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terça-feira, 27 de março de 2012

Reinaldo Azevedo: A TROPA DE CHOQUE DO MST E DE MARIA DO ROSÁRIO TENTA ME INTIMIDAR E FAZ AMEAÇAS. ESTOU PASSANDO A INFORMAÇÃO À PF E A DILMA ROUSSEFF, A CHEFE DE MARIA DO ROSÁRIO!





PÁGINAS FINANCIADAS POR ESTATAIS ESTÃO INCITANDO A VIOLÊNCIA!



Jornais, TVs, sites, blogs, rádios…


As ações de um grupo que se intitula “Levante Popular” estão noticiadas em toda parte.

Eles decidiram “esculachar”, como dizem, as pessoas acusadas de terem praticado tortura durante o regime militar.

Vão até suas respectivas casas ou locais de trabalho, gritam, xingam, picham…

E tudo, dizem, porque pretendem, contrariando o que diz a Lei de Anistia, que os acusados sejam processados criminalmente e julgados.

Muito bem!

Digamos que isso fosse possível: o que eles estão promovendo é um linchamento.

Isso que fazem combina bem com o fascismo, com a revolução cultural chinesa, mas não combina com democracia.


O objetivo declarado, afirmam, é a instalação da Comissão da Verdade.

Bem, então estão anunciando o que pretendem com ela, e também isto contraria o texto explícito da lei.

É revanche!

Desde ontem, passei a receber dezenas de ameaças. Meu “crime”, segundo eles? Ser contrário à revisão da Lei da Anistia, a exemplo da maioria do Supremo Tribunal Federal e da Advocacia Geral da União, que fala em nome da Presidência da República. Acontece que a mesma presidente da República mantém na pasta dos Direitos Humanos uma ministra que, de forma desabrida, incentiva o desrespeito à Lei da Anistia — entre outras leis, é bom ficar claro. Publico um exemplo de comentário, que já enviei à polícia com o devido IP:



“E o Levante Jovem está se preparando para acampar na frente de sua casa e mostrar seu currículo verdadeiro às pessoas. Vc merece esta homenagem, meu Rei.”

Vem assinado por “Kozel Paes”, IP 83.86.0.98.

O IP não é um instrumento de alta precisão. Sabendo a hora em que foi enviado, e eu sei, não é impossível chegar à origem.

O meu verdadeiro currículo???

Isso!

Vão procurar.

Quando se opor à ditadura representava realmente um risco, era na oposição que eu estava e fui perseguido.

Essa gente tem hoje a grande coragem de se opor à democracia.


De resto, “Kozel” mais importante do que esse é “Mário Kozel Filho, um garoto assassinado em 26 de junho de 1968, quando um carro-bomba foi lançado contra os muros do Quartel General do II Exército, em São Paulo, numa ação de vários grupos terroristas, liderados pela VPR (Vanguarda Popular Revolucionária).

A VPR, no ano seguinte, daria origem à VAR-Palmares, grupo a que pertenceu Dilma Rousseff.

O corpo de Kozel ficou irreconhecível.

Foi pelos ares.

Aos pedaços.

Via Campesina

Os miliantes do “Levante Popular” estão batendo bumbo em sua página porque toda a grande imprensa, que desprezam, lhes deu amplo espaço.



E sem dizer quem são eles, o que deveria envergonhar esse jornalismo. São tratados como “os jovens”.

Quem organizou as ações foi a Via Campesina, organização de extrema esquerda que está em vários países na América Latina, cujo grande esteio, no Brasil, é o MST.

Vale dizer: por trás dos jovens, está o velho João Pedro Stedile.

Não tendo mais o que dizer e o que fazer com sua proposta atrasada de reforma agrária, o MST decidiu agora caçar e cassar seus supostos inimigos nas ruas.


Presto a essa gente um favor e publico aqui o link de sua página na Internet.

Esses grandes defensores da democracia recomendam alguns sites e blogs.

