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segunda-feira, 24 de maio de 2010

O calvário da tradutora do Discurso sobre o Nada

 O calvário da tradutora do Discurso sobre o Nada

Por Augusto Nunes
Se só Celso Arnaldo consegue decifrar o dilmês, traduzir para o inglês o que diz Dilma Rousseff é mais complicado que marcar, sozinho, o ataque inteiro do Santos. Se soubesse disso, a angolana escalada para a missão impossível teria pedido demissão antes da chegada a Nova York da sucessora que Lula inventou. Acompanhe o calvário da tradutora do Discurso sobre o Nada, resumido por Celso Arnaldo:

Eu cantei a bola. O tradutor de Dilma em Nova York seria levado à loucura ao perceber, já nas primeiras palavras, que a simultaneidade da tradução é uma impossibilidade humana na compreensão e na versão da fala de Dilma para qualquer idioma.

Dito e feito. Leio na Folha que a coletiva de imprensa no New York Palace teve problemas de tradução. O problema é Dilma — mas, em respeito à convidada, culparam o mensageiro.

A primeira parte de sua entrevista foi traduzida por um homem. Os tradutores simultâneos, não sei se todos sabem, têm normas rígidas de trabalho – não podem atuar mais do que duas horas seguidas, porque é uma das três mais estressantes atividades do mundo, dizem os especialistas.

No caso de discurso ou entrevista de Dilma, o tempo máximo de trabalho contínuo deve ser reduzido ao prazo de meia hora, estourando – findo o qual, o coitado é levado ao pronto-socorro mais próximo, com estafa galopante, olhos em midríase, pulso acelerado, delírios trêmulos, um quadro, enfim, de overdose.

Efetivamente, esse primeiro tradutor pediu para sair depois de meia hora. Saiu cambaleando e precisou de ajuda para não desabar, sendo levado ao serviço médico da casa.

Entra em cena uma mulher, a angolana Marísia Lauré, que fala 12 línguas e domina inglês e português como Shakespeare e Camões. Ninguém melhor do que uma mulher para entender a alma e a fala de Dilma, certo? Errado.

Já nas primeiras frases, Marísia entrou em pane. Quando Dilma, discorrendo sobre o Banco Central, mencionou a expressão “autonomia operacional”, a tradutora, já em transe, esqueceu o “operacional”. Dilma percebeu, parou e, numa língua que remotamente lembrava o inglês, corrigiu: “Opereichional autônomi”.

E veio à tona a repressora Dilma: “Eu peço para você traduzir literalmente, porque é complicado”.

Sim, é complicado. Dilma é mais complicada ainda. Ela passou a falar sobre privatizações e as empresas que devem permanecer públicas, como Petrobras, Eletrobras, bancos públicos. A tradutora esperou que a convidada concluísse a frase para traduzir. Ao final, Dilma conferiu com a platéia: “Não faltou da Petrobras?”. Não, não tinha faltado.

Na frase seguinte, Dilma ouviu o início da tradução e, achando que havia mais um erro, interrompeu Marísia. “No, no,no. Yes, yes, yes”, emendou, ao se dar conta de que a frase traduzida estava correta, arrancando risos da plateia atônita. E emendou: “Eu prefiro que você copie e faça porque se não eu vou quebrar meu raciocínio todo, tá bom?”

Tava mais ou menos bom, porque a esta altura Marísia estava quase desmaiando com o raciocínio quebrado de Dilma. Preferiria estar traduzindo, sob chibatadas, o ditador King Jong-il em coreano – idioma que ela não domina.

Na pergunta seguinte, a angolana trocou “redução da dívida” por “redução de impostos”. Dilma a interrompeu novamente.

“Copia, minha santa, eu vou falar”.

Nesse momento, a organização trouxe de volta o tradutor anterior – que, segundo testemunhas, entrou no palco empurrado. Chegaram a ver o brilho de uma lâmina em suas costas – mas a informação ainda carece de confirmação.

