Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Mostrando postagens com marcador Eleição em SP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleição em SP. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de outubro de 2014

Alckmin vencerá no 1º turno; Serra vai forçar Suplicy a procurar um emprego. Ou: Padilha e Skaf não conseguem tirar votos da torneira



Jovens fazem protesto contra a crise hídrica ao posar em foto com Geraldo Alckmin  (Foto: Mateus Andrade/Arquivo Pessoal )

Por Reinaldo Azevedo

O Datafolha divulgou a pesquisa eleitoral em São Paulo feita entre esta sexta e este sábado. Pouca coisa mudou nos três últimos dias. O tucano Geraldo Alckmin chega a 51% e deve ser reeleito no primeiro turno; o peemedebista Paulo Skaf obtém 21%, e Alexandre Padilha, do PT, 11%. Quando computados os votos válidos, os respectivos candidatos têm 59%, 24% e 13%. Num segundo turno, que não existirá, Alckmin bateria Skaf por 67% a 33%, e Padilha, por impressionantes 77% a 23%. O tucano José Serra dispara na liderança para o Senado, com 50%, contra 37% de Eduardo Suplicy, e 9% para Gilberto Kassab, do PSD. Vejam o gráfico publicado na Folha Online.





Em São Paulo, o PT deu “PT”, isto é: perda total. Alexandre Padilha, o “poste de Lula”, desta vez, não produziu luz — nem chegou a gerar calor. Se os números do Datafolha estiverem certos, o partido terá o pior desempenho eleitoral desde 1994, chegando bem perto das três primeiras eleições que disputou: 1882, 1986 e 1990. Vejam o quadro.



Eis aí: em 1998, o PT alcançou o patamar dos 20%, com Marta. Saltou para o andar dos 30% com Genoino, em 2002, ano da ascensão de Lula, e lá se manteve. Agora, despenca de novo para o padrão das primeiras disputas, quando ainda era considerado um partido “perigoso” por causa de sua ideologia. Hoje, o que se teme no PT é a corrupção. No quadro acima, os 13% são o índice atribuído ao PT pelo Datafolha.

Campanhas desastradas
Existe um enorme repúdio ao PT em São Paulo. Na raiz, certamente estão a repulsa aos atos de corrupção associados ao partido e o desastre da gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo. Mas não é só isso que explica o desempenho pífio: raramente o partido conduziu uma campanha tão equivocada em São Paulo. Ainda no debate da Globo, viu-se um Padilha agressivo, violento na retórica, a convidar o espectador a abrir a torneira para constatar que não haveria água. Ocorre que… há água.

Skaf, que chegou a ameaçar alçar voo, ficou empacado numa campanha que chegou a flertar com o surrealismo. Apelou-se ao lepo-lepo, à recomendação para que se governasse São Paulo com tesão, e, nas últimas peças publicitárias, uma mulher se mostrava hesitante na cama em ceder ou não aos apelos do homem, dizendo-se indecisa… E então vinha a recomendação para votar em.. Skaf. Duda Mendonça perdeu a mão.

Pela terceira vez consecutiva, o PT não chega ao segundo turno em São Paulo. O PSDB elegerá o sexto governo consecutivo, o terceiro no primeiro turno. E ainda levará a única vaga no Senado em disputa, forçando Eduardo Suplicy a procurar um emprego. Ele está lá há 24 anos e, até hoje, não apresentou um único projeto do interesse do Estado que representa.

Da próxima vez, se ainda houver seca em São Paulo — tomara que não! —, o PT não tentará tirar votos da torneira.

04/10/2014

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Ibope em SP: mais um resultado desalentador para o PT. Ou: Das torneiras, não escorrem votos



SAO PAULO, SP, 29.06.2014 - CONVENCAO PSDB - SP - Aécio Neves candidato a presidencia e Governador Geraldo Alckmin durante convenção Estadual do PSDB-SP, no Centro de Exposições Imigrantes na manha deste domingo, 29. (Foto: Vanessa Carvalho - Brazil Photo Press

Por Reinaldo Azevedo

Mais uma pesquisa desalentadora para os adversários do PSDB em São Paulo. Desta feita, os números são do Ibope, que ouviu 1.512 pessoas em 78 municípios, entre os dias 26 e 28 de julho. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), sob o protocolo Nº SP- 00013/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob protocolo Nº BR – 00272/2014.