Entre eles, está, por exemplo, Cubainformación, que faz proselitismo do regime cubano.

VOCÊS ENTENDERAM DIREITO: a “juventude” que diz querer a Comissão da Verdade no Brasil e que pretende sair por aí pichando a casa de pessoas acusadas de tortura defende um regime que… tortura e mata!

Ainda hoje publiquei o tratamento que os agentes de Raúl Castro dispensaram a um homem que ousou gritar “Abaixo o comunismo!” numa via pública.

Foi tratado aos tabefes.

A esta hora, deve estar numa masmorra.

É o que quer o tal movimento “Levante Popular”.


Se vocês entrarem agora na página, encontrarão lá o discurso de Raúl Castro por ocasião da visita do papa.




Incitadores da violência

Quero aqui chamar a atenção para o fato de que as páginas dessa gente que forma o que chamo “Jornalismo da Esgotosfera Governista” (JEG) já não se contenta mais em demonizar supostos adversários, em difamar, em caluniar.

Agora, por intermédio, sobretudo, de “comentadores”, pregam que aqueles de quem discordam sejam perseguidos e agredidos fisicamente. É fascismo em estado bruto.



Ajudam a causa?

Essas pessoas dizem querer a instalação da “Comissão da Verdade”.

É mesmo?

Pois, entendo, estão prestando um desserviço à causa que dizem abraçar.

Se o grupo nem foi ainda formado, e as tropas de choque já estão em ação, dá para imaginar como será depois.

As pessoas sensatas, que têm miolos, já atentaram para o risco implícito em tais ações.

“Sou contra esse tipo de protesto. Quem tem que dizer quem torturou é o poder público. A sociedade deve se manifestar, mas pichar a calçada das pessoas é vandalismo”.

A afirmação é de Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog. Ivo não tem razão nenhuma para “proteger torturadores”. Seu pai foi assassinado no DOI-CODI, em São Paulo, em outubro de 1975.

Deixo claro: não estou tentando pegar carona na opinião de Ivo para afirmar que pensamos a mesma coisa sobre o alcance da Lei da Anistia, a Comissão da Verdade ou qualquer outro tema.

É provável que não!

Há coincidência apenas sobre esse particular.

Encerro

Não existe mais no Brasil, excetuando-se um delírio isolado ou outro, a extrema direita que recusa a democracia.

Felizmente!

Ou me digam, então, onde ela está.



Mas a extrema esquerda que não aceita o império do regime democrático e do estado de direito está aí, ativa.

E conta com a colaboração covarde da grande imprensa, incapaz de dizer quem é e o que pensa o tal “Levante Popular”.


Eis aí, presidente Dilma!

Essa é a tolerância que seu governo, direta ou indiretamente, está patrocinando!



Ainda voltarei ao tema


27/03/2012

Demóstenes já foi condenado à morte política pelo eleitorado que traiu


Renuncie ao mandato, senador



A reação do timaço de comentaristas à descoberta do lado escuro do senador Demóstenes Torres escancarou o abismo que separa o Brasil que presta do país reduzido pela Era Lula a um imenso clube dos cafajestes.

Confrontados com as ligações promíscuas entre o parlamentar do DEM goiano e o delinquente Carlinhos Cachoeira, reveladas por VEJA, os brasileiros decentes não engoliram as desculpas indigentes gaguejadas pelo amigo de bicheiros.

Continuaram a ver as coisas como as coisas são.

E enxergaram no que parecia um oposicionista engajado no combate à corrupção mais um prontuário em ação na Casa do Espanto.

Conforta-me a leitura dos comentários que enriqueceram o primeiro post sobre Demóstenes Torres.

Os textos não escondem a decepção e a perplexidade dos brasileiros que respeitam a lei, os valores morais e as normas éticas.

Mas nenhum cede à tentação de justificar o injustificável.

Nenhum escorrega no farisaísmo, na hipocrisia e na pouca vergonha que orientam a contra-ofensiva que inevitavelmente mobiliza pais-da-pátria e soldados rasos quando um bandido de estimação é pilhado em flagrante.

