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sábado, 13 de março de 2010



“Por que as pessoas entendiam que todo o dinheiro da cultura deveria ficar onde sempre esteve e nós entendíamos que onde sempre esteve se produz muita cultura.

Mas é importante que onde sempre esteve o dinheiro saiba que tem outros lugares do Brasil que produz tanto ou mais cultura do que eles, embora não seja mostrada ao Brasil”.


Lula, na cerimônia de abertura da II Conferência Nacional de Cultura, aguçando a curiosidade da plateia interessadíssima em descobrir o que havia no copo cujo conteúdo o presidente reduziu com um gole segundos antes do começo do improviso.
13 de março de 2010

Cooperados: Bancoop mentiu à Justiça

O advogado Valter Picazio Jr., que representa centena de cooperados, vai denunciar ao Departamento de Inquéritos Policiais e ao promotor José Carlos Blat, que a Bancoop – acusada de desvio de até R$ 100 milhões para o PT – cometeu “fraude processual”, ao alegar na Justiça que o bloqueio de bens, pedido por Blat, “invabilizaria acordo com o Ministério Público”.

Blat foi derrotado, e Picazio nega qualquer acordo.


As cadeias estão à espera dos arrudas protegidos pelo rei




Há três meses, os milicianos do PT endossam sem retoques todas as acusações que atingem José Roberto Arruda e, desde a véspera do Carnaval, festejam a merecida transferência para a cadeia do governador do Distrito Federal.

Nenhum companheiro ressalva que o chefe da Turma do Panetone “ainda não foi condenado em última instância”.
Nenhum enxergou “manobras partidárias” no “mensalão do DEM”. Nenhum debitou na conta de “perseguições políticas” as descobertas da Polícia Federal.


Como determina a novilíngua lulista, tais expressões são reservadas a bandalheiras produzidas por filiados ao PT ou parceiros incorporados à base alugada.

Se envolve bandidos de estimação, qualquer pontapé no Código Penal ganha imediatamente o selo de ”trama forjada para prejudicar Dilma Rousseff”.

A frase significa apenas que os acusados não têm nada de consistente a dizer em sua defesa. Compreensivelmente, tem sido declamada pelo bando que desviou milhões de reais da Bancoop.

Formuladas pelo promotor José Carlos Blat e divulgadas por VEJA, as denúncias foram reduzidas a ”perseguição política” e “manobra partidária” por João Vaccari, ex-presidente da entidade e hoje tesoureiro do PT nacional.

A entrevista concedida ao Estadão pelo sucessor de Delúbio Soares confirma que um dos efeitos perversos da
Era da Impunidade é o desembaraço com que gente com contas a acertar na Justiça procura passar de acusado a acusador.

Grosseiro na forma e fraudulento no conteúdo, o falatório debocha do Ministério Público, zomba das centenas de cooperados iludidos e tenta confundir o noticiário da imprensa com mentiras de ruborizar uma Dilma Rousseff. Vaccari garante, por exemplo, que as acusações de Blat não se refletiram em decisões judiciais. Falso. Mais de 70 juízes já se pronunciaram sobre o caso. Todos entenderam que a entidade pecou.
Enfiado até o pescoço nas operações suspeitíssimas, o Alto Companheiro também sustenta que todas as ações da diretoria foram autorizadas pelos cooperados em assembléias exemplarmente democráticas.

Falso.

Os dirigentes sempre se valeram de critérios arbitrários para decidir se alguém poderia ou não participar das reuniões.

Tudo somado, está claro que a população carcerária requer a urgente incorporação dos arrudas governistas.

A prisão do governador foi um sinal animador.

A solidão do preso, uma ilha perdida no oceano de corruptos à solta, pode comprovar que só vai para a cadeia gente que, além de filmada enquanto rouba, dispensa cautelas para tentar subornar testemunhas inconvenientes.

Arruda foi preso por excesso de atrevimento, não por falta de provas. Essas andam sobrando para meliantes de todas as tendências partidárias. Como sobra dinheiro para construir presídios, tampouco faltarão celas.

