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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mais feio impossível - THOMAS L. FRIEDMAN


Nada é pior do que países democráticos, como Brasil e Turquia, alinharem-se a um violador de direitos humanos


*THOMAS L. FRIEDMAN, THE NEW YORK TIMES


O Estado de S.Paulo

Confesso que quando vi pela primeira vez a foto do dia 17 do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, com seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o premiê turco, Recep Erdogan - depois de assinarem um suposto acordo para desarmar a crise sobre o programa de armas nucleares do Irã -, tudo que me ocorreu foi o seguinte:
 

haverá algo mais feio que observar países democráticos venderem outras nações democráticas para um malfeitor iraniano ladrão de votos e negador do Holocausto só para provocar os EUA e mostrar que eles também podem jogar na mesa das grandes potências?

Não, a coisa é feia assim.

"Durante anos, países não alinhados e em desenvolvimento criticaram os EUA por perseguir cinicamente seus interesses sem consideração pelos direitos humanos", observou Karim Sadjapour do Carnegie Endowment. "Agora que Turquia e Brasil buscam atuar no cenário global, enfrentarão as mesmas críticas que um dia expressaram. A visita de Lula e Erdogan ao Irã ocorreu alguns dias apenas após o Irã executar cinco presos políticos que foram torturados para confessar. Eles abraçaram calorosamente Ahmadinejad como seu irmão, mas não mencionaram uma palavra sobre direitos humanos.

Brasil e Turquia são democracias nascentes que superaram suas histórias de regime militar. O fato de seus líderes abraçarem e fortalecerem um presidente iraniano que usa seu Exército para esmagar e matar democratas iranianos - pessoas que buscam a mesma liberdade de expressão e de escolha política de que hoje desfrutam brasileiros e turcos - é vergonhoso.

"Lula é um gigante político, mas moralmente tem sido uma profunda decepção", disse Moises Naim, editor-chefe da revista Foreign Policy. Lula, observou Naim.

"Tem apoiado a frustração da democracia na América Latina." Ele regularmente elogia o homem forte da Venezuela, Hugo Chávez, e Fidel Castro, o ditador cubano - e agora Ahmadinejad - enquanto denuncia a Colômbia porque permitiu que aviões americanos usassem campos de pouso colombianos para combater o narcotráfico. "Lula tem sido grande para o Brasil, mas terrível para seus vizinhos democráticos", disse Naim.


Lula, que se destacou como líder sindical progressista no Brasil, virou as costas para os líderes sindicais violentamente reprimidos do Irã.

Evidentemente, se Brasil e Turquia realmente tivessem persuadido os iranianos a encerrar de maneira verificável seu programa de armas nucleares, os EUA os teriam endossado
.



O
Irã possui atualmente 2,182 quilos de urânio enriquecido a 3,5%. Pelo acordo de 17 de maio, ele supostamente concordou em enviar 1188 quilos de seu estoque para a Turquia para conversão no combustível nuclear necessário para um reator de pesquisas médicas. Mas isso deixaria o Irã com aproximadamente 990 quilos de urânio, que ele está livre para continuar enriquecendo ao nível necessário para uma bomba - 95%. Especialistas dizem que o Irã precisaria de alguns meses para obter quantidade suficiente para uma arma nuclear.

Então, o que esse acordo faz é o que o Irã queria que ele fizesse: enfraquecer a coalizão global para pressionar o Irã a abrir suas instalações nucleares à inspeção e, como um bônus especial, legitimar Ahmadinejad no aniversário da repressão ao movimento pró-democracia que pedia recontagem de votos das fraudadas eleições de junho.

Duas vias. O Ocidente deveria ter seguido uma política de duas vias: negociações francas sobre a questão nuclear e uma discussão não menos franca sobre as questões de direitos humanos e democracia no Irã. Eu gostaria que o Irã jamais obtivesse a bomba. Mas se o Irã se tornar nuclear, faz diferença se o dedo no gatilho é o de um Irã democrático ou da atual ditadura clerical assassina. Todo aquele que conseguir trabalhar para retardar isso e promover uma democracia no Irã está do lado dos anjos. Todo aquele que capacitar o regime tirânico e der cobertura a sua perversidade nuclear um dia terá de responder ao povo iraniano.


TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

*Thomas Friedman, um dos mais importantes e respeitados articulistas do New York Times

Comentário
Lula e sua diplomacia perdedora são a vergonha dos brasileiros.


Mais feio ainda é saber que a maioria absoluta dos brasileiros NÃO CONCORDA ABSOLUTAMENTE COM A ATITUDE MEGALOMANÍACA DO PERDEDOR LULA!

Lula e sua diplomacia pífia, não foram capazes de enfrentar a Bolívia, Paraguai, Argentina e Equador por interesses brasileiros.

Agora junta-se ao mal, a um tirano assassino com cara de maluco, num país longínquo e sem liberdade , de costumes frontalmente contrários aos nossos, sem falar na religião.

POR ISSO MESMO, PT NUNCA MAIS!


DILLMA APAGÃO, A "CUMPAHERA" DE CHAVEZ E DO AHMADINEJAD , JAMAIS!!!!!!!!!!!!!


 Ana Maria Silva
27 de maio de 2010 

TRE-RJ cassa Rosinha e torna casal Garotinho inelegível por três anos

Eleições 2010


Rafael Galdo

RIO - A plenária do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) cassou na tarde desta quinta-feira, por quatro votos a três, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), e tornou inelegíveis por três anos, a contar de 2008, a própria Rosinha, o marido dela, o pré-candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho, dois radialistas e o diretor da rádio "O Diário", de Campos.

