Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Outro escândalo





EDITORIAL ZERO HORA

Desta vez, não cabe atribuir armação à "imprensa golpista", nem responsabilizar o Supremo Tribunal Federal por um suposto julgamento político.

A identificação do novo escândalo no coração do poder, envolvendo a chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo e o segundo nome da Advocacia Geral da União, partiu de uma investigação independente da Polícia Federal, sem pressões de qualquer natureza.

Os indícios colhidos até agora remetem para as mesmas conclusões de episódios anteriores.

Uma quadrilha, formada por ocupantes de altos postos no governo, vendia pareceres técnicos de agências reguladoras, para favorecer determinadas empresas, e oferecia os serviços de lobby nas mais diversas áreas, como se órgãos públicos tivessem sido privatizados por figurões da República.
O que impressiona também nesse caso é que os personagens transitavam com desenvoltura pelo poder, certamente por se considerarem privilegiados de apadrinhamentos políticos e por isso mesmo imunes a suspeitas e a investigações.

José Weber Holanda Alves, da Advocacia da União, não só já desfrutava de um cargo importante como também, no dia 12 deste mês, havia sido nomeado para o conselho deliberativo do fundo que irá administrar a aposentadoria complementar dos funcionários públicos.

Alves tinha, portanto, a confiança do governo, pois sua nomeação foi determinada por decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff.

A figura emblemática dessa história, no entanto, é mesmo a chefe de gabinete da Presidência em São Paulo.

Rosemary Novoa de Noronha
convivia com a alta cúpula do Planalto desde 2003, quando assumiu como assessora especial da Presidência, no então governo Lula.

Desde 2005, quando chegou à chefia do gabinete, manobrava nas agências reguladoras, com favorecimentos até ao próprio marido e a uma filha.

Repete-se agora a mesma interrogação de outros escândalos brasilienses: como o advogado-geral-adjunto e a encarregada do escritório da presidente em São Paulo agiam há tanto tempo sem que nenhum mecanismo interno de controle tenha sido acionado?

Pergunta-se, ainda, que atributos morais teriam os dois para ocupar funções tão importantes, se acabaram sendo flagrados em rapinagem.

Além da Operação Porto Seguro, a PF também investiga um esquema de lavagem de dinheiro, grampos telefônicos e obtenção ilegal de sigilo fiscal e bancários que já tem 180 vítimas, entre as quais um Senador, um ex-ministro, dois desembargadores, dois prefeitos, um banco e uma filial de emissora de televisão.

A Operação Durkheim envolve 73 pessoas, das quais 33 já tiveram prisão preventiva decretada. Ao agir com independência política e com rigor, tanto para desbaratar malfeitorias da administração pública quanto para flagrar falcatruas privadas, a Polícia Federal cumpre o papel moralizador e pedagógico que a sociedade espera da instituição.

27/11/2012



A fábula do partido que criou a “Carteirinha Corrupção” num país chamado Banânia. Querem ler um texto estranho? Então lá vai!





Por Reinaldo Azevedo

Os meus leitores sabem do apreço que tenho por Robert Musil e por “O Homem Sem Qualidades”. Os eventos — ou não eventos — que ele narra se passam num país chamado Kakânia.

Kakânia é um lugar imaginário em que a corrupção, quando há, se dá na esfera das vontades; as covardias, nunca grandes demais, se revelam na área do intelecto; a decadência, inexorável, é a da inteligência.

As pusilanimidades são quase existenciais, traduzidas por suspiros, nunca por estrondos (esse contraste já é um clichê, mas não resisti).

Falta a Kakânia a exuberância tropical. Não socorrem aquele país os pistoleiros do sangue quente que estão abaixo da linha do Equador, onde só há perdão, nunca pecado. Kakânia não conhece as graças bonachonas e incivilizadas do “homem cordial”.

Kakânia não tem nem mesmo o hábito de punir os santos, como se faz, dizem, em certo país ignoto, de que falarei. E é punição preventiva, com características de chantagem e tortura!

Põe-se, por exemplo, a imagem do santinho de ponta-cabeça, às vezes mergulhado num copo d’água. Se ele quiser sair daquela situação difícil, que trate de realizar o desejo do esperançoso e doce torturador. É a forma que a crença tomou, dizem, em tal terra estranha.


Chamemos aquelas paragens exuberantes, em homenagem a Musil, de Banânia.

Pronto!

Em Banânia, os amores e os ódios estão sempre à flor da pele. Banânia não tem ascetas e monges para inspirar uma filosofia da contemplação e da medida; para exaltar as ideias “magras e severas”.

Em Banânia, os que pensam a economia do espírito são os sátiros e os beberrões. O direito do outro e o direito dos outros são vistos como censura à liberdade individual e incapacidade para o gozo.

Qualquer um, em Banânia, pode ser ruim da cabeça; a única coisa indesculpável é ser doente do pé.
Os bananienses são, à sua maneira, fatalistas e acham que não há homem na Terra que resista a certas paixões, como caipirinha (bebida local) e bundalelê (bundalelê local).

A carteirinha
Este país singular, conta-me um nativo, deu à luz uma nova forma de gestão do Estado que é a “Carteirinha Corrupção”. É isto mesmo. Ela é fornecida por um partido político para evitar que os amorosos achacadores, olê, olê, olê, olá, exagerem na cobrança de propina. Eu explico.

