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terça-feira, 1 de julho de 2014

Um governo a serviço do PT



Editorial

O Estado de S.Paulo



É grave a informação segundo a qual um funcionário da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República pretendia elaborar uma lista de prefeitos do PMDB do Rio de Janeiro que aderiram à candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB).

Não se pode aceitar que um servidor público trabalhe na coleta de informações com o óbvio objetivo de municiar a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), ainda mais quando se trata de dados sobre dissidentes da coligação governista.

O espantoso caso constitui mais um exemplo de como os petistas confundem seu partido com o governo - além de revelar as táticas pouco republicanas do PT contra aqueles que ousam desafiá-lo.

Conforme informou o jornal O Globo (26/6), Cássio Parrode Pires, assessor da Secretaria de Relações Institucionais, enviou um e-mail à assessoria de imprensa do PMDB fluminense solicitando a lista de presença do almoço de lançamento da aliança entre o governador peemedebista Luiz Fernando Pezão, candidato ao governo do Estado, e Aécio.

Conhecido como "Aezão", o movimento de adesão ao tucano por parte do PMDB do Rio representa uma importante dissidência no principal partido da coligação que apoia a reeleição de Dilma e tem, inclusive, o vice na chapa, Michel Temer.

Como o Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do País, é possível medir o grau de apreensão no comando da campanha petista. Por esse motivo, nos últimos dias, o Planalto vem procurando reduzir o alcance da aliança favorável a Aécio, tentando mobilizar prefeitos do Estado que ainda não aderiram ao "Aezão".

Tal articulação, do ponto de vista político, é legítima. Usar a máquina do Estado para fazer uma lista de dissidentes com propósitos obscuros não é. Lembra o modus operandi de regimes autoritários, que desqualificam, perseguem e criminalizam qualquer forma de oposição.

Com impressionante naturalidade, Pires, o funcionário público que solicitou os nomes dos prefeitos ao PMDB, disse que os dados seriam usados "apenas a título de conhecimento". "Nós temos interesse em saber quais prefeitos do Rio que vão apoiar declaradamente ou que pelo menos estiveram nessa convenção com o intuito de apoiar o Aécio", afirmou ele. E continuou: "É para a gente saber quem está apoiando. A gente faz o controle de todos os pré-candidatos ao governo federal. A gente quer saber quem está do lado do Aécio, do lado da Dilma...".

Essa prática não tem rigorosamente nada a ver com o trabalho da Secretaria de Relações Institucionais, órgão que é responsável pela relação da Presidência da República com o Legislativo e com governadores e prefeitos.

As diretrizes gerais da Secretaria no que diz respeito a assuntos federativos, conforme se lê em seu site, são "qualificar as relações com os entes federados", "fortalecer a cooperação federativa" e "operar a concertação federativa".

Fazer uma lista de prefeitos do PMDB que decidiram não apoiar a candidatura de Dilma obviamente não se enquadra em nenhum desses objetivos - e, portanto, só pode servir para ajudar a campanha eleitoral petista e constranger aqueles que dela decidiram desembarcar.
Práticas sorrateiras como essa, que visam a prejudicar a oposição, não são novidade na trajetória recente do PT. Na disputa pelo governo de São Paulo em 2006, dois emissários petistas foram flagrados num hotel com R$ 1,75 milhão, dinheirama que serviria para comprar um dossiê com informações que supostamente comprometeriam o então candidato tucano, José Serra.

O escândalo atingiu vários petistas, inclusive alguns graúdos, como Ricardo Berzoini, à época presidente nacional do PT e coordenador da campanha à reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, Lula qualificou esses companheiros de "aloprados".

Passados oito anos, Berzoini não só foi "reabilitado", como se tornou ministro de Dilma - justamente na Secretaria de Relações Institucionais. A respeito do contato da Secretaria com o PMDB do Rio para obter informações sobre os prefeitos do partido que decidiram apoiar Aécio, Berzoini disse que só queria "chamá-los para almoçar". Acredite quem quiser.

30 Junho 2014



segunda-feira, 30 de junho de 2014

Aloysio Nunes é escolhido como vice de Aécio Neves com apoio de FH e Serra



Presidente do DEM será coordenador-geral da campanha tucana à Presidência

Por Maria Lima e Cristiane Jungblut
OGlobo

Senador tucano Aloysio Nunes
Foto: André Coelho / O Globo Senador tucano Aloysio Nunes - André Coelho / O Globo

BRASÍLIA, SÃO PAULO e RIO - O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi oficializado nesta segunda-feira como candidato à vice-presidente de Aécio Neves, que disputará a Presidência da República. Aécio se reuniu na manhã de hoje com a Executiva Nacional do partido para convalidar as chapas estaduais e fechou o nome do vice. O candidato Aécio Neves disse que a escolha de Aloysio foi "politicamente acertada".

- Hoje tenho a alegria enorme de anunciar o senador Aloysio como meu companheiro de chapa. É uma homenagem à coerência, algo que está em falta na política - disse Aécio ao anunciar a escolha do vice. - Aloysio é um homem honrado, competente e que honra a política brasileira - disse Aécio

Aloysio, em seguida, disse que continua bastante emocionado por esse momento da sua vida política.

Aécio disse que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sempre considerou Aloysio a melhor escolha. O tucano disse que o ex-senador José Serra também comemorou e acrescentou que ele terá papel importante na campanha.

- Serra hoje é talvez dos interlocutores mais próximos que tenho. Acordei hoje com telefonema dele para me parabenizar pela escolha. Dentro de casa mesmo, poderemos ter posições divergentes sobre esse ou aquele assunto, Mas não se pode tirar de Serra que ele tem nome e espírito público. Ele terá um papel muito importante, o PSDB está mais unido do que nunca - disse Aécio.

Ele disse que não encontraria melhor vice na chapa em outros partidos:

- Teria que andar muito pelo Brasil, mais do que tenho andado, mas não escolheria melhor vice.

Para compensar o Nordeste, que poderia disputar a vice presidência representado no Tasso Jereissati (CE), o PSDB vai colocar como coordenador-geral da campanha o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Com essa escolha, o PSDB também reserva lugar especial ao partido na aliança. Aécio disse que conversou sobre isso hoje pela manhã com o representante do DEM.

- Somos um só grupo político a partir de agora. O senador Aloysio soma, e muito, nessa caminhada, mas, sobretudo, pelo homem honrado que é - disse Aécio.

Em seguida, Aloysio disse que será um "militante político".

- Serei um vice muito dedicado, muito leal, muito correto. Orgulhoso por ter alguém do porte, da envergadura, do carisma como Aécio Neves na nossa liderança. Serei um militante político - disse Aloysio.


CHAPA PURO SANGUE REFORÇA SP

Os dirigentes tucanos minimizam o fato de o PSDB ter optado por uma chapa pura e ressaltam a necessidade de reforçar o maior colégio eleitoral tucano no país, São Paulo.