Eles eram acusados num processo sobre uso indevido de meios de comunicação, durante a campanha de 2008 de Rosinha para a prefeitura da cidade, no Norte Fluminense.

A medida impediria a candidatura de Garotinho ao governo do Rio, mas pode ser alvo de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
27/05/2010 

GROSSERIA, VULGARIDADE E MISTIFICAÇÃO. OU: NEM CEDO NEM DESÇO

GROSSERIA, VULGARIDADE E MISTIFICAÇÃO.


OU: NEM CEDO NEM DESÇO

Por Reinaldo Azevedo

Lula discursou ontem na Conferência de Ciência e Tecnologia, em Brasília, e, mais uma vez, apelou à linguagem de cunho sexual, o que faz volta e meia. E foi grosseiro como de hábito quando toma essa vereda. Como esquecer que ele já sustentou em discurso que a sua “galega engravidou logo no primeiro dia”, uma suposta evidência de sua macheza? Tanta rapidez, como sabemos, deu em Lulinha, o seu “Ronaldinho” da Gamecorp. Desta feita, o chefe de governo e de Estado do Brasil se referia a um tema banal, uma besteirinha irrelevante, uma tolice que suporta muito bem o que meu avô chamava de “conversa de gente boca-suja”: a crise nuclear iraniana… Já chego lá. Antes, um convite.


Tive o trabalho de traduzir ontem um artigo de Thomas Friedman, articulista do New York Times, sobre o papel do Brasil nas negociações com o Irã. O texto me parece definidor, se me permitem, do caráter do… leitor!!! Quem quer que o leia e não se convença da monumental estupidez de Lula e seus valentes no episódio escolhe um mundo — e não é aquele em que eu gostaria de viver. Vou atualizar a hora da postagem para que o artigo fique logo abaixo deste post de abertura dos trabalhos.

Eu insisto: é um artigo que distingue pessoas. Como se verá ali, Friedman até dá de barato que, cedo ou tarde, o Irã vai ter a bomba: a questão é saber a quem se deve confiar o gatilho: a uma democracia ou a uma teocracia homicida. Friedman pergunta o que de mais feio poderia ter acontecido do que aquela celebração de Ahmadinejad, Lula e do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, por ocasião do suposto acordo. E conclui: “mais feio impossível!”. Democratas vendiam baratinho outros democratas a um negador do Holocausto. A política externa brasileira está desmoralizada. Encerro o convite. Volto ao ponto.

Ontem, ao discursar, com a elegância habitual, Lula afirmou:
“Vocês estão acompanhando pela imprensa. Nas vésperas que eu estava lá, tinha gente dizendo ‘Ah, o Lula é inocente; o Lula não sabe nada’. Porque tem gente que ao invés de sentar na mesa para negociar prefere mostrar ‘Eu tenho força, ou dá ou desse!’.

Atenção para esta hora, leitor!
Ao pronunciar essas palavras finais, o presidente brasileiro bateu com a mão esquerda no muque direito, representando a suposta grosseria de seus adversários. No caso, referia-se aos EUA, particularmente a Barack Obama. Modéstia às favas, previ que Lula passaria a tratar o americano como rival antes mesmo de o outro assumir a Presidência. Vocês leram aqui. Desnecessário explicar os motivos. Não deu outra. Já chegou até a dizer que ele, um ex-operário, como presidente, é ocorrência bem mais significativa do que um negro na Casa Branca. Mas o pior estava por vir.

Como escrevi ali acima — DESSE, com dois esses - é o correto. A expressão original, anterior ao automóvel, é “Ou dá ou desse”: trata-se de um jogo de tempos verbais para evidenciar uma situação sem escapatória. Geralmente, esse “dá” não tem um sujeito claro. O jogo entre o verbo no presente e no pretérito do subjuntivo indica que uma determinada coisa terá forçosamente um desfecho, não mais será postergada. Também uma pessoa pode se ver na situação do “ou dá ou desse”, eventualmente obrigada a tomar uma decisão, o que, se pudesse, adiaria.

Mas é claro que Lula estava pensando em outra coisa. Com efeito, o seu “desse” era outro. Achando que a grosseria não havia chegado ao ponto, emendou: “Comigo ninguém dá e todo mundo desce. Esse é o meu lema”. Pronto! O “dá” deixou de significar “acontecer”, “ser possível”, “ser viável”. E passou a ser o “dar” das bocas, dos becos e dos botecos: o trato intrafemural, vocês sabem, aquele mesmo assunto de que ele já tratou algumas vezesm em palanque.

E o “desse” virou “desce”, do verbo “descer”, provavelmente do carro. Assim, ou a “moça” (ou moço, sei lá eu) “dá”, cedendo ao avanço libidinoso do outro, ou “desce”, cai fora do Chevette, às portas daqueles motéis de neon verde e vermelho que sempre começam com a letra K: “Karina”, “Karisma”, ” Ki Luxo”, “Kurtição”, “Kônkavo e Konvexo”. Letra “k” em nome de motel é mais comum do que “apóstrofo S” (’S) em nome de lanchonete. Eventualmente, um estabelecimento pode juntar a fome com a vontade comer e se chamar “Karinho’s”!!! Segundo Lula, com ele, “ninguém dá, e todo mundo desce”… “Todo mundo”??? Haverá mais gente nesse carro do que naquela cela do “menino do MEP”, da qual não se podia “descer”?

