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quarta-feira, 30 de junho de 2010

José Serra fala sobre suas propostas para o Brasil



Brilhante... apesar da entrevistadora agressiva!

A Noruega tropical de Lula





Convidado pelo Financial Times (FT)de Londres a fazer uma avaliação do seu governo e a antecipar o que pretende fazer depois de deixar o Planalto, no primeiro dia de 2011, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu com um artigo de 700 palavras, publicado ontem em um suplemento especial sobre o Brasil.


Trata-se de uma versão comparativamente austera, como convém aos textos do mais influente diário econômico do mundo, da exuberante teoria do "nunca antes na história deste País", complementada pela promessa de "continuar a contribuir para a melhora da qualidade de vida das pessoas" ? desta vez no mundo inteiro.


Mas a megalomania se livra dos arreios quando, para justificar o seu intento de fazer pelos latino-americanos, caribenhos e africanos o que se vangloria de ter feito pelos brasileiros, Lula não deixa por menos: "Não podemos ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de pobreza e injustiça social."


Sejam quais forem as evidências que ele queira enfileirar sobre os progressos dos últimos anos da economia brasileira e das condições de vida da população ? e seria pueril, ou desonesto, negá-los ?, Lula fala do Brasil, 75.º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como se fosse uma Noruega.


O país nórdico lidera o ranking criado pelas Nações Unidas e gasta proporcionalmente mais do que qualquer outro país em ajuda externa. Na realidade, já descontados os Estados Unidos e o Canadá, 16 países do Hemisfério têm um IDH melhor que o brasileiro.


Como era de esperar, Lula credita exclusivamente ao seu governo o fato de o Brasil sangrar em saúde. O que veio antes foi como se não tivesse existido, ou, quando existiu, foi contraproducente.

"Devolvemos o crescimento a uma economia de há muito estagnada", alardeia, "e o fizemos mantendo a inflação sob controle, reduzindo a relação entre a dívida e o PIB e reconstruindo as funções reguladoras do Estado brasileiro."



O papel, como se diz, aceita tudo. Nem a conjuntura internacional excepcionalmente favorável a exportadores de produtos primários e insumos, como é o Brasil, nem, muito menos, a decisão de Lula de se apropriar da "herança maldita" do governo Fernando Henrique, na esfera macroeconômica, precisam ser reconhecidas ? o que não há de ter escapado àquela parcela dos leitores do Financial Times que sabe que a história do País não começou quando o atual presidente chegou ao Planalto.


Além de se atribuir a paternidade pelo "novo Brasil", título do caderno especial do FT, Lula fez pelo menos 2 gols em impedimento, na esperança de que os árbitros estivessem olhando para o outro lado. A afirmação sobre a reconstrução das funções reguladoras do Estado nacional é mais do que falsa.

O que o lulismo tem feito com as agências reguladoras é privá-las de sua autonomia e manipular a sua composição para atender aos interesses do governo e seus aliados políticos e politiqueiros. A isso se chama destruir e não reconstruir.


O leitor distraído pode tomar pelo valor de face o que Lula escolheu dizer sobre a transformação material do País, mas os investidores sabem perfeitamente quanto há de embromação nas seguintes palavras:

"Pusemos em marcha um processo poderoso de melhorar nossa infraestrutura (?). Como parte disso, estamos eliminando os gargalos que afetavam nossa competitividade no passado ? o que costuma ser chamado "custo Brasil"."

Lula reconhece "os enormes desafios pela frente", a começar da pobreza ainda significativa, a insuficiência do sistema de educação, além da droga e da violência. E menciona em seguida a necessidade das reformas tributária e político-eleitoral.

Estas últimas "não podem esperar mais", sob pena de "comprometer a continuidade dos avanços de que desfrutamos nos anos recentes".

O presidente fala como se tivesse dado o melhor de si, ao longo desses 7 anos, para mudar as regras do jogo político.

