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sexta-feira, 18 de março de 2016

Gilmar Mendes suspende nomeação de Lula como ministro da Casa Civil


Ministro também manteve investigações sobre Lula com o juiz Sérgio Moro.

Ex-presidente ainda pode recorrer da decisão ao plenário do Supremo.


Mariana Oliveira
Da TV Globo, em Brasília
G1


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu nesta sexta-feira (17) a nomeação para a Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tomou posse nesta quinta (16). A decisão foi proferida em ação apresentada pelo PSDB e pelo PPS.


Na decisão, o ministro afirma ter visto intenção de Lula em fraudar as investigações sobre ele na Operação Lava Jato. O petista ainda pode recorrer da decisão ao plenário do Supremo.

Além de suspender a nomeação de Lula, Gilmar Mendes também determinou, na mesma decisão, que a investigação do ex-presidente seja mantida com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância judicial.

O ex-presidente Lula tomou posse nesta quinta-feira (17), pouco antes de 10h40, como novo ministro-chefe da Casa Civil em cerimônia no Palácio do Planalto, ao lado da presidente Dilma Rousseff. Cerca de uma hora depois, o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara do Distrito Federal, suspendeu a posse por meio de uma decisão liminar (provisória).

Outras decisões semelhantes, em outras Varas de Justiça, também foram proferidas e cassadas por Tribunais Federais. Com a decisão de Gilmar Mendes, acaba o impasse de decisões divergentes nas instâncias inferiores da Justiça.

"O objetivo da falsidade é claro: impedir o cumprimento de ordem de prisão de juiz de primeira instância. Uma espécie de salvo conduto emitida pela Presidente da República", afirma Gilmar na decisão.

"Pairava cenário que indicava que, nos próximos desdobramentos, o ex-Presidente poderia ser implicado em ulteriores investigações, preso preventivamente e processado criminalmente. A assunção de cargo de Ministro de Estado seria uma forma concreta de obstar essas consequências. As conversas interceptadas com autorização da 13ª Vara Federal de Curitiba apontam no sentido de que foi esse o propósito da nomeação", diz o ministro em outro trecho.


LULA MINISTRO
Ex-presidente é nomeado para Casa Civil

Críticas de Gilmar Mendes à nomeação


O ministro Gilmar Mendes já havia criticado duramente na última quarta-feira (16) a nomeação do ex-presidente para a chefia da Casa Civil, afirmando que a iniciativa seria uma fuga do petista da investigação da Lava Jato em Curitiba.


Em meio ao julgamento do recurso da Câmara à decisão do rito de impeachment, o magistrado ressaltou que a nomeação do ex-presidente para o primeiro escalão deixa "muito mal" a Suprema Corte.

Já na quinta, o ministro do Supremo também afirmou que a conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interceptada pela Operação Lava Jato pode caracterizar crime de responsabilidade, o que poderia embasar um processo de impeachment.

“Se houver avaliação de que se trata de medida para descredenciar a Justiça, obstrução de Justiça certamente está nos tipos de crime de responsabilidade. Pode ter outros dispositivos aplicáveis da legislação penal”, afirmou Mendes.

A fala da presidente foi gravada numa interceptação telefônica autorizada e divulgada nesta quarta-feira pelo juiz Sérgio Moro, dentro das investigações da Lava Jato.

Segundo investigadores, o diálogo sugere que a presidente atuou para impedir a prisão de Lula, que é investigado na operação. Em diversos trechos da decisão de suspender a nomeação de Lula, Gilmar Mendes cita conversas interceptadas no telefone do ex-presidente.

Sobre a conversa entre Dilma e Lula, na qual a presidente diz ao ex-presidente para só usar o termo de posse "em caso de necessidade", o ministro afirma que "a conduta demonstra não apenas os elementos objetivos do desvio de finalidade, mas também a intenção de fraudar."

Investigações
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Lula é investigado por haver indícios de que ele cometeu os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobras, praticados por meio de pagamentos dissimulados feitos por José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht.

Há evidências, segundo o MPF, de que o ex-presidente recebeu valores oriundos do esquema descoberto na Petrobras por meio de um apartamento triplex do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP).

18/03/2016

Janot considera legal gravação de conversa entre Lula e Dilma


Em viagem pela Europa, procurador-geral da República não escondeu sua insatisfação com as falas do ex-presidente Lula
Veja.com
O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot
(Divulgação/Agência Brasil)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta sexta-feira, em Paris, que a interceptação da conversa entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff não afronta as garantias constitucionais da Presidência da República, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo Janot, o alvo do grampo telefônico era o petista, que ainda não havia sido empossado como ministro-chefe da Casa Civil e, por esse motivo, o inquérito que apura se ele obteve vantagens indevidas de empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato ainda estava sob jurisdição do juiz federal Sérgio Moro.

Moro foi o responsável por autorizar e divulgar o conteúdo das conversas e, desde que o fez, na última quarta-feira, está sob forte ataque do PT. Nesta quinta, durante a posse de Lula como ministro-chefe da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff atribuiu ao magistrado uma "nítida tentativa de ultrapassar o limite do Estado democrático de Direito".

Janot mostrou sua insatisfação com Lula ao rebater uma de suas falas nesta quinta. O petista reclamou da ingratidão por ele estar no cargo. "Cargo público não é presente", disse o procurador-Geral da República, completando que só tem gratidão à sua família.

O procurador-geral está em viagem pela Europa até sábado - para tratar de cooperação na investigação da Lava Jato e firmar novos acordos de atuação conjunta na área internacional - e não escondeu de pessoas próximas seu descontentamento com o fato de o petista ter falado que colocaria "medo" nos procuradores da Lava Jato. Sua viagem de uma semana pelo continente europeu se encerra neste sábado e já na segunda-feira, ele deve analisar o caso e também um eventual pedido de inquérito contra Lula e a presidente Dilma.