O que não pode faltar é coragem para prender também os amigos do rei.
12 de março de 2010

sexta-feira, 12 de março de 2010

Comédia de erros - Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho
Artigos - Globalismo

Ainda estou à espera de que os "formadores de opinião" no Brasil mostrem algum sério interesse em estudar
o projeto de nova civilização planetária, já em avançado estágio de implementação, sem cujo conhecimento extensivo é absolutamente impossível uma compreensão até mesmo rudimentar dos assuntos sobre os quais, não obstante, eles pontificam diariamente ante a platéia entorpecida e crédula que os sustenta.

O futuro da humanidade está sendo decidido numa esfera de discussões que paira muitas léguas acima das cabeças desses cavalheiros.

A multiplicidade desnorteante das questões imediatas que aparecem fragmentariamente na mídia só adquire alguma unidade e sentido quando vista na escala da mudança não apenas política, mas civilizacional, propugnada pelos altos círculos globalistas.

"Civilizacional" significa centrado nos valores e símbolos gerais que moldam a conduta humana, e não nas fórmulas políticas incumbidas de diversificar sua implantação nas várias partes do mundo conforme a variedade das situações locais e o equilíbrio do conjunto.

Só aí se revela com plena nitidez a coerência do apoio dado pela elite globalista a movimentos políticos, sociais e culturais aparentemente incompatíveis entre si.

O caso da União Européia ilustra o que estou dizendo.
A rapidez com que, contra a vontade expressa dos povos, a soberania das nações no Velho Continente está sendo suplantada por esquemas supranacionais de governo é algo que não se poderia atingir nunca por meio da propaganda direta e unilinear.

É preciso um complexo empreendimento de engenharia social, jogando com forças mutuamente contraditórias, saltando sobre a capacidade perceptiva das massas e dirigindo sutilmente o curso das coisas por meio do controle do fluxo de informações, hoje em dia o mais aprimorado e anestésico instrumento de governo.

Como o processo é concebido e manejado por cientistas sociais do mais alto calibre, compreendê-lo desde fora, isto é, por meio de mera investigação em livros e sem acesso direto aos círculos decisórios, requer uma amplitude de horizonte intelectual muito além do que é acessível à média dos analistas acadêmicos e jornalísticos.

A grande mídia, especialmente, não é o lugar apropriado para a discussão objetiva do assunto porque, unificada em escala quase planetária pela fusão das empresas de comunicação, ela é hoje nada mais que uma ferramenta de controle social, tendo abdicado da sua antiga variedade e assumido a condição de agente comprometido, incompatível com a de observador idôneo.

Até a década de 60, quando alguém apelava ao "tribunal da opinião pública mundial", sabia que usava de uma figura de retórica, designando um ente abstrato dotado de existência meramente hipotética, o bom e velho "auditório universal" da retórica clássica.

Hoje esse tribunal existe materialmente: é a unidade maciça da mídia mundial, cuja homogeneidade de critérios de julgamento em todas as áreas da vida - política, moral, cultura, educação, até mesmo etiqueta - salta aos olhos de quem quer que folheie diariamente as páginas dos principais jornais das Américas e da Europa.

Que essa opinião não coincida com a da população majoritária (e não coincide mesmo), não afeta em nada a eficácia do procedimento, de vez que, mesmo com popularidade diminuída, a grande mídia conserva o monopólio dos canais soi disant "legítimos" de comunicação, podendo facilmente tapar os rombos internéticos no bloqueio de notícias indesejáveis mediante acusações de "teoria da conspiração", "extremismo", "impolidez", "falta de credibilidade" ou mesmo, contra todas as evidências quantitativas, "irrelevância".

Em todos os casos, jamais o controle da mentalidade pública se faz pela propaganda unilinear de uma idéia ou proposta, mas pela moldagem dos conflitos e debates, concentrando o foco da atenção midiática em duas ou três correntes padronizadas de opinião, cujo confronto levará a resultados previsíveis, e atirando ao limbo das "fofocas de internet" as opiniões alternativas, não enquadráveis no enredo premeditado.

Por exemplo: quem rastreie as fontes de apoio midiático, financeiro e político dos movimentos mais em voga na América Latina descobrirá que a elite globalista ajuda, ao mesmo tempo, a esquerda radical associada à narcoguerrilha colombiana e, de outro lado, a multidão de tagarelas iluministas - socialdemocratas, liberais, libertarians, etc. -, que, como solução para o conflito violento entre governos e narcotraficantes, advogam a descriminalização das drogas sem declarar, ou às vezes até sem perceber, que a consagração do narcotráfico como negócio decente transmutará imediatamente as FARC não só em super-mega-empresa capitalista, mas também em movimento partidário legítimo, entregando-lhe de bandeja a vitória política que, na verdade, tem sido o único objetivo de seus empreendimentos belicosos.

