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quinta-feira, 5 de março de 2015

Lista de Janot: veja os nomes já vazados de políticos enrolados com a Operação Lava Jato





O 'Estado' apurou que juntamente com os pedidos de abertura de inquérito, o procurador-geral Rodrigo Janot solicitou ao STF o cumprimento de ao menos quatro mandados de busca e apreensão, quebras de sigilos telefônico e bancário.

Além da lista enviada ao STF na terça-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviará outra ao STJ na semana que vem, também com nomes de políticos enrolados com a Operação Lava Jato. Vários nomes das duas listas já vazaram na imprensa.

Confira:


Superior Tribunal Federal (STF)

Entram nessa lista parlamentares com mandato (45), sem mandato, e pessoas que, por estarem ligadas diretamente aos casos que envolvem políticos, acabaram incluídas nos pedidos de inquérito. Foram 28 envolvendo 54 pessoas.

Nomes vazados até agora:

- Lindberg Farias (PT-RJ)*
- Gleisi Hoffman (PT-PR)
- Renan Calheiros (PMDB-AL)
- Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
- Romero Jucá (PMDB-RR)
- Edison Lobão (PMDB-MA)
- Fernando Collor (PTB-AL)

* Em delação premiada, o ex-diretor de
Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que trabalhou para o petista Lindberg na eleição ao governo do Rio de Janeiro em 2014 como arrecadador de recursos de empreiteiras para financiar a campanha. Costa contou aos investigadores que empreiteiras pagavam propina em troca de contratos com a petroleira. Partidos políticos receberam sua parte no esquema em forma de doações oficiais.


Recordar é viver:

Captura de Tela 2015-03-05 às 17.53.01

Será que Lindberg já pode pagar também?

Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Entram nesta lista governadores com foro no STJ, ex-governadores, ex-deputados, ex-senadores, e demais enrolados com eles.

Nomes vazados até agora:

- Tião Vianna (PT)
- Luiz Fernando Pezão (PMDB)**
- Mário Negromonte (PP)

** Paulo Roberto Costa também citou, em depoimento à PF revelado por VEJA, o ex-governador Sergio Cabral (PMDB), de quem Pezão foi vice governador em 2010. Segundo Costa, Cabral seria um dos integrantes do suposto esquema de corrupção que desviaria recursos da Petrobras. Pezão nega que ambos tenham recebido qualquer contribuição de campanha ligada à estatal.

2.

Pedidos de arquivamento ao STF
Entram nessa lista políticos citados nas delações, mas descartados por Janot por falta de indícios suficientes.
- Dilma Rousseff (PT)
- Aécio Neves (PSDB-MG)
- Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)


3.

Para entender como funciona a propaganda embusteira nas redes sociais:
Captura de Tela 2015-03-05 às 16.33.42


Boa tentativa, militante. Diferença é que Aécio está lista de arquivamento; Lindberg, na de abertura de inquérito.

05/03/2015

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Só na diretoria de Paulo Roberto Costa o PT e o PP embolsaram R$ 1,5 bilhão




PEDRO COSTA Augusto  Nunes

Uma das cláusulas do acordo de delação premiada prevê que Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, entregará à Justiça Federal todo o dinheiro que desviou da estatal. Foram R$ 70 milhões, jurou o executivo no início de outubro, durante o depoimento em que detalhou o funcionamento do esquema criminoso e os critérios que orientavam a distribuição do produto do roubo.

A cada contrato celebrado pela Petrobras, 2% do valor total ficavam com o PT e 1% era embolsado pelo PP, partido oficialmente responsável pela indicação do diretor nomeado por Lula, que logo passou a chamá-lo de “Paulinho”. “Desse 1% do PP, 60% ia para o partido, 20% era para as despesas operacionais”, contou o depoente. Os 20% restantes eram repartidos entre a trinca que articulava as negociatas, formada pelo falecido deputado José Janene, do PP paranaense, pelo doleiro Alberto Youssef e por Paulinho de Lula.

“Era 70% para mim, em espécie normalmente, e 30% para Youssef ou Janene”, explicou. Baseada na quantia que será devolvida pelo depoente, uma conta simples informa que só na área de Abastecimento e Refino o PP conseguiu pelo menos meio bilhão de reais. Descontadas as comissões dos intermediários (e as despesas com a lavagem do dinheiro), o partido arrecadou, portanto, R$ 350 milhões.

