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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O presidente de vocês

"O presidente de vocês - daqueles que o elegeram, daqueles que compartilham a sujeira com ele, daqueles que o acobertam na mídia, daqueles que batem palmas, que se ajoelham, que se vergam em busca de recursos e desinformação, daqueles que lhe dão 70% de aprovação, chegou ao seu nível moral mais baixo, abaixo até do ponto de ebulição do álcool!

Nada está abaixo do Lula. O Lula do "sifu", do "porra", do "cacete", "sabe", se colocou em uma posição inferior, não como presidente da República, mas como gente mesmo. Se o álcool não lhe trava a língua nem o faz escolher palavras do seu enorme minidicionário, o que sabemos que o álcool não faz com ninguém, ainda assim existem os assessores, "aspones", e toda a sorte de lacaios pagos a peso de ouro para vigiar e reparar o rei nudista, descuidado, impregnado de falsa santidade, que se acha um profeta sábio a dar lições de moral aprendidas no PCC a presidentes eleitos, como Barack Obama. Lula tem carreira, tem trajetória, tem currículo e folha corrida de safadezas verbais e não-verbais. A linguagem chula é a sua primeira natureza. Lula, o pele vermelha e calórica, é isso há muitos anos.

Mas não é de sua incontinência verbal (verborréia) que estou a tratar, e sim da sua vulgaridade ímpar, desmedida, tantas vezes por nós denunciada. Lula é um homem sem caráter; traidor dos amigos da quadrilha, porque não se faz o que ele fez com o José Dirceu, com o Gushiken, com o Genoíno. Nem na prisão deixam de valer os códigos de ética e de moral - uma moral suja, um ética suja, mas ainda assim uma moral e uma ética de "petralhas". Lula, o vermelho, não tem nada disso. Pior do que imoral, Lula é ilegal. Lula é um vício de origem. Os que dele se acercam devem saber disso. Se sabem, são viciadores também.

Tampouco se diga que ele fala a linguagem do povo para se fazer querido por ele. Conversa mole, conversa de institutos de pesquisa, conversa de "datalulas "cuja ética ainda está para ser revelada. Lula está deixando o povo brasileiro com a sua cara, a sua fuça, a sua carantonha vulgar e baixa. A nossa tão propalada "macunaimidade" era regional, pontual. Com Lula ela virou instituição nacional permanente. Não é para isso que trabalha incansavelmente a Saúde/Educação do imoral Temporão e seu pênis pedagógico?

O povo pode parecer com o Lula, mas ainda não é o Lula. É diferente, o povo ainda pode lavar a cara todas as manhãs, que a sujeira sai. Mas Lula não, no máximo pode ser maquiado pela enésima vez pelos puxa-sacos de sua laia, engolir uns "engovs" e seguir a sua rotina de laxista irresponsável.

O "inaudível" "sifu" pronunciado publicamente entrou para história do Brasil, a história da infâmia do Brasil. Mais uma da enorme série de Lula, o "serial killer" da vergonha, o personagem central dessa quadra de desonra, de baixeza da vida nacional. Lula e seus lacaios deixaram as instituições assim: o Parlamento, a Justiça, a Democracia, a Soberania Nacional, a Imprensa. A marca venal é desse tamanho e contamina a sociedade inteira comprometendo o seu futuro. E ainda essa gente assemelhada a ele quer apagar o passado brasileiro, e destruir os registros da nossa moral e os documentos da nossa boa fé, da nossa honestidade como povo. Tudo isso para quê? Para elevar um sujeito vulgar e desprezível à condição de líder máximo do socialismo no Brasil.

É exatamente esse sentimento que me faz voltar a todo o momento não a ele, Lula, o infame, mas para a mídia e os intelectuais de miolo mole que o protegem, que fingem que nada vêem, que nada ouvem. A legião dos infames que o cercam e o embelezam não pára de crescer. Aqui.
Arnaldo Jabor

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O PROCESSADOR de Lula está sobrecarregado.


Élio Gáspari na FOLHA
Sem samba-enredo, Lula é um perigo Têm sido frequentes os seus momentos de impaciência e mau humor na rotina do palácio. Obrigado a trocar o triunfalismo do pré-sal e da “marolinha” pelas dificuldades da crise econômica, Nosso Guia está sem agenda.