Não apenas não o fez ? e ao não fazê-lo permitiu que prevalecessem no Congresso os interesses dos que querem que tudo permaneça como está ?, como ainda tirou proveito da fragmentada e reduzida representatividade do sistema de partidos para formar a sua enxundiosa base parlamentar, vitaminada pelo mensalão.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Amanhecer

Teaser "Pare, Escute, Olhe" Amanhecer

on Vimeo.
Filmar a linha ferroviária e o vale do Tua numa manhã de Inverno é tão doloroso quanto fascinante.

Esta maravilha natural está ameaçada pela construção da barragem de Foz-Tua que irá submergir aquela que é uma das mais belas linhas ferroviárias da Europa.

Pedro Couteiro, é membro da COAGRET, associação que têm vindo a lutar contra a construção da barragem.

É preciso parar, escutar e olhar. "Pare, Escute, Olhe" é um documentário de Jorge Pelicano

Os homens criaram este Haiti aqui - Arnaldo Jabor


Os homens criaram este Haiti aqui

Por Arnaldo Jabor

Não adianta mais analisar p... nenhuma no Brasil de hoje. Tudo voltará ao início como cobra mordendo o próprio rabo, tudo continuará sob anestesia, mas sem cirurgia, como disse uma vez Mário Henrique Simonsen.


Tudo era previsível neste súbito Haiti que brotou no Nordeste, variando do deserto para o tsunami de lama, das "vidas secas" para o afogamento, sempre atingindo os mesmos pobres diabos sem voz, sem rosto, sem destino, que vagam nas cidades desgraçadas que o subfeudalismo dos barões nordestinos cultiva.


A análise tradicional não serve; só resta oferecer-me como testemunha inútil desse crime secular sem autores visíveis.


O autor não é Deus, não é a natureza; os homens teceram essa desgraça de agora, não por seus atos malignos apenas, mas por uma distribuição de causalidades inexplicáveis que cria o crime sem sujeito - uma difusa culpa que acaba inocentando todos.

No entanto, a verdade brasileira aparece nessas tragédias visíveis - soterramentos, alagamentos, bebês morrendo em berçários de hospitais assaltados.

Por outro lado, a verdade sempre esteve ali, silenciosa, dissimulada nos miseráveis vilarejos de Alagoas e Pernambuco, na paz trágica do nada, na mansidão da ignorância, no silêncio da miséria seca, aquela paz vazia que tranquiliza ladrões e demagogos, a paz da ignorância de vassalos toscos e obedientes.

Mas, de repente, jorrou a verdade com as águas das represas e açudes arrebentados. Tudo que não queríamos ver bate em nossos olhos grudados na TV, vendo o Maradona de terninho ou o Dunga com sua cara espessa e dura.

A verdade aponta os responsáveis pela tragédia que certamente vão esconder que 57% das verbas para prevenção de catástrofes desse tipo foram gastos na Bahia, para favorecer o candidato do governo para governador.


Também não vão explicar por que só 14% das verbas preventivas (R$ 71 milhões apenas) foram destinados aos Estados de Alagoas e Pernambuco.



Agora, com Lula e sua clone correndo para aparecer no teatro de lama, para impedir a perda de votos, o governo vai gastar mais de R$ 2 bilhões para consertar o que era evitável (ah... e que bons negócios se farão...).


A catástrofe estava encravada nas fazendas fantasmas, nos municípios controlados por barões, na indústria da seca - não só a seca do solo, mas a seca mental -, na qual a estupidez e a miséria são cultivadas para criar bons serviçais para a burguesia boçal.


A catástrofe estava se armando enquanto soavam as doces camaradagens corruptas em halls de hotel, os almoços gordurosos, as cervejadas de bermudão, as gargalhadas, as "carteiradas" autoritárias, os subornos e as chaves de galão.


As catástrofes estavam se armando durante os jantares domingueiros, na humilhação das esposas de botox, no respeito cretino dos filhos psicopatas, na obediência dos peões, dos capatazes analfabetos.

