Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sarah Palin: Um pit bull de batom



O furacão Palin

“Eu não sou membro do establishment político. E eu aprendi depressa, nestes dias, que, se você não é um membro da elite com boa reputação em Washington, então a mídia, só por isso, o considera um candidato despreparado.

Mas aqui está uma novidade para repórteres e comentaristas:
eu não vou para Washington para obter a sua aprovação.
Eu vou para Washington para servir ao povo deste país”


Sarah Palin


“Ser prefeita de uma cidade pequena é como ser um ativista comunitário, mas com responsabilidades reais” Sarah Palin (refere-se ao passado de Obama, que era ongueiro antes de virar senador)

“A diferença entre uma “hockey mom” e um pit bull é o batom”

Sarah Palin.

“Hocey mom” é a mãe devotada que leva o filho ao treino de hockey.

No Brasil, seria a “supermãe”. Brinca com uma das acusações que lhe fizeram, segundo a qual a sua experiência maior é mesmo ser mãe (de cinco filhos).

Ela assume, mas deixa claro que é boa de briga.



“Ela já tem [
sozinha] mais experiência executiva do que toda a chapa democrata” Rudolf Giuliani

Por Reinaldo Azevedo

Clique na imagem
Marca registrada

por Dora Kramer

Uma situação e duas cenas desenham o perfil do governo, mas principalmente da persona política, Luiz Inácio da Silva.

Terça-feira, no Espírito Santo, de macacão cor-de-laranja, óculos, capacete, mãos sujas de óleo, o presidente comandava o ato oficial de extração simbólica do primeiro campo do pré-sal.

Em Brasília, o tempo esquentava nos Poderes Legislativo e Judiciário por causa da disseminação das escutas ilegais que no dia anterior fizera o Supremo Tribunal Federal exigir do chefe da Nação uma posição em defesa do Estado de Direito.

Pois para o presidente, os acontecimentos tiveram peso inverso, numa demonstração eloqüente das preocupações em sua escala de prioridades.

O problema concreto de caráter institucional acontecendo aqui e agora foi tratado com ligeireza.

Em declaração rápida, Lula deu por “resolvido” o assunto da disseminação de escutas ilegais República a dentro, com o afastamento da diretoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) “para garantir a transparência nas investigações”.

Já o resultado de estudos preliminares sobre uma monumental, mas ainda hipotética e não quantificada reserva de petróleo na costa entre os Estados de Santa Catarina e Espírito Santo mobilizou todo aparato oficial e mereceu do presidente 40 minutos de discurso permeado por muito riso e pouco siso.

“Estamos indo tão fundo para procurar petróleo que qualquer dia a Petrobrás traz um japonesinho em sua broca e aí vai ser um problema internacional sem precedentes”, disse Lula entre outras manifestações de entusiasmo que fizeram gargalhar a platéia, mas não informaram nada a respeito do que pensa seja necessário para a concretização bem-sucedida da obra.

O presidente nunca escondeu sua ojeriza por más notícias e entende otimismo como sinônimo de alienação. Entre enfrentar um problema ruim para evitar que fique péssimo e comemorar a conquista de terrenos no paraíso, fica com a segunda opção.

Isso não resolve as questões objetivas - antes as empurra ao estado de paroxismo, como vimos na crise aérea -, mas alegra as pessoas e robustece seu capital político. Na mesma ocasião, o próprio Lula explicou o fenômeno:

“Eu tenho sorte”.

A frase se presta a duas leituras. Do ponto de vista da população, a sorte é que a maioria acha que as coisas acontecem só porque é Lula o presidente; sob a ótica dele, pontua a sorte de contar com o benefício desse entendimento.

Em parte torto de nascença, em parte entortado pela eficiente máquina de propaganda que escreve o roteiro, prepara o cenário e deixa o texto por conta do personagem principal.

O termo “improviso” foi propositadamente evitado, pois o caso é de um muitíssimo bem planejado plano de perpetuação, senão da presença física, mas da marca “Lula” cuidadosamente registrada em fatos positivos e prudentemente mantida - quando possível - distante dos negativos.

