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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CNBB no Rio recomenda voto em quem 'defende a vida'


CNBB no Rio recomenda voto em quem 'defende a vida'


MARCELO AULER
Agência Estado

No mesmo dia em que a candidata Dilma Rousseff receberia um manifesto de apoio com mais de 600 assinaturas de religiosos de diferentes igrejas, a Regional Leste 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) - que engloba os 21 bispos do Estado do Rio de Janeiro - divulgou nova nota oficial recomendando o voto em quem "defendeu e defende o valor da vida desde a sua concepção até o seu término natural com a morte".


Na nota os bispos renovam "a nossa crítica ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), mesmo depois de ter sido retirada a proposta da legalização do aborto".
A assessoria da Arquidiocese do Rio garante que não tem ligação a divulgação da nota com o evento marcado para a noite, quando também intelectuais e juristas dariam apoio à candidata do PT.

Segundo assessores da arquidiocese, a divulgação da nota assinada pelos bispos Dom Rafael Llano Cifuentes (Nova Friburgo), Dom José Ubiratan Lopes (Itaguaí) e Dom Filippo Santoro (Petrópolis) já estava prevista há tempos para ocorrer hoje.

A nota insiste que a "Igreja católica não tem partido ou candidato próprios" mas, "incentiva, agora mais do que nunca, a dar o voto a quem respeita os princípios éticos e os critérios da Moral Católica, indicados na Doutrina Social da Igreja".

Apesar de os bispos dizerem que a Igreja é apartidária, a nota volta a criticar a 3ª versão do Plano Nacional de Direitos Humanos, ou seja, a apresentada pelo governo Lula.

Para os bispos, de nada adiantou o governo modificar o plano retirando a proposta da legalização do aborto porque, segundo eles, "foi falaciosamente indicada como questão de saúde pública".

O arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, que no final de semana impediu a distribuição nas igrejas do Rio de panfletos condenando candidatos, em artigo que assina hoje em jornais do Rio, insiste que a sua orientação é contrária aos padres fazerem campanha de candidatos.

No artigo, ele convoca "seus fiéis, na liberdade e na responsabilidade do foro sagrado e secreto do poder eleitoral que o voto faculta, a comparecer às urnas e exercitar a sua cidadania fora de qualquer pressão externa para votar em consciência nos candidatos que tenham compromisso com o Evangelho, que respeitem a vida desde a concepção até o seu termo natural, passando por todos os momentos da vida humana e ajudando as pessoas a viverem com dignidade no trabalho, saúde, habitação, lazer, locomoção, comunicação".


18 de outubro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

FHC desafia Lula a debater 'cara a cara'



FHC desafia Lula a debater
'cara a cara'
Em discurso inflamado para tucanos, ex-presidente classifica sucessor de 'mesquinho' e de mentir 'sem cessar' sobre o País que encontrou ao assumir mandato.

Roberto Almeida
O Estado de S.Paulo
Em sua mais contundente incursão na campanha tucana até agora, que incluiu a defesa de seu legado à frente do Palácio do Planalto, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, desafiou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um debate "cara a cara" após o fim das eleições.


Diante de centenas de militantes do PSDB, em um hotel na zona norte da capital paulista, FHC pediu a Lula que, quando "perder o monopólio da verdade", vá ao instituto que leva seu nome, em São Paulo, para debater
.


"Presidente Lula, quando acabar as eleições, quando você puser o pijama, será bem recebido.


Venha ao meu instituto, vamos conversar, cara a cara", bradou, em discurso inflamado.




O ex-presidente, dizendo-se alvo de mentiras, passou a defender suas gestões na Presidência (1994–2002).

As cenas, gravadas por uma equipe da campanha do presidenciável tucano José Serra – que não esteve no evento –, devem ir ao horário eleitoral.

"Estou calado há muitos anos ouvindo.

Agora quando o presidente Lula vier, como deve vir, como todo presidente democrata eleito, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil", disse FHC.


"Não é para conversar para dizer o que eu fiz, o que ele fez. Isso o povo vai julgar. É para ter firmeza, olhando cara a cara, um ao outro, e ver se um é capaz de dizer ao outro as coisas que diz", continuou o ex-presidente.


Como exemplo dos pontos que abordaria no debate com Lula, FHC citou o Plano Real, principal bandeira tucana, e disse que questionaria o petista sobre as responsabilidades pela estabilização econômica do País.


