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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A imprensa está proibida de assistir aos debates do Congresso do PT.

Por Lauro Jardim

A imprensa está proibida de assistir aos debates do Congresso do PT. Os repórteres não puderam entrar no auditório nem mesmo durante a esplanação que Dilma Rousseff fez de manhã para delegações estrangeiras.

O secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, partiu para o ataque ao ser perguntado, por uma repórter de O Globo, qual era o motivo da interdição:

- Porque eu estou mandando. Eu também não posso entrar nas reuniões editoriais do Globo. Então, por que vocês têm de entrar na do PT?

Quem é Pomar, o autor da comparação estapafúrdia? Um trecho do que o transparente Pomar já disse sobre o escândalo do mensalão:

- Não uso a palavra mensalão. Quando a expressão foi cunhada pelo Roberto Jefferson, isso dava a idéia de que o PT tinha feito uma grande transgressão.

Mas não houve isso. Houve caixa dois, tráfico de influência, várias coisas, mas não mensalidade para pagar deputado.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ex-ministro Delfim Neto: entrevista concedida ao Valor é ao mesmo tempo assustadora e irresponsável

Saiba o que pode acontecer com a economia em 2010

Por Polibio Braga

Pesquisa Focus (o que o mercado financeiro projeta para 2010)
do Banco Central:
- Inflação, 4,8% (o governo projeta 4,5%).

- PIB, 5,47% (o próprio mercado esperava 5,35%, na última pesquisa).

- Balança comercial – US$ 10 bilhões

- Déficit em conta corrente, US$ 50,5 bilhões.


Nota do editor – Esta entrevista concedida ao Valor, nesta quinta, pelo ex-ministro Delfim Neto, é ao mesmo tempo assustadora e  irresponsável, porque o otimismo revelado ao repórter João Villaverde tem bases tão consistentes quanto as promessas sobre os ganhos imediatos previstos para o pré-sal.

É caso para quem tem fé.

Vai em link pela importância do oráculo dos generais e, agora, do governo do PT.

Escreve o jornal, logo de cara:

“A política cambial brasileira é um desastre, mas sua consequência mais imediata - o aumento do déficit em transações correntes - não assusta.

O país pode crescer 7% ao ano com endividamento externo nos próximos cinco anos e, antes que se torne um problema, o déficit poderá ser resolvido com a entrada dos dólares oriundos das exportações do petróleo do pré-sal, que começarão a fluir a partir de 2015.

O que assusta nesse cenário otimista de crescimento elevado são os efeitos do câmbio valorizado sobre a indústria nacional.

Essa é a avaliação do economista Antônio Delfim Netto, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento”


CLIQUE AQUI  
para ler a longa entrevista

PAPA CONDENA NOVAMENTE A 'TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO'

NO DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DOS BISPOS DO BRASIL DOS REGIONAIS SUL 3 E SUL 4 EM VISITA
«AD LIMINA APOSTOLORUM», proferido em 05-12-2009,
o Papa BENTO XVI, volta a CONDENAR a ‘Teologia da Libertação’.

DESTACO:
Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo.

As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55).

Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz
.


CONFIRA AQUI:

PARA DEMOCRACIA, É VITAL SER CONTRA LULA

PARA DEMOCRACIA,

É VITAL SER CONTRA LULA

O presidente Lula da Silva pensa que popularidade é patente que consente tudo. Esta deve ser a razão que o leva a desrespeitar as leis eleitorais e usar dinheiro público a rodo para montar palanques ilegais pelo país afora com um só objetivo: sabotar a alternância de poder no Brasil.

Não podemos perder de vista que a operação levada a cabo para dar fim à rotatividade democrática, além de ilegal, é profundamente imoral. Fiel ao estilo de Chávez, Lula da Silva está minando o Estado de Direito, sem se importar com o destino do pais.

Nada desculpará os métodos deste governo e os danos que fazem ao Estado de direito. Para a democracia, é vital contrariar Lula da Silva e organizar a resistência democrática e republicana ao projeto do Governo de perpetuar-se no poder.

Blog DEM

Serra lidera a escalada ao Planalto

Ibope/DC:
Serra lidera a escalada ao Planalto

Sergio Kapustan
Diário do Comércio

A primeira pesquisa Ibope/Diário do Comércio deste ano revela o governador paulista, José Serra (PSDB), na liderança da escalada ao Palácio do Planalto. De acordo com os números, apesar de não se declarar sequer ser pré-candidato, o tucano venceria no primeiro e segundo turnos a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), sua adversária direta e em franca campanha.

Na simulação com três candidatos – Dilma Rousseff, Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) – o tucano tem 36% das intenções de voto e a petista 25%. Em terceiro lugar está o deputado federal Ciro com 11%, seguido da ex-ministra do Meio Ambiente com 8%.

Na simulação sem Ciro, a situação para Serra melhora ainda mais. O governador tem 41% das intenções, Dilma 28% e Marina 10%. Os votos de Ciro migrariam para Serra (5%), Dilma (3%) e Marina (2%).

Nesse cenário, o candidato tem a maioria de votos – 41% contra 38% – e se elegeria no primeiro turno. No cenário com Ciro, haveria obrigatoriamente o segundo turno, mas a vitória também seria do tucano: 47% contra 33%.

De acordo com a legislação brasileira, o candidato eleito será aquele que somar 50% dos votos mais um, excluído os votos brancos e nulos.
Consolidação tucana

– Para a diretora executiva e de planejamento do Ibope, Márcia Cavallari, os dados da pesquisa revelam a consolidação da liderança do tucano, que mostra-se irredutível em se lançar candidato agora, e a probabilidade de a eleição acabar no primeiro turno.