Para o país que pensa, o que já foi revelado é suficiente para a incorporação de Demóstenes à bancada dos desmoralizados.

Nenhum comentarista berrou que todos são inocentes até o julgamento do último recurso.

Ninguém exigiu mais provas, nem rabiscou outro poema celebrando o “devido processo legal”.
Isso é conversa de devoto da seita que primeiro inocenta e depois canoniza todos os culpados do rebanho.

Demóstenas capitulou?

Paciência.

A rendição não virá, e o vazio deixado pelo desertor começa a ser preenchido pelo senador Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso.

Também originário do Ministério Público, Taques avisou nesta segunda-feira que não tratará com indulgência o colega com quem vivia dividindo projetos e ideias. “Vou tomar as minhas providências”, informou. “Não podemos proteger os amigos e prejudicar os inimigos”.

Numa das conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal, a advogada Flávia Coelho, mulher do senador, conta a Carlinhos Cachoeira que o marido estava sob o assédio de cardeais do PMDB interessados em anexá-lo ao que Ciro Gomes qualificou de “ajuntamento de assaltantes”.

Flávia e Cachoeira parecem muito animados com a ideia, que por algum motivo gorou.

Pior para Demóstenes.

Se tivesse atendido aos desejos da dupla, estaria neste momento sob a proteção de Lula, amparado por Dilma Rousseff e transformado pela turma da esgotosfera em mais uma vítima da mídia golpista.

Como se trata de um político da oposição, as milícias festejaram histericamente a chance de recitar, de novo, o bordão celebrizado por Chico Anysio quando encarnava Tavares, o canalha. “Sou, mas quem não é?”.

Nós não somos, retrucam os textos do timaço dos comentaristas.

Canalhas são os que tentaram impedir o despejo dos ministros ladrões e tentam agora garantir o emprego de um Fernando Pimentel.

Canalhas são os que fazem do assalto aos cofres públicos um instrumento eleitoreiro.

Esses têm tanta autoridade para atacar o senador goiano quanto teria um pedófilo para fazer palestras sobre educação infantil.

Demóstenes já foi condenado à morte política pelo eleitorado que traiu.

Restam-lhe duas opções.

A primeira é ignorar as provas e evidências, apostar no corporativismo da Casa do Espanto e vagar feito zumbi pelo Congresso até ser formalmente sepultado na próxima eleição.

A outra é pedir desculpas aos eleitores ultrajados, devolver o cargo e voltar para casa.

A segunda alternativa é menos indigna.

E ofereceria à multidão de decepcionados o consolo de saber que alguns políticos ainda conseguem envergonhar-se dos pecados cometidos.
Renuncie ao mandato, senador.


26/03/2012 

segunda-feira, 26 de março de 2012

A democradura capimunista do crime organizado



Em um regime democrático de verdade, todos devem ter direito à livre manifestação do pensamento e expressão.

Tal liberdade deve ser exercida com responsabilidade e respeitando os outros que também têm o direito de pensar e se expressar de forma diferente.

Na democracia, a livre opinião não pode nem deve descambar para radicalismos e dogmas ideológicos que produzam conflitos na sociedade.

Quando isto ocorre, é sinal de que o totalitarismo está em marcha (e não necessariamente usando coturnos ou transportado em tanques de guerra).


A insistente propaganda ideológica contra os militares no Brasil, promovida desde a década de 60 e aprofundada quando o General João Figueiredo deixou o Palácio do Planalto pela garagem dos fundos, é um sinal da fragilidade institucional tupiniquim.

Forças Armadas fracas, atacadas permanentemente em sua imagem e submetidas à falta de recursos demonstram a fragilidade de uma nação.

Por isso o Brasil passa sempre a impressão de ser uma rica colônia de exploração mantida artificialmente na miséria pelo sistema globalitário que nos controla.