Em 1970, a descriminalização da maconha nos EUA pelo governo Nixon provocou instantaneamente um crescimento de um para vinte no consumo da erva, ao passo que, com a retomada da política repressiva de 1979 a 1994, o número de usuários de maconha baixou de 23 milhões para menos da metade - e o de cocainados, de 4,4 milhões para um terço disso (v. http://findarticles.com/p/articles/mi_m1272/is_n2622_v125/ai_19217183/?tag=content;col1).

A mentalidade iluminista, é certo, nutre amor sem fim por princípios democráticos abstratos que com freqüência a levam para longe da realidade, mas nem isso bastaria para explicar que, em nome desses princípios, ela chegasse, como chegou, ao absurdo de proclamar que a guerra ao narcotráfico é um fracasso e a liberação reduzirá o consumo de drogas.

Para obter esse resultado, para fazer com que pessoas razoavelmente inteligentes e sem simpatias comunistas colaborassem às tontas com o objetivo estratégico máximo da esquerda continental, foi preciso algo mais: a moldagem prévia do debate, baseando-se na premissa tácita de que mencionar os aspectos políticos do narcotráfico era indecente, tornou impossível perceber que a guerra ao narcotráfico só fracassou naquelas regiões, entre as quais o Brasil, nas quais se travou de mãos atadas (ou não se travou de maneira alguma) graças ao compromisso político de não fazer dano às FARC, controladoras quase monopolísticas do comércio de drogas no continente.

Incapazes de articular a defesa abstrata do livre mercado com a consideração dos fatores estratégicos, políticos e militares concretos, a "direita" acaba trabalhando para a "esquerda", que por sua vez trabalha para a elite globalista.

E esta, quando se vê pintada em pasquins da esquerda ignorante ou mendaz como encarnação máxima do "imperialismo americano", pode sempre, entre risos de satisfação, convocar os liberais e libertarians para que a defendam em nome do "livre mercado".

Visto com a devida elevação e amplitude, o curso das coisas na América Latina mostra-se lógico e previsível como um projeto de engenharia, que no fim das contas é o que ele é.

Visto de baixo e no varejo, na escala microcéfala dos debates de mídia e da política do dia-a-dia, é uma comédia de erros, uma gritaria de loucos no pátio de um hospício.

Mas nem todos os loucos são loucos mesmo.

Como na peça de Peter Weiss,
A Perseguição e Morte de Jean Paul Marat tal como Encenada pelos Internos do Asilo de Charenton sob a Direção do Marquês de Sade, alguns são profissionais, encarregados de puxar o coro dos malucos dóceis para abafar as reclamações dos indóceis.
11 de março de 2010

A capa da VEJA desta semana não deixa tijolo sobre tijolo…




Sabem aquele passarinho que, de vez em quando, pousa (Emir Sader escreveria “posa”) na minha janela?

Então…

Ele me diz que a capa da VEJA desta semana não deixa tijolo sobre tijolo…

Tijolos, entendem?

Daqueles com que alguns erguem edifícios de moradia, e outros, edifícios de safadeza.


sexta-feira, 12 de março de 2010

"Eu sou um bandido!"

"Eu sou um bandido!" - carta-desabafo de um ex-preso político cubano contra Lula




RESPOSTA ABERTA AO PRESIDENTE LULA


Por Dr. Pedro A. Yinterian

Não se assustem não. Os chimpanzés, os grandes primatas e o GAP nada tem a ver com isso. Isto está relacionado com o meu passado cubano.

Eu sou um ex–prisioneiro político, que, para o nosso Presidente, são comparáveis aos bandidos que lotam as prisões paulistas, e não teria direito a protestar, nem a fazer greve de fome, como o operário cubano Orlando Zapata, que morreu após 85 dias desse protesto.

Em 1961, eu tinha 20 anos. Desde os 16 lutei contra a Ditadura de Batista e anos depois tive que lutar contra a dos irmãos Castro, amigos fraternos do nosso Presidente.