A margem de erro é de 3 pontos para mais e para menos. Se a eleição fosse hoje, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) seria reeleito com 50% dos votos. Paulo Skaf, do PMDB, aparece com 11%, e o petista Alexandre Padilha tem apenas 5%. Os demais candidatos somam 5%. Brancos e nulos são 15%, e 14% dizem não saber em quem votar.

Se Padilha amarga a rabeira entre os maiores, lidera a rejeição, com 19%. Alckmin tem 18%, e Skaf, 13%. O Ibope quis saber também como os paulistas avaliam o governo do Estado: para 40%, ele é “ótimo ou bom”; 38% o consideram “regular”, e só 19% acham que é “ruim ou péssimo”. Nada menos de 62% acreditam que Alckmin será reeleito. Só 2% dizem que será o petista.

Senado
O tucano José Serra também lidera a disputa por uma vaga ao Senado no Estado: aparece com 30% das intenções de voto, seguido por Eduardo Suplicy (PT), com 23%. Gilberto Kassab, do PSD, tem 5%.

Datafolha
Os números do Ibope, consideradas as margens de erro dos dois institutos, não diferem muito dos divulgados pelo Datafolha no dia 17 deste mês: nesse caso, Alckmin aparece com 54%; Skaf, com 16%, e Padilha, com 3%.

Já apontei aqui que, a meu juízo, Padilha e Skaf cometem um erro estratégico ao tentar jogar nas costas de Alckmin a crise hídrica. Pior: tratam o tema como se faltasse água em 100% das torneiras de São Paulo. Parece que o eleitorado rejeita esse expediente, até porque há coisas que afrontam a experiência: a esmagadora maioria das casas está sendo normalmente abastecida, e todos sabem que o Estado enfrenta a maior seca de sua história.

Insistir nessa questão, acho eu, cheira a oportunismo. Parece que os políticos exploram de modo oportunista as dificuldades reais ou potenciais dos cidadãos. Até porque o abastecimento de água não frequentou o debate eleitoral em São Paulo desde o restabelecimento das eleições diretas nos Estados, em 1982. Fazê-lo agora, quando não chove, tentando culpar o governo, não parece ser uma escolha inteligente. Mas não serei eu a tentar convencer o PT do contrário.


30/07/2014


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Malafaia não cai no truque primário do PT-SP e de parte da imprensa e separa alhos de bugalhos, dizendo, como sempre, o que pensa — concordem ou não com ele

Por Reinaldo Azevedo

Tentaram envolver o pastor Silas Malafaia numa trapaça óbvia, comparando o material produzido pela Secretaria de Educação de São Paulo contra várias formas de preconceito ao kit gay do MEC, elaborado na gestão Haddad. Reportagem publicada pela Folha Online não hesitou: afirmou que “Serra distribuiu” (sic) material semelhante ao kit gay. Nota: a Folha nunca atribuiu o material do MEC a Haddad pessoalmente.

Sigamos.

Como o pastor Malafaia gravou um vídeo em apoio à candidatura Serra, começou uma cobrança para que, acreditem!, retirasse o seu apoio ao tucano — que é dele, pessoal, não da sua igreja. Igreja não vota, como ele meso destacou. E ele gravou um novo vídeo dizendo o que pensa e reafirmando o apoio a Serra, deixando claro que não concorda com todos os aspectos do material preparado pela Secretaria de Educação.

Eu também não concordo, diga-se.

As minhas restrições são diferentes das dele.

Ocorre que estamos entre aqueles capazes de tolerar a divergência — o que não é verdade no mundo petralha.

Segue o novo vídeo.

Volto em seguida.

Voltei
No vídeo, como vocês viram, Malafaia faz referência ao senador Lindberg Farias (PT-RJ) a partir dos 50 segundos.