(Da redação)

18/03/2016

Lula nu




Entre palavrões e xingamentos, exigências e deboches, Lula se apresenta em toda a sua nudez, sem qualquer pudor por pessoas ou instituições



Por Nelson Motta
O Globo

Nelson Rodrigues sempre dizia que “se todo mundo soubesse da vida sexual de todo mundo, ninguém falaria com ninguém”. Os últimos acontecimentos mostram que se todos os eleitores soubessem o que os políticos falam quando pensam que ninguém está ouvindo, ninguém votaria em ninguém.

Vaidoso de seu poder e de sua invulnerabilidade, Lula se mostra nos grampos em toda a sua horrenda nudez. Grosso, cínico, autoritário, arrogante, vingativo, esculhamba o Supremo, o STJ, a Câmara e o Senado — porque não o estão defendendo como ele queria, como se todos lhe devessem favores e reverência.

O “Lulinha paz e amor” criado por João Santana, no escurinho do celular se mostra o “Lulão pau e rancor”, como nos velhos tempos, agora revelado pelos grampos da Polícia Federal. Entre palavrões e xingamentos, exigências e deboches, se apresenta em toda a sua nudez, sem qualquer pudor por pessoas ou instituições.

A favor da ideia de Lula nu, que já é uma piada, louve-se que, mesmo nos piores momentos, ele consegue manter o humor de grande comediante. Como quando abre a porta para a Polícia Federal e faz a piada antológica: “Ué! Cadê o japonês”. Ou quando Jaques Wagner pergunta se ele está amadurecendo a decisão (de ir para o Ministério), e ele responde que amadureceu tanto que já está podre. Ou quando diz a Wagner que irá a um encontro com Dilma “se não estiver preso”, e os dois riem juntos.

Um dos grampos mais reveladores é o seu esculacho em um constrangido e atemorizado ministro Nelson Barbosa, reclamando da Receita Federal por estar em cima do Instituto Lula. Ele não diz que o IL está limpo, exige aos berros investigações na Globo, no Instituto Fernando Henrique Cardoso, na Gerdau e em outras grandes empresas.

Mas nunca explicou o que o Instituto Lula fez com os R$ 34,9 milhões que recebeu em doações, legais e declaradas. Que ações contra a fome foram bancadas pelo IL? A quem o IL ajuda com dinheiro, trabalho, comida, bolsas de estudos? Quanto o IL gastou para ajudar os fracos e oprimidos, como a Fundação Bill Clinton?

O que faz o Instituto Lula, além de pagar seus funcionários e servir o próprio Lula?


Lula (Foto: Divulgação)

18/03/2016

A descoberta da conspiração forjada por Lula e Dilma exige o imediato afastamento do bando criminoso que controla o governo


 
Por Augusto Nunes

Manifestantes na Avenida Paulista
(Foto: J.F.Diorio/Estadão Conteúdo)

O ex-presidente da República reduzido a caso de polícia e o caso psiquiátrico promovido a chefe de governo conspiraram sem vergonha nem cautelas para sabotar a Operação Lava Jato, impedir o desmonte do maior esquema corrupto da história e livrar do merecidíssimo enquadramento no Código Penal a obscenidade que chefia a seita lulopetista, a organização criminosa desbaratada pela Polícia Federal, a Casa Civil e, disfarçado de ministro, o governo em adiantado estado de decomposição. Ponto. O resto é vigarice de doutor de porta de cadeia, ladainha de devoto descerebrado, choradeira de fanático sem cura, conversa fiada de quem não tem mais para onde correr.

Quando Lula foi levado para o depoimento que vinha driblando na Polícia Federal da qual continuou a debochar, os tripulantes do titanic infestado de cafajestes tentaram manipular a forma para embaçar o conteúdo. O berreiro em torno da “condução coercitiva” foi a mágica de picadeiro ensaiada para evitar que a justa fúria dos lesados desabasse sobre o prontuário. Obrigar um meliante a conversar com o delegado não tem nada de mais. Intoleráveis são as bandalheiras que vicejaram no sítio em Atibaia, as safadezas amontoadas no triplex do Guarujá, as negociatas que introduziram o camelô de empreiteira no clube dos ricaços sem profissão definida.

Abalroados pela divulgação das repulsivas conversas telefônicas, Lula, Dilma e seus comparsas sacaram do coldre o mesmo trabuco enferrujado. Pelos gemidos das carpideiras de cadáveres adiados, vilão é o juiz Sérgio Moro. Mostrar ao país o que pensam, dizem e fazem a esquisitice que virou presidente e o farsante que a pariu — como pôde a república de Curitiba autorizar tamanha enormidade? Como esquecer a folha de serviços prestados ao país pelo reizinho que se expressa em linguagem de cortiço?, rosna a matilha de rábulas do Instituto Lula e geme o que resta do rebanho do PT.

Chega de farisaísmo, retrucaram nesta quarta-feira as multidões devolvidas às ruas pela descoberta da conspiração contra o Estado Democrático de Direito. Foi a gota d’água. É hora de encerrar o velório interminável e sepultar um governo fora da lei. O Poder Executivo está sob o comando de uma organização criminosa. Que o Legislativo e o Judiciário cumpram o seu dever sem delongas nem firulas. O povo nas ruas tem pressa.

17/03/2016

Supremo decidirá sobre posse de Lula; impeachment recomeça na Câmara



Confirmação dele na chefia da Casa Civil enfrenta forte reação nos tribunais e será apreciada pelo ministro Gilmar Mendes no STF


 ISTOÉ Online
Estadão Conteúdo


A nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil da Presidência sofreu ontem seu primeiro revés e está ameaçada pela Justiça de não se concretizar.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, anunciou que decidirá hoje sobre a maior parte das ações que ingressaram na Corte questionando a entrada de Lula na Esplanada.

Quase todas elas encampam a tese de que ele usará o cargo para se blindar do juiz Sérgio Moro. Pela manhã, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, do Distrito Federal, determinou a suspensão da posse, mas a liminar dele foi derrubada à noite.