"Quero ver o presidente Lula, que votou contra o Real, que fez o PT votar contra o Real, dizer que estabilizou o Brasil.

Ele não precisa disso. Ele fez coisas boas que eu reconheço. Ele agiu bem na crise atual, financeira.

Para que, meu Deus, ser tão mesquinho?

É isso que quero perguntar a ele:

‘Lula, por que isso, rapaz?’", bradou.


Aos militantes tucanos, o ex-presidente apostou na veemência para que seu nome, antes escondido nas campanhas, passe a ser defendido abertamente.


"Eu não tenho do que me arrepender. Eu mudei o Brasil. Eu nunca disse isso. Agora, oito anos depois do governo Lula (digo que) eu mudei o Brasil.

Não mudei sozinho, mas com o povo brasileiro, com uma equipe de gente competente, com outros partidos. Tudo o que foi inovador foi plantado naquele período
.

Chega de ficar calado", afirmou FHC.


Privatizações

O ex-presidente elevou o tom e pediu "respeito" ao rebater nota divulgada ontem pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, que o acusou de preparar a estatal para a privatização.


"Quem é esse Gabrielli pra falar isso pra mim, meu Deus?


Eu mandei uma carta ao Senado para dizer que não privatizaria a Petrobrás. Eu perdi uma cátedra porque eu defendi a Petrobrás e fui processado", anotou FHC.


De acordo com FHC, a "politicalha" voltou avançar sobre a estatal após sua saída do governo.

"Por isso, perdeu já 20% do valor de mercado sob a batuta dessa gente. O mercado, assim chamado, percebeu agora – custou – que tem ingerência política", anotou.




Ao final do discurso, o ex-presidente lembrou ainda a queda da ex-ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, acuada por denúncias de lobby no Planalto.

"Não queremos um Brasil de preguiçosos, não queremos um Brasil de amigos do rei. nós não queremos um brasil de companheiras tipo Erenice", anotou FHC, que pediu "apoio total" à candidatura de Serra.


14 de outubro de 2010 



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aumenta a chance de 2ºturno, diz Datafolha


Aumenta a chance de 2ºturno,
diz Datafolha

Dilma Rousseff (PT) perde três pontos e está com 51%; José Serra (PSDB) tem 32% e Marina Silva (PV) segue com 16% das intenções de voto.
Cido Coelho
Estadão

SÃO PAULO - A pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta terça-feira, 28, aponta que a candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), não tem mais a garantia de vitória no primeiro turno.

Para vencer as eleições no primeiro turno, é necessário ter 50% mais um voto para vencer o pleito.

O levantamento mostra que Dilma perdeu três pontos percentuais entre os votos válidos que decidirão as eleições.

A petista foi de 54% para 51%.

Considerando a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, Dilma Roussef pode ter 49% ou 53% dos votos válidos.

Seu adversário, José Serra (PSDB), cresceu apenas um ponto - subindo de 31% para 32%.

Marina Silva (PV) ganhou dois pontos e passou de 14% para 16% das intenções de votos válidos.

Os resultados da pesquisa estimulada apontam Dilma com 46% das intenções de voto, Serra tem 28% e Marina segue com 14%.

Votos brancos, nulo e eleitores que não votarão em nenhum candidato somam 3%.

O número de indecisos é de 7%.

Os outros candidatos não alcançaram 1%. 
28 de setembro de 2010 | 1h 54

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Caseiro Francenildo obtém indenização de R$ 500 mil por quebra de sigilo


Pivô da demissão de Palocci da Fazenda processou CEF e Editora Globo por vazamento de dados bancários

André Mascarenhas

estadão.com.br

Personagem central da trama que resultou na demissão do ex-ministro Antônio Palocci do governo Lula, o caseiro Francenildo dos Santos Costa obteve o direito a uma indenização por danos morais no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) relativos à quebra ilegal de seu sigilo bancário em 2006.


Em nota divulgada nesta quarta-feira, 15, a Justiça Federal informa o resultado de uma ação movida pelo caseiro contra a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Editora Globo, pedindo compensação por danos morais.
Na sentença, o juiz federal responsável pelo caso julgou parcialmente procedente o pedido de Francenildo, condenando a CEF e indeferindo o pleito em relação à Editora Globo.

A ação movida pelo caseiro argumentou que a CEF quebrou ilegalmente o sigilo bancário do autor.