A retirada da candidatura de Ciro Gomes causaria um efeito exatamente oposto ao que espera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado socialista, que vem recebendo insistentemente a proposta de apoio do PT para se lançar candidato ao governo do Estado de São Paulo, para não prejudicar a candidatura de Dilma, vem se mantendo firme na decisão de disputar a Presidência da República.

E para subir nas pesquisas, o PSB aposta no programa eleitoral que irá ao ar hoje, no horário nobre, em rede nacional de televisão, em que Ciro Gomes é a atração principal.
Fator Ciro

– De acordo com a diretora do Ibope, o deputado do PSB é uma peça fundamental no jogo eleitoral, pois sem ele a eleição ficará restrita a Serra e Dilma, consolidando a polarização PSDB-PT, com vantagem para o tucano, como atestam os números do levantamento.

"A probabilidade de a eleição acabar no primeiro turno aumentou", reforça a especialista, lembrando que o pleito está em aberto.

Uma pesquisa anterior do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em novembro do ano passado, mostrou Serra com 38% das intenções de voto, seguido de Dilma Rousseff com 17%, Ciro Gomes com 13% e Marina Silva com 6%.

Ao comparar os dois levantamentos, Márcia Cavallari observa que Serra mostrou-se estável e Dilma mostrou crescimento.

"Houve uma subida da Dilma, mas a oscilação de Serra está dentro da margem de erro, de 2%, e ele ainda é o favorito. Sem fazer campanha, a candidatura Serra está estável", reforça.

O Ibope registrou também o potencial de crescimento de votos dos principais candidatos. Serra registrou 64% e Dilma 49%.

Este porcentual é calculado somando os entrevistados que disseram votar, com certeza, em um dos candidatos e os que responderam que poderiam votar. Um total de 29% responderam não votar em Serra de jeito algum e 35% que não votariam em Dilma.

A pesquisa foi realizada com 2.002 eleitores a partir dos 16 anos entre os dias 6 a 9 de fevereiro, em 144 municípios de todo o Brasil.

O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Esta pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral, sob o protocolo nº 3196/2010.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O novo simbolo do PT

As revelações de Jair Krischke

As revelações de Jair Krischke
Page 1

Enviado por Depoimento a Henrique Júdice Magalhães Veterano lutador contra o terrorismo de Estado na América do Sul, Jair Lima Krischke preside o Movimento de Justiça e Diretos Humanos (MJDH), sediado em Porto Alegre.


Ex-funcionário do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), ele teve atuação decisiva no deslinde do sequestro dos uruguaios Universindo Díaz e Lilian Celiberti por militares do país vizinho em conluio com autoridades brasileiras, ocorrido em 1978, na capital gaúcha.

De lá para cá, investigou e registrou vários casos semelhantes, compondo, a partir deles, um valioso arquivo. No início de junho, Jair recebeu a reportagem de AND para uma conversa na sede o MJDH, no centro de Porto Alegre, dando origem à primeira de uma série de reportagens. Eis seu teor.

1. Os mentores brasileiros da Operação Condor

"A Operação Condor foi criada, oficialmente, em uma reunião realizada em Santiago, em novembro ou dezembro de 1975. Nessa reunião, estavam presentes representantes dos governos da Bolívia, Paraguai, Chile, Uruguai e Brasil."

"Os mentores eram os brasileiros.

O embaixador do Brasil em Santiago, Antonio Câmara Canto, era amicíssimo de vários oficiais chilenos, como o general Sérgio Arellano Stark (Nota do Autor: comandante da chamada "Caravana da Morte", estopim da prisão de Pinochet no Chile, ocorrida em 2006).

Camara Canto deixou a embaixada, por causa da saúde, em setembro de 1975 e foi acompanhado até o aeroporto por um cortejo de militares chilenos. É impossível que não tivesse participado da preparação desse encontro."

Precedentes

"A reunião de 1975 serviu, na verdade, como uma formalização do que já havia. Em 1971, por exemplo, houve aquele plano do governo militar brasileiro de invadir o Uruguai — a "Operação 30 Horas", denunciada pelo Paulo Schilling (NA: economista e jornalista, então colaborador de Leonel Brizola) e pelo coronel do Exército Brasileiro Dickson Grael.

A Operação 30 Horas só não aconteceu porque o resultado das eleições uruguaias acabou sendo favorável aos interesses dos autores do plano (NA: mediante fraude eleitoral, que levou ao governo Juan Maria Bordaberry em lugar do legitimamente eleito, Wilson Ferreira Aldunate, que, embora não fosse o alvo principal das ambições intervencionistas do regime de 64 — que recaíam, antes de tudo, sobre a possibilidade de vitória do candidato da Frente Ampla, general Líber Seregni — tampouco era palatável aos interesses que comandaram os golpes de 1964, no Brasil, e 1973, no Uruguai).

Anos depois, um general brasileiro, Ruy de Paula Couto, disse que aquele plano havia sido elaborado a pedido dos uruguaios..."

"Sobre a Operação 30 Horas, existem documentos norte-americanos desclassificados que contam tudo. Médici foi a Washington D.C. na época e entrevistou-se com Nixon e Kissinger sobre o assunto."

"No dia 11 de setembro de 1973, a embaixada brasileira em Santiago — um prédio muito bonito — amanheceu em festa, com as luzes acesas. O embaixador Camara Canto foi um dos homens-chave na preparação do golpe no Chile e era chamado por alguns "o quinto homem da junta" (NA: ao lado dos quatro comandantes militares — Pinochet, Leigh, Merino e Mendoza).

Antes mesmo do golpe, o SNI operava clandestinamente no Chile, acobertado pela embaixada, infiltrando-se entre os exilados e empreendendo ações para desestabilizar o governo Allende.

Naquela época, havia mais de 5 mil brasileiros exilados no Chile. Nos primeiros dias do golpe, havia uns cem brasileiros presos no Estádio Nacional e há relatos de que militares brasileiros participavam das torturas que ocorriam ali."