A catástrofe se armava no sarapatel de ideias que vão desde um leninismo tardio até este "revival" de um sindicalismo getulista a que assistimos.


Os indícios desse desastre se veem na recente frase irada que Lula lançou: "Os impostos no Brasil têm de ser altos sim, do contrário não temos Estado".


Esqueceu-se de dizer que os impostos que recolhe são gastos para pagar a folha de milhares de pelegos empregados, nos desvios de verbas públicas. Esqueceu de dizer que a catástrofe se armava nos últimos sete anos quando gastaram R$ 8 bilhões em propaganda oficial, sem contar os gastos de empresas estatais.


A catástrofe também se armou aos poucos com a frente unida da utopia, que permite que todos os erros sejam cobertos por um manto de "fins justificados" - a frente unida dos três tipos de radicais: os radicais de cervejaria, os radicais de enfermaria e os radicais de estrebaria.

Os frívolos, os loucos e os burros.

Uns bebem e falam em revolução, outros alucinam e os terceiros zurram, todos atacando o "capitalismo do mal", quando justamente esse mal (que também existe) é a única bomba capaz de arrebentar nosso estamento patrimonialista de pedra.


A catástrofe se arma para futuras tragédias, com a má utilização dos bilhões de dólares que entram em nossa economia, canalizados para países emergentes, pois estão sendo sugados pelo Estado inchado e inchando.




A realidade (se é que isso ainda existe no país) é que a tragédia fixa, silenciosa e invisível se transformou numa tragédia bruta e retumbante. Só isso aconteceu no Nordeste.


E para nós restam o horror e a pena, porque os fatos estão muito além da piedade. Ninguém tem palavras para exprimir indignação, ou melhor, ninguém tem mais indignação para exprimir em palavras.


Resta-nos a impotência diante do fato consumado e um sentimento nobre, mas que chega sempre depois da desgraça: a solidariedade.

O que é a solidariedade?

Como sentir a dor dos outros?

Sou solidário aqui ou apenas faço meu artigo semanal?

Por que me comovo?

Será que me comovo mesmo, será que me imagino ali na lama, procurando pedaços de comida no lixo e aí me purifico com minha indignação impotente?

Como posso saber o que sente um homem-gabiru, faminto, analfabeto, que só é procurado pelos poderosos sacanas para ser "laranja" em roubalheiras para a cumbuca das oligarquias?

Como posso saber da alma de um desgraçado limpando um pedaço de pão no lodo para dar para o filho bebê, com seu sofrimento mudo, enquanto os culpados dizem "que horror" nos prédios de luxo nas praias de Pajuçara e Boa Viagem ou se escondem nos cabides de emprego de Brasília?

Como se sentem os homens sofridos que vemos chorando na TV, sob o som de gritos da Copa do Mundo, uivos de vuvuzelas e patetas pulando de alegria patriótica?


Os diques e os açudes que se romperam são os diques rompidos da mentira política sistemática.

Então, pode ser que a história se mova um pouco e que a consciência de nosso absurdo aumente.

Mas, isso... só por um tempo...

Depois, novas catástrofes voltarão a se armar...

E aprisionados permaneceremos até acordarmos para a verdade: Lula não existe.


Por Varuzza
Eu tive o desprazer de ver o faraó de garanhuns ao vivo e em cores, poucos metros à minha frente.

Afirmo: é um zé ninguém.

Não possui carisma, brilho, destaque.

Se colocado em um forró junto com seus conterrâneos, será mais fácil achar o Wally

Esta conversa de carisma, popularidade e quetais é apenas, e tão somente, um álibe ardilosamente por ele utilizado para a sua manutenção no poder.

E vejam como dá certo. O Roriz acredita não ser possível bater duro no molusco devido às conseqüencias em meio ao povo.

A mensagem subliminar por trás desta história de carisma e popularide é: se me tirarem do poder por causa dos meus crimes, como tenho carisma e popularidade, vou para as praças sublevar o povo.