Na prisão de Cabana, dirigida por Che Guevara, passei várias semanas. Presenciei a morte de vários de meus companheiros estudantes, garotos até mais jovens do que eu.

Também presenciei a morte do Comandante Humberto Sori Marin, que redigiu a primeira lei de Reforma Agrária quando lutava na Serra Maestra, junto aos irmãos Castro, e depois lutou contra a ditadura implantada por eles.



Todos aqueles fuzilados no Paredão da Cabana nunca tiveram um julgamento, um advogado de defesa, nem puderam falar sua verdade. Essa história se repetiu centenas, milhares de vezes.


Algum dia essa história terrível e tenebrosa da Cuba Castrista será conhecida.

Eu era Secretário Geral da Federação de Estudantes Católicos de Cuba, com três universidades e dezenas de colégios. Todas as universidades e escolas foram fechadas e ocupadas pelo regime ditatorial e nunca mais o ensino privado existiu.

Para a Justiça Castrista só opinar contrário ao regime te condena. Se fosse publicada em Cuba, esta carta me levaria à prisão por longos anos. Por isso Orlando Zapata morreu, por querer opinar, falar sua verdade. Isso em Cuba é um privilégio dos irmãos Castro e os que vivem sob sua sombra.

Eu fiz o compromisso de nunca falar de política cubana neste espaço, já que as causas dos grandes primatas e ambientais não têm cor política e precisam do apoio de todos.

Porém, estaria traindo a mim mesmo, aos meus companheiros que caíram em 50 anos de luta, e ao meu “país adotivo” - o Brasil - se não falasse o que sinto neste instante, ao ser humilhado duplamente pelo Presidente do meu país, que me condenou sem conhecer-me, sem julgar-me e sem poder defender-me, como os irmãos Castro – assassinos múltiplos – fazem com o seu povo.


Dr. Pedro A. Yinterian

Diretor Presidente e Fundador do Grupo Interlab, Dr Pedro A. Ynterian criou no município de Sorocaba, São Paulo, um criadouro conservacionista para fauna silvestre e um santuário para grandes primatas que se converteu no maior centro de primatas da América Latina de origem privada.
O empreendimento recebe e mantém primatas e outros animais ameaçados de extinção.




Não passarão...

Serra já venceu o primeiro turno
 Por Coronel

É muito fácil entender a lógica que move parte do PSDB, outra parte da oposição, a imprensa e o governo petista, quando querem que José Serra (PSDB-SP) assuma a sua candidatura à presidência, declarando-se oficialmente pré-candidato, que é o status que pode ostentar até final de junho.


Parte do PSDB está partindo para nunca mais voltar. Coronéis traíras, em final de mandato, por exemplo, campeões de alianças espúrias, que ainda tentam achar um lugar onde amarrar o bode.

Jovens alpinistas que tinham a esperança de sair do Pico da Bandeira direto para o Everest, sem escalas. Já na oposição que agoniza nos estados nordestinos, quanto antes for criado um palanque para chamar de seu, melhor, pois a luta é para eleger deputados, talvez um senador, jamais um governador.

No que diz respeito à imprensa, pautada pela máquina do governo, ela contabiliza diariamente as perdas, jamais os benefícios, da estratégia de José Serra, que decidiu governar até o final do seu mandato, saindo com honra e com as mãos limpas para fazer a campanha eleitoral, absolutamente dentro da legalidade.

O governo petista, por sua vez, sabe que a estratégia da campanha eleitoral criminosa e desbragada, feito por um lado só, oferece riscos, que a super exposição obtida à base de recursos públicos e mentiras midiáticas tem um preço.


Lula adoraria ter um contraponto para, aí sim, pintar na bunda a cara da Dilma e sair rebolando leve, livre e solto pelos palanques do Brasil à fora.

A pressão sobre José Serra é para que ele assuma uma condição que está decidida desde dezembro último, com a desistência de Aécio Neves(PSDB-MG).

Só os golpistas de sempre alimentaram a esperança de que o paulista fosse desistir, sendo líder nas pesquisas, tendo pela frente uma adversária fraquíssima que, para derrotar, bastará mostrar que ela não é o Lula, que ela é o José Dirceu, o Marco Aurélio Garcia, o Ricardo Berzoini e João Vaccari Neto, o homem da Cooperativa dos Bandidos.