Militares visados

"Além disso, há vários casos em que se adotava já, desde muito antes de 1975, o modus operandi típico da Operação Condor.

O coronel brasileiro Jefferson Cardim Osório (NA: ligado a Leonel Brizola, o coronel Cardim Osório havia comandado uma tentativa de levantamento guerrilheiro no interior do Rio Grande do Sul, em 1965) foi sequestrado em Buenos Aires junto com seu filho; os dois foram levados, clandestinamente, para o Rio de Janeiro num avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Isto em 1970."

"Outro caso foi o do major Joaquim Pires Cerveira (NA: ex-membro do Partido Comunista, à época militante da Frente de Libertação Nacional).

O major Cerveira foi sequestrado em Buenos Aires junto com um estudante, João Batista Rita Pereda, em dezembro de 1973, e entregue ao embaixador brasileiro. Morreram sob tortura, no DOI-CODI do Rio."

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24 January, 2010
Page 2


"A menção às patentes de Cardim e Cerveira não é casual. Os militares que se opuseram ao regime de 64 eram especialmente visados."

Passando recibo

"Outro nome importante nos precedentes da Operação Condor é o do embaixador Pio Corrêa, que representou o Brasil no Uruguai e na Argentina no fim da década de 1960 e foi o chefe de um serviço secreto clandestino que havia sido criado no Itamaraty.

Corrêa recebia pessoalmente, das mãos de agentes do Estado argentino, brasileiros sequestrados e colocava-os em aviões da FAB, que iam buscá-los no aeroporto de Ezeiza para levá-los ao Brasil.
O embaixador passava até recibo da entrega dos prisioneiros."

2. Assassinatos seletivos

"Entre 1976 e 77, num curto espaço de tempo, várias lideranças políticas importantes, opositoras aos regimes militares de seus países, morreram em circunstâncias misteriosas: João Goulart, Juscelino Kubitschek, Orlando Letelier (NA: chileno, ex-chanceler de Allende), Zelmar Michelini (NA: uruguaio, ex-presidente do Senado), Héctor Gutiérrez Ruiz (NA: uruguaio, ex-presidente da Câmara dos Deputados), general Juan José Torres (NA: boliviano, ex-presidente de seu país).

Wilson Ferreira Aldunate também estava marcado para morrer junto com Michelini e Gutiérrez Ruiz, mas escapou a tempo. Houve também o atentado contra o ex-vice-presidente chileno Bernardo Leighton, ocorrido em Roma, em 1976."

"Todos esses casos estão no âmbito da Operação Condor.

É coincidência demais que todas essas figuras, que representavam ameaças reais aos regimes militares da época, tenham morrido em tão curto espaço de tempo, todas de forma mal-explicada. Se alguém ainda tem dúvida disso, é porque as pessoas nem sempre analisam os fatos em seu devido contexto. Pode até ser que, tomando cada caso desses isoladamente, ainda desse para ter dúvida. Olhando o conjunto, não."

"O que acontece é que esses regimes militares haviam sido instaurados e faziam tudo com o apoio dos americanos e, em 1976, é eleito o Carter, com um discurso contrário a tudo isso.

Então, eles ficam preocupados com o que poderia acontecer e resolvem agir rápido para limpar o terreno. Imagine se João Goulart volta ao Brasil, o que poderia acontecer..."

"Todos esses líderes eram monitorados dia-e-noite.

Houve uma reunião em Buenos Aires, em 1976, entre Jango, Torres e Michelini, que está rigorosamente descrita num documento do serviço secreto uruguaio. Eles infiltravam agentes."

Os tentáculos da P-2

"O assassinato do Letelier, que ocorreu em Washington D.C., território americano, teve a participação decisiva dos gusanos (NA: a máfia cubana de Miami) e de ex-marines. Causou um grande mal-estar, porque os americanos permitem que se faça isso tudo, mas não no território deles. Eles querem a sujeira lá longe."

"No caso do atentado contra o Bernardo Leighton, houve colaboração da ultradireita italiana e estamos investigando a provável participação da P-2 (NA: loja maçônica integrada por proeminentes membros do mundo político e empresa rial italiano, envolvida em episódios como o sequestro e assassinato do primeiro-ministro da Itália, Aldo Moro, em 1978; a misteriosa morte do papa Albino Luciani, conhecido como João Paulo I, ocorrida no mesmo ano; e a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano, pertencente à Santa Sé, em 1982).

O Massera (NA: Emilio Massera, almirante, membro da junta militar argentina de 1976) era membro destacado da P-2. Sabe-se que a P-2 tinha interesses financeiros na América do Sul, que passavam por uma agência do Banco Ambrosiano que havia em São Paulo".


3. Os crimes da "abertura"

"Em 1980, houve dois casos de sequestro de argentinos em território brasileiro — um no Rio de Janeiro, outro em Uruguaiana (RS). Horacio Campiglia e Monica Pinus de Binstock foram sequestrados no aeroporto do Galeão, em 12 de março de 1980 — preste bem atenção na data — e entregues à ditadura argentina. Quando um juiz italiano pediu a extradição dos envolvidos no caso, o ministro Tarso Genro, imediatamente, saiu falando em anistia.
 

Acontece que a anistia foi em 1979 e não abrange crimes cometidos depois dela; ela não se projeta para o futuro. Aí o ministro falou em prescrição.
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24 January, 2010


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Só que também não tem prescrição, porque é sequestro, e está em curso: eles estão desaparecidos, os corpos não foram encontrados, não estão oficialmente mortos. Então é sequestro, e ainda em andamento."

"Em 1983, nós demos um jeito de trazer o Wilson Ferreira Aldunate e o filho dele, o Juan Raúl, a Porto Alegre, para facilitar a comunicação deles com seus aliados uruguaios. Inventamos um seminário e ele veio com um convite da Assembléia Legislativa.

