Por Reinaldo Azevedo
Se eu não soubesse que a Irmandade Petista aguarda só o melhor momento para, se possível, golpear a democracia — ainda que recorrendo a instrumentos que o próprio regime democrático fornece —, seria o caso de sentir pena da presidente Dilma Rousseff e da turma. Estão num mato sem cachorro.
Como vocês viram, depois de se encontrar com José Eduardo Cardozo, ministro, vá lá, da Justiça, e Aloizio Mercadante, ora alçado à condição de primeiro ministro, sem hífen, ao menos no coração de Dilma, Michel Temer sepultou a possibilidade de o plebiscito valer já para a eleição de 2014.
E ele deixou claro: se houver plebiscito!
Segundo considerou, não sem razão, o Congresso pode fazer a reforma. Não será por falta de proposta.
Muito bem: quatro horas depois, Temer emitiu uma nota, com a chancela da Vice-Presidência da República, negando que o governo tenha desistido do seu intento.
Está escrito lá: “O governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político-eleitoral já nas eleições de 2014″.
Quatro horas antes, afirmou aos jornalistas: “Não há mais condições — e vocês sabem disso — de fazer qualquer consulta antes de outubro. E, não havendo condições temporais para fazer essa consulta, qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições, e não para essa”.
Entre uma declaração e outra, houve um piti da presidente. Achou que foi desautorizada. Pois é… Um tema dessa importância, vejam vocês, está submetido a essa lambança.
O governo está mais perdido do que cachorro caído de mudança no meio de um protesto contra… tudo isso que está aí!04/07/2013
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
Dilma dá um piti e obriga Temer a se retratar… O governo está mais perdido do que cachorro caído de mudança em meio a um protesto contra… tudo isso que está aí!
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Falhou o golpe da “Irmandade Petista”; única reação de Dilma a protestos vai para o brejo

A “Irmandade Petista” se assustou com o povo na rua e tentou dar um golpePor Reinaldo AzevedoAo propor uma Constituinte, convertida depois em plebiscito, para fazer a reforma política, Dilma Rousseff tentou jogar a crise nas costas do Congresso, inventou a tese de que o problema do país está nas instituições e resolveu chamar para si, ainda que de modo suave — já que não dispõe dos instrumentos para o modo não-suave —, poderes de que não dispõe.
A sandice não prosperou.
Os partidos disseram “não”; a maioria dos brasileiros nem tomou conhecimento, e a Justiça eleitoral lhe deu uma resposta exemplar:
a: a partir da definição do plebiscito, seriam necessários 70 dias adicionais para a sua realização;
b: descarta-se a hipótese, porque fere cláusula pétrea da Constituição, de uma mudança ter eficácia eleitoral se votada a menos de um ano do pleito;
c: o povo não pode ser chamado a se posicionar sobre temas dos quais não tenha pleno domínio.
A derrota de Dilma não poderia ser mais completa. Sobraram algumas vozes do PT e do PC do B no apoio ao exotismo, mas bem timidamente.
Assim, a única reação que Dilma teve até agora às manifestações não deu em nada. “No que se refere”, como ela diria, ao mundo da governanta, é como se nada tivesse acontecido.
Só não se pode dizer que tudo segue na mesma porque ela conseguiu despertar a ira dos médicos. E os descontentamentos que geraram os protestos continuam em fermentação.
E o Babalorixá de Banânia lá pelas terras africanas, aparentemente em silêncio, mas atacando Dilma por intermédio de asseclas…04/07/2013
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terça-feira, 2 de julho de 2013
O plebiscito dos espertalhões vai tropeçar na revolta da rua e desaparecer no sumidouro que engole malandragens eleitoreiras

O plebiscito sobre a “reforma política” é o mais recente lançamento da usina de pirotecnias eleitoreiras instalada pelo bando de vigaristas, ineptos e gatunos que está no poder há mais de dez anos ─ e lá quer ficar para sempre.Por Augusto Nunes
Atarantados com a revolta da rua, a presidente Dilma Rousseff e seus conselheiros trapalhões imaginam que a manobra malandra vai esvaziar o pote até aqui de cólera que enfim transbordou para as ruas de centenas de cidades.