O caseiro também acusou a Globo de ter violado seus direitos individuais ao expor seus dados bancários e divulgar questões de cunho particular e familiar, "veiculando comentários tendenciosos com o objetivo de denegrir sua imagem e expor sua vida privada".


Em sua defesa, a CEF afirmou que as movimentações do autor mostravam incompatibilidade entre os valores movimentados e a renda declarada, algo considerado fora do padrão.

Por esse motivo, cumprindo previsões legais, a ré teria comunicado ao Banco Central sobre o ocorrido e entregado ao Ministério da Fazenda extrato bancário referente às movimentações financeiras do autor.
Leia mais.
15 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sigilo fiscal de genro de Serra também foi violado com procuração falsa, diz PF


Sigilo fiscal de genro de Serra também foi violado com procuração falsa, diz PF

Assim como a filha de tucano, Alexandre Bourgeois teve dados de IR acessados em Santo André com documento falso; descoberta da PF desmente Receita

Por Fausto Macedo
O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - A Polícia Federal constatou em investigação sobre a quebra de sigilos na Receita Federal que o genro do candidato José Serra, o empresário Alexandre Bourgeois, teve seus dados fiscais acessados com uma procuração falsa apresentada por Antonio Carlos Atella Ferreira.


Atella deu entrada com a procuração na delegacia da Receita Federal em Santo André no dia 29 de setembro de 2009, mesmo dia em que pediu acesso aos dados fiscais de Verônica Serra, também com procuração falsa.

A descoberta da PF desmente versão da Receita Federal, que também investiga o caso por meio de sua Corregedoria, que afirmou ontem que haviam sido acessados apenas os dados cadastrais de Bourgeois, na agência de Mauá, e não os dados fiscais do empresário.

10 de setembro de 2010


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Sigilo fiscal de genro de Serra também foi violado


Sigilo fiscal de genro de Serra também foi violado


Dados de Alexandre Bourgeois, marido de Veronica Serra, foram vasculhados oito dias após os de sua mulher

Por Leandro Colon e Rui Nogueira
Estadao

BRASÍLIA - O sigilo fiscal do empresário Alexandre Bourgeois, genro do candidato à Presidência José Serra (PSDB), também foi violado na Receita Federal. Os dados dele foram vasculhados no dia 16 de outubro do ano passado, oito dias depois da violação dos sigilos de sua mulher, Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais três tucanos.

As informações do genro de Serra foram acessadas três vezes a partir do computador da servidora Adeildda Ferreira dos Santos. O sigilo fiscal de Alexandre foi violado na agência da Receita em Mauá, mesmo palco dos outros acessos ilegais. Verônica Serra ainda teve sua declaração de renda violada no dia 30 de setembro por meio de uma procuração falsa.


O sigilo telefônico da servidora Adeildda será entregue ao Ministério Público Federal. Segundo informações obtidas pelo Estado, a Justiça Federal já autorizou a quebra dos dados telefônicos da funcionária do Sepro, acusada de envolvimento na violação dos dados fiscais.

A decisão da Justiça obriga três operadoras de telefonia celular a entregar o histórico de ligações telefônicas da servidora entre agosto e dezembro do ano passado.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal esperam que esses dados contribuam para investigar o envolvimento da funcionária no episódio. Partiu do computador dela, na agência da Receita em Mauá, a violação dos dados fiscais, no dia 8 de outubro, de Eduardo Jorge e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Preciado, todos vinculados ao alto escalão do PSDB. Na manhã daquele mesmo dia, os dados de Verônica Serra, filha de José Serra, foram acessados do mesmo computador, conforme revelou o Estado na segunda-feira, 6.

Adeildda nega ligação com o caso e diz que seu computador foi usado por outras pessoas.A PF já analisa o computador da funcionária. Os dados de Eduardo Jorge foram parar num dossiê que passou pelas mãos de membros da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
 

O episódio derrubou o jornalista Luiz Lanzetta, que deixou em junho a campanha da petista por ligação com o caso.

08 de setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sigilo fiscal de filha de Serra também foi violado em Mauá


Dados fiscais de Verônica foram violados duas vezes em agências do fisco de São Paulo

Rui Nogueira e Renato Andrade
O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA- Os dados fiscais sigilosos de Verônica Serra, filha do candidato tucano ao Planalto, José Serra, também foram violados na agência da Receita Federal de Mauá (SP), no dia 8 de outubro de 2009 - o mesmo dia em que foram violados os dados de outras cinco pessoas ligadas ao PSDB.