Esclareço do que ele está falando reproduzindo parte de uma post que escrevi aqui no dia 5 de abril deste ano:



Comecemos pelo lead, pela notícia do dia, porque o início dessa história está lá atrás, em junho do ano passado. Já conto. O Setorial LBGT (lésbica, gays, bissexuais e transgêneros) do PT divulgou nesta quinta uma nota de repúdio ao senador do partido Lindberg Farias. O que ele fez? Num discurso em plenário, solidarizou-se com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, que está sendo acusado de homofobia pelo Ministério Público Federal. Mas o que fez, afinal de contas, o pastor? Então agora é preciso recuar a junho do ano passado.
O tema da marcha gay de 2011, em São Paulo, a maior do país, fazia uma óbvia provocação ao cristianismo: “Amai-vos uns aos outros”. Nem eles nem os cristãos são ingênuos, não é? O “amar”, no caso, assumia um conteúdo obviamente “homoafetivo”, como eles dizem. Como provocação pouca é bobagem, a organização do movimento espalhou na avenida 12 modelos masculinos, todos seminus, representando santos católicos em situações “homoeróticas”.
Tratava-se de uma agressão imbecil a um bem, destaque-se, protegido pela Constituição. Na época, escrevi:
“Sexualizar ícones de uma religião que cultiva um conjunto de valores contrários a essa forma de proselitismo é uma agressão gratuita, típica de quem se sente fortalecido o bastante para partir para o confronto. Colabora com a causa gay e para a eliminação dos preconceitos? É claro que não! (…) Você deixaria seu filho entregue a um professor que achasse São João Batista um, como posso dizer, “gato”? Que visse São Sebastião e  não resistisse a o apelo ‘erótico’ de um homem agonizante, sofrendo? O que quer essa gente, afinal? Direitos?”
Ah, sim: a proposta então, não sei se levada a efeito, era distribuir 100 mil camisinhas que trouxessem no invólucro a imagem dos “santos gays”. A hierarquia católica fez um muxoxo de protesto, mas nada além disso. Teve uma reação notavelmente covarde. O sindicalismo gay reivindique o que quiser! Precisa, para tanto, agredir a religião alheia? Embora, por óbvio, não seja católico, Malafaia reagiu em seu programa de televisão. Afirmou: “É para a Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe? Baixar o porrete em cima pra esses caras aprender. É uma vergonha!”. Ele acusou os promotores do evento de “ridicularizar os símbolos católicos”. Teve, em suma, a coragem que faltou à CNBB!
Pois é. O Ministério Público viu na sua fala incitamento à violência!!! Ah, tenham paciência, não é? O sindicalismo gay tem de distinguir um “pau” que fere de um “pau” metafórico — ou “porrete”. Alguém, por acaso, já viu católicos nas ruas, em hordas, a agredir pessoas? Isso não acontece em nenhum lugar do mundo! O contrário se dá todos os dias: o cristianismo, nas suas várias denominações, é a religião mais perseguida do mundo, especialmente na África e no Oriente Médio. E, no entanto, não se ouve um pio a respeito. A “cristofobia” é hoje uma realidade inconteste. A homofobia existe? Sim! Tem de ser coibida? Tem! Mas nem as vítimas desse tipo de preconceito têm o direito de ser “cristofóbicas”!
É evidente que “baixar o pau” ou “porrete”, na fala do pastor, acena para a necessidade de uma reação da religião agredida — legal, se for o caso. É uma metáfora comuníssima por aí afirmar que alguém decidiu pôr outrem “no pau”, isto é, processá-lo: “Fulano pôs a empresa no pau”, isto é, “entrou com um processo trabalhista”.

Os cristãos, no Brasil, não agridem ninguém. Mas são, sim, molestados, a exemplo do que se viu há dias numa manifestação contra o aborto. Faziam seu protesto de modo pacífico, sem agredir ninguém, quando o ato foi invadido por um grupo de abortistas. Estes queriam o confronto, a agressão. Ganharam uma oração.
A ação contra Malafaia, na verdade, tem um alcance maior. Ele é um dos mais notórios críticos da tal lei que criminaliza a homofobia — e que, de fato, avança contra a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Os que cultivam os valores da democracia não precisam, no entanto, concordar com o que ele diz para reconhecer seu direito de deixar claro o que pensa.
Vejam como autoritarismo e hipocrisia se cruzam nesse caso. Os agressores — aqueles que levaram os “santos gays” para a avenida — se fazem de vítimas e, em nome da reparação a um suposto agravo, querem punir um de seus críticos. É um modo interessante de ver o mundo: os sindicalistas do movimento gay acham que, em nome da causa, tudo lhes é permitido. E aqueles que discordam? Ora, ou o silêncio ou a cadeia!
É assim que pretendem construir um mundo melhor e mais tolerante.
Encerro
A ação contra Malafaia não foi nem julgada. Foi apenas extinta, tão absurda era ela, pois se tratava de uma óbvia agressão à liberdade de expressão. A propósito: quem agrediu um bem protegido pela Constituição — valores religiosos — foi o movimento gay. Malafaia apenas havia exercido um outro bem protegido pelo Artigo 5º: o direito de se expressar.
Quanto à questão do dia, dizer o quê? Tentaram tratar Malafaia como um ingênuo, procurando forçá-lo a retirar o apoio a Serra ao igualar alhos com bugalhos. Mas ele não caiu no truque e estabeleceu as devidas distinções.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Serra diz que novo, no Brasil, é mandar corrupto para a cadeia