- Não creio que a questão seja geográfica. A construção de uma chapa deve levar em conta conceitos e imagem. Temos experiencia de vice de outras regiões como do Nordeste que não produziram votos. O reforço tem de ser onde tem mais potencial de votos. A escolha não está equivocada – disse o senado Álvaro Dias (PSDB-PR).

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, disse que o critério não é de território, mas sim de importância de colégio eleitoral e São Paulo atende a esse quesito.

- O Aloysio conhece bem a estrutura paulista e as pessoas nesse que é o colégio eleitoral mais importante do país. Ele traz para o Aécio um reforço grande – disse. - (a chapa Aécio e Nunes) Encerra essa história de que há um conflito Minas São Paulo, mas esse conflito nunca existiu.



PARA ANALISTA, ESCOLHA TRAZ VOTOS DE SP PARA O MINEIRO AÉCIO

O cientista político do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj) Felipe Borba avalia que Nunes aparece como forma de “compensar” os paulistas pela mudança de eixo do partido.

— Ele poderia atrair para o mineiro Aécio o voto de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. E sua escolha também seria importante porque, desde 1989, o candidato tucano à presidência é paulista. Desta vez não será, e Nunes poderia equilibrar isso — pondera Borba.

30/06/2014

Brasil da Dilma tem segunda-feira negra: mercado prevê PIB a 1,16%, pessimismo da indústria cresce pelo sexto mês seguido



Do Valor Econômico

Os analistas de mercado reduziram pela quinta semana consecutiva suas estimativas para o crescimento da economia brasileira em 2014 e cortaram pela sexta vez a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central.

A previsão para o cerscimento do PIB de 2014 saiu de 1,16% para 1,10%, enquanto a do próximo foi de 1,60% para 1,50%. Há um mês, esperava-se expansão de 1,50% neste calendário e de 1,85% em 2015. A estimativa para a produção industrial em 2014 foi mantida em queda de 0,14%, mas a de 2015 foi revista de avanço de 2,30% para 2,20%.

As avaliações sobre a economia têm se deteriorado inclusive entre órgãos oficiais. Na semana passada, o BC informou em seu Relatório Trimestral de Inflação ter cortado sua estimativa para o crescimento do PIB em 2014, de 2% para 1,6%. O governo federal, em seu mais recente relatório de receitas e despesas, ainda considerava crescimento de 2,5%.

O Focus mostra que o mercado não mudou suas projeções para a taxa de juro e para a inflação. Assim, a expectativa é de Selic a 11% no fim de 2014 e de 12% em 2015. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram mantidas as projeções de alta de 6,46% neste calendário e de 6,10% no próximo ano. Para junho, foi conservada a estimativa de elevação de 0,34% para o IPCA. Em 12 meses, a perspectiva segue em 5,91% de aumento.

Os analistas Top 5 - os que mais acertam as previsões - também mantiveram suas posições. As estimativas de médio prazo para a inflação seguiram em 6,33% e 7,03% em 2014 e 2015, respectivamente; para a Selic, seguiram em 11% em ambos os anos. A projeção para o câmbio seguiu inalterada pela quarta semana consecutiva. Dessa forma, o dólar deve encerrar em R$ 2,40 neste ano e em R$ 2,50 em 2015.

Da Reuters:

A confiança do empresário brasileiro continua abalado e teve em junho a sexta queda seguida, segundo medição feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 3,9% em junho sobre o final de maio. No mês anterior, a queda havia sido de 5,1%.

"A queda adicional da confiança e a expressiva diminuição do nível de utilização da capacidade no mês sinalizam o aprofundamento do quadro de deterioração do ambiente de negócios que vinha sendo observado ao longo do segundo trimestre. A piora persistente das expectativas, por sua vez, mostra que o empresariado industrial ainda não vê sinais de melhora no curto prazo", destacou a FGV.

A produção industrial brasileira iniciou o segundo trimestre do ano ainda mostrando contração, com recuo de 0,3% em abril. O ICI passou em junho a 87,2 pontos, contra 90,7 pontos no mês anterior. O indicador varia de 0 a 200. Medições abaixo de 100 indicam pessimismo, e acima, otimismo.

O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 2,4%, para 90,1 pontos, influenciado principalmente pela avaliação sobre o nível atual de demanda. O Índice de Expectativas (IE), por sua vez, recuou 5,4%, para 84,4 pontos, com destaque para a previsão de produção.

A FGV informou ainda que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada foi a 83,5% em junho, queda de 0,8 ponto percentual sobre maio, atingindo o menor patamar desde novembro de 2011 (83,3%).
Fonte: Blog do Coronel

30.06.2014



Setor público tem déficit primário de R$ 11 bilhões em maio, o 2º maior da história



Resultado de maio só não foi maior do que o de dezembro de 2008; déficit nominal, que inclui o pagamento de juros, somou R$ 32,4 bilhões

Laís Alegretti, Victor Martins
Agência Estado


BRASÍLIA - Depois de o primário do governo central registrar o pior resultado para meses de maio, o setor público consolidado repetiu o feito e ainda registrou o segundo pior resultado da história, ao registrar um déficit de R$ 11,046 bilhões. O resultado só foi melhor que dezembro de 2008, quando o saldo foi negativo em mais de R$ 20 bilhões.

Setor público em maio

051015202530Déficit primárioPagamento de jurosDéficit nominal*11,046 21,39732,444
*O déficit nominal inclui o pagamento de juros


Frente a maio de 2013, houve uma concentração de despesas
Tulio Maciel, do Banco Central


Em meses de maio, nunca havia sido registrado um resultado negativo. O superávit mais baixo, de R$ 487,1 milhões, foi visto em maio de 2010. Em abril, o resultado foi positivo em R$ 16,896 bilhões. Em maio do ano passado, houve superávit de R$ 5,681 bilhões.

O resultado primário não inclui o pagamento de juros da dívida. O déficit primário consolidado de maio ficou perto do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que iam de um saldo negativo de R$ 11,7 bilhões a um déficit R$ 7,5 bilhões.

O esforço fiscal de maio foi composto por um déficit de R$ 11,073 bilhão do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Os governos regionais (Estados e municípios) contribuíram com saldo positivo de R$ 12 milhões no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 284 milhões, os municípios tiveram déficit de R$ 272 milhões. Já as empresas estatais registraram superávit primário de R$ 15 milhões.

Pagamento de juros. Foram gastos R$ 21,397 bilhões com juros em maio. Houve uma pequena redução em relação ao gasto de R$ 21,511 bilhões registrados em abril deste ano e alta ante os R$ 20,200 bilhões vistos em maio de 2013. O governo central teve no mês passado um gasto com juros de R$ 15,864 bilhões. Já os governos regionais registraram uma despesa de R$ 5,253 bilhões, e as empresas estatais tiveram gastos de R$ 280 milhões.