Depois de ter percorrido todos os rigores da fineza teórica e retórica, mandou brasa:
“Fomos lá humildemente, estabelecemos uma política de confiança, e, quando fizemos o acordo, que eu achava que os países que queriam levar o Irã pra mesa iam ficar felizes, eis que eles não queriam. Porque, no mundo, tem gente que não sabe fazer política sem ter um inimigo. Primeiro, é preciso criar inimigo, e o inimigo tem que ser ruim, a cara tem que ser feia, e temos então que demonizá-lo”.


É formidável! Lula acusa seus adversários — no caso, os Estados Unidos e Obama — de fazer rigorosamente o que ele faz no ambiente interno. Ou não é este senhor que passou os últimos sete anos “demonizando”, como ele diz, seu antecessor, negando-lhe todo e qualquer mérito, fazendo tabula rasa do passado, inaugurando, a cada dia, um passado novo? Acabo de criar uma nova sentença sobre Lula, que quero que fique registrada: “LULA INAUGURA TODO DIA UM PASSADO NOVO, APROPRIANDO-SE DA HISTÓRIA DO PAÍS E DA BIOGRAFIA ALHEIA, PARA PODER MISTIFICAR A SUA PRÓPRIA TRAJETÓRIA”.

Lula nunca chegou “humildemente” a lugar nenhum! Essa palavra inexiste em seu vocabulário, agora como antes. Este arrogante recusou o apoio de Ulysses Guimarães — o Sr. Diretas — na disputa eleitoral de 1989, contra o agora seu aliado Fernando Collor. Demonizou o sindicalismo que precedeu o PT e todos os líderes oposicionistas que haviam retornado do exílio. Mas isso fica para outra hora. Apenas destaco que a humildade é incompatível com o seu caráter — e tomem a palavra aqui como parceira do “respeito”, não da “humilhação”.

“Levar o Irã para a mesa”? Deixando que o país fique com uma tonelada de urânio estocado, que, conforme o anunciado, continuaria a ser enriquecido sem qualquer vigilância e fora de qualquer controle? É isso o que Lula chama de “ambiente de confiança”? Ahmadinejad, diga-se, o seu amigão, discursou ontem. E fez ameaças veladas, calculem!, aos EUA e à Rússia, acusando, nesse caso, o país de se comportar como um subordinado dos americanos. Levou uma dura do presidente Medvedev, que lhe recomendou que deixe de lado a demagogia. E olhem que o país é parceiro do Irã em algumas coisas.

A platéia presente à conferência riu muito do “gracejo” de Lula. Boa parte deve ter pensado: “Pô, ninguém pode mesmo com o Cara! Vejam como ele resolve uma crise internacional com uma simples frase: ‘Comigo ninguém dá e todo mundo desce’!”… Seja lá o que queira dizer a tentativa de piada. Lula também não deve saber.

Os petralhas, QUE JÁ CHEGARAM AO DICIONÁRIO!!!, tentam torrar a minha paciência: “Lula é um sucesso; só você critica” — eles falam isso em petralhês, com grosserias impressionantes, para não decepcionar o mestre. Ainda que eu fosse o único, o que é falso, e daí? Isso não mudaria a natureza do regime iraniano, de Lula, do suposto acordo., nada! Quando a rataiada ameaça — “Você vai se ferrar; aguarde” —, está se definindo moralmente.

Ganhe essa gente as eleições ou perca, continuarei a pensar o que já pensava antes de o PT vencer a disputa em 2002. Os meus adversários de pensamento continuarão a ser os mesmos. No ambiente da sonhada vitória final desses caras, todos os que não rezam segundo a cartilha estarão presos ou mortos, o que, justiça se faça, é coerente com a escola de que são herdeiros.

Só que eu digo “NÃO”!!! Um sonoro, inequívoco e irrevogável (o meu, para valer) “NÃO” a esses brutos, a seus métodos, à sua visão de mundo, às suas bravatas, às suas grosserias, às suas burrices. Estejam eles no governo ou na oposição.
Não cedo nem desço.
quinta-feira, 27 de maio de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Crescem temores de que bancos globalizem crise do euro

Crescem temores de que bancos globalizem crise do euro

Operadores apreensivos na Bolsa de Valores de Nova York nesta terça-feira (Foto: AFP)
Depois de meses de crescimento frágil, aumentam os temores de que a recuperação da economia mundial fracasse por causa de uma crise da dívida originada em um rincão da Europa.

No começo, os investidores expressaram preocupação moderada com os acontecimentos na Grécia. A notícia de que o país havia maquiado o alcance de seu déficit resultou num aumento do custo de sua dívida e alguns gestos de assombro na sede da União Européia, em Bruxelas.

Mas, com a queda das bolsas nas últimas semanas e com o euro em declínio ante o dólar, a preocupação começa a se transformar em pânico apenas disfarçado. Respeitados comentaristas começam a multiplicar alertas na internet sobre um obscuro problema da dívida que ameaçaria resultar numa outra Grande Depressão.

Se o plano de quase 1 trilhão de dólares, anunciado em 10 de maio, não conseguir acalmar o mercado, "o crescimento do PIB dos Estados Unidos poderia ver-se reduzido entre 0,5% a 1% nos próximos dois anos", advertiram analistas do Deutsche Bank a seus clientes.

"Se o programa de resgate fracassar completamente, estaríamos ante uma perspectiva potencialmente mais negativa, com possibilidade certa de uma recessão em formato de W", de fundo duplo.

Semelhanças com a crise de 2008 - As características da crise atual são similares à última, que aponta para o sistema financeiro e para os bancos em particular.

Daniel Tarullo, membro do conselho de governadores do banco central americano (FED), evocou recentemente a eventual repetição da crise de 2008 que esteve a ponto de fazer entrar em colapso o setor financeiro americano, insistindo que "não deve ser descartada".