Aqui importa a aparência, como convém a quem põe o exercício da política partidária e eleitoral acima de tudo. Eleito muito por causa da fadiga do material dos “políticos tradicionais”, Lula faz política em tempo integral. Nas horas vagas, faz alguma referência tão veemente quanto oca sobre os problemas do País.

Como hábito, eles servem à sustentação do embate de poder todo ele escorado na hiperatividade presidencial. Em boa parte das vezes, inconseqüente.

Lula já comemorou a auto-suficiência brasileira em petróleo, já decretou a entrada do Brasil na Opep por conta do biocombustível, já lançou as Parcerias Público-Privadas, já prometeu arrumar todas as estradas.

Todo mundo se lembra dos atos, mas não dá a mínima para os fatos, tais como o Brasil continuar importando petróleo, as PPPs não terem saído do papel, as estradas continuarem isso que se vê e do etanol nunca mais ter sido tema de discursos.

Perde-se tempo com cobranças de conteúdo. A coisa é feita mirando a forma para, ao final dos oito anos, Lula apresentar um substancial portfólio de realizações, mesmo que não tenham ultrapassado o campo das intenções.

Nesse cardápio incluirá as reformas da Previdência, tributária e política.

Se não foram concluídas ou nem mexidas, problema do Congresso.

Como à maioria não ocorrerá mesmo que o governo absteve-se de pôr sua força política a serviço da organização e da mediação para fazer as coisas acontecerem, a conta vai sobrar para o sucessor.

Isso se for pessoa de fora da área de influência do presidente. Terá ao mesmo tempo de enfrentá-lo como chefe da oposição, conviver com a marca “Lula” registrada no embrião de muitas ações, repartir com ele eventuais ônus e pagar sozinho os possíveis bônus.

Mas o mais difícil mesmo para o pobre futuro marquês ou marquesa (se o plano Dilma Rousseff não tiver o destino dos citados acima) vai ser convencer o País de que, embora o ambiente tenha ficado menos festivo e divertido, seriedade é bom porque funciona em prol do coletivo.

Estadão

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Como pode, hen?

"Nós vamos tirar (petróleo) dos
6 mil ou 8 mil metros de profundidade.
Para baixo, todo santo ajuda.

Meu medo só é tirar um japonesinho
porque a gente cava cada vez mais fundo"...

Luiz Inácio Lula da Silva
No Estadão

Ordem superior: Abin grampeou STF para monitorar bastidores da fusão da Oi com a Brasil Telecom

Por Jorge Serrão

Exclusivo - O motivo real para grampear os telefones do Supremo Tribunal Federal foi o jogo de interesses para definir quem vai ser o controlador final da Brasil Telecom em sua fusão com a Oi. Na reunião no Palácio do Planalto, Gilmar Mendes chegou tão furioso que pensou em apoiar alguma iniciativa da oposição de pedir o impeachment de Lula. No mercado negro das telecomunicações, comenta-se que o grampo contra Gilmar foi uma ordem vinda do Palácio do Planalto. Tal versão já foi devidamente abafada em acordo na reunião de emergência com Lula. Muito mais gente poderosa foi grampeada.

A versão de que o grampo contra Mendes interessaria ao banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity, é pura dissimulação. Na CPI dos Grampos da Câmara dos Deputados, o General Jorge Armando Félix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência República, defendeu o ex-diretor-geral Paulo Lacerda, afastado da Abin pelo presidente Lula. Félix especulou que funcionários da agência podem ter feito a escuta clandestina à revelia da cúpula do órgão.

O crime pode ter sido cometido à revelia de Jorge Félix. Mas nunca à revelia de seus superiores hierárquicos - conforme se comenta no mercado negro das telecomunicações.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou que a Agência Brasileira de Inteligência de comprou ilegalmente maletas de interceptação telefônica. Os equipamentos permitem, por exemplo, interceptar celulares sem depender de autorização das operadoras. As maletas custam em torno de R$ 500 mil e são capazes de decodificar comunicações digitais.

