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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cartaxo confirma saber quem acessou dados fiscais de Eduardo Jorge, do PSDB

Cartaxo confirma saber quem acessou dados fiscais de Eduardo Jorge, do PSDB

Jailton de Carvalho
O Globo - Agência Brasil

O
secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, afirmou na manhã desta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que vários auditores da Receita acessaram dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, no período de 2005 a 2009.

Segundo Cartaxo, essas pessoas já foram identificadas e estão sob investigação da Corregedoria-Geral do órgão, que apura se houve quebra de sigilo no acessos. Ainda de acordo com ele, os dados do tucano foram acessados cinco ou seis vezes, mas se recusou a explicar os motivos das buscas feitas pelos funcionários.

- Eu sei que as máquinas que acessaram as informações estão sendo protegidas por sigilo - disse.


Por causa dessa informação, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) solicitou que a audiência pública passasse a ser fechada para que Cartaxo pudesse revelar o nome das pessoas citadas.

O secretário usou o preceito do sigilo para manter em segredo o nome dos funcionários, uma vez que os acessos foram feitos por várias pessoas.

Para o presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), não há dúvida de que os dados de Eduardo Jorge foram acessados de forma ilegal.

- Se os acessos fossem motivados (por razões profissionais) não teriam aberto o processo - disse Demóstenes.

Parlamentares suspeitam que funcionários da Receita tenham levantado informações sobre Eduardo Jorge para abastecer pessoas ligadas à campanha da petista Dilma Rousseff.

Mais cedo, Cartaxo havia reafirmado que não partiu do órgão qualquer vazamento de informações fiscais protegidas por sigilo de Eduardo Jorge.

- A Receita Federal reafirma a integralidade de seu sistema. Se, após a conclusão da sindicância, houver indícios de crime, o caso será encaminhado para investigação do Ministério Público - garantiu Cartaxo aos senadores.


Depois de ser pressionado por vários senadores, inclusive pelo petista Eduardo Suplicy (SP), Cartaxo concordou em dar alguns detalhes sobre a quebra de sigilo do tucano.

Ele disse que os dados de Eduardo Jorge foram acessados em uma unidade da Receita fora de Brasília, mas não especificou em qual unidade da federação. O secretário também disse que desconhece qualquer investigação fiscal relacionada a Eduardo Jorge.

A reunião desta quarta na CCJ, realizada por iniciativa do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), começou por volta das 9h40m. Na semana passada, a Receita Federal informou que "não houve violação ou invasão" no sistema do órgão para obtenção de dados confidenciais de Eduardo Jorge. Em nota, o órgão informou que foram identificados acessos por pessoas autorizadas.

A Polícia Federal já abriu investigação sobre a quebra do sigilo fiscal e bancário do dirigente tucano.

O jornal "Folha de S.Paulo" revelou em junho que "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) levantou dados confidenciais de Eduardo Jorge disponíveis apenas nos sistemas da Receita Federal.

A direção nacional do PT nega qualquer participação do partido no episódio.

Ibope em SC: Serra amplia vantagem.

Ibope em SC:

Serra amplia vantagem.

Mais uma
pesquisa em Santa Catarina, desta vez do Ibope, mostra José Serra com 46%, Dilma com 30% e Marina Silva com 7%.

Em números absolutos, isto significa uma vantagem do tucano sobre a petista da ordem de 600 mil votos.


No segundo turno, Serra tem 51%
e Dilma 33%.



Frase do dia

Os alemães têm um polvo profeta de oito braços

e nós brasileiros temos um Lula analfabeto

de nove dedos...



Prova do (último) crime eleitoral de Lulla TAV

LULA COMETE MAIS UM CRIME ELEITORAL
EM SOLENIDADE OFICIAL



Lula cita Dilma no lançamento do edital do trem-bala

'A companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer (o projeto), foi ela quem cuidou', disse.


Quem é que vai pará-lo?

Ele está acima de tudo e de todos?

Que desmoralização para o TSE!


C.R.

Candidato apanha de segurança do PT


“Não tenho mais candidata.

Candidato apanha de segurança do PT


Agora não quero mais saber de Dilma”, afirmou Edivaldo Freitas, candidato a deputado distrital pelo PMDB.

Ele levou uma gravata de um segurança da campanha da petista ao tentar entrar na área vip destinada a políticos no evento de inauguração do comitê nacional do PT.

Ele disse que apanhou por não ser um “engravatado”.

O candidato estava sem gravata.
O vidro da porta de entrada do comitê foi quebrado com a confusão antes mesmo do espaço ser lançado.


A organização colocou uma faixa com o nome de Dilma para disfarçar o estrago no local.

Edivaldo Freitas deixou o evento e chamou os militantes de sua chapa para acompanhá-lo.

O megafone que ele estava usando para gritar a favor de Dilma mudou de função.

E serviu para que ele protestasse contra a petista.

O secretário de comunicação do PT, André Vargas, justificou o ocorrido dizendo que o espaço estava apertado e candidatos distritais não foram chamados.


(Luciana Marques, de Brasília)


Adeus, Paulo Moura

Despedida



Despedida from Eduardo Escorel on Vimeo.



