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terça-feira, 16 de março de 2010

“Índio votar em índio é normal. É uma anormalidade uma pessoa loira de olhos azuis, que quase não fala espanhol, governar a Bolívia”, disse Lula




Entre um soco nas regras diplomáticas, um pontapé na sensatez política e outra pancada na verdade histórica, o presidente Lula abriu espaço na discurseira sobre o Oriente Médio para ampliar, em Israel, a coletânea de frases absurdas sobre a América Latina.

Nesta segunda-feira, convidado a justificar o tratamento especialmente fraternal dispensado ao companheiro Evo Morales, o rei do improviso precisou de apenas 23 palavras para liquidar a questão.


“Índio votar em índio é normal. É uma anormalidade uma pessoa loira de olhos azuis, que quase não fala espanhol, governar a Bolívia”, decretou.

Escorado em meia dúzia de informações transmitidas por assessores levianos, Lula pretendia declarar inelegível o ex-presidente Gonzalo Sanchez de Lozada, que tem sotaque de turista americano, cabelos louros e olhos verdes (para o presidente, toda iris clara que não é castanha é azul).

Deveria ter identificado o inimigo com nitidez. Ao esconder o nome do alvo, conseguiu erguer com 23 palavras mais um monumento à ignorância.


A primeira frase fundou uma ramificação da Ku Klux Klan deformada pelo daltonismo. Agora se sabe que, para Lula, discriminações baseadas em critérios étnicos nada têm a ver com racismo desde que as vítimas sejam brancas e tenham cabelos e olhos claros.

A segunda frase informou que, para o exterminador do plural, falar espanhol com sotaque é muito mais grave que assassinar o português de meia em meia hora.


16 de março de 2010

Arruda é cassado


O Tribunal Regional Eleitoral do DF acaba de cassar o mandato de governador de José Roberto Arruda.

Por 4 votos a 3, os juízes concluíram que o governador cometeu infidelidade partidária ao deixar o DEM para não ser expulso do partido.
Por Lauro Jardim
20:36

Como nasceu, cresceu e começou a morrer o pai de todos os escândalos?


O pai de todos os escândalos

( parte 1) :
Deonísio da Silva explica a origem da palavra mensalão

Como foi o episódio do mensalão?, precisa saber o Brasil dos desmemoriados.


Como nasceu, cresceu e começou a morrer o pai de todos os escândalos?


Que fim levou o bando que montou o esquema criminoso e dele usufruiu gulosamente?


Estas e outras perguntas serão respondidas nesta série sobre a mais espantosa roubalheira da história da República.


No texto de abertura, o escritor e professor Deonísio da Silva, um dos mais notáveis domadores de palavras do Brasil, explica a origem do termo mensalão.

Bom começo.

O resto saberemos nos posts seguintes.

Se o leitor procurasse o verbete “mensalão” nos dicionários antes de 2005, não o encontraria.

O português veio do latim, mas na Roma antiga havia corrupção, que era combatida duramente por oradores e políticos como Cícero, que por falar tanto e tão bem deu nome aos guias turísticos, os cicerones.

Mas não havia mensalão.
Esta palavra é criação genuinamente brasileira, adaptada de mensal, um adjetivo de dois gêneros que foi substantivado e transformado em aumentativo.


Antonio Fernando de Souza, procurador-geral da República, foi quem fez a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF): uma organização criminosa, chefiada por José Dirceu, ex-deputado federal, cassado por seus pares, e ex-ministro da Casa Civil, demitido pelo presidente Lula, era integrada por quarenta pessoas, que foram acusadas de oito crimes, pelos quais estão respondendo no STF, depois que a denúncia foi aceita pelo ministro Joaquim Barbosa.



Os crimes: formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta.

Na mesma denúncia, o publicitário Duda Mendonça responde por operações de lavagem de dinheiro, por ter recebido do PT uma montanha de dinheiro no exterior.

