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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Queda real

Receita administrada tem queda real de 7,03% em julho

RENATA VERÍSSIMO E ADRIANA FERNANDES

Agencia Estado

BRASÍLIA - A arrecadação dos tributos administrados pela Receita Federal somou, em julho, R$ 55,727 bilhões, com uma queda real (descontada a inflação) de 7,03% em relação a julho de 2008.

Na comparação com junho deste ano, houve um crescimento real de 5,17%.

As chamadas receitas administradas do período de janeiro a julho deste ano totalizaram R$ 368,624 bilhões, o que representa uma queda real de 6,39% em relação ao mesmo período de 2008.

Mercadante decide deixar liderança do PT

Mercadante decide deixar liderança do PT

Um dia após o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ser desautorizado pelo Planalto, ele promete anunciar em plenário às 15h desta quinta que vai deixar o cargo de líder da bancada do partido no Senado.

Mercadante já anunciou sua intenção no Twitter:

“Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável.”

Comentário do Blog

Até que enfim, "cumpanhero", será que finalmente tomou vergonha na cara?

Abre o blog, "cumpanhero", queremos te falar umas coisinhas.

Dia histórico:
Lula NÃO abriu o blog


Charge: Angeli, publicada na Folha de S. Paulo


Ontem foi um dia histórico: o PT abraçou, definitivamente, Sarney- simbolo máximo do coronelismo e atraso político brasileiros; Marina Silva, 30 anos de PT, deixou o partido e, last but not least, o tão anunciado blog de Lula não estreeou.

Este último fato parece pequeno diante dos outros?

Não é.

Abrir um blog, pensar que o eleitor é idiota são faces da mesma moeda.

Os políticos (permitam-me generalizar para não ficar só batendo nos petistas, antigos guardiões da ética, pobres diabos...) pensam mesmo que a gente é besta.

Imagine o que vai acontecer após o primeiro post de Lula, o presidente que, diante da imprensa, se calou como nunca na história dessa país?

Imagino que ele não imagine a quantidade de coisas que os internautas querem falar para ele.

Abre o blog, "cumpanhero", queremos te falar umas coisinhas.

DEMISSÃO: MOTORISTA QUE TERIA LEVADO LINA NÃO TRABALHA MAIS EM MINISTÉRIO

DEMISSÃO:
MOTORISTA QUE TERIA LEVADO LINA NÃO TRABALHA MAIS EM MINISTÉRIO

Warley Batista, apontado pela ex-secretária da Receita Lina Vieira como o funcionário que a levou para o encontro com Dilma Rousseff, conseguiu outro emprego e pediu demissão anteontem, segundo representante da terceirizada Delta.

A
Folha apurou que, preocupado após o depoimento de Lina, Warley chegou a perguntar se a empresa disponibilizaria um advogado para ele. Warley não quis falar com a imprensa.

A Receita informou que não sabia do pedido de demissão.

PT em cacos

Lula veta nota de Dilma após depoimento de Lina Vieira

Melhor não. Ao final do depoimento de Lina Vieira no Senado, Dilma Rousseff estava decidida a divulgar nota para marcar o encerramento do caso, uma vez que a ex-secretária da Receita não apresentou prova do encontro que afirma ter mantido com a ministra. Lula, porém, abortou a iniciativa, sob o argumento de que daria corda à oposição.

POR RENATA LO PRETE


Foi a pedido de Delcídio Amaral e Ideli Salvatti que o presidente do PT, Ricardo Berzoini, emitiu a nota em defesa do sepultamento definitivo de investigações contra José Sarney.

Obrigados a votar devido à recusa do líder Aloizio Mercadante em nomear novos titulares para o Conselho de Ética, os dois queriam algo que lhes permitisse dizer ao eleitor que livraram a cara de Sarney por determinação superior.

Ao se recusar a ler a nota, Mercadante retirou-lhe o caráter institucional.

O discurso de Flávio Arns ("me envergonha estar no PT") completou o desastre.

Longe dali, um grão-petista minimizava a confusão e a saída de Marina Silva:

"O PT tomou um rumo. Vamos trazer o PMDB para Dilma. Quem não estiver contente que procure outro caminho".

Não falei! De Mercadante: "A carta está assinada. E nunca assumi o compromisso de defender essa posição".

Falou sim! De Delcídio, no Twitter: "Coisa feia, Mercadante. Pela manhã assumiu que iria ler a carta do Berzoini, mas em coletiva negou".