A primeira invasão dos dados fiscais de Verônica Serra, já comprovada, foi na agência de Santo André (SP), com a ajuda de uma procuração falsa usada por um contador filiado ao PT.

O acesso aos dados que deveriam ser protegidos pelo Fisco foi feito no início da manhã do dia 8 de outubro, de acordo com documentos obtidos pelo Estado junto à Corregedoria da Receita.

A partir do computador da servidora Adeildda Ferreira foi feita uma busca aos dados fiscais da filha do ex-governador José Serra entre 8h52m20s e 8h52m42s.

Menos de quatro horas depois, no mesmo dia, Adeildda acessou os dados fiscais do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, do empresário Gregório Marin Preciado (casado com uma prima de Serra), de Ricardo Sérgio Oliveira - ex-diretor do Banco do Brasil no governo Fernando Henrique Cardoso - e do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

Agora sabe-se que os dados fiscais de Verônica Serra foram violados duas vezes em agências do Fisco em São Paulo.

A primeira fraude foi promovida pelo contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que usou uma procuração falsa para ter acesso aos dados da filha do candidato tucano em setembro do ano passado.

Atella era, na época, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).

06 de setembro de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Dirceu tenta barrar avanço de Palocci



Dirceu tenta barrar avanço de Palocci


Após combater possível ida do rival para coordenar futuro governo, ex-chefe da Casa Civil quer impedir que ele retorne à economia


Wilson Tosta e Vera Rosa
O Estado de S.Paulo

RIO e BRASÍLIA - A 35 dias da eleição de 3 de outubro e confiantes na vitória de Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno, os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci disputam os rumos de eventual novo governo comandado pelo partido.

Depois de emitir sinais contrários à possível indicação de Palocci para a Casa Civil, Dirceu luta agora para impedir que ele volte a ditar os caminhos da economia, a partir de 2011.


Os dois "generais" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reeditam a queda de braço que travaram no primeiro mandato do PT para definir a fisionomia do governo.

Abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, e cassado pela Câmara, Dirceu vislumbra perda de influência se Palocci - ex-ministro da Fazenda - assumir a Casa Civil sob Dilma.

A preocupação não é à toa: cabe ao ministro da Casa Civil coordenar a equipe, o que lhe dá muito poder e pode torná-lo candidato natural ao Planalto.

Foi o que ocorreu com a própria Dilma, puxada para o cargo após a queda de Dirceu.

Nove meses depois, em março de 2006, Palocci também caiu, no rastro da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Embora se movimente nos bastidores para evitar que o antigo colega vire uma espécie de "primeiro-ministro" de Dilma, Dirceu sabe que pode perder a aposta.

Motivo:

Palocci é um dos principais coordenadores da campanha e, além de tudo, tem Lula como padrinho. O plano do presidente é reabilitar o ex-titular da Fazenda na cena política.

Se Palocci for para a Casa Civil, o grupo de Dirceu - que quer empurrar o deputado para o Ministério da Saúde - espera uma "compensação".

Sob o argumento de que "o governo Dilma não pode ter a cara do ajuste fiscal de Palocci", aliados do ex-chefe da Casa Civil defendem, agora, a permanência de Guido Mantega (PT) na Fazenda em dobradinha com "alguém de esquerda" no Planejamento.

Apesar das críticas ao "conservadorismo" do Banco Central, Dirceu não deverá se opor à manutenção de Henrique Meirelles, na cota do PMDB, desde que Palocci fique distante da seara econômica e Mantega não saia da Fazenda.

Meirelles, porém, não pretende continuar no BC.

Mesmo com rachas internos, a corrente do PT Construindo um Novo Brasil (CNB) - integrada por Lula, Dirceu e pelo presidente do partido, José Eduardo Dutra - emplacará as principais indicações do petismo no eventual governo Dilma.

Nem todos da CNB, no entanto, falam a mesma língua.

Palocci, por exemplo, também é da CNB, antigo Campo Majoritário, mas atua de forma independente e quase não tem ligação com a cúpula partidária.

Dirceu, ao contrário, procura frequentar todas as reuniões da corrente e do Diretório Nacional.

Ex-presidente do PT, mantém um canal de comunicação com os militantes por meio de seu blog e tem papel discreto na campanha.

