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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Uma geração enganada e corrompida





O fato é um claro caso de abuso homossexual e pedófilo

Porém, segundo os ditames do jornalismo atual, tratar-se de pedofilia é pauta para notícia, no entanto, como trata-se de uma pedofilia homossexual, a coisa fica mais complicada, como se o interesse midiático fosse anulado

Por Fabio Blanco
MSM
Media Watch - Outros

Saiu, no portal G1, essa notícia peculiar: um menino, de 13 anos, após ter ‘informado’ sua mãe de que era homossexual, em uma tarde de domingo avisou-a que iria sair com umas amigas quando, na verdade, teria marcado, pela internet, um encontro com 2 homens que, após dopá-lo, teriam abusado sexualmente dele.

A notícia foi veiculada discretamente e apenas no portal de notícias da Globo e em alguns sites de menor expressão.

Em tempos de jornalismo ‘copiativo’, é estranho outras fontes de notícias não terem dado essa informação tão na moda, já que trata, de alguma maneira, de um caso de pedofilia.

No entanto, o que me chama mais a atenção, considerando que os fatos sejam verdadeiros, é a naturalidade que as pessoas estão sendo induzidas a ter em considerar a homossexualidade como algo absolutamente comum, mesmo em crianças.

No caso noticiado, um menino, de apenas 13 anos de idade, teria se afirmado homossexual, como se isso fosse uma questão certa, acabada e bem definida em sua mente.


Ocorre que, uma criança, nessa idade, ainda em plena puberdade, está sujeita a todo tipo de sensações e estímulos nada bem compreensíveis para ela e que não são, de maneira alguma, definidoras da sexualidade, seja no aspecto psicológico ou mesmo fisiológico.

Qualquer atração homossexual, nessa idade, pode ser, muitas vezes, apenas resultado de movimentações hormonais e desenvolvimentos psíquicos que longe estão de serem definitivos na vida de qualquer pessoa.

Porém, em uma cultura bombardeada pelos meios de comunicação com a exaltação do estilo de vida homossexual, sendo mostrada nas telas por meio de atores cada vez mais jovens e bonitões, apresentando-os como pessoas bem resolvidas, amorosas e admiráveis, a sugestão fica muito forte nas cabecinhas das crianças que absorvem esse conteúdo.


Então, cada vez mais meninos e meninas, ainda completamente incapazes de decidir as questões existenciais mais fundamentais, sentem-se completamente preparados para definir-se como homossexuais.

O problema é que os adultos, também absorvidos nesta cultura transviada, estão sendo doutrinados a aceitar isso como algo absolutamente normal e saudável. O que eles não percebem é que essas crianças não estão preparadas para tomarem uma decisão tão extrema e tão definitiva.

Sempre existiu, entre os jovens, o desejo de identificar-se, e isso faz parte de sua própria formação do caráter.

Porém, antigamente, para transgredir, eles decidiam ser hippies, comunistas, dançarinos, surfistas, fazer tatuagem, fumar maconha e coisas do gênero.

Tudo isso, numa tentativa de enxergar-se como parte de um grupo, de uma turma.

Invariavelmente, independente de eventuais malefícios que essas escolhas, em tão tenra idade, possam ter trazidos a vida desses jovens, na grande maioria, com a chegada da maturidade, e a superação dessas escolhas, eles ingressaram na vida adulta sem grandes traumas.

Eu mesmo, na minha adolescência, fui um metaleiro convicto, de roupas pretas e cabelo comprido, com tudo muito bem superado na minha vida adulta, sem que tenha deixado alguma marca mais traumatizante.

No entanto, no caso desses jovenzinhos, que tão cedo decidem por ser homossexuais, com a total anuência de seus pais, já que, conforme é veiculado com tanta insistência, objetar-se a isso é sinal de "homofobia", as consequências não serão tão inofensivas assim.
Isso porque o homossexualismo, para servir como sinal identificador da pessoa, não pode manter-se apenas em potência, mas deve ser posto em ato.

Por isso, quando um menino, como esse da notícia apresentada, se afirma homossexual, não basta para ele ter isso apenas como uma fantasia infantil, mas precisa efetivar sua escolha, pois é exatamente a prática dessa escolha que o definirá como aquilo que ele escolheu ser.

Daí, usar a internet para marcar encontro com homens, é um passo.

E por quê uma notícia como essa não é tão veiculada?

Simplesmente porque os tais homens são o quê?

Machões homofóbicos?

Pais de família?

Conservadores cristãos?

Padres ou pastores?

Não!

São eles, obviamente, homossexuais!

O fato é um claro caso de abuso homossexual e pedófilo.

Porém, segundo os ditames do jornalismo atual, tratar-se de pedofilia é pauta para notícia, no entanto, como trata-se de uma pedofilia homossexual, a coisa fica mais complicada, como se o interesse midiático fosse anulado.

A imprensa veicula o que quer e não o que acontece.

Promover o homossexualismo lhes interessa, acusar a pedofilia dá uma aparência de seriedade, mas mostrar o quanto essas duas coisas estão intimamente ligadas é algo que decidiram, a muito tempo, esconder.

O que os órgãos de imprensa, a mídia de entretenimento e os políticos estão fazendo neste país é um crime.
Estão abrindo as portas e convidando as crianças, cada vez mais crianças, a entrarem e desfrutarem de um estilo de vida destrutivo e traumatizante.
E tudo isso, sob os nossos olhos, com o nosso silêncio e nossa conivência..


Quantos meninos que hoje decidem tão cedo viver uma vida de orgias homossexuais não superarão essa fase com a chegada da maturidade e decidirão ter suas famílias com suas esposas e seus filhos e terão que conviver com as marcas do trauma de terem sido ludibriados e abusados por outros homossexuais mais velhos?

E quantos jamais conseguirão superar esses traumas, criando uma geração de homens inseguros e vacilantes?

São vidas indefesas, joguetes nas mãos de interesses sórdidos, condenadas a sofrerem os traumas de uma escolha induzida por quem não tem o mínimo escrúpulo: os defensores dessa maldita agenda homossexual.