No acumulado do ano, o gasto com juros do setor público consolidado soma R$ 101,555 bilhões, o equivalente a 4,90% do PIB. No mesmo período do ano passado, o gasto com juros estava em R$ 100,466 bilhões ou 5,23% do PIB. Já nos 12 meses encerrados em maio, a despesa chega a R$ 249,945 bilhões ou 5,01% do PIB.
Déficit primário no acumulado do ano é o pior desde 2002 - Tulio Maciel, do Banco Central

Com isso, o déficit nominal - que inclui o pagamento de juros - foi de R$ 32,444 bilhões em maio, o segundo maior da história, atrás apenas de dezembro de 2008, quando havia sido de R$ 38,166 bilhões. Em abril, o déficit havia sido de R$ 4,615 bilhões e, em maio do ano passado, o resultado foi negativo em R$ 14,519 bilhões.

No mês passado, o governo central registrou déficit nominal de R$ 26,938 bilhões. Os governos regionais tiveram saldo negativo de R$ 5,241 bilhões. As empresas estatais registraram déficit nominal de R$ 265 milhões.

No acumulado do ano, o déficit nominal foi de R$ 70,075 bilhões (3,38% do PIB). No mesmo período de 2013, estava em R$ 53,737 bilhões (2,80% do PIB). Nos 12 meses encerrados em maio, o déficit nominal está em R$ 173,887 bilhões, ou 3,48% do PIB.


Acumulado em 12 meses. As contas do setor público acumulam um superávit primário de R$ 76,057 bilhões no acumulado em 12 meses até maio, o equivalente a 1,52% do PIB. O esforço fiscal caiu em relação a abril, quando o superávit em 12 meses estava em 1,87% do PIB ou R$ 92,785 bilhões. Além disso, o superávit em 12 meses está abaixo da meta de 1,9% do PIB (R$ 99 bilhões), definida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O esforço fiscal nesse período foi feito com a ajuda de um superávit de R$ 61,089 bilhões do Governo Central (1,22% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 14,651 bilhões (0,29% do PIB). Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 10,941 bilhões, os municípios alcançaram um saldo positivo de R$ 3,710 bilhões. As empresas estatais registraram superávit de R$ 318 milhões (0,01% do PIB).

No acumulado do ano, o superávit primário é o mais baixo para o período em 12 anos. O saldo positivo de R$ 31,481 bilhões de janeiro a maio é o mais baixo desde 2002, quando o superávit foi de R$ 26,042 bilhões.

Há uma série de eventos no 2º semestre que tende a favorecer desempenho fiscal - Tulio Maciel, do Banco Central

Otimismo. Apesar do resultado negativo, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, se mostrou otimista. Maciel defendeu que a leitura da situação fiscal não deve ser feita "com dados de alta frequência" e afirmou que será possível cumprir a meta de 1,9% do PIB. "É preciso olhar horizonte de dados mais amplo para fazer a leitura. Maio foi um resultado ruim, decorrente de concentração de despesas no mês e redução de receitas", disse.

Maciel afirmou que em maio de 2013 houve um volume maior de dividendos, além de depósitos judiciais que colaboraram com o resultado. Pelo lado das despesas, segundo ele, os gastos com investimento praticamente dobraram em maio de 2014 ante o mesmo mês do ano passado. "Essa concentração de despesas frente a redução de receitas no mês de maio resultou neste desempenho", disse.

Para argumentar que será possível cumprir a meta, Maciel afirmou que há "receita de concessões, volume de dividendos previstos e receita de Refis". "Há uma série de eventos a ocorrer que tende a favorecer o desempenho fiscal nos próximos meses. Por isso, volto a dizer que uma avaliação exige um conjunto de dados mais amplos e não devemos fazer avaliação no curto prazo", disse.

30 Junho 2014


sexta-feira, 27 de junho de 2014

NO ANIVERSÁRIO DE 20 ANOS DO PLANO REAL, REPORTAGEM-BOMBA DE 'VEJA' FAZ REVELAÇÃO ATERRADORA: O REAL ESTÁ AMEAÇADO DE EXPLODIR COM A VOLTA DA HIPERINFLAÇÃO. TUDO POR CAUSA DO GOVERNO DO PT!




A edição da revista Veja que chega às bancas neste sábado vem tinindo. E, como não poderia deixar de ser, a reportagem-bomba é a ameaça de explosão do Plano Real criado e implementado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. O Plano Real, no seu 20º aniversário deveria ser comemorado. No entanto, o descalabro do governo de Lula e da Dilma, a incompetência e a roubalheira colocam em risco os mais importante plano econômico da história do Brasil, quando pela primeira vez na vida os brasileiros experimentaram os benefícios da estabilização da economia.
Na verdade, às vésperas da edição do Plano Real, o Brasil já não vivia apenas uma inflação, mas uma hiperinflação cujo deletério efeito era corroer do dia para a noite os salários dos trabalhadores. Esse drama vivido pelos brasileiros só começou a ter fim a partir do dia 1º de julho de 1994.

Na reportagem-bomba, Veja faz um paralelo com o Copa do Mundo de 1994, se expressando assim:


"Em 1994, a seleção brasileira entrou em campo, na Copa dos Estados Unidos, sob o estigma de nunca ter vencido um título mundial desde 1970. No dia 17 de julho, com a vitória suada sobre a Itália, nos pênaltis, o time provou que era possível conquistar a taça novamente, mesmo sem ter Pelé vestindo a camisa 10 — afinal, todas as outras conquistas haviam sido obtidas com a ajuda decisiva do melhor jogador de todos os tempos. Mas as atenções dos brasileiros não estavam, na época, concentradas apenas nos gols de Romário e Bebeto. No dia 1º de julho de 1994, entrou em circulação o real, a nova moeda brasileira. Para o futuro do país, havia então um estigma extremamente mais importante a ser superado. O desafio era derrotar, de uma vez por todas, a hiperinflação, o maior mal pelo qual passou a economia brasileira em sua história."
Os mais jovens que não viram de perto o drama da inflação não têm a mínima ideia do que era isso. Aliás, são os jovens com idades que variam dos 18 aos 20 e poucos anos, atualmente, que tem sido o alvo de uma lavagem cerebral criminosa levada a efeito pelos psicopatas do PT nas escolas e universidades, de forma a reescrever a história do Brasil e abominar os governos passados, especialmente os de Itamar Franco e depois o período de Fernando Henrique Cardoso. O maior ódio instilado na mente dos jovens pelo PT é contra Fernando Henrique Cardoso, justamente ele cujo governo foi uma bênção para o Brasil. Por mais reparos que se possa ter em relação à atuação política de FHC, tem-se que dar a mão à palmatória. O governo de Fernando Henrique ficará para sempre na história do Brasil, porquanto é um divisor de águas radical. Há um Brasil antes e outro depois do Plano Real.
Lamentavelmente, e tem razão de sobra a reportagem de Veja, a destruição do Plano Real pelo PT é algo inadmissível, é na verdade um atentado terrorista, um crime de lesa pátria.
Só essa irresponsabilidade, essa sede sem limite de poder e de transformar o Brasil numa republiqueta comunista do tipo cubano, onde as pessoas vivem em permanente penúria lutando para comer o pão de cada dia, face a escassez permanente (e isso já está ocorrendo também na Venezuela) é o suficiente para que os brasileiros arranquem o PT do poder, concentrado seus votos no único candidato que tem condições de derrotar esse governo odioso, mentiroso, irresponsável e ladravaz, que é o Aécio Neves.
A eleição de outubro pode portanto salvar o Plano Real e isso vai depender do voto dos brasileiros.
E não adianta a vir com conversa mole de "ninguém me representa", "estou indeciso". Isso é pura enrolação, vagabundagem de que gosta de lamber o rabo da Dilma, do Lula e seus sequazes.
Por tudo isso, a reportagem-bomba de Veja que chega às bancas neste sábado é de leitura obrigatória. Vai lá pegar o seu exemplar, antes que o Lula e a Dilma toquem fogo nas bancas!