Paulista de São José do Rio Preto, Paulo Moura nasceu no dia 15 de julho de 1932, numa família de instrumentistas.

Aos 9 anos, ele pediu para estudar música e começou a tocar clarineta.

Aos 14, ele entrou para o conjunto do pai.

Paulo Moura gravou o primeiro dos 40 discos em 1956. Ele chegou a integrar a orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Moura tocou com grandes nomes da MPB, como Elis Regina e Milton Nascimento.

Um dos saxofonistas e clarinetistas mais requisitados no Brasil e no exterior, Paulo Moura foi reconhecido no ano 2000 com o Grammy - o maior prêmio da música mundial, com seu trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas”.
 
Em 2009, ele se apresentou na Tunísia e no Equador., e lançou o CD AfroBossaNova.G1

Falta praticamente tudo para o Brasil sediar a Copa de 2014.




O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que falta praticamente tudo para o Brasil sediar a Copa de 2014.

Questionado especificamente sobre o que falta para a realização do próximo Mundial, Valcke respondeu:

- Temos que construir alguns estádios, algumas estradas, alguns aeroportos….

Temos?

É?

Nós quem cara-pálida?

Joseph Blatter, provocado sobre o mesmo tema, observou, antes de passar a palavra a Valcke:

- Não sei de problemáticas, mas quero saber das solucionáticas.

Blatter deu nota para 9 para os sul-africanos.

- Na universidade, esta nota seria acompanhada do título summa cum laude.

Uma estagiária loira de uma conhecida emissora de TV brasileira, presente à entrevista, num português mal dizido e que ninguém acorreje emendou de primeira:

- Se o negócio é sumir com os laudos, Seo Bratter, pode ficar tranqüilo que no Brasil nós estamos botando especialistas pelo ladrão!

Enquanto isso Ricardo Temcheiro apresentou a bola que seria utilizada na copa de 2014!


O líder populista é um demagogo cínico que apregoa a salvação do povinho destruindo as instituições


A cara do patrimonialismo lulista


*Ricardo Vélez Rodríguez

Mal começou a campanha eleitoral e os petistas mostram a que vieram.

Isto é, vieram para culminar a obra de desmonte das instituições democráticas, mediante a definitiva consolidação do Estado patrimonial, submetido ao peleguismo lulista.

Demétrio Magnoli identificou muito bem essa realidade (A escolha de Serra, 8/7, A2):

"O lulismo não é a política macroeconômica do governo, tomada de empréstimo de FHC, mas uma concepção sobre o Estado.

A sua vinheta de propaganda, divulgada com dinheiro público pelo marketing oficial, diz que o Brasil é um país de todos.

Eis a mentira a ser exposta.

O Estado lulista é um conglomerado de interesses privados.

Nele se acomodam a elite patrimonialista tradicional, a nova elite política petista, grandes empresas associadas aos fundos de pensão, centrais sindicais chapa-branca e movimentos sociais financiados pelo governo."



Lula e seguidores são caras de pau ao pretenderem vender aos eleitores uma continuidade patrimonialista com o falso nome de "democracia para todos".

A candidata Dilma Rousseff não teve a menor vergonha em afirmar que o programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral em 5 de julho não era para valer, tendo-o substituído por novo texto (e em 7/7 anunciou que sua campanha entregaria uma terceira e definitiva versão à Justiça Eleitoral contendo as sugestões de consenso dos partidos que compõem a coligação de sua candidatura, conforme publicado pelo Estado).

Isso é fazer de todos nós, eleitores, um bando de ingênuos.

Será que vamos engolir mais essa?

Lula já tinha feito coisa semelhante quando revogou o programa do partido em 2002, a famosa Carta do Recife, substituindo-o, a toque de caixa, pela memorável Carta ao Povo Brasileiro, com base na qual desenvolveu a sua campanha.


O problema é que Lula, Dilma e demais confrades não acreditam nas instituições democráticas.


Guardaram dos seus anos de militância o menosprezo pelas denominadas "instituições burguesas", que, como ensinavam Marx e Lenin, deveriam simplesmente ser destruídas para erguer sobre as suas ruínas uma ditadura personalista.

Lula acrescentou, sobre essa herança perversa do marxismo-leninismo inserida na ideologia petista, o componente populista.

Para essa forma de fazer política o que importa é estabelecer uma espécie de "convívio emocional" entre o líder e o povão que ele diz representar, prescindindo das instituições.

Como afirma um dos mais importantes estudiosos contemporâneos do fenômeno, o sociólogo francês Pierre-André Taguieff, na sua obra A Ilusão Populista (Paris, 2007), o líder populista é um demagogo cínico que apregoa a salvação do povinho destruindo as instituições democráticas.

Isto é, nem mais nem menos, o que Lula tem feito: desmoralizar as instituições de direito, a começar pela representação política, pela Justiça, pela imprensa livre, pelos Tribunais de Contas e pela vida político-partidária, para, sobre as cinzas da anomia, erguer a sua figura de salvador da Pátria.

O atual presidente não duvida um instante em comprometer a credibilidade da nossa diplomacia, tirando dela qualquer seriedade ao acomodá-la aos seus interesses populistas.


Acaba de fazer isso na visita ao ditador e genocida Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial, alcunhando essa vulgar iniciativa de "pragmatismo".