Pois bem: o Wilson foi monitorado o tempo inteiro durante essa visita.

Os arquivos do serviço secreto uruguaio têm até a transcrição das conversas dele no hotel; eles usavam escuta ambiental. Ora, militares só agem em outro país autorizados por seus pares. O regime militar uruguaio não combinou isso com o delegado Pedro Seelig, assim como não foi com ele que combinaram o sequestro do Universindo e da Lilian. Ele era só um elemento subalterno. A autorização veio de cima, era uma conversa entre exércitos e entre governos."

Os arquivos do terrorismo de Estado

"Eu tive acesso a esses documentos no Uruguai, junto ao ministério das Relações Exteriores de lá. Ali consta tudo. E consta inclusive uma coisa muito interessante. Dizem que no Brasil não existem mais documentos da Operação Condor, que foram queimados.

Pois é mentira.

Existe um padrão internacional: nenhum serviço secreto, por mais vagabundo que seja, queima suas informações. Essa história é mentira e eu provo!

Os arquivos do DOPS gaúcho supostamente foram queimados em 1982, não é? (NA: nesse ano, o governo do RS anunciou que havia eliminado esses arquivos)

Pois nesses documentos do serviço secreto uruguaio — que são de 1983 — consta a cópia da ficha do Régis Ferretti (NA:militante comunista gaúcho, recentemente falecido) no DOPS, inclusive com anotações de 83.

Isso mostra que os uruguaios tiveram acesso às fichas do DOPS e que os arquivos não foram queimados. Queimaram as fichas, mas está tudo em microfilme. Está no Comando Militar do Sul, no 5º andar."


O último crime?

"O último caso típico da Operação Condor é o do (Eugenio) Berrios.
O Berrios era um químico da DINA (N do A: polícia política chilena), que foi encarregado de produzir gás sarin para o assassinato do Letelier.

Como ele não conseguiu, usaram o método tradicional mesmo: uma bomba.

Em 1993, ele foi sequestrado em Buenos Aires e levado a Montevideo, onde foi mantido confinado num apartamento, sob custódia de dois oficiais chilenos.

O Berrios era considerado por eles o elo fraco; era alcóolatra, podia abrir a boca de uma hora para outra. No Uruguai, ele conseguiu fugir e foi a uma delegacia de polícia dizendo que o Pinochet queria matá-lo.

Os chilenos disseram que ele era louco; o delegado mandou ele fazer um exame e o médico disse que não era louco coisa nenhuma. Então, os chilenos telefonaram para um coronel uruguaio que tira o Berrios da delegacia. Ele nunca mais foi visto, até que, dois anos depois, durante uma escavação para uma obra nos arredores de Montevideo, encontram uma ossada e o seu relógio."

"Não se sabe o que aconteceu exatamente com a estrutura da Operação Condor após o fim dos regimes militares.

Os brasileiros eram mestres em não deixar digitais. Sabe-se que o aparato de informações da Operação Condor continua existindo; isto está numa ata de uma das últimas reuniões dos exércitos americanos, ocorrida em Mar del Plata."

"Sabe-se também que ainda há relações de colaboração entre órgão de segurança. A DEA (Drugs Enforcement Administration) norte-americana paga a alguns agentes da Polícia Federal brasileira mais que a própria Polícia Federal para que eles não deixem a droga ir para lá.

A formação e os critérios de atuação das polícias brasileiras ainda são aqueles estabelecidos na repressão: as PMs são consideradas forças auxiliares do Exército e têm o serviço reservado, a PM2 — isto é, a Doutrina de Segurança Nacional ainda está presente."


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24 January, 2010

Ibope: Serra 11% à frente de Dilma.

Por Coronel
Agencia Estado

Pesquisa Ibope/Diário do Comércio, encomendada pela Associação Comercial de São Paulo e realizada entre os dias 6 a 9 deste mês, indica que a corrida à sucessão presidencial de outubro continua polarizada pelos pré-candidatos do PSDB e do PT, respectivamente o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Nessa mostra, Serra tem 36% das intenções de voto e Dilma 25%.
Em terceiro lugar está o deputado federal Ciro Gomes (PSB) com 11%, seguido da senadora Marina Silva (PV) com 8%.

O porcentual de votos brancos e nulos somou 11% e dos que disseram não saber em quem vai votar atingiu 9%. No cenário sem Ciro Gomes, a pesquisa Ibope/Diário do Comércio aponta José Serra com 41%, Dilma Rousseff com 28%, Marina Silva com 10%, brancos e nulos 12% e não sabem ou não opinaram 9%.Na simulação de um eventual segundo turno entre José Serra e Dilma Rousseff, o tucano lidera com 47% e Dilma registra 33%.

A maior rejeição apontada pela pesquisa é de Ciro Gomes, com 41%, seguido de Marina Silva com 39%, Dilma Rousseff com 35% e José Serra com 29%.
...................................................................
A pesquisa IBOPE desmonta o empate técnico da pesquisa fajuta de Sensus, aquela da amostra que mais parece planilha do Bolsa Família.

De mesma forma, acaba com a pesquisa Vox Populi, aquela que perguntava se o entrevistado votaria em Erras Ésoj, lembram?

Big Brother is watching you…

George Orwell (Eric Arthur Blair, 1903-1950) desencantado com o desenvolvimento do socialismo, especialmente com sua faceta Estalinista, causa que abraçara para melhor lutar contra o fascismo, dedicou os últimos anos de vida a denunciar o comunismo Estalinista.

Para tanto publicou dois livros, nos anos de 1945 e 1949, ambos com uma projeção de relevo, e que fizeram por acirrar ainda mais o feroz debate ideológico entre comunistas e democratas que dividiu o mundo intelectual na época da guerra fria.