Como o PT abocanhou o dobro, conclui-se que as duas siglas parceiras desviaram 1,5 bilhão da diretoria comandada por Paulo Roberto Costa. Essa montanha de dinheiro permitiria, por exemplo, a doação de um salário mínimo a todos os 2 milhões de habitantes de Curitiba, a capital do Estado onde o executivo gatuno nasceu e ingressou (por concurso) na estatal que ajudaria a reduzir a uma usina de maracutaias.

A Polícia Federal calcula que a roubalheira do Petrolão consumiu cerca de R$ 10 bilhões de reais. Ainda não foi revelado, portanto, o destino de R$ 8,5 bilhões. Não faltam corruptos a identificar e punir. Tomara que não falte cadeia.

04/11/2014


quinta-feira, 21 de junho de 2012

O que move LULA? Não existe outra explicação que não o ódio, inveja e sentimento de menos-valia. Doentio.







REYNALDO ROCHA

De que barro é feito Lula? O que o motiva a viver? O que deseja deixar como legado, ao país e aos descendentes?

Assusta-me menos o fato político do que a sociopatia de Lula da Silva.

O PT aliar-se a Maluf (o próximo será Chalita), impor Humberto Costa no Recife, impedir legítimos candidatos no RJ e ser garçon em Belo Horizonte não é mais novidade. A rigor, é mais do mesmo. Um partido que obedece fielmente à voz de comando do dono, como cão amestrado. Que me desculpem os cães…

O PT que nasceu como alternativa à política tradicional, agregando Igrejas, intelectualidade, operariado e estudantes conseguiu o impensável: contaminar TODOS esses segmentos sociais.

As Igrejas (de diversas denominações) descobrem que o caminho das pedras no mar de lama é ter o profeta Lula como guia. E dá-lhe concessões de TV, propagandas oficiais e acordos feitos em templos.

Os intelectuais lutam para defender o indefensável. Torturam argumentos, abusam de uma reputação que já não têm na área acadêmica, se encastelam em Universidades públicas transformadas em púlpitos para discursos sonolentos e embolorados.

O operariado renunciou às lutas – e greves – para disputar cargos com as facas nos dentes. Repartem o butim de impostos sindicais. Criam sindicatos fantasmas como um imenso laranjal.

A UNE (ou UNEA) vive de roubos identificados pelo Ministério Público – com projetos inexistentes na execução e reais no aporte de dinheiro público – e da venda de carteiras de estudantes.

E ainda se multiplicam as ONGS, instrumentos de roubos (não todas, claro) sequer imaginadas pelos aliados de Lula, Sarney e Collor. Se pudessem prever o que arrecadariam essas “organizações”, certamente teriam criado um sem número delas.

O que move LULA?

Não existe outra explicação que não o ódio, inveja e sentimento de menos-valia. Doentio.

Acossado por delírios persecutórios, elege como alvos Arthur Virgílio, Tasso Jeiressati, Marconi Perrillo (mesmo tendo que mandar ao inferno o tatibitate do companheiro Agnelo), FHC e José Serra.

Reduz as eleições de 2012 (que ocorrem em 5.507 municípios!) a uma disputa paroquial na maior metrópole brasileira. Com o objetivo único de derrotar José Serra e “desalojar os tucanos” de São Paulo. Fica claro que não conseguirão.

Insisto: isto é menor frente ao que Lula faz e como se mostra sem disfarces.

Está aliado aos mesmos que definiu – corretamente – como ladrões e corruptos.

Pensávamos, à época, que era por nojo ou desejo de mudanças. Não era. Era somente inveja: ele ainda não dispunha de poderes para controlar cofres, iludir eleitores e ser também um cínico de sucesso.

Já é.

Os fatos é que dizem.

É capaz de abraçar a quem o acusou de tentar matar a própria filha, obrigando a ex-companheira a fazer um aborto. Não só apertar-lhe a mão, mas solicitar apoio em nome da própria popularidade.

Agora aperta a mão ágil do mestre em usá-la para roubar o dinheiro público. Notadamente em território paulistano, onde Lula pretende que o apoio do parceiro faça a diferença em favor do candidato ungido pelo Imperador de São Bernardo.

E o faz sem sequer tapar o nariz. Não se importa com o mau cheiro.

Humilha-se a ponto de puxar uma comitiva em busca de apoio na residência do procurado pela polícia em todo o mundo. Com mandado de prisão ainda válido.

E deixa-se fotografar ao lado do meliante, que ainda encontra espaço para fazer um sinal de positivo, selando a rendição do lulopetismo sem direito a apelações.