"A grande inovação hoje em dia é a corrupção levando gente à cadeia"

Por Bruno Boghossian
Estadão

No primeiro dia de campanha do 2º turno da eleição municipal de São Paulo, o candidato do PSDB, José Serra, manteve seu foco sobre o julgamento do mensalão e tentou derrubar o slogan de seu adversário na disputa, Fernando Haddad (PT).

Em referência indireta ao mote do “novo” adotado pela campanha petista, Serra disse em entrevista à rádio Jovem Pan que a “grande novidade” do País é a punição aos políticos acusados de corrupção.

“Fala-se muito de novidade no Brasil. A grande inovação hoje em dia é a corrupção levando gente à cadeia, é a impunidade que começa a acabar. Não tem (novidade) maior pra quem está atrás de novidade na vida pública brasileira”, disse o tucano.

“É evidente que na questão nacional há um mal que não pode ser ignorado, que é a questão da ética, da verdade, da corrupção…


É tratar governo como se fosse propriedade privada.”

Na disputa entre PSDB e PT no 2º turno, Serra vai adotar um discurso baseado na ética, com o objetivo de ligar os petistas a casos de corrupção.

“Quem fala do mensalão é a imprensa, é a opinião pública, são as pessoas que eu encontro na rua.

A campanha não é realizada fora do planeta Terra e fora do nosso País, então é um assunto que naturalmente aparece”, afirmou.
(…)

08/10/2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Malafaia declara apoio a Serra; petistas tentam fazer barulho. Façam mesmo, ué!



O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, anunciou hoje o seu apoio ao candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, José Serra

                         Por Reinaldo Azevedo

A petezada já está tentando fazer estardalhaço nas redes sociais. Malafaia é um crítico severo do kit gay criado por Fernando Haddad.

Entendo que os tucanos têm mais é de dar corda. Ajudem a espalhar o apoio de Malafia. Qual o problema? Aquele kit era mesmo um absurdo, sob qualquer ponto de vista.

Uma coisa é um líder religioso dar apoio a alguém, o que se faz em qualquer democracia do mundo. Outra, bem diferente, é uma denominação religiosa ter um candidato e gerenciar uma candidatura, como é o caso da Universal do Reino de Deus em relação a Celso Russomanno (PRB).

Muito bem! Os petistas estão fazendo barulho como se Malafaia fosse um apoio negativo a Serra. Entendo que é positivo. Ajudem a divulgar. Prestam um favor aos tucanos! Aliás, no Rio, Malafaia apoia a candidatura de Eduardo Paes, que tem um petista como vice. Nesse caso, os petralhas acham o apoio bom e justo. São quem são: quem está com eles é bom; quem não está é mau. Às vezes, o bom e o mau são a mesma pessoa!

Malafaia não faz concessões nas suas crenças e convicções, mas não é um chicaneiro na sua função pastoral. Quando os católicos foram estupidamente agredidos numa parada gay, ele saiu em defesa da Igreja Católica e foi até processado por isso.

De resto, se o PT não quer o apoio de líderes religiosos, por que vive puxando o saco deles? Então diga que não quer os seus votos. Que eu saiba, Edir Macedo é parceiro do PT. O dono da Universal e da TV Record fez campanha para Dilma, foi à sua posse e teve direito a cochicho ao pé do ouvido.

Ora…

01/10/2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Achacadores da esperança, demagogos da miséria, cafetões da pobreza!