27 de junho de 2014

Hoje Dilma não vai trabalhar. Está usando a máquina pública para ir às convenções do PT na Bahia e do PCdoB em Brasília




  Por O EDITOR
CoroneLeaks

Os jornais hoje são só má notícias na área econômica.

O índice de confiança do comércio desabou. A arrecadação de impostos caiu quase 6% em relação a maio do ano passado.

O Banco Central baixou a perspectiva de crescimento do PIB para míseros 1,6%.

Conselheiros da Petrobras querem ir à Justiça contestando decisões de Dilma contra os acionistas minoritários.

Nada disso importa quando o único objetivo é a reeleição.

Está na agenda presidencial que Dilma decolou às 08h00 para Salvador, Bahia.

Às 10h00 começou a convenção estadual do PT.

E lá está.

Às 14h00 ela chega e já vai direto para a Convenção do PCdoB, que será realizada às 16h00.

Toda a agenda às expensas do Tesouro Nacional, em flagrante crime eleitoral.

Depois da intensa agenda, fim de expediente.

E o Brasil que se exploda.

27 de junho de 2014

O PT fora do eixo





POR JOSÉ SERRA

O ESTADO DE S.PAULO

O PT não é um partido muito tolerante já a partir de seus próprios pressupostos originais e de seu nome: quem se pretende um partido "dos" trabalhadores, não "de" trabalhadores, já ambiciona de saída a condição de monopolista de um setor da sociedade. Mais ainda: reivindica o poder de determinar quem pertence, ou não, a essa categoria em particular. Assim, um operário que não vota no PT, por exemplo, não estará, pois, entre "os" trabalhadores; do mesmo modo, o partido tem conferido a "carteirinha" de operário padrão a pessoas que jamais ganharam o sustento com o fruto do próprio trabalho.

A fórmula petista é conhecida: a máquina partidária suja ou lava reputações a depender de suas necessidades objetivas.

Os chamados bandidos de ontem podem ser convertidos à condição de heróis e um herói do passado pode passar a ser tratado como bandido. A única condição para ganhar a bênção é estabelecer com o ente partidário uma relação de subordinação. A partir daí não há limites. Foi assim que o PT promoveu o casamento perverso do patrimonialismo "aggiornado", traduzido pela elite sindical, com o patrimonialismo tradicional, de velha extração.

Afirmei no final de 2003 o que nem todos compreenderam bem, que o petismo era o "bolchevismo sem utopia". Aproxima-se do bolchevismo nos métodos, no propósito de tentar se estabelecer, se possível, como partido único; nas instâncias decisórias aproxima-se do chamado "centralismo democrático", que nada mais é do que a ditadura da direção central do partido.

É bolchevista também na certeza de que determinadas ações até podem ser ruins para o Brasil, mas serão implementadas se parecerem boas para o partido. Como se considera que é ele que conduz a História do Brasil, não contrário, tem-se por certo que o que é bom para o partido será, no longo prazo, bom para o País e para o povo. Nesse sentido particular os petistas ainda são bastante leninistas.

Quando afirmei que lhes faltava a dimensão utópica, não estava emprestando um valor necessariamente positivo a essa utopia. Na minha ação política miro a terra que há, não a Terra do Nunca. E nela procuro sempre ampliar aquilo que é percebido como os limites do possível.

De todo modo, é inegável que o bolchevismo tinha um devir, uma prefiguração, um sonho de um outro amanhã, ainda que isso tenha desembocado na tragédia e no horror stalinista. Mas isso não muda a crença genuína de muitos que se entregaram àquela luta. Isso o PT não tem.

E chega a ser piada afirmar que o partido, de alguma maneira e em alguma dimensão, no que concerne à economia é socialista ou mesmo de esquerda. Muitas correntes de esquerda são autoritárias, mas convém não confundir o autoritarismo petista com socialismo. O socialismo tem sido só a fachada que o PT utiliza para lavar o seu autoritarismo - associado, infelizmente, a uma grande inépcia para governar, de que tenho tratado sempre nesta página.

Quero chamar a atenção é para o recrudescimento da face intolerante do partido. Como também já abordei aqui, vivemos o fim de um ciclo, que faz cruzar, episodicamente, a História do Brasil e a do PT. As circunstâncias que permitiram ao petismo sustentar o modelo que aí está - que nunca foi "de desenvolvimento", mas de administração oportunista de fatores que não eram de sua escolha - se esgotaram.

Na, infelizmente, longa agonia desse fim de ciclo temos a economia semiestagnada, os baixos investimentos e a desindustrialização, os déficits do balanço de pagamentos em alta e a inflação reprimida. E, nota-se, o partido nada tem a oferecer a não ser a pregação terrorista de que qualquer mudança implicará desgraça nacional.

Não tendo mais auroras a oferecer, não sabendo por que governa nem por que pretende governar o País por mais quatro anos, e percebendo que amplos setores da sociedade desconfiam dessa eterna e falsa luta do "nós" contra "eles", o petismo começa a adentrar terrenos perigosos.

Se a prática não chega a ameaçar a democracia - tomara que não! -, é certo que gera turbulências na trajetória do País. No apagar das luzes deste mandato, a presidente Dilma Rousseff decide regulamentar, por decreto - quando poderia fazê-lo por projeto de lei -, os "conselhos populares". Não por acaso, bane o Congresso do debate, verticalizando essa participação, num claro mecanismo de substituição da democracia representativa pela democracia direta. Na Constituição elas são complementares, não excludentes. Por incrível que pareça - mas sempre afinado com o bolchevismo sem utopia -, o modelo previsto no Decreto 8.243 procura substituir a democracia dos milhões pela democracia dos poucos milhares - quase sempre atrelados ao partido. É como se o PT pretendesse tomar o lugar da sociedade.