E a coisa foi indo, aos trancos e barrancos, como qualquer fala de Dilma, traduzida para qualquer idioma, mas sobretudo no original, em português.

Ao final da coletiva, Maurísia e Dilma se abraçaram. A tradutora, ainda com o olhar perdido, esgazeado, pediu desculpas e atribuiu o engano ao excesso de trabalho – de fato, cinco minutos traduzindo Dilma equivalem aos seis anos que Champollion gastou decifrando a Pedra da Rosetta.

“Você trabalha muito bem”, disse Dilma, comprovando, mais uma vez, que mentir é sua melhor tradução.

Apenas uma dúvida: como verter “minha santa” para o português? My Saint, por acaso?
22 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

PT- SOCIALISMO MAFIOSO


PT- SOCIALISMO MAFIOSO

POR RIVADAVIA ROSA

o ‘bolchevismo mafioso’ concepção reconfigurada no siglo XXI do marxismo-leninismo (os fins justificam os meios e na lei do silêncio OMERTÁ – ‘fundamento criminoso’ da Cosa Nostra – a honorável societas sceleris de proteção, de solidariedade e de lealdade entre os honrados homens da Máfia - em que nada se sabe, nada se escuta e nada se fala,   cujo chefe máximo é o Capo dei tutti i capi - chefe dos chefes que, portanto, nunca sabe de nada) -  preconiza e atua de forma organizada de que a corrupção é o caminho mais rápido para fazer uma revolução econômica, e que por meio desse processo criminoso de ‘redistribuição de renda’ eufemismo para expropriação dos que produzem - pode realizar a mudança social, no caso da 'nomenklatura'.

AÍT TEMOS A GOVERNANÇA DO DUPLO DISCURSO (bipolaridade) – ou uma nova/nueva patologia sociopolítica criminosa do século XXI, estruturada segundo o modelo societas sceleris (mafioso) – que quando na oposição com relação à corrupção é a grande inquisidora, acusadora radical, detentora do monopólio da ética na política e defensora intransigentes da democracia, dos direitos humanos ...; porém - no governo/poder praticam exatamente aquilo que condenavam, só que de forma sistemática e organizada; auto proclamada ética, democrática, transparente e PROGRESSISTA – é na realidade aética, totalitária, criminosa e neo-regressiva como revela o maior saque aos cofres públicos da história das Repúblicas latino americanos onde a esquerda assumiu o poder.

O acordo de Ahmadinejad

por JN
Notas ao café 


Rainer Hachfeld, «Neues Deutschland»

O presidente brasileiro, Lula da Silva, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, conseguiram um acordo com o Presidente Mahmoud Ahmadinejad que surpreendeu o mundo. Segundo este novo acordo o Irão concordou em enviar grande parte do seu urânio pouco enriquecido para a Turquia para armazenamento, cerca de 1,2 toneladas.

Em troca, um ano depois o Irão receberá 120 kg de urânio enriquecido da França e da Rússia para a produção de isótopos para uso em medicina. O acordo é semelhante ao negociado com os países ocidentais em Outubro de 2009, mas agora poderá complicar os esforços do Presidente Obama para aumentar as sanções internacionais contra o Irão, especialmente por parte da China que recebeu com agrado o novo acordo, assim como a Rússia.

A The Economist escreve que o novo acordo dificilmente agradará aos EUA e a muitos dos seus aliados e Hillary Clinton, esta terça-feira, disse que os países do Conselho de Segurança da ONU chegaram a um acordo sobre uma proposta de resolução que prevêem novas sanções contra o Irão. Um dos países contra é, algo esperado, o Brasil e a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o país não irá participar na discussão porque “há uma nova situação” no momento, referindo-se ao recente acordo obtido em Teerão.

Joep Bertrams

Para David Albright não existe qualquer razão para o Conselho de Segurança e o Presidente Barack Obama não continuarem as negociações para impor novas sanções ao Irão.