Um deles intitulava-se ‘Animal Farm’, e o outro simplesmente tinha um número na capa, o ‘Nineteen Eigthy Four’ (‘1984′), no qual apareceu pela primeira vez o onipresente Big Brother, o Grande Irmão.
O mundo que imaginou em ‘1984′ para o futuro da humanidade é tudo menos agradável.

Nele, três grandes potências mundiais, a Oceânia, a Eurásia e a Lestásia, mantinham-se em guerra permanente sem a previsão de algum dia qualquer forma de trégua ser alcançada.
A transformação da realidade é o tema principal de 1984.

Disfarçada de democracia, a Oceânia (o complexo político-militar que unia os poderes ocidentais; tem este nome por ser uma congregação de países de todos os oceanos: a união da Alca – Área de Livre Comércio das Américas – Reino Unido, Sul da África e Austrália) vive um totalitarismo desde que o IngSoc (o Partido) chegou ao poder sob a liderança do onipresente Grande Irmão.
O livro conta a história de Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade (Miniver).

A função de Winston é reescrever e alterar dados de acordo com o interesse do Partido; transformar a realidade.

Nada muito diferente de um jornalista ou um historiador.

No Miniver, Winston alterava dados e a história, os originais iam para o incinerador (Buraco da Memória), tudo o que pudesse contradizer as verdades do Partido era eliminado.

Se alguém pensasse de uma forma diferente, cometia crimideia (crime de ideia em Novilíngua, a língua oficial de Oceânia) e fatalmente seria capturado pela Polícia do Pensamento e vaporizado.
Inspirado na opressão dos regimes totalitários das décadas de 30 e 40, o livro não se resume a apenas criticar o Estalinismo e o nazismo, mas todo o nivelar da sociedade, a redução do indivíduo a uma mera engrenagem de uma máquina para servir o estado ou o mercado através do controle total, incluindo o pensamento e a redução do idioma.
Winston Smith representa o cidadão-comum vigiado pelos telecrãs e pelas diretrizes do Partido.

A intenção de Orwell era descrever um futuro baseado nos absurdos do presente.
Winston começa a questionar a opressão que o Partido exerce nos cidadãos.

Num bloco (artigo proibido), e num canto escondido no seu apartamento, Winston anotava tudo o que pensava.

A primeira frase que Winston escreve justifica-se e é atual:
Abaixo o Grande Irmão!

A função de Winston no Miniver, é uma crítica à fabricação da verdade pelos media e da ascensão e queda de ídolos de acordo com os interesses do momento.

A mentira do Partido era a prova que Winston procurava para si.

Revoltado, escreve no seu diário que liberdade é poder escrever que dois mais dois são quatro (muitas fábricas soviéticas, durante o regime comunista, tinham placas com o slogan: dois mais dois são cinco se o partido quiser).


Escrever é um exercício proibido mas necessário.
Recordar e escrever pode ser muito perigoso.

Winston tinha dificuldades em recordar o passado e a vida pré-revolucionária.

Os esforços da propaganda do Partido tornavam a tarefa quase impossível já que o futuro, presente e passado eram controlados pelo Partido.
Winston acabou capturado e torturado no Quarto 101.


Devidamente “reciclado” pelos guardiões da ordem totalitária, Winston é devolvido à “vida”.

Winston termina seus dias a beber gin e a jogar xadrez sozinho no Café do Castanheiro. Ao fundo, seu rosto aparece na telecrã a confessar vários crimes. Teve sua posição rebaixada para um trabalho ordinário num sub-comité.

Trajectória comum a milhares de pessoas de regimes totalitários, como o checo Thomaz de “A Insustentável Leveza do Ser” de Milan Kundera, o caso do médico que se torna pintor de paredes ao renegar as ordens do partido não é muito diferente daqueles que não se adaptam às suas profissões no mundo livre.

Tinha “crescido” ao trair-se a si próprio.

Winston, no Café do Castanheiro, sorri.

Está completamente adaptado ao mundo.

Finalmente, ele ama o Grande Irmão.

“(…) Duas lágrimas impregnadas de gin escorrem-lhe de ambos os lados do nariz. Mas estava tudo bem, tudo bem, a luta tinha chegado ao fim. Alcançara a vitória sobre si próprio.
 
Amava o Grande Irmão.
O livro contém ainda críticas às políticas de alianças entre os vários países à época, críticas que ainda hoje são actuais. Naquela época a Eurásia era o inimigo, mas rapidamente o deixava de ser, e a Lestásia deixava de ser o aliado e passava a ser o inimigo.

Esta era uma crítica às alianças políticas da época, principalmente ao pacto entre Hitler e Estaline. Hitler chega ao poder financiado por sectores dos EUA para combater o avanço do comunismo na Europa.

Bastante actual se compararmos com o apoio dado pelos EUA a Saddam Hussein e Osama Bin Laden para combater o comunismo.

Agora, eles são os inimigos eternos (bem, o Saddam já não é).


Não está em questão se a guerra é ou não real, a vitória não é possível.
A guerra não existe para ser vencida, existe para ser contínua.
A sociedade hierarquizada só é possível se se basear na pobreza e na ignorância.


Esta nova versão é o passado e nenhum passado diferente pode ter existido. Em princípio, o esforço da guerra é sempre planejado para manter a civilização no limite da morte pela fome.