Deu-se em Banânia algo realmente notável. Empresas das mais diversas áreas, prestadoras de serviço ou fornecedoras, têm duas tabelas: uma para seus parceiros da própria iniciativa privada e outra para o governo.

O Poder Público, em Banânia, costuma contratar serviços por um preço que pode corresponder a cinco vezes o valor de mercado.

É que vai embutida, entre outras delicadezas da civilização da cordialidade, a propina que tem de ser paga ao partido (em Banânia, quem dá as cartas é o PTT), ao chefe da área, ao chefão do chefão…

Conta-me um nativo de Banânia que, num desses acertos de conta mensais, o representante do “Sistema” afirmou que o valor que estava na maleta já não era mais suficiente; doravante, teria de ser o dobro.

O pagador se espantou e resolveu subir a escala hierárquica para reclamar: “Como pode? Assim o negócio fica inviável!”.

Recebeu, então, uma “carteirinha” — a “Carteirinha Propina”. Foi informado de que o documento o protegia de achacadores fora do controle, entenderam?

Aquele documento deixaria claro que ele já era um “colaborador” e que nada de extra lhe poderia ser, então, exigido.

Banânia, vejam vocês, é, então, este país encantador, notório por sua aversão à institucionalização de procedimentos; conhecido por sua hostilidade a um estado impessoal, que fosse gerido por um burocracia regular, estatutária, avessa a arranjos e jeitinhos.

Ao contrário: esse país gosta da informalidade e considera que a rigidez legal é coisa de povos tristes, que ainda não se deixaram amolecer pelos trópicos. E é justamente essa Banânia a ter esses caprichos, não é?, que resultam na formalização da corrupção e da propina.


É, assim, como se fosse um passe-livre fornecido por um comando militar em tempos de guerra, que dá ao portador o direito de ir e vir sem ser importunado pela soldadesca de mais baixa estirpe.

Isso acontece em Banânia, conta-me o nativo da terra. Ele me disse que o tal PTT sempre considerou que faltava à economia de mercado a devida dimensão ética, que consiste, ele entende agora, não na criação de uma ética do mercado, mas de um mercado da ética.

Eu fiquei espantadíssimo com os sucessos de Banânia. E mais espantado fiquei quando ele me contou que se descobriu que uma quadrilha operava no coração do próprio governo.

“Mas a imprensa no seu país, ao menos, é livre, né?”, indaguei. Ele me disse que sim. “Que bom! Ao menos isso!” Mas aí ele emendou: “É livre, sim! E boa parte dela está aplaudindo o governo que nomeou a quadrilha por sua suposta coragem de demiti-la”.

Olhei com tristeza e até com compaixão meu amigo de Banânia!
27/11/2012

E-mail mostra proximidade de Rose com Lula


Operação Porto Seguro

Polícia Federal teria gravado também 122 telefonemas entre a ex-chefe de gabinete e Lula, de março a outubro de 2011 – uma média de cinco por dia
Segundo PF, Rose e Lula se falavam ao telefone cerca de cinco vezes ao dia
(AE e Reuters)
Veja.com

A ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo indiciada por corrupção na Operação Porto Seguro, Rosemary Nóvoa de Noronha, afirmou, em e-mail interceptado pela Polícia Federal em março deste ano, que conversava "todos os dias" com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A mensagem foi enviada por Rose a Paulo Vieira, diretor afastado da Agência Nacional de Águas (ANA), apontado por investigadores como chefe de uma quadrilha que comprava pareceres técnicos de órgãos públicos para beneficiar empresas. Paulo foi afastado da função.

"Mandei uma notícia de ultima hora sobre a alta do PR (presidente da República) e vc nao falou nada... Tenho falado com ele todos os dias, agora ele já está voltando a política e logo vou resolver se fico no Gabinete" (sic), escreveu Rose a Paulo Vieira. A sigla PR é usada no Palácio do Planalto para identificar presidentes.

O e-mail foi enviado em 29 de março, um dia depois que a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês confirmou a remissão total de um tumor na laringe do ex-presidente. Na ocasião, Lula divulgou um vídeo em que dizia "voltar à vida política".

Telefonemas – A operação da Polícia Federal também teria gravado 122 telefonemas entre o ex-presidente e Rose entre março de 2011 e outubro deste ano, segundo reportagem publicada pelo jornal Metro. A média seria de cinco ligações por dia.

A oposição cobrou explicações de Lula sobre a nomeação de Rose, e sobre os contatos entre ela e o ex-presidente. "Qual o motivo desses contatos, uma vez que ele não estava mais na Presidência?", indagou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

A assessoria do Instituto Lula, que representa o ex-presidente, não se manifestou sobre o caso.

Os partidos também querem ouvir explicações dos diretores de agências nomeados por Rose. Os parlamentares ainda pedirão esclarecimentos ao advogado-geral da União, Luís Adams, sobre o envolvimento de seu subordinado José Weber Holanda, advogado-geral adjunto, no esquema. 