Disfarça... Foi de propósito que Delcídio proferiu longe do microfone seus votos pró-Sarney. O ex-presidente da CPI dos Correios providenciou livros e revistas para esconder o rosto e usou inusuais óculos de leitura.

...e vota. O tucano Flexa Ribeiro provocou: "Ideli, ninguém ouviu o seu voto". "Meu voto foi esse aí", respondeu a petista de cara amarrada.

De saída. Flávio Arns negocia filiação ao PSC do deputado Ratinho Júnior. Sabe que o nome preferido do PT para o Senado pelo Paraná é o de Gleisi Hoffmann. O partido lhe sugeriu tentar a Câmara.

Reality. O vice-presidente Marconi Perillo (PSDB-GO) suspendeu a sessão do plenário para que a TV Senado exibisse ao vivo o PT salvando Sarney no Conselho de Ética. "É por isso que o Lula me odeia", brincava ele, depois.

Freezer. Franklin Paes Landim, o funcionário que introduziu boletins com atos secretos na intranet do Senado depois da abertura de investigação, foi removido do cargo de chefe de publicações e devolvido para a Gráfica.

Internacional. O anúncio da saída de Marina Silva do PT foi acompanhado por pelo menos cinco veículos estrangeiros, entre agências de notícias, TVs, jornais e revistas.

Ontem e hoje. Para Luiza Erundina, uma das primeiras a romper com o PT, Marina "fará a diferença no debate". "Ela tem perfil mais parecido com o Lula do que a Dilma", diz a ex-prefeita, hoje no PSB.

Mentor. Ao ouvir Lina dizer que "os governos passam, e nós ficamos e servimos ao país", quem conhece os bastidores da Receita imediatamente se lembrou de Alberto Amadei Neto, auditor que ela elevou a assessor especial quando virou secretária. Egresso dos quadros do Unafisco, ele continua no gabinete do sucessor, Otacílio Cartaxo.

Mulheres. Fátima Cartaxo, mulher de Otacílio e também auditora da Receita, é grande amiga de Lina, assim como Iraneth Weiler, chefe de gabinete que corroborou o relato sobre a ida da então secretária ao Planalto a pedido de Dilma.

Motorista confirma que levou Lina para a Casa Civil


O Globo

O motorista da ex-secretária Lina Vieira na Receita Federal, Warley Soares, confirma que a levou diversas vezes ao Palácio do Planalto. Em reportagem de Bernardo Mello Franco publicada na edição desta quinta-feira do GLOBO, ele diz ainda que, em determinadas ocasiões, recebeu instruções específicas para conduzi-la a reuniões na Casa Civil da Presidência da República.

Mas afirma não saber precisar datas ou episódios que confirmem ou não o suposto encontro em que a ministra Dilma Rousseff teria pedido a Lina para apressar investigações sobre empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Chofer da cúpula da Receita há quatro anos, Warley, de 29 anos, deu entrevista ao GLOBO no início da noite desta quarta-feira e se disse assustado com a repercussão do caso. Em meia hora de conversa, a expressão que mais pronunciou foi "não sei".

No entanto, apontou três possibilidades de registro do encontro: a agenda de uma das três secretárias de Lina, os registros da segurança do Planalto, e o circuito interno de câmeras que filma a entrada e a saída de veículos e visitantes no Palácio.

Segundo o motorista, o itinerário de Lina era comunicado por telefone por uma das três secretárias dela. Essa era a senha para tirar o carro da garagem e esperar a chefe na portaria destinada às autoridades no Ministério da Fazenda, onde funciona a Receita Federal.

Ao ser perguntado sobre datas, Warley foi evasivo. Disse não saber sequer se a ex-chefe esteve no local em dezembro passado, mês em que trabalhou até o dia 20. Segundo senadores da oposição, Lina teria afirmado reservadamente que o encontro aconteceu no dia 19.

- Não sei quantas vezes fui lá não. A data também eu não sei se foi a que ela citou - disse Warley.

Marina escolheu a dedo o seu Dia D.



Marina Silva deixa o PT no dia da rendição a Sarney

Depois de 30 anos de militância, a senadora Marina Silva (AC), deixou o PT.


A pedra estava cantada há semanas. Mas Marina escolheu a dedo o seu Dia D.


A despedida se dá no instante em que o petismo se rende a José Sarney.


Por uma dessas ironias da política, Marina se encaminha para o PV.