A guerra civil será a minha meta.

Como disse o Fernando Pessoa:

" O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo -
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade.
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre."

O poeta, nestes versos, refere-se a Ulisses que, segundo a lenda, teria aportado em Portugal e criado a cidade de Olissipo - Lisboa. Ulisses, assim como Lula, são seres inexistentes e, justamente por não serem, são, e criam.

O primeiro, Lisboa, o segundo, este inferno em que estamos aprisionados.

E aprisionados permaneceremos até acordarmos para a verdade: Lula não existe.

Assim como não podemos confundir Paulo Gracindo com Odorico Paraguassú, também não podemos confundir Lula com Luiz Inácio da Silva.

Paulo Gracindo e Luiz Inácio existem.

Odorico e Lula, não.

Odorico é criação literária,

Lula é criação publicitária

Extra "tira" a Seleção da Copa

Anúncio do hipermercado Extra "tira" a Seleção da Copa
Para o Grupo Pão de Açúcar, que é dono da rede, o erro foi da Folha.

Para a Folha, a veiculação ainda está sendo apurada 




Adeus "A I qembu le sizwe" brasileira


(Reprodução/Folha de S. Paulo)

A rede Extra veiculou na Folha de São Paulo desta terça-feira um anúncio em que se despede da Seleção Brasileira na Copa da África. O anúncio diz: "A I qembu le sizwe sai do Mundial. Não do coração da gente. Na África, no idioma Zulu, I qembu le sizwe é SELEÇÃO. Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014."

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar, da qual a rede Extra faz parte, afirmou ter sido uma falha humana por parte da Folha de São Paulo. Segundo a assessoria, foram enviados dois anúncios, um para o caso de derrota da Seleção e outro para ser utilizado em caso de vitória. O anúncio publicado foi, por engano, o de derrota. Ainda, de acordo com o Grupo Pão de Açúcar, a Folha de São Paulo fará uma retratação do erro.

Segundo o departamento comercial da Folha de São Paulo, a veiculação do anúncio ainda está sendo apurada e, por enquanto, não é possível explicar se o erro foi realmente por parte da Folha ou da house do Grupo Pão de Açúcar.

O Grupo Pão de Açúcar é patrocinador oficial da Seleção Brasileira até o fim da Copa da África através da marca Extra.

(Cris Simon)

CAMPANHA DE DILMA ROUSSEFF É SUJA



Resumo da campanha petista: parece heresia, mas Dilma Rousseff segue faltando com a verdade ao país porque insiste em afirmar que está fora da sujeira que seu comitê tentou fazer contra o adversário Serra.


No programa Roda Viva da TV Cultura, ela tentou falar grosso exigindo provas sobre o dossiê.

Provas por quê?

Luiz Lanzeta era chefe da comunicação de sua campanha e participava do alto comando da campanha petista.

E todo mundo sabe que ele estava jogando sujo para beneficiar Dilma.


Dilma, aliás, deve desculpas a Serra sobre esse caso. Ela estava jogando sujo, o time dela estava jogando sujo.

Não adianta Dilma tentar culpar a imprensa porque estão envolvidos colaboradores, aliados e amigos da candidata.

E ela está exigindo provas de quem?

Da mídia, ora essa.


Aliás, só não há dossiê nenhum porque nada pesa contra José Serra. Já tentaram tudo e não acharam nada. Fizeram escutas clandestinas e outras ilegalidades contra Serra, mas nada, rigorosamente nada que possa desaboná-lo foi encontrado.

Dilma Rousseff sabe disso.

Tanto sabe que tratou de defenestrar Luiz Lanzeta e Fernando Pimentel do comando de sua campanha.

Que triste a degeneração do caráter...!


Palhaço das perdidas ilusões!




Que melancólico, a degeneração de um caráter...

