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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Homem de uma penosa fragilidade intelectual

Capturei do blog do Antipetista



Capturei de um comentarista do blog do Noblat:

escritor cubano CARLOS ALBERTO MONTANER reproduz a definição sobre o presidente Lula, que ouviu de um seu par, latino-americano:

- "Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual.

Continua sendo um sindicalista, preso à superstição da luta de classes.

Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicam a realidade, como um combate entre bons e maus.".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Diplomacia de sonâmbulos - Olavo de Carvalho



Por Olavo de Carvalho



O elemento durável e decisivo na História são as religiões: o Estado, a nação e, no fim das contas, tudo o que hoje se denomina "política" são apenas a espuma na superfície de uma corrente que se constitui, em essência, da história das religiões.

Pergunto-me se alguém, no nosso governo, tem alguma compreensão do pano-de-fundo religioso, místico e esotérico das manobras do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad. A resposta é evidentemente "Não". A simples idéia de que em política a religião possa ser algo mais que um adorno -- ou disfarce -- publicitário é absolutamente inalcançável para os brucutus do Palácio do Planalto e para os galináceos engomados do Itamaraty.

Toda vez que essa gente toma decisões em assuntos que pairam infinitamente acima de seus neurônios e arrastam o povo na direção de um destino que este compreende menos ainda, a liderança intelectual, política, empresarial e militar deste país deveria bater no peito e, genuflexa, recitar: Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.

O Brasil está se transformando no instrumento mais passivo, bocó e inconseqüente de políticas internacionais desastrosas que, nas presentes condições, não podem sequer ser objeto de um debate público sério por absoluta falta de debatedores informados.

A ideologia dominante no mundo moderno apregoa que a sociedade política é uma realidade auto-subsistente, dentro da qual, e como parte subordinada da qual, existe um fenômeno chamado "crenças", cujo exercício o Estado, conforme lhe dê na telha, protege ou reprime.


Essa visão das coisas, hoje tida como dogma do senso comum, é diretamente contraditada pela realidade histórica. Não existe no universo um só Estado ou nação que não tenha surgido desde dentro das religiões, como capítulo fugaz da história dos seus antagonismos internos e externos. O elemento durável e decisivo na História são as religiões: o Estado, a nação e, no fim das contas, tudo o que hoje se denomina "política" são apenas a espuma na superfície de uma corrente que se constitui, em essência, da história das religiões, tomado o termo num sentido amplo que abrange os movimentos ocultistas e esotéricos, incluindo os que se travestem de materialistas e agnósticos (o marxismo é o exemplo mais nítido: leiam Marx and Satan, do pastor Richard Wurmbrand, e To Eliminate the Opiate, do rabino Marvin Antelman, e entenderão do que estou falando).


Obscurecido pela ilusão da "política", o predomínio absoluto do fator religioso na História mostrou uma vez mais sua força no instante em que o projeto de governo global, muito antes de se traduzir em medidas políticas concretas, teve de se constituir, já desde os anos 50, numa engenhoca espiritual que acabaria por tomar o nome de United Religions Initiative (cito uma vez mais Lee Penn, False Dawn: The United Religions Initiative, Globalism and the Quest for a One-World Religion, leitura obrigatória para quem quer que deseje entender o mundo de hoje).


Mas, se as lideranças globalistas estão bem cientes desse fator, ele continua ignorado pela massa dos analistas políticos, comentaristas de mídia e "formadores de opinião" em geral, apegados, por força da sua formação universitária, ao mito do "Estado leigo", como se a razão de ser deste último não fosse, precisamente, o advento final de algo como a United Religions Initiative.

O único lugar do planeta onde a consciência do poder da religião como força modeladora da História está viva não só entre os intelectuais como até entre a população em geral, é o Islam. Por isso é que milhões e milhões de muçulmanos têm um senso de participação consciente em planos estratégicos de longuíssima escala -- em escala de séculos -- para a instauração do império islâmico mundial.

Esse senso, aliado à completa invisibilidade dessa escala no horizonte histórico estreito dos políticos ocidentais, basta para explicar que o Islam tenha hoje a maior militância organizada que já se viu no mundo - um poder avassalador a cuja marcha triunfante os países mais ricos e supostamente mais fortes não sabem nem podem oferecer senão uma resistência verbal perfeitamente inútil.

Habituados a raciocinar em termos de poderes estatais, militares, econômicos e burocráticos, os estrategistas do Ocidente perdem freqüentemente de vista a unidade profunda do projeto islâmico ao longo do tempo, nublada, a seus olhos, por divergências momentâneas de interesses nacionais que, para eles, constituem a única realidade efetiva.

E nisso refiro-me aos estrategistas das grandes potências, não a seus macaqueadores de segunda mão que hoje constituem a "zé-lite" da diplomacia luliana. Estes não têm sequer a noção de que exista, para além dos lances do momento, um projeto islâmico de longo prazo, ao qual servem sem atinar com o sentido daquilo que fazem ou dizem. Movem-se na cena do mundo como sonâmbulos errando entre sombras, imitando o soneto célebre de Fernando Pessoa:



"Emissário de um rei desconhecido,
Eu cumpro informes instruções de além,
E as bruscas frases que aos meus lábios vêm
Soam-me a um outro e anômalo sentido."

Políticos tentam abafar processo da Operação Harém que investiga prostituição de luxo com famosas da televisão

Por Jorge Serrão
 Alerta Total

Dois famosos comunicadores são investigados pela Operação Harém, da Polícia Federal, por suspeita de envolvimento com agenciadores de prostituição de luxo.

Eles agiriam como facilitadores para que modelos, atrizes e dançarinas de programa (de televisão) recebessem um cachês variando de R$ 4 mil até R$ 20 mil para “fazerem programa” (sexual) com políticos, empresários e jogadores de futebol.

Sorte das beldades midiáticas que caso tem tudo para acabar abafado, sem punição para os grandes cafetões, porque envolve também dois governadores de Estado – um deles da base aliada – que eram clientes do esquema.
Os comunicadores foram denunciados diretamente por um funcionário de uma emissora e por uma produtora de outro canal.

