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terça-feira, 22 de junho de 2010

Dilma Rousseff na Europa é uma caricatura que diverte, mas envergonha o Brasil


Celso Arnaldo:

Dilma Rousseff na Europa é uma caricatura que diverte, mas envergonha o Brasil


Onde está o Celso Arnaldo?, andam perguntando dezenas de leitores justificadamente ansiosos. Caçando cretinices na Europa, esclarece o texto sobre as andanças de Dilma Rousseff. Em qualquer lugar, o neurônio solitário é uma fábrica de declarações sem pé nem cabeça, frases desastrosas e raciocínios bisonhos. O relato confirma que, exposta a mudanças de fuso horário, a qualidade do produto fica ainda pior. Confira:

Deslocada e patética até num encontro de garis (licença, Boris), por sua ignorância genérica e a incapacidade de articular qualquer pensamento, Dilma Rousseff na Europa é uma caricatura que diverte, mas envergonha o Brasil.

Nossa Zelig é uma jeca com nível intelectual de copeira da Casa Civil, que não conhece sequer os códigos da faixa de pedestre e que evidentemente desconhece rudimentos da cultura europeia ou de qualquer forma de cultura ─ embora sua assessoria tenha se apressado em divulgar que, depois do encontro com Sarkozy, a candidata foi a um museu: aposto meus três álbuns de figurinha completos da Copa 2010 que ela não sabe nem o nome do museu que visitou nem é capaz de lembrar e descrever qualquer obra que a tenha impressionado. Se viu a Mona Lisa no Louvre, achou-a parecida com a Ideli Salvatti fazendo cara de paisagem depois de voltar de Paris com seu assessor para lamentar.

Diante de um microfone, em qualquer lugar do mundo, o cérebro de Dilma produz pensamentos primitivos, expressos por uma combinação de palavras que desafia estudos de neurolinguística em aborígenes australianos.

Já reunimos, nesta coluna, exemplos da sintaxe teratológica de Dilma em número suficiente para, empilhados, obstruírem a cratera do Eyjafjallajokull. Mas há uma faceta oculta na fala rocambolesca de Dilma – a produção de duplos sentidos que, mesmo subconscientes, como boa parte dos lapsos verbais, reforçam ao Brasil pensante a indecência de sua candidatura.



No caso de Dilma, o ato falho não é ocasional nem autodiagnosticado imediatamente, como nas pessoas normais — mas sequencial e autônomo. E ela não o percebe, porque sua fala, uma vez anunciada, deixa de ter conexão com o cérebro que a emitiu. Por isso, ela nunca faz juízo de valor sobre a bobagem que acabou de falar. E a repetirá na frase ou na entrevista seguinte. Aconteceu em Paris.

Os amigos desta coluna que se espantaram com o “Pois é, nem dado tenho” hão de se encantar com a singeleza bruta da candidata ontem, na gare do trem-bala para Bruxelas, que a levaria ao encontro com Durão Barrroso, quando questionada por jornalistas brasileiros sobre se lhes daria ou não entrevista.

O relato é da repórter do Globo online:

“Depende, uai. Se eu conseguir, depois de falar com o Barroso”

Se eu estivesse lá, acho que teria ouvido Durão, em vez de Barroso. Mas vamos em frente.

“A senhora não gosta muito da imprensa, não é?”, insistiu um jornalista.

“Não acho nem mau nem ruim. Não tenho por que dar entrevista três vezes por dia. Eu dou uma vez por dia.”

Um jornalista lembrou que o assédio tende a piorar. Ela respondeu:

“Isso é o que vocês querem. Eu quero uma vez por dia”.

E, segundo relata a correspondente do Globo online, esse passou a ser o bordão de Dilma nos minutos restantes da não-entrevista:

“Só dou uma vez por dia”, repetiu ela, várias vezes.



O deputado José Eduardo Cardozo, oficialmente o único acompanhante masculino da candidata nesse ridículo tour da falsa estadista pela Europa, ficou preocupadíssimo com a interpretação que possam fazer do ato falho de Dilma e está tentando agora não ser visto com ela.

Como Cardozo é um sujeito inteligente, já deve ter notado que qualquer ato de Dilma é falho.

Dilma, em si, é um ato falho permanente.


18 de junho de 2010  

Democracia colombiana e derrota das FARC


Por Graça Salgueiro

A Colômbia se destaca do resto do continente porque lá vige, de direito e de fato, uma democracia plena, onde as campanhas políticas se dão entre partidos de todos os matizes.

O mês de junho vai ficar marcado na história republicana da Colômbia por dois fatos espetaculares:

a continuidade de democracia, com a consagração de Juan Manuel Santos para presidente da República, e mais um golpe contundente às FARC com o resgate de quatro oficiais da Polícia e do Exército pelas mãos de competentes militares na Operação Camaleão.

Como nas outras operações que resgataram 15 seqüestrados considerados "valiosas moedas de troca" (Operação Xeque), e com o ataque ao acampamento de Raúl Reyes, um dos mais importantes membros do Secretariado das FARC, na Operação Fênix, começou o declínio do bando narco-terrorista mais antigo de todas as Américas.

A Colômbia se destaca do resto do continente porque lá vige, de direito e de fato, uma democracia plena, onde as campanhas políticas se dão entre partidos de todos os matizes, como pôde-se ver no segundo turno ocorrido no domingo 20, onde disputavam um conservador, Santos, e um destrambelhado ecológico do partido Verde, Mockus. No primeiro turno havia uma diversidade ainda maior, pois concorreram "ex" terroristas, como Gustavo Petro, e Vargas Lleras, de centro-esquerda.



A mídia nacional, como sempre, traz notícias tergiversadas e tendenciosas, como se houvera uma ordem superior para sempre se postular contra a direita conservadora. Numa reportagem feita pela BBC Brasil, dois analistas políticos fazem uma análise dos resultados de ontem e não escondem sua aversão pela continuidade do programa de Segurança Democrática implantado pelo presidente Álvaro Uribe, salientando que "os que votaram em Santos o fizeram como a terceira eleição de Uribe", como se fosse um crime querer a continuidade de um programa exitoso e que devolveu aos colombianos a tranqüilidade de andar nas ruas, viajar, passear, sem o medo de não saber se voltariam para casa. Ora, não é nada disso!

