tradicional clube da cidade que foi acusado de ter invadido áreas públicas. A idéia da deputada era a seguinte: ela apresentaria o projeto para legalizar a área e eu, como assessor do deputado João de Deus, convenceria o parlamentar a assumir a relatoria da matéria. Em troca, receberíamos uma quantia de R$ 100 mil, dividida igualmente entre nós dois. Por motivos óbvios, a investida da parlamentar não vingou.

Tempos depois o tal projeto foi, de fato, apresentado na Câmara Legislativa, mas com um detalhe: o relator foi o então deputado distrital Adão Xavier, que mais tarde trocou o nome para Carlos Xavier. E a autoria do projeto foi da referida parlamentar à época.”

(…)

“Logo após a cassação do ex-senador Luiz Estevão, denunciei na Câmara Legislativa a venda de uma ata da reunião do Partido dos Trabalhadores por um irmão de um candidato a distrital do PT, hoje ainda deputado pelo mesmo partido, pela quantia de R$ 20 mil. A venda dessa ata de governistas para a oposição da época tinha dois objetivos específicos: prejudicar o projeto de reeleição de Cristovam Buarque e, com o dinheiro arrecadado, turbinar a campanha do irmão do tal negociador, que conseguiu à época ser eleito para a Câmara Legislativa. Vale esclarecer que esses negociadores faziam parte de um grupo contrário ao governo Cristovam, embora fossem do Partido dos Trabalhadores.”

(…)

“Lembro que coloquei à disposição do partido um depoimento feito ao Ministério Público pelo senhor Alberto, ex-funcionário do escritório político de Arruda, localizado na 502 Sul, para entrar no programa de Tv da campanha do PT ao Buriti. Neste depoimento, o senhor Alberto, que já havia feito a denúncia do esquema da Codeplan ao MP, contava como se fazia o caixa dois na 502 Sul para a campanha do então candidato Arruda. O programa não foi ao ar, segundo o próprio Chico, porque a candidata Arlete Sampaio teria afirmado que se tivesse que ganhar a eleição daquela forma, ela preferia não vencer. O tempo provou que ela estava errada. Tanto que hoje está aí o resultado das investigações de parte dos fatos que estavam contidos naquele depoimento: a Caixa de Pandora.”

(…)

“Ainda em 2006, tive - para minha surpresa -, no edifício Liberty Mall, um encontro com um parlamentar do PT que, junto com integrantes do PMDB e do PSDB, visava cooptar a então também candidata ao governo do DF, Maria de Fátima Passos (PSDC). O objetivo era pagar uma quantia em dinheiro à candidata para que ela utilizasse o tempo de televisão para atacar José Roberto Arruda. Só que o grupo do então democrata foi mais eficiente e acabou desarticulando a operação, pagando, segundo me foi relatado, R$ 200 mil para que Fátima Passos não atacasse Arruda durante a campanha, dinheiro este oriundo dos cofres da Codeplan. Isso tudo que estou relatando faz parte de uma história até então não contada. Muitos, talvez, tentem negar. Mas é a pura verdade.”

(…)

“Não posso esquecer e estarei pronto a revelar os conteúdos das conversas e tratativas com o senhor Agnelo sobre a campanha deste ano que, embora não envolvam dinheiro, revelam que para chegar ao poder, eles fazem acordo até com o diabo, desde que o diabo seja vice. Isso ocorreu na época que o deputado federal Geraldo Magela queria se cacifar para ser lançado pré-candidato do PT ao governo do Distrito Federal.

Me mantive calado até este exato momento. Mas eu e Agnelo sabemos quais os motivos que o levaram a assistir os vídeos na sala do ex-secretário de Relações Institucionais e pivô da crise do GDF, Durval Barbosa, meu amigo pessoal. Agnelo não deve ter esquecido de nosso encontro na Torteria di Lorenza no Sudoeste, a mesma que foi palco do flagrante da prisão do ex-conselheiro do Metrô, Antonio Bento, que tentava me subornar.

Na presença de um colega de partido, o deputado Chico Leite, de mim e de uma jornalista, Agnelo tentou negar que teria visto os vídeos. É o mesmo Agnelo que, em outra conversa, admitiu receber apoio no passado para sua campanha ao Senado de um importante nome do governo Arruda. É o mesmo Agnelo, inclusive, que ao sair da sala de Durval Barbosa, à porta do elevador do 10º andar, levou consigo dois CDs com áudios que tratam da comercialização de lotes no Pró-DF, programa do GDF de incentivo ao desenvolvimento econômico, e que nada fez a respeito. Dias depois, o próprio Agnelo me devolveu todo o material.”

