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terça-feira, 17 de julho de 2012

A história do tenente colombiano condenado pelos narcoterroristas das FARC ao horror que não tem prazo para terminar



O País quer Saber





PUBLICADO EM 9 DE AGOSTO DE 2010, UM ANO E QUATRO MESES ANTES DA EXECUÇÃO DE ELKIN RIVAS PELAS FARC, ORGANIZAÇÃO NARCOTERRORISTA QUE SEMPRE CONTOU COM O APOIO DO PT E A PROTEÇÃO DO GOVERNO LULA


Elkin Rivas, aos 22 anos


Ele não dorme numa cama há quase 12 anos. Atravessa as noites acorrentado pelo pescoço, pelos braços ou pelas pernas a um tronco de árvore, com o corpo estendido sobre uma camada de plástico fino como o dos sacos de lixo, exposto a picadas de insetos ou ataques de animais da selva.

Há 143 meses não vê televisão, não usa computador, não lê revistas nem jornais, não conversa sem restrições sobre qualquer assunto.

E está proibido de manter relações sexuais há mais de 4 mil dias.



Sequestrado pelas Farc em 13 de outubro de 1998, Elkin Rivas sobrevive há quase 100 mil horas ao mais brutal dos cativeiros. Ele tinha 22 anos e era tenente da polícia colombiana quando foi capturado sem ter cometido qualquer crime e sentenciado, sem julgamento formal, a um tipo de horror que não tem prazo para terminar.

Aos 34, não sabe quando ─ ou se ─ retomará a vida interrompida. Enquadrado na categoria dos “reféns políticos”, Elkin é um dos 13 remanescentes do grupo cuja soltura as Farc condicionam desde 2006 ao indulto de 500 narcoterroristas capturados pelo governo e condenados pela Justiça.

O governo de Álvaro Uribe recusou a troca quando os cativos eram 60 e incluía senadores, entre os quais a ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt, vários deputados, um general e até três agentes americanos.

É improvável que o presidente Juan Manuel Santos aceite um acordo agora que só restaram oficiais de baixa patente. Se tiver muita sorte, uma operação militar poderá devolver a Elkin o direito de ir e vir.

Mas nada lhe devolverá o que perdeu além da liberdade.

Perdeu para sempre os melhores anos da mocidade. Ao contrário de todos os amigos que continuaram longe da selva, não pôde namorar, casar-se, ter filhos, conversar nas mesas dos bares, conviver com a família, ir ao cinema, dançar, jogar futebol, comer o prato preferido, comemorar o aniversário ─ foram-lhe confiscados todos os pequenos prazeres inseparáveis do ato de viver. Se o tempo na selva escorre com apavorante lentidão para todos os sequestrados ─ mais de 600, calcula-se ─ o mundo segue seu curso com velocidade crescente. E mudou de século e de cara entre o outono de 1998 e o inverno de 2010.

Enquanto perdia a saúde para as doenças da selva, enquanto perdia as forças em caminhadas na mata que frequentemente duram sete dias, Elkin perdeu a chance de contemplar as mudanças na paisagem planetária.

A Colômbia realizou três eleições presidenciais, alguns países nasceram e outros morreram, as Torres Gêmeas sumiram, os Estados Unidos se envolveram em três guerras e elegeram um presidente negro, um cardeal alemão tornou-se papa. Elkin não viu nada disso.

A China se transformou na segunda potência, um homem correu 100 metros em 9 segundos e 58 milésimos, Plutão deixou de ser planeta, descobriu-se que existe água em Marte e na Lua. Houve três Olimpíadas, três Copas do Mundo, o enforcamento de Saddam Hussein, o tsunami no Pacífico, o terremoto no Haiti, a troca de Fidel Castro pelo irmão Raúl.

A União Européia adotou o euro como moeda padrão, a Voyager ultrapassou as fronteiras do sistema solar, o dialeto do universo digital incorporou à linguagem corrente expressões, palavras e siglas como pen-drive, Orkut, iPod, Wikipédia, Youtube, iPhone, Twitter, Facebook ou Google. Elkin perdeu tudo isso.