Os que votaram em Juan Manuel Santos o fizeram por ele mesmo, pois sabem que ele foi um dos artífices das exitosas operações já citadas, além de ter-se beneficiado com a Operação Camaleão ocorrida oito dias antes do segundo turno. É como se os colombianos pudessem vislumbrar que a cada dia mais e mais seqüestrados estão sendo resgatados por suas Forças Militares, e isto deve-se ao Plano de Segurança Democrática que Santos prometeu - e tenho certeza de que irá cumprir - dar continuidade, pois sabe que este é um projeto de Estado e que deve ter continuidade até acabar de vez com os bandos terroristas.

Santos herda de Uribe um patrimônio valiosíssimo, que é a confiança reconquistada pelos investidores estrangeiros, uma vez que - ao contrário da Venezuela que expropria empresas privadas todo dia -, com os contundentes ataques às FARC esses empresários já não temem ser seqüestrados como antes, pois os seqüestros foram reduzidos drasticamente e as próprias guerrilhas não atuam como antes nos grandes centros urbanos. A Segurança Democrática "empurrou" as guerrilhas (FARC e ELN) para as montanhas e matas fechadas de difícil acesso e ainda assim, nas cidades fronteiriças aos países onde eles sabem que contam com o apoio e a conivência de seus governantes.


Para se ter uma idéia do legado de Uribe, o Ministério da Defesa apresenta em seu anuário estatístico os números relativos aos delitos mais comuns no país, e é notável perceber o decréscimo da criminalidade.

Cito apenas os mais expressivos, mas os dados completos podem ser vistos no próprio site do Ministério da Defesa [1]. Os dados apresentados referem-se ao período de 2002 a 2009: Homicídios: queda de 45%; Seqüestro extorsivo: queda de 87%; Seqüestro simples: queda de 95% (de 749 em 2003, caiu para 53 em 2009); Terrorismo: queda de 61% (de 1.258 em 2003, caiu para 486 em 2009 o número de atentados); Cocaína apreendida: de 47.630 kg de cocaína pura em 1999, a 204.760 kg em 2008, um avanço de 46,7%; Desmobilizados de todos os bandos subversivos: 1.848 em 2003, 3.461 em 2008 e 2.638 em 2009.


E foi nisso que pensou o colombiano quando foi escolher quem iria substituir, como disse Juan Manuel Santos, o maior presidente nestes duzentos anos de independência. O histórico de Santos o credencia a isto pois ele foi parte do governo de Uribe e teve participação nesses resultados. Nem a chuva torrencial, nem os apelos das FARC para que o povo se abstivesse de votar, nem tampouco os jogos da Copa impediram que os colombianos fossem às urnas escolher seu presidente, apesar dos 50% de abstenção.

Santos e Uribe são diferentes embora tenham o mesmo amor por sua pátria e desejem sinceramente o melhor para seus compatriotas. Por isso creio, sinceramente, que a Colômbia não terá um "segundo Uribe" mas um presidente que imprimirá sua marca trilhando o mesmo caminho aplainado pelo maior estadista latino-americano de todos os tempos, Álvaro Uribe Vélez.

Nota:
[1] - http://www.mindefensa.gov.co/irj/go/km/docs/Mindefensa/Documentos/descargas/estudios%20sectoriales/Anuario/Anuario_Estadistico2010a.pdf

22 Junho 2010

Os três tenores... cantam sobre os benefícios do terrorismo.


Ahmedido Domingo (Ahmadinejad), Erdogano Pavarotti (Erdogan) e Assad Carreras (Bashar Assad) cantam sobre os benefícios do terrorismo.

Baseado na canção italiana (domínio público) "Funiculi Funicula".

Original: "The Three Terrors"

perempta 17 de junho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Encanto, futebol, arte!



Video com cenas finais da decisão da Copa do Mundo México 70.
Musica de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle

bardobulga 

8 de abril de 2007 

Aqui.

domingo, 20 de junho de 2010

Maioria dos brasileiros apoia as sanções contra o Irã


por Marcos Guterman


Uma pesquisa do Pew Research Center mostra que a maioria absoluta dos brasileiros (85%) condena a possibilidade de o Irã obter armas nucleares.

Desses, 65% consideram correta a imposição de sanções contra o regime iraniano, o que mostra que a decisão do governo Lula de rejeitá-las no Conselho de Segurança da ONU foi tomada a despeito da opinião de boa parte dos brasileiros.

É aceitável o argumento de que política externa não pode se basear em pesquisas de opinião, como sabiamente ensinou Henry Kissinger em seu livro Diplomacia.

Por outro lado, é irônico que um governo tão empenhado em provar-se legítimo por meio de pesquisas de popularidade ignore os sentimentos de muitos brasileiros na hora de tomar decisões esdrúxulas em nome do país.


18.junho.2010

A Colômbia que o Brasil não conhece - Por Olavo de Carvalho

Por Olavo de Carvalho
MSM

Olavo de Carvalho expõe a cumplicidade da justiça colombiana com o narcotráfico, apresentando os absurdos relativos ao processo fraudulento que resultou na condenação do Cel. Plazas Vega, cuja trajetória é marcada pelas vitórias contra as Farc.

BOGOTÁ - Em 6 de novembro de 1985, terroristas do grupo M-19, financiados pelo narcotraficante Pablo Escobar, invadiram o Palácio da Justiça, em Bogotá, mataram a tiros dezenas de pessoas, atearam fogo aos arquivos (Escobar tinha boas razões para isso) e montaram um arremedo de tribunal, exigindo que o presidente Belisario Betancur se apresentasse para ser julgado por crimes de natureza um tanto evanescente.

A chamado do presidente, tropas do exército colombiano derrubaram - com tanques brasileiros Cascavel e Urutu- as portas do edifício, mataram alguns terroristas, prenderam outros e libertaram 240 reféns, enquanto outros 90 morriam entre as chamas e os tiros e o edifício se reduzia a um amontoado de destroços.

Como três cadáveres tinham marcas de balas 9 mm. e nenhuma arma desse calibre se encontrasse entre os terroristas presos ou mortos, a mídia começou a alardear que tinham sido sequestrados pelos militares, assassinados e jogados de volta aos escombros. O fato de não haver também entre os militares armas de 9 mm. não alterou a conclusão científica, subscrita em seguida por um treco autodenominado "Comissão da Verdade".