Um PV que tem como expoente Zequinha Sarney (MA), filho do indigitado.


Marina endereçou uma carta ao presidente do PT, Ricardo Berzoini (leia).


Depois, deu entrevista coletiva (assista lá no alto um pedaço do que foi dito).


Sobre a candidatura presidencial, simulou mistério: “posso ser ou não”.


Bobagem. Já é. Por ora, a julgar pelo Datafolha (3%) é candidata à derrota.


Mas, pendurada numa biografia respeitável, é provável que escale os índices.


Parece improvável que ganhe. Mas talvez enriqueça um debate que parecia monopolizado


por PT e PSDB.


De resto, Marina conspurca os planos de Lula de converter 2010 numa disputa


plebiscitária.

por Josias de Souza

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Senador Flávio Arns diz querer sair do PT após decisão a favor de Sarney

Ele anunciou que irá à Justiça para trocar de partido e manter o mandato.

Senador se diz 'envergonhado' de pertencer ao PT e pediu desculpas.

Eduardo Bresciani
Do G1

O senador Flávio Arns (PT-PR) afirmou nesta quarta-feira (19) que vai procurar a Justiça Eleitoral pedindo justa causa para sair do PT. No plenário do Conselho, ele fez duras críticas à postura do partido no Conselho de Ética favorável ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e se disse envergonhado de pertencer à legenda.

Nesta quarta-feira, a senadora Marina Silva (AC), já havia anunciado seu desembarque do PT. Ela deverá ser candidata à Presidência da República pelo PV.

Arns é um dos petistas que defende o afastamento de Sarney da presidência da Casa e a abertura de processo contra ele no Conselho de Ética. Revoltado, ele fez um discurso no plenário do Conselho pedindo desculpas aos eleitores por fazer parte do PT.


“Me envergonha estar no Partido dos Trabalhadores com o comportamento que está tendo. Achava que as bandeiras eram para valer e não para mudar por causa da eleição”, disse Arns.

Segundo ele, "o partido pegou a folha da ética e jogou no lixo"
.

Após o discurso, o senador disse aos jornalistas que deixará o partido. Ele pretende argumentar na justiça eleitoral que o partido mudou seu programa. Um dos fatos que justificaria seria o apoio a Sarney. Se o pedido for aceito, ele poderá trocar de partido sem o risco de perder o mandato.

. A votação dos recursos contra as denúncias e representações, que aconteceu em blocos, se deu em duas partes, que resultaram no mesmo placar.

Como votaram os senadores em relação ao arquivamento das ações contra Sarney


Confira abaixo como votaram aos integrantes do colegiado:

A FAVOR DO ARQUIVAMENTO:

Wellington Salgado (PMDB-MG)

Almeida Lima (PMDB-SE)

Gilvam Borges (PMDB-AP)

João Pedro (PT-AM)

Inácio Arruda (PCdoB-CE)

Gim Argello (PTB-DF)

Romeu Tuma (PTB-SP)

Delcídio Amaral (PT-MS) - suplente

Ideli Salvati (PT-SC) - suplente

CONTRA O ARQUIVAMENTO:

Demóstenes Torres (DEM-GO)

Eliseu Rezende (DEM-MG)

Marisa Serrano (PSDB-MS)

Sérgio Guerra (PSDB-PE)

Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - suplente

Jefferson Praia (PDT-AM) - suplente

O Globo

LULA: LINHA AUXILIAR DE CHÁVEZ

LULA: LINHA AUXILIAR DE CHÁVEZ

O Globo

No Brasil, como em qualquer parte do mundo, sempre acontecem escândalos. Mas, em escala industrial como se tem visto de 2003 para cá é algo inédito em nossa história. Desfilam de modo interminável corrupção, nepotismo, patrimonialismo, desfaçatez, ausência de espírito público, males antigos que agora impressionam pela constância. Também é maior o grau de impunidade, coisa só possível por estar a consciência coletiva apática, indiferente, anestesiada pela propaganda governamental intensiva.

Desse modo, os mais recentes vexames que atingiram o presidente do Senado, José Sarney, não incomodaram a maioria. Tampouco causou espanto uniões esdrúxulas como a dos petistas com o senador e ex-presidente Fernando Collor ou a defesa intransigente que Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram de José Sarney, antes chamado de ladrão.