“Esse mesmo Agnelo é o que no ano passado demonstrava nos bastidores a intenção de ter encontros com o senhor Joaquim Roriz, chegando até a pensar em propor ao mesmo que sua filha, Jaqueline Roriz (PMN), fosse escolhida vice na chapa do PT. Isso porque, naquela época, Arruda seria imbatível na reeleição. Cheguei a tratar sobre esse encontro com pessoas ligadas ao ex-governador Roriz e só não ocorreu porque houve vazamento e foi matéria do Correio Braziliense.”

(…)

“Por diversas vezes, nos últimos dias, eu e Chico Vigilante conversamos – e ele sabe bem disso – sobre algumas pessoas que, filiadas ao PT, hoje ostentam sinais exteriores de riqueza. Parlamentares petistas se encontravam às escondidas com o ex-governador José Roberto Arruda. Autoridades do PT, que embora criticassem a gestão do ex-democrata – tinham cargos indicados no governo“.

(…)

“O PT cobra ética dos demais partidos, mas não se pronunciou até hoje sobre o nome do ex-deputado Chico Floresta (PT) ter aparecido numa lista do Arruda como suposto beneficiário do esquema de corrupção. O PT não cobrou explicações ao senhor Cabo Patrício por ter apresentado um projeto de lei que beneficiava empresas do ex-presidente da Câmara Legislativa e ex-deputado Leonardo Prudente (sem partido). O PT que não cobrou do senhor Benício Tavares (PMDB) os nomes dos 14 deputados que ele revelou na gravação realizada no gabinete de Durval Barbosa e que, segundo o próprio Benício, teriam se beneficiado do dinheiro dos empresários de transporte para aprovarem a famosa Lei do Passe Livre para pessoas com deficiência.”

(…)

“Quero frisar que não poderia deixar ser taxado de mentiroso em troca de uma imagem já falida do Partido dos Trabalhadores. Além disso, não poderia abandonar uma pessoa que teve a coragem de se incriminar, de se separar dos seus próprios filhos, de se expor e revelar o maior escândalo de corrupção já descoberto no Brasil, que é Durval Barbosa. Não poderia fazer isso em troca de uma amizade com um político, mesmo sendo essa amizade verdadeira e até mesmo mais antiga.

Por esses fatos que expus acima, e com todos os detalhes que estarei pronto para esclarecer nos fóruns cabíveis, estou encaminhando a íntegra deste relato às autoridades competentes. Acredito que a verdade tem um preço. E a amizade também tem. Mas entre a amizade e a verdade, escolho a verdade. E nem que para isso eu seja retirado do hall de amigos de Chico Vigilante. Não tenho opção. Se esse é o preço da verdade, pagarei por ela. Seja política ou juridicamente.”

Brasília, 12 de Maio de 2010
paola@blogdapaola.com.br

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tuma Jr. sai em férias, mas, desde já, avisa: volto já

Tuma Jr. sai em férias, mas, desde já, avisa: volto já

Por Josias de Souza

Rodeado de suspeição, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., decidiu tirar férias.

Aproveitará o tempo livre para se defender da acusação de envolvimento com o contrabandista chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li.


Amigo de Li, Tuma Jr. teve conversas captadas por grampos da Polícia Federal. E foi levado ao inquérito em posição constrangedora.


Dias atrás, o filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP) aconselhara aos que o queriam fora do governo que amarrassem o cavalo sob a chuva.


Súbito, horas depois de uma conversa com o ministro Luiz Paulo Barreto (Justiça), Tuma Jr. alterou o tom.


Em entrevista a José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, disse, nesta terça (11):


“Eu pretendo tirar alguns dias de férias, sim. Mas você pode ter certeza de que eu vou voltar com a alma lavada e com a honra restabelecida".


A julgar pelo que se ouve nos subterrâneos do Planalto, as férias de Tuma Jr. podem durar mais de 30 dias. A depender da evolução do caso, o secretário talvez não volte.

LULA: QUEM É MESMO IMBECIL E ELITISTA?


LULA:
QUEM É MESMO IMBECIL E ELITISTA?

Antes de ler o texto abaixo, gostaria que vocês assistissem de novo ao vídeo abaixo.

Assistiram?