Ou: Lá está Suplicy tirando uma casquinha eleitoral da infelicidade alheia!

                       
                        Por Reinaldo Azevedo


Eu vou lhes contar uma história escabrosa.
Espalhem este texto. Debatam-no nas redes sociais. O tema diz respeito a todas as capitais brasileiras e a várias outras cidades médias e grandes.

Os pobres brasileiros viraram massa de manobra de pilantras, de vigaristas, de achacadores da esperança, de cafetões da pobreza, de demagogos da miséria, que farejam as tragédias como os urubus, a carniça. O caso que vou relatar abaixo aconteceu em São Paulo, mas é assim em toda parte, e os leitores do Brasil inteiro — e muitos que há América Latina afora — saberão do que falo.


Há uma ocupação irregular em São Paulo chamada “favela do Moinho”. Fica localizada, como vocês podem ver abaixo, entre duas linhas de trem, que passam a menos de meio metro de muitas casas.


Crianças se espalham pelos trilhos, e a tragédia as espreita — quando, então, aqueles pulhas correrão para encharcar com suas lágrimas asquerosas as vítimas de sua demagogia.


Há laudos demonstrando que o solo está contaminado. Sobre um dos lados do quase trapézio (à esquerda), como vocês podem ver abaixo, há um viaduto. Há barracos embaixo dele. Volto em seguida.

 

Essa imagem localiza o incêndio do ano passado. No começo desta semana, um rapaz brigou com o seu namorado e teve uma ideia: usou um botijão de gás como maçarico e matou seu companheiro estável.


Provocou um incêndio. Justamente embaixo do viaduto. Pelo menos oitenta barracos foram destruídos. As linhas de trem ficaram interditadas por um bom tempo. O elevado teve de ser fechado. Placas de concreto, que se despregaram com o calor, ameaçam desabar.

Quando secretário de Subprefeituras, Andrea Matarazzo tentou remover a favela do local. É evidente que ela não pode ficar ali em razão do risco que representa à segurança dos moradores. Seja pelas linhas do trem, seja pelo solo contaminado, seja pela qualidade das moradias, o risco é permanente.


Não se tratava de dar um pé no traseiro dos moradores e pronto! A Prefeitura se dispôs, inclusive, a pagar aluguel para os que se cadastrassem. Tudo inútil. Armou-se um grande salseiro. Já escrevi dois textos a respeito.

Os supostos “amigos do povo” entraram em ação, acusando a iniciativa da Prefeitura de “higienista” — os mesmos que também tentaram impedir que o estado de direito chegasse à região conhecida como Cracolândia.


O padre Júlio Lancelotti, cujo Deus tem coloração partidária (é do PT!), protestou. Na PUC-SP, formou-se um núcleo de defesa dos moradores do Moinho, como se a intenção da Prefeitura fosse atacá-los.


O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), claro!, se mobilizou. E o senador Eduardo Suplicy (PT), como sempre, foi lá oferecer a sua solidariedade e, por que não?, falar sobre o renda mínima…

Em busca de um cadáver
Muito bem! Na noite de ontem, com as placas de concreto se desprendendo do viaduto, a Prefeitura fez o óbvio: isolou a área e impediu que novos barracos fossem construídos embaixo dele antes que se faça o devido reparo.


Um “líder comunitário”, formado na engenharia da vida — se Lula tem 7.867 títulos de doutor honoris causa, por que não? —, achou que a área isolada era muito grande, entenderam? E mobilizou moradores para impedir o trabalho da Guarda Municipal — que passou a ser hostilizada.

Leiam os textos que saíram nos portais da imprensa paulistana, obsessivamente antitucana, obsessivamente anti-Kassab.

Podem ser “anti-o-que-bem-lhes-der-na-telha”, ora essa! Mas e os fatos?

Quando só depoimentos contra a Guarda Municipal são colhidos, há algo de errado na narrativa. Imaginem se a Prefeitura permite que novos barracos sejam construídos antes dos reparos e se uma placa de concreto cai na cabeça de moradores, o que pode ser morte certa! O mundo vem abaixo.

Mas pergunto: não é justamente cadáveres o que querem esses “amigos do povo”?
A guarda começou a ser atacada. Foi preciso pedir o auxílio da PM. Foram usadas balas de borracha “contra o povo”, como diz o PT. Os companheiros acham que esse recurso é válido quando empregado pelas polícias e guardas sob o comando dos governantes de seu partido ou da base aliada.