Na convenção que confirmou o nome de Dilma como candidata á presidência da republica, presenciamos patéticas figuras, sorrisos caninos, esgares sonambúlicos... Suplicy (o puro...) o bigode canalha do Mercadante e seus dossiês... crachás em pescoços curvados... nenhum questionamento, a servil aceitação de uma marionete enfiada goela abaixo dos dignos militantes...

Mortos também falam, sorriem, e até tiram fotografias... Cumplices de um rasteiro momento da nossa pobre estória, ausente de indignação, a rapinagem rateada em cargos comissionados, gerações anestesiadas, a convivência pastosa com ditadores, o poder como "ideal", como projeto de uma existência...

E até tiram fotografias.


"O homem mau dorme bem", e mais grave:sonham! Imaginam-se mudando a ordem do mundo, em seu proveito,claro...

50 por cento do país sem esgoto, que importa?

A divida interna na estratosfera, e daí? 20 milhões de analfabetos... O nióbio, na reserva Raposa do Sol, demarcada pelo sociopata, sem a necessária militarização da fronteira...

Para quê?

Os indios "tomam conta...", com seus óculos paraguaios, febre amarela, utilitários importados, a gigantesca fronteira eternamente adormecida e desguarnecida, por onde passam monstruosas quantidades das mais variadas espécies de drogas,que destruirão a curto prazo, mentes e ideais jovens, sinistro parceiro da lavagem cerebral em doses cavalares,"nunca visto antes em toda a história do país!"

Pobre e precário povo, que se une apenas em copas mundiais, em escolas de samba e esperam, ansiosamente, pelas tardes de domingo, pelo resultado da loteria (a falta de outra coisa...)

Estudar, para quê?

Futuros lupens, manobrados pela mais covarde e invasiva propaganda "vendendo" um Brasil virtual, desprestigiado internacionalmente, mercê de uma ridícula politica externa,"palhaços das perdidas ilusões..."



Que triste a degeneração do caráter...!



Agressão a Danilo Gentili



O prefeito Luís Aéreo, é hexa no erro: zomba do agredido, não pune os agressores, mantém a tragédia anunciada
autoriza garagem de caminhão em cima de criança, comete crime ambiental ao construir em área que deveria ser preservada e implantou a Lei do Silêncio -- diretoras não podem criticar nem vendo uma encosta encostando na testa. E quem apanha é o  @danilogentili.

Comentário do Senador Demóstenes Torres
demostenes_go
no Twitter

Políticos calam a imprensa com agressão física

O agressor é Lourivaldo Rodrigues de Moraes, conhecido como Kirrarinha. Foi eleito vereador do município de Pontes e Lacerda (MT) em 2008, com 1.495, pelo DEM.





segunda-feira, 28 de junho de 2010

Garotinho ameaça fazer "revelações bombásticas"

Com cassação confirmada pelo TRE, ex-governador diz que está sendo vítima de pressões poderosas


Em seu blog, o ex-governador diz ser vítima de pressões com "impressões digitais de Sérgio Cabral"

O ex-governador Anthony Garotinho prometeu nesta segunda-feira fazer uma revelação bombástica para comprovar o “jogo sujo” que explicaria decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) de manter a cassação seu registro e o de sua mulher, Rosinha Garotinho, que é prefeita de Campos dos Goytacazes.

Garotinho diz estar sendo vítima de pressões poderosíssimas, nas quais estão claras as digitais do governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB.

O ex-governador pretende disputar o governo do Rio pelo PR, mas para cumprir o prazo eleitoral, que exige registro de todas as candidaturas até 5 de julho, precisa correr. Ele havia marcado para a quarta-feira, 30 de junho, a convenção do partido, e teve de cancelá-la.

Garotinho reafirma que nunca acreditou numa decisão favorável do TRE, exatamente por causa dessas influências de bastidores. “Não era um julgamento com base em provas, que não existem, nem podem existir porque nem eu, nem Rosinha, fizemos nada de errado. Foi um julgamento político, para atender interesses eleitorais. As impressões digitais de Sérgio Cabral são flagrantes”, escreveu ele em seu blog.