Se a operação abafa não funcionar conforme o esperado, os dois correm o sério risco de ter sua imagem danificada.

O processo criminal do escândalo ainda está na fase de depoimentos.

O destino dos dois artistas mais famosos depende dos relatos de 12 mulheres que o Ministério Público indicou como testemunhas. Três delas ainda freqüentam as telas da TV. Outras duas já tiveram seus corpos esculturais estampados na capa de grandes revistas masculinas. Uma das moças é conhecida, nos meios políticos, como “namoradinha de um governador”.

A PF já investiga se políticos, empresários, jogadores e os comunicadores envolvidos usam de “meios não convencionais” para abafar o processo da Operação Harém.

Os suspeitos são monitorados. O principal risco às investigações é que eles paguem “cachês” ou ofereçam outras facilidades para “incentivar” as testemunhas a darem versões fantasiosas da realidade, tirando os nomes de “famosos” do foco da prostituição de luxo.

Os envolvidos contam com a sorte de que a prostituição não é crime no Brasil. A exploração da prostituição é atividade criminosa. O problema: nunca é fácil comprovar o aliciamento de mulheres via cafetização refinada.

Assim, o escândalo tem grandes chances de dar em nada - como é mau costume no Brasil.

A QUEM INTERESSA? - Maria Lucia Victor Barbosa





Por Maria Lucia Victor Barbosa

O presidente Lula da Silva, que há dois anos usa e abusa do poder político e econômico fazendo campanha para a candidata que escolheu por não ter alternativas entre petistas históricos, uma vez que todos eles foram envolvidos em escândalos e perderam os altos cargos que desfrutavam, afiançou com a certeza de um píton que Dilma Rousseff vai ganhar.

Difícil saber se isso acontecerá, em todo caso, essa certeza absoluta pode, em parte, justificar os estapafúrdios fatos que vêm ocorrendo, tanto na política interna quanto externa da governança petista.

Disse em parte porque tal certeza não estaria também alicerçada no respaldo de certas forças globais?

Não seríamos tão-somente uma das peças de um jogo mais amplo?

Internamente relembro, por exemplo, o Plano de Direitos Humanos lançado por um grupo de mentores presidenciais e apresentado como plano de governo Rousseff. Logo foi transformado em decreto já assinado pelo presidente da República.

Nesse Plano, o PT esquerdista de outros tempos arregaça os dentes, especialmente, contra a propriedade, a Justiça, a Igreja, a liberdade de pensamento.

Algo impróprio numa campanha, pois faz da candidata uma figura assustadora, não para o povo em geral que desconhece esse tipo de assunto, mas para algumas importantes instituições sociais que interferem como formadoras de opinião nas opções eleitorais.

Para atenuar o impacto negativo do tal Plano algumas palavras foram mudadas, algumas concessões feitas, mas, a essência das diretrizes autoritárias de um possível governo Rousseff continua a sinalizar a transformação do Brasil numa gigantesca Cuba.

Na desastrosa política externa, gestada na mente de Marco Aurélio Garcia e que tem como coadjuvante Celso Amorim, um dos objetivos, segundo dizem, é fazer do Brasil potência mundial acima de todas e sentar Lula da Silva num cargo de relevância planetária depois que ele deixasse a presidência da República.

Outra meta é o sonhado, há quase oito anos, assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

De novo é de se estranhar que o PT pretenda concretizar essas ambições batendo de frente com os Estados Unidos, com a Europa, com a China, como está acontecendo no caso do Irã.

Se internamente Lula da Silva é exaltado como “salvador do mundo” (ele gosta de se comparar a Jesus Cristo), para uso externo o esdrúxulo apoio lançou desconfiança sobre a diplomacia brasileira que dá total suporte ao tirano Ahmadinejad que ganhou eleições sob a suspeita de fraude, que tem perseguido, torturado, matado dissidentes e minorias sociais, que mantém a obsessão destruir Israel e de construir de um arsenal atômico.

Acontece que ninguém governa sozinho, ninguém faz o que quer no mundo globalizado onde tudo e todos estão interligados.

Tampouco Lula da Silva comanda o espetáculo mundial, regional e nacional.



Ele é apenas, digamos, um simpático e animado clown que dá cambalhotas e faz a platéia rir.

Se a platéia internacional já não está achando tanta graça no piadista e sorridente brasileiro é bom perguntar:

A quem interessa o comportamento ditado pelo Itamaraty a Lula da Silva?


Que forças mundiais se aglutinam fortalecer o segmento da América Latina comandado por Chávez?

Quem de fato deseja enfraquecer potências mundiais como os Estados Unidos, fazendo emergir os Hitler modernos, como o famigerado Ahmadinejad?


Com quais poderes obscuros nosso país está agora em consonância para se expor dessa maneira, se colocando numa situação de desgaste internacional?

Será que alguém duvida que, sempre existiram comandos invisíveis aos quais o homem comum obedece sem perceber?


Processos que desembocam na união de interesses nos quais nós, pobres mortais, nem sonhamos interferir?

Será que até os que possuem lustros de educação formal se esqueceram da existência tenebrosa dos totalitarismos do século passado, o comunismo e o nazismo?




Entretanto, não apenas bombas destroem países. Essas têm efeitos imediatos e devastadores. Mas há outros meios de atingir, desorganizar, acabar com uma sociedade: a droga.

Nesse sentido o candidato José Serra tocou num ponto crucial da segurança brasileira ao se referir a enorme quantidade de cocaína que sai da Bolívia sob as vistas grossas do governo e entra no Brasil. Também é preciso lembrar que as impiedosas e terroristas Farc, compostas de narcotraficantes, já estão comodamente instaladas entre nós.

A quem interessa isso?

Ao alerta de José Serra, Lula da Silva reagiu ao seu estilo, com deboche. Rousseff, conforme sua personalidade, duramente. Disse ela que a atitude de Serra não é a de um estadista.

O que será que Rousseff entende por estadista?

Será que quer se transformar, se ganhar, na estadista do pó?

E será que queremos esse tipo de governo para nossos filhos e netos?



Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

sábado, 29 de maio de 2010

Opinião do leitor: cumplicidade do governo boliviano com a produção e tráfico de cocaína


O partido de lulla vagabundacio da silva não combate a entrada de drogas no Brasil por várias razões dentre elas:

1a- ideológica, pois os países produtores são de governo esquerdistas.


1b- porque o uso de drogas, para muitos esquerdistas, tem uma conotação progressista, muuuderna.


2- pragmática, pois as capitais mais importantes do Brasil não são governadas por petistas. São Paulo, felizmente, jamais foi, e pelo jeito, ainda esta longe de ser. Droga nas ruas, violência, miséria e ignorância são as maiores razoes do sucesso petista.


Onde quer que haja miséria, sempre estará um petista para se aproveitar dela.

MTS disse:

José Serra vai direto ao ponto: Evo Morales incentiva a produção de cocaína

José Serra vai direto ao ponto
O candidato do PSDB acusa o governo boliviano de ser cúmplice do narcotráfico. Ele está certo: Evo Morales incentiva a produção de cocaína.

A verdade doeu na diplomacia lulista

Duda Teixeira e Fernando Mello
Montagem sobre fotos David Mercado/Reuters e Dida Sampaio/AE

SEM CORPO MOLE

Morales (à esq.) e Serra (à dir.): o tucano quer que o Brasil faça pressão sobre o boliviano para barrar o tráfico da droga

Nos últimos sete anos, o governo brasileiro orientou sua política externa inspirado na cartilha do Partido dos Trabalhadores. Nossos diplomatas e o presidente Lula percorreram o mundo abraçando regimes que violam os direitos humanos, como o de Cuba, ou que desenvolvem às escondidas a bomba atômica, como o do Irã.

Em comum, os governos desses países cultivam a retórica antiamericana. A substituição de uma política externa de estado, como era a tradição do Itamaraty, por uma política externa de partido, como é a do governo Lula, coloca a ideologia acima dos interesses brasileiros.

Na semana passada, o pré-candidato a presidente José Serra, do PSDB, apontou um dos efeitos dessa diplomacia ao falar das relações do presidente boliviano Evo Morales com o tráfico de entorpecentes.

"Você acha que a Bolívia ia exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice?

Impossível", disse Serra em entrevista a uma rádio. No dia seguinte, reforçou:

"O Brasil deveria falar com o governo boliviano, fazer gestões, pressionar para que se controle a exportação ilegal de cocaína para nossa juventude".

Seus comentários foram classificados pela pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, como "demonização" do país vizinho.

Dilma defendeu a linha vigente no Itamaraty:

"Provamos que o Brasil pode ser protagonista sem atitudes imperialistas, sem jamais esquecer que na América Latina estão nossos parceiros".

Serra, no entanto, não atacou a Bolívia nem os bolivianos, mas a política do atual governo daquele país. E o fez até com comedimento.

Mais do que cúmplice, como disse o candidato tucano, Evo Morales, empossado em 2006, é patrocinador de narcotraficantes.

Pior: o governo Lula não só fecha os olhos para o que acontece na Bolívia, como se prepara para financiar a construção de uma estrada que facilitará o escoamento da cocaína para o Brasil.

Ou seja, a droga que destrói os sonhos de famílias de todas as classes sociais chegará mais rapidamente às nossas cidades - e com a ajuda do contribuinte brasileiro.


Irritado com as declarações de Serra, um ministro boliviano com nome sugestivo, Oscar Coca, exigiu provas.

Ei-las:

Morales entrou na política defendendo os plantadores de folha de coca da região de Chapare, no departamento de Cochabamba.

Na nova Constituição boliviana, ditada pelo presidente e aprovada em referendo no início do ano passado, a coca é considerada "recurso natural renovável da biodiversidade da Bolívia e fator de coesão social".

Essa foi a fórmula encontrada para vender ao mundo a ideia de que a defesa da produção de coca visa a preservar os usos culturais da planta, como em chás e ao natural, para mascar.

Se isso fosse verdade, o presidente boliviano deveria incentivar a redução da área plantada, não o seu aumento.

Morales anunciou a intenção de ampliar o cultivo de coca em 21 000 hectares. A demanda tradicional não precisa de mais de 7 000 hectares para ser suprida. Além disso, a maior parte da produção boliviana tem fins ilícitos: 71% da coca do país é transformada em droga.

Em Chapare, reduto eleitoral de Morales, esse índice sobe para espantosos 95%. As ações de combate ao narcotráfico foram desmanteladas uma a uma no governo Morales.

A DEA, agência antidrogas americana, por exemplo, foi expulsa do país em 2008. Ela dava apoio à polícia local especializada no combate ao narcotráfico (FELCN), complementando salários, comprando uniformes e ministrando cursos. Sem esse auxílio externo, a FELCN não tem sequer gasolina para perseguir traficantes e encontrar laboratórios de refino de cocaína. As apreensões atuais são, na maior parte, realizadas próximas à fronteira com o Brasil, e só por insistência e com a ajuda da Polícia Federal brasileira.
Carlos Cazalis/Latin Stock
DEPOIS VIRAM PÓ E CRACK
Agricultor colhe folhas de coca em Chapare

Morales também expulsou da Bolívia a agência americana de desenvolvimento, a Usaid, que os paranoicos esquerdistas latino-americanos sempre viram como um braço da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos. Seus integrantes financiavam projetos para dar alternativas econômicas aos pequenos agricultores, como a plantação de banana, melão, café e cacau.

Sem a Usaid, as lavouras de coca avançaram e a exportação de frutas caiu 41% em um ano. Morales prefere que o seu país ganhe dinheiro vendendo droga ao Brasil. Sob sua supervisão, as plantações de coca agora estão presentes nos nove departamentos bolivianos e em três reservas florestais.

Desde 2007, a Bolívia fabrica o pó de cocaína, com laboratórios montados em associação com cartéis colombianos. Até então, o país exportava apenas a pasta de coca.


O incentivo de Morales fez a produção de cocaína e pasta de coca crescer 41%. A política cocaleira teve o efeito desejado pelo governo boliviano: o negócio prosperou. O volume de cocaína apreendido pela Polícia Federal nos quatro estados brasileiros que fazem fronteira com a Bolívia triplicou.