Maluf merece o PT. E este merece Maluf. São feitos do mesmo barro.

Daqueles que são encontrados nos fundos das fossas sanitárias em meio a excrementos.

Barro fétido e de nenhuma utilidade. Contaminado. Não reciclável. Poluído. Podre.

Ao perder a vergonha e promover acordos espúrios à luz do dia, no covil do ladrão e aos olhos da imprensa, Lula atingiu o ápice. Da decadência.

Demonstrou o desprezo absoluto que devota aos brasileiros com vergonha na cara e aos valores que defendem.

Drummond dizia que a Itabira em que nasceu era somente uma foto na parede. E doía.

Esta foto sequer serve para prontuário policial. Maluf já tem a própria nos arquivos da Interpol.

Serve, quando muito, para que lulopetistas e milicianos sejam acionados para defender o indefensável.

Estes ao menos não renegam ideias anteriores. Nunca tiveram.

E demonstra que as que Lula dizia representar não passavam de mentiras oportunistas de quem jamais teve apreço real pela ética.

Não é uma foto. É um quadro de horror. E nojo.


19/06/2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

A foto mostra a cara de um Brasil que não sabe o que é honra e perdeu a vergonha




“O símbolo da pouca vergonha nacional está dizendo que quer ser presidente.

Daremos a nossa vida para impedir que Paulo Maluf seja presidente.”

(LULA, junho de 1984)


“Como Maluf pode prometer acabar com ladrão na rua enquanto ele continua solto?”

(LULA, setembro de 1986)


“Os administradores do PT são como nuvens de gafanhotos.”

(PAULO MALUF, março de 1993)

“Maluf esquece de seu passado de ave de rapina. O que ameaça o Brasil não são nuvens de gafanhotos, mas nuvens de ladrões. Maluf não passa de um bobo alegre, um bobo da corte, um bufão que fica querendo assustar as elites acenando com o perigo do PT. Maluf é igualzinho ao Collor, só que mais velho e mais profissional. Por isso é mais perigoso.”

(LULA, março de 1993)


“Ave de rapina é o Lula, que não trabalha há 15 anos e não explica como vive. Ave de rapina é o PT, que rouba 30% de seus filiados que ocupam cargos de confiança na administração. Se o Lula acha que há ladrões à solta, que os procure no PT, principalmente os que patrocinaram a municipalização do transporte coletivo de São Paulo”.

(MALUF, março de 1993)


A foto abaixo informa que, em 18 de junho de 2012, os dois velhos inimigos se juntaram para vender ao eleitorado paulistano a criatura que Lula contempla com o olhar orgulhoso de criador e Maluf acaricia com o olhar guloso de quem vê mais um filão a explorar.

À esquerda, o risonho Rui Falcão confraterniza com o que há de pior na direita.

À direita, o vereador Wadih Mutran avalia minuciosamente quanto vale um Fernando Haddad fantasiado de nova esquerda.


É uma foto que merece ser guardada.

Desnuda a cara de um Brasil que não sabe o que é honra nem tem vergonha de nada.

E resume exemplarmente a Era da Impunidade.



19/06/2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sarney merecia ser padrinho do casamento celebrado na visita de Lula à casa de Maluf




Em setembro de 1987, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva, fundador e dono do PT, juntou no mesmo balaio da gatunagem o então presidente José Sarney e os ex-governadores paulistas Adhemar de Barros e Paulo Maluf

Por Augusto Nunes


Trecho:

“E a Nova República é pior do que a velha, porque antigamente na Velha República era o militar que vinha na televisão e falava, e hoje o militar não precisa mais falar porque o Sarney fala pelos militares ou os militares falam pelo Sarney.

Nós sabemos que antigamente ─ os mais jovens não conhecem ─, mas antigamente se dizia que o Ademar de Barros era ladrão, que o Maluf era ladrão; pois bem: Ademar de Barros e Maluf poderiam ser ladrão, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da nova República, perto dos assaltos que se faz”.

Nesta segunda-feira, Lula levou Fernando Haddad à mansão de Maluf para a pajelança que celebrou a troca de alianças entre o PT e o PP controlado pelo homem que considerava um ícone da ladroagem.

“Não há contradição”, gaguejou Haddad. “A cidade de São Paulo deve ficar acima de possíveis divergências ideológicas entre as duas siglas”.
Feliz com os salamaleques dos visitantes, o anfitrião fez de conta que também achou muito natural a barganha que juntou o “homem novo” (segundo o Lula de 2012) e o velho inimigo que o Lula de 1987 chamava de ladrão.