Também ontem, a juíza Regina Coeli Formisano, do Rio de Janeiro, deferiu liminar pedida em ação popular dos advogados Thiago Schettino Gondim Coutinho e Murilo Antônio de Freitas Coutinho proibindo a posse de Lula.


Na cerimônia de posse, Dilma negou que tivesse nomeado o ex-presidente para conferir a ele a prerrogativa de ser investigado pela Procuradoria-Geral da República e julgado pelo Supremo Tribunal Federal. A reação nas ruas à nomeação do petista continuou ontem. O maior protesto ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo. Mas também foram registradas manifestações no Rio e em Brasília.

No Supremo, o ministro Celso de Mello fez um pronunciamento em resposta à afirmação de Lula, em grampo divulgado pela Justiça, de que a Corte está “acovardada” em relação à Operação Lava Jato. “Esse insulto traduz reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder o temor pela prevalência do império da lei e o receio pela atuação firme, justa, impessoal e isenta de juízes”, disse o ministro.


Ainda sem Lula oficialmente na articulação política, o impeachment de Dilma foi retomado ontem pela Câmara dos Deputados, que instalou Comissão Especial para analisar o afastamento da presidente. Um aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adversário da petista, foi escolhido para relatar o processo.

O Planalto também deu posse ontem a Mauro Lopes na Secretaria de Aviação Civil, numa tentativa de manter o apoio do PMDB. Mas os principais líderes do partido, entre eles o vice-presidente Michel Temer, fizeram questão de não comparecer à cerimônia.

Os peemedebistas também anunciaram que vão antecipar o processo decisório para saber se permanecem oficialmente com Dilma ou abandonam de vez o governo. Hoje, grupos de apoio à presidente prometem sair às ruas do País para defendê-la do impeachment.

18.Mar.16

FORA DILMA!






quinta-feira, 17 de março de 2016

O nome é Lula




O ministro Celso de Mello, no STF, fez um discurso duríssimo contra Lula.

Só faltou citar o nome de Lula.


O Antagonista

Leiam aqui:

"Os meios de comunicação revelaram, ontem, que conhecida figura política de nosso País, em diálogo telefônico com terceira pessoa, ofendeu, gravemente, a dignidade institucional do Poder Judiciário, imputando a este Tribunal a grosseira e injusta qualificação de ser “uma Suprema Corte totalmente acovardada“!

Esse insulto ao Poder Judiciário, além de absolutamente inaceitável e passível da mais veemente repulsa por parte desta Corte Suprema, traduz, no presente contexto da profunda crise moral que envolve os altos escalões da República, reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes que não conseguem esconder, até mesmo em razão do primarismo de seu gesto leviano e irresponsável, o temor pela prevalência do império da lei e o receio pela atuação firme, justa, impessoal e isenta de Juízes livres e independentes, que tanto honram a Magistratura brasileira e que não hesitarão, observados os grandes princípios consagrados pelo regime democrático e respeitada a garantia constitucional do devido processo legal, em fazer recair sobre aqueles considerados culpados, em regular processo judicial, todo o peso e toda a autoridade das leis criminais de nosso País!

A República, Senhor Presidente, além de não admitir privilégios, repudia a outorga de favores especiais e rejeita a concessão de tratamentos diferenciados aos detentores do poder ou a quem quer que seja.

Por isso, Senhor Presidente, cumpre não desconhecer que o dogma da isonomia, que constitui uma das mais expressivas virtudes republicanas, a todos iguala, governantes e governados, sem qualquer distinção, indicando que ninguém, absolutamente ninguém, está acima da autoridade das leis e da Constituição de nosso País, a significar que condutas criminosas perpetradas à sombra do Poder jamais serão toleradas, e os agentes que as houverem praticado, posicionados, ou não, nas culminâncias da hierarquia governamental, serão punidos por seu Juiz natural na exata medida e na justa extensão de sua responsabilidade criminal!"

Brasil

17.03.16

EXCLUSIVO: Minuta de contrato de 2012 mostra que sítio de Atibaia seria transferido para Lula


Documento — mais um forte indício de que Lula é o verdadeiro dono do Sítio Santa Bárbara — previa pagamento de 800 000 reais por uma parte da propriedade.

A proposta de compra e venda foi encontrada no apartamento de Lula em São Bernardo do Campo



Por Robson Bonin
Veja.com


Polícia Federal faz buscas no sítio frequentado pelo ex-presidente Lula e familiares em Atibaia, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira (04)
(Avener Prado/Folhapress)

Na operação de busca realizada pela Polícia Federal no dia 4 de março, durante a 24ª fase da Operação Lava-Jato, os investigadores da Operação Lava-Jato encontraram a minuta de um contrato de compra e venda (clique para ler o documento em PDF) no qual Fernando Bittar -- dono no papel do sítio de Atibaia frequentado pelo ex-presidente Lula e reformado por empreiteiras do petrolão - transfere a propriedade para o petista e sua mulher, Marisa Letícia.

Na minuta, não assinada, Fernando Bittar repassa a propriedade para Lula e Marisa pelo valor de 800 000 reais.

O documento foi localizado pela Polícia Federal durante as buscas no apartamento de Lula em São Bernardo. Pelo texto, Lula se comprometia a pagar pelo sítio 200 000 reais de entrada, no ato da compra, e quitar o restante da dívida com Bittar em três parcelas iguais de 200 000 reais.

Diz a minuta de contrato: "Pelo preço adiante ajustado, vendem, ao comprador, o imóvel descrito, transmitindo-lhe desde já, a posse, domínio, direitos e ações que sobre o mesmo tinham e exerciam, para que dele, o comprador use, goze e livremente disponha como bem e melhor lhe convier".

Apesar de ser uma minuta, sem a assinatura das partes envolvidas, o documento é mais um forte indício de que Lula é, de fato, o verdadeiro dono do Sítio Santa Bárbara. Em abril de 2015, VEJA revelou a existência do sítio usado por Lula para passar os fins de semana de descanso em Atibaia. Lula sempre negou ser o proprietário, embora tenha sido obrigado a admitir o uso do sítio. A propriedade é investigada pela Operação Lava-Jato desde que VEJA revelou que a construtora OAS havia realizado obras de reforma no sítio.