Michael Roston é da opinião que o Presidente americano deve simplesmente recusar este novo acordo:

[...] What’s worse, by negotiating a deal with Brazil and Turkey, Iran is using the old tactic of packing the room with more parties, adding to the complexity of the negotiating process down the road. It’s no longer just the UN Security Council’s permanent members plus Germany jawing over Iran’s nuclear program – now we have to deal with political developments in Brazil and Turkey going forward.

Instead of peeling the onion, Iran seems to want to add more layers. It really shouldn’t be hard for Obama to reject this notion, stating outright that America is interested in negotiating a comprehensive package involving the entirety of Iran’s nuclear program. [...]

Para David Rothkopf fala da surgimento de uma nova diplomacia no Médio Oriente e com novos actores

[T]urkey and Brazil working closely with Russia, India, and China, have effectively sent a message that Plan B has returned to the global equation. They have essentially said they didn’t want to go along with the American approach to solving the problem (sanctions) and were vehemently against the Israeli approach (bombs away). [...]

Something else vitally important to notice has happened here. This has become the first Middle Eastern stand-off in which the most important player from outside the region was China — because China is the one country that had and has the power to determine whether or not a sanctions regime would work. [...]

Thus this deal may seem smallish and technical from afar, but it could well signal a change in the way international diplomacy works. Certainly, it signals an intent on the part of a group of vitally important emerging powers not to be cowed by the “with us or against us” mindset that still permeates some in the U.S. foreign policy establishment.

Notas ao café…
Maio 19, 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Democracia e corrupção



Por Roberto Freire *
Aqui.

A conquista da democracia no país, fruto de uma longa luta da cidadania contra a ditadura militar instalada em 1964, sacramentada pela Constituição de 1988, possibilitou, entre outras coisas, a centralidade da sociedade civil como o meio decisivo de ampliação e aprofundamento do próprio processo democrático.

Isso ocorreu em função da capacidade desta de pressionar o governo, em seus diversos níveis, por mais eficiência, transparência e responsabilização de seus mandatários na gestão da res publica.

No entanto, temos assistido ao longo desse período, com crescente preocupação, à instalação de um sistema de corrupção que vem drenando bilhões de reais dos cofres públicos, como revelam ininterruptas operações da Polícia Federal, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas, principalmente o TCU.

Esse sistema criminoso de desvio de recursos públicos em todas as instâncias de governo compromete todos os serviços que são dever do Estado e direito do cidadão. Daí nossa precaríssima educação pública, nosso arruinado sistema de saúde, os inacreditáveis índices de violência e insegurança pública, além da depauperada infraestrutura que pesa sobre todos nós, impondo sofrimento, notadamente às populações de regiões mais afastadas do Centro-Sul do país, e bloqueando nosso desenvolvimento econômico ao castigar o setor produtivo e elevar o chamado custo Brasil.

Além disso, a corrupção, como método, já pode ser percebida também em todos os poderes constituídos, como inquéritos policiais têm demonstrado, ameaçando a própria democracia como sistema de governo.

Lembro aqui o ocorrido na Itália nos anos 90, na sequência do escândalo do Banco Ambrosiano, em 1982, que implicava a máfia, o Banco do Vaticano e a loja maçônica P2, quando se desencadeou a Operação Mãos Limpas, investigação judicial de grande envergadura visando esclarecer casos de corrupção envolvendo agentes do estado.

Foi a partir da ação do judiciário italiano, durante a Operação Mãos Limpas, que se conseguiu quase 3 mil mandados de prisão; mais de 6 mil pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros.

Esta ação fulminante e decidida permitiu que a democracia na Itália se fortalecesse no combate à corrupção que se entranhara no aparelho de Estado, envolvendo grandes empresários, políticos de renome nacional e muitos servidores públicos, com a prisão dos culpados - apesar de hoje a administração Berlusconi representa um retrocesso a todo aquele avanço conquistado.

Estamos assistindo no país, atualmente, o mesmo silencioso processo de apropriação da máquina pública pela lógica da corrupção, como um sistema que organiza o próprio processo político-eleitoral.