Fabio Blanco edita o blog Discursos de Cadeira.


16 Agosto 2011 
 

Quem vai apoiar a faxina de Dilma?


 



Vale a pena conferir a entrevista que o cientista político José Álvaro Moisés deu ao jornal O Globo e que o Blog do Noblat publica na internet. 

O tema da entrevista é a situação política em que a presidente Dilma Rousseff se vê diante da faxina que iniciou no governo após denúncias de corrupção e que tem esbarrado na chantagem de partidos aliados, que ameaçam retirar seu apoio a ela caso as demissões e investigações continuem.

Para Moisés, a única forma de Dilma continuar com a faxina é buscar apoio popular:

O Globo: Como a presidente Dilma pode prosseguir com a faxina no governo, mantendo a governabilidade?

Moisés:
Eu diria que isso dependerá em grande parte da relação dela com a sociedade. A opinião pública neste momento é a variável mais importante na qual ela pode se apoiar. O modo de os partidos participarem do presidencialismo de coalizão não é muito indicativo de que eles queiram mudar a conduta adotada até agora. Então, ela vai precisar buscar mecanismos novos, novas forças para criar suficiente força política e pressão para enfrentar o problema.

Uma alternativa que surgiu na segunda-feira foi a movimentação dos chamados senadores independentes, que não são aliados do governo, mas que anunciaram apoio pontual à Dilma na questão da faxina. 

O grupo é formado por Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Taques (PDT-MT), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Ciro Miranda (PSDB-GO), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP). 

Por enquanto, a iniciativa tem pouca força e enfrenta a desconfiança da oposição, que diz não acreditar na vontade de Dilma de ampliar a faxina, e as críticas da base de apoio ao governo.

Como conta também O Globo, o senador José Pimentel (PT-CE) comandou as críticas ao bloco, comparando o atual movimento anticorrupção com o que desestabilizou os governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek nos anos 1950.

A analogia canhestra foi rebatida por Pedro Simon:



“A história se repete como farsa”, disse Pimentel, lembrando que, na década de 50, diante de uma enxurrada de denúncias de corrupção no governo, o jornalista Carlos Lacerda comandou um movimento que “deu no que deu”.

(…) Simon rebateu dizendo que o episódio não tem parâmetro de comparação com a situação de hoje, já que, naquela época, não existia a imprensa que o país tem hoje:

“Não tem nenhum Carlos Lacerda nem ninguém querendo dar nenhum tipo de golpe”.

José Antonio Lima


16/8/2011


O ministro e o jatinho de US$ 7 milhões

 
 
Wagner Rossi fez viagens particulares em aeronave emprestada por empresa de agronegócio que cresceu 81% depois de ser beneficiada pela pasta


O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e um de seus cinco filhos, o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB-SP), utilizam um jatinho pertencente à Ourofino Agronegócios para viagens particulares.
A empresa de Ribeirão Preto (SP) — cidade onde mora o ministro e a família — tem recebido autorizações do governo no ramo de patentes e registrou crescimento de 81% devido à inserção da firma na campanha de vacinação da pasta contra a febre aftosa, iniciada em novembro passado.
Em outubro, Rossi liberou a Ourofino para comercializar a vacina, tornando a companhia pioneira no setor, um mercado que movimenta R$ 1 bilhão ao ano e, até então, dominado por firmas estrangeiras.

O trânsito de Rossi e de seu filho no jato da empresa é conhecido no Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto. Funcionários relatam que o ministro e o deputado estadual sempre são vistos desembarcando do Embraer modelo Phenom, avaliado em US$ 7 milhões.

Um dos sócios do Grupo Ourofino é Ricardo Saud, assessor especial do ministro. Amigo pessoal de Rossi, o mineiro de Uberaba é diretor da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura.

O nome de Saud consta na certidão de fundação da Ethika Suplementos e Bem Estar, subsidiária do Grupo Ourofino, como sócio responsável por "agir de forma a legalizar a sociedade junto aos órgãos municipais, estaduais, federais e autarquias" e para atuar "junto à Universidade de Uberaba, para representação dos interesses e do objeto social da Ethika". 


Registro na Junta Comercial de Minas Gerais datado de 10 de fevereiro de 2009 atribui a Saud 15% da subsidiária da Ourofino Agronegócios.

Em setembro de 2007, à época em que era secretário de Desenvolvimento Econômico em Uberaba, Saud autorizou doação de terreno de 226 mil metros quadrados para a Ourofino instalar unidade industrial.

De acordo com despacho municipal assinado por Saud, a Ourofino também foi beneficiada com isenção de Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) por 10 anos.

Amigo pessoal do ministro, Saud é conhecido em Minas Gerais por sua polivalência. Ele atua na área da educação, como diretor de Marketing da Universidade de Uberaba (Uniube), é presidente do PP no município e cônsul honorário do Paraguai por Minas Gerais.

As ligações do assessor especial do Ministério da Agricultura com o país vizinho passam pela Goya Agropecuária, empresa da qual também é sócio.

A secretaria em que Saud atua no ministério é responsável por elaborar políticas e liberar recursos para cooperativas agrícolas. Durante sua gestão no ministério, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, da qual a Goya participa por meio de concursos de gado da raça Nelore Mocho, foi beneficiada com R$ 900 mil em convênios com a pasta da Agricultura.

Leia mais.


 16/08/2011

Casa do pai Lula



O ex-ministro Antonio Palocci integrará o conselho do Instituto Lula.

Falta convidar Erenice Guerra para os Recursos Humanos, Cesare Battisti para a segurança privada e ter Jeany Mary Corner na recepção.

claudiohumberto
 
 

Charge



barata tonta
www.sponholz.arq.br

Ministério foi "corrompido" após a chegada de Rossi.



O funcionário que denunciou a distribuição de propinas por um lobista numa sala que fica a 30 passos do gabinete do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que o ministério foi "corrompido" após a chegada de Rossi

José Ernesto Credendio
e Andreza Matais
Folha de São Paulo

O funcionário que denunciou a distribuição de propinas por um lobista numa sala que fica a 30 passos do gabinete do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse que o ministério foi "corrompido" após a chegada de Rossi.