17/03/2016

Golpe de Estado

 
Editorial do Estadão

Não é outra coisa senão um golpe de Estado a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff. Esse ato foi, simultaneamente, uma declaração de guerra aos brasileiros honestos e às instituições da República e a abdicação de fato da presidente Dilma de seu cargo, entregando-o de vez a seu criador e consumando dessa maneira o tal “golpe” que o PT, Dilma e Lula tanto acusavam a oposição de tramar. Temos agora na Presidência de fato da República um tipo que não recebeu um único voto para ocupar aquela posição nas últimas eleições.


Já os mais de 54 milhões de votos que Dilma recebeu na reeleição foram rasgados com essa assombrosa decisão. Dilma tornou-se, por vontade própria, subalterna do demiurgo petista, na presunção de que este, como “primeiro-ministro” em um parlamentarismo de fancaria, terá o poder que ela não tem mais – e a capacidade que nunca teve – para reverter o colapso de seu triste governo.


Ao mesmo tempo, Dilma aceitou acoitar Lula em seu gabinete, concedendo-lhe foro especial para que o chefão tenha melhores condições de tentar se safar da Justiça – uma sacada que transforma o exercício do governo em algo próximo do mais puro e simples gangsterismo. Também se poderia dizer que o bando, que estava acéfalo, agora tem um chefe.


Investigado em diversas frentes em razão de suas relações promíscuas com o baronato do capitalismo oportunista, Lula foi pilhado vivendo à custa desses generosos patrocinadores, preocupados em lhe proporcionar o bom e o melhor – tudo como pagamento pelos lucrativos serviços que Lula lhes prestou nos governos petistas. A polícia e a Justiça entendem que o capo ainda precisa explicar melhor, sem xingar os investigadores nem debochar das instituições, como ele constituiu tão fraterna confraria – que, não por acaso, está no centro da roubalheira na Petrobrás.


Não era pequena a possibilidade de que Lula fosse preso a qualquer momento em razão dos diversos inquéritos dos quais é alvo em primeira instância. Agora, feito ministro, terá o privilégio de ter seu caso avaliado pelo Supremo Tribunal Federal, onde espera receber – e rogamos para que esteja totalmente enganado – a condescendência que certamente não teria do juiz federal Sérgio Moro.


Assim, Lula se torna o próprio exemplo de uma de suas tantas bravatas a respeito da impunidade no Brasil, na época em que ele ainda era o paladino da ética na política. Disse ele, em 1988: “No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia; mas quando um rico rouba, vira ministro”. Já se pode dizer que, para ser ministro do atual governo, a probidade é dispensável – a única exigência é que o candidato esteja sob investigação da Polícia Federal ou seja réu da Justiça. O Brasil já sente saudade do tempo em que os ministros eram escolhidos apenas como forma de barganha fisiológica.


Se a cartada de Lula será ou não bem-sucedida, só o tempo dirá, mas convém lembrar que o foro privilegiado não livrou da cadeia a quadrilha petista que atuou no mensalão. Enquanto o dia de encarar o tribunal não chega, Lula poderá exercer a Presidência de facto, sem ter recebido um único voto de um único brasileiro para isso. E não se diga, com o cinismo que é peculiar ao lulopetismo, que Lula, afinal, nunca deixou a cadeira presidencial e sempre influenciou Dilma. O que vai acontecer daqui em diante, ao menos na cabeça dos apaniguados do chefão petista, está em outro patamar: Lula vai ditar a política econômica, promovendo a “virada” tão desejada por essa caterva de irresponsáveis.


Já se espalhou que Lula pretende implementar um certo “plano de reanimação nacional”, para reverter a crise econômica. Nem é o caso de perguntar como o mago petista pretende realizar tamanho milagre, pois nada disso é se não rematada empulhação, como quase tudo o que caracteriza sua trajetória. Mas é o suficiente para animar a tigrada, com vista a 2018. O presidente da CUT, Vagner Freitas, por exemplo, já disse que Lula vai mudar “radicalmente” o governo e “dar uma guinada à esquerda”. Pobre Brasil.


Aos cidadãos brasileiros, ofendidos por essa desavergonhada demonstração de desprezo pela democracia, resta exercer nas ruas o direito de manifestação e pressionar o Congresso e o Judiciário a não permitirem que o golpe se complete. O Brasil não pode ser governado por uma quadrilha.

Réquiem para Lula e Dilma




Arte Antonio Lucena


Por Ricardo Noblat

Guardem na memória este dia: 16 de março de 2016.

De manhã, ao dizer “sim” ao convite para ser o todo poderoso Ministro-Chefe da Casa Civil da presidência da República, Lula, na prática, inaugurou seu terceiro mandato, decretando assim o fim antecipado do segundo mandato de Dilma.

À tarde, ao quebrar o sigilo de parte das investigações da Lava-Jato, o juiz Sérgio Moro acabou com o mal inaugurado terceiro mandato de Lula. Caberá ao Congresso, com a pressa que o caso requer, providenciar um novo governo. O país não pode ficar sem um.

A ascensão de Lula deveu-se à inoperância do governo Dilma. A queda de Lula, à sua arrogância, à sua desfaçatez, à sua ambição desmesurada, à sua imprevidência e à sua falta de compromisso com valores e princípios. Nada disso foi descoberto ontem.

Mas tudo isso ficou escancaradamente à mostra com a divulgação do conteúdo de conversas travadas ao telefone por Lula com Dilma, Ministros de Estado e funcionários do segundo escalão do governo. Ouvir Lula falando o que falou choca até os que imaginavam conhecê-lo um pouco.

De resto, ficou demonstrado que ele e a presidente conspiraram juntos para dar uma rasteira na Justiça. A nomeação de Lula para ministro não passou daquilo que até os mais ingênuos desconfiavam: uma rota de fuga. Lula imaginou que fugiria para o céu. Fugiu para o inferno.

