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domingo, 29 de dezembro de 2013

A república do despudor



Por Estadão

Hábito ancestral e nefasto que só piora com os exemplos que vêm de cima, o despudor das autoridades brasileiras no trato da coisa pública afronta diariamente uma sociedade que só não reage com a indignação cabível porque — é a triste realidade — de algum modo ela se mostra desgastada pela deterioração dos valores morais e éticos que devem presidir a convivência social civilizada.

Só isso pode explicar o fato de o presidente do Senado e do Congresso Nacional, o notório Renan Calheiros, permanecer no comando de um dos Poderes da República depois de ter convocado cadeia nacional de rádio e televisão, no último dia 23, para, entre outros floreios, vangloriar-se de austeridade nos gastos públicos, poucas horas após ter reincidido na requisição irregular de um jato da FAB, desta vez para viajar de Brasília ao Recife a fim de se submeter a urgentíssimo implante capilar.

Tanto com a intervenção cirúrgica a que se submeteu quanto com o teor do pronunciamento que fez poucas horas depois à Nação, o senador alagoano revela-se extremamente fiel a um princípio que orienta a carreira dos políticos bem-sucedidos “da hora”: salvar sempre as aparências.

Mal o verdadeiro objetivo da viagem “oficial” do presidente do Senado ao Recife veio a público, o próprio apressou-se em anunciar que consultaria a FAB para saber se podia ou não ter requisitado o avião e que, se fosse o caso, faria o devido reembolso aos cofres públicos.

Por inverossímil e absurdo que pareça, é isso mesmo: o chefe de um dos Poderes da República, reincidente específico em casos dessa natureza, que certamente dispõe de especialistas em qualquer assunto legal nos quadros de sua ampla assessoria, achou que precisava perguntar à Aeronáutica se podia ou não podia ter usado uma aeronave oficial para melhorar sua aparência, inclusive com um retoque nas pálpebras ligeiramente caídas. Seria uma piada de mau gosto, se não fosse um escárnio à Nação que paga impostos e respeita as leis.

Renan Calheiros tem um retrospecto de conflito com o artigo 37 da Constituição, segundo o qual a administração pública “obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. Em julho último, já tinha ido de jatinho da FAB a Trancoso, na Bahia, para a festa de casamento da filha de um colega do PMDB.

Quando a imprensa denunciou o abuso, mais do que depressa Calheiros reembolsou a FAB em R$ 32 mil, antes mesmo de qualquer manifestação das autoridades aeronáuticas. Mas parece não ter aprendido muito com a experiência.

Muito pior do que essas lambanças aéreas, no entanto, foi o senador alagoano ter sido forçado, em 2007, a renunciar à mesma presidência do Senado que hoje ocupa, por causa das várias denúncias de corrupção de que era alvo e que resultaram na apresentação, por seus pares, de seis representações ao Conselho de Ética da Casa pedindo a cassação de seu mandato.

Renunciando à presidência da Casa, mas não ao mandato de senador, Calheiros acabou sendo absolvido por seus pares de todas as acusações que lhe eram feitas, inclusive a de que uma empreiteira pagava polpuda pensão para o sustento de filho havido fora do matrimônio.

Mas, como já dissemos, o despudor é generalizado nos quadros da administração pública e o exemplo vem de cima. Quando a presidente Dilma Rousseff, movida pela ambição de permanecer no cargo e pela enorme pressão de Lula e do PT, abandona a rotina de uma governança que não tem enfrentado poucos problemas para atropelar o calendário e se concentrar numa intensa agenda estritamente eleitoral, não só dá um péssimo exemplo, como sinaliza que não há limites – nem os da lei eleitoral – para os detentores do poder.

O argumento para justificar a multiplicação das viagens presidenciais por todo o país, com objetivos inegavelmente eleitorais, foi dado recentemente pela ministra-chefe da Casa Civil da Presidência, Gleisi Hoffmann: depois de quase três anos de operosa gestão, chegou a hora de o governo “entregar” suas realizações à população. O despudor, como se vê, não é monopólio de Renan Calheiros.


29/12/2013



terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Vade retro....

SAIA FORA , GENERAL.

O General FELIX, esqueceu seus 40 / 45 anos de Serviços prestados ao País , seus incontáveis Cursos e longas noites de estudos/sacrifícios/dedicação e se colocou à disposição de uma Quadrilha que se serve do PAÍS .
Ou será que o General não sabe que até o Procurador Geral da República escreveu e assinou em baixo : "... formaram uma quadrilha para roubar e cometer ilegalidades com o dinheiro Público ... Só o General não sabe disso ou se esqueceu com rara facilidade .
Papel ridículo, ao tentar explicar o inexplicável; dizer que o errado é a divulgação: "...é arriscar demais a segurança e a vida do Sr LULA o fato dos Seguranças da filha do referido senhor gastar uma dinheirama em bobagens e com a utilização de Cartões de Crédito do Executivo... "..

O pior é a presença ( do General ) entre os dois Ministros Sra DILMA e Sr FRANKLIN .

Senhor General FELIX , certamente V Excia , tem Tempo de Serviço suficiente para ir para a Reserva Remunerada : arrume uma sinecura - talvez a PETROBRÁS ou GENEBRA e se afaste dos vexames .
A sua Carreira -provavelmente uns 40 anos ou mais de Serviços, N + K Cursos, incontáveis Transferências, sacrifícios a que se submeteu e submeteu, também, a sua família, estão sendo abafados pelo servilismo a uma causa tão podre: não tente esconder e sim, ao contrário, denuncie as maracutaias e as farra dos Cartões de Crédito e V. Excia terá o crédito de um homem honrado que não terminou a Carreira com os pés da lama do Palácio; V Excia poderá viver neste Palácio sem se misturar aos palacianos nojentos e aproveitadores .
Não se torne um deles .
Veja as biografias dos Sr FRANKLIN e da Sra DILMA e se afaste deles como diabo da cruz.
Exagero ?
Lembre-se dos que seqüestraram o Embaixador dos USA e da Carta redigida - ou por inteiro ou com a colaboração do Sr FRANKLIN e do Planejamento do Roubo do Cofre do Sr ADEMAR DE BARROS e verificará que não estou exagerando.
É verdade, também, que ambos poderão estar arrependidos e recuperados, entretanto, NADA tem demonstrado ditos arrependimentos/recuperações.
Ao contrário: acusam/denunciam/apontam tantos e tantos erros nos adversários que, podemos, sim, acreditar que continuam a pensar como pensavam no passado
Saia fora , General.
A foto da Mesa - com os três Ministros , está correndo o País e "gritando": " foto vergonhosa " !

Saia fora , General


por RUI GARAVELO MACHADO
enviada por Gracias a La Vida