
Nomeado por ele desistiu do cargo após ser acusado de sonegação
Obama concedeu uma série de entrevistas a emissoras de TV fazendo um "mea culpa" pelo incidente.

Ambos são eleitos pela terceira vez para a presidência das casas.
Sarney recebeu 49 dos 81 votos. Temer foi eleito por 304 dos 509 votantes.
Do G1

O senador José Sarney (em cima) e o deputado Michel Temer discursam nesta segunda no Senado e na Câmara (fotos: Jamil Bittar/Reuters e Ed Ferreira/Agência Estado)
O PMDB assumiu o comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal com as vitórias, nesta segunda (2), do deputado Michel Temer (PMDB-SP) e do senador José Sarney (PMDB-AP) nas eleições para a presidência das duas casas.
Ambos os parlamentares ocuparão a presidência pela terceira vez.
Temer está no sexto mandato consecutivo como deputado.
Desde 1971, Sarney acumula cinco mandatos como senador, dois pelo Maranhão e três pelo Amapá.
Câmara
O deputado Michel Temer (PMDB-SP) foi eleito em primeiro turno nesta segunda-feira (2) pela terceira vez presidente da Câmara dos Deputados. Ele obteve 304 votos contra 129 de Ciro Nogueira (PP-PI) e 76 de Aldo Rebelo (PC do B-SP). Temer foi eleito para o cargo em 1997 e em 1999, tendo sido presidente por quatro anos. No total dos 513 deputados, 509 votaram.
O peemedebista formou uma ampla aliança com 14 partidos para chegar à presidência, unindo partidos do governo e da oposição.
Em discurso na sessão na qual foi eleito, Temer defendeu que a Casa seja um centro de debates e contribua com soluções para a crise financeira.
“Quero fazer da Casa um centro de debates. A crise, que está nas nossas portas, vamos debatê-la aqui, usar a consultoria, trazer versados, debater, formular idéias para o país."
O candidato defendeu ainda uma ampliação do serviço de comunicação da Casa pra acompanhar o trabalho dos deputados nos finais de semana. “Quero ampliar enormemente o nosso setor de comunicação, a TV Câmara estará na sexta e no sábado nos estados para transmitir o trabalho dos deputados. Muitas vezes se trabalha mais na sexta, no sábado e na segunda do que nos outros dias em Brasília."
A eleição de Temer é o cumprimento de um acordo feito pelo PMDB com o PT ainda em 2007, para eleger Arlindo Chinaglia (PT-SP). Pelo acordo, caberia agora ao PMDB indicar o candidato para o cargo.
Temer é advogado e está no sexto mandato na Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara é quem assume a Presidência da República em caso de ausência do presidente e do vice. Isso já aconteceu com o próprio Temer duas vezes (em 1998 e 1999).
José Sarney (PMDB-AP) foi eleito presidente do Senado por 49 votos contra 32 do senador Tião Viana (PT-AC) nesta segunda-feira, e vai substituir no cargo o senador pelo Rio Grande do Norte Garibaldi Alves, também do PMDB.
Sarney adiou, na noite desta segunda-feira, a eleição da Mesa Diretora da Casa para a terça-feira, às 15h.
Aos 78 anos - faz 79 em abril -, Sarney vai comandar pela terceira vez o Senado - os mandatos anteriores foram entre 1995 e 1997 e entre 2003 e 2005.
No cargo, Sarney vai administrar um contingente de 7,2 mil funcionários, entre efetivos e em cargo de confiança, e um orçamento anual de R$ 2,7 bilhões, superior ao da cidade de Porto Alegre. Ele apoiou um corte de 10% nesse valor em um discurso antes da eleição.
A vitória de Sarney pode abalar a base aliada do governo. O senador rompeu um acordo entre o governo e o PMDB, que previa a troca de apoio nas eleições da Câmara e o Senado e que vinha da legislatura anterior.
Em 2007, o PMDB apoiou a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara em troca do apoio do partido na eleição de Garibaldi Alves (PMDB-RN) à presidência do Senado. Com a maior bancada na Câmara e no Senado, o partido resolveu não ceder a vaga pacificamente ao PT.
Neste domingo (1º), o ministro José Múcio (Relações Institucionais) relatou a preocupação do governo com a situação.
Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria pedido “cautela” aos parlamentares aliados sobre o desenrolar da eleição, já que os partidos envolvidos na disputa tanto no Senado quanto na Câmara pertencem ao bloco de sustentação do governo.