O casal Garotinho foi condenado em maio por abuso de poder econômico na eleição de 2008. O advogado de Garotinho, Fernando Neves, disse que vai esperar conhecer as razões do tribunal para depois decidir as medidas a serem tomadas para reverter o quadro.

O Tribunal Superior Eleitoral deve manifestar-se até quarta-feira. Garotinho diz manter a confiança numa decisão favorável.

“Estou certo de que o TSE, de forma independente, sem o comprometimento que existe hoje, por parte de setores do MP e da Justiça, aceitará o meu pedido de liminar, que está nas mãos do ministro Marcelo Ribeiro”, diz o ex-governador, que, por via das dúvidas, guardou a "bomba" para outra ocasião.
Na Veja

ALMA DE MULHER - Maria Lucia Victor Barbosa


ALMA DE MULHER

Por Maria Lucia Victor Barbosa

Duas mulheres estão disputando a presidência da República: Marina da Silva, aparentemente frágil, figura feminina doentia, voz fininha.

Como ex-petista Marina terá sempre alma de PT em que pese estar por circunstâncias políticas no PV. Sem chances de vencer, num eventual segundo turno ela certamente dará apoio a Dilma Rousseff, candidata que há dois anos vem sendo conduzida em campanha por seu criador político, Lula da Silva.

Na convenção festiva do PT que oficializou Rousseff, obedientes petistas cantaram a plenos pulmões: “Lula tá com ela, eu também to”.

Como pesquisas detectaram que Rousseff tem pior desempenho do que o candidato do PSDB, José Serra, no eleitorado feminino, o marqueteiro João Santana investiu na exaltação da mulher e na feminilização da candidata, que na convenção leu com sua voz rascante um longo e enfadonho discurso capaz de fazer dormir militante petista.

Santana se concentrou na esfera psicológica, elemento fundamental da propaganda enganosa capaz de convencer pessoas a comprarem produtos de má qualidade que não lhes são necessários.

Retoques físicos obtidos com primorosa plástica, aplicações de botox, penteados sofisticados, sobrancelhas arqueadas adequadamente, maquiagem de artista de novela operaram milagres na senhora sessentona de modos rudes.

Mas, qual o truque para mudar uma personalidade?

Isso é tarefa impossível. Entretanto, assim como o truculento ex-sindicalista foi momentaneamente transformado no “Lulinha paz e amor”, por que não confeccionar uma “Dilminha ternura” sob encomenda do chefe?

Na preparação para a entrada triunfal da “grande estadista” na convenção foram exibidos vídeos da Princesa Isabel, Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga, Maria da Penha.

Naturalmente, a intenção era passar a idéia de uma Rousseff superior a todas elas. Faltou a Santana a idéia de compará-la á Imaculada Conceição, já que o piedoso irmão leigo, Frei Betto, chamou Lula da Silva de “luz do mundo”, privilégio que antes pertencia a Jesus Cristo.

Estrategicamente não foram mencionadas, entre outras: a ministra Zélia Cardoso de Melo que detonou o governo Collor com a expropriação da poupança;

a petista Benedita da Silva, expelida do ministério por conta de algumas, digamos, extravagâncias em gastos;

a petista, braço direito de Rousseff, senhora Erenice, hoje ocupando o lugar da ex-ministra e que, junto com a chefa sofreu acusações que se desmancharam no ar, relativas à habitual tática dos “aloprados” do PT de confeccionar dossiês para difamar concorrentes políticos.

Na verdade, várias mulheres em cargos públicos são incompetentes ou se comportam de maneira nada edificante, exatamente como homens incompetentes e corruptos, o que prova que não basta ser mulher ou homem, branco ou negro, pobre ou rico para assumir o poder.

Para governar, sobretudo um país, é necessário ter experiência que prove competência, biografia que demonstre honestidade, liderança confirmada, ideal voltado para o bem-comum. O resto é mistificação, populismo barato, empulhação de eleitor incauto.