(Com Estadão Conteúdo)

Delator liga Dirceu a grupo criminoso desarticulado pela PF


Ex-auditor que revelou o esquema investigado pela Operação Porto Seguro afirma: mensaleiro tinha interesse em parecer fraudado para favorecer empresa
VEJA.COM
Com Estadão


O ex-ministro José Dirceu em 2011
(Marcos Alves/Agência O Globo)

O delator do esquema de tráfico de influência e comércio de pareceres em órgãos federais desarticulado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, afirmou que o ex-ministro José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por chefiar a quadrilha do mensalão, teria interesse em processo do Tribunal de Contas da União (TCU) fraudado para favorecer a empresa Tecondi.

Em depoimento à PF, o ex-auditor Cyonil da Cunha Borges de Faria Júnior disse que o esquema investigado na Operação Porto Seguro pode envolver mais funcionários do TCU.

Ao relatar conversas que teve com o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Rodrigues Vieira, preso pela PF e apontado como chefe da quadrilha, Cyonil disse ter ouvido dele comentário sobre o ex-titular da Casa Civil.

"Recordo-me que Paulo sempre falava que era o César (Carlos César Floriano, dono da Tecondi) que iria fazer contato quanto ao assunto do parecer favorável à Tecondi, sendo que, inicialmente, mencionara que José Dirceu tinha interesse no andamento do processo", disse.

O depoimento, em 25 de julho de 2011, foi o segundo prestado pelo ex-auditor, delator do esquema. Ele não foi perguntado e não deu mais detalhes sobre o envolvimento de Dirceu.

Cinco meses antes, Cyonil já citara aos federais a existência de um "suposto esquema de fraudes a licitações e contratos" no âmbito do TCU, com participação de funcionários da Secretaria Técnica e dos gabinetes do ministro José Múcio e do ex-ministro Marcos Vinícius Villaça.

Villaça era relator de um processo sobre irregularidades no arrendamento de área no Porto de Santos pela Tecondi. O terreno de 170.000 metros quadrados, cedido pela Companhia Docas de São Paulo (Codesp), não pôde ser ocupado por falta de licenças ambientais. Com isso, a companhia liberou outros lotes, que não haviam sido licitados - para o TCU, a medida não tem base legal.

Em 2007, Cyonil deu parecer contrário à Tecondi. Dois anos depois, Múcio assumiu a relatoria e determinou nova inspeção.

Segundo o inquérito, nessa época, Paulo Vieira, então ouvidor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), ofertou 300.000 reais a Cyonil para que fizesse parecer favorável à empresa. O ex-auditor disse à PF que recebeu 100.000 reais, mas devolveu o dinheiro e nega ter se corrompido.

O TCU informou na segunda-feira não ter localizado Múcio. Em nota, disse que acompanha o desenrolar do processo.

"Quando oficialmente tomar conhecimento do conteúdo do inquérito, poderá adotar as medidas que se fizerem necessárias." O advogado José Luís Oliveira Lima, que representa Dirceu, não quis comentar o caso, pois não teve acesso ao depoimento.

Dilma Vana já não se importa em cortar fundo as relações com Lula. Seus tentáculos são perigosos demais para ela...


               

SANATÓRIO DA NOTÍCIA


SORTE DELA

Andressa está preocupada: Carlinhos Cachoeira está com diarréia e com insônia. Bobinha... Deveria estar pra lá de faceira. Já pensou o marido com diarréia, dormindo a noite inteira?

 Reprodução
FIM DE CARREIRA
Dilma Vana ficou braba e decidiu que vai extinguir o cargo de assessoria da Presidência da República no escritório de São Paulo. Isso dá nos dedos de Lula que, no papel de marido traído e apunhalado pelas costas, acabou de dizer que aquele antro lá era como se fosse a "menina dos seus olhos", que amava muito o escritório e coisa e tal. Desse jeito, não tem volta mesmo, Lula vai ter que se contentar em concorrer ao governo de São Paulo e não ao Palácio do Planalto. Se até lá não estiver inelegível. De tudo isso fica aqui e agora uma constatação: Dilma Vana já não se importa em cortar fundo as relações com Lula. Seus tentáculos são perigosos demais para ela. Dilma detesta sufoco. Ainda mais quando se trata de uma pedra no caminho da rampa.

ME ENGANA
Como Lula não mente, vamos atrás dele uma vez mais: pronto, ele não sabia de nada, foi traído e apunhalado pelas costas,outra vez. Como há quem considere Lula um enganador de primeira, então que paixão era aquela pelo escritório da Presidência da República em São Paulo que o fazia telefonar de cinco em cinco dias para Rosemary, a chefe do cartel de corruptos que a Polícia Federal desbaratou? Patetice, outra vez? Ou a velha história do "me engana, que eu gosto"?!? Quanto às frequentes "punhaladas nas costas", já tá mas que na hora de Lula trocar seus guarda-costas por absoluta incompetência.

Reprodução

A PEDIDO
Lula mexeu os pauzinhos e o Palácio do Planalto engoliu o sapo de acrescentar um "a pedido" na demissão de Rosemary Nóvoa de Noronha. Assim tira a nódoa do seu nome. Quem tem padrinho não morre pagão.

PRONTO
Zé Weber Holanda, mais um no cartel lulático, braço direito de Luiz Adams. ministro da Advocacia Geral da União (AGU) continua preso, mas foi exonerado também com um jeitoso "a pedido". Assim que estiver de novo nas ruas estará pronto pra outra. Ah sim, Luiz Adams também foi "apunhalado nas costas".