Declarando-se pré-candidato, José Serra não poderia fazer nem o pouco que está fazendo, que é entregar as suas obras como governador e frequentar algumas festas populares em finais de semana. José Serra, sem dúvida alguma, venceu o primeiro turno das eleições presidenciais.

Contra tudo e contra todos, enfrentando fogo amigo e espetáculos explícitos de traição partidária, não abriu mão da sua estratégia.

É mais candidato do que nunca, mesmo sem aceitar declarar-se como tal.

A pesquisa do Ibope, neste final de semana, será a derradeira tentativa de derrubar o paulista.

Não passarão. 


Sexta-feira, Março 12, 2010
 

Dissidente cubano em greve de fome desmaia e é internado em hospital

"Acredito que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem a liberdade", disse Lula.


Guillermo Fariñas protesta pela libertação de 26 presos em Cuba.
Segundo médico, ele teve 'choque hipoglicêmico' após 15 dias.

Do G1, com agências internacionais

O ativista Guillermo Fariñas, em greve de fome há 15 dias, sofreu um desmaio nesta quinta-feira (11) e foi levado ao hospital provincial Arnaldo Milián, de Santa Clara, disse seu porta-voz, Licet Zamora.

"[Ele] Perdeu o conhecimento (às 14 horas locais, 16 horas de Brasília) e já está no hospital, na unidade de terapia intensiva", disse Zamora por telefone a partir de Santa Clara - 280 km a leste de Havana- onde reside Fariñas.


Segundo seu médico pessoal, Ismel Iglesias, trata-se de um "choque hipoglicêmico", semelhante ao que já sofreu no dia 3 de março.


Na terça-feira, o jornalista cubano, em greve de fome desde 24 de fevereiro, disse que manterá seu protesto "até as últimas consequências".


"Estou muito fraco, mas não tem volta, não recuo. Vou até às últimas consequências", disse Fariñas, que faz a greve de fome em Santa Clara (centro) para exigir a libertação de 26 presos políticos cubanos que estão doentes.


Dissidentes cubanos moderados pediram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que interceda pela libertação dos presos políticos e evite assim a morte de Fariñas.

Leia no G1

PIB; três charges



quinta-feira, 11 de março de 2010

Troca de palavras - Olavo de Carvalho

Por Olavo de Carvalho
Diário do Comércio

Não há instrumento de controle social mais eficiente do que a imposição de novas normas de linguagem, que limitam o pensamento e modelam a conduta das multidões e mesmo das elites sem que estas ou aquelas, no mais das vezes, cheguem sequer a perceber que estão sendo manipuladas.

Nas altas esferas do movimento comunista, o emprego desse instrumento foi adotado como estratégia prioritária de guerra cultural para a destruição da civilização do Ocidente desde pelo menos a segunda década do século XX, entrando numa etapa de aplicação maciça, em escala mundial, a partir dos anos 60.

Obsessivamente devotados aos fronts mais materiais e vistosos da luta anticomunista – a defesa da economia de mercado e das instituições democráticas formais –, os liberais e conservadores em geral não deram a mínima atenção a esse aspecto da luta cultural, chegando mesmo a fazer troça do “politicamente correto” como se fosse apenas uma extravagância inofensiva e passageira, denunciando como paranóico alarmista quem quer que visse aí alguma ameaça real.

Como sempre acontece em tais circunstâncias, a afetação de superioridade serviu apenas para mascarar a fragilidade inerme da vítima que nega o perigo por medo de enfrentá-lo e assim deixa que ele cresça até o ponto em que toda veleidade de combatê-lo já se tornou inútil.

Hoje em dia, o controle esquerdista do vocabulário é um fato consumado, e aqueles que riam dele vinte anos atrás são os primeiros a submeter-se à autoridade postiça que prescreve limites à sua liberdade não só de expressão, mas até de pensamento.

Dentre outros inumeráveis decretos baixados por essa entidade, um que desperta na mídia e nas classes falantes em geral um reflexo de obediência automática é aquele que proíbe chamar de assassino o psicopata que matou com fria crueldade um garoto de seis anos.

Por ser apenas nove anos mais velho que a vítima na ocasião do delito, esse monstro deve ser polidamente designado como “o jovem envolvido no crime”.