O "nosso guia" já tinha tomado atitude semelhante, em múltiplas oportunidades, ao longo dos seus quase oito anos de mandato, em face de outros autocratas, como o presidente do Sudão, ou saindo na defesa ardorosa dos populistas latino-americanos Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Corrêa,

Daniel Ortega, para não falar da sua amizade incondicional com os irmãos Castro, que presidem a mais antiga satrapia ibero-americana.

E por falar em sátrapas, Lula desmoralizou ainda mais a nossa política externa ao se alinhar, desavergonhadamente, com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, cuja legitimidade, nas eleições que o guindaram de novo ao poder, é questionada no próprio Irã e pela comunidade internacional.

Tudo com a finalidade clara de deixar uma porta aberta para uma desvairada corrida atômica, banida pela nossa Carta Magna.

Aliando-se a quem não deve, Lula terminou, de outro lado, brigando com quem não deve, colocando pedras no caminho de dois países latino-americanos que derrubaram as tentativas de tomada acintosa do poder por populistas ou totalitários: foram decepcionantes as reiteradas críticas do seu governo às ações empreendidas pelo presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, contra as Farc (ainda não consideradas terroristas pelo governo brasileiro), bem como a tragicômica encenação na embaixada brasileira em Honduras para prestigiar o golpista ex-presidente Manuel Zelaya, aliado de Chávez.

Mas voltemos à nossa cena da campanha presidencial que começa. Como muito bem esclareceu o candidato José Serra, as diretrizes de um programa de governo são "a alma" do que se quer, e alguns pontos que constavam da primeira versão da equipe de Dilma são o que o PT realmente defende, "como a facilitação de invasão de terras".
 

Ele citou, ainda, o controle da imprensa.
"É tema em que a gente sabe o que eles pensam. Sempre que podem, isso é dito, depois eles vêm e corrigem."


O que os adversários mostram, frisou Serra, "não são duas caras, são várias caras". E acrescentou: "Nós temos uma só cara, a minha cara." Garantiu em seguida que as diretrizes de seu programa foram "minuciosamente escritas".


Como questionou Magnoli, terá Serra, neste momento, a coragem de apresentar a sua cara de estadista e denunciar a farsa petista que pretende dar continuidade, no Brasil, ao abjeto patrimonialismo, que pratica a privatização do Estado pela elite clientelista tradicional, pela nova elite sindical, pelas grandes empresas associadas aos fundos de pensão e pelos movimentos sociais financiados pelo governo?

*COORDENADOR DO CENTRO DE PESQUISAS ESTRATÉGICAS DA UFJF


O Estado de S. Paulo  

13/07/2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

As pessoas ainda não se ligaram que, em janeiro, Lula volta pra casa, mas a turma do mensalão do PT continua encostada no governo se Dilma for eleita.



Turma do "mensalão" voltaria ao poder com Dilma, acusa Indio

Para o deputado, a candidatura Dilma tem a organização da turma do
 mensalão do PT Foto: Renato Araújo/Agência Brasil
Foto: Renato Araújo/Agência Brasil

Candidato à vice-presidência, Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa é coordenador da campanha de Serra no Rio de Janeiro e "peça-chave" na mobilização da juventude

Por Marcela Rocha
Terra
"As pessoas ainda não se ligaram que, em janeiro, Lula volta pra casa, mas a turma do mensalão do PT continua encostada no governo se Dilma for eleita.

Lula tem controle sobre o PT.

Mais ninguém o tem.

Quando você governa, a caneta é sua.

O poder é solitário (...)

Uma coisa é ser marionete na campanha eleitoral, outra coisa é ser marionete à frente do governo.

Não dá.".

Em entrevista ao Terra, o candidato da oposição à vice-presidência, Indio da Costa, revela que teria desistido da carreira política se não tivesse se envolvido na aprovação do projeto Ficha Limpa no Congresso.

Fala sobre sua trajetória política, suas atribuições na campanha presidencial de José Serra (PSDB) e garante que pretende "utilizar profundamente" o exemplo deixado pelo senador Marco Maciel (DEM), vice de FHC entre 1995 e 2002.

"A sociedade tem a máxima tranquilidade e segurança de que ao eleger o Serra, ela o elege duplamente, como presidente e como vice", destaca.

Formado em direito, o carioca atribui as acusações contra ele sobre fraude na merenda escolar à "quebra de um cartel".

Não poupa críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acusa "falta de conteúdo" na candidatura de Dilma Rousseff (PT).

"Ela (Dilma) está submetida à lógica do PT e quem está coordenando a campanha dela é a turma toda do mensalão (...) que saiu do governo - e porque saiu, Lula foi reeleito -, mas que agora volta debaixo do pano", dispara.

Indio foi escolhido vice após conturbadas negociações entre os aliados PSDB e DEM. Após repassarem uma série de possibilidades, a cúpula tucana - e o próprio Serra - apresentaram aos aliados o nome do senador paranaense Alvaro Dias, que também ajudaria a resolver querelas regionais.

A escolha de Dias - sem negociação prévia com os aliados - provocou indisposição entre as siglas da coligação oposicionista, e o DEM reivindicou a vaga de vice.