Contudo, o escândalo que envolve Sarney e resvala para outros senadores vem a calhar para o reforço do Executivo, pois diante dos descalabros não tardaram vozes pedindo o fim do Senado enquanto instituição e não punição para os culpados. Em que pese, porém, os espetáculos deprimentes é lá que se esboça alguma oposição ao Executivo. Foi, por exemplo, no Senado que morreu a famigerada CPMF, que o governo volta e meia tenta ressuscitar. Portanto, o fim do Senado pode ser muito conveniente para o presidente da República e seu governo petista. Melhor que exista apenas a Câmara com os submissos dos mensalões e das falcatruas de toda espécie.

A ausência de uma opinião pública, que se manifeste de modo mais concreto no sentido de ir às ruas mostrar seu repúdio aos abusos do poder é também preocupante em se tratando de nossa política externa. Evidentemente, um povo que não toma conhecimento ou não se importa com o que acontece diante de seu nariz, dificilmente consegue perceber o que vai além de seu quintal. Mas isso não faz com que desapareçam graves problemas externos que acabam por afetar a vida de cada brasileiro.

Aqui não vou detalhar o despudorado entreguismo do governo Lula com relação a Bolívia, ao Paraguai, a Argentina e tantos outros países. Prefiro me deter na Venezuela onde Hugo Chávez, chamado de democrata por Lula da Silva e sempre por este apoiado, vem crescendo em autoritarismo. Chávez também exporta seu modelo socialista para fiéis seguidores latino-americanos e tem no presidente brasileiro preciosa linha auxiliar.

Em suas mais recentes arremetidas contra a liberdade, a democracia, enfim, contra o Estado Democrático de Direito, o caudilho da Venezuela atacou a propriedade privada, o lucro das empresas, a imprensa independente, a autonomia universitária. Incansável na construção de seu poder absoluto, Chávez contará nas eleições legislativas de 2010 com uma lei que distorce a contagem de votos e permite que a bancada governista controle completamente a Assembléia Nacional. Entrementes, o companheiro “democrata” usa largamente a violência de suas milícias e de sua polícia para reprimir qualquer manifestação da oposição, o que inclui o espancamento de jornalistas e estudantes.

Portanto, quando Chávez fala em “socialismo do século 21” não está brincando. Ele está seguindo claramente as trilhas do comunismo que liquidou os organismos da sociedade civil – corporações, associações, Igrejas, poderes locais, opinião pública e outros mais – na medida em que estes constituem formas de fiscalização social do Estado. Sem essas forças organizadas emerge o monopólio do poder estatal, cuja obtenção requer estimular a luta de classes contando-se para isso com o apoio das massas populares seduzidas e alienadas. Ao mesmo tempo, não pode faltar a doutrinação da juventude, pois o jovem é presa fácil das ilusões e do fanatismo. Relembre-se ainda que a doutrina bolchevique exigiu a liquidação da propriedade privada e a estatização das grandes empresas feita através de expropriações.

Para Lula da Silva e demais governos latino-americanos tudo isso deve ser respeitado, pois faz parte da soberania da Venezuela. A soberania só não funciona para a Colômbia quando se trata das bases norte-americanas para o combate às Farc, o que significa combate ao narcotráfico. Não existe também soberania para Honduras, cujo Judiciário depôs o presidente Manuel Zelaya pelo motivo de seus atos inconstitucionais e para impedir que ele instalasse no país o autoritarismo chavista.

Entre as perdas que o Brasil vem sofrendo por conta da “generosidade” do governo, uma questão gravíssima deve ser ressaltada: o narcotráfico, aceito por Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales na medida em que são grandes amigos das Farc. O narcotráfico, como se sabe, é uma das principais causas da violência urbana, do poder paralelo da bandidagem, do aniquilamento de tantas vidas, do sofrimento e destruição de numerosas famílias.

Então, já está mais do que na hora de Lula da Silva deixar de ser linha auxiliar de Chávez e coordenar junto com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, o combate ao narcotráfico. Se isto é querer muito fica aqui ao menos o alerta para a sociedade civil.


Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

Plenário do Conselho de Ética arquiva seis denúncias contra Sarney


Berzoini pede votos pelo arquivamento de denúncias no Conselho de Ética

Em nota, presidente do PT diz que crise tem como motivo eleição de 2010.
Segundo ele, conselho não tem condições de fazer investigação isenta.

Do G1

O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), pediu, em nota, que os senadores do partido que integram o Conselho de Ética do Senado votem pelo arquivamento definitivo das denúncias contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP) e Arthur Virgílio (PSDB-AM). O PT tem um membro titular no Conselho de Ética, o senador João Pedro (AM) e dois suplentes, Delcídio Amaral (MS) e Ideli Salvatti (SC).