A guerra é empreendida pelos governantes contra os seus próprios cidadãos e o seu objetivo não é a vitória sobre a Euro-Ásia ou Ásia do leste mas sim, o de manter a própria estrutura da sociedade intacta.
George Orwell, in ‘1984′

Novembro 8, 2006

Dilma faz defesa de Estado presente e tocador de obras

Ministra explica em livro editado pelo PT o que chama de bem-estar social à moda brasileira


"O grande desafio é ainda superar o peso dos 25 anos de estagnação da economia e das políticas sociais", diz a pré-candidata na entrevista


MARTA SALOMON
SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em entrevista editada em livro que será lançado no congresso petista, de quinta a sábado, a pré-candidata ao Planalto Dilma Rousseff defendeu a presença mais forte do Estado na economia, não só para induzir investimentos mas também para tocar obras.

"O Estado terá, inexoravelmente, de reforçar seu segmento executor", disse a ministra ao apresentar proposta que chamou de "bem-estar social à moda brasileira".

A presença mais forte do Estado na economia será necessária, defende Dilma, para universalizar serviços de saneamento, melhorar a segurança pública, ampliar o número de unidades de atendimento na saúde e a oferta de habitação a partir de 2011.

Mais de quarta parte da população (26,6%) ainda não dispõe de serviços de esgoto, de acordo com os dados oficiais mais recentes.

"Muitos diziam que só havia um jeito de as pessoas melhorarem a sua situação, era através do mercado. E que, se acreditássemos nisso, todos seríamos salvos", observou a ministra da Casa Civil, defendendo a concessão de incentivos à atividade econômica nos últimos anos.

"O grande desafio é ainda superar o peso dos 25 anos de estagnação da economia e das políticas sociais. Nós vamos fazer, sabemos como fazer, aprendemos o caminho no governo Lula", diz a pré-candidata.

Lula e a ministra já tinham defendido, em eventos públicos, um Estado mais forte. No início do mês, durante inauguração da primeira fábrica de chips da América Latina, o presidente disse que "o fracasso do sistema financeiro internacional fez ressurgir o Estado como único capaz de salvar a economia da crise".

Dilma seguiu o raciocínio:

"Achamos que o Estado tem de ter uma presença clara na economia".

Entre o Passado e o Futuro", organizado pelo cientista político Emir Sader e por Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula.

Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, afastado após a quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa, participou da entrevista.

Estatização

Se a Rousseff ganhar iremos mais rápido rumo à Cuba e à Venezuela.
Será o Socialismo do século 19 do PT.

Para trás, Brasil!

Maria Lucia Victor Barbosa

'Cuidado com a língua, Cabral'

Cobrança do governador por exclusividade de Dilma desagrada ao Planalto; Vaccarezza reage

Gerson Camarotti

Chico Otavio
 Flávio Tabak


As declarações do governador Sérgio Cabral (PMDB) cobrando fidelidade da ministra Dilma Rousseff (PT) e advertindo que, no Rio, ela não poderá subir no palanque do ex-governador Anthony Garotinho (PR) desagradaram ao Palácio do Planalto, ao comando do PT e aos coordenadores da campanha de Dilma.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), criticou duramente a postura de Cabral. Ele chegou a lembrar que foi essa postura radical do governador que inviabilizou um acordo na Câmara para a votação do projeto que cria o marco regulatório do pré-sal e modifica a divisão de royalties.

- O Sérgio Cabral precisa tomar cuidado com a língua. A postura dele já atrapalhou o acordo do pré-sal. A Dilma não recusará apoio de ninguém - advertiu Vaccarezza.

Ele lembrou que, em vários estados, haverá palanques duplos. Citou a Bahia, onde o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, do PMDB, sairá candidato contra o governador Jaques Wagner (PT), que disputa a reeleição.

- Na Bahia, vamos ter dois palanques, inclusive um de oposição local, que é o Geddel, do PMDB. A regra tem que valer para todo o Brasil. Não pode haver uma regra especial só para o Rio.

O PR apoiou Lula em 2002 e em 2006. Portanto, se Garotinho apoiar a Dilma, vamos ter dois palanques no Rio - avisou Vaccarezza.

Na véspera, ao chegar ao Sambódromo para o desfiles do Grupo Especial, Cabral reclamou que, no Rio, "a equação não fecha".

- Acho o seguinte: quando há dois palanques, pode ser um problema.

Como é que ela (Dilma) vai no mesmo dia para um palanque de situação e para um de oposição? Vai acabar perdendo o voto até da minha mulher - disse o governador, na Marquês de Sapucaí.

O Globo

Deprimido e quase doente com sua prisão, Arruda prefere renunciar para abafar intervenção no Detrito Federal


 Alerta Total
Por Jorge Serrão

Exclusivo - O maçom em desgraça José Roberto Arruda, deprimido com sua prisão, já decidiu que é melhor renunciar ao Governo do Distrito Federal. Sua renúncia não passa desta quarta-feira de cinzas, ou no máximo até sexta-feira.

A estratégia da defesa de Arruda e de seus aliados é, a um menor custo possível, evitar a intervenção federal. Já está em andamento a maior operação abafa dos últimos tempos – maior ou tão grande quanto aquela que até hoje preserva os líderes do mensalão petista e do mensalão tucano.

Na noite de segunda-feira, Arruda passou muito mal.

Como diriam os maçons, quase “passou para o oriente eterno”.

Ele correu risco de morrer porque ingeriu dez comprimidos de um forte remédio para dormir. Seu mal-estar foi devidamente abafado pela Superintendência da Polícia Federal. Arruda foi socorrido às pressas.

Não precisou ser removido para um hospital. Em profunda depressão, resolveu que uma atenuante para seus problemas seria a renúncia - que será anunciada em breve.

A solução agrada ao seu amigo Luiz Inácio Lula da Silva. O chefão $talinácio relutava sobre a ideia da intervenção federal. No começo, lhe pareceu conveniente.

Depois, pensando melhor, verificou que seria um desgaste desnecessário para seu governo ter de administrar os escândalos de Arruda e companhia – mesmo que petistas ilustres, que permanecem ocultos nas maracutaias, estejam envolvidos.