Embora ninguém soubesse o número exato de pessoas que estavam no edifício, a Comissão e outras entidades deram por falta de onze reféns - e concluíram que se tratava de "desaparecidos", isto é, vítimas invisíveis da crueldade militar.

O fato de que entre os cadáveres carbonizados restassem onze não identificados não foi eloquente o bastante para sugerir aos comissários da verdade a hipótese de que os desaparecidos talvez não tivessem desaparecido.

Tampouco lhes passou pela cabeça a idéia de perguntar por que os militares teriam devolvido três cadáveres aos escombros e esquecido de fazer o mesmo com outros onze - apagando as pistas do crime por inteiro em vez de fazê-lo com uma fração delas.

A crença geral é que, sob o comando do coronel Luís Alfonso Plazas Vega, os onze infelizes, entre os quais só uma terrorista, foram levados à Escola de Cavalaria, abatidos a tiros e depois transmutados em antimatéria ou enterrados em lugar incerto e não sabido.

A principal testemunha que disse tê-los visto ser transportados à Escola e assassinados foi o cabo de Exército Tirso Sáenz - que, na ocasião, cumpria pena por vários crimes, entre os quais falso testemunho.

Em 1986 essa criatura enviou à justiça um depoimento escrito que os magistrados, em relatório oficial, impugnaram como desprovido de confiabilidade, pois o depoente estava preso e só em pensamento chegara perto do Palácio da Justiça.

Um segundo testemunho importante foi o do cabo Edgar Villamizar, que, estando em outra cidade, não poderia ter visto nada na Escola de Cavalaria, mas afirmou ter sido transportado à Escola, às pressas, num helicóptero do Exército. Detalhes: 1) O Exército colombiano, em 1985, não tinha helicópteros; 2) Villamizar nunca foi interrogado. Seu testemunho só apareceu num papel encontrado na Escola de Cavalaria em 2006, onde sua assinatura está manifestamente falsificada, com o nome de "Edgar Villareal". 3) Seus companheiros de unidade de infantaria afirmam tê-lo visto na cidade de Granada no dia da invasão. Ariel Valdez, comandante da unidade, disse que ninguém de seu batalhão participou das operações em Bogotá. Só viram os acontecimentos pela TV.

Terceiro testemunho: o auxiliar de polícia Ricardo Gámez disse ter participado da operação de resgate e ouvido o coronel Plazas ordenar o sequestro dos reféns. Mas não participou da operação -pois havia desertado da polícia em 1979.

Pois bem, segunda-feira passada, após um quarto de século dos combates, a juíza Maria Stella Jara condenou o coronel Plazas Vega a trinta anos de prisão pelo alegado assassinato dos onze desaparecidos. Os principais argumentos em que se fundamentou a sentença condenatória foram os depoimentos de Sáenz, Villamizar e Gámez, além de um vídeo, fartamente exibido pela TV durante anos, no qual, dizia-se, uma "desaparecida", Cristina Pilar, era conduzida por soldados à Escola de Cavalaria - o que seria um sério elemento de prova se não estivesse impugnado pelo depoimento de Maria Nelfi Diaz, que, viva e em boa saúde, disse que quem aparecia no vídeo era ela e não Cristina Pilar.

O testemunho de Maria Nelfi, prestado duas vezes ante as autoridades, foi simplesmente suprimido dos autos, sem que se permitisse à defesa reinserí-lo. Para piorar, o coveiro do Cemiterio del Sur, em Bogota, informou ter sepultado em 1986 o cadáver de Cristina Pilar, morta muito depois dos combates. Seu depoimento não foi levado em conta.


Também foi suprimido o dos soldados que tinham visto Villamizar longe do Palacio no dia dos combates. Muito menos entrou nos autos um segundo documento firmado pelo cabo Sáenz, que confessava ter recebido da promotoria a oferta de "vantagens judiciais e financeiras" para firmar o depoimento mentiroso. A juíza Maria Stella não podia ignorar este segundo depoimento, dirigido a ela pessoalmente e noticiado no programa do jornalista Fernando Londoño na Rádio Super, de grande audiência.


Outro simulacro de prova alegado pela juíza foi uma gravação em fita, supostamente encontrada na casa do coronel Plazas, em que dois generais, em conversa informal, endossavam a versão que o incriminava. Mas no julgamento não apareceu gravação alguma, embora a defesa clamasse pela sua apresentação. Foi mostrada uma transcrição, não se dando à defesa a menor chance de averiguar sua confiabilidade. Qualquer semelhança com os Processos de Moscou não é mera coincidência.

Os onze cadáveres não identificados em 1985, que bem podem ser os dos desaparecidos jamais desaparecidos, ficaram guardados numa geladeira na Universidade Nacional de Bogotá (entidade repleta de simpatizantes do M-19). Segundo anunciou a Rádio Caracol, de Bogotá, em 24 de fevereiro de 2010, quatro deles já foram identificados, o que, somado ao corpo de Cristina Pilar, reduz os onze desaparecidos a seis. Não se sabe quantos dos demais cadáveres constam do laudo.

Os advogados do coronel pediram uma cópia, mas a Universidade, em vez disso, entregou o relatório à juíza Maria Stella, que até o fim do processo vetou obstinadamente o acesso dos advogados ao documento. Dos cinco "desaparecidos" restantes, uma já apareceu viva na televisão, sem que isso alterasse sua condição oficial de desaparecida; outra já foi entregue a seus familiares pela Universidade, e de três outros o Exército indica reiteradamente os lugares onde estão sepultados, sem que a juíza Maria Stella tenha revelado qualquer interesse em exumá-los. Quantos desaparecidos sobram? Nenhum. O coronel foi condenado por um crime que, pela lei das probabilidades, jamais aconteceu.


Não obstante, a mídia celebrou a sentença como "um acontecimento histórico". Nem toda empulhação é perfeita: até o jornal El Tiempo, que entrou entusiasticamente no coro, não conseguiu reprimir a pergunta: por que condenar logo o coronel Plazas, se havia tantos outros oficiais no edifício e se ele, precisamente, se limitara a coordenar a invasão do primeiro andar pelos tanques, sem se aproximar do quarto piso, onde estavam os reféns e, portanto, os "desaparecidos"?