Queimada

O fogo amigo contra Palocci ganhou força há uma semana, depois de notícias dando conta que Dilma recorreria à tesourada nos gastos logo no início de eventual governo.

"Podemos assumir o compromisso de uma meta de inflação mais ambiciosa, sem um maior custo de política monetária. As condições estão dadas para, gradualmente, baixar a meta de inflação", disse Palocci, em entrevista publicada pelo Estado, na segunda-feira, no segundo caderno da série Desafios do Novo Presidente.

"É um compromisso fiscal muito forte, porque Dilma vai se comprometer com nível de endividamento, além da meta de superávit."

Dilma já havia indicado, em maio, o desejo de reduzir a meta de inflação.

Fez o comentário durante encontro com investidores promovido pela BM&F-Bovespa, em Nova York.

Detalhe:

Palocci estava com ela na viagem.

Depois que o ex-titular da Fazenda passou a mexer no vespeiro da economia, porém, o grupo de Dirceu intensificou o bombardeio longe dos holofotes.

"O que esse cara quer? Uma nova Carta aos Brasileiros?", perguntou um interlocutor do ex-ministro da Casa Civil, numa referência ao documento divulgado por Lula, na campanha presidencial de 2002, para acalmar o mercado financeiro.

Em conversas reservadas, Dirceu tem dito que vai brigar pela "embocadura" de um possível governo Dilma.

Nunca esteve nos planos de sua sucessora na Casa Civil - e nem dele próprio - qualquer tarefa oficial antes do veredicto do Supremo Tribunal Federal no caso do mensalão.

Dilma e Dirceu, de toda forma, se dão bem.

Além de deixar com ela o labrador Nego, que apareceu no primeiro programa de TV, o ex-ministro sempre entra em cena quando é preciso desarmar crises, principalmente entre aliados nos Estados.

Quando é perguntado sobre Dirceu, Palocci abre um sorriso.

"Mesmo no governo, ele nunca fez todas as maldades que vocês diziam, mas levava a fama", diz.


28 de agosto de 2010

Quem quebrou o sigilo fiscal dos tucanos??

Sindicalista pode entrar na mira da Receita Federal

Hamilton Mathias, sindicalista da delegacia de Mauá, disse ser inocente e estar tranquilo


BRASÍLIA - Depois do indiciamento de duas servidoras por violar os sigilos dos dados fiscais de quatro tucanos, um sindicalista pode entrar na mira da Receita Federal.

É o funcionário Hamilton Mathias, que trabalha na mesma sala onde foi violado o sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de três pessoas ligadas ao PSDB.

Mathias é delegado do Sindireceita (Sindicato dos servidores da Receita) no grande ABC, região de origem do PT.

É conhecido na região pela intensa atividade sindical.

Segundo o processo interno aberto pela Receita para investigar o episódio, apenas uma mesa vazia separa Hamilton Mathias do computador de Adeildda Ferreira dos Santos, usado para violar os dados fiscais de Eduardo Jorge e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Gregório Marin Preciado e Ricardo Sérgio, todos ligados ao alto comando do PSDB.

Em conversa gravada por telefone com o Estado, às 20h30 de sexta-feira, 27, Hamilton disse ser inocente e estar tranquilo.

Afirmou que não pode comentar o episódio porque o processo corre sob sigilo e os servidores da agência da Receita em Mauá, onde o dado fiscal foi quebrado, foram orientados a não comentar o assunto.

Ele já foi ouvido uma vez em depoimento prestado à Corregedoria da Receita no dia 2 de agosto.

Naquele dia, negou qualquer envolvimento na consulta ilegal aos dados dos tucanos.

Desde 2003, o Sindireceita agraciou políticos do PT com a medalha “Mérito Público Evandro Lins e Silva". Entre os agraciados estão os deputados Antonio Palocci e João Paulo Cunha.

Questionado pela Corregedoria da Receita se tem ligações políticas, o sindicalista Hamilton Mathias afirmou que "não é filiado, mas por residir em cidade pequena, Ribeirão Pires/SP, conhece o prefeito que é filiado ao PV, o vice-prefeito, e outras pessoas filiadas a partidos políticos diversos".

Ele negou conhecer Eduardo Jorge e disse que nunca recebeu qualquer ordem para acessar os seus dados.

Ele, no entanto, admitiu que sabia que Adeildda tinha a senha da servidora Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva.