Fica para os doutos juristas concluírem o tipo de crime que Lula e Dilma cometeram, se é que cometeram. Obstruíram a Justiça? Trata-se de crime de improbidade administrativa da parte de Dilma? Ou de crime de quebra de decoro? Dilma poderá ser acusada de crime de responsabilidade?

Se ainda lhe restasse um pingo de grandeza, Dilma renunciaria ao cargo para evitar os meses de incertezas, desavenças e conflitos que poderão marcar o processo de impeachment. De Lula, não se espere um gesto de grandeza. Ele nunca o teve.

Nos últimos meses, só cuidou de sobreviver à ameaça de ser preso. E é disso que continuará a se ocupar. Uma vez dentro do governo, usará todos os instrumentos que o poder lhe oferece para salvar a própria pele. Não lhe importa a que custo.

Se necessário, tentará incendiar o país. Foi ele mesmo quem disse, recentemente, ser o único político brasileiro com capacidade de realizar tal proeza. Em um governo sob o seu comando, tudo será permitido desde que se alcancem os objetivos desejados.

Comprar apoios de deputados e senadores para derrotar o impeachment? Ele sabe como fazê-lo. Pressionar ministros de tribunais superiores para que atendam aos seus interesses? Sem problema. Não lhe parece indecente fazê-lo. Na verdade, ele não sabe o que é decência.

Agir para abafar escândalos, para reduzir a independência funcional da Polícia Federal e, se possível, acabar com o que chama de República de Curitiba? Sua eventual salvação depende disso. Considera-se um ungido por Deus a quem tudo é permitido. E tem certeza que todos o temem.

Está mais do que na hora de nos livrarmos dele.

17/03/2016 

Brasil renasce dos grampos contra Lula: “Tchau, querida!”


Blog comenta melhores trechos da obra-prima da Lava Jato que escancarou os golpistas

Resumão em notas e tuitadas deste dia histórico:


– Dilma Rousseff agiu para evitar prisão de Lula. E Lula aceitou. Grampos comprovam. Ela tem de renunciar imediatamente. Ela mentiu horas antes sobre os propósitos da nomeação. Nixon caiu por muito menos!

Dilma descumpriu todos os deveres

– OPOSIÇÃO GRITA NO PLENÁRIO: “RENÚNCIA! RENÚNCIA! RENÚNCIA! RENÚNCIA! RENÚNCIA! RENÚNCIA! RENÚNCIA! RENÚNCIA!”

– Cardozo já fala que Dilma não queria obstruir nada, imagina… era só um termo de posse, sabe? Aham, Cardozo, senta lá.

O termo de posse de Lula

– Governo já fala em “estado policial”. Patético. O nome é Estado Democrático de Direito, onde a polícia atua contra organizações criminosas.

– Governo publicou nomeação de Lula como ministro! É golpe! O STF tem obrigação de recusar o foro privilegiado! Correram para salvar o Lula pego no grampo!

– Dilma colocou no governo um ministro que quer melar a Lava Jato. E ela dizia não intervir em investigações. Tem de cair!

– Acredite: versão do governo é que Dilma enviou termo de posse a Lula porque ele poderia faltar a própria posse. Sério. Não é piada. No duro.

– VEJA: Rodrigo Janot “já está decidido a pedir abertura de inquérito contra a presidente Dilma Rousseff por obstrução de investigação judicial”. Boa, Janot! Não se misture a essa gentalha!

– Lula reclamou de Janot em grampo: “Essa é a gratidão do PGR por ter sido nomeado procurador.” Lula quer que atropelem leis para salvá-lo por gratidão.

– Lula sobre a formalidade de Janot apontada pelo interlocutor Sigmaringa Seixas: “Esse cara se fosse formal não seria procurador-geral da República, teria tomado no cu, teria ficado em terceiro lugar. Quando eles precisam não têm formalidade, quando a gente precisa é cheio de formalidade.” Traduzindo: mimimimimimi.

– Gravação tinha autorização judicial, PT! Não adianta falar em ilegalidade, advogado! Lula é investigado. Investigados são passíveis de grampo. Dilma caiu no grampo do Lula! #Chora!

– Delcídio tem de ir à forra: quem era mesmo o “imbecil”, Lula?

– Lula em grampo: “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acorvadada. Um STJ totalmente acovardado. Um Parlamento totalmente acovardado.” Verdade! Nenhum deles condenou Lula ainda!

– Lula: “Somente nos últimos tempos é que o PT e o PCdoB começaram a acordar e começaram a brigar. Sabe?” Sei. Brigam contra a lei!

– Lula: “Nós temos um presidente da Câmara fudido, um presidente do Senado fudido, não sei quantos parlamentares ameaçados.” E Lula quer que reajam contra a polícia? É o cúmulo!

– Lula confessa: “Eu sinceramente estou assustado com a República de Curitiba”. Que bom! É a República da Lei, Brahma! #Chora!




– Lava Jato sobre um dos grampos: Lula (LILS) “diz que vai ficar escondido no domingo porque vai ter um monte de ‘peão’ na porta de casa para bater nos coxinhas. LILS diz que se os coxinhas aparecerem vão tomar tanta porrada que nem sabem o que vai acontecer”. O Lulinha Paz e Amor nunca existiu.

– Em grampo, Lula cobra que Eugênio Aragão, nomeado ministro da Justiça, “seja homem”, tenha “pulso forte” e prove que é amigo. Foi nomeado para controlar a PF e obstruir a Justiça.

– Lula pede a ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que pressione os responsáveis por investigação da Receita Federal contra Instituto Lula: “Porque era preciso você chamar o responsável e falar ‘que porra que é essa?'”. Essa p****, Lula, é o cumprimento do dever institucional!

– Lula diz a Rui Falcão esperar para “segunda-feira” uma operação de busca e apreensão em sua casa. Quem é o informante de Lula?

– Diante do vazamento da operação, a PF antecipou a Aletheia para sexta-feira e surpreendeu Lula. A Lava Jato é épica.