A DAMA SUBMERSA
Rosemary Nódoa que, nos telefonemas que trocava com Lula, chamava a primeira-presidenta Dilma Vana de "tia" era conhecida nos bastidores como a primeira-dama do governo submerso e, no âmbito mais geral, como a "Rainha dos Cartões Corporativos". A oposição não conseguiu nunca a sua convocação para prestar contas no Congresso porque o Palácio do Planalto não deixava.

RELAX DE MARTA
Quem está relaxando e gozando com a desdita de Rosemary é Marta Suplicy que levou o chute no traseiro por influência da primeira-chefa do escritório da Presidência da República em São Paulo. Rose batalhou para que HaHaHaddad fosse o prefeito paulistano. O gozo de Marta é duplo: pela queda da desafeta e pelos maus lençóis em que está metido seu chutador. É gozo múltiplo até: Marta é senadora e ministra.

 
Reprodução
CADÊ VOCÊ?!?
Por onde anda o Zé Eduardo Cardozo, ministro da Justiça de Dilma Vana, nessas horas em que a Polícia Federal grampeia os telefonemas de Lula com Rosemary e desbarata uma gangue no escritório da Presidência da República em São Paulo? Ele também foi apunhalado pelas costas, ou não tem como controlar a Operação Eliot Ness dos nossos Intocáveis que querem aumento e não levam? Desse jeito vai deixar de ser "um dos três porquinhos da Dilma" já que anda mais perdido que cachorro que cai do caminhão de mudanças.

PASSE LIVRE
Não é nada, não é nada, a primeira-dama do governo submerso sediado em São Paulo, Rosemary Rose Nóvoa, tinha passaporte diplomático, o documento mais banalizado do Itamaraty na República dos Calamares. Com ele na bolsa, Rose Nódoa acompanhou Lula - quando ainda presideus - em viagens a 23 países. Os roteiros das comitivas impediam que ela e dona Marisa Letícia dessem de cara uma com a outra.

Reprodução

O CRIME COMPENSA
Valdemar Costa Neto, da sigla de aluguel PR, pegou quase oito anos de prisão. Escapou do regime fechado e vai ter apenas que dormir na cadeia por algum tempo. Bom negócio para a fortuna que fez.

TUCANOS QUEREM LULA
Os tucanos, alvoroçados pelo toque de caixa da Polícia Federal apresentam nesta terça-feira requerimento para a convocação de Lula e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Eles querem explicações sobre denúncias de corrupção reveladas pela operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Até parece que eles vão dizer alguma coisa. Esses dois nem precisam de habeas corpus para ficar em silêncio. Eles não ouvem nada, não enxergam nada, não sabem nada há muitos e muitos anos. Vai ser só uma visita recreativa. E, se duvidarem, no fim de sessão, meia dúzia de tucanos passam a ser petistas desde pequenininhos.

27/11/2012

“Mulher de Lula” na Presidência acertou indicação da filha durante viagem com o então presidente. Atenção! Ela não estava na lista oficial de passageiros, o que é ilegal! Eis que surge nos e-mails o “JD”! Quem será?




Por Reinaldo Azevedo

Por Carolina Freitas
VEJA.com

Em novembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Moçambique e Coreia do Sul.

Entre os dias 8 e 10, cumpriu agenda oficial em Maputo, capital do país africano. Deu aula magna em uma universidade, encontrou empresários brasileiros e foi recebido pelo colega Armando Guebuza.

No dia 11, desembarcou em Seul, para, ao lado da sucessora recém-eleita Dilma Rousseff, participar da reunião do G-20.

Durante o giro internacional, Lula teve em sua comitiva uma ajudante próxima, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose, que até este fim de semana ocupou o cargo de chefe de Gabinete da Presidência em São Paulo.

Embora seja um requisito legal que funcionários em viagem internacional tenham seu nome registrado no Diário Oficial, Rose embarcou sem que essa formalidade fosse cumprida.

Ela também aproveitou para tratar de um assunto de interesse próprio com o chefe: a nomeação de uma de suas filhas, Mirelle, para um cargo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Tanto a viagem não oficializada quanto a negociação do cargo para a filha estão registrados em e-mails interceptados pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, deflagrada na sexta-feira.

A operação derrubou Rosemary e Mirelle de seus cargos na administração pública. A filha pediu exoneração nesta segunda-feira. Rosemary foi demitida no sábado, depois de ser indiciada pelo seu envolvimento com os irmãos Paulo e Rubens Vieira, presos provisoriamente e indiciados por utilizar seus cargos de hierarquia elevada em agências reguladoras para fraudar procedimentos e promover negócios escusos.

Foi em troca de mensagens com Paulo Vieira que Rosemary tratou da nomeação da filha.

“A Mirelle já te enviou os documentos? Peço a gentileza de só nomeá-la depois de eu confirmar com o PR. Estou em Maputo. Embarco para Seul na 4ª-feira com ele, aí após conversar te aviso.”

Nesse e em outros e-mails da dupla, Lula é tratado como PR, abreviação para presidente da República.
Paulo respondeu ao e-mail dizendo que Mirelle tinha esquecido de assinar o currículo, sem o que não seria possível dar sequência à nomeação.