Lula já avalia que a renúncia de Arruda levaria o Supremo Tribunal Federal a não aceitar o pedido de intervenção feito pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.

Desde quinta-feira passada, Arruda sente a vergonha de estar preso. Ocupa uma sala, sem grades, do INC (Instituto Nacional de Criminalística) da PF. O cenário é formado por uma cama de solteiro, banheiro com chuveiro de água quente e ar condicionado.

Não tem televisão. Muito menos acesso à internet ou telefone. Só pode ler jornais, livros ou revistas enviados por parentes ou assessores. Come três refeições diárias levadas por familiares. Desde domingo, tem direito a banho de sol de 15 minutos.
Leia mais.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Charges do dia...

a fantasia da primeira "drama"






segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Desde o escândalo do mensalão, Lula fez a opção preferencial pela amoralidade e incorporou a mentira ao estilo de governo.

Durante o Carnaval, os brasileiros estão autorizados a vestir a fantasia que quiserem. Todos podem transformar-se em arlequim, pirata, pierrô, demônio, anjo, lorde inglês ou Nelson Jobim. Qualquer um tem o direito de fazer de conta que é o que nunca foi e jamais será.

Lula, por exemplo, irrompeu em Goiás na sexta-feira fantasiado de Guardião da Moral e do Dinheiro Público em Luta contra os Corruptos Inimigos da Pátria. No País do Carnaval, talvez ganhe algum troféu na categoria Originalidade.

Num Brasil menos cafajeste, o concorrente seria desqualificado por obscenidade.

A fantasia se inspira numa fantasia mais antiga: nos últimos sete anos, Lula não enxergou nenhum caso de corrupção, não viu nenhum corrupto. Descobriu só agora que existem bandidagens por perto, contou na espantosa entrevista concedida a emissoras de rádio goianas.

“Obviamente que fico chocado quando vejo a denúncia de corrupção nesse país”, disse sem ficar ruborizado o presidente que, desde julho de 2005, preside um escândalo por mês.

“Fico chocado quando vejo aquele vídeo do Arruda recebendo o dinheiro”, continuou a figura que, confrontada há dois meses com a performance da Turma do Panetone, ensinou que “imagens não falam por si”.


“É uma coisa absurda a gente imaginar que em pleno século 21 isso acontece neste país”, prosseguiu sem gaguejar.

O que há com o Brasil, estaria perguntando Nelson Rodrigues, que não interrompe aos gritos o falatório, para berrar que muito mais absurdo é ouvir uma coisa dessas declamada pelo Padroeiro dos Pecadores Companheiros?

Como os repórteres nem miaram, a discurseira seguiu seu curso: “Espero que o que aconteceu com o Arruda sirva de exemplo para que isso não possa mais se repetir em lugar nenhum. Por isso mandei para o Congresso projeto de lei transformando o crime de corrupção em crime hediondo porque precisamos ser mais duros com a corrupção e com os corruptos”.

O que há com o Brasil, estaria rugindo Nelson Rodrigues, que não reage com uma gargalhada nacional ao espetáculo do cinismo?

Como pode falar em combate à corrupção quem finge não saber das bandalheiras em que se meteram mensaleiros, sanguessugas, aloprados, os compadres Roberto Teixeira e Paulo Okamotto, o “nosso Delúbio” e seus quadrilheiros?

Como pode posar de defensor dos usos e costumes o presidente que se despediu com cartinhas meigas do estuprador de contas bancárias Antônio Palocci e de José Dirceu, capitão do time do Planalto e general da organização criminosa em julgamento no Supremo?

Como pode apresentar-se como guardião da moral e da ética o companheiro que convive fraternalmente com Fernando Collor, Renan Calheiros e Romero Jucá, e promoveu José Sarney a homem incomum?

Há pouco, entre uma e outra pedra fundamental, Lula inaugurou a tese de que o mensalão não passou de uma trama forjada por inimigos da pátria inconformados com a performance incomparável do operário que virou presidente.

Tudo somado, esse histórico informa que a promessa de combater duramente a corrupção é mais que uma fantasia de Carnaval.
É também a prova de que o Brasil é governado por um presidente que, em vez de cérebro, tem na cabeça um palanque.

Desde o escândalo do mensalão, Lula fez a opção preferencial pela amoralidade e incorporou a mentira ao estilo de governo.
É compreensível que tenha visto em Dilma Rousseff a sucessora ideal.


14 de fevereiro de 2010

A próxima vítima da Águia, depois do Arruda, pode ser aquele que é considerado o "maior rabo do Lula": o assessor informal e seu alterego stalinista, o tal do Pedro Caroço que está de olho na futura butique da Severina Chique-chique.

Por Jorge Serrão

Luiz Inácio Lula da Silva, um cara que vive embriagado pelo Poder, suporta momentos de alta pressão. Sedentarismo combinado com os maus hábitos de excesso de fumo e bebida agravam o problema arterial. Mas a hipertensão de Lula tem razões muito mais graves e sérias.

A barometria política indica que Lula passa seu pior momento. Talvez o mais crítico de seus quase oito anos imperando no Detrito Federal. Tudo porque $talinácio contrariou interesses poderosos. As forças (nem tão) ocultas agem contra ele e seu grupo. Direta ou indiretamente. Aberta e veladamente. O pirão com Lula desandou.

Hoje $talinácio é digno de pena (não da nobre ave símbolo dos EUA, é claro). Aliás, a Águia quer comer o rabo dele. "Que merda"! No sentido conotativo ou no denotativo. Especialistas juram que os diamantes duram para sempre. Mas o teflon político de populistas mitomaníacos nunca resiste tanto tempo. Até então, desde o mensalão e tantos outros escândalos, Lula saiu incólume. Livre, leve e solto.