Há um indicador seguro para medir o aquecimento da placa de Lula. Sem assunto, ele retoma o discurso do nós-contra-eles e vai-se embora pra Pasárgada, onde “a existência é uma aventura”.

Durante seu discurso para cerca de 4.000 prefeitos reunidos em Brasília, Nosso Guia ofendeu a inteligência alheia duas vezes. Na primeira fez uma piada à la Maria Antonieta: “Nós cortaremos o batom da dona Dilma, o meu corte de unhas, mas não cortaremos nenhuma obra do PAC”. Lula estava num evento onde estima-se que o governo gastou R$ 240 mil.

Uma manicure de Lula contou que cortava suas unhas duas vezes por mês. Estimando-se que deixe boas gorjetas, Nosso Guia queima R$ 1.000 anuais nesse conforto. Se dona Dilma usar um batom caro (Sisley), gastará, no exagero, outros R$ 1.000. Portanto, só para custear o convescote dos prefeitos, Lula e Dilma precisariam cortar 120 anos de bem-estar.

A vinheta foi apenas uma tirada boba, mas o segundo atentado foi malévolo e enfático. Dirigindo-se ao prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo, disse o seguinte: “Você vai cair da cadeira. Você não sabe e eu não sabia, mas no Estado de São Paulo nós ainda temos 10% de analfabetos no Brasil”.

A taxa de analfabetismo em São Paulo está em 4,6%, metade do índice nacional. Lula viajou na planilha. São Paulo abriga 10% dos analfabetos do país, o que, pelo tamanho do Estado, não chega a ser motivo para cair da cadeira. (São Paulo tem 36% da frota nacional de veículos.)

Essa foi a quarta vez que o governo de Lula atropelou a boa norma para criticar a rede de ensino paulista. Ela não é uma esquadra inglesa, mas o governo insiste nos golpes baixos.

Já divulgou indicadores misturando metodologias, embaralhou notas da Prova Brasil e apresentou listas de desempenho contaminadas por dados errados.

Em duas ocasiões as lorotas coincidiram com as campanhas eleitorais.

Um companheiro dizendo tolices não é um grande problema.

Um presidente capaz de fazer campanha dizendo não importa o quê, indica que 2010 será um ano feroz.


Venezuela decide sobre futuro com ou sem Chávez

Com agência Reuters

Os venezuelanos se manifestam no domingo nas urnas sobre a emenda constitucional que elimina os limites à reeleição de cargos majoritários, inclusive do presidente Hugo Chávez, que afirma querer pelo menos mais uma década de poder para consolidar sua "revolução bolivariana", de cunho socialista.

As pesquisas mostram uma ligeira vantagem do "sim" à proposta, mas com grande quantidade de indecisos, o que sugere que a mobilização de ambas as partes no dia da votação será decisiva.

Chávez governa a Venezuela há uma década, e muitos acham difícil imaginar o futuro sem o "comandante", enquanto outros não veem a hora de se livrar da onipresente figura presidencial, que monopoliza não só a agenda política, mas também boa parte das conversas cotidianas da população.

Com ajuda da máquina pública, Chávez realiza uma intensa campanha publicitária e lidera carreatas no país inteiro para transmitir a ideia de que, se ele for derrotado, a Venezuela mergulharia numa guerra e a oposição reverteria os avanços sociais do seu governo.

"Se eles retornarem ao poder seria terrível, que se esqueça o povo de tudo o que conseguiu com a revolução", advertiu Chávez recentemente.

Após cinco anos de bonança econômica, sua popularidade continua elevada, especialmente entre os mais pobres, principais beneficiários dos milionários programas sociais voltados para saúde, educação e subsídios alimentares, subvencionados pelos rendimentos do petróleo.

Mas a criminalidade, a inflação e o estilo político controverso de Chávez geram rejeição de metade do país, que considera o governo um ninho de corrupção e ineficiência.

Duro crítico dos EUA e de seu "perverso capitalismo", Chávez foi o primeiro de uma onda de líderes esquerdistas latino-americanos eleitos nos últimos anos. Sua oposição aos EUA o levou a estabelecer sólidas alianças com outras nações hostis à Casa Branca, como Cuba, Irã e Rússia.