As escutas são feitas por intermédio de Estações Rádio Base, instaladas por operadoras em todo o País. Portanto, não adianta colocar técnicos do Exército para verificar se a Agência Brasileira de Inteligência adquiriu equipamentos para fazer escutas telefônicas.

Tal investigação é inútil.

Edição de Fotos de Sacanagem do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Oposição: grampo foi ‘atentado’ e Lula é ‘frouxo’


PSDB, DEM e PPS, os três partidos de oposição,
divulgaram uma “nota conjunta”

O texto refere-se ao monitoramento telefônico ilegal de autoridades do STF e do Congresso. Abre assim:

“O Brasil vive hoje uma situação de grave crise institucional...” “...

Um atentado a dois dos principais pilares do Estado Democrático de Direito acaba de ser realizado por um órgão –a Agência Brasileira de Inteligência...” “...

Esse atentando se concretizou com a quebra do sigilo telefônico dos presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, além de diversos senadores.”

Mais adiante, os partidos “manifestam sua extrema preocupação com violações tão graves” e referem-se assim às providências adotadas por Lula e seus auxiliares: PSDB, DEM e PPS “declaram sua indignação diante da reação frouxa do presidente da República e de seus auxiliares imediatos”.

A nota é assinada pelos presidentes dos três partidos: Sérgio Guerra, pelo PSDB; Rodrigo Maia, pelo DEM; e Roberto Freire, pelo PPS.

Os três levam o pé atrás em relação à capacidade e ao interesse do governo de investigar o “grampogate.”

Anotam:

“É preciso buscar nas próprias instituições o antídoto contra o veneno do autoritarismo...” “...Neste momento, porém, é preciso que se diga claramente: cai a zero nossa confiança na capacidade do Poder Executivo de se auto-investigar”.

Apelam ao Judiciário e ao Ministério Público.

E dão a entender que pretendem abrir uma nova CPI. Uma forma de arrancar o Congresso “da letargia.”

Um modo de possibilitar ao Legislativo que “contribua para sua própria defesa."

Vai abaixo a íntegra da nota da oposição:

“O Brasil vive hoje uma situação de grave crise institucional.

Um atentado a dois dos principais pilares do Estado Democrático de Direito acaba de ser realizado por um órgão – a Agência Brasileira de Inteligência – ligado diretamente ao presidente da República.

Esse atentando se concretizou com a quebra do sigilo telefônico dos presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, além de diversos senadores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebia relatórios periódicos baseados nesses grampos ilegais.

A mera hipótese de que esse fato venha a permanecer não-esclarecido, impune, faz girar para trás vinte anos a roda da democratização do Brasil, que tem no Supremo Tribunal Federal e no Congresso Nacional seus principais guardiões.

Trata-se de um atentado ao livre funcionamento do STF e do Senado e, portanto, à própria democracia. O PSDB, o DEM e o PPS, manifestam sua extrema preocupação com violações tão graves e declaram sua indignação diante da reação frouxa do Presidente da República e de seus auxiliares imediatos.

É preciso buscar nas próprias instituições o antídoto contra o veneno do autoritarismo. Neste momento, porém, é preciso que se diga claramente: cai a zero nossa confiança na capacidade do Poder Executivo de se auto-investigar.

O que nos leva a apelar com toda força ao Judiciário, na pessoa dos ministros do Supremo Tribunal Federal e de cada magistrado deste país; ao Ministério Público, ao qual representamos para que se engaje decididamente na apuração dos fatos delituosos; e ao Congresso Nacional, para que saia da letargia, contribua para sua própria defesa diante da gravidade das circunstâncias e atue essencialmente como uma instância de legitimação e apoio às investigações necessárias à defesa da Democracia”.

Brasília, 03 de setembro de 2008. Senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB. Deputado federal Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM. Roberto Freire, presidente nacional do PPS.

por Josias de Souza

Mexeu com ele, mexeu comigo...