Já demonstrei como casos de cegueira em razão do mau uso desse expediente cegaram pessoas em estados governados pelo PT. Procurem no arquivo.

Mas o melhor vem agora. Mal o confronto havia começado, a favela do Moinho se encheu de políticos. Foram pra lá a candidata do PPS à Prefeitura, Sônia Francine, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o deputado Adriano Diogo (PT-SP) e, ora vejam, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).


A cena não poderia estar completa sem a presença do padre Júlio Lancelotti, o que sempre cai de joelhos diante de um homem humilde.


Incrível! Toda essa gente estava sem agenda, à espera, pelo visto, de um “conflito social” para ir prestar a sua solidariedade.

 Pergunto-me: onde andavam esses patriotas, esses amigos do povo, durante a gestão de Marta Suplicy (2001-2004).

Também havia incêndio em favelas naquele tempo. Aliás, muito mais do que hoje em dia. Os números são estes:

2001 – 224

2002 – 169

2003 – 200

2004 – 185
A partir de 2005 — são dados oficiais —, caíram espantosamente as ocorrências:

Gestão Serra

2005 – 151
2006 – 156

Gestão Kassab

2007 – 120
2008 – 130
2009 – 129

2010 – 31

2011 – 79

2012 – 69
O que eu estou sugerindo?

Que o fogo gosta do PT?

Ainda se fosse o contrário…

Não!

Trabalhos de urbanização de favelas e de regularização das instalações elétricas respondem pela diminuição de ocorrências — tudo devidamente ignorado pelo noticiário.

O que faziam os petistas ontem à noite na favela do Moinho? O mesmo que faziam horas depois do incêndio, enquanto os bombeiros ainda realizavam o trabalho de rescaldo: campanha eleitoral em cima da desgraça alheia.


Os barracos destruídos ainda soltavam seus fumos, e uma equipe de TV de Fernando Haddad já estava lá, filmando tudo, na certeza de que aquilo rende votos.

Há, pois, nisso um norte ético, moral mesmo: se as desgraças rendem votos ao PT, infere-se que os terá tanto mais quanto maiores elas forem.

Seus partidários estavam lá, provavelmente, para acelerar a história.

Não! O partido não age assim só em São Paulo. Age assim onde quer que seja oposição. Quando, então, chega ao governo, aí usa com gosto as balas de borracha e o gás pimenta. Em nome da classe trabalhadora, do futuro e dos amanhãs que cantam!

Esse é o país do petralhas que assombra o país dos decentes, ricos ou pobres.
Texto originalmente publicado às 3h39

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Datafolha — Depois de apoio de Maluf, Haddad oscila dois pontos para baixo; só Serra e Russomano têm oscilação positiva



A Folha publica nesta quarta uma nova pesquisa Datafolha sobre a corrida para a sucessão em São Paulo

Por Reinaldo Azevedo

O levantamento foi feito ontem e anteontem.

O anterior era dos dias 13 e 14.

Todos os candidatos oscilaram para baixo, menos o tucano José Serra, que passou de 30% para 31%, e Celso Russomano, do PRB, que foi de 21% para 23%.

Fernando Haddad, candidato do PT, oscilou dois pontos para baixo, indo de 8% para 6%.

É a primeira pesquisa realizada depois que Paulo Maluf declarou apoio ao candidato do PT.

Veja os números no infográfico publicado na Folha.



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Maluf disfarçado de Jesus…




Por Reinaldo Azevedo

Dilma deu a Paulo Maluf o cargo que ele queria no Ministério das Cidades (já trato do assunto) na esperança de que o PP apoie Fernando Haddad em São Paulo.

Os petistas, claro!, estão doidos para chamar Maluf de “companheiro”.

Já lavaram a reputação de gente até pior.

“Arbustus”, no Twitter, saiu-se com esta:

“As vezes, Jesus se disfarça de Maluf só para testar a fé da militância.”

É uma excelente sacada!

O diabo faz a mesma coisa!

Finge-se de anjo só para ver se o petismo é tentado mudar de vida.

Mas jamais se decepcionou, se é que vocês me entendem.

15/06/2012