A resposta compõe-se de dois itens, um já velho, outro novo e de ocasião. Primeiro. O coronel Plazas é o oficial de Exército mais odiado pelas organizações terroristas e seus amigos e cúmplices, pois comandou várias operações contra elas e, em material apreendido, lhes deu um prejuízo que sobe a muitos bilhões de pesos. Anos atrás tentaram destruir sua carreira com acusações de corrupção, trombeteadas em acordes monumentais pela mídia. A absolvição do acusado pelos tribunais não foi jamais noticiada.


Segundo. O processo tardio dos "desaparecidos", reaberto à força por instigação do padre comunista Javier Giraldo, vinha se arrastando e bem poderia arrastar-se um pouco mais. Não é muito ético, nem muito menos educado, soltar uma sentença judicial contra o governo em plena semana de eleições. Mas, como no primeiro turno o candidato das esquerdas (apoiado pelo M-19), Antanas Mockus, tivera apenas 21% dos votos em face dos 45% para o candidato governista Juan Manuel Santos, a juíza Maria Stella achou que estava na hora de dar ao mundo um exemplo de idoneidade judicial, disparando uma condenação espetacular sobre o coronel Plazas - e, ato contínuo, retirando-se para a Alemanha sob aplausos, lágrimas de comoção e forte escolta policial-militar, porque, embora sem a menor prova, dizia que sua vida, ameaçada pelos militares, estava por um fio. Quanto heroísmo, porca miséria!

Poucos dias depois, o governo deu o troco aos terroristas e seus entusiastas, resgatando numa operação arriscadíssima quatro militares presos nas masmorras das Farc fazia doze anos. As Farc, quase tão corajosas quanto a juíza Maria Stella, anunciaram pela voz de seu comandante Jorge Briseño, o "Mono Jojoy", que, em represália, vão fuzilar quarenta de seus próprios militantes, acusados de incompetentes. Ante o anúncio, os incompetentes, mui competentemente, deram no pé e ninguém sabe onde estão.


Quanto ao coronel, não apenas foi condenado sem direito de defesa por um crime provavelmente imaginário, mas, doente, foi retirado do hospital e transferido à mesma prisão onde se encontram muitos dos narcotraficantes que ele prendeu. (Vejam a cena abjeta da transferência aqui ). É, com toda a evidência, uma sentença informal de morte, como a que Davi, na Bíblia, lavrou contra seu concorrente Urias. A grandeza de alma da justiça colombiana é uma das maravilhas do mundo. E nada disso foi noticiado no Brasil.
Publicado no Diário do Comércio.
 19 Junho 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

“Sarney é igual a Hitler, Sarney é igual a Hitler, aqui é a França.”





Por Antonio Ribeiro
de Paris

Pronto. Missão cumprida. A candidata do PT, Dilma Rousseff, posou para fotografias ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy.

E cumprida com louvor.

Recebeu beijos na despedida de um encontro de 25 minutos no Palácio do Elysée, em Paris, solicitado pela candidata.

Mas os marqueteiros de Dilma queriam mais.

A entrada no interior do palácio do cinegrafista que a equipe da candidata leva a tiracolo na turnê promocional pela Europa.

O objetivo era registrar o encontro de Rousseff com Sarkozy para o horário de propaganda eleitoral.

O protocolo presidencial francês brecou a idéia.


Houve quem desejasse saber o que foi tratado no encontro imediatamente antes da sessão fotográfica e pelo qual Dilma classificou de “muito bom, muito gentil”.

A candidata gastou um minuto e cinqüenta e dois segundos relatando platitudes. Um raro momento onde o discurso reflete exatamente o que aconteceu.

Em uma palavra: nada.

Antes de ser convidada gentilmente a deixar o pátio devido à chegada de um outro visitante, sobrou tempo para perguntar sobre a compra dos 36 Rafales franceses para a Força Aérea Brasileira (FAB)

O maior gasto militar da história do Brasil — 12 bilhões de reais — não poderia estar fora da conversa entre a eventual presidente do país com Sarkozy.

Embora fosse como apostar na vitória da Espanha contra a Suíça, a zebra desfilou a seu modo não só na Copa mas também na capital da França .

“Não tratamos do assunto”, disse a canditada do PT.

Mais cedo, Dilma recebeu o apoio da secretária-geral do Partido Socialista francês, Martine Aubry, à sua candidatura. O que é perto de nada.


Fora do roteiro, o brasileiro José Tadeu, ligado ao PT de Brasília apareceu em frente ao hotel cinco estrelas Champs Elysée Plaza onde Dilma estava hospedada.

No momento em que a candidata do PT se despedia de Aubry, em mais uma sessão de fotografias, Tadeu começou a gritar em português: “Sarney é igual a Hitler, Sarney é igual a Hitler, aqui é a França.”

Dilma reganhou rápido sua suíte. Atônita, Martine Aubry quis saber quem era Sarney?


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Vem aí um escândalo mundial

Vem aí um escândalo mundial


O conluio da FIFA com a CBF e com o governo Lula para retirar o Morumbi e colocar um novo estádio para sediar a Copa do Mundo 2014 em São Paulo tem tudo para se transformar em escândalo mundial.

Lula pretende ter dividendos políticos nas próximas eleições mas, segundo fontes seguras, está tudo gravado e as revelações são de arrasar quarteirão.

A MARCHA DA ESTUPIDEZ



A MARCHA DA ESTUPIDEZ

Maria Lucia Victor Barbosa

O PT aprendeu depois de muitas derrotas como chegar ao poder mais alto da República e nele se manter. Trocou o discurso revolucionário pelo discurso pragmático, utilizou em grande escala a propaganda que engana incautos e aquece emoções, fez acordos com forças políticas e econômicas inimagináveis nos tempos dos petistas éticos, mas não esqueceu o aprendizado anterior de fazer oposição de forma violenta, ameaçadora, implacável, diante da qual nenhum partido ousou o enfrentamento adequado, nem mesmo quando estouraram os escândalos que teriam derrubado qualquer presidente da República fosse ele de outro partido.

Uma vez enquistado no poder foi trabalhado o projeto de permanência do PT, estipulado por José Dirceu em pelo menos 20 anos, enquanto Lula da Silva sempre se referia a quatro anos e depois a oito anos como períodos muito curtos para realizações pretendidas.

Sem dúvida, a meta de se manter no mais alto domínio do país foi planejado com esmero. A figura presidencial foi trabalhada com requintes de culto da personalidade, próprios de governantes ególatras. Estimularam as performances circenses de um Lula, que por vezes lembram as de um animador de auditório. E ele cultivou o palavreado chulo, o comportamento inadequado, os atropelos da linguagem na busca de identificação com as massas.