"Um caminho pelo qual a tormenta financeira na Europa pode afetar a economia dos Estados Unidos é debilitando a qualidade de seus ativos e a capitalização das instituições financeiras americanas", disse Tarullo no Congresso semana passada.

Os bancos sofrem abalos que "os fazem recordar situações vividas durante a recente crise financeira global", disse Tarullo. Ante as dúvidas sobre a situação dos balancetes dos concorrentes, estes começaram a fechar suas linhas de crédito.

Teme-se que os bancos deixem novamente de confiar, segundo Uri Dadush, ex-diretor de comércio internacional do Banco Mundial e agora pesquisador do centro Carnegie Endowment.

"Embora a exposição dos bancos americanos seja relativamente limitada (...), o sistema bancário na Europa e nos Estados Unidos estão muito ligados e os bancos europeus estão muito expostos", advertiu.

Estima-se que os 10 maiores bancos americanos detenham 60 bilhões de dólares em dívida dos países europeus "periféricos", ou cerca de um décimo de seu capital principal.

Suas contrapartes bancárias da outra margem do Atlântico, particularmente na França e na Alemanha, têm exposição muito mais significativa.

A brecha entre os custos dos empréstimos interbancários na Europa e nos Estados Unidos se aprofundou nos últimos meses, o que os analistas interpretam como sinal de crescente desconfiança.

"Maiores preocupações com a recuperação (dos empréstimos) e um risco de crédito da contraparte potencialmente elevado poderiam ser as principais causas" disso, segundo Geoffrey Yu do banco suíço UBS.

"De qualquer forma, as preocupações dos investidores se estenderam além da zona do euro", acrescentou.

Efeitos sobre o comércio - O comércio também poderia ver-se afetado. Ante os maus momentos do euro, as exportações americanas e asiáticas ficam mais caras para os europeus.

Cerca de um quarto das exportações manufatureiras americanas vão para a Europa. O setor emprega 11,6 milhões de pessoas.

Ironicamente, a queda na cotação da moeda única européia torna o velho continente mais competitivo, impulsiona suas exportações e abre uma porta de saída para a crise.

"A desvalorização do euro pode ajudar" de uma certa forma, disse Dadush, "uma desvalorização de 20% do euro é importante, mas deve-se levar em conta que os benefícios da desvalorização serão distribuídos de maneira desigual".

Mais além disso, uma crise que começou com manobras contábeis, agora se revela muito mais séria.
(com AFP)

25 de maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O presidente que mal fala português poderia continuar na ONU a contar piadas, fazer gracejos, dar mancadas, viajar bastante e, especialmente, abrir caminho para a “nova desordem mundial”

LULA, O “BOM AMIGO” E “IRMÃO” DE AHMADINEJAD

Maria Lucia Victor Barbosa


O presidente Lula da Silva possui como componentes de sua felicidade, primeiro, a fruição das delícias do poder nas quais ele imerge com aquele enorme prazer dos boas-vidas e, segundo, o contentamento que nunca cessa quando se tem uma paixão, sentimento que, aliás, se confunde com obsessão.

A paixão do presidente se concentra em uma meta, o poder, que uma vez conquistado deve ser mantido a qualquer custo. E ele está certo que conservará o domínio através de sua criação política, ou seja, da ex-ministra da casa Civil, Dilma Rousseff, sombra ainda desajeitada do chefe que o marketing e retoques físicos tentam corrigir e aprimorar

Porém, Rousseff tem algo que nenhum candidato possui: a máquina estatal que fartamente distribui bondades e o padrinho Lula que está todo tempo ao seu lado e estará nos programas eleitorais gratuitos, quer dizer, no palanque eletrônico a partir do qual se consegue influenciar emoções e conquistar corações.

A proteção dada à afilhada é tão grande que é de se perguntar: se ela ganhar, quem governará de fato?

A autoritária e dura senhora Rousseff ou o esperto Lula da Silva que concebeu um jeitinho bem brasileiro de obter o terceiro mandato sem se parecer demais com seu querido companheiro e ditador de fato da Venezuela, Hugo Chávez?

Mas o ambicioso Lula quer muito mais. Além de manter os cordéis internos do poder quer ser um dos senhores da “nova desordem mundial”. Para satisfazer sua flamejante paixão trabalham incessantemente assessores também interessados em conservar aqueles privilégios só permitidos aos que alcançam o cume iluminado da montanha dos poderosos.

Com relação à política externa, além da obsessão da diplomacia brasileira pelo assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, entraram em cena outras ambições: a chefia do Banco Mundial ou, principalmente, a secretária-geral da ONU.

Afinal, com bons tradutores o presidente que mal fala português poderia continuar na ONU a contar piadas, fazer gracejos, dar mancadas, viajar bastante e, especialmente, abrir caminho para a “nova desordem mundial” ao lado de companheiros ditadores da pior espécie e ditos de esquerda, os mesmos com os quais ele tem se confraternizado.

A política externa brasileira tem sido uma sucessão de erros e fracassos, pois até agora o Brasil perdeu todos os cargos internacionais que pleiteou. Dirão alguns, que não é bem assim, pois pelo menos Lula da Silva tem sido bastante premiado. Contudo, dizem as más línguas, que tal sucesso é obtido por meios bastante custosos. Além do mais, não está muito claro se o encanto que países importantes sentiram inicialmente pelo folclórico Lula da Silva ainda se mantém.

Um dos fiascos que ensejou o começo do desencanto aconteceu no episódio da intromissão em Honduras, quando em conluio com Hugo Chávez o governo brasileiro apoiou Zelaya e o hospedou por meses na embaixada brasileira. Mas essa aventura em vez de desanimar levou o mentor de nossa política externa, Marco Aurélio Garcia, a sonhar com vôos mais altos.