Ainda mais detestável: o partido não se inibe de criar uma lista negra de jornalistas - na primeira fornada estão Arnaldo Jabor, Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Guilherme Fiuza, Danilo Gentili, Marcelo Madureira, Demétrio Magnoli e Lobão -, satanizando-os e, evidentemente, expondo-os a riscos.

É desnecessário dizer que tenho diferenças, às vezes severas, com vários deles. Isso é parte do jogo. É evidente que o regime democrático não comporta listas negras, sejam feitas pelo Estado, por partidos ou por entidades.

Mormente porque, por mais que se possa discordar do ponto de vista de cada um, em que momento eles ameaçaram a democracia? Igualmente falsa - porque há evidência dos fatos - é que sejam tucanos ou "de oposição". Não são. Mas, e se fossem? Num país livre não se faz esse tipo de questionamento.

Acuado pelos fatos, com receio de perder a eleição, sem oferecer uma resposta para os graves desafios postos no presente e inexoravelmente contratados para o futuro, o PT resolveu acionar a tecla da intolerância para tentar resolver tudo no grito.

Cumpre aos defensores da democracia contrariar essa prática e essa perspectiva. Não foi assim que construímos um regime de liberdades públicas no Brasil. O PT está perdendo o eixo e tende a voltar à sua própria natureza.
26 de junho de 2014


terça-feira, 24 de junho de 2014

Já vai muito tarde, Sarney!




Por Rodrigo Constantino

Eu nem sonhava em nascer e ele já circulava em torno do poder, ou do “puder”, como diz. Puxou o saco dos militares quando estavam no comando da política, depois, por obra do acaso, tornou-se presidente da República no lugar de Tancredo Neves.

Em seu governo, o Brasil declarou a moratória da dívida externa, mancha que carregamos até hoje. A hiperinflação destruiu completamente o poder de compra da nossa moeda. O Maranhão, seu “feudo”, é simplesmente o estado com os piores indicadores sociais do país. Um novo estado, o Amapá, foi criado para garantir sua permanência no “puder”.

O ex-presidente Lula, em resposta à sua lealdade mafiosa durante a crise do mensalão, afirmou que ele não pode ser julgado como um “homem comum”. Tal declaração é a perfeita ilustração do patrimonialismo que ele representa melhor do que ninguém. A “coisa pública” tratada como “cosa nostra” pelos fisiológicos. O “coronelismo” nordestino tem em sua figura um ícone exemplar.

A lista poderia continuar ad infinitum. Difícil seria encontrar algum elogio a fazer em uma trajetória tão nefasta. O mais lamentável é que gente como ele acabou sendo associada ao conservadorismo no Brasil, manchando a reputação de uma linha de pensamento louvável, quando pensamos em Edmund Burke e companhia.

Foi um prato cheio para as esquerdas se fartarem também. Como era fácil bradar a bandeira da ética quando o inimigo a ser combatido era alguém como ele! Quem poderia ficar a favor do sistema, quando o sistema era representado por alguém assim? Tanto é verdade que em seu próprio feudo, após décadas de puro descaso, quem lidera as pesquisas é o PCdoB!

Não dá para aliviar. Vaiado e com medo de ser derrotado – apenas por isso – José de Ribamar, mais conhecido como Sarney, deve mesmo anunciar sua aposentadoria, desistindo de disputar mais uma vaga ao Senado com seus 84 anos. Já vai muito tarde. Só não digo que foi o pior político que o Brasil já teve porque certo metalúrgico consegue superá-lo nos estragos causados à nossa República.

Eles, aliás, se merecem. O Brasil é que não merece nenhum dos dois!
24/06/2014



segunda-feira, 23 de junho de 2014

José Sarney anuncia que desistiu da reeleição e deixará vida pública; boa parte do Brasil está em festa


Caminhão de mudança



Como noticiou o ucho.info na edição da última sexta-feira (20), a presidente Dilma Rousseff tentaria, nesta segunda, de algum modo salvar o futuro político do caudilho maranhense José Sarney (PMDB), que é senador pelo estado do Amapá.

Dilma esteve em Macapá nesta segunda-feira para participar da cerimônia de entrega de um conjunto habitacional, mas aproveitou a viagem para tentar desfazer um nó político que se formou no estado.

O PT do Amapá se antecipou e selou acordo com o PSB, do presidenciável Eduardo Campos, de olho nas eleições de outubro próximo. Os petistas locais decidiram apoiar a reeleição do governador do estado, Camilo Capiberibe.

O problema maior não está no apoio ao candidato do PSB, mas na indicação da petista Dora Nascimento, atual vice-governadora, para concorrer a uma vaga no Senado Federal. Com isso, Sarney ficou sem espaço para buscar a reeleição.

Como a incursão da presidente da República não surtiu resultado algum, o senador José Sarney informou no começo da noite que não concorrerá ao Senado Federal e que deixará a vida pública.

O que já faz com enorme atraso, pois sua participação no cenário político nacional foi marcada por episódios absurdos, muitos deles ainda sem as devidas explicações.

Ao comunicar sua decisão à presidente Dilma, o tirano do mais miserável estado brasileiro disse que a saúde frágil de sua mulher, Marly, lhe fez desistir da reeleição.

Na verdade, o que José Sarney quer evitar é ser alvo de uma fragorosa derrota nas urnas, o que é considerado muito provável, porque é grande a resistência a seu nome entre os eleitores amapaenses.

Para escapar desse enorme vexame, Sarney preferiu arrumar uma desculpa esfarrapada, colocando o peso de sua decisão sobre a ex-primeira-dama Marly Macieira Sarney.

Em nota divulgada por assessores, no Amapá, o peemedebista afirma que “chegou a hora de parar um pouco com o ritmo de vida pública” que consumiu 60 anos de sua vida e lhe “afastou da convivência familiar”. Outra mentira colossal nesse dramalhão decadente que Sarney tenta esculpir para continuar em evidência como personalidade política.

Há muito experimentando a resistência dos eleitores em relação ao clã político que comanda no Maranhão, Sarney agora depende do senador Edison Lobão Filho, o Edinho, para manter sua influência no estado que é reduto nacional da pobreza.

Isso porque sua filha, Roseana Sarney, decidiu cumprir até o fim o mandato de governadora como forma de garantir a eleição do sucessor. Acontece que Edinho Lobão, que está senador por ser suplente do pai, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) entende tanto de administração pública quanto o editor do ucho.info sabe sobre vida extraterrestre.