Rosemary dá um puxão de orelha na filha, com cópia para Paulo: “Mi, te avisei 1.000 vezes que o currículo necessitava de assinatura. Entre em contato com o Paulo urgente para resolver esta questão. Mamy.”
Embora o interlocutor fosse Paulo – o mais assíduo nos contatos com Rosemary  – a contratação seria feita na seara do outro irmão Vieira, Rubens, que desempenhava as funções de corregedor da Anac e mais tarde seria alçado à diretoria da entidade.

E assim foi, pouco depois da viagem de Lula pela Ásia e pela África.

Em 1º de dezembro, a portaria de nomeação de Mirelle saiu no Diário Oficial.

De acordo com o Portal da Transparência do governo federal, sua remuneração mensal bruta em setembro de 2012, no cargo de assessora técnica na Diretoria de Infraestrutura Aeroportuária,  foi de 8.625,61 reais.

Troca de favores e de afagos
A negociação para nomeação da filha de Rosemary para o bem-remunerado cargo de confiança aconteceu em meio a um acerto ainda mais delicado entre a chefe de gabinete da Presidência e os irmãos Vieira.

Desde o começo de 2009 os dois buscavam o apadrinhamento de Rosemary (bem sucedido, como se veria depois).

Paulo almejava um cargo de direção na Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens, um posto equivalente na Anac.

Já nesse momento inicial, Rosemary parecia acalentar a ideia de beneficiar a filha juntamente com os irmãos Vieira.

Num dos primeiros e-mails desse lote, ela diz a Rubens que havia acionado Lula, o PR. “Disse a ele que Mirelle precisa começar a trabalhar logo”, escreve.
Em março de 2009, Paulo escreve para Rosemary pedindo ajuda para conseguir o cargo na ANA, com a colaboração de JD, que parece ser José Dirceu.

Ele explica que quem nomeia para a vaga é o presidente da República.

“Surgirão agora em meados de abril duas vagas. Pelo que consegui observar, quem vai definir mais a questão é a Dilma”, diz Paulo. “A pessoa que acho que consegue fazer esse pedido a ela, de forma eficaz, é o JD. Um pedido pessoal seu ao JD, tratando a questão como de interesse pessoal seu, ganha muito mais força.”
Rosemary foi secretária pessoal de Dirceu por mais de uma década.
Em abril, Rosemary se irritou com as cobranças de Paulo por celeridade e enviou a ele um correio eletrônico que tinha como assunto “Cobranças sem fundamento!”.

“Não gostei nem um pouco de suas cobranças. O que não está andando, além da Anac?”, diz a então chefe de gabinete da Presidência.

“Eu sim estou aguardando questões sem solução. Meus pedidos são em número maior, mas muito pequenos em relação aos seus! Tenha paciência.”
Paulo responde ao e-mail em menos de 40 minutos, prestando conta sobre os pedidos de Rosemary que estariam em atraso, ponto a ponto.

E tenta contemporizar: “A minha simpatia e carinho por você passa à margem de quaisquer troca de favores. É de natureza pessoal. Trata-se de amiga muito querida.”

Dois dias antes, em troca de mensagens com seu irmão, Paulo alertou Rubens sobre o apetite de Rosemary. Segundo ele, seria preciso “abafar a pedição de dinheiro”, pois a amiga seria “uma máquina de gastar.”
Em junho, Paulo presta explicações a Rosemary sobre a demora em atender, mais uma vez, um pedido dela.

“Suas solicitações – são determinações – em face da amizade e da gratidão que tenho por você.”


Entre os presentes oferecidos por Paulo a Rosemary estão um cruzeiro marítimo com show dos sertanejos Bruno e Marrone e o pagamento de uma cirurgia.

O dono do escândalo


EDITORIAL DO ESTADÃO




Recém-desembarcado de um voo decerto turbulento para ele, depois de uma viagem à África e à Índia, o ex-presidente Lula teria dito a pessoas de sua confiança que se sentia "apunhalado pelas costas" por outra pessoa de sua confiança, a então chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose.

Secretária do companheiro José Dirceu durante 12 anos, da década de 1990 até a ascensão do PT ao Planalto, Lula a empregou na representação do governo federal na capital paulista.

Dois anos depois, em 2005, entregou-lhe a chefia da repartição.

Na sexta-feira passada, ela e José Weber Holanda, o sub do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, foram indiciados pela Polícia Federal (PF), no curso da Operação Porto Seguro, pela participação em um esquema de venda de facilidades instalado em sete órgãos federais.



O indiciamento alcançou 11 outros ocupantes de cargos públicos, além do notório ex-senador Gilberto Miranda.

Cinco pessoas foram presas, entre as quais três irmãos, o empresário Marcelo Rodrigues Vieira, um diretor da agência reguladora da aviação civil (Anac), Rubens Carlos Vieira, e outro da agência de águas (ANA), Paulo Rodrigues Vieira - ambos patrocinados pela amiga de Lula.

A PF devassou o apartamento de Rose e o gabinete de Holanda.

No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff afastou de suas funções os diretores das agências (tendo mandato aprovado pelo Senado, eles não podem ser demitidos sumariamente) e mandou abrir processo disciplinar contra eles.

O caso da nomeação de Paulo Rodrigues, tido como chefe da gangue e também chegado a Lula e a Dirceu, é um capítulo de livro de texto sobre a esbórnia no Estado sob o governo petista e a serventia de seus aliados nos altos círculos do poder nacional.