Mas isso não bastava. Além de circo o povo quer pão. O governo petista seguiu à risca a “herança maldita” e até agora tem se dado bem com o importante respaldo do Banco Central sob o comando de Henrique Meirelles, ex- tucano, ex-liberal, hoje PMDB.

Ao mesmo tempo, deu certo a fórmula: bolsas esmola no melhor estilo do voto de cabresto para pobres agradecidos; lucros astronômicos para os ricos, principalmente banqueiros, empreiteiros, grandes empresários. Quanto aos intelectuais, artistas, clérigos, mantiveram o encantamento pelo “proletário de esquerda”.

O Congresso foi anexado ao Executivo através de “mensalões”. O Judiciário sempre pronto para exercer o direito alternativo sujeitou-se ao deboche de Lula da Silva que se crê acima da lei.

Se a herança maldita do PT que inclui loteamento do Estado pelos companheiros, dívidas perdoadas a outros países, esdrúxulas criações de embaixadas como a da Coréia do Norte, mimos aos companheiros e compadres da América Latina que usam e abusam do Brasil, fulminar o próximo presidente, melhor. O caminho está preparado para a volta de Lula da Silva que, alias já se lançou ao terceiro mandato em 2014.

Contudo, se para uso interno o plano de José Dirceu funcionou, a política externa sob o comando de Marco Aurélio Garcia auxiliado, por Celso Amorim, tem sido um retumbante fracasso. O Brasil tem perdido todos os cargos importantes a nível internacional. Faz questão de proteger terroristas e assassinos como Cesare Battisti e outros mais. Dá apoio aos piores ditadores que desrespeitam direitos humanos. Contudo, a patacoada em Honduras, quando a mando de Hugo Chávez o Brasil abrigou em sua embaixada Manoel Zelaya, o pretensioso e ridículo papel de Lula da Silva junto a israelenses e palestinos prometendo-lhes a resolução de seus complexos problemas, não foram nada diante da peça de teatro mambembe dedicada ao astuto companheiro Mahmoud Ahmadinejad.

O resultado da aventura, que teve como única aliada a Turquia, foi a paulada mais monumental já recebida por nossa política externa. O Brasil ficou praticamente falando sozinho no Conselho de Segurança da ONU quando sanções foram votadas contra o Irã. Todos os membros votaram a favor, o Líbano se absteve e a Turquia por pouco não deixou o Brasil na mão.

Mesmo assim, de forma totalmente arrogante e estulta, Lula da Silva e Amorim cantaram vitória. Para uso interno, vá lá, para uso externo não funcionou, pois além de tudo isso ser desmoralizante para o Brasil já começam a entender lá fora quem é de fato o “cara’”.

Mas, por que as sanções são necessárias. Por que o Irã não pode ter a bomba atômica que está prestes a fabricar? Porque o Irã se localiza em zona de tensão, porque o país está sob a égide do perigoso fundamentalismo mulçumano, porque Ahmadinejad já declarou com todas as letras que sua gana de destruição começará por Israel, porque qualquer ataque nuclear não terá vencedores nem perdedores, porque não sobrará nada.

Note-se que Ahmadinejad, que riu das sanções e já ameaça bloquear petróleo para outros países personifica a marcha da estupidez que deixa o planeta numa de suas fases das mais perigosas. Certamente o persa tem adeptos além de Lula, como Fidel Castro que emergiu de seu sarcófago para dar apoio a Ahmadinejad e perverter os fatos ao dizer que Israel é que quer atacar o Irã.

Certamente Lula da Silva gostou do humor negro do déspota cubano a quem chama carinhosamente de democrata.

Ele e Fidel lembram um filme passado há tempos:

“De como aprendi amar a bomba atômica”.

Ambos estão engajados na marcha da estupidez, sob o comando de Ahmadinejad.


Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.com.br



13/06/2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Polícia Federal apreendeu um cofre com dinheiro e memórias de computador na casa da promotora Deborah Guerner

PF acha cofre enterrado em casa de citada no mensalão do DEM

Segundo a Polícia Federal, cofre tinha dinheiro e memórias de computador.

Advogado de promotora investigada disse que não falaria sobre o caso.

Do DFTV

A Polícia Federal apreendeu um cofre com dinheiro e memórias de computador na casa da promotora Deborah Guerner durante operação de busca e apreensão realizada nesta segunda-feira (14), em Brasília.

A apreensão só foi divulgada nesta terça (15). O cofre estava enterrado no jardim da casa, no Lago Sul, área nobre de Brasília.

A PF não informou o total de dinheiro recolhido.

Deborah Guerner é suspeita de receber propina do suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília e que levou o então governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) à perda do mandato. A promotora sempre negou envolvimento com o caso.

O advogado da promotora, Pedro Paulo de Medeiros, disse que não iria se pronunciar sobre a operação da PF porque o inquérito que investiga as denúncias está sob segredo de Justiça. A Diretoria de Inteligência da Polícia Federal informou que vai analisar o material recolhido na casa.

Também na operação desta segunda, os policiais encontraram R$ 1 milhão em uma dos locais em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal (TRF) como parte do inquérito que investiga o suposto esquema de corrupção. O local da apreensão não foi informado.

Os policiais federais cumpriram dez mandados, um deles em uma empresa de engenharia, especializada também em tratamento de lixo. A empresa é sócia de outra empresa que, desde 2007, presta serviços de coleta de lixo e varrição para o governo do Distrito Federal.

Na época, a licitação vencida pela empresa de coleta de lixo foi contestada pelos concorrentes, que entraram com recurso e ganharam liminares na Justiça suspendendo a contratação. Mesmo assim, o governo do Distrito Federal firmou contratos emergenciais com a empresa.

Em três anos, a as duas empresas associadas receberam pelo menos R$ 74 milhões do governo do DF. As empresas estão sendo investigadas pela Procuradoria Regional da República por suposta ligação com o esquema do mensalão do DEM.
No G1.

A verdadeira segurança da pátria


A verdadeira segurança da pátria


Por Fahed Daher
Fonte: Pravda.ru

Costuma-se dizer que cada povo tem o governo que merece.


Mentira.