– Jaques Wagner também caiu em grampo com Lula e foi flagrado chamando até o presidente da OAB de “filho da puta”. A OAB havia publicado nota contra a legalidade da nomeação de Aragão. É assim que petista trata uma voz discordante.

– Lula manda Jaques Wagner pedir a Dilma que pressione ministra do STF Rosa Weber para beneficiá-lo em recurso contra investigações da Lava Jato e do MP-SP. Lula usa Dilma para intervir no STF. Cadê o camburão?

– Lula: “Falar com ela já que ela tá aí para falar o negócio da Rosa Weber. Se homem não tem c*, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fazem.” Coragem, para Lula, é ir contra a lei para salvá-lo.

– Rosa Weber, após desempenho patético na sessão do impeachment (que comentei no Twitter e nem tive tempo de passar para o blog tamanha a ‘bomba’ que veio), mereceu sair sabendo que foi citada em grampo como ministra influenciável.

– Marco Aurélio Mello, pai de desembargadora nomeada por Dilma, havia dito que via a nomeação de Lula como tentativa de combater a crise. Aí vem grampo de Lula e Dilma e desmascara o ministro do STF.

– O STF manteve o golpe. A Lava Jato manteve o país.

– Eduardo Cunha disse que comissão do impeachment será instalada nesta quinta-feira. O supremo golpe pode ter saído pela culatra. Agora é impeachment no calor do grampo. Coisa linda!

– Oposição ficou de aditar conteúdo dos grampos às ações populares protocoladas contra a nomeação de Lula como ministro por desvio de finalidade. Desvio mais provado do que nunca.

– Oposição também estuda convocar Lula para uma comissão geral na Câmara e garantiu a obstrução total da pauta do Congresso até que haja andamento do processo de impeachment.

– Afonso Florence, do PT, disse que “foro privilegiado nunca foi nem será obstáculo de investigações” e que Lula virou ministro “exclusivamente” para ajudar o país a sair da crise. Aí vem grampo e…

– Povo de Brasília se junta à multidão na frente do Palácio. Povo também protesta na Av. Paulista! Aqui no Rio houve panelaço, buzinaço e gritos das janelas: “ladrão!”, “cadeia!”, “traidor!”, “covarde!”. Copacabana foi pra rua gritar “Renuncia”!

A hora é essa! Fora, organização criminosa!

– Eles mentiram, mentem e continuarão mentindo. As vozes deles próprios – Delcídio, Mercadante, Lula, Dilma – comprovam em gravações. Chega, Brasil!

– Eduardo Paes também caiu no grampo, bajulando Lula (para vergonha do Rio de Janeiro), prometendo-lhe apoio, e maldizendo Dilma e o governador Luiz Fernando Pezão. Não tem preço.

– Paes: “Aqui o senhor [Lula] tem um soldado. (…) Eu sempre tenho que falar uma coisa pro senhor: a minha vida começou com Lula e Cabral. Terminou com Dilma e Pezão. Puta que me pariu!” Pois é. Até quem defende Dilma em público a maldiz em privado.

– Paes de novo: “Mas, Presidente, se tiver Olimpíadas com Vossa Excelência e com Sérgio Cabral é uma coisa. Segurar com aquele bom humor da Dilma e do Pezão, sabe…”. Calma, Paes. Dilma pode não resistir até a Olimpíada.

– Lula responde: “Mas o teu bom humor e a tua competência superam isso, querido.” Paes resmunga: “Foda.” Palavra certa, Paes. Defende Dilma contra o impeachment, mas é isso que ela fez com o país.

– Paes: “Agora, da próxima vez o senhor [Lula] me para com essa vida de pobre, com essa tua alma de pobre comprando ‘esses barcos de merda’, ‘sitiozinho vagabundo’, puta que me pariu!” Os supostos crimes de Lula são motivos de piada para Paes, até que a “alma de pobre” do Lula seja levada à cadeia.

– Paes: “imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele, não é em Petrópolis, não é em Itaipava. É como se fosse em Maricá. É uma merda de lugar porra!” Atibaia, na verdade, é um lugar discreto para um sítio reformado por empreiteiras, Paes.

– Sem ele, a ‘zuera’ não seria completa. Com vocês, o engenheiro dinamarquês Valdemar Poulsen, inventor do gravador.

Palmas para este homem.



16/03/2016



MPF em Curitiba preparava pedido de prisão de Lula

O Ministério Público Federal em Curitiba preparava a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula a Silva e pediria sua prisão preventiva.

Ambos os pedidos estavam sendo ultimados para ser apresentados ao juiz Sergio Moro nesta quinta-feira — antes da primeira previsão de posse de Lula na Casa Civil, que deveria ser na próxima terça-feira.
Lula quando foi depor na PF: desta vez seria prisão




A fundamentação do pedido de preventiva seriam as tentativas de obstrução da Justiça evidenciadas pelos grampos com autorização judicial — os anteriores à conversa com Lula, que só foi flagrada na reta final da interceptação telefônica

Assim como fora informado previamente de que haveria mandado de busca e apreensão em sua casa e nas dos filhos e assessores, Lula foi informado previamente da movimentação da força-tarefa.

O vazamento de que a prisão estava sendo preparada levou à conversa entre Lula e Dilma interceptada pela Polícia Federal. Por isso também a pressa da presidente para enviar ao novo “assessor”, já no aeroporto, o termo de posse antecipadamente, caso fosse “necessário”.

Por isso também foram antecipadas a publicação da nomeação de Lula e a data de sua posse.

17/03/2016 às 1:31 

Lewandowski vai a farmácia de Brasília, compra e toma tranquilizante


Presidente do STF comprou calmante e o tomou ainda na farmácia
Na farmácia Pacheco, Lewandowski comprou tranquilizantes e logo o tomou.

Meia hora depois do final dos protestos contra o governo no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski foi visto comprando remédios na farmácia Pacheco, localizada na quadra 413 da Asa Sul, a poucos quilômetro da Esplanada dos Ministérios.