Submetida ao Senado, como requerido, a indicação começou mal e seguiu pior.

A primeira votação terminou empatada.

Na segunda, o nome foi rejeitado por um voto de diferença.

Se os mandachuvas da República se pautassem pela decência, a história terminaria por aí.

Não terminou porque, contrariando até mesmo um parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, o seu presidente José Sarney ordenou uma terceira votação da qual o afilhado de Rose saiu vencedor por confortável maioria.

A essa altura, 2010, estava para mudar a sorte da madrinha - cuja influência derivava diretamente de sua intimidade com Lula, a quem, aliás, acompanhava nas viagens ao exterior, não se sabe bem para fazer o que.
Eleita Dilma, que só a manteria no posto em São Paulo para não criar caso com o padrinho, Rose tentou em vão conseguir uma boquinha em Brasília.

O imponderável fez o resto.


Em um dia de março do ano passado, um servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) procurou a Polícia Federal para se confessar.

Contou que aceitara uma propina de R$ 300 mil, dos quais já havia recebido um adiantamento de R$ 100 mil, para produzir um parecer técnico sob medida para uma empresa que atua no Porto de Santos.

Além disso, Paulo Rodrigues Vieira falsificou um documento acadêmico para beneficiar o funcionário.

Mas este se arrependeu, devolveu o dinheiro e revelou aos federais o que sabia.

A PF abriu inquérito, obteve autorização judicial para grampear telefonemas e interceptar e-mails.

Do material, emergiu uma Rose que lembra a personagem do samba de Chico Buarque que pedia apenas "uma coisa à toa" - no caso, um cruzeiro de Santos a Ilha Grande animado por uma dupla sertaneja, um serviço de marcenaria, uma pequena operação…

Claro que ela também empregou uma filha na Anac e o marido na Infraero.

Tinha fama de mandona e jeito de alpinista social.


Mas o dono do escândalo é quem deu a Rose o aparentemente inexplicável poder de que desfrutava, a ponto de o Senado de Sarney inovar em matéria de homologação de um futuro diretor de agência reguladora.

Ao se declarar "apunhalado pelas costas", Lula faz como fez quando o mensalão veio à tona, e ele, fingindo ignorar a lambança, se disse "traído".

Resta saber se, desta vez, tornará a repetir mais adiante que tudo não passou de uma "farsa" - quem sabe, uma conspiração da Polícia Federal com a mídia conservadora, a que a sua sucessora no Planalto afinal sucumbiu.


27 de Novembro de 2012

 

Cachoeira é internado. Família não fala sobre queima de arquivo





Estado de saúde de Cachoeira é grave, diz médico


- A família ainda não se pronunciou sobre as suspeitas de que Cachoeira pode ter sido envenenado, numa ação que alguns amigos consideram queima de arquivo.

O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi internado no domingo (25), às 22h45, no Hospital Neurológico de Goiânia.

Ainda não se sabe o motivo da internação, mas o hospital informou que um boletim médico será divulgado nas próximas horas.

Segundo o hospital, ele está acompanhado da mulher, Andressa Mendonça, e se encontra em um dos apartamentos da unidade.

À rádioCBN, Andressa não quis dizer o motivo da internação do marido. Ele teria sido internado com sintomas de insônia e estresse.

. Cachoeira passou nove meses preso e foi solto na semana passada, depois que a juíza Ana Claudia Costa Barreto, da 5º vara criminal de Brasília, condenou o contraventor a cinco anos de prisão em regime semiaberto. Por conta dessa decisão, foi determinada a soltura de Cachoeira.

. Após soltura, o Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva de Carlinhos Cachoeira.
26 de novembro de 2012

Que tal a “mulher de Lula em SP” como vice em sua chapa para o governo do Estado?



Por Reinaldo Azevedo


Luiz Inácio Apedeuta da Silva mandou João Santana plantar uma informação na imprensa para ver que tipo de boato ele colhe: a sua eventual candidatura ao governo do Estado. E João Santana fez isso, sugerindo o deputado Gabriel Chalita (PMDB) como vice.

Sei…

Sugiro uma troca. Para o lugar de Chalita, defendo que Lula indique “sua mulher” em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, a ex-chefe do escritório que a Presidência da República mantém no estado.

É tão longeva a parceria de ambos que certamente trabalhariam de modo muito afinado caso o eleitorado acolha o casal…


26/11/2012

Rosemary Nóvoa de Noronha usava o nome de Lula com a autorização do próprio ex-presidente





Tudo combinado – Admitamos que Rosemary Nóvoa de Noronha é uma pessoa extremamente abusada, mas nem mesmo em sonho ela usaria o nome de Luiz Inácio da Silva para a prática de tráfico de influência sem o consentimento do próprio.

Pessoa de confiança de Lula e do próprio José Dirceu, de quem foi assessora durante doze anos, Rosemary agia com desenvoltura e com a anuência de ambos nas falcatruas que cometia em relação aos pareceres técnicos para atender interesses de grupos privados.

O único problema é que Rosemary de Noronha é daquelas malandras de quinta, pois cobrava como contrapartida dos favores (sic) que prestava viagens em cruzeiros e cirurgias plásticas, o que mostra o nível dos alarifes que circundam Lula.