Esse cenário nada favorável indica que José Sarney perderá o poder de forma substancial, pois a corrida ao Palácio dos Leões, sede do Executivo maranhense, deve ser vencida por Flávio Dino, candidato do PCdoB e que conseguiu aglutinar em sua campanha todos os que fazem oposição ao caudilho.

Entre os mais recentes desvarios que cometeu na política nacional, Sarney carregará em sua bagagem a decisão obtusa e irresponsável de blindar o então presidente Luiz Inácio da Silva, o agora lobista Lula, na CPMI dos Correios, que investigou o Mensalão do PT.

Não fosse a atuação de José Sarney nos bastidores políticos, Lula certamente seria cassado. E motivos para isso não faltavam, começando pela compra de apoio político e a confissão do marqueteiro Duda Mendonça sobre o fato de ter recebido em conta bancária aberta em paraíso fiscal parte dos honorários da campanha de 2002.

Em suma, o que o Brasil tanto sonhou e esperou em termos políticos durante longos anos está prestes a acontecer: Sarney deixando a vida pública. Mas é preciso ver para crer, porque largar a mamata ninguém quer.
23/06/2014

Alberto Cantalice entra na disputa, prepara mais listas de inimigos da pátria e contrata Trajano como assessor de imprensa




Por Augusto Nunes

“O chefe já mandou preparar a lista negra dos médicos, dos engenheiros e das professoras de jardim da infância”, revelou um dos 23 milicianos que compareceram à sede da Comissão Organizadora para testemunhar a oficialização da candidatura do companheiro Alberto Cantalice ao título de Homem sem Visão de Junho.

O vice-presidente nacional do PT e coordenador de redes sociais do partido entrou na disputa por determinação dos leitores-eleitores, depois de enxergar nove inimigos da pátria em jornalistas e humoristas que ousam discordar do governo.

Segundo a mesma fonte, Cantalice já convenceu o ex-jornalista José Trajano a assumir o comando da assessoria de imprensa da campanha. ”Eles sempre foram muito afinados”, lembrou outro miliciano petista. “Os dois são a favor da liberdade de imprensa, desde que tudo que se publique seja a favor do governo”. No momento, Trajano está identificando todas as carmelitas descalças que também disseminam o ódio e falam palavrão nos estádios. “Ele quer aproveitar algum programa da ESPN para revelar o nome e o sobrenome das religiosas golpistas”, confidenciou a fonte.

É um candidato e tanto, leitores eleitores!

E o assessor é da pesada!

A disputa está tão medonha quanto blog alugado! Joseph Blatter, Luis Moura, Aldo Rebelo, Eduardo Paes e Ângela Guadagnin já estão na jaula das feras em campanha!

O segundo turno começa dia 26!

Quem será o vencedor (ou vencedora)?

Que vença o pior!


23/06/2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mesmo com números erráticos e incoerentes, pesquisa Ibope é péssima para Dilma. Golpe petista da “elite branca” e do ódio de classes dá com os jumentos n’água!



Por Reinaldo Azevedo


Vejam estes números:


1) No dia 22 de maio, o Ibope divulgou uma pesquisa:

Primeiro turno
Dilma Rousseff – 40%
Aécio Neves – 20%
Eduardo Campos – 11%

Segundo turno:

Dilma – 43%
Aécio – 24%
Diferença: 19 pontos percentuais
Dilma – 42%
Campos – 22%
Diferença: 20 pontos


2) No dia 10 de junho — menos de três semanas depois, o Ibope divulgou outra pesquisa:

Primeiro turno

Dilma – 38%
Aécio – 22%
Eduardo Campos – 13%

Segundo turno
Dilma – 42%
Aécio – 33%
Diferença: 9 pontos

Dilma – 41%
Campos – 30%
Diferença: 11 pontos

3) Nesta sexta, 9 dias depois, uma terceira pesquisa Ibope:

Primeiro turno

Dilma – 39%
Aécio – 21%
Eduardo Campos – 10%

Segundo turno
Dilma – 43%
Aécio – 30%
Diferença – 13 pontos

Dilma – 43% Campos – 27%
Diferença: 16 pontos
Então vamos ver

Saiu nesta sexta a terceira pesquisa Ibope em menos de um mês. Como se vê acima, a petista Dilma Rousseff aparece com 39% das intenções de voto, contra 20% do tucano Aécio Neves e 11% de Eduardo Campos, do PSB. Comparados com os dados do levantamento divulgado no dia 22 de maio, tudo permanece no mesmo lugar — apenas Dilma oscilou um ponto para baixo. E o PT precisa desesperadamente da notícia de que a petista parou de cair.

Os números indicam, no entanto, que esse povo estável no primeiro turno poder ser muito instável no segundo. Há um mês, Dilma vencia Aécio por uma diferença de 19 pontos (43% a 24%) e Campos, por 20 (42% a 22%). Dezenove dias depois, o cenário era completamente outro: a diferença para o tucano havia caído 10 pontos (42% a 33%) e, para o peessebista, 11 pontos (41% a 30%). Agora, meros nove dias depois, aumentou: em relação ao senador mineiro, passou a ser de 13 pontos (43% a 30%); em relação ao ex-governador de Pernambuco, de 16 (43% a 27%).

Não quero ser leviano, mas também não posso me furtar a deixar claro o que me incomoda: eu não acredito numa oscilação de 10 ou 11 pontos percentuais em menos de três semanas nem de 4 ou 5 pontos em nove dias. E não me venham com a conversa de que pesquisas distintas não são comparáveis: quando o instituto é o mesmo, são, sim! O que variou entre um Ibope e outro? Só o cliente.

Números ruins

O que é curioso na pesquisa Ibope é que a situação para Dilma teria melhorado um tantinho no segundo turno, embora todo o resto tenha piorado para ela. Dilma é a mais rejeitada dos três principais candidatos: 43% dizem que não votariam nela de jeito nenhum. Afirmam o mesmo sobre Campos 33% dos que responderam a pesquisa, e 32%, sobre Aécio.

Pois é… Ainda segundo o Ibope, em março deste ano, 36% aprovavam o governo Dilma, isto é, consideravam-no ótimo ou bom; agora, apenas 31%. O percentual dos que dizem que o governo é ruim ou péssimo saltou de 27% para 33%. Vale dizer: mais gente o reprova do que o aprova. Há mais notícias ruins para o PT: a confiança pessoal na presidente caiu de 48% para 41% no período, e os que não confiam na mandatária passaram de 47% para 32%.

