Por Reinaldo Azevedo
Pronto! O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) já foi aprovado pelo Senado para ser o mais novo membro do TCU, no lugar de José Jorge. Vai herdar a relatoria do caso Petrobras. Se, no TCU, for um coveiro tão eficiente da investigação como foi nas CPIs, melhor para os larápios.
Seu nome foi aprovado por 63 votos — inclusive os de oposição — a favor e apenas um contrário, do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), em fim de mandato. Embora o voto seja secreto, ele fez questão de declarar o seu: “Vossa Excelência está dentro de uma engrenagem do PT e do governo da presidente Dilma, que a mim causa ojeriza. Não é contra Vossa Excelência ou o PMDB”.
O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), perguntou se o apoio do PT a Vital era parte de um acordo para os peemedebistas endossarem mais tarde o nome de José Eduardo Cardozo para o Supremo. Vital respondeu: “O PMDB não fez nenhum acordo.
O PMDB indicou um dos seus, e esta indicação recebeu da grande maioria dos líderes do Senado o apoio indispensável”. Apesar da suspeita, os tucanos apoiaram a indicação, que será agora submetida à Câmara, onde será igualmente aprovada. É claro que é um vexame.02/12/2014
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Senado aprova Vital do Rego para o TCU, com votos também da oposição; só Jarbas disse “não”
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O país da piada e do trocadilho prontos: Rêgo será vital para enterrar o caso Petrobras também no TCU. E arrumou um empregão até 2033! É um escárnio!

Por Reinaldo AzevedoA indicação do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), já aprovada pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) evidencia como o Brasil está longe ainda de ser uma República digna desse nome. Vamos ver por quê. O homem preside as duas CPIs que, em tese, apuram irregularidades na Petrobras: a do Senado e a Mista. Nem uma nem outra chegarão a lugar nenhum.
A primeira foi instalada para servir de ringue ao governismo, que tentou negar a roubalheira na estatal. A segunda ameaçou alguma independência, mas sucumbiu à maioria governista. A Petrobras tem muito mais receio da investigação feita pela SEC — o órgão dos EUA que regula a atuação de empresas nas bolsas daquele país — do que das duas apurações conduzidas pelo Parlamento brasileiro. Isso deveria ser considerado uma humilhação. Mas só sente a sua honra ofendida quem tem honra a defender.
A indicação para o TCU do presidente das CPIs da Petrobras que não chegam a lugar nenhum— e isso no momento em que o país se defronta com o maior escândalo da sua história, que tem justamente a estatal como epicentro — é, por si, um escárnio, ainda que ele venha a se mostrar um homem independente, o que é pouco provável. A questão não é pessoal, mas institucional.
O tribunal é composto de nove membros: três são indicados pela Câmara; três, pelo Senado; um, pela Presidência da República, e dois são escolhidos entre auditores e membros do Ministério Público que atuam no tribunal. Vital do Rêgo está sendo indicado pela cota do Senado, sob as bênçãos de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa. É aquele que detém também, sabe-se lá por quê, a prerrogativa de indicar o presidente da Transpetro, também sob investigação.
Vital do Rêgo já foi aprovado por unanimidade pela CAE, em meio a elogios e rapapés. Não terá dificuldade nenhuma em ser aprovado pelo plenário da Casa. Ele tem as bênçãos de Renan, mas também as do Planalto. Vai herdar o caso Petrobras, que estava sob os cuidados de José Jorge, que vinha causando severos incômodos ao governo e à direção da estatal. Assim como foi um diligente coveiro da apuração nas duas CPIs, Rego pode ser vital — foi inevitável o trocadilho — para fazer com que tudo termine numa farsa também no TCU.
Ah, sim: o homem tem 51 anos. Ficará no TCU nos próximos 19, até 2033. Isso é que é vida, Vital. O país que se dane!02/12/2014
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
O presidente da CPI, Vital do Rego, e a grande inverdade. Ou: Fala de senador demonstra que CPI assa a grande pizza do governismo e que esquema de corrupção não será investigado
O presidente da CPI, Vital do Rego (PB), que vinha se comportando com discrição até agora, mudou de postura para anunciar uma inverdade escandalosaPor Reinaldo Azevedo
As coisas começam a assumir um péssimo rumo.
Leiam o que informa Ricardo Brito, no Estadão Online. Volto depois.Presidente da CPI diz que ‘quadrilha’ está em Goiás
O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou que a disputa entre tucanos e petistas não vai atrapalhar os trabalhos da comissão parlamentar. “Não pode e não vai inviabilizar os trabalhos”, disse, ao fazer um balanço dos trabalhos da CPI. Vital não quis opinar se a comissão deveria reconvocar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para explicar as novas acusações de que teria firmado um compromisso com a Delta Construções, intermediado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, quando negociou a venda de uma mansão, em Goiânia.