( para desespero dos petralhas que já plantavam que o grampo tinha o dedo de Daniel Dantas, deve ser duro ver um ex-funcionário do "homem" nomeado pelo próprio Presidente Lula, mandando na Grampolândia.

Só faltou o Lula cantar:

"o Dantas é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo")

da Folha
Quá...quá...quá...quá...!!!

Foto histórica

"A cerimônia ontem de extração daquele pouquinho de óleo do falso pré-sal serviu, ao menos, para Lula poder exibir as mãos sujas."

Reinaldo Azevedo

“O maior mentiroso do Brasil”

Eleições ...


Um coelhinho felpudo estava fazendo suas necessidades matinais quando olha para o lado, e vê um enorme urso fazendo o mesmo.

O urso se vira para ele e diz: - Hei, coelhinho, você solta pêlos?

O coelhinho, vaidoso e indignado, respondeu:

- De jeito nenhum, venho de uma linhagem muito boa...

Então o urso pegou o coelhinho e se limpou com ele.

Moral da história:

Cuidado com as respostas precipitadas, pense bem nas possíveis conseqüências, antes de responder!

No dia seguinte, o leão, ao passar pelo urso diz:

- Aí, hein, seu urso! Com toda essa pinta de bravo, fortão, bombado!

Te vi ontem, dando o rabo prum coelhinho felpudo. Já contei pra todo mundo!!!

MORAL DA MORAL:

Você pode até sacanear alguém, mas lembre-se que sempre existe alguém mais f... da p.... que você!

O problema do Brasil é que, quem elege os governantes não é o pessoal que lê jornal, mas quem se limpa com ele !

enviada por Gracias a La Vida

A lógica não deveria ser a mesma?


Perguntas, só por perguntar

por Clóvis Rossi

1 - Se o delegado Paulo Lacerda foi afastado da Abin em benefício da "transparência" da investigação sobre o grampo no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, significa que ele, se mantido no cargo, "embaçaria" o processo?

2 - Se é assim, como a lógica elementar indica, não seria o caso de demiti-lo em vez de afastá-lo temporariamente?


Afinal, um funcionário suspeito de ser capaz de atrapalhar uma investigação não deve chefiar nada, certo?


3 - Se Lacerda fez um bom trabalho na PF -e o fez, sim-, por que agora humilhá-lo publicamente com o afastamento que coloca em suspeição sua lisura?


4 - Se Lacerda foi preventivamente afastado, por que não o foi também o general Jorge Félix, afinal, superior hierárquico de Lacerda como chefe do Gabinete de Segurança Institucional?


A lógica não deveria ser a mesma?


Ainda mais que o próprio general, segundo a
Folha, teria dito que a principal hipótese para os grampos é um ou mais funcionários da Abin terem sido contratados pelo banqueiro Daniel Dantas para executar o trabalho.

Se essa informação é correta, então o general demonstra ter "hipóteses" antes mesmo de a investigação começar, o que pode, ante seu nível hierárquico, conduzir o processo investigatório a uma linha que, de repente, é incorreta.

4 - Se, como já disse orgulhosamente o ministro da Justiça, Tarso Genro, todo mundo deve falar ao telefone com a "presunção" de que alguém está ouvindo, por que os chefes do crime organizado, mesmo quando presos, continuam falando ao telefone, até dos presídios, com a maior tranqüilidade e, portanto, sem tal "presunção"?


Ou será que é mais difícil -além de bem mais perigoso- grampear prisioneiros condenados do que cidadãos em liberdade e sem crimes a eles imputados?

Comentário enviado ao Senado

Srs. Senadores,

Vamos acabar com essa falsa indignação, não caímos mais nessa peça teatral encenada.

Quem tem de ser afastado é o mandante dos grampos.

A cúpula da Abin cumpriu ordens lá de cima, do Planalto, portanto, uma boa oportunidade pra se pedir impeachment.

Por muito menos Collor de Mello foi para o olho da rua sob a batuta do PMDB e com a ajuda do PT e não devemos esquecer do presidente dos EEUU, NIXON, que quis dar uma de grampeador e teve que renunciar e pedir desculpas à Nação em cadeia de TV.