Numa conversa interrompida mais de uma vez por sua filha Sofia, de seis anos, Indio revela que a menina estará presente em algumas reuniões de campanha.

Sofia mora em Madri com a mãe Olivia e visita o pai a cada dois meses.

"Fico alucinado de saudades", diz.

Pontual, "sempre que pode", o candidato se diz admirador do filme Perfume de Mulher.

Aventureiro, praticava asa-delta - "quando eu era jovem", diz. No momento, o que embala suas caminhadas é o sucesso do axé baiano, Alexandre Peixe e banda.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Terra - A oposição tem feito um embate de currículos entre Serra e Dilma. O histórico do senhor é o bastante para acompanhar Serra?

Indio da Costa -
Temos similaridades. Serra começou muito cedo e eu também. Comecei na política com 22 anos de idade. Quando eu chegar à idade dele, terei o mesmo tempo de política que ele tem. Ambos defendemos um bom desempenho no serviço público e a meritocracia. Já ganhamos várias eleições. Eu já ganhei quatro e ele já ganhou várias ao longo da vida dele. Ou seja, temos experiência eleitoral.

Outra similaridade é que nós dois damos muita importância às políticas públicas e nos preocupamos em como resolver problemas de maneira concreta.

O que é importante nisso é que tanto Serra quanto eu temos essa visão de um serviço público em que se pode gastar menos internamente e produzir mais para fora. E mais, você pode fazer isso prestigiando os servidores.

Terra - O PT também reivindica a "paternidade" do projeto Ficha Limpa e diz que o acordo só foi alcançado depois que o petista José Eduardo Cardozo assumiu a relatoria. Como o senhor lida com isso, tendo em vista que é uma bandeira que valora a sua candidatura de vice?

Indio da Costa -
Eu lido muito bem. Em primeiro lugar quem indicou Cardozo fui eu. Fiz isso publicamente ao lado de Michel Temer numa entrevista coletiva. Foi uma forma de comprometer o PT.

O governo, na Câmara, era contra. O líder do PT era contra. O PT, através do PMDB e de outros partidos aliados, fez de tudo para bloquear o Ficha Limpa.
 

Fiz o que era possível para aprovar o projeto. Conversei com todos os setores, não só na Câmara, mas no Senado também. Fui ao STF também falar com ministros e com pessoas do TSE para saber a opinião deles sobre o texto que estava posto.

Terra - Por que o senhor indicou Cardozo?

Indio da Costa -
Ele é um deputado sério, que estava desistindo de se candidatar novamente por entender que a política não estava caminhando bem. Tive uma conversa com ele na mesma direção em dezembro do ano passado, sobre minha vida política. Eu estava cansado de ver um Congresso como aquele e estava pensando seriamente em não me candidatar a deputado. No fim, ele me convenceu a cumprir mais um mandato. Confesso que eu estava muito balançado e com o Ficha Limpa acabei me animando novamente. Se eu não tivesse conseguido aprovar o Ficha Limpa, a probabilidade de eu não me candidatar a deputado seria muito grande. Quando chegou fevereiro, sabendo da seriedade dele e que está na coordenação da campanha de Dilma, eu disse a Temer que seria bom que o PMDB ou o PT assumissem a relatoria para trazer a base do governo.

Terra - Foi tático?

Indio da Costa -
Isso foi pensado com as lideranças do meu partido. Paulo Bornhausen sentou comigo e disse que teríamos que colocar o PT ou PMDB na relatoria para que o projeto fosse aprovado. Até então, as lideranças eram contra. Basta ver as declarações deles, de Vaccarezza e de Genoíno, que subiu várias vezes ao plenário para falar que era contra.

Propusemos José Eduardo Cardozo, porque supomos que Dilma não poderia ficar viajando o País todo e sendo criticada por ser contra o Ficha Limpa.

Terra - Qual é o perfil ideal de um vice-presidente?

Indio da Costa -
Um vice é a pessoa que vai contribuir para que o programa do presidente seja levado adiante. Diferente de outras candidaturas, a nossa tem muito conteúdo. A gente sabe exatamente por que quer chegar lá.

Essa sinergia, não só entre o presidente e seu vice, deve existir entre os dois e a sociedade. Estamos propondo ideias e projetos. O papel do vice é fazer com que a sociedade tenha a máxima tranquilidade e segurança de que ao eleger o Serra, ela o elege duplamente, como presidente e como vice.

Vou sempre dar minha contribuição e sugestões, mas dentro do programa que está sendo proposto.

Terra - Como o senhor avalia o trabalho realizado por José Alencar?

Indio da Costa -
Não tenho críticas a José Alencar. Ele é um vice que busca fazer bem o seu trabalho.

Terra - E Marco Maciel?

Indio da Costa -
Marco Maciel é um exemplo em todos os sentidos. Ele e Alencar são figuras diferentes. Alencar é um empresário. Marco tem uma trajetória dentro da política nacional. É uma pessoa muito séria, muito correta. Politicamente honesto e do ponto de vista intelectual também. Eu pretendo muito seguir essa linha dele. Sempre que eu tiver uma sugestão a fazer, isso será articulado com o presidente, porque ele é que é o presidente. Vou utilizar profundamente a experiência de Marco Maciel, no caso de a nossa eleição ser bem-sucedida.