O presidente da CPI disse que o “núcleo da quadrilha” está em Goiás. “Não sou eu que estou dizendo, qualquer criancinha sabe disso, ela nasceu lá”, afirmou. Mas ele ressalvou que esse fato não é “fator determinante” para Perillo voltar ou não à CPI. “Não tenho convicção disso, até porque espero o que a CPI vai analisar”. Requerimento do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) pediu a reconvocação de Perillo. O PT, ao contrário, defende o impeachment do governador, sem nova passagem pela CPI. Questionado se é recomendável que o vice-presidente da CPI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), defenda o indiciamento de Perillo, Vital respondeu: “O Paulo me afirmou que fez um comentário como membro da CPI, não como vice-presidente”.
Vital também se recusou a comentar o pedido de convocação de Wilder Morais (DEM-GO), o suplente do senador cassado Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO). Grampos feitos pela Polícia Federal revelaram que Wilder deveria a suplência de Demóstenes a Cachoeira. “A presidência não versa sobre conceitos isolados de requerimentos, a presidência se pronuncia depois de requerimentos aprovados”, afirmou. O senador afirmou ainda que o assassinato nessa terça-feira, 17, em um cemitério em Brasília de Wilton Tapajós Macedo, agente da Polícia Federal que participou das investigações da Operação Monte Carlo, não vai intimidar os trabalhos da comissão parlamentar. “Não há nenhuma ameaça, não há nenhuma intimidação”.
(…)
Voltei
Com a devida vênia, caro senador, só as criancinhas meio bobas acreditam nisso. A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) já fez a devida distinção na própria comissão e lançou uma proposta muito objetiva: a criação de duas subcomissões. Uma cuidaria do esquema de contravenção de Cachoeira; outra cuidaria do caso Delta!
Esquema centrado em Goiás?
É piada!
A Delta é nacional!
Cachoeira, é evidente, é apenas o braço regional da empresa de Fernando Cavendish.
Quando a construtora quis encontrar alguém influente na região Centro-Oeste, recorreu ao esquema do contraventor.
Ora, faça-se a pergunta óbvia: o que ele tem a ver, por exemplo, com os contratos celebrados entre a Delta o governo do Rio, parte significativa sem licitação?
Uma parcela das obras do Dnit, por exemplo, estavam sob a influência do esquema, mas a maior parte não passou nem perto do esquema Cachoeira.
O contraventor tinha, como já está demonstrado, o seu próprio laranjal. Mas este independia do laranjal da Delta, que atendia a outros propósitos. Vejamos: o maior ciente da construtora é o governo federal; depois dele, o do Rio; em seguida, o de Pernambuco — estado de origem da empresa. E Vital do Rego vem dizer que o centro é Goiás?
O estado pode ser, sim, o centro do esquema de contravenção liderado por Cachoeira. Mas isso é pinto (o que não quer dizer que não mereça punição) perto do que representa a Delta. Ele era apenas o operador local da rede nacional. Quem é o Cachoeira do Rio?
Quem é o Cachoeira de Pernambuco?
Quantos são os cachoeiras espalhados Brasil afora? O que Vital do Rego está dizendo é que a CPI pretende encerrar os seus trabalhos sem investigar, por exemplo, desembolsos feitos pelo governo federal à construtora em ano eleitoral e a atuação da empresa no financiamento de campanhas. Vale dizer: não se vai investigar o essencial.
A CPI pode se estender até novembro. A que veio agora a intervenção de Vital do Rego? Até havia pouco, as chicanas contra a oposição e contra a investigação eram quase exclusividade do petismo. Parece que o PMDB entrou numa fase de demonstrar sua fidelidade à aliança.
Reparem que o petista Raul Filho (PT), prefeito de Palmas, Tocantins, sumiu do noticiário. Se alguém fez promessas a Cachoeira em troca de financiamento ilegal de campanha — e sem qualquer subterfúgio ou linguagem figurada —, esse alguém é o prefeito petista. E a Delta foi, efetivamente contratada sem licitação. Aliás, até agora, estrelando filmes mesmo, em negociação com o contraventor, só há petistas: além de Filho, o deputado Rubens Otoni (GO).
Então ficamos assim: o presidente da CPI dá pistas de que a Delta não será investigada, e os petistas da comissão deixam claro que sua missão é perseguir tucanos e proteger petistas e governistas.
Confirmado: CPI virou tribunal de exceção!
18/07/2012
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