Ex-chefe da comissão de licitação do ministério, Israel Leonardo Batista afirmou à Folha que o ministro "desarranjou" o setor nomeando pessoas que "vão assinar o que não devem".

Ele reafirmou que o lobista Júlio Fróes lhe entregou um envelope com dinheiro dentro do ministério depois da assinatura de um contrato milionário da pasta com uma empresa que o lobista representava.

Israel disse que as fitas do circuito interno da pasta podem comprovar se Rossi conhece ou não o lobista.

Segundo ele, o ministro irá atrapalhar as investigações se permanecer no cargo.


Folha - Por que o sr. saiu do Ministério da Agricultura?
Israel Leonardo Batista -
Foi questão de perseguição...

O sr. chegou a sofrer assédio para que assinasse documentos que julgava incorretos?

Sempre trabalhei de acordo com o que a lei determina. Não aceito interferência. Me senti incomodado com certas coisas. Sofri retaliações por ser honesto.

O que mudou no setor de licitação sob Wagner Rossi?

Foi todo desarranjado. O pessoal do quadro não permaneceu. Somente o pessoal terceirizado.

Qual é o problema de licitações serem conduzidas por pessoas alheias à pasta?

Não têm conhecimento, vão assinar o que não devem.

Como está o setor hoje?

Está corrompido, no sentido de que pessoas não têm preparo.

Como conheceu Júlio Fróes?

Na frente de todos os servidores da comissão de licitação. Ele chegou com a Karla [Renata França Carvalho, chefe de gabinete da secretaria-executiva] e o Milton Ortolan [ex-secretário-executivo]. Ela [Karla] pediu para dar apoio para ele [lobista], pediu para arrumar um computador e uma mesa para ele fazer um trabalho. Logo, entendi que fosse um assessor.

Disseram que era assessor?

Disseram dr. Fróes, entendi como assessor. Pedi para funcionária se retirar [de uma mesa] para ele fazer esse trabalho [texto de convênio].

Sem conhecimento de Rossi?

Se o chefe de gabinete do ministro sabia, se o secretário-executivo sabia... As câmeras vão dizer.

O ministro conhecia Fróes?

É só divulgar as imagens [do circuito interno da pasta].

É possível que o ministro desconhecesse Fróes?

As câmeras vão dizer quem está mentindo e quem está dizendo a verdade.

Em tantos anos no governo, o sr. já havia passado por isso?

Nunca. É fácil o ministro, o chefe de gabinete chegar lá e dizer: "Realmente, não aconteceu nada". É fácil. Mas realmente aconteceu. Se pegar as filmagens, vão ver tudo que estou falando.

O sr. se sente ameaçado?

Acho que corro risco porque jamais na minha vida passei por uma situação desta. Tenho certeza de que Dilma precisa de apoio na Câmara e no Senado, mas que tenha apoio de pessoas equilibradas, que respeitem leis.

O sr. poderia descrever como Fróes lhe entregou dinheiro?

Me ligaram do 8º andar, eu fui. Me ligou a Isabel [Roxo], chefe de gabinete [da assessoria parlamentar]. Quando eu cheguei lá, ele me cumprimentou e me entregou.

Onde ele estava?

Ele estava na sala da chefe de gabinete. Cheguei, anunciei e entrei.

Abriu o envelope na hora?

Não.

O sr. não estranhou?

Era um envelope do ministério. Era uma pasta e dentro tinha um envelope. Não sabia o que tinha dentro. Desci e vi o que era. Liguei para ele e ele foi na minha sala. Eu disse que não aceitava.

Havia várias pastas como a que o sr. recebeu de Fróes?

Sim, algumas pastas.

O que ocorreu quando recusou o dinheiro de Fróes?

Ele falou: "Você não quer, tem umas pessoas lá que o Milton pediu pra ajudar, que é a Karla e a Girleide [dos Santos Sousa, que coordena a administração de material].

Era muito dinheiro?

Não contei.

Depois desse episódio, o sr. passou a sofrer pressões?

Várias perseguições. Muitas vezes saía para trabalhar e dizia à minha família que não sabia se voltava vivo.

Como foi seu afastamento?

Karla falou que eu não estava ajudando em nada e iria voltar para a Conab, estava tudo pronto, os papéis prontos. Quando cheguei na Conab ninguém me queria lá: ia assumir a comissão de licitação da Conab. Não deixaram.

O que achou quando ela disse que não estava ajudando?

Que não estava andando do jeito que eles queriam. E, para andar do jeito que queriam, não funciona comigo.

O sr. conversou com ministro Rossi alguma vez?

Ele disse que não me conhece, mas, como diretor da associação dos funcionários [da Conab], fiz reuniões com ele com outras pessoas junto.

Fróes falava em nome do ministro, agradecia por algo em nome do ministro?

Não. Se eu dissesse isso estaria mentindo. A única coisa que vi foi ele no telefone na minha sala dizendo: "Já falei com o chefão número 2 e queria falar com o chefão número 1". Aí ele falava com o chefão número 1 no telefone.

A saída de Ortolan é suficiente para pôr fim a esses casos?

Dilma falou que seria incorruptível e que todo ministro seria investigado. Se é para ser investigado, o ministro não deve estar no cargo, tem de se afastar porque vai atrapalhar as investigações.

ISLÂMICOS TENTAM TIRAR PROVEITO DA BADERNA NA INGLATERRA




Vários websites na Internet promovem a violência e o quebra-quebra urbano no seio de uma “sociedade doente”, segundo o primeiro ministro
David
Cameron

POR  FRANCISCO VIANNA

Diversos sites da Internet estão conclamando os islâmicos para a ‘jihad’ (guerra santa) incitando ontem seus partidários a aproveitar a onda de baderna e quebra-quebra que sacode a Grã Bretanha pela “causa” islâmica radical, conforme informou a agência americana de inteligência ‘SITE’, que se dedica à vigília dos websites islâmicos.

"Através de mensagens eletrônicas, estas páginas online instam os manifestantes britânicos a continuar sua ação por meio das redes sociais, com a finalidade de fazer surgir no país um movimento de protesto semelhante aos que ocorrem atualmente em vários países árabes", disse a SITE.