Só não perdeu de vez a esperança por não ter perdido a mãe, Magdalena Rivas, que há quase 12 anos impede o filho de sucumbir ao medo do esquecimento. Entre as fobias que escoltam permanentemente um refém, nenhuma é tão angustiante.

“O governo precisa lembrar-se dos que continuam prisioneiros das Farc”,
repetiu Magdalena em 6 de junho, depois de receber a prova mais recente de que o filho continua vivo: num vídeo, Elkin diz que está bem e pede desculpas aos pais “pelo sofrimento que causou”.

Em julho, Magdalena animou-se com a bem sucedida operação que resgatou o general Luis Mendieta, o coronel Enrique Murillo, o capitão Willian Donato e o sargento Arbey Delgado. Mas logo foi assaltada pela hipótese aflitiva: “Essa gente pode agir em represália contra os sequestrados”, assustou-se. “Eles continuam lá, acorrentados, numa situação que uma mãe não consegue entender”.

O presidente Hugo Chávez não só compreende como aprova, apoia e financia os quase 8 mil carcereiros das Farc.

Denunciado por Álvaro Uribe por hospedar 1.500 narcoterroristas, Chávez primeiro tentou desmentir o crime copiosamente documentado, depois rompeu relações com a Colômbia e, ao enfim admitir a existência das bases paramilitares em território venezuelano, reiterou as juras de inocência.

Neste domingo, voltou a simular interesse pela sorte dos reféns supliciados pela organização criminosa que patrocina.

“O Brasil tem uma posição neutra sobre as Farc”,
disse ao jornal francês Le Figaro o conselheiro presidencial Marco Aurélio Garcia. Como se não fosse obscena a neutralidade que iguala um governo constitucional a um bando narcoterrorista.

O presidente Lula faz de conta que nunca houve o desafio reiterado pelas Farc desde 1964. “Nós não temos guerras neste continente”, recitou o chefe de governo ao candidatar-se a mediador da crise que envolve a Colômbia e a Venezuela. “Só existem conflitos verbais”. São declarações deploráveis, retrucou Uribe.


O adjetivo é brando. Como advertiu o presidente colombiano, quem não enxerga nas Farc uma ameaça intolerável à democracia é, na hipótese mais misericordiosa, um comparsa de liberticidas e um cúmplice de carrascos.

Se não há guerra, como fantasia Lula, então não há prisioneiros de guerra. Os elkins acorrentados na selva, portanto, não existem.

Enquanto um jovem colombiano tentava dormir acorrentado, o palanqueiro profissional desfrutou os oito melhores anos de sua vida.

É demais cobrar compaixão de quem não sabe o que é isso.

Mas os homens decentes devem exigir que Lula pelo menos interrompa o espetáculo do cinismo.


Elkin Rivas, aos 34 anos


EM 26 DE NOVEMBRO DE 2011, O TENENTE ELKIN RIVAS FOI EXECUTADO PELOS SEQUESTRADORES, DURANTE UMA TENTATIVA DE RESGATE FEITA PELO EXÉRCITO COLOMBIANO.


MORREU IMOBILIZADO POR CORRENTES NOS BRAÇOS E NAS PERNAS.



O GOVERNO BRASILEIRO NÃO SE MANIFESTOU SOBRE O ASSASSINATO.


13/07/2012

terça-feira, 8 de julho de 2008

Hugo Chávez, "Ele tem a chave para esse assunto, porque as Farc o escutam".

FATOS E OPINIÕES

Ingrid diz que Chávez é essencial para negociar paz entre Colômbia e as Farc

A ex-refém das Farc Ingrid Betancourt disse nesta segunda-feira (7) que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pode desempenhar um papel "essencial " no processo de levar a paz para a Colômbia. "Ele tem a chave para esse assunto, porque as Farc o escutam."

Ingrid disse estar disposta a desempenhar um papel de mediadora entre Chávez e o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe. "Espero que possa ajudar, que possa fazer algo para restabelecer a amizade e a confiança entre Chávez e Uribe", disse.