Cada governo tem nas mãos o povo que lhe interessa, pelas ações de honestidade ou desonestidade, subornos ou equilíbrio de comportamentos, com programas e filosofias humanistas ou com interesses de domínio e uso fruto das delicias dos cargos que dominam.

Daí uma nação será forte e equilibrada por seu povo bem conduzido ou será um antro de ladrões, um covil, que se consumirá a si própria pela gula desmedida.




“Os povos sem honra costumam perder a liberdade e a independência mais cedo ou mais tarde”.

Isto por sua vez corresponde a uma justiça mais elevada, pois gerações de vagabundos, sem honra, não merecem a liberdade. 


Aquele que se faz escravo covarde, sem coragem e dignidade para ser membro útil da comunidade não ter sentimento de honra, este cairá muito rapidamente no desprezo geral.”


“Quando um povo luta por sua existência na questão de ser ou não ser, há de ter o bom senso de criar organismos e conceituações de justiça, que não sejam somente a justiça de códigos adaptados a interesses particulares, mas, justiça no largo sentido de equilibrar as ações, protegendo os justos e condenando os faltosos, em quaisquer níveis de poder ou dinheiro.” Filosofia “Alemã.

Arnold Toymbee, um dos maiores pesquisadores da história da humanidade, escreve:-“ De vinte e uma notáveis civilizações, dezenove pereceram, não por conquistas vindas de fora, mas pela decadência interna.”.

Outro historiador, Dr. J.D.Unwin, da Universidade de Cambridge, dedicado a fazer estudos de dezoito civilizações, abrangendo o período de quatro mil anos concluiu que uma sociedade ou escolhe a promiscuidade e se arruína ou escolhe a disciplina e a energia criadora.


No contesto geral dos progressos da solidificação do desenvolvimento de civilização, e conseqüente felicidade de um povo, não se conta somente o desenvolvimento econômico e financeiro, apresentados pelas estatísticas dos espertos em fatores econômicos, cujos desenvolvimentos podem ser resultados das explorações dos recursos naturais perecíveis, sem o acompanhamento do nivelamento da distribuição das riquezas e aprimoramento sócio cultural da população.

Desenvolvimento que solidifica a dignidade das pessoas, a distribuição honesta e equilibrada da justiça.

A fortuna de um povo começa com a sorte de encontrar um líder ou um grupo de liderança honrado que, com a característica de convencer, consegue induzir seus liderados, por atitudes de dignidade, fazer com que cada um se sinta responsável pelo bem de todos.

Pois não existe comunidade que permaneça integra ou mesmo integrada sem a grandiosidade moral, dos seus líderes, com o pulso da autoridade de respeito de disciplina. Quando enérgico, com alto senso de humanismo.

Uma história da velha Grécia conta que certa vez um mestre propôs aos discípulos pintarem a figura de um animal com os traços que descreveu.

Ao verificar s trabalhos de cada um apresentava, chamou a atenção que não havia semelhança ou identificação entre um desenho e outro.

A conclusão era não ter havido um modelo.



Na política, na formação de um povo e a sua condução, não é suficiente que se escrevam leis, constituições e normativas, se os dirigentes, as lideranças políticas e governamentais não servirem de modelos honestos de comportamento.

Pior.

Quando os modelos se tornam viciosos e depravados indicando ao povo que o caminho do sucesso é a desonestidade.

Costuma-se dizer que cada povo tem o governo que merece.

Mentira. Cada governo tem nas mãos o povo que lhe interessa, pelas ações de honestidade ou desonestidade, subornos ou equilíbrio de comportamentos, com programas e filosofias humanistas ou com interesses de domínio e uso fruto das delicias dos cargos que dominam.

Daí uma nação será forte e equilibrada por seu povo bem conduzido ou será um antro de ladrões, um covil, que se consumirá a si própria pela gula desmedida.


Soc. Brasileira de Médicos Escritores- Vice presidente no Paraná.

Centro de Letras do Paraná.// Academia de Letras de Londrina.

Academia de Letras Centro Norte do Paraná


06/16/2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

Tuminha sinaliza que vai usar sua capacidade de policial para dar o troco aos responsáveis por sua degola...




A prevista detonação do Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior - publicada no Diário Oficial de hoje - tem tudo para custar muito caro para o chefão Lula da Silva e seus companheiros mais próximos - de negócios e governo. Tuminha sinalizou ontem que não vai perdoar os responsáveis por sua exoneração e vai dar o troco:

“Tenho defeitos, mas não sou ladrão. Não sou bandido. Eu vou provar que sou inocente. Isso é uma aberração jurídica, uma orquestração criminosa, uma violência política. Eu não vou dar pista para eles. Eu vou me defender. Vou mostrar tudo com transparência. Eu sou policial. As pessoas têm que saber o que está nesse inquérito”.
Tuma Júnior alega que sua saída do governo foi provocada por inimigos de seu pai, o senador Romeu Tuma (PTB-SP), candidato à reeleição em São Paulo.

Tuminha reclamou ao jornal O Globo que se sente traído por gente "covarde" do governo, que não teve "coragem" de agir em sua defesa. O ex-secretário justificou que nada contra ele foi provado, por isso decidira continuar no cargo:

“Nenhuma das pessoas com quem eu mantive contato, quer sejam meus superiores, quer sejam meus subordinados, disse que eu não era inocente, que cometi crime, que cometi irregularidade. Se meus superiores dizem isso e afirmam que não houve quebra de confiança, eu não poderia me curvar a uma injustiça”.

Relevantes serviços

Mais curiosa foi a nota do Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, justificando que Tuminha foi demitido para que pudesse preparar melhor a defesa.

O ministro só não lamentou a saída de Tuminha, mas ressaltou "os relevantes trabalhos prestados" por ele no cargo.

A chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Justiça, Izaura Miranda, assume interinamente a função que era de Tuminha.

Fala o que deseja, quando deseja, onde deseja, como se pairasse acima do bem e do mal.



Inteligência aloprada


Os índices de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não refletem apenas sua empatia popular.

São também fruto da capacidade que demonstrou, como governante, de preservar as conquistas de seu antecessor e avançar no crescimento econômico e na distribuição de renda, por meio de medidas como a elevação do salário mínimo, o aumento do crédito e a ampliação do programa Bolsa Família.


Bem sucedido no plano interno, Lula também fez fama no palco global. Tornou-se uma espécie de "popstar" da política emergente, o "cara" com quem chefes de Estado de variadas procedências querem aparecer na fotografia.