O Brasil passou a tomar conhecimento do esquema por meio das denúncias feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), publicadas originalmente pela Folha de S. Paulo em 6/6/2005.

Dos 40 denunciados, cinco são mulheres.


Este artigo faz considerações sobre palavras extraídas de reportagens que se ocuparam da denúncia e tiveram como tema solar o mensalão.

Mensalão veio de mensal, mesma origem de mensalinho, que nasceu por analogia com mensalão. Mensalinho ainda não está nos dicionários. Mensalão, já.

(AN: o escândalo do mensalão envolveu meio mundo. O caso do mensalinho foi estrelado solitariamente pelo deputado pernambucano Severino Cavalcanti. Presidente da Câmara, o parlamentar do PP teve de deixar o cargo depois da descoberta de que extorquia mensalidades de R$ 10 mil do empresário Sebastião Buani, que explorava o restaurante da Câmara. Era o mensalão em ministura. Um mensalinho).


Mensal chegou ao português no século 18, segundo registro do padre Rafael Bluteau, o mesmo que encomendou a criação da palavra pirilampo para substituir caga-fogo ou caga-lume, aceitando mais tarde o eufemismo vaga-lume.

Mensal veio do latim tardio mensualis, que provavelmente mesclou mês (mensis) e medida, feminino de medido (mensus).


É impossível que nenhum jornalista tenha ouvido a palavra antes da publicação das denúncias.

O neologismo estava na boca de diversos parlamentares cujas ações eles cobriam.


Utilizada na matéria que desvendou o esquema da organização criminosa denunciada pelo procurador-geral da República ao STF, a palavra ganhou também a mídia internacional, dando trabalho aos tradutores.

Redatores de países em que o espanhol é a língua oficial, adotaram mensalón.

No inglês, virou big monthly allowance (grande pagamento mensal) e vote-buying (compra de votos.

O prestigioso jornal francês Le Monde referiu em meio a expressões insólitas de reportagens sobre o governo Lula, tais como scandale de corruption, um certo “mensalao”, mensualité versée à des députés alliés au PT, révélé en 2005.


Nota: este artigo é uma adaptação de vários textos escritos para o Observatório da Imprensa. A coleção completa desse e de outros verbetes está no livro “De onde vêm as palavras” (Editora Novo Século), de Deonísio da Silva, que está na 16ª edição. O escritor também assina a coluna Etimologia, publicada semanalmente na revista CARAS.


Agora que vocês já sabem como nasceu a palavra, preparem o estômago: vem aí o parto do mensalão.

24 de fevereiro de 2010

Roberto Jefferson está acusando Joaquim Barbosa de “esconder” pedidos da defesa no Supremo.


Roberto Jefferson está acusando Joaquim Barbosa de “esconder” pedidos da defesa no Supremo. No dia 8 de maio, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, seu advogado, entrou com uma petição levar ao plenário o pedido para enquadrar Lula como réu no processo, e não como testemunha de defesa.

Barbosa, porém, negou a pretensão de Jefferson sob o argumento de que a Procuradoria-Geral da República não havia denunciado o presidente.

Rejeitou também o pedido de Jefferson para impedir que os demais envolvidos no processo fizessem perguntas a Lula como testemunha de defesa.

O advogado de Jefferson recorreu da decisão, cobrando o pronunciamento do plenário sobre a situação jurídica de Lula. Entrou com quatro recursos desde o ano passado. Barbosa, diz a defesa, deixou-os em banho-maria. Só os juntou no dia 1º de março.

- O relator está escondendo documentos do tribunal - afirma o advogado de Jefferson.
Judiciário

... o dinheiro "por fora" também seria para abastecer o PT...

Caixa 2

Em depoimentos ao MPF, Funaro denuncia que PT usou fundos de estatais na arrecadação do mensalão

Fábio Fabrini e
Carolina Brígido

BRASÍLIA - Numa série de depoimentos que vinham sendo mantidos em sigilo pelo Ministério Público Federal, o corretor do mercado financeiro Lúcio Funaro denunciou suposto esquema de arrecadação de recursos para o PT, em transações suspeitas com fundos de previdência de empresas estatais.