Terra - Quando o senhor conheceu Serra?

Indio da Costa -
Já estive tantas vezes com Serra que não consigo precisar uma data. Serra já era parte integrante da minha vida. Ao longo de dúvidas que tive, consultei, mandei textos, não tenho uma memória de exatamente quando.

Terra - Algumas pessoas falaram que não se conheciam...

Indio da Costa -
Não, não, não. Já trocávamos, há muito tempo, informações de um lado para o outro.

Terra - Lideranças da oposição olhavam para um acordo Serra-Aécio como a melhor saída. Além disso, a escolha do núcleo de campanha e do próprio Serra, segundo ele mesmo já afirmou, era por Alvaro Dias. O senhor não teme que sua candidatura seja vista como uma solução para acordos políticos que fracassaram?

Indio da Costa -
Não posso me preocupar com o que os outros vão achar. Essa é uma dupla que tem muito a fazer pelo Brasil. Eu ouvi por muitos anos, desde que eu nasci, que a presidência da República é destino. E hoje em dia, entendo que a vice também é. Não se constrói uma presidência, ou vice, sozinho. Isso tudo é um processo que depende de conjuntura, de momento, de oportunidade, de muitas coisas no meio do caminho. O que é importante neste momento é a nossa empatia e o nosso desejo de trabalharmos juntos pelo Brasil. Esse assunto está enterrado e muito bem resolvido. Eu me dou muito bem com as pessoas envolvidas nesse processo e ajudei o tempo todo no que me foi consultado a respeito de vice A ou B, ou candidatura A ou B.

Terra - O senhor chegou a conversar com Alvaro Dias depois da sua indicação?

Indio da Costa -
Dei um abraço nele porque o respeito muito. Ele sabe que, em nenhum momento, eu articulei para um lado ou outro. Temos em comum nossa luta contra esse modelo que Dilma pretende continuar representando. As pessoas ainda não se ligaram que, em janeiro, Lula volta pra casa, mas a turma do mensalão do PT continua encostada no governo se Dilma for eleita. Lula tem controle sobre o PT. Mais ninguém o tem. Quando você governa, a caneta é sua. O poder é solitário. As decisões são tomadas depois de escutar um grupo de pessoas que você respeita, mas o ônus e o bônus são sempre individuais, do ponto de vista político.

No começo, Dilma vai ter que consultar Lula. Mas depois, pressionada, ela terá que ter independência. Uma coisa é ser marionete na campanha eleitoral, outra coisa é ser marionete à frente do governo. Não dá. Por que Dilma não debate? Até hoje, ela não foi a um debate.


Terra - Seu primeiro discurso já como vice, foi em Brasília, na convenção do seu partido, em 30 de junho. O tom já era mais agressivo do que o próprio candidato costumava adotar. Isto será mantido?

Indio da Costa -
O Lula é o Lula. O serviço que o governo presta é outra coisa. A minha preocupação não é com Lula. Ele está se aposentando compulsoriamente agora. Dilma poderá melhorar os serviços que precisam ser melhorados? Vai diminuir as filas em hospitais? Vai fazer com que os remédios cheguem às pontas? Vai desenvolver as regiões metropolitanas? A região metropolitana terá vez no governo Serra. Ele se preocupa com isso, eu também. Esta região é onde se concentra boa parte dos problemas do Brasil, nessa junção de aglomeração de pessoas com a falta de uma política pública que pense nisso tudo. Cada um trata do seu, o Estado tratando de tudo e o governo federal tratando das questões internacionais e econômicas. Parece que os serviços oferecidos pelo governo não têm esses mesmos índices de aprovação.

Terra - Qual estratégia de comunicação que a oposição tem que adotar em um contexto político que dá ampla aprovação ao governo do partido adversário?

Indio da Costa -
Eu não estou disputando eleição com Lula, mas com Dilma. Vamos deixar isto muito claro ao longo desse processo. Ela está submetida à lógica do PT e quem está coordenando a campanha dela é a turma toda do mensalão: José Dirceu, Marco Aurélio Garcia, que fez o programa dela, Palocci...

Uma turma que saiu do governo - e porque saiu, Lula foi reeleito -, mas que agora volta debaixo do pano, articulando a candidatura de Dilma.

Terra - Tendo em vista que Cesar Maia não saiu muito bem avaliado da prefeitura do Rio de Janeiro, como o senhor mantém o apadrinhamento político dele e sem comprometer os votos da capital?

Indio da Costa -
Não há apadrinhamento político. A questão é simples: ele será um grande senador e está hoje colado no candidato ao Senado mais votado. Vou votar nele. Mesmo as pessoas que fizeram críticas a ele vão acabar votando nele. A minha entrada na vice só integra os setores, não separa.

Terra - Como é que o senhor responde às acusações de fraude na merenda escolar no Rio de Janeiro?

Indio da Costa -
Foi a maior economia na história da compra de merendas. Eu consegui quebrar um cartel. O Tribunal de Contas, o Ministério Público e a Procuradoria e Controladoria do município do Rio reconheceram isso com clareza.

Terra - O senhor chegou a apresentar restrições ao pré-sal. O senhor ainda as tem?