Esta é a segunda vez que Chávez tenta reformar a Constituição para poder se candidatar novamente em 2012. A apertada vitória do "não" no referendo anterior, em 2007, representou a primeira derrota eleitoral da carreira de Chávez.

Veja

O PMDB é corrupto

O PMDB é corrupto


Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso
A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação.

Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem.
Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".

O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado?

É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.

Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores.
Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.

Como o senhor avalia sua atuação no Senado?

Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.

O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB...
Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.

O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar?
Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.

Para que o PMDB quer cargos?

Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.
Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista?

De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.

Por que o senhor continua no PMDB?

Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.
Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma?
Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.

O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso?

Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.

A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado.
O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.

Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação.

O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.

O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes?

Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.

A oposição está acuada pela popularidade de Lula?

Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.

Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política?
Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.

Por que há essa banalização dos escândalos?

O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.

É possível mudar essa situação?

É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.

Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff?

A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.

O senhor parece estar completamente desiludido com a política.

Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.

da VEJA

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

ACM NETO É INDICADO PARA CORREGEDORIA



Por aclamação, a bancada do DEM na Câmara escolheu o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) para a segunda vice-presidência da Casa, em substituição ao deputado Edmar Moreira.

O vice-presidente exerce também a função de corregedor da Câmara. A cúpula do DEM articulava um nome que tivesse aceitação e respeito na Casa.

A escolha de ACM Neto pelo DEM deve por fim à proposta de separar a corregedoria da segunda vice-presidência.

O DEM não aceita essa divisão.

Impressionante...

Tropeçou em pé-frio
Foto

Desde a visita ao presidente Lula, em novembro, o técnico Felipão não acertou mais o passo. Nem o Chelsea. Acabou demitido ontem.

deu no Claudio Humberto

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Deputado dono de castelo renuncia a cargo de 2º vice-presidente da Câmara

por Adriana Vasconcelos e Leila Suwwan

O deputado Edmar Moreira, que renunciou ao cargo na Mesa da Câmara/  Ailton de Freitas/O Globo

O deputado Edmar Moreira (DEM-MG) renunciou ao cargo de 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados. A notícia foi confirmada pelo filho do deputado, Leonardo Moreira, e também pelo presidente da Câmara, Michel Temer, que recebeu uma ligação de Edmar Moreira, por volta das 20h, que informava sua intenção de deixar o cargo.

De acordo com Temer, Moreira deverá enviar uma carta de renúncia por fax ainda na noite de domingo formalizando a decisão. Paralelamente à sua renúncia à Mesa da Câmara, o deputado mineiro ingressará no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma ação preventiva pedindo seu desligamento do DEM.

- Foi um apelo da família. Ele (Edmar) é maior do que tudo isso. Mas está decidido. Depois de todas as mentiras que colocaram não existe nenhuma justificativa que vá fazer alguma diferença - disse Leonardo Moreira, deputado estadual pelo DEM-MG, acusando a imprensa de '' linchar'' seu pai. ( confira a íntegra da entrevista concedida ao Globo )

Vista aérea da propriedade do Deputado Federal Edmar Moreira, próximo a São João de Nepomuceno (MG) - Estado de Minas

Na eleição da Mesa Diretora da Câmara, o mineiro, candidato avulso, derrotou em plenário o nome oficial do partido, Vic Pires Franco (DEM-PA), e tem colecionado polêmicas desde então, entre elas a propriedade de um castelo no Sul de Minas, avaliado entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões, com 36 suítes , supostas dívidas com o INSS e a defesa da tese de que a Justiça, e não a Câmara, julgue parlamentares .

O filho de deputado também criticou o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ):

- Ninguém toma mandato de boca, às margens da lei. Ele (Rodrigo Maia) não tem esse poder.

Estava agendada para terça-feira uma reunião da executiva do partido para analisar a expulsão do deputado do DEM . O DEM, na reunião da executiva, amanhã, usará o rito sumário para afastar Edmar do partido e requerer à Mesa a vaga de 2º vice, com base do regimento da Casa. Segundo o texto, os membros da Mesa perdem automaticamente o cargo se ocorrer mudança de legenda - a regra vale há dois anos. Nesse caso, faz-se nova eleição.