Cada vez mais partidos e políticos são investigados e denunciados, agentes do Estado flagrados em ilegalidades, concorrências viciadas e obras superfaturadas, como tem denunciado o MP e o TCU.

O dinheiro se destina a enriquecimento ilícito e/ou irriga campanhas políticas. Não estaria na hora de nossa Operação Mãos Limpas?

Roberto Freire é presidente do PPS
Partido Popular Socialista

Senado aprova projeto ficha limpa por unanimidade


Projeto que tenta barrar candidato condenado teve 76 votos a favor.

Movimento que fez a proposta deseja que regra valha para esta eleição.
Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasília
O Senado aprovou nesta quarta-feira (19) o projeto ficha limpa, que impede a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos. Foi mantido o texto aprovado na Câmara.

O projeto teve 76 votos a favor, sem votos contrários e abstenções –o presidente do Senado não votou e quatro senadores não compareceram à sessão. O projeto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  G1

Israel alerta que Teerã engana todo mundo

Questão nuclear

Por La Vanguardia

"Uma vez mais, o Irã conseguiu evitar as sanções internacionais e enganar todo mundo", declararam na terça-feira fontes diplomáticas israelenses ao La Vanguardia. Oficialmente, o primeiro ministro de Israel ordenou ao executivo que mantenha silêncio absoluto até segunda ordem.

No entanto, apesar de o país estar em plena comemoração do Shavuot (Pentecostes), Benjamin Netanyahu convocou os sete principais ministros de seu gabinete de emergência para debater a nova situação.

Em Jerusalém se reconhece que as pressões diplomáticas ininterruptas para tomar medidas contra Teerã, por causa de seu programa nuclear, estão agora em suspenso.

Quase aos 45 minutos do segundo tempo da aprovação de novas sanções, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad sacou uma nova carta da manga e neutralizou os esforços da comunidade internacional.



Além disso, fontes dentro do governo israelense afirmam que as regras do jogo na região mudaram, já que o novo acordo dá à Turquia (um dos países mais críticos a Israel nos últimos meses) maior protagonismo e a converte no receptor de urânio enriquecido do Irã.

As reuniões entre George Mitchell (o enviado de Barack Obama) e as autoridades israelenses, que devem acontecer nos próximos dias, serão focadas na questão iraniana.

"Devemos analisar detalhadamente as ações do Irã. Já vimos no passado como Ahmadinejad é o último que ri", disse o ministro da Indústria e Comércio israelense e general de reserva Benjamin ben Eliezer. O ministro acredita que o único raio de luz neste acordo é que o Irã mostrou-se suscetível a pressões diplomáticas.

Jogo confuso - O novo acordo embaralha o complexo jogo em torno da questão nuclear iraniana. Para Israel, o Brasil é um dos países mais problemáticos entre os membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, já que se opõe a sanções ao Irã. Entre os cinco membros permanentes do conselho, Rússia e China são os mais críticos às sanções.

Analistas israelenses como Alex Fishman, do jornal Yediot Ajronot, afirmam que "Israel deve se acostumar à ideia de que os Estados Unidos aceitam um Irã nuclear, ainda que não declarem isso formalmente".

E completa: "O que mais preocupa Washington é uma ação militar unilateral de Israel, já que os Estados Unidos estão envolvidos em duas guerras e teria de abrir uma terceira frente".

Em geral, os analistas em Jerusalém acreditam que, com o acordo, mediado por Turquia e Brasil, o Irã deu um novo passo na direção de sua primeira bomba atômica.  Aqui.

19 de maio de 2010

A cena mais patética das Arábias...


O comentarista Arnaldo Jabor afirmou que o presidente Lula realizou a cena mais patética das Arábias.

Para ele, o chefe de Estado brasileiro usou a aparência em vez da realidade.

gustavosradv

Veja vídeo que causou polêmica durante sabatina dos pré-candidatos em Brasília

Veja vídeo que causou polêmica durante sabatina dos pré-candidatos em Brasília


RENATA LO PRETE
LETÍCIA SANDER
do Painel


Um vídeo que descreve o périplo de um prefeito pelos gabinetes de Brasília em busca de verbas para seu município causou polêmica durante a participação dos presidenciáveis, na manhã de hoje, na Marcha dos Prefeitos, em Brasília.