Indio da Costa -
Minha restrição é simples. Acredito que não se pode extrair petróleo sem recompensar economicamente o mal que isto causa à humanidade. Quando o pré-sal for extraído a gente tem que utilizar todos os recursos necessários, inclusive os provenientes do próprio petróleo, para fazer compensação ambiental da extração desse petróleo.

Terra - O senhor ainda defende um plebiscito sobre pena de morte, como fez enquanto deputado?

Indio da Costa -
Não, eu não defendo e não sou favorável. Isso foi no calor de uma discussão com o deputado Paulo Maluf, que defendia isso.


Terra - É sabido que Serra enfrenta certa resistência no mercado financeiro depois das declarações dele sobre o BC, que foram minimizadas com uma entrevista às páginas amarelas da Veja. Mas, segundo consultorias do setor, a resistência ainda existe. Sabendo da ligação da família do senhor com bancos, pretende buscar apoio nesse setor?

Indio da Costa -
Uma coisa é a relação familiar, as questões políticas, cada um defende aquilo em que acredita. O meu mercado é político, o mercado da minha família é financeiro, são questões separadas. Mas eu vou buscar apoio político em todos os setores que eu puder. Só não onde tiver algum setor que confronte com a visão de governo. Eleição não é exclusão.

Terra - Na declaração de bens do senhor tinha um ultraleve e um barco. Em que ocasiões o senhor usa?

Indio da Costa -
O ultraleve é para chegar a pontos diferentes do Rio. Isso me facilita o trabalho. Quando eu era jovem, 13 ou 14 anos de idade, eu voava de asa delta. Mais velho, comecei a utilizar ultraleve para correr o Estado. É uma maneira mais rápida e barata de viajar ao interior.

Terra - Vou fazer perguntas mais curtas para o senhor me dar respostas mais diretas. O que o senhor acha do MST?

Indio da Costa -
Não pode ser tratado da maneira que está sendo. Sou absolutamente contra invasão de terras.

Terra - O que o senhor pensa sobre o aborto?

Indio da Costa -
Sou contra o aborto.

Terra - E a descriminalização das drogas?

Indio da Costa -
Sou contra a descriminalização. O uso da droga financia a compra de armas. Os tráficos de droga e de arma têm uma ligação muito próxima. Descriminalizar é muito bonito no discurso, mas não na prática.

Terra - O senhor é favorável à redução da maioridade penal?

Indio da Costa -
Sou. Dependendo do potencial ofensivo do crime, não importa se ele tem 15 anos ou 35. Sou também a favor de que o sistema penal recupere as pessoas, não trate as pessoas feito animais, fazendo com que saiam com mais raiva e agressividade do que quando entraram lá.

Terra - Qual é a base política da chapa Serra-Indio?

Indio da Costa -
Saúde, que vai mal, Educação, que não prepara os jovens para o mercado de trabalho, e Segurança, que deixa a todos inseguros e vulneráveis. Depende da área do País. No interior do Rio, educação, oportunidade e saúde são mais importantes do que segurança pública... Varia... Não que segurança pública não seja um problema, mas as outras coisas estão tão fracas que se tornam prioridades na região. Já na capital, a ordem se inverte.


Terra - Se uma das atribuições do senhor é trazer essas discussões para os jovens, como fará isso?

Indio da Costa -
Os jovens não tinham instrumentos de participação. Esse modelo antigo de diretórios partidários, dessas conversas intermináveis e não saber como apresentar sugestões a alguém que tem o poder de colocar em prática, acabou desmobilizando os jovens. Estamos usando a tecnologia, redes, para estimular a participação política.

O Ficha Limpa trouxe os jovens para o debate político de uma maneira objetiva, 4,2 milhões assinaram o abaixo assinado com a esperança de que se construísse uma regra para que se barrassem bandidos legalmente.

É um erro dizer que a juventude está despolitizada.

13 de julho de 2010

10h25 atualizado às 11h47

Confira a lista de políticos que podem ser barrados


Eleições 2010
Confira a lista de políticos que podem ser barrados

MP pediu rejeição das candidaturas. Minas Gerais tem mais candidatos ameaçados
Mirella D'Elia, Adriana Caitano

O Ministério Público já pediu a rejeição de 2.256 candidaturas país afora.

E o número deve aumentar ainda mais. Caberá à Justiça Eleitoral definir o futuro deles.

Veja a lista abaixo:


Acre - 38

Alagoas - 383
Amapá - não divulgou
Amazonas - 117
Bahia - 109
Ceará - 43
Distrito Federal - 70
Espírito Santo - 14
Goiás - 154
Maranhão - 105
Mato Grosso - 18
Mato Grosso do Sul - 64
Minas Gerais - 614
Pará - 18
Paraíba - não divulgou
Paraná - não divulgou
Pernambuco - 34
Piauí - não divulgou
Rio de Janeiro - 34
Rio Grande do Norte - 70
Rio Grande do Sul - 28
Rondônia - 234
Roraima - 15
São Paulo - não divulgou
Sergipe- 13
Sergipe- 13
Tocantins - 68

TOTAL: 2256

Detalhes sobre a farsa do "terrorismo" de Peña Esclusa


A lista dos próximos a serem acusados por crimes que não cometeram é grande e Alejandro foi apenas o primeiro.