Isso não quer dizer que a mulher não possa se sair bem na política. Grandes governantes entraram para a história como, por exemplo, a rainha Elisabeth da Inglaterra, Indira Gandhi na Índia, Golda Meir em Israel, Margareth Tatcher na Inglaterra, Violeta Chamorro na Nicarágua. Entretanto, como disse Indira Gandhi: “Não me considero uma mulher fazendo política, mas, sim, uma pessoa exercendo um ofício”.

No discurso da convenção Rousseff prometeu que fará um governo como o de Lula, mas “com alma e coração de mulher”.

O que será que a colérica Rousseff entende por alma de mulher?

Numa idealização da “alma de mulher” direi que podemos, entre outras coisas, sermos generosas, compreensivas, pacientes, atributos, aliás, inerentes ao maravilhoso dom da maternidade.

No comportamento muitas de nós somos graciosas, sedutoras, sensuais, encantadoras no jeito de andar e falar.

No dia-a-dia de muitas mulheres se encontram heroínas que amparam, consolam, lutam pela existência, protegem a família.

Nem todas possuem tais características, é claro. Existem mães que matam os filhos, megeras que infernizam a vida alheia, ignorantes que danificam suas vidas e a de outros, mulheres nada graciosas que andam com passadas de guarda de campo de concentração, sempre dando ordens com vozes desagradáveis feitas para o comando.

Parece, porém, que essa coisa de alma virou moda. Até Michel Temer disse que o “PMDB vai entrar em campanha com sua alma, e não apenas com seu raciocínio”. Alguns eleitores mais atilados conhecem bem a “alma e o raciocínio” de José Sarney, Renan Calheiros...

De qualquer modo, se Rousseff ganhar não teremos uma mulher na presidência da República.

Como inferior e submissa ao homem ela apenas esquentará o lugar para Lula da Silva que pretende voltar em 2014.

Assim os homens do PT traçaram sua manutenção no poder.

E se a herança maldita pesar foi a mulher que não soube fazer como a “luz do mundo”.

Afinal, só Lula da Silva tem alma.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com.br

24/06/2010

Bolão no Planalto tem cachaça como prêmio


Com a aposta no 3 x 0 para a seleção brasileira, o chefe do gabinete pessoal da presidência da República, Gilberto Carvalho, levou a melhor num bolão organizado antes da reunião de coordenação política do governo nesta segunda-feira, do qual participaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice, José Alencar, oito ministros e um assessor.

O prêmio para o vencedor foi uma garrafa de Maria da Cruz, cachaça fabricada na fazenda de Alencar.



O vice-presidente foi o mais otimista: 5 a 0 para o Brasil, seguido de Lula, que apostou no resultado de 4 a 1. Lula assistiu ao jogo no Palácio da Alvorada, residência oficial, com familiares e funcionários.

Também participaram do bolão os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo (3×1), de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (2×0), da Casa Civil, Erenice Guerra (2×1), do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix (3×1), da Defesa, Nelson Jobim (2×0), e da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins (2×0), além do vencedor, o chefe do gabinete, Gilberto Carvalho, o da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci (2×1), e o assessor especial do gabinete pessoal do presidente, Alberto Mendes (4×2).

na Veja


Vício consagrado - Olavo de Carvalho

Vício consagrado

Por Olavo de Carvalho

O grosso do público não tem a mais mínima idéia das técnicas de engenharia social que, de uns trinta anos para cá, se substituíram maciçamente às normas do bom jornalismo.

A afetação de neutralidade superior, especialmente quando se quer impingir à platéia opiniões arriscadas e mentiras cínicas, é a essência mesma do "estilo jornalístico".

Os "grandes jornais" deste país praticam-no com destreza tal que a maior parte de seus leitores, tomando a forma pelo conteúdo, acredita seguir a razão e o equilíbrio no instante mesmo em que vai se acomodando, pouco a pouco, anestesicamente, às propostas mais dementes, às modas mais escandalosas, às idéias mais estapafúrdias.

