
O advogado Edson Ribeiro, preso agora há pouco na Operação Lava Jato, chegou a propor, em março de 2014, para integrantes da oposição, uma delação premiada do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró no auge do escândalo da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
Edson Ribeiro chegou a afirmar a integrantes do PSDB que Nestor Cerveró iria desmentir as declarações da presidente Dilma Rousseff de que teria se baseado em um parecer técnico falho para aprovar a compra da refinaria, que deu prejuízo à Petrobras de cerca de R$ 800 milhões, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU). Quando a compra foi autorizada, Dilma era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras.
Dois meses depois, em depoimento à CPI mista da Petrobras, que funcionava na ocasião, Cerveró mudou sua versão evitando o embate direto com a presidente Dilma. Na ocasião, o senador Delcídio do Amaral, também preso pela PF, foi acionado para monitorar de perto o ex-diretor da Petrobras, a quem chamava de "Nestor".
Cerveró chegou a fazer media training bancado pela Petrobras para adequar o seu depoimento à versão do Palácio do Planalto.
Ao Blog, o deputado Antônio Imbassahy (BA), que era líder do PSDB no ano passado, confirmou que foi procurado por Edson Ribeiro em março de 2014 com a proposta de uma delação premiada de Cerveró que contestaria as afirmações da presidente Dilma Rousseff.
Veja no vídeo o relato de Imbassahy feito ao Blog
27/11/2015
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