Agora, Lula corre sérios riscos de sair mal da Presidência. O Poder Real Mundial, que sempre lhe deu sustentação, prefere apostar em outro cavalo no cassino de outubro. Além de abusar da autoconfiança, o sabido apedeuta se deixa levar pelos atos dos radicaloides ideológicos ou pelos esquemas dos “parceiros” que o cercam.

Por que a Águia comeria o rabo do Sapo Boi Barbudo? Sobram motivos. Nada deliciosos! Lula comprou brigas inúteis com a diplomacia e a indústria (inclusive a bélica) dos EUA. A “opção estratégica” pela compra de armamentos franceses (submarinos, navios e caças) deixou Tio Sam PT da vida.

A sanção a 222 produtos norte-americanos, que sofrerão taxas de importação de até 100%, provocou a mesma ira. Aliás, por falar em Irã, o apoio brasileiro ao polêmico programa nuclear do companheiro Mahmoud Ahmadinejad, além de incomodar os EUA, também irritou Israel – mesmo com os falsos afagos genéricos de Nelson Jobim à indústria bélica judaica.

O terremoto do Haiti agravou o já complicado relacionamento da Águia com Lula. O bicho pegou porque, no meio da desgraça, os serviços de inteligência dos EUA constataram que Porto Príncipe era o teatro de operações de treinamento de grupos terroristas e narcoguerrilheiros que tinham interfaces, principalmente, com o Brasil e gente muito poderosa daqui.

Eis o motivo pelo qual o Exército dos EUA entrou tão pesado no “socorro” ao Haiti. Os militares norte-americanos fizeram uma operação de guerra para recolher documentos que comprovavam o esquema do terror – já na fase de organização para a operação efetiva. A Águia ficou fula da vida com o Lula porque ele criticou (tendo seus motivos pessoais) a “intervenção” dos norte-americanos no arrasado Haiti.

O mais irônico é que os militares brasileiros – com quem Lula, Jobim e companhia vêm polemizando burramente – sabem de toda esta verdade – sem precisar instituir comissão para investigar a história... A informação sobre a verdadeira ação dos EUA no Haiti já circula no Forte Apache e adjacências das segundas seções de comandos militares e quartéis. Os generais estão PTs da vida com o abafado rolo haitiano. E o golpe do AI-51 só não irrita os "melancias". A legião verde-oliva perdeu a paciência com Lula e Jobim, depois da perseguição ao General Santa Rosa.

Em meio a tantas turbulências, o troco rasante da Águia contra Lula não demorou. Mas veio indiretamente. O bicho foi pego por um dos rabos ou tentáculos. Atingiu um grande amigo dele, com quem os altos dirigentes petistas têm grandes negócios. A inédita prisão de José Roberto Arruda foi resultado de um puro jogo de Inteligência e influência externa sobre o sistema Judiciário do Brasil. O esquema anti-arruda, para fritar Lula, veio encomendado de fora. Por isso não vazou e pegou Lula de surpresa. Assim, não há pressão que agüente.

Por enquanto, Lula só passa mal. Mas, como bom mitomaníaco, não passa recibo. E ainda tem a cara de pau de tentar se antecipar aos fatos, sugerindo que nada tem a ver com Arruda. Lula usou a tática do despiste quando pregou, na mídia amestrada, sua esperança de que “o episódio envolvendo o governador do DF seja um exemplo para evitar novos casos de corrupção no País”.

Seu espírito de $talinácio – exterminando amigos e aliados para se perpetuar no poder – ficou claro em suas declarações: “Obviamente que fico chocado quando vejo a denúncia de corrupção neste país, fico chocado quando vejo aquele vídeo do Arruda recebendo o dinheiro, é uma coisa absurda a gente imaginar que em pleno século 21 isso acontece no Brasil. Por isso, mandei para o Congresso projeto de lei transformando o crime de corrupção em crime hediondo porque precisamos ser mais duros com a corrupção e com os corruptos”.

Lula tenta disfarçar que não sente a pressão do risco de uma quase certa intervenção do Executivo no governo de Brasília. Mas tal ato, pedido pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal, vai paralisar o governo Lula na véspera da eleição. Se tiver de nomear um interventor para o Detrito Federal, Lula ficará (como anda falando ultimamente) “na merda”.

A regra é clara! A intervenção provoca a suspensão da promulgação de todas as propostas de emenda à Constituição (PECs) em análise no Legislativo. O artigo 60 da Carta Magna de Brasileira de 1988, em seu inciso terceiro, parágrafo único, deixa claro que a Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. "Que merda" - diria $talinácio.

Gilmar Mendes, capitão do time de 11 ministros do STF, está com a bola para marcar um dos maiores gols contra Lula. Para azar do ilustre corinthiano, nos bastidores da Inteligência Militar, comenta-se que a Águia está pronta para comer Lula pelo rabo, a partir da fritura de Arruda. A parada é indigesta para a turma do Foro de São Paulo, gerenciadora dos narcoterroristas descobertos pelo estrago do terremoto haitiano.

A próxima vítima da Águia, depois do Arruda, pode ser aquele que é considerado o "maior rabo do Lula": o assessor informal e seu alterego stalinista, o tal do Pedro Caroço que está de olho na futura butique da Severina Chique-chique.

Como é Carnaval, oxalá que Lula não se assuste e nem passe mal, na Sapucaí, vendo a Águia da Portela. Tomara também que ninguém cante para o pobre Lula uma famosa e chula marchinha carnavalesca de inspiração Bovino-escatológica:

Chamaram meu boi de espalha merda

A turma lá de casa se mancou

Espalha merda, espalha merda

É a mãe de quem chamou


Chamaram meu boi de espalha merda

Onde já se viu

Espalha merda, espalha merda

É a puta que o pariu!

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.


domingo, 14 de fevereiro de 2010