Quando a Folha, quase vinte anos atrás, começou a promover discretamente o gayzismo sob a inócua desculpa mercadológica de que os gays eram também parte do público consumidor, quem, entre os leitores, poderia imaginar que com o decurso do tempo essa gentil atenção concedida a uma faixa do mercado se converteria numa estratégia global de imposição do homossexualismo como conduta superior, inatacável, sacrossanta, só rejeitada por fanáticos e criminosos?

Quem, aliás, tem a paciência e os meios intelectuais de examinar as mudanças progressivas e sutis da linguagem de um jornal ao longo de vinte anos?

No começo, o processo é invisível porque seus primeiros passos são discretos e aparentemente inofensivos.

No fim, é invisível porque sua história se apagou da memória popular.

A lentidão perseverante é a fórmula mágica das revoluções culturais.



É verdade que o grosso do público não tem a mais mínima idéia das técnicas de engenharia social que, de uns trinta anos para cá, se substituíram maciçamente às normas do bom jornalismo.

Não há uma só faculdade de jornalismo no Brasil que tenha escapado à influência das doutrinas "desconstrucionistas", segundo as quais não existe verdade objetiva, nem fato, nem relato fidedigno - há apenas a "vontade de poder" e, conseqüentemente, a "imposição de narrativas".

Notem bem: não se trata de impor "opiniões", julgamentos de valor.

Trata-se de modelar a seqüência, a ordem e o sentido dos episódios narrados, de tal modo que sua simples leitura já imponha uma conclusão valorativa sem que esta precise ser defendida explicitamente.

É a arte de fazer a vítima aceitar passivamente, de maneira mais ou menos inconsciente, opiniões com as quais, numa discussão aberta, jamais concordaria.


Antigamente os jornais buscavam ser neutros e objetivos nas páginas noticiosas, despejando nas seções editoriais as opiniões candentes, a retórica exaltada, as campanhas empolgantes.

Hoje os editoriais são todos escritos num mesmo estilo insosso, diplomático, sem cor nem sabor, porque as opiniões que se deseja impingir ao público já vêm embutidas no noticiário, onde gozam do privilégio - e da eficácia - dos ataques camuflados.



No Brasil, todo estudante de jornalismo, mesmo quando incapaz de conjugar um verbo ou atinar com uma regência pronominal, sai da faculdade afiadíssimo nessa arte.

Não porque a tenha "estudado" - o que suporia uma discussão crítica incompatível com a natureza mesma dessa prática --, mas justamente porque teve de exercê-la para passar de ano, sem discuti-la, de tal modo que seu sucesso escolar depende de sua docilidade em consentir com o embuste até o ponto em que deixe de percebê-lo como embuste.

Então ele está pronto para usá-lo contra os leitores sem ter qualquer suspeita de estar lhes fazendo algum mal.

É por isso que a "grande mídia", hoje em dia, já não vale absolutamente nada como fonte de informação, e continuar a consumi-la como tal é apenas um vício consagrado, fundado no prestígio residual de um jornalismo extinto.


28 Junho 2010

domingo, 27 de junho de 2010

FIM DE LULA ESTÁ PRÓXIMO:

A última festa junina na Granja do Torto

Começamos aqui a série comemorativa de coisas odiosas que estamos vendo pela última vez.



Foto de José Cruz/ABr com photoshop de Toinho de Passira


Toinho de Passira

Fonte: Agência Brasil

O presidente Lula, pela última vez, encena essa palhaçada da festa junina na Granja do Torto.

O número de bajuladores reduziu-se em muito.

De agora em diante a solidão de fim de mandato começa a se estabelecer.

A partir do dia 01 de janeiro de 2011, o Brasil estará livre de Lula.

Neste sábado, 26, faltam exatos 188 dias. Parece longínquo, mas nos chegaremos lá.

Tempo vai e tempo vem,
O tempo que levou Collor,
Levará Lula também!


(Parodiando verso popular de domínio público)