Na sua utopia, Lula da Silva deve ser o grandioso mediador de conflitos mundiais, o luminoso líder capaz de resolver todos os graves problemas que anos de esforços diplomáticos de outros experientes governos não conseguiram. Assim, Lula promete que vai dar solução aos complexos conflitos entre israelenses e palestinos.

Mas essa chibantice não basta. Lula da Silva tem que provar que é melhor do que os governantes das grandes potenciais mundiais, notadamente, dos Estados Unidos. E, por isso, foi ao Irã, assim como o premiê turco, Recep Tayyip Ergodan que atropelou o presidente brasileiro ao anunciar em primeira mão que um acordo sobre o programa nuclear iraniano fora alcançado em negociações nas quais o Brasil participara.

Já Ahmadinejad bajulou Lula ao dizer que este é seu “bom amigo” e “irmão”, que “Brasil e Irã compartilham valores morais”. “Somos contra a discriminação, o preconceito, a agressão a tirania” disse o astucioso iraniano.

Mas, enquanto ele destilava hipocrisia, dissidentes eram presos, torturados, enforcados, minorias religiosas perseguidas, como os bahais, assim como outras minorias sociais, sem falar na situação das mulheres que regrediu ao século treze.

Depois de muito foguetório na diplomacia brasileira o tal acordo sobre o programa nuclear iraniano se mostrou uma farsa, pois logo depois de assinado um porta-voz da Chancelaria iraniana anunciou que o país continuará a enriquecer urânio.

Quanto as sanções em estudo a serem impostas por outros países levaram Ahmadinejad ao riso e ao deboche, pois ele conhece bem as artes e manhas de como burlá-las conforme seu hábito. E assim, lá para 2013, calcula-se que o iraniano poderá ter sua sonhada bomba atômica cujo primeiro alvo, conforme sua idéia fixa deverá ser Israel.

Tudo isso significa que Lula da Silva deve estar muito orgulhoso de sua valiosa colaboração a tão importante projeto de destruição em massa, assim como de poder participar da “nova desordem mundial” pretendida pelo “irmão” Ahmadinejad. Isso se sobrar alguma coisa.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com

O calvário da tradutora do Discurso sobre o Nada

 O calvário da tradutora do Discurso sobre o Nada

Por Augusto Nunes
Se só Celso Arnaldo consegue decifrar o dilmês, traduzir para o inglês o que diz Dilma Rousseff é mais complicado que marcar, sozinho, o ataque inteiro do Santos. Se soubesse disso, a angolana escalada para a missão impossível teria pedido demissão antes da chegada a Nova York da sucessora que Lula inventou. Acompanhe o calvário da tradutora do Discurso sobre o Nada, resumido por Celso Arnaldo:

Eu cantei a bola. O tradutor de Dilma em Nova York seria levado à loucura ao perceber, já nas primeiras palavras, que a simultaneidade da tradução é uma impossibilidade humana na compreensão e na versão da fala de Dilma para qualquer idioma.

Dito e feito. Leio na Folha que a coletiva de imprensa no New York Palace teve problemas de tradução. O problema é Dilma — mas, em respeito à convidada, culparam o mensageiro.

A primeira parte de sua entrevista foi traduzida por um homem. Os tradutores simultâneos, não sei se todos sabem, têm normas rígidas de trabalho – não podem atuar mais do que duas horas seguidas, porque é uma das três mais estressantes atividades do mundo, dizem os especialistas.

No caso de discurso ou entrevista de Dilma, o tempo máximo de trabalho contínuo deve ser reduzido ao prazo de meia hora, estourando – findo o qual, o coitado é levado ao pronto-socorro mais próximo, com estafa galopante, olhos em midríase, pulso acelerado, delírios trêmulos, um quadro, enfim, de overdose.

Efetivamente, esse primeiro tradutor pediu para sair depois de meia hora. Saiu cambaleando e precisou de ajuda para não desabar, sendo levado ao serviço médico da casa.

Entra em cena uma mulher, a angolana Marísia Lauré, que fala 12 línguas e domina inglês e português como Shakespeare e Camões. Ninguém melhor do que uma mulher para entender a alma e a fala de Dilma, certo? Errado.

Já nas primeiras frases, Marísia entrou em pane. Quando Dilma, discorrendo sobre o Banco Central, mencionou a expressão “autonomia operacional”, a tradutora, já em transe, esqueceu o “operacional”. Dilma percebeu, parou e, numa língua que remotamente lembrava o inglês, corrigiu: “Opereichional autônomi”.

E veio à tona a repressora Dilma: “Eu peço para você traduzir literalmente, porque é complicado”.

Sim, é complicado. Dilma é mais complicada ainda. Ela passou a falar sobre privatizações e as empresas que devem permanecer públicas, como Petrobras, Eletrobras, bancos públicos. A tradutora esperou que a convidada concluísse a frase para traduzir. Ao final, Dilma conferiu com a platéia: “Não faltou da Petrobras?”. Não, não tinha faltado.

Na frase seguinte, Dilma ouviu o início da tradução e, achando que havia mais um erro, interrompeu Marísia. “No, no,no. Yes, yes, yes”, emendou, ao se dar conta de que a frase traduzida estava correta, arrancando risos da plateia atônita. E emendou: “Eu prefiro que você copie e faça porque se não eu vou quebrar meu raciocínio todo, tá bom?”