Entre os principais acusados por Funaro estão o ex-ministro e deputado federal cassado José Dirceu, o ex-secretário de Comunicação do PT Marcelo Sereno, o atual tesoureiro do partido, João Vaccari, e até o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT).

Funaro, que passou a ser considerado testemunha-chave do mensalão do PT , recebeu o benefício da delação premiada. A Procuradoria Geral da República concordou em suspender as acusações contra ele em troca da colaboração nas investigações. 

Os primeiros depoimentos foram prestados por Funaro entre novembro de 2005 e março de 2006. Neles, ele detalhou como funcionavam o pagamento do mensalão do PT ao Partido Liberal (PL), comandado na época pelo então deputado federal Valdemar Costa Neto. Funaro também levantou suspeitas contra o deputado do DEM Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), que investigava empresas do economista na época da CPI dos Correios.

( Oposição quer convocar Vaccari e Funaro para explicar caso Bancoop em comissão do Senado )

Pagamento de meio milhão 'por fora' iria para Dirceu ou para o PTOs depoimentos foram incluídos no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mensalão. Segundo Funaro, havia desvios contínuos de dinheiro nos fundos de estatais. Um dos beneficiados seria Dirceu, que nega. Funaro cita negociações feitas pela Fundação Portus, dos trabalhadores portuários, que, segundo ele, podem ter rendido R$ 5,5 milhões em propina.
Num dos depoimentos, prestado em 16 de novembro de 2005, Funaro diz que a fundação vendeu participação num shopping em Blumenau (SC). Na transação, teria sido feito um "pagamento por fora" de R$ 500 mil. Funaro diz que não sabia, ao certo, se o dinheiro iria para as mãos de Dirceu ou para os cofres do PT. Segundo ele, a venda não seria vantajosa para a Portus, pois as finanças do shopping estariam em curva ascendente.

Foi paga apenas uma entrada; as demais parcelas seriam custeadas pelos dividendos das cotas do shopping, repassadas ao comprador.

O próprio Funaro disse ter se interessado pela transação inicialmente, mas desistiu quando soube da necessidade do pagamento de propina. Ele acrescentou no depoimento que a ligação de Dirceu com a Portus era estreita: o próprio ministro teria nomeado a direção da entidade.

No decorrer de 2004, ano de eleições municipais, um imóvel da Portus em Joinville foi vendido e teria rendido outros R$ 5 milhões. Funaro disse no depoimento que a operação teria rendido pagamento de propina, mas não menciona o nome do beneficiado.

Ele apenas dá a entender que o dinheiro "por fora" também seria para abastecer o PT. O GLOBO entrou em contato com a Fundação Portus nesta segunda-feira, mas um funcionário informou que o expediente da empresa tinha terminado às 17h.

Desvios teriam abastecido campanha de Lindberg em Nova IguaçuOutro beneficiado por supostos desvios seria Lindberg Farias.

Segundo Funaro, na campanha de 2004, o então secretário de Comunicação do PT, Marcelo Sereno, teria operado desvios da Fundação Núcleos, da Eletronuclear, para abastecer a campanha de Lindberg.

"Tem conhecimento que todas as operações da Fundação Núcleos eram comandadas pelo Sr. Marcelo Sereno, com o objetivo de lesar o fundo e financiar a campanha do deputado Lindberg Farias à eleição da prefeitura de Nova Iguaçu"
, relatou Funaro.

Mas ele não citou valores ou detalhes da suposta irregularidade. Funaro sugeriu que o Ministério Público investigue a empresa ASM Asset, que teria feito negócios com fundações ligadas ao PT e chefiadas por João Vaccari que, segundo o depoente, era "preposto de José Dirceu e Delúbio Soares" (ex-tesoureiro do PT).