Cita, como exemplo, uma mensagem que foi postada ontem no website ‘Shumukh al-Islam’, que orientava os jihadistas a "se infiltrarem nas redes sociais britânicas, Facebook e Twitter" com chamadas tais como "Todos nós somos Mark Duggan", em referência ao taxista morto pela polícia de Londres, que foi o acontecimento que deu origem aos distúrbios na Inglaterra.

"O que ocorre hoje em dia em Londres deve ser visto pelos ‘mujahedins’ (combatentes islâmicos) como uma oportunidade de se mobilizarem para modificar o ‘estado de coisas’ mais facilmente", escreveu no site um ‘usuário’ chamado Abu al-Harith al-Qandahari, segundo a tradução da SITE.


"Os mujahedins devem começar a recrutar; têm uma preciosa oportunidade para tal, e devem fazê-lo já, uma vez que a polícia britânica tentará rapidamente controlar a baderna", acrescentou.

A SITE destacou também que várias mensagens em foros jihadistas conclamam pessoas que falam bem o inglês a difundir slogans hostis contra o governo britânico nas redes sociais, em particular nas páginas online dos clubes de futebol mais populares.


AÇÃO DA SCOTLAND YARD

A ‘Scotland Yard’ tem difundido as imagens das câmeras que assinalam os autores da baderna e do assalto a lojas.



 Foto: Scotland Yard

Muitos ingleses estão fazendo circular pela Internet nas redes sociais as fotos distribuídas pela Scotland Yard obtidas de câmeras que filmaram grupos encapuçados e mascarados em Londres e em outras cidades do Reino Unido praticando baderna, quebra-quebra, saques, e incêndio de lojas.

A famosa polícia inglesa, que difunde grande parte das imagens na WEB, está instando a população a ajudar na "caça" aos responsáveis pela baderna conclamando inclusive o povo a usar as redes sociais para acelerar esse processo de identificação.
 

Até o website de fotos Flikr foi usado pela Scotland Yard para publicar umas 25 imagens de pessoas que saqueavam lojas e incendiavam veículos na capital.

Uma campanha individual, chamada de "pegue um saqueador" (Catch a Looter), foi criada por um usuário britânico que postou num blog fotos de elementos que participaram de atos de violência, os quais são logo analisadas pelas autoridades para realizar prisões. Há já muita gente presa em toda a Grã Bretanha em decorrência da presente onda de violência.

"O país inteiro está chocado com as terríveis cenas de vandalismo, baderna, saques, e incêndios", disse o primeiro ministro David Cameron, que prometeu que fará o necessário para por toda essa gente atrás das grades e afirmou que irá estudar seriamente a possibilidade de expulsá-la do país.

A chuva e a maciça presença ostensiva de policiais armados nas ruas de Londres parecem ter evitado mais uma madrugada de distúrbios.

"Precisamos mostrar ao mundo, horrorizado com o ocorrido, que os responsáveis por tudo não representam o pensamento da população do país e que nós não os queremos por aqui", mormente a menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Do discurso à prática, a expectativa é de uma ação intensa do governo para “capturar e até expulsar do país pessoas que querem subverter a cultura e os valores civilizacionais cristãos e democráticos do povo britânico”, disse o primeiro ministro perante o Parlamento. Mais de mil pessoas já foram presas.



Cameron considerou "injustificável" a onda de violência e assegurou que as autoridades estão agindo "de forma decisiva" para restabelecer a ordem nas ruas, o que já produziu ontem uma noite relativamente calma.

Prometendo que a polícia manterá o maior número de policiais na cidade em policiamento ostensivo e "não permitirá que uma cultura do medo seja implantada nas ruas da cidade, e tudo será feito dentro do necessário para que a lei e a ordem possa ser restaurada e mantida, mesmo que isso inclua uma ‘filtragem preventiva’ de todas as comunidades", salientou Cameron.

“Não haverá complacência com a violência de rua e a delinquência será tratada com o rigor que a situação exige. Nós os prenderemos onde estiverem, os processaremos, os castigaremos e, oportunamente, até, os expatriaremos", prometeu Cameron, que nos últimos dias endureceu sua linguagem ante a gravidade dos fatos que ocorrem neste país.

Ante o mal estar social na Grã Bretanha, Cameron prometeu um rigoroso ‘contra ataque’ por parte das forças de segurança interna e que a polícia será dura com os baderneiros.


Os destroços de uma loja no bairro de Croydon.
Foto: AFP

A violência começou no sábado passado no bairro de Tottenham, ao norte de Londres, onde uma marcha de protesto pela morte de Mark Duggan, um homem de cor, de 29 anos, que foi baleado em circunstâncias misteriosas pela polícia, acabou se tornando uma verdadeira batalha campal que degenerou para saques, incêndios de edifícios e devastação.



Por um ‘efeito contágio’ impulsionado pelas redes sociais, como o Twitter e o serviço de mensagens do Black Berry, o insólito irromper da violência acabou por se estendendo a mais de 25 subúrbios da capital e na segunda feira passada à noite teve seu pico, ante a total inação da polícia, que se mostrou impotente perante o caos.



PATRULHAS CIVIS

Apesar de desde terça feira passada Londres estar sendo monitorada por 16.000 agentes – o triplo dos que havia no dia anterior –, em vários subúrbios os vizinhos começaram e se organizar em patrulhas de vigilantes e a fazer rondas para se protegerem de novos incidentes.

De fato, os três novos mortos por esta revolta, que põem em evidência as profundas tensões sociais, foram homens de origem asiática que foram atropelados na noite do início da balbúrdia quando tentavam proteger suas lojas de saques em Birmingham.

Um inglês de 32 anos foi detido por este triplo homicídio que, ademais, disseminou temores de eventuais "batalhas raciais" entre as comunidades afro-caribenhas e asiáticas da cidade.

Birmingham, com cerca de um milhão e meio de habitantes, e cenário no passado de fortes enfrentamentos raciais, ostenta uma das populações com maior diversidade cultural do Reino Unido. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, 33,3% de seus habitantes não são brancos, 20% são de descendência asiática e 9% de descendência africana ou caribenha.