Tudo isso, como se sabe, confere ao presidente um papel relevante na disputa eleitoral -que ele tem exercido, aliás, com mais desenvoltura do que o recomendável.



Fala o que deseja, quando deseja, onde deseja, como se pairasse acima do bem e do mal.

Multado cinco vezes por ferir as regras eleitorais, chegou ao cúmulo de tratar juízes de maneira jocosa, em sintomático menosprezo ao Poder Judiciário.


No domingo passado, durante o lançamento da dupla Dilma Rousseff e Michel Temer, Lula não ofendeu a lei, mas a realidade.


Ao afirmar que seus oponentes "inventam" dossiês e fazem "jogo rasteiro", o presidente, sem cerimônia, inverteu os fatos e usou seu peso político para, mais uma vez, acobertar correligionários.


Até aqui, vieram dos bastidores petistas as evidências sobre montagens de dossiês para atingir rivais.



Além da investida contra o candidato José Serra e membros de sua família, a "equipe de inteligência" de Dilma levantou dados fiscais e financeiros sigilosos do tucano Eduardo Jorge, conforme a Folha revelou no último sábado.


Repete-se o que ocorreu na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista -quando petistas tentaram forjar um dossiê contra o rival do PSDB.


Naquela ocasião foi o próprio Lula quem escolheu o termo que acabou por batizar os afoitos companheiros.


Ficaram conhecidos como "aloprados" -expressão que, pelo visto, não perdeu a validade quatro anos depois.

ARTIGO NO WALL STREET JOURNAL ARRASA COM A POLÍTICA EXTERNA DE LULA E O ACUSA DE “DANÇAR COM OS DÉSPOTAS”.



Por Reinaldo Azevedo

Mary Anastasia O’Grady, uma das mais respeitadas articulistas do Wall Street Journal, escreveu um dos mais duros artigos já publicados na imprensa americana sobre a política externa brasileira. Título: “A dança de Lula com os déspotas”.


O’ Grady não deixa pedra sobre pedra da política externa brasileira e acusa Lula de ter desperdiçado a chance de o Brasil ocupar um lugar com o qual sempre sonhou justamente quando estava prestes a alcançá-lo: “President Lula da Silva is snatching defeat from the jaws of victory”.

Segundo o O’Grady, a política externa brasileira tem sido usada por Lula como fator de ajuste para contentar as alas radicais do PT. Trata-se de um escudo para acomodar essas correntes, que, não obstante, são mantidas longe da economia. E vai ao ponto: o Brasil não está pronto para ser um protagonista na política internacional.

A articulista classifica Amorim de “antiamericano e anticapitalista”.

Huuummm, boa parte do que vai abaixo, como vocês verão, não nos é estranho. Segundo O’ Grady, para satisfazer as esquerdas, Lula agrediu gravemente a reputação do Brasil ao se colocar ao lado de alguns dos mais notórios violadores dos direitos humanos no mundo.


O fato é o seguinte:
a ficha definitivamente caiu.


Segue uma tradução que fiz, adaptando algumas expressões a que recorre a articulista a seu sentido em nossa língua e em nossa cultura. Com mais tempo, dá para melhorar muito. Mas acho que está eficiente.
*
Desde que fomos expulsos do Éden, o Brasil sonha tornar-se um país sério e um protagonista no cenário mundial. Agora, quando este sonho eterno estava se tornando uma realidade, Lula consegue fazer de uma vitória uma derrota ["is snatching defeat from the jaws of victory].

O Brasil pode estar ganhando algum respeito no front da economia e da política monetária, mas, quando se trata da liderança geopolítica, o presidente está fazendo um esforço adicional para preservar a imagem de um país ressentido, um cachorrinho ranheta do Terceiro Mundo [Third-World ankle-biter].

O mais recente exemplo de como o Brasil ainda não está pronto para figurar no horário nobre dos círculos internacionais se deu na semana passada, quando votou contra as sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU.

A Turquia foi a única parceira do Brasil neste constrangedor exercício.

Mas a Turquia pode ao menos usar como desculpa suas raízes muçulmanas. Lula está levando a reputação do Brasil para o brejo [no Brasil, a gente diz assim; Mary prefere "areia"] só para a sua satisfação política pessoal.

O Brasil defendeu seu voto argumentando que “as sanções muito provavelmente levarão sofrimento ao povo do Irã e conduzirão o processo às mãos daqueles que, dos dois lados [da disputa], não querem que o diálogo prevaleça.

É um argumento sem nada dentro. As sanções não têm como alvo os civis, mas as ambições nucleares do Irã e seu programa de mísseis.

Quanto ao diálogo, é óbvio que, agora, o presidente Mahmoud Ahmadinejad precisa é de um pouco menos de conversa.

Se o Brasil considerou seu voto uma posição de princípio em defesa do que considera justo, é certo que mudou depressa. Depois de ter feito estardalhaço com as sanções, rapidamente anunciou que vai honrá-las. Isso sugere que pode ter avaliado a possibilidade de sair aos poucos de sua política externa lunática.

O Partido dos Trabalhadores de Lula é de esquerda, mas NÃO se deve confundi-lo [Lula] com um aplicado bolchevique.



Ele é simplesmente um político esperto, que veio do povo ["das ruas", no texto de Mary] e ama o poder e o luxo [ela escolhe a metáfora "limousines"; no Brasil, só usadas pelas noivas...].

Como primeiro presidente brasileiro do Partido dos Trabalhadores, ele teve de equilibrar as coisas úteis que aprendeu sobre os mercados e as restrições monetárias com a ideologia de sua base de apoio.

Sua resposta para esse dilema tem sido usar a Ministério das Relações Exteriores — onde uma burocracia geneticamente tendente à esquerda é conduzida por Celso Amorim, um intelectual notoriamente antiamericano e anticapitalista — para lustrar suas credenciais esquerdistas.

Essa amizade com os “não-alinhados” tem servido de justificativa para manter os ideólogos coletivistas fora da economia.

Mas a reputação do Brasil como um líder das economias emergentes sofreu enormemente. Para satisfazer a esquerda, Lula tem sido chamado a defender e exaltar os seus [da esquerda] heróis, que são alguns dos mais notórios violadores dos direitos humanos do planeta.

Uma análise de seus dois mandatos revela uma tendência para defender déspotas e desprezar democratas.