O corretor também levantou suspeita sobre a atuação de José Mentor (PT-SP) na relatoria da CPI do Banestado, em 2004. Segundo Funaro, o deputado teria recebido dinheiro para excluir do relatório final da comissão nomes ligados ao Banco Rural e ao PT, para quem Marcos Valério de Souza, apontado como operador do mensalão, atuaria como lobista na comissão.

Nos depoimentos, Funaro também afirmou que foi pressionado por ACM Neto, na época subrelator do esquema de fundos de pensão na CPI dos Correios, para entregar documentos que incriminavam o banqueiro Daniel Dantas.


Por meio de interlocutores, o parlamentar teria prometido a Funaro que, em troca dos documentos, ele e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) não vazariam à imprensa informações que o prejudicassem nas investigações.

Os papéis na mira da CPI mostrariam a movimentação financeira do Opportunity Fund nas Ilhas Cayman. Funaro entregou esses documentos ao MPF no dia do depoimento.

Quando você ler que o Serra "ainda" está na frente, pense no quanto a Dilma "ainda" precisa usar máquina pública e ser inflada pelo Lula para chegar em primeiro lugar...





O Brasil tem 132 milhões de eleitores.

Cada pontinho nas pesquisas eleitorais representa, desta forma, 1,3 milhão de votos.

Se José Serra(PSDB-SP) aparecer com cinco pontos a mais do que Dilma Rousseff(PT-??) na pesquisa CNI/Ibope, isto representará 6,6 milhões de votos de vantagem, considerando-se que todos os votos podem ser válidos.

Isto é mais do que todos os eleitores de Pernambuco.




Equivale a soma dos votantes do Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Piauí.

É só um pouquinho menos do que todo o eleitorado do Rio Grande do Sul ou do Paraná.

É uma diferença e tanto.

Portanto, quando você ler que o Serra "ainda" está na frente, pense no quanto a Dilma "ainda" precisa usar máquina pública e ser inflada pelo Lula para chegar em primeiro lugar.

A campanha ainda nem começou para Serra.

Para Dilma, sem Lula, sozinha com os seus dois neurônios perdidos em uma noite escura e tempestuosa, a campanha está acabando. 

Em Israel, Lula abusa do populismo e coloca em xeque o MST

“Pode ficar certo que muito feijão que cês comeram fui eu que plantei”. 
 
Menino da porteira

Luiz Inácio da Silva é um falastrão e o universo sabe disso. Sem medir as consequências de suas declarações, o presidente-metalúrgico, durante vista ao cemitério Yad Va Shem, disse, ao plantar uma árvore, “esse é o verdadeiro sem-terra”.

Acostumado às galhofas discursivas, Lula colocou em xeque a legalidade do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, não sem antes questionar as invasões de propriedades rurais em todo o País, a exemplo do que ocorreu em área da Cutrale, no interior de São Paulo.

Ao duvidar do movimento, o presidente complica a ministra-candidata Dilma Rousseff, que na campanha eleitoral contará com as costumeiras badernas do MST.

Perguntado se não havia perdido a intimidade com a terra, Lula foi rápido e exagerado. “Pode ficar certo que muito feijão que cês comeram fui eu que plantei”.

O presidente-metalúrgico por certo não se recorda da própria história, pois, segundo ele, muito cedo abandonou o sertão pernambucano em direção ao estado de São Paulo.

Ou seja, mentir vale em qualquer parte do planeta.

Foi combinada uma encomenda de 10 mil adesivos para a campanha de Lula.

Bancoop pagou adesivos de Lula em 2002


Por Fernando Barros de Mello
VEJA

Em depoimento que faz parte do inquérito sobre a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, a Bancoop, é mais um indício do uso da entidade em campanhas do PT.

O comerciante Marcelo Luis Straface, de São Paulo, declarou ao Ministério Público que uma secretária de Luís Eduardo Saeger Malheiro o indagou, em 2002, “se conhecia alguma gráfica que pudesse confeccionar adesivos para a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva”.


Malheiro era presidente da Bancoop e morreu em um acidente de automóvel. Straface disse ter apresentado um empresário “amigo” à Bancoop.