Versalhes reencarnou no Planalto.Os espertalhões não demorarão a descobrir o tamanho da encrenca em que se meteram.
As multidões sem medos nem donos já não suportam a impunidade dos corruptos, o apodrecimento dos sistemas de saúde e educação, a gastança debochada dos exploradores da Copa do Mundo, o cinismo dos políticos profissionais, a institucionalização da trapaça, da tapeação, da promessa que não descerá do palanque.
Em sua essência, as palavras de ordem reiteradas nos atos de protesto, encampadas pela imensa maioria do país que pensa, exigem a imediata interrupção da Ópera dos Canalhas.
O governo lulopetista acha que, com um plebiscito malandro, vai mandar os manifestantes para casa, livrar a chefe de vaias, inverter a curva desenhada pelas pesquisas de popularidade, reeleger Dilma Rousseff no primeiro turno e correr para o abraço. Vão quebrar a cara.
A esperteza da hora será tragada pelo mesmo sumidouro onde jazem, agonizam ou sobrevivem com injeções bilionárias de dinheiro público tantos projetos delirantes, invencionices diversionistas, façanhas imaginárias, milagres de araque, maluquices perdulárias e ideias natimortas.
O legado dos arquitetos do Brasil Maravilha já inclui, por exemplo,
o Programa Fome Zero,
as três refeições por dia,
o fim da pobreza,
o extermínio da miséria,
o Programa Primeiro Emprego,
o trem-bala,
a Ferrovia do Sarney,
a ressurreição da rede ferroviária em ruínas ,
a transposição das águas do Rio São Francisco,
a rede nacional de hidrovias,
as 6 mil creches prometidas em 2010,
as 6 mil casas na Região Serrana do Rio prometidas em 2011,
os 6 mil agentes especializados na prevenção de enchentes,
os 6 mil médicos cubanos,
o sistema de saúde que Lula considera “perto da perfeição”,
a importação do SUS pelos Estados Unidos,
a recuperação das rodovias federais,
a autossuficiência em petróleo anunciada em 2007,
a entrada na OPEP a bordo das jazidas do pré-sal,
a chegada da Petrobras ao topo do ranking das maiores empresas do ramo,
a vaga no Conselho de Segurança da ONU,
o poderio econômico do Mercosul,
a conquista do Nobel da Paz por Lula,
a candidatura de Lula a secretário-geral da ONU,
a esquadrilha de caças franceses,
a fórmula milagrosa que rebaixa qualquer crise econômica a marolinha,
os pitos telefônicos de Lula em George Bush,
as advertências de Lula a Barack Obama,
a Copa do Mundo de matar argentino de inveja,
a Olimpíada de assombrar dinamarquês,
o colosso de “obras de mobilidade urbana” legado pelos dois eventos esportivos,
o terceiro aeroporto de São Paulo,
os 800 novos aeroportos distribuídos por todo o país,
a reforma e ampliação dos aeroportos das capitais,
os recordes de popularidade estabelecidos por Lula e Dilma,
o controle social da mídia,
a regulamentação da mídia,
a promoção de Dilma a superexecutiva onisciente,
o doutorado em economia da doutora em nada,
o PT detentor do monopólio da ética,
o partido que não roubava nem deixava roubar,
fora o resto.
A lista será ampliada pelo plebiscito que é mais que uma tentativa de golpe: é também a confirmação de que os chefões do lulopetismo e seus comparsas não conseguem ou não querem ouvir a voz da rua.
Essa espécie de surdez invariavelmente eleva em milhares de decibéis o som da fúria.
E acaba consolidando a certeza de que governantes como Lula e Dilma só ouvem com nitidez a palavra de cinco letras que, gritada em coro pela multidão, costuma prenunciar o final infeliz: basta.
02/07/2013
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