Eles sempre fazem assim: se não há qualquer prova para tirar do caminho os opositores, eles inventam, plantam informações falsas e até provas materiais concretas, como fizeram com Alejandro.
Desde cedo da manhã tento falar com Indira, esposa de Alejandro Peña Esclusa, mas a ligação cai direito numa caixa-postal.

Confesso que estranhei porque é uma gravação feita na voz de um homem que não é Alejandro, me parecendo que a essa altura o telefone está não só grampeado como controlado pelo KGB bolivariano.
Na manhã de hoje Indira deu uma entrevista a Fernando Londoño, em seu programa "La Hora de la Verdad", que teve tantas vezes o próprio Alejandro como convidado.

Nesta entrevista Indira conta como a coisa aconteceu, deixando claro para quem não é ignorante nem conivente com esta patifaria que as "provas" foram plantadas grosseiramente, pois "encontraram" material explosivo guardado numa gaveta do quarto de Cecilia, a filha mais nova do casal, com apenas 7 anos de idade.

É preciso ser muito estúpido para crer que, ou Alejandro expunha a própria filha, guardando material explosivo em seu quarto, ou então a menina também faz parte da conspiração terrorista.

Ouçam a entrevista aqui:

É odioso ouvir estas coisas!

Observem que tudo nesta ação é ilegal, pois invadiram a residência da família sem uma ordem judicial, não permitiram a presença do advogado de Alejandro, que ficou plantado na porta, não permitiram a presença de vizinhos do casal como testemunhas, constrangeram e amedrontaram as crianças, pois queriam revistar seus quartos empunhando uma pistola e, ademais de plantar coisas que incriminariam Alejandro, eram 13 policiais revirando a casa inteira acompanhados de dois estranhos que "eles" trouxeram alegando que eram "vizinhos" que estavam ali para testemunhar a batida que os criminosos faziam.

Indira não reconhece esses tipos como "vizinhos" e não sabe sequer se eram pessoas que passavam pela rua ou se já foram trazidos pelos agentes da polícia política.
O vídeo abaixo mostra o momento da invasão gravado pela TV estatal "VTV", a única presente para documentar os fatos, corroborar a mentira plantada e ser a única versão que o cidadão comum teve acerca dos fatos.

Na entrevista, David Colmenares informa que foram encontradas umas "cápsulas de explosivos", que Alejandro "admitiu" ter conhecimento das mesmas em sua casa e que por isso "não resistiu" à detenção.

Indira, por sua vez, nega veementemente que isto tenha ocorrido, sobretudo porque ela SABE que aquele tipo de material NUNCA existiu em sua casa até aquele momento e que, sozinha, ela não podia controlar 13 pessoas espalhadas por seu apartamento revirando e vasculhando tudo em busca de provas incriminatórias.

Como não as encontraram, providenciaram uma deixando a marca da mentira bem evidente, plantando-a no quarto de uma menina de 7 anos.

Vejam no vídeo abaixo:

Detención de Peña Esclusa


E conforme eu havia dito ontem, por conhecer perfeitamente bem os métodos desta canalha criminosa, hoje recebo um vídeo recomendado por meu amigo Alex, o "Cavaleiro do Templo", em que María Elvira tem uma conversa com dois ilustres personagens, assíduos de seu programa "María Elvira Live", que são o ex Capitão de Navio da Armada Venezuelana, Bernardo Jurado, e o advogado cubano Camilo Loret de Mola, acostumado a conversar com presos logo após passarem por interrogatórios em Cuba.

Assistam ao vídeo com muita atenção:

DETIENEN PRESUNTO TERRORISTA EN CARACAS. "MARIA ELVIRA LIVE"

07.07.2010

Observem logo nos primeiro minutos do vídeo, numa reportagem de TeleSur, a camaradagem no cumprimento entre Chávez Abarca e seu interrogador.

Ora, não é necessário ser um perito em coisa nenhuma para saber que numa situação de interrogatório as partes na situação são oponentes, ou no mínimo desconhecidas, onde um exige explicações por desconfiar de que o interrogado tem algo "anormal" ou irregular a esconder, e o outro encontra-se numa situação de constrangimento tendo que explicar, justificar ou negar as acusações que se lhe fazem naquele momento.

Então Camilo, como cubano, observa que o interrogador tem sotaque CUBANO!

E eu deduzo que os dois são velhos camaradas e que a farsa está perfeitamente corroborada através das imagens gravadas.

Há perguntas irrespondíveis acerca deste elemento Chávez Abarca, conforme eu levantei a suspeita na edição anterior, que esses dois senhores também observaram, como por exemplo:

se a polícia venezuelana o acusa de ter vindo ao país a soldo de Posadas Carriles para cometer atos de terrorismo e desestabilizar o governo, por que ele foi deportado no mesmo dia que chegou a Caracas?

Se ele foi deportado imediatamente, como pôde ter entregado todo o esquema, nomes dos envolvidos, inclusive denunciado Peña Esclusa como seu cúmplice, numa rapidez jamais vista sem sofrer qualquer bofetada para confessar?