Durante sua exposição, José Serra (PSDB) se referiu mais de uma vez à produção ("Cadê o vídeo?") e disse que gostaria de assisti-lo. Pessoas envolvidas na organização do evento explicaram que não havia como atender o pedido do tucano naquele momento.


De acordo com apoiadores que acompanhavam Serra, a não exibição do vídeo foi uma exigência de Dilma Rousseff (PT) para comparecer, pois a peça teria sido considerada demeritória das ações do governo Lula. Entrevistada ao final de sua exposição, Dilma negou o veto e disse que nada sabia sobre o assunto.

Segundo a Folha apurou, houve uma negociação entre a Confederação Nacional dos Municípios, organizadora da marcha, e assessores da candidata petista, ao fim da qual ficou definido que o vídeo não seria exibido. A negociação teria envolvido também assesores dos demais candidatos.



Conteúdo



Com o título "O calvário dos prefeitos para conseguir recursos - "A história do pires na mão", o vídeo é feito em formato de história em quadrinhos e narrado por um locutor. Conta a história da peregrinação de um prefeito que recebe "inúmeros pedidos da população".


O prefeito, então, liga para um parlamentar, que se compromete a encaminhar uma emenda para a liberação de recursos. Logo começa a peregrinação do prefeito a Brasília, para onde, segundo o vídeo, ele tem que ir "uma, duas, três vezes". A seguir, ele vai à Caixa (Caixa Econômica Federal) buscar informações sobre documentação, que ele providencia.


Na história, a primeira parcela da emenda não é liberada. O prefeito descobre que deve assinar um documento afirmando desistir de uma dívida que na prática não existe.


Por diversos problemas com a burocracia estatal, o prefeito é obrigado a pagar com recursos do próprio município a dívida com a empreiteira que realizou a obra.


Resultado: o vídeo mostra o prefeito sendo algemado e preso, colocado na parte traseira de um carro da polícia, sugerindo que os desvios de conduta acontecem em razão da burocracia federal. O vídeo termina citando diversas operações policiais que terminaram em problemas para os prefeitos.

Charge do dia...

 O Acordo

 Paixão

Conheça os principais pontos do projeto Ficha Limpa


Saiba quais são os principais pontos do projeto Ficha Limpa, que teve sua votação concluída pela Câmara .

1 - Veta a candidatura de políticos com condenação na Justiça, nos julgamentos em instâncias colegiadas (nas quais houve decisão de mais de um juiz).

2 - O projeto amplia de três para oito anos a inelegibilidade.

3 - Permite que um político condenado por órgão colegiado recorra a uma instância superior, para tentar suspender a inelegibilidade.

4 - Neste caso, o tribunal superior terá que decidir, também de forma colegiada e em regime de prioridade, se a pessoa pode ou não concorrer.
Serão abrangidos pela proposta:

1 - Os crimes dolosos, onde há a intenção, e com penas acima de dois anos. Por exemplo, crimes contra a vida, contra a economia popular, contra o sistema financeiro, contra o meio ambiente, tráfico de entorpecentes, entre outros.

2 - Os condenados por atos de improbidade administrativa. Geralmente os que exercem cargos no Executivo e os ordenadores de despesa.

3 - Os que tiverem seus mandatos cassados por abuso de poder político, econômico ou de meios de comunicação, corrupção eleitoral, compra de votos, entre outros.

4 - Os condenados por crimes eleitorais que resultem em pena de prisão. Estão fora da lista os crimes eleitorais em que os políticos são punidos com multa.

5 - Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado, por crimes graves.

6 - Os que tiverem sido excluídos do exercício da profissão, por algum crime grave ético-profissional. Neste caso incluem-se os casos de profissionais que tiverem seus registros profissionais cassados.