O ex-presidente por certo dirá que de nada sabia e mostrar-se-á surpreso, mas tudo acontecia com o seu consentimento expresso.

A decisão de Dilma Rousseff de demitir ou afastar os envolvidos nos esquema é apenas e tão somente uma cortina de fumaça para enganar a opinião pública, pois a presidente quer mesmo estar apta para disputar a reeleição em 2014.

No que se refere à Advocacia-Geral da União, há meses foi oferecida à família do editor um parecer favorável em processo judicial em troca de quantia em dinheiro.

Por questões de ética e consciência preferimos seguir o rito normal da Justiça a correr qualquer tipo de risco, até porque quem já aguardou quarenta anos por uma decisão pode esperar um pouco mais.

FONTE: UCHO NOTÍCIAS...

Charge





Nani


Empresário que conhece Lula declarou ao ucho.info que intimidade com Rosemary Noronha é explosiva





 

         Bomba a caminho


Um renomado empresário da capital paulista, que conhece com propriedade e certa dose de intimidade Luiz Inácio da Silva e José Dirceu, disse há instantes ao editor do ucho.info que na esteira da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, a bomba tende a estourar no colo do ex-presidente da República.

O empresário disse ainda que ao pedir à presidente Dilma Rousseff que mantivesse Rosemary Nóvoa de Noronha na chefia de gabinete do escritório da Presidência, em São Paulo, Lula não o fez somente pela confiança que tinha na funcionária e pelos inúmeros segredos que ela guardava, mas principalmente pela relação de intimidade entre ambos.

Rosemary, mesmo estando subordinada à presidente Dilma Rousseff, continuava servindo a Lula e José Dirceu.

Caso as gravações feitas pela Polícia Federal vazem, Lula estará liquidado politicamente, afirmou o empresário, sob a condição de anonimato.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PF faz operação com 73 indiciados em cinco estados e no DF


Em São Paulo, computadores foram apreendidos na casa do vice-presidente da CBF

 


Dinheiro apreendido durante a Operação Durkheim, da Polícia Federal

Michel Filho / Agência O Globo


RIO e SÃO PAULO - A Polícia Federal realiza nesta segunda-feira operação em cinco estados e no Distrito Federal para desarticular duas organizações criminosas — uma especializada na venda de informações sigilosas e outra voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro nacional. Segundo a PF, 73 pessoas foram indiciadas. Foram presos 25 suspeitos e oito estão foragidos. Também foram expedidos 87 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiás, Pará, Pernambuco, Rio e Distrito Federal. Outras 34 pessoas foram levadas para prestar depoimento e depois foram liberadas.

Na operação, iniciada na madrugada desta segunda-feira, policiais federais recolheram computadores e documentos na residência de Marco Polo Del Nero, que é vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), presidente da Federação Paulista de Futebol e membro do Comitê Executivo da Fifa. Del Nero foi conduzido até a sede da PF para prestar depoimento.

Investigação durante apuração sobre o suicídio de policial federal

Em nota publicada no site da Federação, Del Nero afirmou foi surpreendido pela operação da PF e que as buscas não estão relacionadas à sua atividade na entidade e ou a seu escritório de advocacia, no qual é sócio do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) .

Segundo nota divulgada pela PF, a investigação começou em setembro de 2009, durante apurações sobre o suicídio de um policial federal na cidade de Campinas, que apontou a possível utilização de informações sigilosas, obtidas em operações policiais, para extorquir políticos, suspeitos de envolvimento em fraudes em licitações.

A PF informou que as duas organizações atuavam em paralelo e de modo independente. O elo entre elas é um escritório de advocacia que atuava com os dois grupos criminosos.

Uma das quadrilhas operava uma rede de espionagem ilegal, composta por vendedores de informações sigilosas que se apresentam como detetives particulares, e por seus fornecedores, pessoas com acesso aos bancos de dados sigilosos, como funcionários de empresas de telefonia, bancos e servidores públicos. Entre as vítimas há um ex-ministro de estado, um senador da república, dois prefeitos, desembargadores, uma emissora de televisão e um banco. A PF afirma que todos serão ouvidos na condição de vítimas.

Um extrato telefônico de uma vítima era vendido pelo grupo por R$ 300. Integravam a quadrilha um gerente de banco, policiais e um funcionário de uma operadora de telefonia.

Segundo o delegado da PF responsável pela investigação, Valdemar Latance Neto, o grupo fez entre cinco mil a dez mil vítimas.

A segunda quadrilha era especializada em remessa de dinheiro ao exterior por meio de atividades de câmbio sem autorização do Banco Central. De acordo com a PF, seriam sete grupos de doleiros que montaram um sistema financeiro “paralelo” por meio das operações dólar-cabo e euro-cabo. Alguns dos investigados já foram condenados por lavagem de dinheiro, mas têm recursos pendentes no Supremo Tribunal federal (STF). Juntos, eles mantêm quase uma centena de contas no exterior, principalmente em Hink Kong.

Penas pelos crimes variam de 1 a 12 anos de prisão

Os investigados responderão pelos crimes de divulgação de segredo, corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, realizar interceptação telefônica clandestina, quebra de sigilo bancário, formação de quadrilha, realização de atividade de câmbio sem autorização do Banco Central do Brasil, evasão de divisa e lavagem de dinheiro, com penas de 1 a 12 anos de prisão.