O repressivo governo do Irã é apenas o caso mais recente.

Há também o apoio incondicional de Lula à ditadura de Cuba e à Venezuela de Hugo Chávez.

Em fevereiro, Cuba permitiu que o dissidente político Orlando Zapata morresse de fome, na mesma semana em que Lula chegou à ilha de escravos para puxar o saco dos irmãos Castro.

Quando indagado pela imprensa sobre Zapata, Lula desqualificou sua morte como mais uma das muitas greves de fome que o mundo ignorou.

Ele certamente nunca ouviu falar do militante irlandês Bobby Sands.

Lula também ficou ao lado de Hugo Chávez quando este destruiu as instituições democráticas em seu país e colaborou com o tráfico de drogas das Farc.

Um Brasil maduro teria usado sua influência para fazer recuar o terrorismo de estado. Porém, na política de custo-benefício de Lula, as vítimas das Farc não contam.

Honduras não teve melhor sorte na era Lula.

O Brasil passou boa parte do ano passado tentando forçar aquele país a reempossar o deposto presidente Manuel Zelaua, apear de ele ter sido removido do poder pelos civis por ter violado a Constituição.

As ações brasileiras, incluindo o abrigo a Zelaya na embaixada brasileira por meses, criou imensas dificuldades econômicas para os hondurenhos.

Na semana passada, Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, conclamou à volta de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA), observando que o país realizou eleições e voltou à normalidade.

O Brasil objetou. “A volta de Honduras à OEA tem de estar ligada a questões como democratização e restabelecimento de direitos fundamentais”, disse Antonio de Aguiar Patriota, braço-direito do ministro das Relações Exteriores.

Uma questão ao Brasil: estaria ele se referindo a Cuba?

O Brasil vai realizar eleições presidenciais em outubro, e, apesar da popularidade com que Lula vai deixar o poder, não é garantido que a candidata do Partido dos Trabalhadores vá sucedê-lo.

Então Lula está oferecendo sangue [red meat] à base partidária ao pegar na mão de Arhmadinejad e votar contra o Tio Sam.


Vai funcionar?

Em grande parte vai depender se os que o vêem como aquele que levou o Brasil a desperdiçar uma grande chance estarão em maior número do que os que apóiam a sua dança com os déspotas.

Como advertiu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a política de Lula leva o Brasil a ficar mudando de lado, mas não está claro se os brasileiros estão de acordo.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A periculosidade do inexistente - Olavo de Carvalho

Por Olavo de Carvalho
MSM

Seguir ao mesmo tempo duas ou mais linhas de ação contraditórias, confundindo a platéia e premoldando todas as opiniões em disputa nos debates públicos, é, pelo menos desde a Revolução Francesa, um dos preceitos estratégicos fundamentais e incontornáveis da esquerda mundial.

Sob o comando da organização marxista ironicamente denominada Free Press, e fortemente nutrido com subsídios de George Soros, o recém-fundado site www.StopBigMedia.com professa destruir as grandes empresas de jornalismo e substituí-las por uma "mídia democrática" governamental baseada na "diversidade" e empenhada em "dar voz às minorias".

Já ouvimos ameaça semelhante no Brasil, com a diferença de que veio diretamente do governo. Nos EUA é preciso agir com mais cautela: a Free Press não é uma agência oficial, apenas tem boas amizades nos altos círculos do governo Obama.

A pergunta que os observadores atentos farão à primeira vista é: Por que haveria o presidente americano de querer a extinção das instituições que o colocaram no poder, que defendem de unhas e dentes cada uma das suas políticas e que atacam com ferocidade inaudita quem quer que ouse investigar a sua vida pregressa e as suas inumeráveis alianças comprometedoras?

Mutatis mutandis, por que teria a esquerda brasileira desejado demolir os templos onde seus próprios ídolos são cultuados com tanta devoção e onde seus inimigos são queimados vivos em emocionantes autos-da-fé montados contra "a extrema direita", "o fundamentalismo religioso", "o fascismo", "o racismo" e não sei mais quantas criaturas do demo, entre as quais este humilde colunista?

A resposta é simples: seguir ao mesmo tempo duas ou mais linhas de ação contraditórias, confundindo a platéia e premoldando todas as opiniões em disputa nos debates públicos, é, pelo menos desde a Revolução Francesa, um dos preceitos estratégicos fundamentais e incontornáveis da esquerda mundial.

Os salões elegantes do século XVIII eram ao mesmo tempo o viveiro onde as idéias revolucionárias germinavam entre o beautiful people e o exemplo de vida opulenta e fútil das classes dominantes, apontado às massas pelos agitadores de rua como prova da urgente necessidade de um morticínio redentor.

Com a mídia, e não é de hoje, acontece a mesma coisa: é preciso ao mesmo tempo dominá-la desde dentro, fazendo dela um instrumento pretensamente neutro e insuspeito para dar apoio a causas esquerdistas selecionadas nos momentos decisivos, e denunciá-la desde fora como "arma ideológica da classe dominante".

Diante desse espetáculo, queda inerme e atônita a mente linear e rotineira do cidadão comum, que só entende a luta política como confronto explícito de ideologias prontas - ou, o que é ainda pior, imagina que os movimentos ideológicos desapareceram do cenário histórico tão logo os perfis deles se confundem um pouco ante o seu olhar turvo e rombudo de boi no pasto.

Por meio desse artifício, é possível operar de maneira brutalmente rápida, eficaz e quase imperceptível um giro completo no leque das opções políticas, levando precisamente àquele estado de coisas que temos hoje no Brasil: a parte mais branda da esquerda torna-se a única direita possível e, enquanto disputa cargos amigavelmente com os velhos companheiros de ideologia aos quais prestou esse gentil serviço, está madura para ser denunciada por eles mesmos como conservadora, reacionária e ultradireitista, amargando em silêncio a queixa de ingratidão que, se expressa em voz alta, denunciaria o esquema todo.

A ambigüidade premeditada da situação traduz-se em declarações dúbias e paradoxais que proclamam ao mesmo tempo a inexistência e a periculosidade do inimigo: de um lado, o sr. Presidente da República celebra a completa exclusão de candidatos de direita no próximo pleito; de outro, seu partido promete fazer das tripas coração para esmagar a direita nas urnas.


Artigos - Movimento Revolucionário

 14 Junho 2010