Na nota, Berzoini afirma que a crise pela qual passa a instituição é fruto da disputa sobre a eleição do ano que vem e isenta Sarney de responsabilidades.

O deputado diz ainda que o Conselho de Ética é manipulado "de forma hipócrita para interesses eleitorais" e que "com os ânimos da radicalização política atual" não teria "condições para encaminhar uma investigação isenta e equilibrada, seja sobre o senador Sarney ou sobre o Senador Virgílio, sem falar em outros casos sobre os quais caberia representação ao órgão".


Segundo o presidente do PT, a “forma como as denúncias concentram-se no presidente do Senado, José Sarney, não deixa dúvidas de que, mais que apurar e reformar, a pretensão é incidir nas relações entre partidos, que apoiam o governo ou que podem constituir alianças para as eleições nacionais e estaduais do próximo ano”.


“Nesse sentido, oriento os senadores do PT que fazem parte do Conselho de Ética que votem pela manutenção do arquivamento das representações em relação aos senadores representados, como forma de repelir essa tática política da oposição, que deseja estabelecer um ambiente de conflito e confusão política”, diz o presidente do partido.

Ante vaias ao governador em Nova Iguaçu, presidente ataca prefeito do PT e elogia ?sensibilidade? do peemedebista

Disputa entre claques constrange Lula

Wilson Tosta

Vaias dirigidas principalmente ao governador Sérgio Cabral (PMDB) e cartazes majoritariamente contra o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), marcaram ontem uma tensa solenidade de inauguração, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na localidade de Jardim Laranjeiras, na Baixada Fluminense.

O ambiente de confronto entre Cabral e Lindberg, que querem o apoio do Palácio do Planalto na disputa pelo governo do Rio de Janeiro em 2010, chegou a tal ponto que o próprio Lula, em seu discurso, manifestou desagrado com o que acontecia.

O presidente disse que Lindberg, antes de ser prefeito, estava "perdido" e elogiou Cabral pela "sensibilidade e lealdade com o governo federal".

Mercadante pode deixar liderança do PT com crise



Ele avisa que não indicará aliados de Sarney para Conselho de Ética

Christiane Samarco

O governo e o PMDB devem ser bem-sucedidos hoje, na articulação para livrar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), da abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa, mas a operação política pode custar ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP) o cargo de líder do PT. Pressionado pelo Palácio do Planalto, pela cúpula do PMDB e pela direção do PT a preencher as duas vagas de titular do conselho com representantes do bloco governista favoráveis a Sarney, Mercadante recusou-se a fazer o "serviço" e pôs o cargo à disposição.

"Esse tipo de coisa eu não faço. Se for para fazer, que seja com outro líder", disse Mercadante ao presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), no fim da tarde de ontem. Àquela altura, ele já havia recebido dois ofícios solicitando a indicação para o conselho do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

O preenchimento das vagas de titular é a única saída para dar tranquilidade ao PMDB e ao presidente do Senado na votação dos recursos para desarquivar as 11 representações apresentadas contra ele no Conselho de Ética.

CONTAS

A contabilidade da cúpula peemedebista indica que, dos 16 votos no conselho - incluindo aí o presidente Paulo Duque (PMDB-RJ), que só vota em caso de empate, e o corregedor da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP) -, seis são contrários a Sarney: cinco da oposição (DEM e PSDB) e um do PDT.

Daí o esforço para evitar que o terceiro suplente - o petista Eduardo Suplicy (SP) - seja chamado a votar. Suplicy já antecipou posição favorável à abertura de um processo no conselho contra o presidente do Senado e outro contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

Ontem, no plenário do Senado, Suplicy sugeriu a Sarney e ao líder tucano que se dispusessem a comparecer ao conselho, antes da votação dos recursos, para responder "a toda e qualquer questão e esclarecer as dúvidas". Ele explicou que votaria a favor do recurso da oposição porque havia dúvidas que precisavam ser esclarecidas. Virgílio manifestou-se de pronto, prometendo presença na reunião e dispondo-se a responder às indagações dos colegas. Da cadeira de presidente do Senado, Sarney respondeu que era parte interessada e, por essa razão, não poderia responder naquele instante.