"Os traficantes estão fazendo a festa, porque o Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína do continente, atrás apenas dos Estados Unidos, e chegar a esse mercado nunca foi tão fácil", diz o boliviano Humberto Vacaflor, especialista em narcotráfico. Entre 80% e 90% da droga consumida no Brasil é boliviana - por não ter a mesma qualidade da colombiana, ela é desprezada por americanos e europeus.

O comércio do pó aumenta os lucros da bandidagem organizada e financia outros tipos de crime no Brasil. No Rio de Janeiro, 60% das ocorrências estão relacionadas à droga. Além de pó, os traficantes bolivianos vendem pasta de coca ao Brasil. O produto, misturado à soda cáustica, é transformado em pedras de crack, uma droga barata e bem mais perigosa do que a cocaína.

Quando inalado com frequência, o crack leva a convulsões, a paradas cardíacas e ao desequilíbrio de áreas cerebrais responsáveis pelo controle da respiração. No Brasil, 13 anos é a idade média com que se começa a usar crack. Dois terços dos viciados morrem em menos de cinco anos.

O governo lançou recentemente o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack. O pacote de medidas tem mais casca do que conteúdo. Entre outras coisas, anuncia que será aumentada a vigilância na fronteira com Bolívia, Colômbia e Paraguai e propõe dobrar o número de leitos em hospitais públicos para dependentes químicos, de 2 500 para 5 000. A segunda medida é questionável.

"Os hospitais não possuem estrutura para atender usuários de crack, porque esses pacientes têm comportamento violento e precisam ficar isolados", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um dos maiores especialistas no tratamento de dependentes químicos do Brasil.

No programa partidário na TV, a candidata governista Dilma Rousseff defendeu "apoio e carinho" para enfrentar a ameaça do crack.

"Nós, mães, vamos estar na linha de frente", disse a pré-candidata, apelando para a empatia de gênero.

O suporte materno, sem dúvida, é necessário.

Em termos de política pública, no entanto, o ideal é pressionar os países exportadores da matéria-prima do crack, como a Bolívia, a combater o narcotráfico e reduzir as plantações de coca.

"Mais do que na falta de apoio familiar, a origem do problema da droga no Brasil está na enorme facilidade de obtê-la", diz Laranjeira.

Nilton Fukuda/AE
UMA PRAGA SOCIAL

Viciados em crack, em São Paulo:
um terço dos usuários morre em cinco anos


Com o auxílio do dinheiro dos contribuintes brasileiros, ficará ainda mais fácil para os traficantes colocar cocaína e crack nas ruas das nossas cidades.

Em agosto do ano passado, na Bolívia, o presidente Lula, enfeitado com um colar de folhas de coca, prometeu um empréstimo de 332 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a rodovia Villa Tunari-San Ignacio de Moxos.

Na ocasião, a segurança de Lula não foi feita por policiais, mas por centenas de cocaleiros armados com bastões envoltos em esparadrapo.

Com 60 000 habitantes, a cidade de Villa Tunari é o principal centro urbano de Chapare.

A rodovia, apelidada pelos bolivianos de "estrada da coca", cruzará as áreas de cultivo da planta e, teoricamente, deveria fazer parte de um corredor bioceânico ligando o porto chileno de Iquique, no Pacífico, ao Atlântico.

Como só garantiu financiamento para o trecho cocaleiro, a curto prazo a estrada vai favorecer principalmente o transporte de cocaína para o Brasil. O próprio BNDES não aponta um objetivo estratégico para a obra, apenas a intenção de "financiar as exportações de bens e serviços brasileiros que serão utilizados na construção da rodovia, tendo como principal benefício a geração de empregos e renda no Brasil".

Traduzindo: emprestar dinheiro para a obra vai fazer com que insumos como máquinas ou asfalto sejam comprados no Brasil. O mesmo efeito econômico, contudo, seria atingido se o financiamento fosse para uma obra em território nacional.


Na Bolívia, suspeita-se que o financiamento do BNDES seja uma maneira de conferir contratos vantajosos a construtoras brasileiras sem fiscalização rigorosa.

Os promotores bolivianos investigam um superfaturamento de 215 milhões de dólares na transcocaleira.

"Essa rodovia custou o dobro do que seria razoável e não tem licenças ambientais. Seu objetivo é expandir a fronteira agrícola dos plantadores de coca",
diz José María Bakovic, ex-presidente do extinto Serviço Nacional de Caminhos, órgão que administrava as rodovias bolivianas.

Desde que Morales foi eleito, Bakovic já foi preso duas vezes por denunciar irregularidades em obras públicas. As mães brasileiras não são as únicas que sofrem com a amizade do governo brasileiro com Morales.
As provas da ajuda de Evo Morales ao narcotráfico

• Depois da eleição de Morales, a produção de cocaína e pasta de coca na Bolívia cresceu 41%

• A quantidade de cocaína que entra no Brasil pela fronteira com a Bolívia aumentou 200%

• Morales é presidente de seis associações de cocaleiros da região do Chapare, seu reduto eleitoral

• Ele quer ampliar a área de cultivo de coca para 21 000 hectares. Para atender ao consumo tradicional, como o uso da folha em chás e cosméticos, basta um terço disso

• Expulsou a DEA, agência antidrogas americana, que dava apoio à polícia boliviana no combate ao tráfico

• A pedido dos cocaleiros, Morales acabou com o projeto que ajudava agricultores a substituir a coca por plantações de banana, melão, café e cacau

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Charges do Sponholz



qual é o pó, Morales ?!!

Escolha desgraçada - Olavo de Carvalho

Escolha desgraçada

Por Olavo de Carvalho

Por informar ao público a existência do Foro de São Paulo e os laços mais que íntimos entre partidos políticos e quadrilhas de narcotraficantes e seqüestradores, fui chutado do Globo, da Época, da Zero Hora, do Jornal do Brasil e do Jornal da Tarde.

Dos comentários à coluna de Reinaldo Azevedo do último dia 16, uma dúzia enfatizava que as notícias recentes, com provas definitivas da cumplicidade do PT com as Farc e outras organizações criminosas, já constavam de meus artigos de dez ou quinze anos atrás.