Tava mais ou menos bom, porque a esta altura Marísia estava quase desmaiando com o raciocínio quebrado de Dilma. Preferiria estar traduzindo, sob chibatadas, o ditador King Jong-il em coreano – idioma que ela não domina.

Na pergunta seguinte, a angolana trocou “redução da dívida” por “redução de impostos”. Dilma a interrompeu novamente.

“Copia, minha santa, eu vou falar”.

Nesse momento, a organização trouxe de volta o tradutor anterior – que, segundo testemunhas, entrou no palco empurrado. Chegaram a ver o brilho de uma lâmina em suas costas – mas a informação ainda carece de confirmação.

E a coisa foi indo, aos trancos e barrancos, como qualquer fala de Dilma, traduzida para qualquer idioma, mas sobretudo no original, em português.

Ao final da coletiva, Maurísia e Dilma se abraçaram. A tradutora, ainda com o olhar perdido, esgazeado, pediu desculpas e atribuiu o engano ao excesso de trabalho – de fato, cinco minutos traduzindo Dilma equivalem aos seis anos que Champollion gastou decifrando a Pedra da Rosetta.

“Você trabalha muito bem”, disse Dilma, comprovando, mais uma vez, que mentir é sua melhor tradução.

Apenas uma dúvida: como verter “minha santa” para o português? My Saint, por acaso?
22 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

PT- SOCIALISMO MAFIOSO


PT- SOCIALISMO MAFIOSO

POR RIVADAVIA ROSA

o ‘bolchevismo mafioso’ concepção reconfigurada no siglo XXI do marxismo-leninismo (os fins justificam os meios e na lei do silêncio OMERTÁ – ‘fundamento criminoso’ da Cosa Nostra – a honorável societas sceleris de proteção, de solidariedade e de lealdade entre os honrados homens da Máfia - em que nada se sabe, nada se escuta e nada se fala,   cujo chefe máximo é o Capo dei tutti i capi - chefe dos chefes que, portanto, nunca sabe de nada) -  preconiza e atua de forma organizada de que a corrupção é o caminho mais rápido para fazer uma revolução econômica, e que por meio desse processo criminoso de ‘redistribuição de renda’ eufemismo para expropriação dos que produzem - pode realizar a mudança social, no caso da 'nomenklatura'.

AÍT TEMOS A GOVERNANÇA DO DUPLO DISCURSO (bipolaridade) – ou uma nova/nueva patologia sociopolítica criminosa do século XXI, estruturada segundo o modelo societas sceleris (mafioso) – que quando na oposição com relação à corrupção é a grande inquisidora, acusadora radical, detentora do monopólio da ética na política e defensora intransigentes da democracia, dos direitos humanos ...; porém - no governo/poder praticam exatamente aquilo que condenavam, só que de forma sistemática e organizada; auto proclamada ética, democrática, transparente e PROGRESSISTA – é na realidade aética, totalitária, criminosa e neo-regressiva como revela o maior saque aos cofres públicos da história das Repúblicas latino americanos onde a esquerda assumiu o poder.

O acordo de Ahmadinejad

por JN
Notas ao café 


Rainer Hachfeld, «Neues Deutschland»

O presidente brasileiro, Lula da Silva, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, conseguiram um acordo com o Presidente Mahmoud Ahmadinejad que surpreendeu o mundo. Segundo este novo acordo o Irão concordou em enviar grande parte do seu urânio pouco enriquecido para a Turquia para armazenamento, cerca de 1,2 toneladas.

Em troca, um ano depois o Irão receberá 120 kg de urânio enriquecido da França e da Rússia para a produção de isótopos para uso em medicina. O acordo é semelhante ao negociado com os países ocidentais em Outubro de 2009, mas agora poderá complicar os esforços do Presidente Obama para aumentar as sanções internacionais contra o Irão, especialmente por parte da China que recebeu com agrado o novo acordo, assim como a Rússia.

A The Economist escreve que o novo acordo dificilmente agradará aos EUA e a muitos dos seus aliados e Hillary Clinton, esta terça-feira, disse que os países do Conselho de Segurança da ONU chegaram a um acordo sobre uma proposta de resolução que prevêem novas sanções contra o Irão. Um dos países contra é, algo esperado, o Brasil e a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o país não irá participar na discussão porque “há uma nova situação” no momento, referindo-se ao recente acordo obtido em Teerão.

Joep Bertrams

Para David Albright não existe qualquer razão para o Conselho de Segurança e o Presidente Barack Obama não continuarem as negociações para impor novas sanções ao Irão.

Michael Roston é da opinião que o Presidente americano deve simplesmente recusar este novo acordo:

[...] What’s worse, by negotiating a deal with Brazil and Turkey, Iran is using the old tactic of packing the room with more parties, adding to the complexity of the negotiating process down the road. It’s no longer just the UN Security Council’s permanent members plus Germany jawing over Iran’s nuclear program – now we have to deal with political developments in Brazil and Turkey going forward.

Instead of peeling the onion, Iran seems to want to add more layers. It really shouldn’t be hard for Obama to reject this notion, stating outright that America is interested in negotiating a comprehensive package involving the entirety of Iran’s nuclear program. [...]

Para David Rothkopf fala da surgimento de uma nova diplomacia no Médio Oriente e com novos actores

[T]urkey and Brazil working closely with Russia, India, and China, have effectively sent a message that Plan B has returned to the global equation. They have essentially said they didn’t want to go along with the American approach to solving the problem (sanctions) and were vehemently against the Israeli approach (bombs away). [...]

Something else vitally important to notice has happened here. This has become the first Middle Eastern stand-off in which the most important player from outside the region was China — because China is the one country that had and has the power to determine whether or not a sanctions regime would work. [...]