As declarações foram feitas em um programa da Radio France Internacional criado em dezembro passado para enviar mensagens a ela própria quando estava no seu cativeiro na selva. (Assista ao vídeo abaixo)

A ex-senadora ouviu o primeiro dos programas, em 7 de dezembro, no qual seu filho Lorenzo lhe mandou uma mensagem. Na época, havia muitos rumores sobre seu estado de saúde.

Da France Presse e da Globonews

E pensar que foi feita uma corrente internacional pela sua libertação, e ao ser libertada com sucesso, pelo empenho do governo do presidente Uribe, ela vai a uma rádio e dá uma entrevista onde elogia Chávez e Lula ........

Isso é o fim da picada!!!!


Esquecendo-se de que, se o Uribe fosse bonzinho com as FARC, como ela pede, ... hoje ainda estaria em poder dos terroristas narcoguerrilheiros.

Só faltou copiar o Chavito e declarar que não são terroristas ... o que são então
D. Ingrid Betancourt?

Anjinhos disfarçados???

Ao ser consultada sobre seu futuro, Betancourt disse que ainda não sabe se voltará à política, porém surpreendeu ao mostrar-se a favor de uma segunda reeleição imediata do presidente Álvaro Uribe.


"Se eu gosto da reeleição, da terceira reeleição... por que não?
", disse ao explicar que é necessária a continuidade das políticas porque mudanças permanentes produzem desestabilização.


Betancourt declarou que não, necessariamente, votará em Uribe se ele se candidatar por uma segunda reeleição imediata, e reconheceu que as FARC enxergam a Chávez como um herói e que sempre usarão uniformes, botas e produtos de higiene fabricados no Brasil e na Venezuela.

Ingrid, a refém libertada

Bittencourt a traidora !

Em entrevista na manhã de hoje a Bittencourt omitiu o nome de Uribe e teceu fartos elogios a Chavez, Cristina Kirchner, Lula e demais comunistas que apossaram-se da A. Latina.

Já desconfiava dessa vermelha safada.

Agora está confirmado ! É comunista !

Uribe deveria deixa-la no meio de seus "queridos" levando picaduras na sel
va !

Propôs ainda negociação entre as Farc e demais paises latino americanos !
Não se pode confiar em comunista !
por Ivani Falcone

A entrevista a um programa da Radio France Internacional, onde ela critica a dureza com que o presidente Uribe vem negociando com as FARC, e elogia Chávez e o presiMente brasileiro.....e ainda diz que espera convite do governo para vir ao Brasil.

Parece ela é mais uma adoradora de Chavez e Lulla!!!!


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ingrid Betancourt, 46, passou seis anos como refém das Farc

No começo de sua carreira política, a ex-senadora distribuia camisinhas com o slogan:
"a corrupção é a Aids da nossa sociedade. Protejam-se"

AFPIngrid discursa no Congresso, em Bogotá

Ingrid discursa no Congresso, em Bogotá

Ingrid Betancourt estava em poder das Farc desde 23 de fevereiro de 2002, época em que fazia campanha para as eleições presidenciais da Colômbia. Tem 46 anos, seis dos quais vividos no cativeiro. Fazia parte de um grupo de 40 prisioneiros políticos "passíveis de troca", e era considerada uma das reféns de maior importância política para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Filha do ex-senador e diplomata Gabriel Betancourt e da ex-miss Colômbia Yolanda Pulecio, viveu em Paris durante a juventude, onde o pai era embaixador da Unesco. Nascida em Bogotá, Ingrid tinha nacionalidade franco-colombiana. Estudou Ciências Políticas no Instituto de Estudos Políticos de Paris e teve dois filhos - Melanie e Lorenzo Delloye-Betancourt - durante o primeiro casamento.

Começou sua carreira política na Câmara dos Representantes, depois de distribuir camisinhas nas ruas de Bogotá com o slogan: "a corrupção é a Aids da nossa sociedade. Protejam-se".

Na década de 90, trabalhou no Ministério das Finanças e foi eleita deputada pelo Partido Liberal. Em 1996, por causa de ameaças de morte, seu marido - Fabrice Delloye - e os filhos tiveram que se mudar para a Nova Zelândia. Em 1998, tornou-se senadora com 160 mil votos, o maior número entre os candidatos daquela eleição.