"É preciso - diz um dos leitores -- fazer justiça ao jornalista exilado nos EUA, Olavo de Carvalho, que durante anos foi motivo de chacota por denunciar sozinho o Foro de São Paulo."

Outro recorda: "Neste vídeo, Olavo de Carvalho já denunciava a ligação das FARC com o PT, CV e PCC."

Outro ainda: "Parabéns ao jornalista Reinaldo Azevedo que foi um dos primeiros a apoiar Olavo de Carvalho, que já falava disso há anos -- o ÚNICO cientista político honesto do Brasil."
E assim por diante.

Nos vinte anos de governo militar, nunca vi um só jornalista ser expulso de toda a "grande mídia" brasileira por divulgar algum fato politicamente indesejado.

Esse privilégio, que me lisonjeia ao ponto de me corromper a alma, ficou reservado para ser conferido à minha irrisória pessoa no período histórico imediatamente posterior, chamado, por motivos esotéricos, "redemocratização".

Por informar ao público a existência do Foro de São Paulo e os laços mais que íntimos entre partidos políticos e quadrilhas de narcotraficantes e seqüestradores, fui chutado do Globo, da Época, da Zero Hora, do Jornal do Brasil e do Jornal da Tarde.

O número dos que por esses e outros canais me chamaram de louco, de mentiroso, de desinformante, de teórico da conspiração e coisas similares conta-se como as estrelas do céu.

Excluído do círculo das pessoas decentes, só encontrei um último abrigo neste bravo Diário do Comércio, onde me sinto cinicamente bem entre outros meninos malvados como Moisés Rabinovici, Roberto Fendt e Neil Ferreira.

Estou grato aos leitores da Veja pela sua fidelidade à memória dos fatos, mas - confesso - nunca me senti entristecido ou magoado com aqueles indivíduos, oficialmente profissionais de imprensa, que imaginaram poder destruir minha reputação a pontapés.

As marcas de seus sapatos no meu traseiro desvaneceram-se em questão de segundos tão logo os enviei, por via postal ou radiofônica, à p. que os p. ou à prática do sexo anal consigo próprios.

A satisfação que esses desabafos me trouxeram foi tão grande, tão sublime, que, em vez de rancor, passei a sentir uma terna gratidão por aqueles meus ex-patrões, por terem me dado a ocasião de viver tão deliciosos momentos.

Mais deliciosos ainda pela certeza absoluta de que tudo os destinatários engoliriam calados, fingindo que não era com eles, quando todo mundo sabia que era. Não há dinheiro que pague uma coisa dessas.

Liberto de mágoas pessoais, não posso, no entanto, deixar de sentir tristeza ao ponderar que o curso deplorável tomado pelos fatos desde há duas décadas poderia ter sido contornado se algumas pessoas em posição de poder e destaque na sociedade tivessem dado ouvidos à voz deste esfarrapado observador da realidade, em vez de dá-los aos bem-pensantes, bem vestidos e bem barbeados bonecos de ventríloquo da mídia e das universidades.

Quem perdeu com isso não fui eu, foi o Brasil. Desgraçado o país que, na falta de sensibilidade intelectual, escolhe seus conselheiros mediante critérios de etiqueta, indumentária e posição social.

Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

25 Maio 2010

Uribe deixa Colômbia mais segura e com maior dívida social

Uribe deixa Colômbia mais segura e com maior dívida social

Por Claudia Jardim
Enviada especial da
BBC Brasil à Bogotá

Uribe termina o mandato com alto grau de aprovação

O conflito armado e o combate às guerrilhas na Colômbia ainda preocupam, mas deixaram de ser as prioridades dos eleitores que vão às urnas no próximo domingo escolher o novo presidente do país.

A opinião é de analistas e eleitores ouvidos pela BBC Brasil.

Segundo especialistas, políticas públicas direcionadas exclusivamente à segurança - em detrimento de problemas relacionados a trabalho, saúde e educação - estão desgastadas. Os eleitores colombianos, afirmam analistas, hoje se preocupam muito mais com a resolução de problemas sociais.

"Pela primeira vez as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) já não colocam nem derrubam presidentes", afirmou à BBC Brasil Ariel Ávila, do Movimento de Observação Eleitoral (MOE) da Colômbia.

Nas eleições presidenciais de 1998, quando se discutia a possibilidade de um acordo de paz no país, o candidato eleito foi Andrés Pastrana. As negociações fracassaram, e as Farc terminaram ampliando seu poder militar.

Depois de fracassadas as negociações, os colombianos passaram a exigir pulso firme contra a guerrilha, fator decisivo para alavancar a vitória de Álvaro Uribe nas eleições em 2002 e 2006. Uribe foi eleito em grande parte por sua promessa de derrotar a guerrilha militarmente.

"Hoje o desemprego e a precarização do acesso à saúde são tão graves que é o que realmente estimula essas eleições", acrescentou Ávila.

Desemprego

A taxa oficial de desemprego registrada na Colômbia em maio foi de 12%, e o índice de informalidade chegou a 51,6% dos trabalhadores, segundo o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE).

Os dados, no entanto, são questionados por organizações sociais que consideram que o número de desempregados alcance 14,6% dos trabalhadores colombianos. A falta de empregos se tornou uma das principais preocupações do recepcionista Marco Paez.

"Era necessário combater a guerra, mas muitas coisas importantes foram ficando de lado por causa da nossa 'guerrilhafobia'. Há muito desemprego, a saúde está precária, já é hora de cuidar disso também", disse à BBC .

Segundo pesquisa realizada em maio pela empresa Invamer Gallup e publicada pela revista colombiana Semana, 76% dos colombianos entrevistados desaprovam as políticas do governo para combater o desemprego, e 62% não estão contentes com a qualidade da saúde pública.

A pesquisa revela também que 52% dos colombianos desaprovam a maneira com a qual o governo combate a corrupção, enquanto 65% dos entrevistados acreditam que este problema está aumentando.

Para o analista político e ex-ministro de Justiça Rafael Nieto, os colombianos hoje podem se preocupar com outros problemas justamente porque a política de segurança de Álvaro Uribe "deu resultados".