O ataque aos militares é um tiro fatal na soberania do Brasil – que eles têm o dever supraconstitucional de garantir.

Sim!

O dever do militar está acima até da Constituição.

Afinal, a Lei Maior só existe porque há uma Nação – e não necessariamente o contrário.
As Forças Armadas fazem parte das instituições nacionais permanentes.

Quando os militares são atacados, na verdade, quem leva o tiro mortal é a Pátria.

Os agentes conscientes ou inconscientes que promovem a guerra psicológica permanente contra as Forças Armadas, na realidade, jogam no time dos inimigos do Brasil – cujo principal objetivo é impedir nossa soberania, independência e desenvolvimento.


Analisando os ataques contra as Forças Armadas sob tal ótica, fica evidente que interessam aos inimigos do Brasil os confrontos ideológicos promovidos por ignorantes, radicalóides ou revanchistas.

Neste clima de desmoralização, cabe aos militares cada vez mais equilíbrio e respeito ao princípio democrático.

A neutralização dos inimigos não deve se dar pela via das armas.

Mas pelo (mais difícil) caminho da sabedoria – combinando inteligência, política e estratégia.


Os inimigos devem provar do próprio veneno.

Grupos de fanáticos (Tortura Nunca Mais, UNE e outros) estão usando redes sociais convocar pessoas a se reunirem em frente ao Clube Militar e incitando-as a hostilizar os sócios e convidados nos eventos que vão lembrar 1964.
Aqueles que agem assim devem ser apresentados à sociedade com o seu verdadeiro rótulo: ou são meros idiotas (agentes inconscientes), ou são meros fanáticos ideológicos, ou são inimigos do Brasil (agentes conscientes a serviço de nossos colonizadores).


Os ataques programados contra os militares lembram, claramente, a ação das SA no período anterior e durante o nazismo na Alemanha.

A Sturmabteilung era uma divisão de assalto que promovia o terror junto aos inimigos dos nazistas.

Como o grupo radicalóide se tornou uma ameaça ao poder de Hitler, aos poucos acabou substituído pela SS (Schutzstaffel), um grupo de elite que contava com homens selecionados e disciplinados.

A partir de 1939, o esquema evoluiu para a Waffen SS (SS Armada).


No Brasil atual, a coisa é um pouco diferente. Quando os radicalóides precisam usar e abusar da força, recorrem ao sistema do Crime Organizado.

Terceirizam a mão de obra das facções criminosas – onde têm membros infliltrados e de onde também retiram recursos financeiros (do tráfico de drogas, das operações mafiosas e da corrupção contra a máquina pública) para seus objetivos de inviabilizar a Pátria e conter as potencialidades nacionais.

O poder de tal Governo do Crime Organizado cresce, sem a devida reação da sociedade, principalmente dos militares – seus alvos preferenciais.


Eis o que está por trás do nazirevanchismo em voga há muito tempo no Brasil.

Militares também não devem responder às agressões com os mesmos métodos nazistóides.

Se agirem assim, fazem o manjado jogo do inimigo – que só aguarda uma oportunidade para um ataque mais pesado, empregando a força armada das organizações criminosas.

Aos militares, neste momento, cabe a nada fácil missão de resistir e neutralizar seus verdadeiros inimigos, indicando quem são e representam de verdade.


A sociedade brasileira é quem deverá reagir contra o projeto nazista do Governo do Crime Organizado.

Se ela não reagir – e os militares se tornarem cada vez mais fracos -, o Brasil vai caminhar para a democradura capimunistaum regime disfarçado de leis opressoras e injustas que a maioria será obrigada a obedecer, sob as ordens de um Estado que se intromete na vida nacional, aparelhado pela governança do crime organizado.


O Supremo Tribunal Federal terá um papel fundamental, na próxima quarta ou quinta-feira, no aprofundamento ou não desse sistema criminoso.

Se o STF flexibilizar a interpretação sobre a Lei de Anistia, teremos o sinal claro de que está escancarado o caminho para uma ruptura institucional, com radicalismos de todos os lados.