MERCADOS(Leia a íntegra do discurso e acompanhe as festas da posse de Obama .)
Em São Paulo, a bolsa de valores (Bovespa) seguiu a tendência mundial e terminou o dia com queda de 4,01%, com 37.272 pontos e volume de R$ 2,865 bilhões, enxugando os ganhos de 2009. Com o resultado desta terça-feira, a Bovespa passa a acumular perda de 0,74% no ano.
O dólar comercial fechou o dia em alta de 1,72%, cotado perto de R$ 2,372.
No mercado de câmbio doméstico, o Banco Central (BC) chegou a atuar em leilão de compra de dólar à vista, mas a moeda americana seguiu valorizada.
" Era de se esperar que não fosse feito nenhum discurso técnico, específico sobre economia. O discurso (de Obama) foi mais generalista mesmo "
- Na segunda-feira, o mercado americano não funcionou, e foi um dia em que houve muitas notícias desfavoráveis sobre a economia, como o anúncio de ajuda aos bancos feito pelo governo britânico, por exemplo. Hoje (terça-feira), não havia mesmo nenhum dado relevante para animar ou desanimar os mercados.
Talvez por isso tenha se criado tanta expectativa em torno do discurso de posse de Obama. Mas era de se esperar que não fosse feito nenhum discurso técnico, específico sobre economia.
O discurso foi mais generalista mesmo, abordando os assuntos de um modo geral.
Então, depois que acabou, o mercado financeiro seguiu fazendo os ajustes que não tinham sido feitos na segunda - comentou Kelly Trentin, analista da Corretora SLW.
Barack Hussein Obama representa-nos a todos, escuros, claros, muçulmanos, cristãos, judeus, hindus, ocidentais, africanos, asiáticos... Viveu em muitos sítios, na humildade da Indonésia, na bonita casa de Chicago, depois de anos e anos a trabalhar nos bairros pobres do South Side daquela cidade. Ele é fruto do esforço, é fruto do mundo globalizado onde se cruzam bens, pessoas, culturas, frutos e roupa, sapatos e calças, óculos de sol e fast-food, gadgets e carros, crenças e causas, negócios e ócios. Pessoas que viajam de um lado para o outro, estendendo a mão a quem encontram num aperto, seja da mão, seja da vida.
Barack Obama é um de nós, não é um político que vive num mundo que não o nosso. Tem classe, mas é do povo, ele é o Povo! Percorreu os caminhos todos da humildade da pobreza à promessa da América.
Por isso o mundo tem esperança nele.. até os inimigos de Bush, perdão, da América, olham para ele como o novo representante de um novo mundo com quem podem dialogar, aquele mundo em que todos têm o seu lugar e os outros todos respeitam esse lugar, onde todos têm que comer, onde todos têm casas bonitas e escola para aprender os velhos valores de uma nova humanidade.
O novo presidente está já na minha prateleira de heróis, ao lado de Luther King, Gandhi, do bispo Desmond Tutu e Ximenes Belo, ao lado do Che Guevara antes de pegar nas armas de fuzileiro e do Malcom X depois de as largar, ao lado dos meus heróis professores interiores e exteriores e logo abaixo do lugar cimeiro do J.C. que há 2000 anos deve ter tido ainda mais carisma que Obama.

Depois de dia vinte ele começa. Em breve vai exigir à Europa mais participação no Afeganistão, vai exigir trabalho aos Americanos de Ushuaia ao Canadá, e aos Europeus da base aérea dos Açores ao Leste dividido. Vai dialogar sobre trabalharmos juntos para um mundo melhor com os chineses, com os muçulmanos, com os escuros, claros ou pálidos. Vai envolver, cai capacitar, vai sonhar e executar. Mas...
Sozinho ele não vai fazer nada porque mudar o mundo é um trabalho de equipa, de envolvimento, de sonho comum e o mundo está à espera de um salvador da pátria. É por isso que Obama vai desapontar...
Ele até pode fazer a parte dele... se nós não fizermos a nossa...
Obama vai desapontar.
Segurança de Lula em São Bernardo usa 22 carros.A segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família tem à disposição 22 carros em São Bernardo do Campo. Só em manutenção o Planalto vai gastar R$ 68.400 este ano. O governo também vai usar mais R$ 204 mil na compra de quatro carros da Renault para atender os ex-presidentes da República. É o que mostra reportagem de Luiza Damé na edição desta terça em O Globo.
Contribuiu para o aumento em manutenção a inclusão de uma ambulância (obrigatória nos deslocamentos do presidente) e da substituição de quatro Omegas fabricados pela General Motors por cinco Méganes, da Renault.
Pela lei 7474, de maio de 1986, os ex-presidentes têm direito a dois carros, com motoristas, mais quatro servidores de apoio pessoal e segurança. Em 2002, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, foram incluídos mais dois assessores, totalizando oito funcionários. Os carros têm de ser entregues até junho deste ano. A Presidência coloca os veículos a disposição dos ex-presidentes Fernando Henrique, Itamar Franco e Fernando Collor.