Agora leiam o que vai na Folha, por Simone Iglesias, da Folha Online:


Ao discursar na abertura de conferência Brasil-África sobre combate à fome, nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seu governo fez “milagres”. Citou o resultado de políticas sociais como o Fome Zero e o Bolsa Família, que, segundo ele, foram criticados por adversários, mas distribuíram renda e alçaram as classes D e E a consumidoras.


“A capacidade de consumo dos pobres fez a economia brasileira resistir à crise dos países ricos. Esse é um dos milagres que aconteceram nesse país”, disse, citando ainda o controle da inflação e o aumento do poder de compra do salário-mínimo.


Lula reclamou das críticas que sofreu “da elite brasileira” ao lançar o Fome Zero e, posteriormente, o Bolsa Família.


“Diziam que dar dinheiro a pobre era proselitismo, compra de votos, todos os adjetivos que vocês podem imaginar. Diziam que se desse R$ 100 para o pobre ele não iria mais trabalhar, iria virar vagabundo”, disse a uma plateia de ministros da Agricultura do continente africano.


O presidente criticou ainda candidatos que se aproximam dos pobres nas eleições, ganham seus votos mas, depois de eleitos, governam para ricos. “Em campanha eleitoral, todo mundo defende o pobre, até o rico. O problema é que na hora de governar, o pobre sai da agenda e o rico fica na agenda. São eles [ricos] que escolhem ministros, assessores e até as políticas que você tem que fazer”, afirmou.


Lula disse que para mudar essa realidade, é preciso que os orçamentos priorizem o combate à fome e à pobreza. Segundo ele, os pobres não conseguem se articular em categorias para pressionar os políticos e acabam não tendo acesso a quase nada.


“O Orçamento é feito para as pessoas que estão organizadas e fazem pressão (…) Quem não tem sindicato, quem não faz passeata, não tem direito de protestar (…) Se a gente esperar sobrar dinheiro [para os pobres] no Orçamento nunca vai sobrar porque quem tem acesso ao orçamento são gananciosos e não sobra nada para os pobres”, afirmou.


Lula disse que quem tem fome não vira “revolucionário”, mas subserviente e humilhado.


Comento
Lula foi condecorado hoje, durante a conferência sobre segurança alimentar, combate à fome e desenvolvimento rural, o “Campeão Mundial na Luta Contra a Fome”.

A distinção foi concedida pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.


Muito bem.


Poderia estar satisfeito por tudo o que fez.


MAS NÃO ESTÁ. SE ELE NÃO ASSALTAR A BIOGRAFIA ALHEIA, NÃO BASTA.


Lula não reconhece os esforços alheios, não reconhece a mobilização da sociedade, não reconhece nada que esteja fora do seu controle e do controle do seu partido.


Digam-me uma única força política que tenha atacado o Bolsa Família.


Não houve!


Também faz história vagabunda.


O programa Fome Zero foi para o lixo com menos de um ano de uso.


Em seu lugar, entrou o Bolsa Família, o que significou a retomada dos programas instituídos no governo FHC.


O mérito do governo Lula?


Foi grande, sim: estendeu o atendimento de 5 milhões de famílias para 11 milhões.


Quem é que dizia que programas de transferência de renda eram proselitismo e compravam a consciência dos eleitores, impedindo-os de votar ideologicamente?


Voltemos ao vídeo que abre este post.


Temos Lula em dois momentos: no ano passado e no já longínquo 2000, na pré-campanha de 2002, quando seria eleito presidente da República.


Segundo aquele pensador, “o alto grau de empobrecimento do Brasil” fazia com que a pessoa escolhessem um candidato “pelo estômago, não pela cabeça”.


Foi justamente em 2000 que se criou o Bolsa Escola; no ano seguinte, vieram o Bolsa Alimentação e o Auxílio-Gás.


Lula tomou como seus todos esses programas e os reuniu no Bolsa Família.


O PT, saibam, classificava o Bolsa Escola de assistencialista, tanto que a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, negava-se a implementá-lo em São Paulo.


Só deu início ao processo sob pressão.


Lula é, sem dúvida, um “case” para os especialistas em política.


Mas certamente merece uma abordagem também psicanalítica.



Ele acusa os adversários de fazer rigorosamente o que ele faz.

Em 2000, era ele, então, o perfeito “imbecil” que ele viria a acusar em 2009 e a “elite” (no seu caso, sindical) que ele censura em 2010.

Parece piada, mas é assim.


segunda-feira, 10 de maio de 2010