Em sua segunda aparição ante a mídia desde o seu regresso, Cameron prometeu "mão dura" e castigo aos criminosos. Além disso, afirmou que os protagonistas dos desmandos – em geral gente jovem e humilde de diversas raças – serão identificados e presos.

"É simplesmente inaceitável que esta violência continue. Não vamos permitir que isto ocorra de novo em nosso país. Não vamos permitir que a cultura do medo seja implantada em nossas ruas", disse Cameron.

A polícia – odiada pela maioria dos jovens dos subúrbios – está conclamando a população a colaborar, identificando as pessoas que aparecem nas fotos e nos filmes durante os saques.

Em meio à consternação geral pela devastação, prejuízo, fúria e violência sem precedentes, fiel reflexo do mal estar social por uma crise econômica que provocou duríssimos cortes, chegou às raias do absurdo de constar, entre os 805 saqueadores presos, um professor de escola primária.

Trata-se de Alexis Bailey, um homem de cor de 31 anos, cuja foto – na qual, humilhado, tentava cobrir o rosto com um jornal ao sair do tribunal de Highbury – estava estampada na capa do jornal vespertino ‘London Evening Standard’. Bailey, que ganha 1.000 libras (1.418 dólares) por mês como professor, foi preso quando saqueava uma loja de artigos eletrônicos de Croydon à meia noite de segunda feira da semana passada.

Parece que o que mais impacta a opinião pública, que continua chocada pelo ocorrido nos últimos dias, é o fato de que muitos dos autores dos saques, entre os quais universitários e até meninos de 7 anos, não são ladrões usuais, mas pessoas aparentemente "normais".

OS BONS MAUS

Neste sentido, também causou sensação a estória de Linette Livingstone, uma mãe que pensava que seus dois filhos gêmeos de 19 anos, Isha y Micha, estudantes, estavam na escola no domingo à noite.

Mas, não: segundo a polícia, que os deteve, eles estavam a saquear a loja Curry's, outra revendedora de eletrônicos, em meio dos distúrbios que houve em Brixton, ao sul desta capital.

"São ‘bons’ garotos e que não precisam roubar, e não os eduquei para isso", declarava a mãe à imprensa, horrorizada.

Talvez por esse fato, Cameron, logo depois de deixar claro que o "contra ataque" já tinha começado, disse em sua peroração que a "sociedade inglesa está enferma".

"Há bolsões em nossa sociedade que não só estão falidos, como também francamente doentes. Em partes de nossa sociedade há uma completa falta de responsabilidade, gente que se permite pensar que o mundo lhe deve alguma coisa", denunciou, utilizando, uma vez mais, palavras muito duras, como se quisesse demonstrar essa determinação que evidentemente faltou ao governo no início dos choques.

Resta agora verificar se o "contra ataque", que hoje será debatido pelo Parlamento, convocado de urgência, funcionará ou não.

Há um grande ceticismo entre as pessoas.

Uma vinheta do ‘The Daily Telegraph’ mostrava na semana passada um casal de turistas que perguntava a um tradicional ‘bobby’ onde está o estádio Olímpico.

E este lhe responde: "Dobrem à esquerda depois do segundo ônibus incendiado e à direita depois da loja de eletrônicos saqueada".


Saudações,

 

Francisco Vianna

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O movimento Tea Party





“Somente no bizarro mundo de Washington a responsabilidade fiscal pode ser definida como terrorismo.”

(Michele Bachmann)


O GLOBO

A imagem do movimento Tea Party é bastante caricatural por aqui. Pinta-se um quadro de fanáticos reacionários que querem preservar o lucro dos milionários em detrimento do leite das crianças carentes e da aposentadoria dos pobres velhinhos.

Pretendo apresentar uma visão diferente.


Comecemos pelo nome: ele se inspira na “Festa do Chá” em Boston, marco da Independência Americana.

Os colonos, cansados de impostos arbitrários da Coroa inglesa, revoltaram-se. E quem pode negar que a Casa Branca hoje pratica exagerada intervenção na vida dos americanos?

Vamos condenar o Tea Party por lutar por maior independência em relação a Washington?

Os “progressistas” gostam de monopolizar fins nobres: somente eles querem melhores condições de vida para os mais pobres. Mas o debate deve girar em torno dos melhores meios para tais fins.

Foi justamente em períodos de reduzida intervenção estatal que houve mais prosperidade geral.

Taxar os ricos e usar o governo para transferir renda pode conquistar votos, mas nunca ajudou os pobres de fato. Serviu apenas para afugentar investimentos e inchar governos corruptos.
O Tea Party carrega em seu DNA um viés libertário, que desconfia do governo “altruísta”. O discurso messiânico que elegeu Obama incomoda, e com razão: foram “messias salvadores” os que mais atrocidades praticaram em nome do “bem”.

As medidas de Obama mostram sua visão ideológica.

É clara a sua intenção de socializar setores importantes da economia e concentrar no governo mais poder ainda.

O Tea Party veio dizer “basta”.


Há oportunistas e fundamentalistas malucos no Tea Party, sem dúvida. Mas reduzir o Tea Party a uma Sarah Palin é utilizar de má-fé.

Vários aderiram ao movimento de forma consciente, cansados de um governo à beira da bancarrota, que acredita que a saída para todos os males é aumentar o gasto público e os impostos.

O Tea Party trouxe para o debate uma visão alternativa de sociedade.

O que está em jogo é decidir se os Estados Unidos continuam no rumo atual, aquele adotado pelos países europeus que levou a um Estado social falido; ou se buscam resgatar o “sonho americano” original, que fez com que a nação se tornasse o colosso que é hoje.

Os pilares deste modelo são: meritocracia, igualdade perante as leis, governo limitado e ampla liberdade individual.

Estes pilares estão fragilizados.

Em cada nova crise, a “solução” foi aumentar os estímulos fiscais e monetários, criando novas bolhas insustentáveis. A conta precisa ser paga e os tentáculos do Leviatã estatal precisam ser reduzidos.