Nas nove áreas avaliadas, mais gente reprova o governo do que aprova. Eis alguns dados: Saúde – 78% a 19% Segurança 75% a 21% Taxa de juros – 70% a 21% Educação – 67% a 30% Combate à fome – 53% a 41% Combate ao desemprego – 57% a 37%

Mesmo assim, Dilma tinha 40% dos votos em março e, agora, aparece com 39%? Como se diz em Dois Córregos, “não orna”. Para registro: segundo o Datafolha divulgado no dia 6 de junho, Dilma aparece com 34%; Aécio, com 19%, e Campos, com 7%. A diferença entre a petista e o tucano é de 8 pontos (46% a 38%); no confronto com o candidato do PSB, é de 15 (47% a 32%).

Começo a encerrar

Os números, não tem jeito, são ruins para Dilma. E, a estarem certos, evidenciam que a estratégia do PT de transformar Dilma Rousseff em vítima da “elite branca” deu com os burros n’água. Não colou! Até agora, os petistas não encontraram o rumo. O ódio de classes também não está se mostrando eficaz.

Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, afirmou que os protestos no Itaquerão eram culpa minha e de mais oito jornalistas. Os petistas passaram a semana afirmando que as vais e os xingamentos tinham sido excelentes para Dilma.

Então… A Gangue dos Nove bem que tentou ajudar a presidente Dilma, né? Mas a mulher não colabora!

19/06/2014

Criminosos mascarados voltam a depredar propriedade alheia: onde estão os artistas engajados?



Por Rodrigo Constantino

Um “manifestante” mascarado é apenas um criminoso comum que se julga um revolucionário

Deu na Veja:

A marcha convocada nesta quinta-feira pelo Movimento Passe Livre (MPL) para “comemorar” um ano da revogação do reajuste nas tarifas de transporte público terminou com o mesmo roteiro lamentável que marcou os protestos de 2013: o ato que começou tranquilo na região da Avenida Paulista degenerou em destruição de estabelecimentos comerciais, agências bancárias e carros estacionados pelo caminho.

Segundo a Polícia Militar, o ato começou às 15 horas na Paulista com cerca de 300 pessoas e foi crescendo ao longo do percurso. A PM estima que 1.300 pessoas participavam da marcha quando as pistas da Avenida Rebouças foram bloqueadas, no final da tarde. Da aglomeração, surgiram os vândalos mascarados de sempre, que atacaram quatro agências bancárias e depredaram um carro de reportagem. Houve tumulto, mas os próprios integrantes do MPL conseguiram conter a confusão. Era o primeiro sinal de que convocar uma marcha política rumo à Zona Oeste, no dia em que a principal operação de segurança pública da cidade era patrulhar as imediações do estádio Itaquerão, na Zona Leste, palco de um jogo da Copa do Mundo, poderia acabar mal.

Três horas depois, enquanto a marcha estacionou na pista local da Marginal Pinheiros e montou uma barricada queimando catracas de papelão, os black blocs reapareceram e quebraram carros e as instalações de concessionária de veículos usando extintores, paus e pedras. Veja um dos vídeos:


Pergunto: é isso que essa gente chama de “protesto”?

Onde estão os artistas engajados?

Qual a diferença entre isso e bandidos comuns?

Por acaso o verniz ideológico do anticapitalismo muda alguma coisa?

Por esses marginais entoarem palavras de ordem retiradas de algum manifesto anarquista ou comunista qualquer, isso faz deles algo além de criminosos?


Alguém em sã consciência realmente acha que invadir uma loja particular e depredar carros é uma “manifestação”?

Quem “pensa” assim é mesmo um caso perdido de estupidez crônica e lavagem cerebral.

Mas tenho certeza de que todos esses artistas e “intelectuais” que aplaudem os black blocs mudariam rapidamente de opinião se o carro destruído fosse o seu próprio, não é mesmo?

No olho dos outros pimenta é refresco, certo?


Os defensores dos black blocs vão aguardar alguma outra morte de algum inocente para se manifestar?

Precisamos de mais um Santiago Andrade para constatar o óbvio ululante, que essa turma é criminosa e perigosa?

Onde estão Caetano Veloso, Marcos Palmeira, Wagner Moura e tutti quanti, para repudiar esses atos criminosos e pregar o respeito às leis?


Com o tempo, ficará cada vez mais claro – se já não está reluzente o suficiente – que os black blocs representam apenas o caos, a desordem, o niilismo, a violência gratuita, tudo isso mascarado pelo ímpeto “revolucionário”.

Os artistas engajados e os “intelectuais” poderão simular uma distância tática depois, quando uma vez mais a coisa sair do controle.

Mas enquanto houver liberdade de imprensa, aqui estaremos nós, colunistas independentes, para refrescar suas memórias e esfregar em suas caras de pau o que eles efetivamente defendem: a baderna criminosa!



19.06.2014


terça-feira, 17 de junho de 2014

AJUDEM A ESPALHAR: CHEFÃO DO PT PEDE ABERTAMENTE A CABEÇA DE JORNALISTAS NA PÁGINA DO PARTIDO. ESTOU NA LISTA. NÃO SEI O QUE FARÃO OS OUTROS. ESTOU ANUNCIANDO AQUI QUE VOU PROCESSAR O SR. ALBERTO CANTALICE POR CALÚNIA E DIFAMAÇÃO. CABE INDAGAR SE CHEFÃO PETISTA NÃO ESTÁ DANDO UMA ORDEM PARA QUE ESSAS PESSOAS SEJAM AGREDIDAS NAS RUAS. É PRECISO CUIDADO! ELE É DO PARTIDO A QUE PERTENCIA CELSO DANIEL!

                       
Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal
Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, divulga no site do partido lista negra de jornalistas. Um assunto para a Justiça e para a Polícia Federal