Novamente, cabe lembrar que isto só interessa aos inimigos do Brasil.

26 de março de 2012

Voz no deserto



Por que não formamos um grande coro?

Porque temos receio de críticas ou preferimos desviar o rosto e os olhos e fechar a boca?

Por Lya Luft
REVISTA VEJA

Nunca fui muito ligada em futebol, mas sempre me agradou o entusiasmo masculino por ele na minha casa, desde quando meu pai ouvia jogos e torcia nas tardes de domingo, no rádio (não, não havia televisão na minha infância, para espanto de um de meus netos quando bem pequeno, provocando-lhe a deliciosa pergunta: "Mas não tinha dinossauro, né, vovó?").

Com o tempo e o convívio, acabei apreciando, mesmo sem entender aquele jogo com termos e regras enigmáticos.


Essa introdução é para dizer que me causaram admiração e tristeza os comentários do agora deputado Romário sobre o Congresso, a Copa e outros temas.

Porque ele, político estreante, teve a coragem, e porque tudo me pareceu tão evidente, e tão corajoso neste nosso teatro de invenções e negação da realidade.

Animou-me um deputado comentar que ali no Parlamento poucos de verdade trabalham; que muito do que se anuncia sobre a Copa é bastante improvável; e que há perigo de também nela acontecerem propina, desvio de dinheiro, o circo habitual.


Entristeceu-me que tão poucas pessoas reagissem, e que coubesse a ele, jogador de futebol, e deputado novato, botar em palavras, publicamente, o que muitos de nós percebemos, com maior ou menor entendimento e lucidez, mas não fazemos nada.
Por que não formamos um grande coro?

Porque temos receio de críticas ou preferimos desviar o rosto e os olhos e fechar a boca?
As recentíssimas denúncias sobre propina em entidades públicas ligadas a hospitais e licitações são de estarrecer.

A naturalidade com que, entre nós, se cometem tais atos ilegais é espantosa.


Ou eu estou fora do esquadro, faço parte do pequeno bando anônimo que ainda se assombra?

Sei que os governantes que querem o bem deste povo, deste país, dos estados, municípios, podem ainda nos salvar.

Sem a pretensão de ensinarmos ao mundo, de sermos melhores que americanos ou europeus, mas tentando ser o melhor que nós aqui podemos ser.

E certamente é bem mais do que estamos sendo, com péssimos transportes, educação insuficiente e confusa, ideias mirabolantes, saúde um susto, primeiros consumidores começando a ficar inadimplentes porque o estímulo ao consumo pode agradar de um lado mas prejudicar de outro.

Não digam que sou pessimista: seria simples demais.

Nem digam que sou contra governos ou partidos: seria preconceituoso.

Na verdade não tenho partido, acho mesmo que existem raros partidos no velho sentido da palavra, siglas permanentes, seguidores fiéis, ideologia coerente, sensata e firme.

Eu apenas observo.

Leio.

Escuto.

Assisto a noticiosos.

Interpreto voz, entonação, semblante dos que por nós falam: não sou nem otimista nem negativa, quero apenas que tudo finalmente tome um rumo, firme, coerente, realista e eficiente.

Sem tanta gente ainda morrendo em hospitais ou emburrecendo nas escolas por falta de bons profissionais e ótimos projetos.

Projetos realizáveis, não impossíveis, não tentativas aleatórias com nossas crianças, jovens, velhos, operários, intelectuais, estudantes, garis, domésticas, agricultores, médicos, engenheiros, trabalhadores de qualquer ramo.

Que a gente não fique na utopia de que vamos ensinar os países mais adiantados, porque, repito, ainda não conseguimos encaminhar nossos próprios projetos, resolver alguns dos mais graves problemas deste povo que precisa tanto e muitas vezes nem sabe disso. Imagino a dificuldade dos bons governantes para mudar os rumos do que nos deixou fragilizados.