Está faltando determinação nos poderes Legislativo e Judiciário em atuar com rigor como manda a Constituição.

Infelizmente a corrupção está enraizada em todos os poderes que fica difícil fazer o serviço certo e completo, com isso quem sofre as consequências, somos nós, o povo.

por Sueli Guerra

Jobim diz que Abin comprou ilegalmente malas de grampo



Repassada a Lula, informação foi decisiva para o afastamento de Paulo Lacerda

Equipamento, que custa US$ 500 mil, é capaz de realizar interceptações em celulares sem depender de operadoras telefônicas

ALAN GRIPP DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) adquiriu ilegalmente maletas de interceptação telefônica, revelou o ministro Nelson Jobim (Defesa) durante reunião de coordenação política do governo, anteontem à noite, no Palácio do Planalto.

A informação foi decisiva para o afastamento do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, sacramentado logo após o encontro.

A revelação surpreendeu o presidente Lula, o vice José Alencar e outros seis ministros presentes, segundo relatos obtidos pela Folha.

Por lei, a Abin é proibida de fazer escutas.

As maletas podem fazer grampos em celulares sem depender de operadoras telefônicas e, por isso, em tese, sem a necessidade de autorização judicial.

Jobim já foi presidente do STF, tem bom trânsito no tribunal e é visto como interlocutor entre o governo e Mendes.

A informação deixou Lacerda em situação insustentável.

Além de lançar novas suspeitas sobre a Abin no episódio envolvendo o grampo ilegal do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, contradiz seu depoimento na CPI dos Grampos, no dia 20 de agosto.

Na ocasião, Lacerda negou que a Abin faça escutas.

Por meio de sua assessoria, a Abin negou que possua qualquer equipamento para o monitoramento telefônico.

Disse ter adquirido apenas aparelhos de "contramedida", com objetivo de identificar grampos.

A maleta permite tanto a escuta como a contramedida.

A Defesa descobriu que a Abin adquiriu o equipamento por meio do sistema de compras do governo. Jobim recebeu documentos mostrando que a agência aproveitou uma licitação já feita pelas Forças Armadas para não ter de iniciar um novo processo.

Essa modalidade de compra é conhecida como "registro de preço".

Esses equipamentos de interceptação estão hoje entre os mais modernos do mundo, usados por unidades de elite da Europa e dos EUA.

À primeira vista, é apenas um laptop e uma antena condicionada em uma maleta tipo 007.

Mas o software que o acompanha é capaz de decodificar comunicação digitais criptografadas.

As maletas custam em torno de US$ 500 mil e são capazes de varrer as comunicações mantidas por meio de uma determinada ERB (Estação Rádio Base) -antena instalada pelas operadoras em postes e em cima de edifícios-, interceptar um sinal telefônico específico no ar e o decodificar.

Segundo representantes dela no Brasil, localizados pela Folha, ela permite auditagem, ou seja, não é possível apagar os registros de interceptações feitas.

Embora sem provas, a segurança do STF considera o uso do equipamento como uma das mais fortes hipóteses para a "provável escuta" detectada mês passado na sala do assessor-chefe de Mendes.

No início da noite, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) questionou o ministro-chefe do GSI (Gabinete da Segurança Institucional), Jorge Felix, durante seu depoimento na CPI dos Grampos.

Segundo Jungmann, Jobim apresentou na reunião da coordenação política nota de compra de um equipamento em Washington.

Felix disse ter pedido perícia, ainda não finalizada, para saber se o aparelho faz interceptações também.

"O Jobim levantou essa hipótese. Tem que ver se o equipamento permite, mediante a aquisição de outros equipamentos, fazer a escuta."