Thus this deal may seem smallish and technical from afar, but it could well signal a change in the way international diplomacy works. Certainly, it signals an intent on the part of a group of vitally important emerging powers not to be cowed by the “with us or against us” mindset that still permeates some in the U.S. foreign policy establishment.

Notas ao café…
Maio 19, 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Democracia e corrupção



Por Roberto Freire *
Aqui.

A conquista da democracia no país, fruto de uma longa luta da cidadania contra a ditadura militar instalada em 1964, sacramentada pela Constituição de 1988, possibilitou, entre outras coisas, a centralidade da sociedade civil como o meio decisivo de ampliação e aprofundamento do próprio processo democrático.

Isso ocorreu em função da capacidade desta de pressionar o governo, em seus diversos níveis, por mais eficiência, transparência e responsabilização de seus mandatários na gestão da res publica.

No entanto, temos assistido ao longo desse período, com crescente preocupação, à instalação de um sistema de corrupção que vem drenando bilhões de reais dos cofres públicos, como revelam ininterruptas operações da Polícia Federal, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas, principalmente o TCU.

Esse sistema criminoso de desvio de recursos públicos em todas as instâncias de governo compromete todos os serviços que são dever do Estado e direito do cidadão. Daí nossa precaríssima educação pública, nosso arruinado sistema de saúde, os inacreditáveis índices de violência e insegurança pública, além da depauperada infraestrutura que pesa sobre todos nós, impondo sofrimento, notadamente às populações de regiões mais afastadas do Centro-Sul do país, e bloqueando nosso desenvolvimento econômico ao castigar o setor produtivo e elevar o chamado custo Brasil.

Além disso, a corrupção, como método, já pode ser percebida também em todos os poderes constituídos, como inquéritos policiais têm demonstrado, ameaçando a própria democracia como sistema de governo.

Lembro aqui o ocorrido na Itália nos anos 90, na sequência do escândalo do Banco Ambrosiano, em 1982, que implicava a máfia, o Banco do Vaticano e a loja maçônica P2, quando se desencadeou a Operação Mãos Limpas, investigação judicial de grande envergadura visando esclarecer casos de corrupção envolvendo agentes do estado.

Foi a partir da ação do judiciário italiano, durante a Operação Mãos Limpas, que se conseguiu quase 3 mil mandados de prisão; mais de 6 mil pessoas estavam sob investigação, incluindo 872 empresários, 1.978 administradores locais e 438 parlamentares, dos quais quatro haviam sido primeiros-ministros.

Esta ação fulminante e decidida permitiu que a democracia na Itália se fortalecesse no combate à corrupção que se entranhara no aparelho de Estado, envolvendo grandes empresários, políticos de renome nacional e muitos servidores públicos, com a prisão dos culpados - apesar de hoje a administração Berlusconi representa um retrocesso a todo aquele avanço conquistado.

Estamos assistindo no país, atualmente, o mesmo silencioso processo de apropriação da máquina pública pela lógica da corrupção, como um sistema que organiza o próprio processo político-eleitoral.

Cada vez mais partidos e políticos são investigados e denunciados, agentes do Estado flagrados em ilegalidades, concorrências viciadas e obras superfaturadas, como tem denunciado o MP e o TCU.

O dinheiro se destina a enriquecimento ilícito e/ou irriga campanhas políticas. Não estaria na hora de nossa Operação Mãos Limpas?

Roberto Freire é presidente do PPS
Partido Popular Socialista

Senado aprova projeto ficha limpa por unanimidade


Projeto que tenta barrar candidato condenado teve 76 votos a favor.

Movimento que fez a proposta deseja que regra valha para esta eleição.
Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasília
O Senado aprovou nesta quarta-feira (19) o projeto ficha limpa, que impede a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos. Foi mantido o texto aprovado na Câmara.

O projeto teve 76 votos a favor, sem votos contrários e abstenções –o presidente do Senado não votou e quatro senadores não compareceram à sessão. O projeto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  G1

Israel alerta que Teerã engana todo mundo

Questão nuclear

Por La Vanguardia

"Uma vez mais, o Irã conseguiu evitar as sanções internacionais e enganar todo mundo", declararam na terça-feira fontes diplomáticas israelenses ao La Vanguardia. Oficialmente, o primeiro ministro de Israel ordenou ao executivo que mantenha silêncio absoluto até segunda ordem.

No entanto, apesar de o país estar em plena comemoração do Shavuot (Pentecostes), Benjamin Netanyahu convocou os sete principais ministros de seu gabinete de emergência para debater a nova situação.

Em Jerusalém se reconhece que as pressões diplomáticas ininterruptas para tomar medidas contra Teerã, por causa de seu programa nuclear, estão agora em suspenso.

Quase aos 45 minutos do segundo tempo da aprovação de novas sanções, o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad sacou uma nova carta da manga e neutralizou os esforços da comunidade internacional.



Além disso, fontes dentro do governo israelense afirmam que as regras do jogo na região mudaram, já que o novo acordo dá à Turquia (um dos países mais críticos a Israel nos últimos meses) maior protagonismo e a converte no receptor de urânio enriquecido do Irã.

As reuniões entre George Mitchell (o enviado de Barack Obama) e as autoridades israelenses, que devem acontecer nos próximos dias, serão focadas na questão iraniana.

"Devemos analisar detalhadamente as ações do Irã. Já vimos no passado como Ahmadinejad é o último que ri", disse o ministro da Indústria e Comércio israelense e general de reserva Benjamin ben Eliezer. O ministro acredita que o único raio de luz neste acordo é que o Irã mostrou-se suscetível a pressões diplomáticas.