E acho que nós, os cidadãos comuns, poderemos ajudar, se não aceitarmos fatos ruins como coisa natural, não acreditarmos em promessas nem em exigências absurdas, se cumprirmos com excelência nosso dever de cada dia, que inclui trabalho, cuidado com a família, honradez e patriotismo – cada um dentro de suas possibilidades.

O que realmente estou querendo dizer é que, num deserto de ideias lúcidas e opiniões honradas, a gente precisa tentar, com amor e coragem, abrir caminhos, portas, janelas, e ajudar a mudar as coisas que podem ser mudadas.
26.03.2012

Ministro das Cidades pagou hospital com dinheiro público



Tribunal de Contas da PB diz que Aguinaldo Ribeiro recebeu R$ 137 mil



Segundo conclusão do órgão de fiscalização, por não fazer parte do contingente de pessoas carentes do estado, o hoje ministro não precisaria ter recebido recursos públicos para custear tratamento médico
André Coelho / Arquivo O Globo


RIO - Uma auditoria do Tribunal de Contas da Paraíba constatou que o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, recebeu junto com o pai e uma irmã, em 2008 e 2009, quando era deputado estadual (PP), quase R$ 137 mil da Assembleia Legislativa da Paraíba, usados para tratamento no Hospital Sírio-Libanês, revelou ontem reportagem do “Fantástico”.

Segundo conclusão do órgão de fiscalização, por não fazer parte do contingente de pessoas carentes do estado, o hoje ministro não precisaria ter recebido recursos públicos para custear tratamento médico.
Aguinaldo Ribeiro não se pronunciou sobre o caso.


Na mesma reportagem, o “Fantástico” mostrou um suposto esquema de cobrança de propina e indícios de superfaturamento na licitação de um programa que transformaria João Pessoa na primeira capital digital do país, monitorada por câmeras e com acesso gratuito a internet para todos os moradores.

O projeto Jampa Digital foi inaugurado por Aguinaldo Ribeiro em março de 2010, que, à época, era secretário de Ciência e Tecnologia de João Pessoa.

O projeto prometia acesso gratuito a internet em 20 pontos da cidade, mas, até hoje, não funciona.

  26/03/12

A Teoria do Atraso informa que Rebelo precisa de mais chutes nos fundilhos






Aldo Rebelo escapou por pouco de Salomé, lamentei no comentário de 1 minuto para o site de VEJA.

Se Chico Anysio não tivesse morrido nesta sexta-feira, a gaúcha de Passo Fundo que usava o telefone para dizer verdades a quem estivesse na Presidência da República já teria conversado com Dilma Rousseff sobre o mais recente monumento ao ridículo erguido pelo ministro do Esporte: a Teoria do Atraso.

Segundo o autor, brasileiro gosta tanto de atraso quanto de futebol ou de carnaval. É por isso que as obras ligadas à Copa do Mundo não vão ficar prontas no prazo combinado. É por isso que as promessas feitas à Fifa não foram ainda cumpridas.


“Nós também temos nossos problemas civilizatórios”, caprichou o ministro.

“Um deles é o atraso.

A gente atrasa até para sair de casa para o cinema, para o restaurante.

Então, isso é uma coisa da nossa cultura.

Mas tudo funciona”
.




Depois de lembrar que “até reunião ministerial atrasa”, Rebelo comparou o maior evento futebolístico do mundo a uma noitada na Sapucaí.

“Quem acompanha a preparação de um desfile de escola de samba acha que aquilo não vai sair, mas todo ano acontece e é um evento de referência”, discursou.

“O brasileiro tem um jeito próprio de organizar e sempre entrega o que precisa”.


Conversa fiada, deveriam ter berrado em coro os jornalistas que testemunharam o elogio da irresponsabilidade, da inépcia, do desperdício e da pouca vergonha.

Acordos devem ser cumpridos.

Quem esquece a palavra empenhada é vigarista.

Cronogramas têm de ser respeitados.