RACHA

A pressão sobre o líder petista aumentou por conta do racha da bancada petista e da recusa dos dois primeiros suplentes do bloco - a líder do governo no Congresso, Ideli Salvati (SC), e o senador Delcídio Amaral (MS) - a votar em favor de Sarney, temendo desgaste nas eleições de 2010.

A ameaça de renúncia não é novidade. Desde a semana passada, quando foi informado por Ideli e Delcídio que ambos pretendiam se ausentar da votação no conselho, Mercadante se nega a fazer substituições de última hora, temendo ser o único responsabilizado pela vitória de Sarney perante a opinião pública. Exatamente por isso ameaçara deixar a liderança do partido no Senado.

Marina: tudo pronto, convenção nacional festiva do PV no dia 30.


Em reunião realizada ontem representantes da Executiva Nacional e de Marina acertaram detalhes para os próximos passos

Por Alfredo Sirkis

Dependendo ainda de anúncio oficial da senadora Marina Silva, já está montado o cenário para seu ingresso no PV. Ele se daria no dia 30 de agosto, domingo, em São Paulo, numa convenção nacional festiva do PV precedida de uma reunião da Executiva Nacional, possivelmente no mesmo dia, pela manhã ou no sábado, dia 29.

Marina indicará nove integrantes de sua equipe que, juntamente como ela própria, ingressarão na Executiva Nacional do PV e, juntamente com onze membros atuais da Executiva, formarão uma Coordenação Nacional destinada a tratar, prioritariamente, da elaboração do texto base para os novos programas partidário (20 anos) e de governo (5 anos) pela campanha presidencial --a decisão de Marina não é automática à filiação, será tomada em momento posterior-- e outros assuntos centrais como a mobilização do partido em torno da Conferência de Copenhagen.

Questões estaduais são serão tratadas pela Coordenação caso influenciem as outras esferas. Os novos programas partidário e de governo serão fechados no Congresso Verde previsto para novembro.

Foi também acordado propor a inclusão nos estatutos uma "clásula de consciência" que permite aos filiados e eleitos se absterem em relação a pontos do programa partidário que possam de alguma maneira contrariar convicões religiosas, sem prejuízo da posição oficial do partido.

Foi reiterada a importancia da campanha de mobilização Brasil no Clima que deverá conscientizar a população brasileira em relação ao papel extraordinariamente importante de nosso país na Conferência de Copenhagen, de 7 e 21 de dezembro, e da necessidade do Brasil assumir metas audazes de redução de suas emissões de carbono e metano, tanto nas queimadas na Amazônia quando nas fontes energéticas, vazadouros de lixo e agropecuaria.

A campanha Brasil no Clima será relançada com a presença de Marina, no Rio de Janeiro, no domingo 27 de setembro, numa ccaminhada pela orla marítima.

Detector: Lina Vieira diz a verdade

Inexperiência

O encontro Dilma-Lina realmente ocorreu, diz a fonte do Planalto, mas a ex-secretária “não entendeu nada; a ministra queria ajudar o Tião”.


Dilma é PT

“Ninguém deve esquecer que Lula e Dilma são do PT”, lembra a fonte de primeiro escalão do governo, muito ligado ao presidente.

Tiro certeiro

Lula precisava de uma boa razão para negar apoio ao PMDB, e um “tiro certeiro” em Sarney facilitaria a vida do petista Tião no Senado.

Detector: Lina Vieira diz a verdade

O especialista em veracidade Mauro Nadvorny, da empresa Truster Brasil, submeteu o depoimento da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira a moderno sistema de detecção de mentiras, de tecnologia israelense, e concluiu, em parecer exclusivo para esta coluna, que “a sra. Lina Vieira está sendo verdadeira quando afirma que a ministra pediu a ela que agilizasse a fiscalização do filho de Sarney”.

Frustração

O depoimento de Lina Vieira frustrou a oposição, que nem a defendeu como se esperava. Não se lembrar nem da data da reunião foi mortal.

Erenice foi lá

Lina Vieira também diz a verdade, atesta o detector, sobre Erenice Guerra (braço direito de Dilma) ir a seu gabinete combinar a reunião.

Estresse no ar

Segundo a análise de Mauro Nadvorny, estava alto o nível de estresse de Lina Vieira durante a maior parte de seu depoimento à CCJ.

Currículo

Nadvorny já auxiliou a polícia em crimes como o assalto ao Banespa. E analisa depoimentos para esta coluna, como no caso Isabela, em 2008.

Cláudio Humberto