O Tea Party chegou para mostrar esta realidade.

Não é possível crescer de forma sustentável por meio de mais gastos públicos e crédito sem lastro. A despeito do que pensam os keynesianos como Paul Krugman, não se brinca impunemente com as leis econômicas.

O embate sobre o aumento do teto do endividamento expôs a polaridade: de um lado, aqueles que desejam um cheque em branco para o governo gastar à vontade;

do outro, os que cansaram de viver uma ilusão e rejeitam o modelo europeu de sociedade.

Não resta dúvida de que houve oportunismo político de ambos os lados. Mas erra quem acusa o Tea Party de irresponsável. O ápice da falta de responsabilidade é gastar mais do que arrecada indefinidamente.

Qual a função de um teto de endividamento que vive sendo elevado?

Seria como uma meta de limite de peso que sempre acaba ignorada. Em vez de o sujeito entrar em dieta rigorosa ou praticar exercícios, ele apenas joga a meta para cima.

Parece natural supor que o resultado desta postura negligente será a obesidade.

O governo americano está obeso.

Ele possui US$ 14,3 trilhões em dívidas, quase 100% do PIB.

E não está satisfeito!

O Tea Party resolveu jogar duro para reverter este quadro. Pode-se acusar o movimento de intransigente, mas é preciso reconhecer que, não fosse isso, dificilmente o curso teria se alterado, ainda que timidamente.

Foi uma conquista, apesar de insuficiente para evitar o rebaixamento do “rating” pela agência de risco Standard & Poor’s.

Uma ala minoritária, mesmo dentro dos republicanos, foi capaz de colocar em pauta o debate inadiável sobre a trajetória explosiva dos gastos públicos.

Sua força obrigou o presidente Obama a recuar e abandonar parte de sua agenda socializante.

É um começo, uma brisa que sopra na direção certa.

Mérito do Tea Party, cujas qualidades deveriam servir de exemplo para a sonolenta oposição brasileira.

August 09, 2011

AGÊNCIA FRANCE PRESS : POPULARIDADE DE DILMA ROUSSEFF SE ENCONTRA EM FORTE BAIXA




O ritmo de surgimento de novos escândalos em seu governo se acentua e já ultrapassa o do seu antecessor e padrinho, Lula, no mesmo período.

BRASILIA (AFP) – A popularidade da presidente Dilma Rousseff, caiu seis pontos percentuais nos últimos quatro meses, de 73% que tinha em março – quando chegava aos seus primeiros 100 dias de governo – para 67% em julho, segundo uma pesquisa do IBOPE divulgada ontem.

A avaliação negativa da presidente, que já recebeu a renúncia de três dos seus ministros, duplicou e chegou aos 25%, contra os 12% que foram registrados em março último.

O homem errado no lugar errado





Por Gerhard Erich Boehme

Não faltarão críticas e denúncias contra este que agora ocupa tão importante Ministério. Não apenas pelo seu passado em defesa do Foro São Paulo e dos narcotraficantes lá abrigados. Mas é de assustar tal decisão – o tempo dirá – e se ela sairá caro para os brasileiros.

Muito se escreve hoje dizendo que se trata do homem errado no lugar errado.

A presidente Dilma errou por entregar o Comando do Ministério da Defesa a quem passou os últimos oito anos nos subjugando ao Foro de São Paulo e aos interesses da esquerda sul-americana, nos impondo um viés ideológico ‘bolivariano’ à diplomacia brasileira, com o agravante de ter sido um fracasso total.

Entre os inúmeros fracassos até então podemos citar as razões que deveriam levá-lo ao ostracismo.

O apoio e a defesa de Ahmed Ahmadinejad, a identificação com a Cuba dos irmãos Castro, e a confraternização com a Venezuela de Hugo Chávez, configuraram uma política que "contrariou princípios e valores" das Forças Armadas e os interesses do povo brasileiro.

E Dilma errou por nomear um egresso do Itamaraty para cuidar dos assuntos militares, aparentemente, alheia à verdade elementar de que a função do soldado começa quando se esgota a do negociador.

A guerra pode ser a continuação da política por outros meios, mas há um abismo entre a mentalidade de um general e a de um diplomata. Essas duas áreas cruciais do Estado devem se articular nas circunstâncias necessárias.

Mas as culturas profissionais inerentes a uma e a outra são distintas, quando não, distantes. Essa questão de fundo continuaria a existir fosse o escolhido de Dilma um ex-chanceler que tivesse se pautado pelo interesse nacional como o interpretam os militares.

Com um ideólogo do socialismo comunista soviético, então, é brincar com fogo.

Ele é do tipo certo de quem apaga o fogo jogando gasolina. 


E o mais triste e ao mesmo tempo incongruente é ver o esforço deste grupo em buscar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Assim nunca o Brasil o fará por merecer.

E agora, com a escalada do tráfico de drogas e armas pela Bolívia, onde o presidente-aimará, cria do Foro de São Paulo e para cuja vitória o ex-Ministro Celso Amorim muito contribuiu, como se dará a defesa de nosso território e de nosso povo?
As fronteiras continuarão abertas ao tráfico de drogas, armas, veículos roubados, etc.?

Abraços,
Gerhard Erich Boehme

domingo, 14 de agosto de 2011

A difícil escolha de Dilma




Na semana que se encerra não foi fácil analisar a conjuntura nacional. Lá fora, a crise econômica é uma realidade, determinando alerta e precaução no âmbito interno.

Dentro do pais, sucedem-se as denúncias sobre corrupção.

Veja publica matéria de capa sobre o enriquecimento do Ministro da Agricultura, Wagner Rossi.
 

E na Carta ao Leitor apresenta um texto intitulado toda a força à presidente, falando da determinação de Dilma em combater as irregularidades.


Horas depois da publicação, Dilma reafirmou seu apoio a Wagner Rossi, depois de tudo o que foi divulgado a seu respeito.


No Senado, Cristovao Buarque, Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos e outros pretendem criar uma frente de apoio a Dilma, na sua “luta contra a corrupção”.