O “jeitinho brasileiro” é o outro nome da cafajestagem.


O que Rebelo qualifica de “coisa da nossa cultura” é apenas um sintoma de primitivismo.

Improviso é para craques de futebol .

Jogo de cintura fica bem em passistas de escola de samba.

Adotados como norma por um governo, tais virtudes apenas encurtam o caminho que leva ao fracasso e ampliam as dimensões do fiasco.

O atraso das obras desmata a trilha no matagal por onde avançam os contratos sem licitação, os preços superfaturados, o programa Propina para Todos, a roubalheira escandalosa.


Enquanto os pagadores de impostos bancam a gastança bandida, o ministro do Esporte promove a formas de arte o estelionato, a ladroagem e a fraude.

Enquanto o militante do Partido Comunista do Brasil mantém a cabeça estacionada no século 19, o supercartola do Planalto negocia em moeda cunhada no século 21.

É compreensível que o comunista-capitalista celebre a beleza do atraso.


O falatório desta semana informa que passou o efeito do merecidíssimo chute no traseiro.

Está na hora do segundo.

Um bom pontapé nos fundilhos pode tornar Aldo Rebelo tão pontual quanto um lorde inglês.



24/03/2012




domingo, 25 de março de 2012

Serra vence prévias e será candidato do PSDB à Prefeitura de SP




Ex-governador teve 52,1% dos votos neste domingo (25)

Tucano foi o último a entrar na corrida interna do partido


Paulo Toledo Piza
Do G1 SP



O ex-governador de São Paulo José Serra venceu as prévias do PSDB neste domingo (25) e é o candidato do partido à Prefeitura da capital paulista nas eleições deste ano. Serra recebeu 52,1% dos votos; seus concorrentes, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, e o deputado federal Ricardo Tripoli, receberam, respectivamente, 31,2% e 16,7%.

Ao todo, 6.229 militantes do partido votaram, sendo que Serra recebeu 3.176 votos, seguido de Aníbal (1.902) e Tripoli (1.018). Os votos brancos ou nulos somaram 133.

Em seu discurso, o ex-governador pediu empenho à militância. “Temos que trabalhar muito na internet, na TV, no rádio, no horário eleitoral e, principalmente, no boca a boca, na conversa com o vizinho, o tempo inteiro”, disse. Ele evitou citar adversários, mas afirmou que seus correligionários têm que mostrar “a diferença entre nós e eles”. Serra ressaltou ainda que, se eleito, trabalhará com todo tipo de parceria, principalmente com o governo do estado.


Durante sua fala, ele também citou alguns projetos iniciados em sua gestão como prefeito e, depois, como governador. Antes de Serra discursar, os pré-candidatos derrotados tiveram a palavra. Tripoli disse que as prévias demonstraram uma “escolha limpa e justa”. Já Aníbal afirmou que o partido “sai fortalecido das prévias, principalmente em sua unidade”.


Serra discursa após anúncio do resultado das prévias do PSDB
(Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que já tinha declarado o voto em Serra antes das prévias, disse que ele tem apoio total do partido na campanha municipal.

Participação tardia

O agora candidato à Prefeitura foi o último a entrar nas prévias do partido, em 28 de fevereiro. Sua participação tardia fez com que as prévias, que ocorreriam no início de março, fossem postergadas para este domingo (25).

Além do adiamento, a entrada do ex-governador fez com que outros pré-candidatos desistissem de concorrer internamente. O primeiro a anunciar a saída foi o secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo. “Serra sempre será mais credenciado do que eu para cargos que disputarmos. Vou continuar lutando com o mesmo ímpeto”, afirmou na época.

Em seguida foi a vez do secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, retirar sua pré-candidatura. “No meu entender, o ex-governador José Serra tem uma densidade política, uma densidade eleitoral, uma possibilidade de vitória, de agregação de forças eleitorais dentro e fora do PSDB que a gente não pode negar e tapar o sol com a peneira.”


25/03/2012