A PF batizou a ação de Operação Durkheim, intelectual francês, um dos pais fundadores da sociologia, que escreveu o livro “O Suicídio”, em alusão aos fatos que deram início à operação.

Del Nero é um dos convidados a comparecer nesta segunda-feira ao Soccerex, uma feira de negócios do futebol, que acontece no Rio. No site da Federação Paulista de Futebol, ele divulgou a seguinte nota:

“Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, esclarece que foi surpreendido em uma operação da Polícia Federal durante esta madrugada em sua residência, em busca de documentos não relacionados à sua atividade na entidade e de seu escritório de advocacia.

“Conhecido advogado criminalista, Marco Polo Del Nero prestou depoimento regulamentar na Polícia Federal sendo liberado em seguida. O teor do depoimento segue em sigilo de Justiça”.

26/11/12

Charge



ela faz parte



sponholz


Enganado de novo?


Comentário

Ao se convencer que o Supremo Tribunal Federal seria duro com os réus do mensalão e despacharia para a cadeia cabeças coroadas do seu governo, Lula observou outro dia numa roda de amigos: "Não serão juízes que escreverão o último capítulo da minha biografia, mas o povo".

A memória coletiva é falha. Não costuma guardar frases longas.

Lula poderia ter dito algo do tipo: "A História me absolverá".

Foi Fidel Castro quem disse em 1953 depois da tentativa malsucedida de assaltar o quartel de Moncada na província de Santiago de Cuba.

Como advogado, e ótimo orador, fez questão de se defender no tribunal. Aí cometeu a frase.

Não sei se a História absolverá Fidel.

No caso de Lula é ainda cedo para prever quem escreverá o último capítulo de sua biografia. Só digo para não confiar muito no povo.

Em 1960, por exemplo, Jânio Quadros se elegeu presidente com uma votação recorde. Renunciou com sete meses de governo. Imaginou voltar ao poder nos braços do povo.

Desconfiado, o povo não se mexeu.

Na véspera de tomar posse em 1985, o presidente Tancredo Neves baixou hospital. Viveu apenas mais 39 dias para ser operado sete vezes.

Foi uma comoção.

Um ano depois, pouca gente ainda o citava.

Lula só terá a chance de ver o povo escrever o último capítulo de sua biografia se for de novo candidato a presidente. Do contrário, o mensalão ficará para sempre como o desfecho de uma trajetória - toda ela - excepcional.

Quem diria que um fugitivo da miséria do Nordeste, um ex-torneiro mecânico semianalfabeto, governaria o Brasil duas vezes? E elegeria seu sucessor?

Quem diria que o partido dele, dono do discurso da ética e da honradez, patrocinaria um dia o maior escândalo de corrupção da história recente do país?

É patética a reação de alguns dos condenados do PT às decisões tomadas pelos ministros do Supremo. Sugerem que os ministros trocaram de lado se unindo aos conservadores e reacionários.

Culpam a imprensa por isso. (Jamais em parte alguma vi uma imprensa tão poderosa...).

E incitam os chamados "movimentos sociais", movidos a dinheiro público, a promover o "julgamento do julgamento".

Voltaremos à época dos júris estudantis simulados? Se voltarmos estarei dentro!

Os mensaleiros foram sentenciados por uma larga maioria de ministros que Lula e Dilma escolheram.

A imprensa é livre para defender seus pontos de vista, embora seja falsa a ideia de que atua em bloco cobrando a condenação dos réus. Até porque a maior fatia dela é chapa branca, sempre foi e sempre será.

Como não tem independência financeira não pode sequer fingir que tem independência editorial.

Por esperteza e sensatez, Lula aguarda em silêncio o fim do julgamento. Deveria se sentir obrigado a comentá-lo mais tarde.

Não é possível que nada tenha a dizer sobre a condenação daquele a quem chamou um dia de "o capitão do time" - José Dirceu. E sobre o pedido de desculpas que ele próprio apresentou aos brasileiros quando se disse traído e apunhalado pelas costas.

Admite que o Supremo identificou os traidores?

Se responder que não é porque sabe quem o traiu.

Que tal aproveitar a ocasião e explicar o que o levou a avalizar para cargos importantes do governo nomes indicados por Rosemary de Noronha, secretária de Dirceu durante mais de 10 anos?


Ao herdar Rosemary, Lula a promoveu a chefe de gabinete da presidência da República no escritório de São Paulo. Sempre que viajava ao exterior, Rosemary o acompanhava.

Pois bem: na semana passada, a Polícia Federal prendeu seis pessoas e indiciou mais 12, acusadas de fraudarem pareceres em agências e órgãos federais.

Acusada de corrupção ativa, Rosemary faz parte do grupo, e mais dois irmãos que ela empregou no governo. A nomeação de um deles foi recusada duas vezes pelo Senado em dezembro de 2009.

Lula forçou a mão e no ano seguinte a nomeação foi votada pela terceira vez. Finalmente saiu.



Por que tanto empenho para atender um pedido de Rosemary?

Enganado de novo, Lula?

Sei.

Seja pelo menos original.

Não fale em traição.

Nem em apunhalamento pelas costas.

26.11.2012