Essas manifestações de apoio revelam que Dilma pode escolher um lado ou outro, sua base de apoio, ou a simpatia da imprensa mais um grupo minoritário no Congresso.
Para onde vai pender? Wagner Rossi é homem de Michel Temer que, por sua vez, pode representar o elo de Dilma com sua base de apoio, mais precisamente o PMDB.

O fim de semana foi marcado também por uma entrevista de Ideli Salvatti, afirmando que repudiava o movimento de deputados e senadores da base, que se recusaram a votar para dar um recado a Dilma. E que ia liberar R$1 bilhão em emendas. Por via das dúvidas

Tudo isso expressa o processo contraditório em que se meteu o governo com as primeiras denúncias de corrupção. Ele hesita entre surfar na onda moralizadora e estreitar seus vínculos com a base aliada.

Naturalmente, o governo não vê essa contradição como a exponho aqui. Vai tentar as duas coisas: manter a base aliada e combater a corrupção, pelo menos na aparência.

O caso de Rossi é emblemático. Dilma não quer hostilizar seu vice e desmanchar o casamento idealizado naquele bolo de aniversário da coligação, no qual ela e Temer aparecem como os noivos.

A oposição vai pedir coerência, alguns vão chamar de farsa o processo de moralização.

Acontece que é um nó difícil de desatar. Era preciso ganhar as eleições com uma proposta clara de um novo tipo de coalizão, sem loteamento de cargos entre partidos. O que não significa ausência dos políticos ou discriminação contra eles.

Dilma foi eleita de um jeito e para mudar as coisas teria também de mudar de base. O modelo que está aí permite que os políticos voltem as costas para a sociedade e se comportem como uma entidade autônoma, com suas próprias leis e padrão moral.

Só que esse modelo venceu as eleições e, possivelmente, vencerá muitas outras em escala regional.

É mas fácil cobrar dos eleitos com um discurso de mudança do que cobrar a mudança de quem foi escolhido para a continuidade.

Em outras palavras, dificilmente, a contradição será vencida sem participação popular.



14.agosto.2011

Perguntas proibidas



Sem fazer essas perguntas, ninguém pode compreender nada do que está acontecendo neste País, muito menos o que está para acontecer
Mas cada uma delas é um tabu

  Artigos - Governo do PT
Max Weber, quando o acusavam de exagerar em seus diagnósticos, respondia:

"Exagerar é a minha profissão!"

A boutade referia-se, naturalmente, à técnica dos "tipos ideais", com que o autor de A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, ao descrever uma conduta, um sentimento, uma atitude, ampliava certos traços típicos para maior nitidez do objeto puro, isolado de diferenças e semelhanças acidentais.

Mas referia-se também, mais profundamente, à missão do cientista social em geral, que tem de olhar as coisas numa escala que não é a da atualidade patente, visível nos debates públicos e na mídia popular, mas deve cavar em busca das sementes, não raro modestas e discretíssimas, onde o futuro está se gerando longe dos olhos da multidão.

Se há uma coisa que nenhum estudioso da sociedade e da História tem o direito de ignorar, é que o poder dos fatores determinantes do curso das coisas é, no mais das vezes, inversamente proporcional à sua visibilidade presente.

Daí o descompasso entre os respectivos "sensos de realidade" dos observadores do dia a dia, meros constatadores do fato consumado, e o do estudioso que mergulha em águas profundas para saber o que há de vir à superfície amanhã ou depois.

Com o agravante de que o fato consumado só faz sentido para quem o viu crescer desde as raízes. Para os demais, tudo é surpresa desnorteante ou mera coincidência.

Mas, quando digo "cientista social", uso o termo como um tipo ideal weberiano. Refere-se ao que os cientistas sociais deveriam fazer para merecer o título, não ao que os profissionais universitários que o ostentam estão fazendo realmente no Brasil de hoje.

Estes, coitados, não conseguem acompanhar nem o fato consumado, tão presos estão aos seus esquemas mentais rotineiros, à pressão dos seus pares e ao temor de desagradar à mídia.

Não ousam sequer fazer perguntas, como por exemplo: Quantos assentados do MST foram recrutados entre militantes urbanos, falsificando completamente o panorama dos "conflitos rurais"?

Qual é o peso estatístico real de duzentos assassinatos de homossexuais num país que tem 50 mil homicídios por ano, mesmo sem averiguar quantos daqueles foram assassinados por seus parceiros?

Quantas pesquisas sociológicas com resultado previamente estabelecido pelas fundações estrangeiras que as financiaram foram realizadas nas universidades brasileiras nos últimos anos, e quantas foram em seguida usadas como material de propaganda por ONGs e
"movimentos sociais", se não como argumento cabal para justificar leis e decretos?

Quanto dos benefícios distribuídos pelo governo federal aos pobres foi pago com puro dinheiro de empréstimos, endividando as gerações vindouras para ganhar os votos da presente?

Quantos crimes de morte são praticados com armas legais registradas, e quanto com armas clandestinas cuja circulação o tal
"desarmamento civil" não poderá diminuir em nada?

Quantas leis e decisões federais vieram prontas de organismos internacionais e tiveram seu caminho aplanado por campanhas bilionárias financiadas do exterior?

Quantas delas vieram de decisões tomadas no Foro de São Paulo com anos de antecedência, em assembleias promíscuas onde terroristas, narcotraficantes e sequestradores debatem em pé de igualdade com políticos eleitos?

Se for liberado o comércio de drogas, quem terá mais chances objetivas de dominar esse mercado?


Sem fazer essas perguntas, ninguém pode compreender nada do que está acontecendo neste País, muito menos o que está para acontecer. Mas cada uma delas é um tabu.

O simples pensamento de vir a formulá-las um dia já basta para fazer um profissional universitário tremer desde os alicerces, prevendo os olhares de ódio que fulminarão sua pessoa e sua carreira – ao menos ele assim o imagina – tão logo comece a falar.

Sim, o brasileiro de hoje em dia – e os cientistas sociais não são exceções – é aquele sujeito valente que teme olhares e caretas como se fossem balas de canhão, que enfia o rabo entre as pernas à simples ideia de que falem mal dele, que troca a honra e a liberdade por um olhar de simpatia paternal de quem o despreza.