De acordo com clientes, o ministro estava comprando calmante. Com aparência cansada, o ministro sequer esperou chegar em casa e tomou o remédio na mesma hora, encostado no balcão da farmácia.

Lewandowski no caixa, pagando o calmante.

Ele foi citado na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PD-MS) e também na proposta indecente do ministro Aloizio Mercadante (Educação), por meio do assessor José Eduardo Marzagão, na tentativa de comprar o silêncio do ex-Líder do Governo.


Na presidência do STF, Lewandowski vem merecendo referências positivas dos colegas e de advogados por sua conduta, mas as relações pessoais com o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma Rousseff são sempre citadas, inclusive em depoimentos de delatores.
16 de março de 2016 às 23:53


‘Eles têm que ter medo’, disse Lula sobre Moro e Lava-Jato


Conversa ocorreu com o deputado federal Wadih Damous


Por Dimitrius Dantas*
O Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Michel Filho / Agência O Globo / 14-8-2014

SÃO PAULO - Em conversa com o deputado federal Wadih Damous (PT), o ex-presidente Lula afirmou que a bancada petista no Congresso precisaria pressionar o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava-Jato. Lula afirma que, caso os parlamentares petistas se animassem, poderia fazer a diferença em relação a Moro e a Lava-Jato. “Eu acho que eles têm que ter em conta o seguinte, bicho, eles têm que ter medo”, concluiu Lula no telefonema que ocorreu em 28 de fevereiro.

“Eles têm que ter preocupação, um filho da puta desses qualquer que fala merda, ele tem que dormir sabendo que no dia seguinte vai ter dez deputados na casa dele enchendo o saco, no escritório dele enchendo o saco, vai ter uma representação no Supremo Tribunal Federal, vai ter qualquer coisa”, disse o presidente. Lula questiona Damous: “Se um filho da puta desses qualquer pode pegar (ininteligível) sabe? E achincalhar, porque a gente não pode achincalhar”.

O telefonema ocorreu pelo telefone do advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula. No seu despacho, Moro justificou os diálogos interceptados do telefone de Teixeira porque “apesar deste ser advogado, não identifiquei com clareza relação cliente/advogado a ser preservada entre o ex-Presidente e referida pessoa”. Segundo Moro, Teixeira não consta no processo de busca e apreensão entre os defensores cadastrados no processo do ex-presidente. Além disso, cita que há indícios do envolvimento direto de Roberto Teixeira na aquisição do Sítio em Atibaia do ex-Presidente, com aparente utilização de pessoas interpostas.

(*Estagiário, sob supervisão de Flávio Freire)


16/03/2016


No dia da operação da PF, Lula esbraveja em conversa com Dilma: "STF e Congresso estão acovardados"


Após ser obrigado a depor, ex-presidente diz que está assustado com a "República de Curitiba".

E sobram farpas para toda a República



Por Rodrigo Rangel, Robson Bonin
e Hugo Marques
Veja.com


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após prestar depoimento na sede da Polícia Federal, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, nesta sexta-feira (04)
(Marcio Fernandes/VEJA)

No dia em que foi obrigado a depor à Polícia Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou com a presidente Dilma Rousseff e o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, e relatou como ocorreram as buscas. Na conversa, interceptada pela Polícia Federal, Lula começa fazendo troça com uma de suas principais assessoras, Clara Ant, que também foi alvo da ação policial: "A Clara tava dormindo sozinha quando entrou cinco homens lá dentro, ela pensou que era presente de Deus, era a Polícia Federal, sabe? Então...". Sobre a reação às investigações, Lula diz à presidente que "não tem mais trégua". A Dilma, Lula diz que os tribunais superiores e o Congresso Nacional estão acovardados diante da "República de Curitiba": "Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos uma Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado, somente nos últimos tempos é que o PT e o PC do B é que acordaram e começaram a brigar. Nós temos um presidente da Câmara fodido, um presidente do Senado fodido, não sei quanto parlamentares ameaçados, e fica todo mundo no compasso de que vai acontecer um milagre e que vai todo mundo se salvar. Eu, sinceramente, tô assustado com a 'República de Curitiba'. Porque a partir de um juiz de primeira instância, tudo pode acontecer nesse país."

Lula: Alô...alô (ao fundo Lula diz: Não tem ninguém não, MORAES!)
Dilma: Alô, alô. Oi LULA!
Lula: Tudo bem?
Dilma: Não, não tô achando tudo bem não.
Lula: Faz parte...
Dilma: Ah, faz parte? Então ta bom. E como
é que você tá?

Lula: Eu tô bem...
Dilma: Tá?
Lula: Eu tô bem, eu falei com a Marisa agora, eles já foram embora de casa, já foram embora da casa do Fabio, já foram embora da casa do Sandro, eu só não consegui falar com Marcos. As perguntas, se os canalhas tivessem mandado um ofício, teria ido prestar depoimento, como eu já fui três vezes a Brasília prestar depoimento. Eu acho que o Moro quis fazer um espetáculo, antes da decisão daquele negócio que tá no Supremo pra decidir, a gente não sabe se é contra ou a favor, mas ele precisava fazer um espetáculo de pirotecnia. As perguntas foram as mesmas que eu já respondi ao Ministério Público e a dois delegados da Polícia Federal. Dos meus filhos, eles levaram os mesmos documentos que já tinha levado quando tinham levado na "invasão" na casa do meu filho. Ah, o único lugar que houve um pouco… foram na casa do Paulo Okamotto, foram na casa da Clara Ant, sabe? A Clara tava dormindo sozinha quando entrou 5 homens lá dentro, ela pensou que era presente de Deus, era a Polícia Federal, sabe? então... (risos)

Dilma
: (risos) Ela pensou que era um presente de Deus? (risos)


Lula
: Então é isso, Dilma, eu acho que foi um espetáculo de pirotecnia. A tese deles é de que tudo que ta acontecendo foi uma quadrilha montada em 2003 e que portanto, sabe, ela perdura até hoje, sabe? E dentro do palácio, é a tese deles, é a tese deles. Então eles não precisam de explicação, como a teoria do domínio do fato não precisava de explicação, o crime estava dado, agora é o seguinte, a imprensa diz que é criminoso e eles colocam em prática. Eu, estou dizendo aqui pro PT, Dilma, que não tem mais trégua, não tem que ficar acreditando na luta jurídica, nós temos que aproveitar a nossa militância e ir pra rua. Eu sinceramente, que tô querendo me aposentar, eu vou antecipar minha campanha pra 2018, eu vou acertar de viajar esse país a partir da semana que vem, sabe?! E quero ver o que vai acontecer. É, lamentavelmente, vai ser isso, querida. Eu não vou ficar em casa parado.