Edmar Moreira corre ainda o risco de enfrentar um processo no Conselho de Ética, que pode levar à cassação de seu mandato.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

DEM prepara expulsão de deputado dono de castelo

Para dirigentes, situação se tornou insustentável politicamente dentro da legenda após descoberta de castelo

Marcelo de Moraes, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Pressionado politicamente para renunciar ao posto de segundo vice-presidente e já sabendo que perderá o cargo de corregedor da Câmara, o deputado Edmar Moreira (DEM-MG) provavelmente terá também de procurar um novo partido a partir desta semana. A Executiva Nacional do DEM vai se reunir na segunda-feira, 9, para analisar a situação política do deputado, suspeito de ter ocultado da Justiça Eleitoral a propriedade de um prédio em forma de castelo em Minas Gerais, e tende a aprovar sua expulsão em outra reunião já na quinta-feira.


Grampo da PF indica que Sarney usou jornal e TV para atacar grupo de Lago


Por Leonardo Souza e Felipe Seligman, na Folha:

O senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney aparecem em uma escuta legal da Polícia Federal discutindo o uso de duas empresas do grupo de comunicação da família -a TV Mirante (afiliada da Rede Globo) e o jornal "O Estado do Maranhão"- para veicular denúncias contra seus rivais do grupo do governador Jackson Lago (PDT).

O Maranhão vive uma acirrada disputa política entre Sarney, eleito presidente do Senado na segunda-feira, e Lago -que também é acusado pelo grupo do senador de utilizar a mídia local para atacá-lo.

Em uma das conversas, a cujo áudio a Folha teve acesso, Sarney liga para seu filho pedindo que ele levasse à TV acusações contra Aderson Lago, primo e chefe da Casa Civil do governador Lago, que derrotou a filha de Sarney, Roseana, em 2006. Como as emissoras de TV operam por meio de concessão pública, a lei 4.117/62 veda seu uso para fins políticos.

O grampo foi feito pela PF nos telefones de Fernando, principal alvo da Operação Boi Barrica, que apura movimentações financeiras de empresas da família Sarney no período eleitoral de 2006. Fernando sacou R$ 2 milhões nos dias 25 e 26 de outubro daquele ano, três dias antes do segundo turno. O senador não é alvo do inquérito. Procurados pela Folha, Sarney e Fernando não quiseram se manifestar sobre o assunto.

Em um diálogo de 17 de abril de 2008, os dois tratam de uma denúncia publicada num blog do Maranhão contra Aderson e seu filho, Aderson Neto. Segundo o blog, Neto teria se envolvido em desvio de recursos públicos de convênios firmados entre a Prefeitura de Caxias (MA) e o governo estadual.

Na conversa, Sarney manda Fernando -que dirige o grupo de comunicação da família- levar ao ar na TV Mirante uma reportagem sobre o caso, ressaltando que Aderson sempre o atacou e que o insultou de "maneira brutal" num artigo. Fernando dá a entender que foi ele quem vazou a informação contra Aderson para o blog, e que já estava preparando reportagens sobre o tema tanto na TV quanto no jornal da família.
Assinante lê mais aqui

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O reino encantado do novo corregedor da Câmara, Edmar Moreira

Castelo medieval

por Maiá Menezes, Maria Lima e Bernardo Mello Franco

Os velhos hábitos que se consolidaram no Congresso com a eleição da nova Mesa Diretora têm contornos medievais. O novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-BA) construiu um "conjunto arquitetônico inspirado em castelos europeus" - diz a propaganda (em três idiomas) de venda do imóvel, de 192 hectares, no distrito de Carlos Alves, em São João do Nepomuceno, na Zona da Mata mineira.


Na declaração de bens do filho de Edmar, Leonardo Moreira, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas, em 2006, ele informa possuir um terreno na área rural de Carlos Alves no valor de R$ 3.196.000.
Na de Edmar Moreira, aparece um imóvel no valor R$ 17,5 mil, no mesmo distrito, em uma praça a cerca de dois quilômetros do castelo.