“Não adianta olhar pelo retrovisor”, ensinou Maluf. “Temos que olhar para o para-brisa”.

Previsivelmente, Lula não quis fazer declarações. Ordem médica, alegou.

Conversa fiada.

Ele não tem o que dizer.

Falaram por ele os sorrisos e o aperto de mãos que trocou com o dono da casa que visitou pela primeira vez.

De 1987 para cá, Maluf incorporou ao prontuário façanhas tão extraordinárias que acabou entrando no ranking dos mais procurados pela Interpol.

Como o encontro revogou oficialmente a discurseira do passado, o ex-presidente perdeu uma boa chance de redimir-se por inteiro dos pecados de Aracaju.

José Sarney merecia ser padrinho do casamento obsceno.

Ao lado de Maluf, hoje é ele quem parece trombadinha.

18/06/2012

domingo, 17 de junho de 2012

Para eleger o novo, Lula junta no palanque do PT a ex-prefeita que expulsou no século passado e um velho conhecido da Interpol





 
“Luiz Inácio Lula da Silva tem como princípio não ter princípio, tanto moral, ético ou político”, começa o brilhante artigo de Marco Antonio Villa reproduzido na seção Feira Livre.


Homens assim não têm compromisso com o que dizem, berram as estrondosas colisões entre a prática e o discurso da metamorfose malandra. Tem sido assim desde 1975, prova o texto de Villa. Não poderia ser diferente na temporada eleitoral deste ano.


No Programa do Ratinho, por exemplo, Lula invocou no critério da certidão de nascimento para justificar a escolha do candidato do PT à prefeitura de São Paulo.

“Por que o Fernando Haddad?”, levantou a bola o apresentador.


Decidido a acentuar a suposta vantagem dos 51 anos do ex-ministro da Educação sobre os 70 do adversário tucano José Serra, o palanqueiro oportunista aposentou sem anestesia a companheira Marta Suplicy.


“Convivi com a Marta durante trinta anos”, informou. “Era o momento da gente apresentá uma coisa nova pra São Paulo. A população votará no novo porque quer mudança em São Paulo”.

Convidado a subir ao palco pelo apresentador, o candidato recitou com muita aplicação o palavrório ditado pelo principal slogan da campanha: “Um homem novo para um tempo novo”.

E concordou com o chefe: o eleitorado de São Paulo quer ver pelas costas quem já administrou a cidade.


Nesta sexta-feira, Haddad fingiu que nunca esteve no Programa de Ratinho, nem sabe quem é o marqueteiro da campanha, para comunicar oficialmente (sem ficar ruborizado) que a candidata a vice é a deputada federal Luiza Erundina.
Indicada pelo PSB, Erundina foi prefeita de 1989 a 1992. Vai completar 78 anos em novembro.

E ambos se enfiaram na mesma saia justa quando os jornalistas perguntaram se a dupla está satisfeita com a iminente subida ao palanque de Paulo Maluf.


Aos 80 anos, Maluf foi prefeito entre 1969 e 1971, nomeado pelo governo militar, e voltou a ocupar o cargo entre de 1993 a 1996.

Escolheu Celso Pitta para completar a obra e nunca mais conseguiu vencer uma disputa majoritária.

Em troca do apoio a Haddad e Erundina, ganhou um cofre no Ministério das Cidades.

Terá de gastar tudo por aqui: o nome de Maluf figura na lista dos procurados pela Interpol em 188 países.


Como só sabe falar do novo, Haddad perturbou-se quando instado a explicar o súbito apreço pelo aliado octogenário.

Um repórter quis saber como se sentirá ao lado de Maluf.

Resposta transcrita do vídeo gravado pelo UOL: “Olha…veja bem…quando você faz uma composição política, você tem que ter o princípio.

Se você olhar cada partido individualmente, você vai fazer…é…a tua avaliação sobre… é… A, B, ou C”.


Nem Dilma Rousseff chegou a tanto.


Lula não compareceu à festa que juntou duas gerações do PT.

Uma é que expulsou Erundina porque aceitou ser ministra do presidente Itamar Franco.

Outra é que topa qualquer negócio, até com Maluf.


O partido virou rebanho.

Lula continua o mesmo.

O repertório de vigarices é cada vez maior.

Quando não sabe o que dizer, ele agora se recolhe ao Sírio Libanês, perde a voz por dois dias e reaparece com cara de quem não tem nada com isso.

Nunca teve.

16/06/2012