Colaborou MARIA CLARA CABRAL
da Sucursal de Brasília

Telefone é pior inimigo do homem’, ensina Exército




‘Telefone é pior inimigo do homem’, ensina Exército

A máxima consta de cartilha feita para orientar espiões

Em depoimento à CPI do Grampo, o general Jorde Félix disse que só há uma “tecnologia” eficaz contra os grampos telefônicos:

“Não abrir a boca”.

por Josias de Souza

Em Cuiabá, irmã de Lula grava depoimento em que apóia candidato tucano

A comerciante Ledinalva Silva dos Santos, 51, irmã do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gravou uma mensagem de apoio para o programa eleitoral na TV do prefeito Wilson Santos (PSDB), candidato à reeleição em Cuiabá.

Na gravação, ela compara o tucano ao irmão.

"O Wilson Santos é como o Lula.

Trabalha para o povo e pelo povo. (...)


Então eu acho que eles são parecidos", diz ela na mensagem, exibida na sexta.


Irmã do presidente por parte de pai, Ledinalva mora em Cuiabá há quase 20 anos, em um bairro da periferia.

À Folha disse não "ver problema" em apoiar um partido que faz oposição ao governo do irmão.

"Não vejo problema algum.

O PT não veio aqui pedir meu apoio, o outro [PSDB] veio e estou apoiando. Apóio quem eu quiser."


Segundo ela, o prefeito não "fala mal" do governo federal e a cidade tem sido beneficiada com os programas do PAC.


O PT não lançou candidato próprio na cidade, mas indicou o candidato a vice na chapa de Mauro Mendes (PR).


Ele disse considerar "absurda" a estratégia do PSDB.


O ex-senador Antero Paes de Barros, coordenador da campanha tucana, negou que a irmã do presidente tenha sido procurada.

"Fomos ao bairro para colher depoimentos e ela se ofereceu espontaneamente", afirmou.

Lula manda vender Galeão e Viracopos


O presidente Lula decidiu deflagrar a privatização da área sob gestão da estatal Infraero, e sua ordem é começar o processo pela venda dos aeroportos internacionais do Galeão, no Rio, e de Viracopos, em São Paulo.


Rápida no gatilho, a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Solange Vieira, até já conta com a assistência de uma consultoria privada, paga pelo BNDES, para formatar o modelo e elaborar o edital.

Claudio Humberto


ESPIONAGEM LACERDA HAVIA DESAFIADO VEJA A PROVAR GRAMPOS

Veja apresentou dialogo confirmado entre Ministro Presidente do Supremo e Senador Demostenes Torres que teria sido grampiado pela agencia de informação do governo

No dia 20 de agosto, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Paulo Lacerda, depôs na CPI dos grampos, na ocasião, acusou a revista Veja de produzir um jornalismo “leviano”, “irresponsável” e “difamatório”.

Lacerda desafiou os jornalistas e editores da revista a apresentar “elementos indicativos mínimos” que comprovem as denúncias de que a ABIN fez escutas telefônicas clandestinas no Palácio do Planalto e no Supremo Tribunal Federal (STF).



Lacerda também disse que usaria todos os recursos garantidos pelo estado democrático de direito para fazer a publicação responder por danos morais.

Em matéria publicada pela revista, o presidente da ABIN é acusado de ter contas no exterior. Foi com essa acusação que o banqueiro Daniel Dantas tentou se livrar das denúncias contra ele apuradas pela Operação Satiagraha.


O diretor-presidente da ABIN pediu para ser ouvido pela CPI depois que o banqueiro Daniel Dantas, em depoimento na comissão na semana passada, acusou-o de ter encomendado a Operação Satiagraha à Polícia Federal por vingança contra ele.

Segundo Dantas, Lacerda teria direcionado as investigações contra ele, em represália a divulgação de informações de que o diretor da ABIN teria contas irregulares no exterior. ”


A revista VEJA desta semana enfrente a ABIN e o seu diretor Paulo Lacerda, com a reprodução de uma gravação que teria sido feita pela Agência de Inteligência.

Tudo indicia que alguém muito articulado e influente, na ABIN, quer derrubar o seu diretor, e não vacila em se arriscar entregando esse material altamente inflamável a Revista.

Pelo visto a publicação ainda pode ter em seu poder mais gravações ou provas, mas não quis expor tudo, ou para vender mais revistas, ou para para ter um estoque reserva contra Lacerda.