7 - Os eleitos que renunciarem a seus mandatos para evitar processo por quebra de decoro também ficam inelegíveis nos oito anos subsequentes ao término da legislatura.
 O Globo

"Ficha Limpa" é aprovado por unanimidade na CCJ

Amanda Costa e Leandro Kleber
Do Contas Abertas
Em Brasília

O projeto “Ficha Limpa”, que proíbe a candidatura de condenados pela Justiça, foi aprovado hoje por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.

Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da proposta, fez um discurso duradouro em favor da aprovação do texto encaminhado pela Câmara dos Deputados.

Segundo ele, o “Ficha Limpa” muda a forma de se fazer política no país. “É um projeto tão rigoroso que, provavelmente, ao final do ano, muitos de nós não estaremos mais aqui.

Isso porque qualquer atitude eleitoral indevida levará a inelegibilidade por um prazo muito grande, o que tirará o político da vida pública”, completou.

O projeto segue agora para o plenário do Senado e deve ser votado ainda hoje.
Leia mais na Uol

LULA TROCA FIGURINHAS COM O IRÃ

ONU URGENTE – O conselho de segurança da ONU – o tal conselho se fosse bom não era dado de graça – decidiu que não Irã aceitar o acordo pai trocinado pelo presidente Luis Uraniácio Lula da Silva e a ampliação das sanções e dalilas no país dos Aiatolás!

- “O Irã não fez a lição de casa e Irã levar bomba! Vamos ampliar as sanções: vamos cortar as armas, congelar as contas bancárias e proibir a importação de chicletes. Já ao Brasil vamos aplicar uma sanção mais severa: vamos cortar a língua do Lula, esquentar as cervejas e torcer para Costa do Marfim e Portugal!”
, afirmou Hillary Clitoris.

O assessor presidencial para assuntos aleatórios e de pouca importância Marco Aurélio Gracinha se revoltou:

- Se os Estados Unidos optarem pela sanção ao Irã, eles Irã se dar mal. Vamos suspender as exportações de laranjas para as Ilhas Cayman e vamos proibir turistas brasileiros em Miami.


Incrível: Dilma errou no erramos.


Nascidos um para o outro: Ratinho e Dilma Rousseff no Discurso Sobre o Nada

O heroico Celso Arnaldo resolveu encarar, de uma vez só, um Programa do Ratinho e uma apresentação de Dilma Rousseff. Constatou que a afinação da dupla conseguiu piorar o Discurso Sobre o Nada. Confira:

Nesta mesma entrevista, Ratinho anuncia um “jogo rápido” com Dilma — quer definições curtas para conceitos, instituições, figuras da política.

Moleza para Dilma, estadista de raciocínio rápido, conciso, lógico, autêntico, natural e criativo.

Vamos lá:

Corrupção: “Algo que nós temos de investigá, apurá bastante direitinho e puni, doa a quem doer”.

Imprensa: “Imprensa eu associo com liberdade de imprensa. A coisa mais, é, importante que nós conquistamos nesse período de democracia”.

Política: “É algo que nós temos de fazer dentro de princípios éticos porque é uma das coisas fundamentais para se melhorá a democracia neste país”.

Terrorismo: “Acho que o terrorismo tem de ser combatido”.

José Dirceu: “É uma pessoa que é um militante do Partido dos Trabalhadores e que tem de ser, tem de tê o direito a se defendê”.

Lula: “O maior político do mundo”.

Hugo Chávez: “Um dos presidentes da América Latina com os quais nós temos de convivê”.

Ratinho se preparava para encerrar, quando Dilma, angustiada, o interrompe:

“Com os quais, não, com o qual, desculpe, fiz um erro de português feio. É com o qual, eu falei com os quais. Hugo Chávez, um presidente da América Latina com o qual temos de convivê”

Interessante esse “desculpe nossa falha” de Dilma Rousseff. Primeiro que, se ela adotar esse costume de parar para se corrigir, cada resposta sua vai levar duas horas e meia.

Segundo — e aqui só mesmo Dilma — é que desta vez ela não precisava se corrigir.