"As pessoas entendem que o conflito não está resolvido, que as Farc continuam vivas e com capacidade de ação, mas já não são um ator político relevante", afirmou Nieto à BBCBrasil. " As guerrilhas já não têm capacidade de invadir os grandes centros urbanos. Isso é o que realmente altera a percepção das pessoas em relação à segurança", acrescentou.

Atentados
De acordo com o MOE, as Farc e o Exército de LIbertação Nacional (ELN) - segunda maior guerrilha do país - incrementaram suas ações em 112% nos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

As autoridades colombianas anunciaram a mobilização de ao menos 151 mil homens da Polícia Nacional para vigiar os mais de 10 mil centros de votação no país. De acordo com o diretor da polícia, general Oscar Naranjo, os policiais darão prioridade à segurança nos departamentos (Estados) de Cauca, Nariño, Arauca, Tolima, Caquetá e Putumayo, considerados sob maior risco de sofrer atentados.

Na última segunda-feira, nove fuzileiros navais colombianos morreram durante enfrentamento com as Farc, em Caquetá, no sul do país. Dias depois, uma bomba explodiu próximo ao comitê eleitoral do candidato oficialista Juan Manuel Santos, no interior do país, deixando ao menos nove pessoas feridas.

Para Ariel Ávila, com a atual polarização na disputa eleitoral entre o candidato conservador Juan Manuel Santos, considerado o herdeiro de Uribe, e o candidato do partido Verde, Antanas Mockus, "difícilmente" atos de desestabilização menores poderão influenciar o voto do eleitor neste domingo.

"A não ser que ocorra um fato extraordinário em relação à segurança. Neste caso, Santos sairia favorecido porque (é o candidato que) continuará justificando a política de segurança democrática e a linha dura, acompanhada de certa arbitrariedade, que caracterizou o governo Uribe", afirmou.

Governo Lula, humilhado, joga a toalha e dá adeus ao Conselho de Segurança da ONU

Governo Lula, humilhado, joga a toalha e dá adeus ao Conselho de Segurança da ONU

por Polibio Braga

A declaração a seguir é do chanceler Celso Amorim. Cheio de ressentimento, ele joga a toalha,admitindo implicitamente que o seu governo não conseguirá uma posição no Conselho de Segurança da ONU.

Secretaria Geral da ONU e Nobel da Paz para Lula, então, nem pensar.

Amorim foi quem ajudou Lula a se enterrar nesse caso do Pacto Ribentrop-Molotov ou de Munique ou de Teerã.

Ele e Lula levaram nos dedos de Clinton.

Apanharam de uma mulher e agora choram pelos cantos.

Leiam:
- Você não pode adotar uma política de que quem não está comigo está contra mim. Isso não existe. Nas Nações Unidas você tem que votar de acordo com sua consciência e suas convicções. E agir de acordo com suas convicções. Nós não temos o poder — porque não temos veto — de levar adiante nossas posições como os outros podem. Mas eles não podem impor a nós violentarmos a nossa consciência e violentarmos aquilo que nós obtivemos.

Lula não desiste de protagonizar papagaiadas e hoje tirou foto com o líder cocaleiro Evo Morales, tentando ser engraçadinho:
"Vamos fazer inveja ao Serra".

Pouco antes, a Polícia Federal apreendeu meia tonelada de cocaína traficada da Bolívia sob os olhos benevolentes de Morales.

Venezuela semeia desinformação contra Uribe



"Há operações de inteligência desde a Venezuela para desprestigiar o presidente Uribe, utilizando todo tipo de artimanhas".

Como "uma infâmia", qualificou o presidente Álvaro Uribe, a acusação realizada através do jornal The Washington Post a seu irmão, Santiago Uribe, de haver liderado um grupo paramilitar.

Ministros afirmaram que flagrou-se um complô desde a Venezuela. Um plano de desprestígio contra o Governo da Colômbia estaria sendo gestado desde a Venezuela, segundo os ministros da Defesa e do Interior.


El Colombiano, Medellin
28 Maio 2010

Golpes, ONGs e a mala de dinheiro


Golpes, ONGs e a mala de dinheiro
Agnelo Queiroz, candidato do PT ao governo de Brasília, é acusado de receber R$ 256 mil desviados de programa do Ministério do Esporte

Por Murilo Ramos e Marcelo Rocha


O ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, terá um caminho duro até as eleições de outubro. Um obstáculo difícil será superar o adversário Joaquim Roriz (PSC), político popular que ficou quase 14 anos no poder e está na dianteira das pesquisas eleitorais realizadas até agora.

Antes, porém, Agnelo terá de se defender de denúncias que o relacionam a desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte no governo Lula.


Uma investigação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal no início de abril, batizada de Operação Shaolin, prendeu cinco pessoas, apreendeu documentos e colheu depoimentos sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília.

O relatório final da operação compromete Agnelo com um golpe milionário e sugere o envio das informações ao Ministério Público Federal (MPF) para que a investigação seja aprofundada.

Os desdobramentos do caso dirão se o ex-ministro terá condições de se livrar das graves acusações ou se ele aumentará a lista dos políticos de Brasília flagrados com a mão no dinheiro público.



ACUSAÇÃO

No inquérito, o delegado afirma que Agnelo “teria se valido da condição de ex-ministro” para ser favorecido pelo esquema de corrupção. Agnelo nega

ÉPOCA teve acesso ao relatório da Polícia Civil. “Os indícios preliminares colhidos sugerem que Agnelo Queiroz teria se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um suposto esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do programa Segundo Tempo”, afirma, no documento, Giancarlos Zuliani Junior, o delegado responsável pela investigação.

A origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu.

O maior convênio, de R$ 2 milhões, foi assinado em 2005 pelo então secretário executivo da pasta e atual ministro, Orlando Silva, com a Febrak. A federação teria de desenvolver atividades desportivas com 10 mil alunos da rede pública de ensino enquanto não estavam em sala de aula.

O segundo convênio, de R$ 920 mil, foi firmado com a associação em 2006, quando Agnelo não era mais ministro do Esporte.

Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados.

A investigação sustenta que as ONGs de Dias forjavam a compra de materiais que seriam usados durante as atividades com as crianças, tais como quimonos, jogos de xadrez, damas, varetas e alimentos. As associações teriam atuado em conluio com empresas que forneciam notas fiscais frias para driblar a fiscalização do ministério.




De acordo com a apuração da polícia, empresas de fachada cobravam 17% do valor das notas para emitir os papéis frios, sacar os recursos depositados pelas associações em suas contas e devolver o dinheiro para as ONGs de João Dias.

Os investigadores afirmam que Dias desviou recursos para a compra de uma casa avaliada em R$ 850 mil para construir duas academias de ginástica e financiar sua campanha para deputado distrital em 2006.



O INÍCIO

Então secretário, o atual ministro Orlando Silva assinou com João Dias o contrato com a Febrak. Segundo uma testemunha, desse convênio teriam saído R$ 256 mil para Agnelo

Uma testemunha disse ao delegado Giancarlos Zuliani que sacou entre os dias 7 e 8 de agosto de 2007 o equivalente a R$ 335 mil em uma agência do Banco de Brasília, o BRB.

Essa testemunha não será identificada na reportagem porque, segundo um envolvido nas investigações, ela ainda não está sob proteção da polícia.

A mesma testemunha disse que colocou R$ 256 mil numa mochila e seguiu até a cidade-satélite de Sobradinho, acompanhada de Eduardo Pereira Tomaz, principal assessor de João Dias nos projetos do Segundo Tempo.

Chegando ao local indicado, o estacionamento de uma concessionária de motos, um Honda Civic de cor preta, diz a testemunha, estacionou ao lado do carro onde estava com Eduardo. Eduardo, prossegue o relato, entregou a mochila com o dinheiro ao passageiro do carro preto.

A testemunha diz ter identificado o homem que pegou a mochila.

“O local onde ocorreu a suposta entrega possuía boa iluminação, razão pela qual o declarante pode afirmar com convicção que Agnelo Queiroz foi a pessoa que recebeu a mochila contendo R$ 256 mil”, diz o relatório da polícia.

O depoimento fornece detalhes do encontro em Sobradinho. O ex-ministro teria despejado o dinheiro no chão do carro para conferir os valores e, ao final, tirado R$ 1.000 e dado como gorjeta para Eduardo e para a testemunha.



Eduardo e João Dias foram presos temporariamente durante a Operação Shaolin.

Um manuscrito encontrado na casa de Dias chamou a atenção dos policiais. Trata-se de um bilhete que relaciona o número “300.000” ao nome “Agnelo”.

O papel foi submetido a perícia, que identificou João Dias como o autor do manuscrito. Gravações telefônicas autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Brasília, segundo os investigadores, interceptaram ligações realizadas por Ana Paula Oliveira, mulher de Dias, para Agnelo Queiroz na manhã de 5 de abril, logo após a prisão de João Dias Ferreira.



De acordo com a investigação, Ana Paula tentou falar três vezes com Agnelo para “solicitar a indicação de um advogado para defender seu marido na situação relacionada ao Segundo Tempo”.

Em outro momento, segundo a polícia, Dias quis auxílio de Agnelo para se defender em uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público Federal.



O IMÓVEL

A casa de João Dias em um condomínio nos arredores de Brasília. Dias comprou-a enquanto recebia dinheiro do Ministério do Esporte

A polícia indiciou sete pessoas, entre elas João Dias e Eduardo Pereira Tomaz. Além de sugerir o envio das informações para o MPF, Zuliani pede que seja feito um rastreamento dos telefones celulares usados por Agnelo e pelos outros envolvidos na suposta entrega de dinheiro em Sobradinho.

Propõe, também, que sejam pedidos os extratos telefônicos que contêm as chamadas geradas e recebidas pelas linhas usadas pelos suspeitos, inclusive Agnelo.

Agnelo nega ter recebido dinheiro proveniente das associações ligadas a João Dias. Diz não ter havido o encontro em Sobradinho descrito pela testemunha e ataca os investigadores.

“Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda”, afirma.

“Esse dossiê, travestido de relatório final de um inquérito, produzido por um grupo da Polícia Civil do Distrito Federal que não tem competência legal para fazê-lo, está sendo usado por meus adversários políticos do momento para tentar equiparar a minha biografia ao prontuário policial deles.”

Indagado sobre sua relação com João Dias, Agnelo afirma que foram “correligionários” no PCdoB na eleição de 2006, mas nega que tenha recebido pedido para ajudá-lo na defesa contra a denúncia do MP. “A investigação obedeceu a todas as condições técnicas e foi concluída”, afirma o diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso.

“O relatório foi encaminhado pelo delegado constituído para a Justiça.”


João Dias nega o envio de pacotes de dinheiro para Agnelo. “Não existe possibilidade de qualquer tipo de benefício direto ou indireto ao ex-ministro Agnelo. Nunca houve nenhum tipo de ajuda financeira”, disse Dias a ÉPOCA.

Dias afirma que não escreveu o bilhete e se compromete a fazer novos exames grafotécnicos para provar que a letra não é dele. De acordo com o Ministério do Esporte, os convênios com as associações de kung fu foram firmados obedecendo a critérios técnicos.

O ministério diz que o dinheiro desviado, avaliado em R$ 4 milhões em valores atuais, foi cobrado dos representantes das ONGs. Eduardo Tomaz nega o encontro de Sobradinho e a entrega do dinheiro relatada pela testemunha no inquérito.

Diz uma lei não escrita, estabelecida há meses na política do Distrito Federal, que não vence as eleições quem tiver mais votos, mas quem conseguir sobreviver a denúncias de corrupção. Para Agnelo, o maior desafio agora não é enfrentar uma disputa com Roriz, mas provar que as acusações contra ele são inconsistentes.

Perdeu, Cara! A bravata foi desmoralizada. Pede pra sair!

Por Reinaldo Azevedo
A resposta da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao governo brasileiro foi tão dura quanto se pode ser na diplomacia. A proposta do Brasil e da Turquia faz o “mundo mais inseguro, não menos”, disse Hillary. Não há nada pior a dizer sobre um país no ambiente internacional. E isso significa que não se negocia a partir daí. A decisão é de Barack Obama, não de Hillary, é óbvio.