Foi combinada uma encomenda de 10 mil adesivos para a campanha de Lula.

Reação política - Merval Pereira

Reação política

Por Merval Pereira

A disputa sobre os royalties do petróleo pode custar mais caro ao governo do que está sendo contabilizado até o momento.

O projeto de lei do deputado do PMDB do Rio Grande do Sul Ibsen Pinheiro, que alterou a distribuição dos royalties prejudicando brutalmente os estados produtores, notadamente o Rio de Janeiro, que produz 85% do petróleo nacional, está levando a que a discussão que recomeça no Senado se volte para a mudança do sistema de exploração do produto na camada do pré-sal, de concessão para o de partilha.

O senador Francisco Dornelles, do PP, está liderando essa alteração de agenda política, certo de que é muito mais importante discutir o que classifica de "reestatização" do setor petrolífero do que a redistribuição dos royalties, que depende basicamente da definição do sistema de exploração.

No sistema de concessão até então vigente no país, e com excelentes resultados na sua avaliação, que serviu também para cerca de 30% das áreas do pré-sal já licitadas, as companhias exploradoras de petróleo pagavam não apenas royalties como também participações especiais aos estados produtores.

A legislação brasileira previa que as concessionárias devem uma indenização à União, aos estados e municípios, por eventuais danos ambientais e pelo uso de suas infraestruturas na exploração e produção de petróleo e gás.

O pagamento de royalties mensais, e de participações especiais trimestrais, de acordo com o volume de petróleo e gás produzido, está previsto na Constituição de 1988, também como maneira de compensar a não incidência na origem do ICMS sobre a venda do petróleo.

No regime de partilha, que o governo quer implantar na exploração das jazidas do pré-sal, não há mais participações especiais, e a empresa exploradora do petróleo será ressarcida pelos royalties devidos, que passarão a fazer parte do cálculo do custo do investimento.

Como nas novas regras do pré-sal a Petrobras tem garantia de participação no mínimo de 30% de todos os campos, a estatal do petróleo será a grande beneficiária dessas normas.
Leia a íntegra do artigo em reação política
16/03/2010

Chanceler de Israel boicota discurso de Lula no Parlamento

Decisão seria reação à recusa de Lula em visitar túmulo de fundador do sionismo.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, decidiu nesta segunda-feira boicotar o discurso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao Parlamento israelense, conhecido como Knesset.

Segundo a imprensa israelense, a medida foi tomada em protesto à decisão de Lula de não visitar o túmulo de Theodor Herzl, fundador do sionismo.

O chanceler também boicotou um encontro entre Lula e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Segundo o chanceler, o líder brasileiro teria desprezado Israel por recusar o tradicional convite feito pelo governo israelense.

Apesar de Lula ter recusado a visita ao túmulo de Herzl, está programada uma visita do presidente ao túmulo do ex-líder palestino Yasser Arafat durante sua visita oficial a Ramallah, na terça-feira.

Razões 'ocultas'

Segundo um representante da comitiva brasileira, a decisão do presidente Lula de não ir ao túmulo de Herzl não foi influenciada por razões "ocultas". 


Nós se finge de leitão para mamar deitado” - Roberto Requião (PMDB)

Ameaças de Requião não assustam PT
Elizabete Castro
O Estado do Paraná

Os petistas não levaram a sério a ameaça feita ontem pelo governador Roberto Requião (PMDB) que, em seu twitter, na internet, disse que se o presidente Lula (PT) não apoiar a candidatura do vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) ao governo, o PMDB do Paraná subirá ao palanque do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) na disputa presidencial.


“Não acredito que ele faça isso”, reagiu o presidente estadual do PT, deputado Enio Verri.

O dirigente do PT lembrou que, na sexta-feira, durante a visita do presidente Lula à refinaria Getúlio Vargas, em Araucária, o governador declarou apoio à candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência da República, usando a quadrinha

“Tá tudo acertado.


Nós se finge de leitão para mamar deitado”
, que repetiu no encontro do PMDB, no último sábado.

“Eu entendi que era uma declaração de apoio a ministra. Mas ainda que eu tenha me enganado, o Requião tem uma história e não dá para imaginar que ele vá apoiar o Serra”, disse o presidente regional do PT.
 

segunda-feira, 15 de março de 2010

Bancoop: Não fica um, meu irmão...



Como seria bom se o próprio João Vaccari, responsável pelo escândalo da Bancoop, viesse aqui no youtube e colocasse esse vídeo pra gente se divertir um pouco.

Mas não, ele entende de queimar o filme, não de fazer um. por isso eu resolvi fazer minha parte e contribuir para que nem ele, nem o PT e, principalmente, nem a Dilma possam fazer mais absolutamente nada nos próximos 4 anos.

Se você gostou desse vídeo e não gostou nem um pouco do que leu nas revistas, jornais e ouviu na tv, então conta pra todo mundo, manda o video pra quem você gosta e até pra quem não gosta, porque a gente precisa de todo mundo pra não deixar o poder mais nas mãos do PT, essa quadrilha dilma figa.

Este vídeo é uma resposta a Dilma Mentira Currículo

Aqui.

Lula e o desengano internacional

Para Lula da Silva, os presos políticos cubanos são delinqüentes semelhantes aos piores criminosos encarcerados em seu país.

Lula, cruelmente, adotou o ponto de vista de seu amigo Fidel Castro.

Para o presidente do Brasil, pedir eleições democráticas, fornecer livros proibidos e escrever em jornais estrangeiros - supostos “delitos” cometidos pelos 75 dissidentes presos durante a primavera negra de 2003, condenados a penas de até 28 anos, equivalente a matar, roubar ou seqüestrar.

Para Lula da Silva, o Dr. Oscar Elías Biscet, um médico negro sentenciado a 25 anos por defender os Direitos Humanos e por se opor ao aborto, é somente um criminoso empedernido.

Dentro de seu curioso código moral é perfeitamente compreensível a morte do preso político Zapata Tamayo, ou a possível morte de Guillermo Fariñas, um psicólogo e jornalista dissidente, declarado em greve de fome para reclamar que livrem 26 presos políticos severamente enfermos.

Os democratas cubanos não são os únicos decepcionados com o brasileiro. Na última etapa de seu governo, Lula da Silva está demolindo a boa imagem que desfrutou de inicio. Recordo, faz uns três anos, uma conversação que teve no Panamá com Jeb Bush, ex-governador de Florida.

Disse-me que seu irmão George, então presidente dos Estados Unidos, tinha uma magnífica relação com Lula e estava convencido de que era um aliado leal de Washington. Pareceu-me ingenuidade.
Faz alguns dias, um embaixador norte-americano, que prefere o anonimato, me disse exatamente o contrario: “todos nos equivocamos com Lula, ele é um contumaz inimigo do Ocidente e muito especialmente dos Estados Unidos, ainda que trate de dissimular''.

E com certa indignação, criticou a cumplicidade do Brasil com o Irã no tema das sanções a Terã pelo desenvolvimento de armas nucleares, o permanente respaldo a Hugo Chávez e a irresponsabilidade com que manejou a crise de Honduras, ao propiciar o asilo de Manuel Zelaya em sua embaixada de Tegucigalpa, violando todas as regras da diplomacia internacional.
Na realidade, o comportamento de Lula da Silva não surpreende. Em 1990, quando foi caiu o Muro de Berlim, o líder do Partido dos Trabalhadores se apressou em criar o Foro de São Paulo junto a Fidel Castro para coordenar a colaboração entre todas as forças violentas e antidemocráticas de América Latina. Ali estavam as guerrilhas narcoterroristas das FARC e da ELN da Colombia, uma dezena de partidos comunistas de outros tantos paises, o FSLN de Nicarágua, o FMLN de El Salvador e a URGN de Guatemala.

Enquanto o mundo livre celebrava a desaparição da URSS e das ditaduras comunistas na Europa do Leste, Lula da Silva e Fidel Castro recolhiam amorosamente os escombros do marxismo violento para tratar de manter vigente o discurso político que conduziu a esse pesadelo, enquanto estabeleciam uma sorte de cooperação internacional que sustentasse a desvanecida liderança soviética na região.
Lula, dentro de Brasil, sujeito a uma realidade política que não pode modificar, se comporta como um democrata moderno e não muda substancialmente das diretrizes econômicas definidas pelo presidente anterior, Fernando Henrique Cardoso, mas no terreno internacional, que é onde aflora seu verdadeiro humor, sua conduta é a de um revolucionário terceiro mundista dos anos sessenta. De onde surge essa militância radical e esse perverso juízo moral?

A hipótese é de um presidente latino-americano que o conhece bastante, de que não tardará deixar o poder, também decepcionado, aponta a sua ignorância: “este homem é de una penosa fragilidade intelectual. Segue sendo um sindicalista atrapalhado na superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade para fixar a atenção, tem umas terríveis lacunas culturais e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que em sua juventude lhe explicaram a realidade como um combate entre bons e maus''.

Sua frase final, dita com certa tristeza, foi lapidaria, “parecia que Lula, com sua simpatia e para o bom momento que atravessa seu país, converteria o Brasil na grande potência política latino-americana. Falso. Destroçou essa possibilidade ao alinhar-se com os Castro, Chávez e Ahmadineyad. Agora nenhum país sério confia no Brasil''.
Lamentável.

Por Carlos Alberto Montaner
Escritor, jornalista, Vicepresidente da Relial -Red Liberal de América Latina Tradução: Waldemar S. Martins (Lord)

Fonte: Aqui.

domingo, 14 de março de 2010

Lula, ex-quase-futuro secretário Geral da ONU, cria incidente diplomático ao chegar a Israel



Incidente diplomático no início da visita de Lula a Israel.
Ele recusou-se, esta noite [horário de lá], a depositar flores no túmulo de Théodor Herzl, o fundador do movimento sionista que criou o Estado de Israel.
O túmulo fica em Jerusalém.
Em Ramallah, cidade que abriga o governo palestino, Lula pretende depositar flores no túmulo de Yasser Arafat.
Uma fonte do ministério das Relações Exteriores de Israel declarou ao Guysen, o maior site de notícias de Tel Aviv em língua francesa, que não é aceitável que Lula desrespeite o procolo usual do país.

Espera que ele reveja sua decisão.

domingo, 14 de março de 2010

Serra vai lançar campanha após a Páscoa


A campanha do governador de São Paulo José Serra à Presidência da República vai começar oficialmente após a Semana Santa.

A data foi escolhida pelo tucano porque ele não quer correr o risco de ver sua festa ofuscada pelo lançamento do PAC 2, em 29 de março, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff.

Ainda assim, Serra deve deixar, no final deste mês, o cargo de governador para poder disputar a eleição. Isso porque o tucano precisa atender à chamada "desincompatibilização", ou seja, não pode ocupar cargo público durante a campanha eleitoral

A data do anúncio oficial da candidatura de Serra veio também após pressões da cúpula do PSDB.

Os líderes do partido esperam há mais de quatro meses pela decisão do governador e não queriam, justamente agora, ter de dividir a cena com o PT.

A legenda pretende esticar o lançamento em mais de uma etapa. Dessa forma, os tucanos querem potencializar o ganho político do ingresso do governador na corrida presidencial e compensar o desgaste dentro do partido pela demora de Serra em assumir-se candidato.

Haverá, portanto, duas solenidades: a despedida do governo e o anúncio da candidatura de Geraldo Alckmin a governador; e o lançamento nacional em grande estilo, com aliados e tucanos de todo o Brasil reunidos em Brasília, para mostrar unidade do partido em torno do candida

12 de março de 2010