Jogo confuso - O novo acordo embaralha o complexo jogo em torno da questão nuclear iraniana. Para Israel, o Brasil é um dos países mais problemáticos entre os membros não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, já que se opõe a sanções ao Irã. Entre os cinco membros permanentes do conselho, Rússia e China são os mais críticos às sanções.

Analistas israelenses como Alex Fishman, do jornal Yediot Ajronot, afirmam que "Israel deve se acostumar à ideia de que os Estados Unidos aceitam um Irã nuclear, ainda que não declarem isso formalmente".

E completa: "O que mais preocupa Washington é uma ação militar unilateral de Israel, já que os Estados Unidos estão envolvidos em duas guerras e teria de abrir uma terceira frente".

Em geral, os analistas em Jerusalém acreditam que, com o acordo, mediado por Turquia e Brasil, o Irã deu um novo passo na direção de sua primeira bomba atômica.  Aqui.

19 de maio de 2010

A cena mais patética das Arábias...


O comentarista Arnaldo Jabor afirmou que o presidente Lula realizou a cena mais patética das Arábias.

Para ele, o chefe de Estado brasileiro usou a aparência em vez da realidade.

gustavosradv

Veja vídeo que causou polêmica durante sabatina dos pré-candidatos em Brasília

Veja vídeo que causou polêmica durante sabatina dos pré-candidatos em Brasília


RENATA LO PRETE
LETÍCIA SANDER
do Painel


Um vídeo que descreve o périplo de um prefeito pelos gabinetes de Brasília em busca de verbas para seu município causou polêmica durante a participação dos presidenciáveis, na manhã de hoje, na Marcha dos Prefeitos, em Brasília.


Durante sua exposição, José Serra (PSDB) se referiu mais de uma vez à produção ("Cadê o vídeo?") e disse que gostaria de assisti-lo. Pessoas envolvidas na organização do evento explicaram que não havia como atender o pedido do tucano naquele momento.


De acordo com apoiadores que acompanhavam Serra, a não exibição do vídeo foi uma exigência de Dilma Rousseff (PT) para comparecer, pois a peça teria sido considerada demeritória das ações do governo Lula. Entrevistada ao final de sua exposição, Dilma negou o veto e disse que nada sabia sobre o assunto.

Segundo a Folha apurou, houve uma negociação entre a Confederação Nacional dos Municípios, organizadora da marcha, e assessores da candidata petista, ao fim da qual ficou definido que o vídeo não seria exibido. A negociação teria envolvido também assesores dos demais candidatos.



Conteúdo



Com o título "O calvário dos prefeitos para conseguir recursos - "A história do pires na mão", o vídeo é feito em formato de história em quadrinhos e narrado por um locutor. Conta a história da peregrinação de um prefeito que recebe "inúmeros pedidos da população".


O prefeito, então, liga para um parlamentar, que se compromete a encaminhar uma emenda para a liberação de recursos. Logo começa a peregrinação do prefeito a Brasília, para onde, segundo o vídeo, ele tem que ir "uma, duas, três vezes". A seguir, ele vai à Caixa (Caixa Econômica Federal) buscar informações sobre documentação, que ele providencia.


Na história, a primeira parcela da emenda não é liberada. O prefeito descobre que deve assinar um documento afirmando desistir de uma dívida que na prática não existe.


Por diversos problemas com a burocracia estatal, o prefeito é obrigado a pagar com recursos do próprio município a dívida com a empreiteira que realizou a obra.


Resultado: o vídeo mostra o prefeito sendo algemado e preso, colocado na parte traseira de um carro da polícia, sugerindo que os desvios de conduta acontecem em razão da burocracia federal. O vídeo termina citando diversas operações policiais que terminaram em problemas para os prefeitos.

Charge do dia...

 O Acordo

 Paixão

Conheça os principais pontos do projeto Ficha Limpa


Saiba quais são os principais pontos do projeto Ficha Limpa, que teve sua votação concluída pela Câmara .

1 - Veta a candidatura de políticos com condenação na Justiça, nos julgamentos em instâncias colegiadas (nas quais houve decisão de mais de um juiz).

2 - O projeto amplia de três para oito anos a inelegibilidade.

3 - Permite que um político condenado por órgão colegiado recorra a uma instância superior, para tentar suspender a inelegibilidade.

4 - Neste caso, o tribunal superior terá que decidir, também de forma colegiada e em regime de prioridade, se a pessoa pode ou não concorrer.
Serão abrangidos pela proposta:

1 - Os crimes dolosos, onde há a intenção, e com penas acima de dois anos. Por exemplo, crimes contra a vida, contra a economia popular, contra o sistema financeiro, contra o meio ambiente, tráfico de entorpecentes, entre outros.

2 - Os condenados por atos de improbidade administrativa. Geralmente os que exercem cargos no Executivo e os ordenadores de despesa.

3 - Os que tiverem seus mandatos cassados por abuso de poder político, econômico ou de meios de comunicação, corrupção eleitoral, compra de votos, entre outros.

4 - Os condenados por crimes eleitorais que resultem em pena de prisão. Estão fora da lista os crimes eleitorais em que os políticos são punidos com multa.

5 - Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado, por crimes graves.

6 - Os que tiverem sido excluídos do exercício da profissão, por algum crime grave ético-profissional. Neste caso incluem-se os casos de profissionais que tiverem seus registros profissionais cassados.

7 - Os eleitos que renunciarem a seus mandatos para evitar processo por quebra de decoro também ficam inelegíveis nos oito anos subsequentes ao término da legislatura.
 O Globo