                               Por Reinaldo Azevedo
 

Os petistas, saibam os senhores, pedem a cabeça de jornalistas para seus respectivos patrões. O partido tem nas mãos instrumentos para fazê-lo: anúncios da administração direta e propaganda de estatais. Alguns cedem, outros não! Denunciei aqui a fala de um certo José Trajano na ESPN e AFIRMEI QUE ELE NÃO ESTAVA PENSANDO APENAS POR SUA CABEÇA. DEIXEI CLARO QUE ELE VOCALIZAVA PALAVRAS DE ORDEM DO PT. Muitos não acreditaram. Pois é…
A opinião do sr. Trajano sobre mim e sobre os demais que ele atacou (Augusto Nunes, Diogo Mainardi e Demétrio Magnoli) pode ser moralmente criminosa, mas não vai além disto: dolo moral. Ele tem o direito de achar a respeito dos meus textos o que bem entender. E eu tenho o direito de responder. Se ele se sente bem com o seu oficialismo de contestação, aí é problema dele.
É diferente, no entanto, quando um político acusa jornalistas de cometer um crime. Aí a coisa pega. O sr. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e “coordenador das Redes Sociais do partido” escreveu um artigo no site do PT em que se pode ler esta pérola.
 Cantalice acusação
Observem que os quatro da lista de Trajano estão também na de Cantalice, que vem ampliada. Não sei o que farão os outros. Sei o que eu farei. Estou anunciando aqui que vou processá-lo. E a razão é claríssima. Ele está me acusando se estimular a que outros “maldigam os pobres” e os discriminem em ambientes públicos. Se eu faço isso, então eu sou um criminoso. Violo um artigo da Constituição e da Lei 7.716, alterada pela Lei 9.459. Vale dizer: transgrido a Carta Magna do meu país e cometo um crime previsto em lei. ENTÃO O SR. CANTALICE VAI TER DE PROVAR O QUE DIZ. ELE VAI TER DE DIZER EM QUE ARTIGO E EM QUE MOMENTO EU PREGUEI A DISCRIMINAÇÃO CONTRA OS POBRES.
Para esclarecer a questão constitucional e legal. Estabelece o Inciso XLI da Constituição: “XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais”.
Define a Lei 7.716, depois de alterada pela 9.459: “Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97) Pena: reclusão de um a três anos e multa.(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Como sabem os advogados, a discriminação por condição econômica tem sido considerada pelos juízes da mesma natureza das categorias acima previstas. Assim, o sr. Cantalice acusa esse grupo de jornalistas de cometer crimes que rendem até três anos de prisão. Vai ter de provar. Se não provar, incorre no crime de calúnia e difamação.
Atenção! Este senhor é o  “coordenador da redes sociais DO partido”, entenderam? Não é que ele seja o coordenador do partido para as redes sociais. Não!!! Levadas as palavras ao pé da letra, os petistas julgam já ter privatizado as redes sociais. Não deixa de ser verdade.
O sr. Cantalice vai mais longe, Ele descobriu que esse grupo de jornalistas — e vejam quanto poder ele nos confere — é responsável pela vaia que Dilma levou nos estádios. Também ele recorre à metáfora canina para nos designar. Leiam:
Cantalice acusação 2
Muito bem! Vocês sabem o que isso significa: quando o maior partido político do país, que tem, de fato, milhares de seguidores — alguns deles podem estar dispostos ao tudo ou nada — nomeia um grupo restrito de jornalistas como propagador do ódio, acusando-o, adicionalmente, de responsável por vaiais e xingamentos de que foi alvo a presidente Dilma, isso corresponde, me parece, a um convite a uma ação direta.
Não é segredo para ninguém que certo tipo de militância não precisa de palavras explícitas para agir. O sr. Cantalice está pondo em risco a segurança de profissionais da imprensa. Talvez queira isto mesmo: calar a divergência por intermédio da intimidação e do terror. Que este post sirva de alerta à Polícia Federal e ao Ministério Público. Evidentemente, nenhum de nós deve esperar a solidariedade e o protesto de entidades de defesa da categoria. Sabem por quê? Porque os respectivos comandos da maioria delas pensam a mesma coisa. Também elas acham que deveríamos ser proibidos de escrever o que escrevemos, de falar o que falamos, de pensar o que pensamos. IMAGINEM O QUE ACONTECERIA SE UM GRUPO OU UMA ENTIDADE CONSIDERADOS DE DIREITA TORNASSE PÚBLICA UMA LISTA DE DESAFETOS. O MUNDO VIRIA ABAIXO. O PT repete a tática da ditadura militar e resolveu espalhar no mural da rede os nomes e as fotografias dos “Procurados”. 
Bando de fascistas!
O petismo é a mais perfeita definição do que muitos chamam nos EUA de “fascismo de esquerda”. Qualquer pessoa que tenha lido o que escrevemos ou ouvido o que falamos sabe que pensamos coisas distintas sobre um monte de assuntos. Nunca nem mesmo conversei com Guilherme Fiúza, por exemplo. Duvido que Arnaldo Jabor queira papo comigo.
Com isso, estou deixando claro que não formamos um grupo. Pode ser que os petistas estejam acostumados a conversar com quadrilheiros disfarçados de jornalistas. Não é o caso.
Eu, sim, acuso o governo do seu partido, sr. Cantalice, de financiar com dinheiro público páginas na Internet e blogs cujo propósito é difamar a imprensa independente, as lideranças da oposição e membros do Poder Judiciário que não fazem as vontades do PT. E o senhor certamente não vai contestar porque é autodemonstrável.
O PT começou a sua trajetória no poder hostilizando a imprensa que não se limitava a prestar assessoria ao partido. Depois, passou a financiar o subjornalismo “livre como um táxi”. Aí tentou (e tenta ainda) criar mecanismos de censura. Agora, já chega ao ponto de estimular, ainda que de modo oblíquo, a agressão aos profissionais que não rezam segundo a sua cartilha. A esmagadora maioria da categoria vai silenciar — até porque alguns fazem esse mesmo trabalho em suas respectivas colunas, não é mesmo? Ok. Hoje, somos nós. Amanhã, chegará a vez de vocês. É simples assim. E é sempre assim.
Vaias
Eu sou responsável pelas vaias? Eu não! Quem estimulou as manifestações de rua em junho foi o PT. Eu sempre as critiquei. Ademais, sabem o que motiva vaia em estádio, meu senhor? Eu conto: roubalheira, safadeza, associação com o PCC.
Sem contar que quero encontrar cara a cara com esse sujeito num tribunal. Quero perguntar quais são as suas credenciais e sua origem para falar em nome do povo. Quero opor as minhas às suas. Quero lhe dizer que o governo que ele representa financiou, por exemplo, a ação de sem-terra e índios que resultou em policiais feridos em Brasília. Quero lhe dizer que seus aliados deram suporte a coisas como a “Mídia Ninja” na esperança de que os alvos seriam os adversários. O tiro saiu pela culatra, a despeito das intenções da turma.
O sr. Cantalice quer saber onde estão os responsáveis pela hostilidade a Dilma nos estádios? Comece por se olhar no espelho. O PT estimula a desordem. O PT estimula o desrespeito às leis. O PT estimula o desrespeito a qualquer hierarquia. O PT estimula o desrespeito até mesmo à organização familiar. O partido esperava escapar do clima que ele próprio criou?
De resto, se as hostilidades a Dilma foram um “gol contra” dos que não gostam dela e se a maioria “abominam” (sic) aquele comportamento, o sr. Cantalice deveria estar contente, não é mesmo? O PT está empenhado em fazer do limão uma limonada. Ao isolar o grupo dos “jornalistas do mal”, ameaça, na prática, todos os outros. É como se dissesse: “Comportem-se, ou vocês vão entrar na lista negra”. E, claro!, muita gente vai se comportar e ainda achar pouco!
É claro que fico preocupado quando lembro que o sr. Cantalice pertence ao partido de Celso Daniel. Terei, é certo, de tomar as devidas providências para a minha segurança. E acho que os outros devem fazer a mesma coisa.
17/06/2014