O Castelo Monalisa é apontado, na região, como propriedade do "capitão", apelido dado a Edmar, filho de um carteiro e de uma professora primária, que se aposentou como capitão da Polícia Militar. O castelo vale, segundo corretores de imóveis, entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões. São 36 suítes com hidromassagem, distribuídas em oito torres com inspiração medieval, salões para festas, sauna, piscina, lagos para pescaria e estrutura para golfe. Uma arquitetura que se destaca no vilarejo de cerca de 1,2 mil habitantes.

Edmar gosta de abrir os portões dos 7.500 metros quadrados de área construída para festas regadas a vinhos guardados em uma adega com capacidade para oito mil garrafas.
Em 1993, no auge do prestígio político, ele recebeu a visita do então presidente Itamar Franco. Se franqueasse o palacete para que os colegas parlamentares para lá transferissem os menores gabinetes da Câmara (com 33,7 metros quadrados), conseguiria abrigar 222 deputados.

O corregedor declarou ao TRE de Minas, em 2006, a propriedade de duas empresas de segurança (a F. Moreira Vigilância e a Ronda Equipamentos e Serviços de Segurança).
Foram delas as maiores doações à sua campanha a deputado em 2006: R$ 104 mil, do total de R$ 207,2 mil. Ele disse possuir R$ 9 milhões em ações, imóveis, veículos, aplicações financeiras e dinheiro em espécie.

O apartamento onde Edmar mora com a família custaria R$ 331 mil, segundo sua declaração. Trata-se de um tríplex no bairro de Higienópolis, em São Paulo - endereço do craque Ronaldo.
Dos 14 projetos de lei apresentados por Moreira desde 1991, dois tratam do mesmo assunto: a privatização dos serviços de segurança em presídios, que abriria uma nova oportunidade de negócios para suas empresas. Procurado, ele se recusou a falar sobre seu patrimônio: -

Hoje eu não estou bom. Se falo que uma coisa é branca, vocês escrevem que é preta. E dos meus particulares é que não falo nada mesmo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mais do mesmo...

Aliado de Dirceu vira líder do PT na Câmara

Vaccarezza derrota Teixeira por 43 votos a 33; tucanos farão escolha hoje, também sob divisão

Ana Paula Scinocca e Eugênia Lopes, BRASÍLIA

Embalado pelo ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, o deputado Cândido Vaccarezza (SP) foi eleito ontem, em reunião tensa, líder do PT na Câmara. Homem de confiança de Dirceu, ele recebeu 43 votos, contra 33 do deputado Paulo Teixeira (SP). Apenas dois petistas estiveram ausentes, ambos por motivo de doença: Adão Pretto (RS) e Carlos Wilson (PE). Desde 1997, o PT não recorria à votação para escolher seu líder.

Na reunião de mais de duas horas, aliados de Vaccarezza, segundo relato de participantes, exibiram uma lista com a assinatura de 43 deputados que o apoiavam - o número de votos que recebeu -, o que teria constrangido parlamentares a traduzir o apoio em voto ontem. O novo líder, porém, negou constrangimento e a exibição de tal documento. "Foi uma eleição tranquila e democrática, como é o PT."

Deputados ouvidos pelo Estado contaram que Dirceu chegou a telefonar para parlamentares pedindo voto em Vaccarezza. O novo líder negou. "Dirceu é meu amigo há 30 anos. Eu sou amigo dele. Vocês acham que eu preciso de cabo eleitoral? Não é verdade que ele ligou", reagiu.

Até tu, Brutus?


'Meti os pés pelas mãos', diz Obama sobre nomeação para a pasta da Saúde

Em entrevistas a redes de TV, o presidente reconheceu que errou.
Nomeado por ele desistiu do cargo após ser acusado de sonegação
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu ter cometido erros ao conduzir a polêmica sobre os impostos supostamente sonegados por seu candidato ao Departamento de Saúde, Tom Daschle, que desistiu do cargo nesta terça-feira (3).

Obama concedeu uma série de entrevistas a emissoras de TV fazendo um "mea culpa" pelo incidente.

