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terça-feira, 6 de novembro de 2012

E Dirceu, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, continua tentando intimidar a imprensa e o Judiciário





Cadê o manifesto do PT contra o STF e a “mídia”?

Estava prometido para quinta-feira.

Por Reinaldo Azevedo

Luiz Inácio Apedeuta da Silva dissuadiu Rui Falcão e José Dirceu da investida.

O presidente do PT trocou o “documento” por uma entrevista à imprensa estrangeira.

Quem fez a, digamos assim, reportagem mais elucidativa a respeito foi o próprio… Dirceu!

Em seu blog, publicou este post, que segue em vermelho (os destaques são meus).

Volto depois.

As três prioridades do PT em 2013
Importante, de extraordinária relevância a entrevista em que o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP) detalhou a correspondentes estrangeiros no Brasil as prioridades da luta política do nosso partido para o ano que vem, dentre estas, a questão da regulamentação da mídia.

O partido faz muito bem em eleger esta regulação como uma das principais metas a serem conquistadas em 2013, ao lado da reforma política tão imprescindível ao país e da luta para desconstituir a farsa do mensalão.

É bom que o Rui tenha falado a correspondentes estrangeiros, porque sabemos que a mídia nacional fará de tudo para ignorar a questão da regulamentação.

À exceção dos momentos em que virá com o noticiário enviezado de sempre, para dizer que regulamentação é censura e ameaça à liberdade de imprensa.

À luta pela regulação, reforma política e fim da farsa do mensalão
O PT não tem e não pode ter nenhuma ilusão de que a mídia mudará e será diferente agora ou em 2013 quando ela tratar do assunto.


Vamos à batalha, então.
O partido vai se posicionar, defender, tomar iniciativas, ocupar todas as tribunas que lhe forem possíveis, manter o assunto em evidência e priorizá-lo, mas como bem destacou o presidente nacional do PT aos correspondentes estrangeiros “quem pode regulamentar os meios de comunicação não é o partido, é o Congresso.”
“Esperamos que o governo envie um projeto de marco regulatório no país” completou Rui.

Ele lembrou ser fundamental a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da programação (mídia eletrônica) e da propriedade das empresas no setor de comunicação.

“Não pensamos em expropriar ninguém”
“Naturalmente há que se ter um tempo para uma transição. Nós não pensamos em expropriar ninguém”, tranquilizou o dirigente petista.

”Acho incompatível quem concede se beneficiar da concessão”, considerou Rui, ao responder questionamento dos correspondentes sobre o fato de no Brasil um grande número de parlamentares e suas famílias terem concessão de rádio e TV (o Congresso homologa as concessões encaminhadas pelo Ministério das Comunicações).

Rui insistiu que a regulamentação defendida pelo partido não tem nada a ver com censura, como a grande e velha mídia costuma e vai querer continuar confundindo.

“Não é censura, nada a ver. É ampliar a liberdade de expressão, não restringi-la”, concluiu.

Já que falo dessa entrevista do presidente nacional do partido, convido vocês a lerem, também, o artigo que ele publicou na Folha de S.Paulo no fim de semana (sábado) com o título “O PT cresce e consolida seu projeto nacional”.


Voltei
Eis um guerreiro!

Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, está aí o homem a soprar as palavras de ordem do partido.

Continua a catilinária contra a “velha mídia” — ele emprega o que já um jargão dos blogs sujos; “nova mídia”, para a turma, é, com dinheiro de estatais, ofender o Judiciário, a oposição e a imprensa independente.

O irônico é que a agressão de Dirceu à imprensa ganhou visibilidade porque noticiada pela… imprensa!
Seu post não poderia ter conclusão mais patética: remete a um artigo publicado por Falcão na Folha — afinal, uma “velha mídia”…

As agressões, já apontei aqui, acabam funcionando. Os petistas aprenderam que boa parte da imprensa se deixa patrulhar.
Acusá-la de antipetista costuma ser uma boa garantia de que ela tentará provar o contrário.

O jogo chega a ser infantil, mas é eficaz.

Dirceu nega que se esteja pensando em censura ou coisa parecida. Mas por que esse item da pauta vem atrelado a dois outros diretamente ligados ao mensalão?

Defender o financiamento público de campanha como antídoto a práticas mensaleiras chega a ser uma ofensa à inteligência.

Em primeiro lugar, o processo que está no STF já demonstrou que a dinheirama não estava relacionada ao custeio de eleições.

Mas atenção!

Ainda que estivesse, isso tornaria ético o assalto aos cofres?

Em segundo lugar, dado o financiamento público, o que impediria os larápios de continuar a operar com caixa dois de recursos privados?

A nota do PT, consta, ainda será divulgada, mas o partido vai esperar as penas impostas ao próprio Dirceu e a José Genoino.

A ser verdade que os petistas pretendem se lançar numa campanha “contra a farsa do mensalão”, vai aí a confissão, já feita por Falcão, de que uma legenda intenta dar início a uma cruzada contra o… Poder Judiciário!

Se o mensalão é mesmo uma farsa, então os ministros que condenaram seus protagonistas são nada menos do que farsantes.
Na dosimetria, pesa bastante o comportamento do condenado.

O post de Dirceu, na véspera da definição de sua pena, e a entrevista de Falcão são tentativas canhestras de intimidar a imprensa e o próprio STF.

Espero que os ministros levem tudo isso em conta ao lhe conferir a punição.

06/11/2012


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