Ingrid foi seqüestrada pelas Farc durante campanha para a Presidência da Colômbia pelo Partido Oxigênio. Ela visitava a zona delimitada de São Vicente del Caguán mesmo com o pedido de autoridades para que não fosse à região. Depois de ter sua solicitação de transporte com um helicóptero militar negada, decidiu ir pela estrada. Ela e sua comitiva foram então seqüestradas pelas Farc.

O primeiro vídeo de Ingrid no cativeiro foi divulgado em julho de 2002. Em 2003, a França enviou um avião para tentar resgatá-la, mas a libertação não aconteceu . No vídeo de novembro de 2007, Ingrid apareceu visivelmente abatida. Mais tarde, em fevereiro de 2008, foi revelado que a ex-senadora está com hepatite B, desnutrição e saúde severamente debilitada. Segundo informações divulgadas pela mídia nos últimos meses, teria também leishmaniose, malária, problemas de insuficiência cardíaca e estaria psicologicamente abalada.

Relatos de ex-reféns e uma carta de sua mãe, Yolanda Pulecio, escrita em novembro de 2007, mostravam que Ingrid era exposta a constantes humilhações e punições no cativeiro.

No início de 2008, lideranças mundiais voltaram a se mobilizar por sua libertação.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e sua esposa, Carla Bruni, participaram de uma marcha solidária em abril de 2008 em Paris pedindo sua libertação.

Em entrevista à revista GLOSS, a filha de Ingrid Betancourt, Melanie, de 22 anos, falou sobre a luta por sua libertação. "Às vezes, choro sozinha em meu quarto. Mas quando lembro dos momentos legais que passei com ela levanto a cabeça. Sigo adiante lutando por ela e, conseqüentemente, por mim...".

Da Redação* com informações de agências e de VEJA

Ingrid é candidata à sucessão de Uribe

Com toda a certeza os seis anos de cativeiro fizeram muito mal à saúde de Ingrid Bitencourt. Mas à sua capacidade de pensar e de proceder politicamente, não - pelo menos a se julgar pela primeira entrevista coletiva concedida por ela ao desembarcar em Bogotá.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Deu na Globo News: Ingrid Betancourt pode ser libertada a qualquer momento...

Ingrid Betancourt

Ingrid Betancourt Pulecio (25 de Dezembro de 1961) é uma senadora e activista anti-corrupção franco-colombiana. Foi raptada pelo grupo terrorista FARC em 23 de Fevereiro de 2002 enquanto fazia campanha para as eleições presidenciais. Betancourt permanece cativa, pois é uma refém-chave para uma possível troca das FARC para com o governo colombiano por prisioneiros e seqüestrados, respectivamente.

Após o assassinato de Luis Carlos Galán, (ex-candidato a presidência) com uma plataforma política anti-drogas, Íngrid decidira retornar à Colômbia (1989). Em 1990 ela trabalhou no Ministério das Finaças da Colômbia, posteriormente abandonou, para entrar na política. Na sua primeira campanha, Íngrid distribuira preservativos que representavam como ela mesmo dizia: "um preservativo contra a corrupção".

Íngrid concorrera ao cargo de senadora na eleição de 1998 - a quantidade de votos que recebera fora a maior entre todos os candidatos ao senado daquela eleição. Durante seu mandato recebera ameaças de morte por uma organização militar desconhecida, forçando-a a enviar seus filhos para Nova Zelândia. Na eleição presidencial seguinte, Íngrid concedera apoio à Andrés Pastana Arago em troca de concessões de seu interesse. Porém, após sua eleição ela reivindicara o não cumprimento das promessas por Andrés a ela feitas.

Após a eleição de 1998 Íngrid escrevera um livro, uma memória. A priori, seu livro não fora publicado na Colômbia , pois continha revelações polêmicas, além de críticas e acusações contra o antigo presidente Samper e outros, por isso fora publicado inicialmente na França com o título: "La Rage au Coeur" (Raiva no coração).