UNOAMÉRICA

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DECLARAÇÃO FINAL DE UNOAMÉRICA - (2008-12-18)

O FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA É A PRIMEIRA ORGANIZAÇÃO BRASILEIRA FILIADA À UNOAMÉRICA Nos dias 12, 13 e 14 de dezembro de 2008, delegações de diversos países latino-americanos se reuniram na cidade de Santa Fé de Bogotá, com o objetivo de conformar uma organização capaz de defender a democracia e a liberdade em nosso continente que se encontra sob ameaça.

O fracasso dos governos em resolver os problemas de pobreza da região, em que pese ser o continente mais rico do planeta, permitiu o crescimento e avanço do Foro de São Paulo, organização que agrupa todos os movimentos de esquerda da América Latina, inclusive as FARC colombianas.

O Foro de São Paulo se aproveita das necessidades dos povos para manipular os mais pobres, prometendo melhoras econômicas e justiça social. Porém, uma vez no poder, não solucionam nenhum dos problemas cruciais dos nossos países, senão que introduzem um modelo ideológico socialista que divide a sociedade, a polariza em dois lados e provoca violência e anarquia.

Atualmente, há quatorze países latino-americanos cujos governos pertencem ou estão vinculados ao Foro de São Paulo e, embora tenham chegado ao poder pela via democrática, muitos deles estão destruindo a democracia e restringindo as liberdades, como é o caso de Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Cristina de Kirchner e Daniel Ortega.


Para conseguir isso não recorrem ao “paredón” de fuzilamento, como o fez em Cuba o principal mentor do Foro de São Paulo, Fidel Castro, mas utilizam métodos mais modernos e sofisticados, como as reformas constitucionais, os quais lhes permitem controlar os poderes públicos e eternizar-se no poder, ante o olhar complacente dos integrantes mais moderados do Foro como Lula da Silva (co-fundador junto con Castro), Tabaré Vázquez e Michelle Bachelet.

O Foro de São Paulo tem um projeto supranacional que não respeita fronteiras, nem soberanias nacionais.
Para alcançar seus fins, todos os seus integrantes intervêm flagrantemente nos assuntos internos das demais nações, quer seja financiando candidatos, enviando apetrechos militares, ou dirimindo conflitos, valendo-se de organizações subsidiárias como a UNASUL, enquanto que as forças democráticas da região atuam isoladamente, limitando-se a seu próprio terreno.

Estas diferentes formas de atuação colocam os democratas da América Latina em uma situação de franca desvantagem, pois se vêem impossibilitados de fazer frente aos planos de expansão do Foro de São Paulo.

O objetivo de UnoAmérica que decidimos construir durante este Encontro, é proporcionar aos setores democráticos da América Latina um mecanismo de intercâmbio de informação, coordenação permanente e apoio mútuo, sem ferir – como costumam nossos adversários – os princípios de soberania e auto-determinação dos povos.

Adicionalmente, UnoAmérica se propôs a elaborar e oferecer aos povos da América um programa de desenvolvimento e industrialização que resolva os problemas de fundo da região, particularmente o da pobreza, como verdadeiro antídoto ao totalitarismo.

A democracia e a liberdade se afiançarão em nossos países na medida em que os cidadãos se libertem da escravidão da pobreza e da ignorância. Não há nenhum motivo que impeça um continente tão rico como o nosso, com idiomas similares e culturas quase idênticas, a alcançar os níveis de desenvolvimento e industrialização que alcançaram as nações do norte.

Convidamos todas as forças democráticas da América Latina a se incorporar ativa e entusiasticamente a esta iniciativa. Convidamos-lhes a construir um futuro maravilhoso, onde prevaleça a liberdade, a justiça social, a solidariedade e a integração.

OS REPRESENTANTES PARA O BRASIL SÃO GRAÇA SALGUEIRO E HEITOR DE PAOLA

Esta ideia é excelente....

Gracias a La Vida

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Terceira vez do mesmo...

Com Temer e Sarney, PMDB assume comando de Câmara e Senado

Ambos são eleitos pela terceira vez para a presidência das casas.
Sarney recebeu 49 dos 81 votos. Temer foi eleito por 304 dos 509 votantes.