"A própria Antonia contou-lhe", segundo o depoimento.

O código dela foi usado, a partir do computador de Adeildda, para consultar e imprimir as declarações de renda dos tucanos no dia 8 de outubro do ano passado.

Em nota divulgada na sexta-feira à noite, Antonia voltou a negar envolvimento com episódio e desmentiu as acusações feitas pela Corregedoria da Receita de que há indícios de um esquema de venda de dados fiscais na agência de Mauá.

Em depoimento à corregedoria, ela afirmou que emprestou a senha a Adeildda e à funcionária Ana Maria Cano, mas as duas também dizem que não têm responsabilidade no episódio.

Além de Hamilton Mathias, a Corregedoria já ouviu as outras duas pessoas que, teoricamente, trabalham na mesma sala onde os sigilos foram violados: Júlio Cezar Bertoldo e Gisleine Morgado.
Ambos também negam participação na quebra dos sigilos fiscais dos tucanos.

28 de agosto de 2010



terça-feira, 17 de agosto de 2010

O governo federal é "frouxo" com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).



Indio acusa governo Lula de ser 'frouxo' com MST
CAROLINA FREITAS
Agência Estado


O candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, Indio da Costa (DEM), acusou hoje o governo federal de ser "frouxo" com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Em debate de vices promovido pelo Grupo Estado, em São Paulo, o democrata rebateu o candidato a vice Michel Temer (PMDB), parceiro de Dilma Rousseff (PT), que havia dito pouco antes que um eventual governo de Dilma "não toleraria o que está fora da lei".


"Essa pode ser a posição de Temer, mas não é de Dilma. Ela botou o boné do MST confraternizando com o pessoal deles.

Depois Stédile (João Pedro Stédile, líder do MST) disse que no governo Dilma ia ser ''molezinha'' invadir terra",
rebateu Indio.

"Esse governo tem sido frouxo em relação as invasões.

Com essa história de botar e tirar boné, o governo deixa dúvida se é frouxo ou apoia"
, afirmou o vice de Serra, lembrando que o repasse de recursos públicos para o MST mostra "apoio" ao movimento.

Temer disse acreditar que no governo de Luiz Inácio Lula da Silva os movimentos sociais foram "pacificados".

Indio alegou que, recebendo recursos públicos, as organizações se tornaram foi "aliadas" a Lula.

O democrata afirmou ainda não considerar o MST um movimento social.


17 de agosto de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Nessa campanha, criou-se uma nova profissão, a de profissional da mentira", afirmou Serra

Serra rebate PT e condena 'profissionais da mentira'


CAROLINA FREITAS
Agência Estado

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, rebateu hoje as críticas divulgadas sábado pelo PT em um documento assinado por cinco centrais sindicais - CUT, Força, CGTB, CTB e Nova Central.

As entidades acusam Serra de golpe contra o trabalhador por intitular-se criador do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do seguro-desemprego.

"Nessa campanha, criou-se uma nova profissão, a de profissional da mentira", afirmou Serra em São Paulo, a uma plateia de 200 sindicalistas filiados à União Geral dos Trabalhadores (UGT).


O tucano citou até o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, como alguém que está "endossando mentiras".

"Os profissionais da mentira estão aí, em praça pública. É só olhar e ver as mentiras, essa do FAT e a de que eu iria acabar com os concursos no Brasil", disse o candidato, ironizando:

"Daqui a pouco esses profissionais vão reivindicar piso salarial e adicional de férias."


Durante discurso de 45 minutos, o ex-governador paulista criticou professores ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) por queimarem livros fornecidos pela Secretaria Estadual de Educação em praça pública.

Lembrou ainda de um encontro que teve, quando estava à frente do Estado, com representantes da CUT.

"Vocês são membros de um partido e sacrificam a defesa dos interesses dos trabalhadores à conveniência partidária", disse ter falado aos sindicalistas na ocasião.


"Falei na cara."

Em entrevista à imprensa após o evento, o presidenciável chamou a CUT de "pelega".

"A CUT era uma entidade antipelega até o PT chegar ao governo. Virou uma entidade superpelega"
, disse.

"Aquilo que se chamava de pelego na época do Jango eram só aprendizes de pelego em comparação ao que se tem hoje", afirmou, lembrando os tempos do presidente João Goulart (1961-1964).



14 de julho de 2010