Surpreendentemente, a concordância estava certa — absolutamente certa.

Na construção original, o plural presidentes a autorizava a usar “com os quais”.

Já na errata, “um presidente” de fato exigiria “com o qual” — mas não foi isso que ela disse antes.

Ou seja: Dilma não só nunca percebe quando erra como também se corrige quando está certa. E com o agravante de mudar o certo para provar que estava errada.



Incrível: Dilma errou no erramos.

IMPERDÍVEL:


19 de maio de 2010

LISTA DE BESTEIRAS E DERROTAS DE CELSO AMORIM


O maestro do vexame de agora é Celso Amorim, Abaixo, atualizo a lista de seus desastres. Certamente falta coisa, mas vamos lá:

NOME PARA A OMC
Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!! Culpa do Itamaraty, não de Seixas Corrêa.

OMC DE NOVO
O Brasil indicou Ellen Gracie em 2009. Perdeu de novo. Culpa do Itamaraty, não de Gracie.

NOME PARA O BID
Também em 2005, o Brasil tentou João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil — do Mercosul, apenas um: a Argentina. Culpa do Itamaraty, não de Sayad.

ONU
O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia.

CHINA
O Brasil concedeu à China o status de “economia de mercado”, o que é uma piada, em troca de um possível apoio daquele país à ampliação do número de vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU. A China topou, levou o que queria e passou a lutar… contra a ampliação do conselho. Chineses fazem negócos há uns cinco mil anos, os petistas, há apenas 30…

DITADURAS ÁRABES
Sob o reinado dos trapalhões do Itamaraty, Lula fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio.



CÚPULA DE ANÕES
Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, o Apedeuta celebrou o exercício de democracia e de tolerância… No Irã, agora, ele tentou ser rival de Barack Obama…

ISRAEL E SUDÃO
A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, o país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur — mais de 300 mil mortos! Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?

FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da Farc. Já escrevi muito a respeito.

RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, Amorim não teve dúvida: atacou os Estados Unidos.

UNESCO
Amorim apoiou para o comando da Unesco o egípcio anti-semita e potencial queimador de livros Farouk Hosni. Ganhou a búlgara Irina Bukova. Para endossar o nome de Hosni, Amorim desprezou o brasileiro Márcio Barbosa, que contaria com o apoio tranqüilo dos Estados unidos e dos países europeus. Chutou um brasileiro, apoiou um egípcio, e venceu uma búlgara.

HONDURAS
O Brasil apoiou o golpista Manuel Zelaya e incentivou, na prática, uma tentativa de guerra civil no país. Perdeu! Honduras realizou eleições limpas e democráticas. Lula não reconhece o governo.


AMÉRICA DO SUL
Países sul-americanos pintam e bordam com o Brasil. Evo Morales, o índio de araque, nos tomou a Petrobras, incentivado por Hugo Chávez, que o Brasil trata como uma democrata irretocável. Como paga, promove a entrada do Beiçola de Caracas no Mercosul. Quem está segurando o ingresso, por enquanto, é o Parlamento… paraguaio! A Argentina impõe barreiras comerciais à vontade. E o Brasil compreende. O Paraguai decidiu rasgar o contrato de Itaipu. E o Equador já chegou a seqüestrar brasileiros. Mas somos muito compreensivos. Atitudes hostis, na América Latina, até agora, só com a democracia colombiana. Chamam a isso “pragmatismo”.

CUBA, PRESOS E BANDIDOS
Lula visitou Cuba, de novo, no meio da crise provocada pela morte do dissidente Orlando Zapata. Comparou os presos políticos que fazem greve de fome a bandidos comuns do Brasil.

IRÃ, PROTESTOS E FUTEBOL
Antes do apoio explícito ao programa nuclear e do vexame de agora, já havia demonstrado suas simpatias por Ahmadinjead e comparado os protestos das oposições contra as fraudes eleitorais à reclamação de uma torcida cujo time perde um jogo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Imagem do dia...

Acordão!
Added by Carlos
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