Dilma
: O senhor não acha estranho aquela história de quinta-feira? A IstoÉ antecipar... (interrompida)


Lula
: Eu acho estranho a liberação... a liberação do Delcídio, a declaração do Delcidio, a IstoÉ antecipar, eu acho ô Dilma.


Dilma
: E logo no seguinte, na sexta-feira, o senhor ser chamado.


Lula
: É um espetáculo de pirotecnia sem precedentes, querida. Eles estão convencidos de que com a imprensa chefiando qualquer processo investigatório eles conseguem refundar a República.


Dilma
: É isso aí!!


Lula
: Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos uma Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado, somente nos últimos tempos é que o PT e o PC do B é que acordaram e começaram a brigar. Nós temos um presidente da Câmara fodido, um presidente do Senado fodido, não sei quanto parlamentares ameaçados, e fica todo mundo no compasso de que vai acontecer um milagre e que vai todo mundo se salvar. Eu, sinceramente, tô assustado com a "República de Curitiba". Porque a partir de um juiz de primeira Instância, tudo pode acontecer nesse país.


Dilma
: Então era tudo igual o que sempre foi, é?


Lula
: Era, a mesma coisa.... Hoje eles fizeram uma coisa coletiva. Foram na casa do Paulo Okamotto em Atibaia, eu nem conversei com Paulo ainda, foram na casa da Clara. Eu tô pensando em pegar todo o acervo, eu vou tomar a decisão, e levar, jogar na frente do Ministério Público. Eles que enfiem no cu e tomem conta disso.


Dilma
: O acervo, de que?


Lula
: Dilma, é um monte de container de tranqueira que eu ganhei quando eu tava na Presidência.


Dilma
: Ah, dá pra eles! Eu vou fazer a mesma coisa com os meus, viu?!


Lula
: Então é o seguinte, ô, ô, uma hora gostaria de conversar pessoalmente porque eu acho que nós precisamos mudar alguma coisa nesse país.


Dilma
: Você pode? Quando é que você vai? (interrompida)


Lula
: Ontem eu disse o seguinte, a única pessoa... Como é que pode um delegado da Polícia Federal dar uma declaração contra a mudança de ministro?


Dilma
: Eu nunca vi isso, eu também nunca vi isso!


Lula
: Como é que pode? Ou seja, eu disse pra eles a única pessoa que está precisando de autonomia nesse país é a Dilma, que foi a única eleita, e que não consegue governar por causa do Congresso, não consegue governar por causa do Tribunal de Contas, não consegue governar por causa do Ministério Público, porra! Somente quem está precisando de autonomia é a Presidência da República, o resto tudo tem.


Dilma
: E quando é que a gente pode conversar?


Lula
: Querida, eu tô, eu tô, o nosso companheiro tinha visto a possibilidade de você convocar um conversa... quando você quiser, meu amor, só não pode ser amanhã, porque amanhã tá muito em cima.


Dilma
: Tá bom.


Lula
: Mas quando você quiser, eu me disponho


Dilma
: Segunda! Segunda! Segunda! Tá?


Lula
: Tá, depois eu acerto com o "galego", pra mim pode ser.


Dilma
: Ele quer falar contigo. Pera lá


Lula
: Tá bom.


Jaques Wagner
: Diga, excelência!


Lula
: Tudo bem, querido?


Jaques Wagner
: Suportou a "encheção" de saco?


Lula
: Não houve tortura, vocês é que sofreram mais do que eu, porra!


Jaques Wagner
: Não, todo mundo sofre...


Lula
: Foi a mesma pergunta de sempre Wagner, a mesma coisa de sempre


Jaques Wagner
: Foi só pra fazer a cena.


Lula
: Eu acho que eles quiseram antecipar o pedido nosso que tá na Suprema Corte, que tá na mão da Rosa Weber.


Jaques Wagner
: Entendi


Lula
: Sabe, eles tão tentando antecipar, como eles ficaram com medo do que a Rosa fosse dar, eles tão antecipando tudo isso... Porque ela poderia tirar isso da Lava Jato. O Moro fez um espetáculo pra comprometer a Suprema Corte.


Jaques Wagner
: Eu acho que não é só isso não, eles tão querendo criar clima, agora só falam de renúncia, clima pro dia 13. Eu disse ontem, quando saiu a matéria da IstoÉ, eu disse: "amanhã, eles vão fazer alguma putaria com Lula".


Lula
: Aham.


Jaques Wagner
: E terça-feira o "filho da puta" da OAB vai botar aqui, dizendo que o Conselho da OAB acha que nesse caso... É uma palhaçada, porque o Delcidio, porra! Que eu não imaginei que era tão canalha! Ele fala de Pasadena, por exemplo, essa porra já foi arquivada pela PGR, fala que você mandou isso, mandou aquilo... porra, tem prova? Vai tomar no cu, eu não sabia que ele era tão escroto! Mas vamos lá...


Lula
: Mas viu querido, "Ela" tá falando dessa reunião, ô Wagner eu queria que você visse agora, falar com "Ela", já que "Ela" tá aí, falar o negócio da Rosa Weber, que tá na mão dela pra decidir. Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram.


Jaques Wagner
: Tá bom, falou! Combinado, valeu querido, um abraço. Um abraço na Marisa e nos meninos...


Lula
: Tá bom, tchau, querido.


Jaques Wagner
: Tchau.