É por isso que os processos históricos profundos, que estão mudando a face do Brasil com uma rapidez avassaladora, passam ainda despercebidos até àqueles mesmos que, arrastados na voragem de leis, decretos e portarias, perdem prestígio e poder a cada dia que passa e, iludidos por vantagens financeiras imediatas que o governo atira à sua mesa como migalhas, não ousam nem confessar uns aos outros que estão sendo jogados à lata de lixo da História.

Não vi até agora um único analista político, na mídia ou nas universidades, declarar em voz alta aquilo que, nos altos escalões do petismo e do Foro de São Paulo, todo mundo sabe: a fase da revolução cultural terminou, já estamos em plena revolução social.

Explicarei isso melhor no próximo artigo.
08 Agosto 2011

Mensagem aos pais!!

Imagem: Leonardo Creations

"Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá.

De alguma maneira você chega lá."

Ayrton Senna




Também o ministro Wagner Rossi tem em casa os seus “Ronaldinhos”,
como o Apedeuta


Entrou para a história a resposta que Lula deu sobre o fantástico desempenho empresarial de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, que era monitor de Jardim Zoológico antes de o pai ser presidente.

Um dia a Telemar, hoje Oi, injetou R$ 5 milhões da Gamecorp, e nascia, então, um próspero empresário. Ao responder aos críticos, o Apedeuta afirmou que tinha um “Ronaldinho” na família, sugerindo que o rapaz era mesmo um craque.

Nota: a empresa é concessionária de serviço público, da qual o BNDES é sócio. Os Lulas da Silva já estão na terceira geração de gênios. A mesma Oi decidiu patrocinar, com incentivo da Lei Rouanet (nós pagamos) o grupo de teatro a que pertence Bia Lula, neta do Babalorixá.

A falta de escrúpulos no país é uma megera indomada.


Muito bem!

Venceslau Borlina Filho e Leandro Martins informam na Folha Online que também Wagner Rossi tem Ronaldinhos em casa.

Sim, o ministro da Agricultura, aquele…

Leiam a reportagem.

Volto em seguida.
*
Donos de uma produtora em Ribeirão Preto, dois dos cinco filhos do ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB), estão faturando com a produção de filmes para prefeituras.

A empresa A Ilha Produção foi a autora de vídeos de propaganda para ao menos seis municípios em contratos intermediados por uma única agência.

Nos seis casos, a produtora aparece como “terceirizada” da agência Versão BR, também de Ribeirão, que venceu as licitações.

A Ilha tem como sócios Paulo Luciano Tenuto Rossi, filho do ministro, e Vanessa da Cunha Rossi, mulher do deputado estadual Baleia Rossi, presidente do PMDB no Estado.

Quando a produtora foi fundada, em 1997, Baleia aparecia como sócio.

Em 2003, no início de seu primeiro mandato como deputado, ele se retirou da sociedade e passou a parte para a mulher. Porém, em documento entregue à Justiça Eleitoral na eleição de 2010, Baleia declarou entre os seus bens as cotas de capital na empresa, em nome de Vanessa. A Constituição proíbe parlamentares de contratar com órgãos públicos, sob pena de perda do mandato.

Mas, na prática, a produtora dos filhos do ministro vem atuando de forma terceirizada para prefeituras. Produziu recentemente para Americana, Altinópolis, Bragança Paulista, Ibitinga, Valinhos e Sertãozinho.

Em todos os casos, o vínculo oficial das prefeituras é com a Versão BR, que administra ao menos R$ 23,6 milhões em verbas publicitárias dos seis locais.

O maior contrato é o assinado com a Prefeitura de Americana, de R$ 14,1 milhões.

Para o especialista em licitações Paulo Boselli, professor da Fatec especializado em direito administrativo e auditoria governamental, o veto constitucional aos contratos de empresas de parlamentares com o poder público vale mesmo em “terceirizações”.
Outro lado

Baleia disse que, após transferir sua parte para a mulher, se afastou “totalmente” da empresa e nunca teve “função executiva” na A Ilha.

Porém, em registros da empresa na Junta Comercial do Estado, ele aparece por um período na função de “sócio-administrador” da empresa.

Ainda por e-mail, disse que nunca usou de influência política para beneficiar a empresa.


Já o irmão do deputado, Paulo Luciano, também por e-mail, reafirmou que a produtora nunca participou de licitações públicas e que Baleia nunca teve função executiva.

Além do caso da Versão BR, ele cita outras cinco agências por meio das quais A Ilha fez vídeos publicitários para prefeituras de Franca, Barueri e Ribeirão Preto.

Já o sócio-diretor da Versão BR, Gustavo Henrique Teixeira de Castro, disse por e-mail que a relação com a A Ilha é só comercial.

As prefeituras afirmam que todos os negócios estão dentro da lei.
Voltei

Então…

Tudo dentro da lei!

Basta passar as cotas para o nome da mulher, e tudo fica certo.

É evidente que não se pode proibir a mulher, marido ou filho de políticos de tocar seus próprios negócios, suas empresas etc e tal.

Desde que não lidem com dinheiro público.

E a lei a respeito desse assunto é bastante clara.

Por isso mesmo, nota-se que a “A Ilha” entra na operação de modo triangulado: outra empresa vence a concorrência e contrata os filhos do ministro.

Simples, não é mesmo?

Eis aí.

Dilma agora decidiu — por necessidade ou boniteza, tanto faz — que Wagner Rossi é o seu homem “imexível”.

Entrou naquele delírio de fortalecê-lo quanto mais evidências aparecem contra ele, o que a torna cúmplice política de seus métodos.

14/08/2011

De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.


Nota de Esclarecimento:

atuação da Polícia Federal no Brasil


Presidência


12/08/2011 - 18:31

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.


Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”.


Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.


A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.


Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.


De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.

A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.


É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.


No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada.


Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura.


Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.


Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.


Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.


A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.


Brasília, 12 de agosto de 2011

Bolivar Steinmetz
Vice-presidente, no exercício da presidência