Que espécie de "espião" é esse que entrega tudo de bandeja já na primeira pergunta cordial?

Tem mais:

se ele pretendia cometer atos de terrorismo na Venezuela, por que não ficou detido lá para averiguação das informações, depois julgado e preso?

São tantos os "buracos" nesta história macabra que fica claro, para qualquer pessoa que tenha um mínimo de inteligência e acompanhe os fatos, que este circo foi montado com o único objetivo de levantar uma cortina de fumaça sobre o fracasso do tal bolivarianismo, do colapso energético, da semi-falência da PDVSA, das toneladas de comida apodrecidas em containers enquanto o povo passa fome, e uma maneira eficaz de "justificar" o encarceramento de todos os seus opositores de uma cajadada só.

A lista dos próximos a serem acusados por crimes que não cometeram é grande e Alejandro foi apenas o primeiro. Eles sempre fazem assim: se não há qualquer prova para tirar do caminho os opositores, eles inventam, plantam informações falsas e até provas materiais concretas, como fizeram com Alejandro.

E, posso estar enganada, mas acredito que este episódio não só foi planejado por Cuba, como a beneficia também, justo no momento em que as críticas em relação aos presos-políticos "obrigaram" o regime a libertar 7 deles, como "prova de generosidade" e para maquiar uma falsa abertura de Raúl, o ébrio.

Havia muito mais coisas que eu desejava publicar nesta edição de hoje, mas meu amigo Heitor De Paola já o fez, com artigos e matérias de outros sites e que, por isso, recomendo que não deixem de visitá-lo pois são todas muito importantes para se conhecer o caso mais a fundo.

Fiquem com Deus até a próxima!

13 Julho 2010

Serra critica criação de estatal de seguros

Foco de muita corrupção


O candidato à Presidência pelo PSDB José Serra criticou, em visita a São Luís (MA) nesta terça-feira, a criação de uma estatal de seguros.

O ex-governador de São Paulo qualificou como um "perigo" a medida e afirmou que o setor "é foco de muita corrupção".

No Estado, valorizou suas conquistas no Ministério da Saúde do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como a redução do número de casos de câncer de próstata.

Sobre o preconceito dos homens em relação ao exame de toque, o presidenciável considera que "homem que tem vergonha de fazer exame de próstata é porque é inseguro sobre a própria sexualidade".

Serra ainda pediu vista do programa de governo, previsto para ser publicado nesta terça-feira, antes de publicar em sua página na Internet.

Anteriormente, o candidato tinha criticado sua adversária Dilma Rousseff (PT) por não ler as diretrizes da campanha.
 

MP pede punição na Bahia.

Índio da Costa é absolvido

O Ministério Público Eleitoral da Bahia pediu, através de uma representação apresentada nesta terça-feira, punição a José Serra por propaganda eleitoral antecipada em inserções do PSDB nos dias 21 e 28 de maio.

De acordo com o MPE, o programa insinua que o presidenciável é o melhor candidato para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A multa ao candidato e ao diretório do partido na Bahia podem variar de cinco a 25 mil reais.

Já o TSE retirou o processo contra o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ), vice na chapa do ex-governador de São Paulo. Índio foi acusado pelo PT de propaganda antecipada na sua página pessoal do  Twitter, no dia 5 de julho.
13/07/2010

Sete primeiros dissidentes políticos de Cuba viajam para a Espanha


Seis libertados e familiares embarcaram em voo da Air Europe para Madri.
Sétimo dissidente viajou horas depois, em voo da Iberia.


Do G1
com ag.internacionais

Sete prisioneiros políticos cubanos foram libertados na noite desta segunda-feira (12) após acordo entre a Igreja Católica e o governo de Cuba.

Seis dissidentes foram colocados em um voo da Air Europe com destino à Espanha, junto com suas famílias, onde permanecerão exilados na condição de refugiados políticos.

Um sétimo opositor viajou já na madrugada desta terça (13) em um voo da companhia Iberia.


Pablo Pacheco, José Luis García Paneque, Léster González, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, Omar Ruíz e Ricardo González formam o primeiro grupo a ganhar liberdade após serem presos em 2003.

No total, serão soltos 52 prisioneiros em até quatro meses.


A libertação dos prisioneiros é a maior em solo cubano desde o encontro entre o ex-presidente Fidel Castro e o Papa João Paulo II, em 1998, quando 100 opositores ganharam liberdade.

(*) Com informações das agências de notícias France Presse e Reuters


13/07/2010 00h27 - Atualizado em 13/07/2010 01h05

Lula 171

Amanhã faltarão exatamente 171 dias para Lula deixar o governo.

Para marcar data tão simbólica,  que casualmente cai em um dia 13, ele vai ter  a primeira participação na campanha eleitoral da Dilma Rousseff(PT), feita "depois do expediente".

Vai inaugurar o comitê petista em Brasília, a capital federal.

Assim, na república dos pelegos sindicalistas, o presidente da república passará a ter jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Anotem: a partir de amanhã, dia 13,  às19 horas, quando começa a Voz do Brasil, o país vai ficar sem presidente.

A voz  presidencial será colocada a serviço da sua candidata.

É o Lula 171 em ação.



Encantador...

Serra fala do seu hábito de dormir tarde