Trata-se de um golpe nas ambições megalonanicas muito maior do que, na média, acusa a imprensa brasileira — que ou demora a reagir ou serve, vergonhosamente, ao lobby do muitas vezes desastrado Itamaraty. Por quê? Sei lá… Está um tanto viciada nos supostos sucessos de Lula. Convencionou-se por aqui, com raras exceções, que, se ele diz que algo vai acontecer, então é porque vai. E a situação pode assumir um aspecto verdadeiramente surrealista a depender do caso.

É impressionante que, contra os fatos, a pregação do Itamaraty e de Lula ainda encontre eco por aqui. O Irã deixou claro que não abre mão de enriquecer o urânio em seu próprio território. A tal troca era só uma firula. Tenta-se, com a gritaria, mudar uma evidência. Lula está acostumado. É assim que age no ambiente interno. Fala o que lhe dá na telha e não é contestado. Conta a história como lhe convém. No caso do Irã, meteu-se num vespeiro certamente maior do que imaginava. Erro de cálculo do Itamaraty.

Há um conjunto de fatores que concorre para isso. O leitor sabe que, nos Estados Unidos, sou republicano, assim como, em Dois Córregos, torço para o Mocoembu, não para o Botafogo local. Mas é fato que, se John McCain tivesse vencido a disputa, talvez o governo americano estivesse mais aberto a uma intermediação como a brasileira ou, sei lá, tivesse sido menos rápido em desmoralizar o acordo com a proposta de sanções. O passivo dos republicanos nessa área seria, sem dúvida, bem maior. Obama, ao contrário, está livre para não responder pelos “erros” (concorde-se ou não com essa avaliação) do antecessor. O Itamaraty certamente não pôs essa questão na balança.

O Brasil também apostava num Obama “fraco”. Escrevi aqui durante a campanha eleitoral americana que boa parte dos que torciam pela eleição do democrata apostava, no fundo, que ele seria um presidente “antiamericano”, o que era uma bobagem. Por mais que não tenha, e não tenho, especial simpatia pelo atual titular da Casa Branca, ele é quem é, e isso significa incorporar todos os que o antecederam. Parte do seu papel nem depende de sua vontade.

“Nova estratégia”?
Veio a público justamente ontem o documento com a Estratégia de Segurança Nacional do governo democrata — apresentado justamente por Hillary, que deu um pito no Brasil. Obama tem, sim, um viés, digamos, meio lulesco, especialmente no hábito de oferecer mais do mesmo como se fosse uma revolução. É o caso do documento — e já deixo claro em que ponto essa questão se conecta com o resto do meu texto.

No que um articulista do New York Times interpretou como um dos “tapas” em George W. Bush, Obama afirma que o peso do novo século não pode cair só nos ombros dos americanos e diz que os adversários da América gostariam de ver o país enfraquecido pelo exercício excessivo do poder. O documento afirma a importância da diplomacia etc e tal… Mas atenção!

“Porquanto o uso da força seja às vezes necessário, nós vamos sempre esgotar as outras opções antes da guerra e pesar cuidadosamente o peso e o risco da ação e da inação (…)”. Quando necessário, “vamos buscar um amplo apoio internacional, trabalhando com instituições como a Otan e o Conselho de Segurança da ONU”. Bush dizia que os EUA não precisavam de permissão para agir, Obama escreve que os “EUA se reservam o direito de agir unilateralmente, se necessário, para defender nossa nação e nossos interesses”, mas sempre respeitando regras.

Isso “enterra” a doutrina Bush, como se vai dizer no Brasil? Não! Essa é a doutrina de segurança dos Estados Unidos. O que Obama está dizendo é que ele pode fazer o mesmo, só que com o coração partido e batendo um papinho. Volto ao Brasil.

De volta ao Brasil
O Brasil enxergou no governo Obama uma janela de oportunidades — um pouco, assim, como se o galo tivesse saído para dar uma ciscada, e o terreiro tivesse sido confiado aos frangotes. E se meteu na aventura iraniana. De fato, Obama enfrenta um combate acirrado dos republicanos, que ainda duvidam — e levam essa dúvida a milhões de americanos — que ele possa ser o homem certo para defender os EUA de seus inimigos. Por lá, o confronto é aberto, e ninguém considera sabotagem um partido de oposição fazer… oposição!!!

Isso torna o atual presidente dos EUA um pouco menos Obama do que o Obama que foi eleito? Sim! Mas sempre foi uma tolice supor que uma abordagem como a brasileira, de protagonismo irresponsável, tivesse chance de prosperar. E, agora de acordo com o documento, os EUA podem ser acusados de qualquer coisa no caso do Irã, menos de “unilateralistas”. Na sua ação, conta com o apoio dos cinco membros permanentes e da maioria esmagadora do Conselho de Segurança e com o quase consenso da Europa. Isolado, nessa questão, está o Brasil.
Perdeu, Cara!

A bravata foi desmoralizada.

Pede pra sair!

sexta-feira, 28 de maio de 2010 | 6:21

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Charges do Sponholz

O CARA SUBIU NO TELHADO

O CARA SUBIU NO TELHADO
 
"sérios desacordos" 
WASHINGTON - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira, 27, que seu país e o Brasil enfrentam "sérios desacordos" a respeito do programa nuclear iraniano, embora suas relações em outros temas sejam boas.
"Sem dúvida temos sérios desacordos com a política diplomático do Brasil em relação ao Irã", disse Hillary, nas declarações mais diretas sobre como os EUA veem os esforços de Brasil e Turquia em pressionar as potências nucleares para evitar sanções ao Irã por conta de seu programa nuclear.

Hillary ainda alertou que os esforços brasileiros para "ganhar tempo" para o Irã podem ser perigosos.

"Nós acreditamos que ganhar tempo para o Irã, permitindo que eles evitem a unidade internacional por conta de seu programa nuclear, faz o mundo mais perigoso, e não mais seguro"
, disse a secretária.

estadão.com.br