Quem imagine que se trata de mera questão de palavras, por ignorar que os nomes dados às coisas determinam nosso modo de vê-las e de lidar com elas, terá a ocasião de despertar do seu sono semântico ao saber que um juiz federal concedeu ao criminoso o direito de morar no exterior, com despesas pagas por você e por mim, porque o desgraçado se sentia, coitadinho, inseguro e mal querido no Brasil (ver aqui).

Claro: se o fulano não é “um assassino”, e sim apenas “um jovem”, por que não conceder-lhe a afeição paterna, a ternura sem fim que o código moral hediondo do Estado brasileiro reserva aos membros mais violentos e brutais dessa faixa etária?

Nos EUA, o governo já reprime o uso do termo “terroristas” para designar os celerados que matam americanos e israelenses com vôos suicidas ou bombas em supermercados.

Até a FoxNews, tida como “de direita”, passou a moderar gentilmente sua linguagem ao falar dessas criaturas, desde que o canal aceitou investimentos de um potentado árabe.

“Assassinos”, em contrapartida, é como são rotulados por toda parte os onze heróis que, em boa hora, e sem pôr em risco a vida de mais ninguém, deram cabo de um autêntico assassino em massa, o líder da organização terrorista Hamas.

Uma vez que a mídia universal subscreveu esse rótulo infamante, o salto da fala aos atos é instantâneo: aproveitando-se da gritaria geral, a Interpol, uma organização notoriamente pró-comunista a serviço do governo do Irã, mas que ainda posa aos olhos do público ignorante como instituição policial respeitável, desfechou uma caçada mundial aos onze, culpados tão somente de um ato de guerra contra um inimigo em guerra.


Mudar o valor e o peso das palavras é determinar, de antemão, o curso dos pensamentos baseados nelas e, portanto, das ações que daí decorram.

Quem quer que consinta em adaptar seu discurso às exigências do “politicamente correto”, seja sob o pretexto que for, cede a uma das chantagens morais mais perversas de todos os tempos e se torna cúmplice do jogo de poder que a inspirou.



08 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Bancoop na TV Bandeirantes Parte 1 (24/03/2008) motoboy

Ministério Público apura desvios de dinheiro da 'cooperativa'
para partido político PT.

Bancoop na TV Bandeirantes Parte 2 (25/03/2008) MIZU


Video aqui.
Empresa fantasma MIZU

Carla Bruni e Sarkozy podem estar traindo um ao outro

Carla Bruni estaria traindo Nicolas Sarkozy (e sendo traída)

Jornal francês publicou que primeira-dama está saindo com um músico e que casamento está "no fim".
Do EGO, no Rio
Sarkozy e Carla Bruni (foto de arquivo)

Carla Bruni
pode estar traindo o presidente francês Nicolas Sarkozy. Segundo o jornal francês "Journal du Dimanche", a ex-cantora estaria tendo um caso com o músico Benjamin Biolay. Enquanto isso, o presidente teria encontrado consolo em Chantal Jouanno, membro do gabinete de governo.
Segundo uma fonte, "extra-oficialmente, eles (Bruno e Biolay) vivem no mesmo apartamento em Paris".

O porta-voz do governo disse que não tem "nenhum comentário" sobre os boatos.

Charges...

o cara e a coroa

www.sponholz.arq.br

OAB critica "despropósito" de Lula ao comparar dissidente cubano a bandidos de SP


da Folha Online

Opresidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, criticou nesta quarta-feira o "despropósito" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que condenou, na véspera, a greve de fome dos dissidentes cubanos e os comparou a bandidos de São Paulo.

"A comparação é despropositada, pois tenta banalizar um recurso extremo que é, ao mesmo tempo, um símbolo de resistência a um regime autoritário que não admite contestações", afirmou Ophir, em comunicado divulgado pela organização.

"Mais razoável seria se o governo brasileiro se preocupasse com as péssimas condições carcerárias a que [os presos de SP] estão submetidos", completou Ophir, acrescentando que o regime cubano é repudiado pela sociedade brasileira que, historicamente, fez uma opção pela democracia.

O presidente Lula pediu nesta terça-feira, em entrevista à agência de notícias Associated Press, respeito às decisões da Justiça cubana e condenou o uso da greve de fome por dissidentes como instrumento para serem libertados da prisão.

"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade."