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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Por causa do Ceará, Ciro mandou Dirceu "pastar"

Por Tales Faria
iG Brasília

Que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) usa as palavras como quem abre fogo de artilharia, todo mundo sabe. O que pouca gente entendeu foi o motivo pelo qual, nas suas últimas aparições, Ciro ter apontado as baterias contra o ex-deputado José Dirceu, do PT, a quem costumava chamar de “meu amigo”.

AE
Ciro reafirma candidatura à presidência

Primeiro, quando se reapresentou ontem no Congresso, Ciro acusou Dirceu de promover "um golpe" nas articulações do PT nos Estados. Hoje, ao ser cercado por repórteres na Câmara, voltou à carga:

"O Dirceu deveria assumir um certo recato.
A conduta atual dele é golpista.”

O ex-ministro petista, que voltou a integrar o Diretório Nacional do partido, esteve na segunda-feira no Ceará. Encontrou-se com o governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, com a prefeita Luizianne Lins (PT) e com a cúpula do partido no Estado. Ao final, deu duas declarações aos jornais locais.

A primeira foi de que o PT deve apoiar Cid e o candidato do PMDB ao Senado, o deputado e ex-ministro Eunício Oliveira, e não lançar candidato para a segunda vaga de senador, o que facilita a eleição do candidato tucano, Tasso Jereissati, amigo de Ciro.

A segunda declaração de Dirceu foi pedindo que Ciro desista da candidatura a presidente.

É aí que nasceu a ira de Ciro Gomes.

Ele entendeu que Dirceu estava condicionando a desistência do PT a concorrer pela segunda vaga de senador ao fato de Ciro abrir mão da candidatura presidencial.


“O Zé Dirceu não tem coragem de me pedir para retirar a candidatura, até porque eu mando ele pastar na mesma hora”, declarou o deputado hoje no Congresso

O iG procurou José Dirceu para comentar os ataques de Ciro, mas o ex-deputado não quis dar declarações. Mandou avisar, por meio de sua assessoria, que não teve intenção de condicionar a desistência do PT de concorrer ao Senado, no Ceará, a um gesto idêntico de Ciro em relação à sua candidatura presidencial.

Leia mais:



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

EXCESSO DE DESTILADOS FEZ PRESSÃO DE LULA SUBIR


A verdade do que aconteceu em RECIFE....


Dilma Rousseff e Franklin Martins estão querendo transformar mais um porre presidencial, numa "estafa por excesso de trabalho".
A versão é de um cinismo espetaculoso.
Lula, na Sinagoga em Recife, acendendo velas para os judeus,
com a mesma mão que cumprimentou Ahmadinejad

Não é a primeira vez que Lula fica embriagado em Pernambuco.
As afinidades entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o presidente Lula vão muito além de convergências políticas.

Cada encontro é uma celebração etílico-política como se fossem os últimos litros de Dimple 20 anos, do planeta.

Para Lula vir a Pernambuco, é como dar uma passadinha no boteco preferido. Por isso vem ao estado tão amiúde, praticar o seu esporte favorito ao lado de um jovem amigo com os mesmos hábitos, conversar sobre política esvaziando litros de maltes envelhecidos na Escócia.

Durante à tarde, o Presidente Lula já esboçava alguns sintomas de sua “estafa”.

Alcoolizado, Sua Excelência participou da cerimônia em memória dos mortos no holocausto, na histórica sinagoga Kahal Zur Israel , na Rua do Bom Jesus, em Recife, a mais antiga das Américas, numa jogada para limpar a barra do nosso presidente diante de Israel, antes de sua próxima visita à região da Palestina.
Lula chegando ao Hospital Português, em Recife, já quase refeito,
por ter tomado soro glicosado no percurso.

Captura de vídeo feito por telefone celular
O presidente saiu-se com uma afirmação surpreendente diante de uma plateia judaica com representantes de vários países que assistiam ao discurso com formal frieza.

“Mostrei ao presidente do Irã que é impossível negar o Holocausto, que 60 milhões de vidas foram perdidas na Segunda Guerra Mundial em combates, em enfrentamentos de parte a parte. Mas que os 6 milhões de judeus não foram mortos em combates, foram exterminados”, disse Lula

Trata-se de uma traição ao aliado iraniano, pois tal citação nunca foi registrada em nenhum dos comunicados oficiais conjuntos da visita do presidente Ahmadinejad, a Brasília. Lula ganhou aplausos fáceis dos judeus, mas vamos esperar até que o iraniano saiba disso.

Terminado o périplo demagógico de solenidades, o presidente foi para o Palácio do Campo das Princesas, onde ficou mais de quatro horas dialogando etilicamente com o governador do estado, Eduardo Campos.

Ainda no Palácio, passou mal, e foi convocada a equipe médica do Hospital Português, em alerta, quando o presidente vem ao Recife.

Dentro do Aerolula, pronto para levantar voo do Recife com destino a Davos, na Suíça, o presidente teria passado mal novamente.

O médico que o acompanha nas viagens, Dr. Cléber Ferreira, aferiu sua pressão e constatou que além das tonturas, ânsias de vômitos e dores no peito, o presidente estava com uma pressão 18/12.

Pelos sintomas, Sua Excelência poderia estar à beira de um infarto, de um aborto ou de um coma alcoólico.

Mais tarde, foram afastadas as duas primeiras hipóteses.

Depois de receber um frasco de soro glicosado, o presidente ficou totalmente curado, lépido, fagueiro e risonho, pronto para outra.
O resto foi encenação do marketing presidencial.

Dilma Rousseff, devido a sua ampla experiência, foi escalada para mentir, inventando a história de "excesso de trabalho e a vida atribulada de Lula".

Comparou as atribulações presidenciais ao rali Paris Dacar.

Deveria ter comparado a Oktoberfest.
A equipe que atendeu Lula disse que está tudo bem, por enquanto.

Recomendou que ele se afastasse da bebida, e do PMDB...

Dilma Roskoff, futura candidata a presidenta
da República Federativa do Brasil
recebida por e-mail

Congresso Nacional retorna hoje ao trabalho...

Faz sentido....

"Nosso trabalho exige a sedimentação de uma consciência moral de nossas responsabilidades, a obstinada decisão de não cometer erros, de jamais aceitar qualquer arranhão nos procedimentos éticos que devem nortear nossa conduta: transparência, moralidade, eficiência e trabalho.”

José Sarney (PMDB-AP), na reabertura dos trabalhos do Senado
Frase do dia do Blog do Noblat

Sábia saúva

 
 em entrevista
 

ASSIM NÃO DÁ, AÉCIO NEVES!!!


Acorda, Aécio Neves!

Voltaire dizia que o segredo de aborrecer é dizer tudo. E eu não passo vontade. Sempre digo tudo. Parei de reproduzir trechos de textos de sites e jornais porque, como sabem, vocês preferem comentar o que eu escrevo, não o que outros escrevem. Abrirei uma exceção porque tenho a impressão de que o texto abaixo, ou as informações nele contidas, ainda vai acabar se transformando num documento. Ou bem os tucanos se entendem e descobrem onde pôr as suas respectivas vaidades ou bem desistem da disputa. Leiam o que segue com muita atenção. Volto em seguida.
Por Eduardo Kattah,
de O Estado de S.Paulo

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), lamentou nesta terça-feira, 2, que seu partido não tenha feito a “mobilização necessária” para que sua pré-candidatura fosse discutida como uma alternativa para o partido na eleição presidencial. Embora tenha ressaltado que “quem faz vida pública não conduz o seu o próprio destino”, Aécio reafirmou que no momento seu “caminho natural” é uma candidatura ao Senado.

“Eu estarei à disposição do Brasil, mas a partir de Minas Gerais. E hoje meu caminho natural é uma candidatura ao Senado. Eu não saí da disputa presidencial esperando um retorno”, disse o governador, um dia depois de a pesquisa CNT/Sensus indicar um quadro de empate técnico entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), no caso de Ciro Gomes (PSB) participar da disputa.


Durante visita à cidade de Araxá, na região do Alto Paranaíba mineiro, Aécio insistiu na tese do pós-Lula como melhor proposta para enfrentar o que considera uma “perigosa” estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - de estabelecer uma disputa plebiscitária entre o seu governo e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


O governador tucano observou que durante um ano apresentou ao partido a “proposta de uma convergência maior”. “De um governo que olhasse para o futuro e que eu chamei de pós-Lula, que reconhecesse os avanços que vieram no governo do presidente Fernando Henrique, como a estabilidade econômica, e que foram continuados no governo do presidente Lula, com avanços sociais”, explicou.


“Infelizmente não houve, por parte do meu partido, a mobilização necessária para que essa alternativa fosse discutida. Eu, para não criar um conflito maior no partido, optei por voltar-me para Minas”.


“Difícil”

Aécio iniciou na semana passada uma série de pelo menos 30 viagens pelo interior mineiro para vistoriar e inaugurar obras ao lado do vice, Antônio Anastasia, candidato tucano à sua sucessão. Após inaugurar obras de infraestrutura viária em Araxá, o governador foi questionado se ainda há tempo para percorrer o País, numa referência a uma futura candidatura presidencial.

“Não sei. Acho que a essa altura é difícil”, respondeu, evitando o assunto. “Vamos aguardar que as coisas caminhem naturalmente, o partido tem um belo candidato colocado, que é o governador José Serra”.


Tucanos e oposicionistas alinhados à candidatura de Serra sonham com uma chapa puro-sangue, encabeçada pelo paulista e tendo o mineiro como vice, mas Aécio tem reiterado que sua prioridade passou a ser a eleição de Anastasia.


“Estou mergulhado no meu Estado”, disse, confessando que está “encantado” com a forma que tem sido recebido. “Todo meu empenho, toda minha dedicação, todo meu entusiasmo, todo meu amor por melhorar a vida das pessoas aqui vai ser dedicado a Minas Gerais”.


Voltei

Se Aécio realmente desistiu da candidatura, o natural seria esperar que fizesse o óbvio: que declarasse seu apoio, então, àquele que permanece na disputa E, O QUE CHEGA A SER SURREALISTA, VENCERIA A ELEIÇÃO NO PRIMEIRO TURNO NAQUELE QUE, AINDA HOJE, É O CENÁRIO MAIS PROVÁVEL.


Em vez disso, as suas palavras denotam o lamento de quem estivesse vendo se realizar uma previsão. E há quem faça de tudo para que suas próprias previsões se cumpram.


Quando lamenta o fato de seu partido não ter feito “a mobilização necessária”, é como se afirmasse: “Viram? Num falei?” E, claro, deve-se entender que a “mobilização necessária” deveria ter-se dado em favor de seu nome.


É muito confortável ao governador de Minas afirmar que sua candidatura não deslanchou porque, afinal, “Serra não deixou”. É claro que ele sabe que isso é bobagem. Mas insiste nessa história da carochinha porque, assim, mantém uma espécie de “unidade de Minas” — uma Minas cujo ressentimento teria de ser alimentado porque teria sido alijada do jogo. O subjornalismo de aluguel a serviço do oficialismo adora investir nessa besteira.


Quem? Quando?


Mas esperem aí: quem foi que impediu Aécio de se candidatar? Poucos políticos são tão amados por aquilo que os petistas chamam “mídia” como ele é. Minas é o maior celeiro do mundo ocidental de imprensa a favor. A imprensa do Irã é certamente mais crítica dos governos, dos dois (federal e estadual) do que a mineira. Não faltaram chances a Aécio, não lhe faltou visibilidade, não lhe faltou prestígio.


O QUE LHE FALTA É VOTO FORA DE MINAS!


Reconheço sua grandeza
E é óbvio que reconheço a sua grandeza. Ele, sozinho, não se elege presidente da República. Mas nenhum tucano se elege, ENTENDO EU, sem o seu apoio. A canalha vai dizer:

“Olhem, ele está escrevendo um texto a favor de Serra!!!”.


É mesmo??? Alguém acha que Serra gostará de ler isso — se é que vai ler?


Uma ova!


OU BEM MINAS E SÃO PAULO ESTÃO DE FATO UNIDOS NA DISPUTA, OU A VITÓRIA É UMA TAREFA IMPOSSÍVEL.


E o PSDB, como partido, estará frustrando bem mais gente do que Aécio supõe. Se ele acha que a derrota, de Serra ou mesmo sua, lhe é útil, não haverá amor midiático que o livre do peso que isso vai representar.

Que é que há?


Ele virou agora ombudsman do processo político?


Com a devida vênia, faço aqui uma antevisão: com esse comportamento, ele não se elege presidente nem agora nem nunca. A sua entrevista é uma soma absurda de equívocos. Em vez de falar em defesa daquele que pode vir a ser candidato do seu partido, dá a entender que, estivesse ele na disputa, com “a mobilização necessária”, Dilma talvez não tivesse crescido
.

Pesquisas
Essa conversa de pesquisas é bobagem. Sempre escrevi aqui que o natural era que Dilma e Serra logo se igualassem. O QUE, ATÉ AGORA, NÃO ACONTECEU, É BOM DEIXAR CLARO.

Mas, se sou Serra, considero esse tipo de entrevista uma forma de sabotagem.


Qual é o significado de palavras como: “Vamos aguardar que as coisas caminhem naturalmente, o partido tem um belo candidato colocado, que é o governador José Serra.”?


O que quer dizer “caminhem naturalmente”?


O que quer dizer “belo candidato”?


A prioridade de Aécio é a prioridade de qualquer partido que está na oposição, a saber: derrotar o governo?


Noto nas palavras acima que ele continua “à disposição do Brasil”.


Aliás, eu também estou à disposição do Brasil; os leitores estão. E quem está à disposição para tentar derrotar o PT, que também faz parte do Brasil?


Essa retórica é de um salvacionismo velho, embora Aécio seja bastante jovem.


Esse bonde já passou.


No “pós-Lula”, como gosta de falar o governador de Minas, esse tipo de conversa perdeu sentido.


Isso quer dizer que continua disposto a ser candidato? Se Aécio, nesse tom lamentoso, acha que Serra não pode vencer Dilma, acredita que ele próprio poderia? Política tem lógica, tem números, tem fatos.

E a resposta é esta: NÃO PODERIA!


E sabe disso.


O que parece é que se coloca “à disposição” para chefiar a oposição no caso de vitória da petista, seja ele próprio o candidato à Presidência ou se eleja para o Senado.


Mas, como diria o filósofo Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo, “aí vareia”., né?


Porque um Serra eventualmente reeleito para o governo de São Paulo seria, obviamente, o chefe da oposição.


Aécio está empenhado em fazer o PSDB vencer a eleição presidencial?


Ele responde: “Estou mergulhado no meu estado”.


SE É ASSIM, POR QUE DEU ESSA ENTREVISTA?


Ajuda a disputa no seu estado?


Ajuda o seu partido no confronto federal?


Ora…


A entrevista, embora pareça ditada pelo mais fino cálculo florentino, é de uma transparência siciliana.


Surrealismo
Lula, sem dúvida — e lá vêm muitos protestos dos meus leitores —, é um gênio político, como já escrevi dezenas de vezes. Mas parte dessa genialidade deriva do contraste com muitos de seus adversários, que somam um tanto de esperteza do tipo que engole o dono com falta de jeito mesmo. O dado surrealista de toda essa equação é que os tucanos continuam, hoje, 3 de fevereiro, a ter o candidato favorito.

E ALGUNS TUCANOS ESTÃO FAZENDO UM ESFORÇO DANADO PARA MANDAR O POVO ÀS FAVAS.



“Vocês nos querem na Presidência?

Pois é!


Nós não queremos!”


Leitores brincam muitas vezes:


“Por que você não é político?”


Porque não tenho sangue frio o bastante para essas coisas. Porque respeito as palavras. Porque gosto do sentido que elas têm. Já vimos esse mesmo filme no fim de 2005, quando o PSDB tinha o candidato favorito. Os movimentos se assemelham bastante — e Lula não tinha o prestígio que tem agora. O PT vinha do escândalo do mensalão. E os tucanos conseguiram fazer a coisa errada.


Não!


Aí não dá!


As palavras fazem sentido, e o que vai acima é o anúncio de uma cristianização.


Aécio sabe que poderia ser figura-chave num eventual governo Serra.


Em vez disso, prefere dar corda ao terrorismo que se faz com pesquisas, algumas delas de uma picaretagem ímpar — o que não quer dizer que Dilma não esteja em ascensão. É claro que está. É o óbvio. É o esperado.



Concluo:
Aécio não venceria agora uma eleição.


Não porque eu quero assim, mas porque o povo, aquela parte que não é de Minas, quer assim.

Mas depende dele, se querem saber, colaborar de forma decisiva para a vitória de Serra ou de Dilma.


O texto que destaco em vemelho parece ter a cara de uma escolha. De uma péssima escolha para o Brasil, entendo eu.


DE NOVO: O PSDB TINHA, NA DATA DAQUELE TEXTO, 2 DE FEVERERIO DE 2010, O CANDIDATO QUE VENCERIA A DISPUTA NO PRIMEIRO TURNO.


O texto é duro? Adequado à importância do momento. Como diria um tucano, não dá mais para ficar nesse nhenhenhém. Ou bem se tem clareza da importância das próximas eleições para a democracia brasileira, ou bem se fica brincando de alimentar vaidades e reverenciar egos inflados.


O Brasil, como diz Aécio, realmente está de olho nele. E é bom que leve isso a sério.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A mulher de César e a Justiça

"Justiça" (parlamento)

A mulher de César e a Justiça
por Ângelo Ferreira

Sendo a Justiça um dos alicerces do Estado de Direito, fundamental para garantir o regime democrático, ela é também pedra basilar do desenvolvimento do país.

Escrever sobre o tema, de tão delicado e crucial, exige desde logo enorme cuidado, o que não se coaduna com análises sob o calor do momento, e, muito menos, irresponsabilidade.

Temos assistido nos últimos anos ao tratamento mediático de alguns casos que colocam a nu graves fragilidades da nossa justiça (em sentido lato), algumas das quais, estando fora dos tribunais, estão em setores inexoravelmente complementares, essenciais para a sua garantia.

Todos sabemos que para haver justiça é também necessário que se produzam não muitas, mas boas leis, ao serviço dos cidadãos e não de interesses “especiais”.

Da mesma forma, é imprescindível, especialmente nos casos mais complexos, a existência de uma boa polícia, de uma sólida investigação policial, que ajude a trazer para a luz a verdade dos fatos.

Além da legislação (complexa) e dos parcos meios ao serviço dos tribunais e das polícias, parece evidente que há um problema de atitude daqueles que são o garante da honestidade dos processos, começando nos legisladores e acabando no cidadão comum.

O sistema precisa de confiança para funcionar – exige que acreditemos nele. Para confiarmos nele é necessária uma nova postura, que nos obriga a todos, mas principalmente aos decisores.

A justiça é condição fundamental para a vida em democracia, em liberdade, em segurança, em igualdade de oportunidades.

Apesar de muito útil, não pode ser instrumental, nem instrumentalizável, sob pena de se tornar apetecível a quem tem poder e não tem escrúpulos, para conseguir os resultados que considera mais adequados, mais “justos”, através de expedientes menos claros, ainda que “legais”.

Nem pode ser privatizada, cair nas mãos de justiceiros ou da opinião de rua – necessita da seriedade, do bom senso e do recato de instituições qualificadas.
Dela depende a nossa liberdade.
...................................................
Como em tudo na vida, o exemplo é determinante.

Na Justiça, precisamos de exemplos mais dignos de seriedade e isenção.

Ela é como a mulher de César – não basta ser séria.

Psicopatas no Poder

Psicopatas no Poder
Por Arlindo Montenegro
Artigo no Alerta Total

Depois de expulsar os cristãos evangélicos, Chávez convidou “missionários” muçulmanos do Irã para converter os camponeses e os índios da Amazônia. Na tribo Wayuu as mulheres já usam o véu, os homens treinam com fuzis AK (russos) e se deixam fotografar usando o cinturão de bombas suicidas.

Enquanto nas cidades mais importantes da Venezuela multiplicam-se as passeatas que Chávez manda reprimir com violência policial extrema, enquanto os mortos são enterrados e os feridos são atendidos nos hospitais, ex ministros, parlamentares e militares manifestam-se pedindo a renuncia do ditador bolivariano. Mas o Brasil apóia a “democracia” do companheiro Chávez e vai ajudá-lo a superar as deficiências de abastecimento energético.
Estes governantes populistas, que acenam com o coletivismo comunista, que já matou milhões, não difere do populismo dos oligarcas tradicionais. Ambos temem o estado democrático de direito.

Ambos descartam a máquina de estado reduzida, econômica, eficiente.

O Estado de Direito respeitando as liberdades e a propriedade privada.

O Estado de Direito sem privilégios, promovendo a criação de escolas e postos de trabalho, respeitando as leis e a livre iniciativa, em ambiente que favorece os mais pobres.

Na Argentina como na Bolívia, no Peru ou Nicarágua, como na Venezuela, os populistas coletivistas do dia espelham-se em Cuba e aprofundam a miséria moral e material. Tudo decorrente do mais abusivo desrespeito às Leis Naturais, neste cenário abusivo em que os políticos mentem e praticam a corrupção, fraudam eleições e na sequência confiscam propriedades, rompem tratados e pregam a violência.
Parecia que no final da II Guerra Mundial, em 1945, as idéias nazi fascistas estavam superadas. Parecia que o campo de concentração e extermínio de milhões de judeus Auschwitz, acabava com o massacre e perseguição daquele povo. Auschwitz documentava a barbárie nazista, superada apenas pelos comunistas, fato que parece tabu na discussão histórica.

Mas na Polônia e em todos os países limítrofes da URSS ocupados por tropas soviéticas, que impuseram a instalação de governos dos partidos comunistas sob estreita vigilância e obediência a Moscou, as perseguições a judeus e cristãos continuaram.

O alvo era Deus, “o ópio do povo”, presença ancestral escondida na mente e no coração das pessoas, um ser que atrapalhava a idolatria ao personalismo do governante, característica das práticas de estados totalitários coletivistas.

Os judeus foram autorizados pela ONU para restabelecer seu estado numa faixa de terra demarcada no Oriente Médio, parte do berço ancestral da civilização judaica, desde milênios antes de Cristo, antes mesmo do nascimento de Maomé ou existência do Alcorão.

Que bom!

Ganharam um pedaço de deserto, teriam para onde correr e ser acolhidos com segurança em caso de perseguições.

Estados Unidos da América e União Soviética (financiada por banqueiros capitalistas capitaneados pelos Rotschild), colecionavam ogivas nucleares aterrorizando o mundo com a possibilidade de uma guerra nuclear. Até que em 1989, caiu o Muro de Berlim.

A União Soviética começava a dissolver-se. E a guerra fria parecia chegar ao fim. Acabado o comunismo, o mundo poderia construir a vida em paz e liberdade.
Sem um Estado de Direito garantindo o bem comum e as liberdades de iniciativa, opinião, crença e direitos naturais, as possibilidades de construção democrática são nulas, derivando, como temos visto e experimentado, para a imoralidade e o cinismo, para a decepção e anarquia, para o estado associado ao crime organizado.

Nos tempos da “ditadura”, principalmente no Governo Médici, vivemos o pleno emprego, o bem estar de um país em crescimento lançando os fundamentos de uma nação livre e soberana. Naqueles dias muitos dos que estão hoje no poder estavam de armas nas mãos contra a ampliação dos direitos democráticos. Os investimentos externos eram abundantes, tanto quanto hoje.

A diferença é que naquele tempo os direitos individuais eram respeitados e os que desrespeitavam a Lei eram duramente reprimidos.

Hoje a Lei é tratada como anomalia e os dirigentes a violam impunemente, enfraquecendo o Estado Democrático de Direito, abrindo as portas aos potentados internacionais ocupados com a nova ordem de colonização mundial.

Enquanto este país conviver submisso a uma personalidade política populista ou oligarca endeusada pela mídia, a apatia política e os ressentimentos revanchistas estarão em pauta, barrando a oportunidade de construção do “celeiro do mundo”.

As dificuldades interpostas no cenário mundial e nas Américas são muitas e de natureza variada.

O caminho é a defesa das liberdades, fundamentadas nos direitos naturais de vida e busca individual da felicidade sob o império da Lei. Honduras e o Chile estão dando o exemplo.

O Brasil devia tomar um jeito e dar também.
Arlindo Montenegro é Apicultor
Alerta Total de Jorge Serrão

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"POR QUE AGORA?????"

O ARTIGO ABAIXO REPRODUZIDO É PARA QUEM GOSTA DO BRASIL
OU PARA QUEM QUER APENAS CONHECÊ-LO MELHOR

"POR QUE AGORA?" 

CÉSAR BENJAMIN
ESPECIAL PARA A FOLHA

DEIXO de lado os insultos e as versões fantasiosas sobre os "verdadeiros motivos" do meu artigo "Os Filhos do Brasil".

Creio, porém, que devo esclarecer uma indagação legítima: "por quê?", ou, em forma um pouco expandida, "por que agora?".

A rigor, a resposta já está no artigo, mas de forma concisa.

Eu a reitero: o motivo é o filme, o contexto que o cerca e o que ele sinaliza.


Há meses a Presidência da República acompanha e participa da produção desse filme, financiado por grandes empresas que mantêm contratos com o governo federal.

Antes de finalizado, ele foi analisado por especialistas em marketing, que propuseram ajustes para torná-lo mais emotivo.

O timing do lançamento foi calculado para que ele gire pelo Brasil durante o ano eleitoral. Recursos oriundos do imposto sindical -ou seja, recolhidos por imposição do Estado- estão sendo mobilizados para comprar e distribuir gratuitamente milhares de ingressos.

Reativam-se salas pelo interior do país e fala-se na montagem de cines volantes para percorrerem localidades que não têm esses espaços.
O objetivo é que o filme seja visto por cerca de 5 milhões de pessoas, principalmente pobres.

Como se fosse pouco, prepara-se uma minissérie com o mesmo título para ser exibida em 2010 pela nossa maior rede de televisão que, como as demais, também recebe publicidade oficial.

Desconheço que uma operação desse tipo e dessa abrangência tenha sido feita em qualquer época, em qualquer país, por qualquer governante.

Ela sinaliza um salto de qualidade em um perigoso processo em curso:
a concentração pessoal do poder, a calculada construção do culto à personalidade e a degradação da política em mitologia e espetáculo. Em outros contextos históricos isso deu em fascismo.


O presidente Lula sabe o que faz. Mais de uma vez declarou como ficou impressionado com o belo "Cinema Paradiso", de Giuseppe Tornatore, que narra o impacto dos primeiros filmes na mente de uma criança.

"O Filho do Brasil" será a primeira -e talvez a única- oportunidade de milhões de pessoas irem a um cinema.

Elas não esquecerão.

Em quase oito anos de governo, o loteamento de cargos enfraqueceu o Estado. A generalização do fisiologismo demoliu o Congresso Nacional.

Não existem mais partidos.

A política ficou diminuída, alienada dos grandes temas nacionais. Nesse ambiente, o presidente determinou sozinho a candidata que deverá sucedê-lo, escolhendo uma pessoa que, se eleita, será porque ele quis.

Intervém na sucessão em cada Estado , indicando, abençoando e vetando. Tudo isso porque é popular. Precisa, agora, do filme.

Embalado pelas pré-estreias, anunciou que "não há mais formadores de opinião no Brasil". Compreendi que, doravante, ele reserva para si, com exclusividade, esse papel.

Os generais não ambicionaram tanto poder. A acusação mais branda que tenho recebido é a de que mudei de lado.

Porém os que me acusam estão preparando uma campanha milionária para o ano que vem, baseada em cabos eleitorais remunerados e financiada por grandes grupos econômicos.

Em quase todos os Estados, estarão juntos com os esquemas mais retrógrados da política brasileira. E o conteúdo de sua pregação, como o filme mostra, estará centrado no endeusamento de um líder.

Não há nada de emancipatório nisso. Perpetuar-se no poder tornou-se mais importante do que construir uma nação.

Quem, afinal, mudou de lado? 


Aos que viram no texto uma agressão, peço desculpas. Nunca tive essa intenção.

Meu artigo trata, antes de tudo, de relações humanas e é, antes de tudo, uma denúncia do círculo vicioso da extrema pobreza e da violência que oprime um sem-número de filhos do Brasil.

Pois o Brasil não tem só um filho.

Reitero: o que escrevi está além da política. Recuso-me a pensar o nosso país enquadrado pela lógica da disputa eleitoral entre PT e PSDB.

Mas, se quiserem privilegiar uma leitura política, que também é legítima, vejam o texto como um alerta contra a banalização do culto à personalidade com os instrumentos de poder da República.

O imaginário nacional não pode ser sequestrado por ninguém, muito menos por um governante.

Alguns amigos disseram-me que, com o artigo, cometi um ato de imolação.

Se isso for verdadeiro, terá sido por uma boa causa.
CÉSAR BENJAMIN, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.

São Paulo, quarta-feira, 02 de dezembro de 2009

Charges...

Unidas como nunca antes na história deste país
 
  
  

Estudante provoca em Lula encanto auditivo e visual

Fotos: Lula Marques/Folha

Estudante provoca em Lula encanto auditivo e visual
por Josias de Souza
Bianca Silva Santana, 16, é aluna de uma escola técnica federal do Espírito Santo. Frequenta o curso de ferrovias.

Dona de palavra fácil, foi escalada para falar em nome dos colegas na solenidade em que Lula inaugurou 78 novas escolas.

Em discurso de timbre elogiativo, Bianca discorreu sobre a importância do ensino técnico.

A moça ateou em Lula encantamento instantâneo.

Além do deleite auditivo, Bianca proporcionou ao presidente enlevo oftalmológico. No caminho para o púlpito, Lula, por assim dizer, escoltou-a com os olhos.

Captada pelas lentes sempre alertas do repórter Lula Marques, a cena pode ser observada na sequência de imagens sobrepostas lá no alto.

Abaixo, em outra série de fotos de Lula Marques, fica evidente que nem toda a cerimônia das escolas seduziu Lula.

Em certos instantes, o presidente olhou para o teto, coçou a testa, abriu os braços em desaprovação. A coisa toda durou enfadonhas duas horas e meia.

Afora a delonga, Lula abespinhou-se com uma atribuição que lhe fora reservada pelo cerimonial da Presidência.

Escalaram-no para entregar mais de uma centena de placas de vidro alusivas à abertura de escolas técnicas.

Como se fosse pouco, os agraciados por vezes pareceram dar mais atenção a Dilma Rousseff do que a Lula. Foi como se farejassem a perspectiva do poder novo.

- Em tempo: Antes de discursar na cerimônia oficial, Bianca concedera entrevista ao blog do Planalto.
Assista aqui.

Venezuela: ex-ministros pedem renúncia de Chávez



01 de Fevereiro de 2010

CARACAS (AFP) - Vários ex-ministros do presidente venezuelano Hugo Chávez pediram sua renúncia considendo que, após 11 anos no cargo, Chávez "não tem legitimidade nem capacidade de governar", segundo um comunicado publicado nesta segunda-feira pela imprensa local.

"Presidente Chávez, nós que fizemos da defesa da Constituição nossa luta (...) para evitar maiores males e desgraças ao país, como estão ocorrendo, exigimos formalmente sua renúncia", pede o documento, assinado pelo grupo Polo Constitucional.

Entre as assinaturas estão a do ex-ministro de Relações Exteriores, Luis Alfonso Dávila, do ex-ministro de Defesa, Raúl Isaías Baduel, de um dos principais redatores da Constituição, Herman Escarrá e dos ex-comandantes que acompanharam Chávez na tentativa de golpe de Estado em 1992, Yoel Acosta e Jesús Urdaneta, entre outros.

Segundo o texto, o presidente deve deixar o poder devido a "seu projeto absolutista e totalitário", "pela falta de prestação de contas", "pela linguagem imprópria" empregada que "despe sua alma intolerante, mesquinha, cheia de ódio e de ressentimento".

Os responsáveis pela carta dizem que a Venezuela vive com falta de água, energia elétrica, sofre com altos índices de insegurança e com uma "escandalosa corrupção", que "agregam elementos para a desqualificação de Chávez como governante".

O Polo Constitucional reivindica ainda o direito dos venezuelanos "à propriedade privada", à "educação plural" e ao "pluralismo político" e critica que o Exército e outras instituições estejam "distorcidas pela penetração de elementos estranhos", em uma clara alusão a Cuba.

Além disso, considera que o atual Executivo peca por uma "centralização irresponsável que coloca seus caprichos na frente das necessidades do Estado".

Nesses dias, Chávez insistiu em que as manifestações registradas na Venezuela contra ele pretendem desestabilizar seu governo e têm "o mesmo formato" que o golpe de Estado de abril de 2002, quando foi retirado do poder durante dois dias.

"Há grupos que estão chamando os militares ativos, incitando-os (à rebelião). Recomendo que não o façam porque juro que minha resposta será forte", advertiu Chávez. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Charges...

 

  

  

DILMA SÓ VENCE NO NORDESTE

Vocês podem ter acesso ao relatório completo da pesquisa CNT/Sensus. Quando se observa aq distribuição dos votos, constata-se que, segundo essa pesquisa ao menos, Serra bate Dilma em todas as regiões do país, exceto no Nordeste. No Sudeste, a diferença é grande.

Veja os números no cenário mais provável:

Candidato
Norte/CO
Nordeste
Sudeste
Sul
Serra
43,4%
34,6%
40,7%
49,5%
Dilma
25,5%
40,2%
23,4%
27,7%
Marina
11,6%
06,1%
11,2%
08,6%
Bco/nulo
07,9%
07,5%
14,3%
14,1%
NS/NR
11,6%
11,6%
10,4%
04,1%
Exceção feita ao Nordeste, Dilma não vai bem em todas as regiões.

O Sudeste é especialmente complicado porque é a região com o maior número de eleitores.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Com cara de fim de feira

O PAC é a maior das mentiras de Dilma ─ e a maior das tapeações de Lula.

Terminado o primeiro mandato, o presidente Lula inaugurou a reconstrução do Brasil Antigo ─ retoques, adereços embelezadores e demais complementos seriam providenciados até dezembro de 2010.
No meio do segundo, inaugurou a exploração do pré-sal e declarou inaugurado o Brasil do Futuro.

Só ficou faltando a transposição das águas do Rio São Francisco, problema liquidado no ano passado: durante a visita a canteiros de obras imaginários, o cara inaugurou a ideia de deixar para os próximos presidentes o cumprimento da promessa de D. Pedro II.
Tudo resolvido, avisou que no último ano da Era Lula o Brasil voaria nas asas do PAC rumo ao clube das potências.

É verdade que dois terços das obras (federais, estaduais e municipais) prometidas em 2007 nunca saíram do papel.

Também é verdade que o dinheiro supostamente liberado nunca chega ao destino. Mas a campanha eleitoral começou, e agora as coisas andariam.

Embora o país continue o mesmo, é compreensível que milhões de brasileiros tenham virado o ano à espera do mais espetacular cortejo de inaugurações desde 1500.

Continuam esperando, avisa o balanço de janeiro ─ reduzido a 15 dias porque nos restantes Lula e o isopor estavam na praia.
O mês começou com a inauguração da pedra fundamental de uma refinaria da Petrobras no Maranhão. Pedras fundamentais sempre foram lançadas, nunca inauguradas ─ e sem tambores nem clarins.

Inaugurar pedra fundamental é como inaugurar planta de prédio. Neste janeiro, o governo institucionalizou a inauguração do nada.

O mês que começou bisonho não vai terminar melhor. Na segunda-feira, a comitiva presidencial passou por por São Paulo e inaugurou outro PAC, seguiu para o Rio e inaugurou uma creche.

Coisa rotineira em qualquer lugarejo, inauguração de creche dura menos de meia hora, tempo suficiente para o descerramento da placa, meia dúzia de palavras do prefeito e o agradecimento de um o parente do homenageado.
Nesta semana, pela primeira vez a inauguração de uma creche foi estrelada pelo presidente da República e transformada pelos oradores em marca de estadista.

O prefeito Eduardo Paes decidiu no meio do falatório que Sérgio Cabral é o maior governador da história do Rio. Cabral decidiu que Mãe do PAC é pouco, e promoveu Dilma Rousseff a Rainha do PAC.

Os três repetiram que nunca houve um presidente como Lula, que achou os elogios muito merecidos e prometeu voltar assim que pudesse.
Para inaugurar uma creche, para inaugurar uma pedra fundamental ou para inaugurar o lançamento de outro PAC. Só em janeiro lançou o da Copa, o da Olimpíada e, há dias, o PAC das Enchentes.

Generoso, quer permitir que o prefeito Gilberto Kassab faça em São Paulo o que o governo federal não faz no resto do Brasil, sobretudo em Santa Catarina.

O que há com Lula que anda prometendo agora um PAC 2 sem conseguir inaugurar nada comparável à grandeza do maior dos governantes desde Tomé de Sousa?
Não é possível que todas as hidrelétricas do PAC tenham sido paralisadas por bagres sabotadores do Rio Madeira.

Nem que todas as rodovias em construção no papelório na bolsa de Dilma Rousseff estejam sob o domínio das pererecas terroristas do Rio Grande do Sul.

Alguma obra de bom tamanho deve estar pronta para o comício de praxe. Vale qualquer hospital que tenha escapado da lupa do Tribunal de Contas. Vale até cadeia de segurança máxima prometida em 2003.

As festas de inauguração de miudezas e fantasias vão engrossando a suspeita de que o PAC é a maior das mentiras de Dilma ─ e a maior das tapeações de Lula. Este começam a deixar este fim de governo com cara de fim de feira.
27 de janeiro de 2010

Como montar uma pesquisa fajuta para desempacar a Dilma.

Na pesquisa da Vox do Lula, o segundo turno já está decidido.
É ou não é uma piada fazer uma pesquisa com quatro candidatos e medir apenas um cenário?

Dá para entender a demora da Band para publicar a pesquisa da Vox Populi que a imprensa nacional simplesmente desconheceu. Deve ser vergonha na cara. Um resto que ainda resta. No site do Tribunal Superior Eleitoral está o registro da pesquisa. Uma amostra realizada em 122 municípios e aí está o escândalo. Os municípios foram escolhidos a dedo, meticulosamente, dentro de redutos eleitorais de partidos da base eleitoral de Lula.

Atenção! Denúncia 1!
Dos 122 municípios que compõem a amostra da Vox Populi, apenas 27 têm prefeituras oposicionistas, do PSDB, DEM ou PPS. Apenas 22%. A oposição elegeu 27% dos prefeitos, quase 25% mais!

Atenção! Denúncia 2!
Em 45 municípios, ou 37%, além das prefeituras serem governistas, não houve um só candidato da oposição. Em um terço da amostra não houve oposição nas últimas eleições municipais. Atenção!

Denúncia 3!
As cidades escolhidas pela Vox Populi que têm prefeitos oposicionistas tiveram férrea disputa eleitoral ou são pequenas e inexpressivas cidades. É uma vergonha estatística.

Observem, por exemplo, a amostra do Rio de Janeiro, onde a Vox Populi conseguiu que Dilma Rousseff ultrapassasse José Serra.


As cidades escolhidas foram Campos (PMDB), Nilópolis (PP, sem oposição em 2008), Niterói (PDT), Nova Iguaçú (PT, sem oposição nas eleições de 2008), Paraíba do Sul (PMDB), Rio de Janeiro (PMDB), São João do Meriti (PR, sem oposição em 2008) e, finalmente, um município oposicionista: Resende, onde o DEM venceu uma eleição dificílima, com placar embolado. Não há município governado por tucano na amostra da pesquisa e não surpreende que Dilma esteja à frente.

No Rio Grande do Sul,
dos oito municípios, apenas um é governado pelo PSDB e em três deles não houve candidato a prefeito fora da base do governo. Seria necessário fazer um cruzamento, agora, com as obras do PAC e com aquele programa de Lula, denominado Territórios da Cidadania.

Em São Paulo, a manipulação é flagrante.
A amostra tem cinco municípios, totalizando 573 mil eleitores, que são dirigidos por tucanos. Já o número de eleitores em três municípios petistas da amostra é de 1 milhão e 400 mil eleitores, incluindo Guarulhos e São Bernardo do Campo. Existem outros indícios de falcatrua das grossas.

Em Santa Catarina, montaram uma amostra de cinco municípios, apenas um tucano, onde a eleição foi acirradíssima. Em três municípios não houve oposição aos partidos da base de Lula em 2008. E o mais escandaloso: trocaram a capital Florianópolis por São José, do PSB, onde a filha do Lula é secretária de Ação Social e está entupindo a cidade de verbas federais.

O Coturno Noturno fez a sua parte. Que os comentaristas e oposicionistas façam a sua.
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Não dá para deixar de comentar a Bahia. A amostra é imensa e tiram dali a representatividade do Nordeste. Por acaso, são 13 cidades no estado do Jaques Wagner. Em 9 delas não houve candidato de oposição em 2008. Sabem quantos municípios governados pelo DEM na amostra? Nenhum! Isto na terra do ACM! O mais engraçado é que escolheram um município, cujo nome é Boa Nova, onde o nome do prefeito é Toinho da Dilma. Nada mais simbólico para emoldurar esta pesquisa da Vox Populi.
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E o que dizer do Ceará? Naquele estado, o PSDB fez 30% das prefeituras. Sabe quantas cidades tucanas estão na amostra da Vox Populi? Zero! Das 5 cidades, 2 são do PT e 1 do PCdoB. Melhor do que isso, só patinha de caranguejo.
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Em Minas Gerais, então, a Vox Populi chutou o balde.
São 13 municípios na amostra, sendo que apenas dois são do DEM. Sabem quantos eleitores os municípios demos de Antonio Dias e Antônio Prado de Minas têm? Menos de 10 mil! Sabem quantos municípios não tiveram concorrência do PSDB, DEM e PPS em 2008, na amostra mineira? Cinco! E sabe quantos municípios governados pelo PSDB do governador Aécio Neves estão na amostra? Nenhum! Aliás, um! Juiz de Fora, com 370 mil eleitores, onde o PSDB elegeu o prefeito com 51% contra 48% do PT.
Melhor que isso só uma vaca desatolada!