Do G1

Reuters/Agência Estado

O senador José Sarney (em cima) e o deputado Michel Temer discursam nesta segunda no Senado e na Câmara (fotos: Jamil Bittar/Reuters e Ed Ferreira/Agência Estado)

O PMDB assumiu o comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal com as vitórias, nesta segunda (2), do deputado Michel Temer (PMDB-SP) e do senador José Sarney (PMDB-AP) nas eleições para a presidência das duas casas.

Ambos os parlamentares ocuparão a presidência pela terceira vez.

Temer está no sexto mandato consecutivo como deputado.

Desde 1971, Sarney acumula cinco mandatos como senador, dois pelo Maranhão e três pelo Amapá.

Câmara

O deputado Michel Temer (PMDB-SP) foi eleito em primeiro turno nesta segunda-feira (2) pela terceira vez presidente da Câmara dos Deputados. Ele obteve 304 votos contra 129 de Ciro Nogueira (PP-PI) e 76 de Aldo Rebelo (PC do B-SP). Temer foi eleito para o cargo em 1997 e em 1999, tendo sido presidente por quatro anos. No total dos 513 deputados, 509 votaram.

O peemedebista formou uma ampla aliança com 14 partidos para chegar à presidência, unindo partidos do governo e da oposição.


Em discurso na sessão na qual foi eleito, Temer defendeu que a Casa seja um centro de debates e contribua com soluções para a crise financeira.

“Quero fazer da Casa um centro de debates. A crise, que está nas nossas portas, vamos debatê-la aqui, usar a consultoria, trazer versados, debater, formular idéias para o país."

O candidato defendeu ainda uma ampliação do serviço de comunicação da Casa pra acompanhar o trabalho dos deputados nos finais de semana. “Quero ampliar enormemente o nosso setor de comunicação, a TV Câmara estará na sexta e no sábado nos estados para transmitir o trabalho dos deputados. Muitas vezes se trabalha mais na sexta, no sábado e na segunda do que nos outros dias em Brasília."

A eleição de Temer é o cumprimento de um acordo feito pelo PMDB com o PT ainda em 2007, para eleger Arlindo Chinaglia (PT-SP). Pelo acordo, caberia agora ao PMDB indicar o candidato para o cargo.

Temer é advogado e está no sexto mandato na Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara é quem assume a Presidência da República em caso de ausência do presidente e do vice. Isso já aconteceu com o próprio Temer duas vezes (em 1998 e 1999).

Senado

José Sarney (PMDB-AP) foi eleito presidente do Senado por 49 votos contra 32 do senador Tião Viana (PT-AC) nesta segunda-feira, e vai substituir no cargo o senador pelo Rio Grande do Norte Garibaldi Alves, também do PMDB.

Sarney adiou, na noite desta segunda-feira, a eleição da Mesa Diretora da Casa para a terça-feira, às 15h.

Aos 78 anos - faz 79 em abril -, Sarney vai comandar pela terceira vez o Senado - os mandatos anteriores foram entre 1995 e 1997 e entre 2003 e 2005.

No cargo, Sarney vai administrar um contingente de 7,2 mil funcionários, entre efetivos e em cargo de confiança, e um orçamento anual de R$ 2,7 bilhões, superior ao da cidade de Porto Alegre. Ele apoiou um corte de 10% nesse valor em um discurso antes da eleição.

A vitória de Sarney pode abalar a base aliada do governo. O senador rompeu um acordo entre o governo e o PMDB, que previa a troca de apoio nas eleições da Câmara e o Senado e que vinha da legislatura anterior.

Em 2007, o PMDB apoiou a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara em troca do apoio do partido na eleição de Garibaldi Alves (PMDB-RN) à presidência do Senado. Com a maior bancada na Câmara e no Senado, o partido resolveu não ceder a vaga pacificamente ao PT.

Neste domingo (1º), o ministro José Múcio (Relações Institucionais) relatou a preocupação do governo com a situação.

Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido “cautela” aos parlamentares aliados sobre o desenrolar da eleição, já que os partidos envolvidos na disputa tanto no Senado quanto na Câmara pertencem ao bloco de sustentação do governo.


Faz sentido...

Foto do dia.

A candidata Dilma Rousseff, com o seu novo visual, hoje pela manhã, na reunião ministerial na Granja do Torto. Sei não, mas entortou de vez.

Postado por Coronel